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Mais um filhote de peixe-boi é resgatado no AM

 

Filhote de peixe-boi, com aproximadamente dois meses, é resgatado no Amazonas (Foto: Eduardo Gomes/Inpa/Divulgação)

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT), em Manaus (AM), recebeu na tarde desta segunda-feira (5) mais um filhote de peixe-boi. A fêmea de aproximadamente dois meses foi resgatada no município de Autazes, interior do Amazonas.

O animal foi encontrado na última sexta-feira (2) por pessoas, que o acolheram e cuidaram dele. No sábado, procuraram a Secretaria do Meio Ambiente do município, que entrou em contato com a Associação Amigos do Peixe-Boi (Ampa). A Polícia Ambiental foi acionada, mas tiveram problemas para realizar o resgate, por causa da demanda. A previsão de resgate era para quarta-feira, entretanto, preocupados com a saúde do peixe-boi, veterinários da Ampa fizeram o resgate hoje, por volta das 15h da tarde.

A veterinária da Ampa, Paula de Souza, acredita que o filhote já estava há algum tempo longe da mãe, porque está muito magro e debilitado. Segundo a veterinária, a comunidade estava bem consciente e a família do pescador que o encontrou estava cuidando  da melhor forma possível. “Ela está magra, debilitada, estressada, mas não está com nenhum machucado aparente”, afirmou a veterinária.

A comunidade batizou o filhote de Iara e o nome será mantido. “Ela vai ficar aqui com a gente até ela crescer e ficar adulta”, confirma a Paula de Souza. Ela ressalta ainda a importância da conscientização das pessoas no processo de resgate dos animais, pois isso facilita o sucesso da reabilitação do animal.

Fonte: Portal Amazônia

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A harpia ganha documentário fotográfico inédito

Do topo de uma castanheira amazônica, a 35 metros do chão, o fotógrafo João Marcos Rosa observa atento a movimentação na copa da árvore ao lado. Ele está sentado em uma plataforma estreita, veste roupas de camuflagem e se mexe o mínimo possível para não despertar a atenção dos vizinhos. Munido de arsenal fotográfico com pelo menos 40 quilos, Rosa espera com a ansiedade de um pai de primeira viagem o que deve acontecer a alguns palmos de seus olhos: o nascimento de um filhote de harpia, a maior águia caçadora das Américas.

Harpia filhote (Foto: João Marcos Rosa)
Harpia filhote (Foto: João Marcos Rosa)

Numa manhã chuvosa de maio de 2009, na Floresta Nacional de Carajás, sudeste do Pará, ele finalmente conseguiu registrar o primeiro dia de vida de um filhote da espécie que, por seu porte majestoso (2 metros de envergadura), é considerada a rainha da floresta. Foi um prêmio à dedicação e à habilidade desse mineiro de Belo Horizonte, que aos 30 anos já conta com uma bagagem robusta como fotógrafo de natureza. O resultado – imagens primorosas do namoro dos pais, da cópula, da incubação do ovo e do desenvolvimento do bebê – virou o livro Harpia, da editora Nitro, o primeiro documentário fotográfico da ave feito no Brasil.

A harpia ocupa a mais elevada posição na cadeia alimentar. Não tem predador, a não ser o ser humano. Ao comer suas presas – macacos, preguiças e, em menor escala, répteis e aves –, presta um serviço fundamental para o equilíbrio da natureza, o controle de populações de outros animais. Com suas longas asas listradas em tons cinza e branco, a águia pode ser vista em florestas tropicais entre o sul do México e o norte da Argentina.

Não por acaso, a harpia ganhou o título de ave mais poderosa do planeta. Suas garras têm tamanho similar às de um urso-pardo. Suas patas são maiores que a mão humana e conseguem carregar presas de peso igual ao seu. Seu nome vem da mitologia grega: tratava-se de um ser imaginário, rosto de mulher e corpo de abutre, e inspirou a fênix do filme Harry Potter e a câmara secreta. Também é conhecida como gavião-real, por causa de suas curvas imponentes e a coroa de penas no topo da cabeça. Pelos índios, é chamada de uiraçu, uma referência a seu grande porte.

No caso do fotógrafo, a ave provocou encantamento à primeira vista. O encontro foi em um cativeiro em Minas Gerais, em 2002. Rosa havia sido chamado para captar o nascimento de um filhote e diz que, naquele momento, decidiu fazer um documentário sobre a espécie. O último documentário sobre a ave no mundo havia sido feito pelo cinegrafista americano Neil Rettig, que nos anos 70 chegou a morar em uma cabaninha em cima de uma árvore no Suriname para clicar o bicho. Rosa ambicionava um registro mais completo. Para isso, acompanhou a rotina de biólogos do Programa de Conservação do Gavião-Real. Criado em 1997 pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), o projeto busca proteger a harpia de suas principais ameaças: a caça e o desmatamento.

A despeito do tamanho e da força, a harpia é frágil. Reza a lenda na floresta que a ave de garras afiadas ataca pessoas e come crianças, o que estimula a matança. O avanço da fronteira agrícola e da retirada de madeira para a venda é outro fator de risco, uma vez que a espécie precisa de grandes áreas preservadas para sobreviver e só entrelaça o ninho nas árvores mais ascendentes. Para resguardá-la, não resta outro caminho que não a conscientização. “É um trabalho de formiguinha”, afirma a bióloga Tânia Sanaiotti, coordenadora do programa que, entre outras atribuições, dá palestras de educação ambiental a crianças e ribeirinhos.

Fonte: Época

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INPA conta com 42 espécimes de peixe-boi

O Laboratório de Mamífero Aquáticos (LMA) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) recebeu, por volta das 6h30 do dia 8 de janeiro, o filhote da peixe-boi da fêmea “Boo”, que entrou em trabalho de parto na terça-feira (5/1).

O INPA agora contabiliza 42 animais da espécie, sendo o sexto nascido no Instituto. Boo é o peixe-boi mais antigo do INPA, no local desde 1974. O animal já passou por quatro gestações, porém em uma das ocasiões o filhote nasceu morto.

Segundo o veterinário do INPA, Anselmo D’Affonseca, um peixe-boi vive em média 60 anos, mas, como os intervalos entre as gestações são longos entre si – quatro ou cinco anos –, o número de filhotes que o mamífero pode ter ao longo da vida é pequeno.

De acordo com ele, o filhote, do sexo masculino, passa bem e já está dando as primeiras nadadas ao lado da mãe. Para o veterinário, a observação ajudará em procedimentos necessários caso o filhote demonstre qualquer comportamento estranho ou fora do padrão.

“Anotamos tudo o que acontece, até se o filhote vai mamar ou não, pois se não acontecer ele terá que ser retirado do tanque”, explica Anselmo.

Reintrodução à natureza

O Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA) do INPA já realizou duas reintroduções de peixes-bois na natureza. Da primeira vez, em 2008, reintroduziu dois animais e da última vez, em 2009, mais dois.

Quando voltam ao seu habitat, os peixes-boi são monitorados por telemetria, por meio de um aparelho transmissor de rádio. Esse aparelho é posto na cauda do animal e fica emitindo sinais de rádio que são acompanhados diariamente por pesquisadores do Projeto Peixe-boi da Amazônia.

Dos quatro animais reintroduzidos, dois morreram, o outro se desprendeu do aparelho e não foi mais localizado e o quarto foi trazido de volta ao INPA, por não ter se readaptado.

Segundo Anselmo D’Affonseca, o trabalho de reintrodução é muito difícil, já que a maioria chega aos tanques do INPA ainda filhotes, tornando-se muito adaptados ao cativeiro.

“Toda a reintrodução é complicada e envolve risco. Com o peixe-boi não é diferente. Através das tentativas é que vamos aperfeiçoando a metodologia para novas reintroduções”, contou.

Fonte: Click Aventura

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Peixe-boi resgatado chega a centro de recuperação em Manaus (AM)

Peixe-boi resgatado chega a centro de recuperação em Manaus Foto: Reinaldo Okita/Em Tempo/AE
Peixe-boi resgatado chega a centro de recuperação em Manaus Foto: Reinaldo Okita/Em Tempo/AE

Um filhote de peixe-boi chegou nesta segunda-feira (30) ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus. O animal, que tem cerca de 3 meses, havia sido resgatado há duas semanas pela Secretaria de Meio Ambiente, no município de Coari (AM).

O filhote é uma fêmea, pesa 12 quilos e tem 89,5 cm. de comprimento. Além de passar por exames, o peixe-boi ganhou uma mamadeira com leite especial dos técnicos do Inpa.

De acordo com os veterinários, o peixe-boi não apresenta ferimentos e deve permanecer em observação por duas semanas. Depois, ele será colocado com outro animal, para adaptação. Não há previsão para o filhote voltar a viver na natureza.

Segundo a assessoria de imprensa do Inpa, o filhote foi encontrado amarrado pela cauda a um pedaço de madeira no Rio Solimões, próximo à comunidade São José do Mato Grosso, em Coari. Ele foi encontrado pelos fiscais da Secretaria de Meio Ambiente após denúncia anônima.

Fonte:  G1

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