Chimpanzé Motambo
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Planeta dos Macacos e Instituto Jane Goodall fazem parceria para cuidar de chimpanzés

Chimpanzé Motambo
Foto: Instituto Jane Goodall

“Acredito que a série ‘Planeta dos macacos’ faz as pessoas pensarem nos macacos e talvez em nosso relacionamento com eles. Tudo o que nos faz refletir  sobre nossa própria humanidade em relação ao resto do Reino Animal é importante. Acho que a série ajudou”, declarou a renomada primatóloga Jane Goodall.

O centro, que atualmente abriga cerca de 150 chimpanzés resgatados, representa um lugar de segurança e bondade da humanidade – o que muitos desses chimpanzés não conheceram durante seus primeiros anos de vida.

A maioria dos chimpanzés resgatados é vítima da indústria do entretenimento, do comércio de animais domésticos ou da caça.

Eles ficaram órfãos quando eram crianças, foram sequestrados de seus lares na floresta e arrancados de suas famílias. O Tchimpounga é sua segunda chance, permitindo que eles criem vínculos uns com  os outros, juntamente com seus cuidadores humanos.

É por meio das histórias compartilhadas desses animais que somos capazes de compreender sua singularidade e querer protegê-los.

“É uma honra e um privilégio a parceria com o instituto Jane Goodall para fornecer os cuidados necessários aos nossos parentes animais mais próximos. Ao longo da filmagem da jornada cinematográfica de César, fiquei fascinado em aprender muito sobre macacos e chimpanzés, esses incríveis animais sensíveis que se organizam, elaboram estratégias e até mesmo socializam da mesma forma que os humanos”, disse Matt Reeves, diretor do filme.

“Nossa esperança é que essa franquia de macacos despertará uma nova consciência, compaixão e respeito por essas espécies majestosas nas futuras gerações”, completou.

O legado dos filmes do “Planeta dos Macacos” tem sido, em grande parte,  criar uma maior sensação de perspectiva na qual a humanidade ou aquilo que consideramos moral, inteligente, compassivo ou fundamentalmente “melhor”, é uma sombra e que nossas semelhanças com outros animais , particularmente com outros grandes primatas, são muito maiores do que imaginamos.

Nos filmes, várias espécies de macacos se unem para criar suas próprias comunidades. Da mesma forma, os chimpanzés de Tchimpounga são reunidos para construir suas próprias comunidades, apesar de não serem biologicamente relacionados, com o objetivo de ter vidas felizes e dinâmicas.

Segundo o instituto, o apoio da 20th Century Fox ajudará a fornecer uma excelente qualidade de vida aos animais.

“Muitos dos chimpanzés resgatados pelo JGI são órfãos criados como animais domésticos ou em ‘atrações na estrada’. Enquanto o uso de grandes primatas no entretenimento pode estar diminuindo em algumas regiões, ele está aumentando em outras. Não apenas não há necessidade de usar chimpanzés e outros ótimos macacos para o entretenimento, mas é um imperativo moral encontrar alternativas”, declarou Carlos Drews, diretor-executivo do Instituto Jane Goodall.

Como um agradecimento especial pela parceria, o Instituto Jane Goodall escolheu nomear a habitação na ilha de Tchindzoulou, o maior dos três locais do santuário na ilha, em homenagem a César, personagem líder dos chimpanzés do “Planeta dos Macacos”.

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Notícias

Renomada primatóloga defende que gorila Harambe tentava proteger criança

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Yahoo
Reprodução/Yahoo

Jane Goodall, uma das primatólogas mais renomadas do mundo, escreveu um e-mail para o diretor do zoológico de Cincinnati, alegando o gorila Harambe estava tentando proteger a criança que estava em seu recinto, antes de ser morto.

A cientista e ativista pelos direitos animais manifestou suas condolências em meio à reação nacional sobre o assassinato a tiros do gorila de 17 anos, informa o Yahoo.

Reprodução/Yahoo
Reprodução/Yahoo

“Parecia que o gorila estava colocando um braço em volta da criança como a fêmea que resgatou uma criança em Chicago. De qualquer forma, é uma perda devastadora para o zoológico e para os gorilas”, escreveu Goodall de acordo com a correspondência do Instituto Jane Goodall divulgada publicamente.

Goodall pode ter se referido ao incidente de 1996 no zoológico de Brookfield, em Illinois, no qual um gorila fêmea resgatou um menino com segurança depois que ele caiu em um fosso.

Harambe foi morto a tiros e o zoológico pode enfrentar acusações criminais, disse um promotor na última terça-feira (31).Goodall também questionou como os outros dois gorilas fêmeas que viviam com Harambe reagiram a sua morte.

“Eles são autorizados a ver e expressar suas dores que são tão importantes?”

Segundo um porta-voz do Instituto Jane Goodall, a primatóloga se recusou a fazer outros comentários.

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Direitos dos Grandes Primatas

Um escândalo criminoso

“Os chimpanzés norte-americanos”

Foto: Santuário Save the Chimps

Na década de 80, o HIV apareceu na vida dos humanos para infernizar sua existência e enriquecer algumas grandes corporações. Nós conhecemos muito bem o jogo de interesses que explodiu no mundo pela cura da AIDS. Sofremos com aquilo, já que nosso grupo empresarial foi o primeiro no mundo a desenvolver um teste, barato e manual, para o diagnóstico da doença. Algum dia contaremos em detalhe essa história que desmascara muita gente que lucra com a saúde.

Agora vamos falar de chimpanzés, que também foram – sem culpa alguma – mutilados e torturados em nome da cura impossível da AIDS. O NIH (Instituto de Saúde dos Estados Unidos) e algumas corporações farmacêuticas concentraram seus esforços no fim da década de 80 para procurar uma vacina contra o HIV a qualquer custo.

Sem o menor preparo científico, sem testar nenhum chimpanzé para ver sua sensibilidade ante o vírus, começaram a tirar centenas de bebês chimpanzés da África, alimentando o tráfico destes primatas e inflando os preços do mercado negro e branco dos mesmos. Como não eram suficientes, foram montados Centros de Reprodução de Chimpanzés em diversas cidades norte-americanas, para atender a demanda dos laboratórios farmacêuticos, que investiam, com a chancela do NIH, centenas de milhões de dólares para chegar antes que outros à descoberta da cura ou da prevenção da doença.

Os chimpanzés chegavam a custar 60 mil dólares e eram arrancados de suas mães 24 horas depois do seu nascimento, para acelerar seu uso e o acesso ao mercado. Porém, existia um problema “legal”. O Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos (FWS), que tem a responsabilidade de fiscalizar a entrada e saída, permanência e uso de animais selvagens, classificava os chimpanzés (Pan troglodytes) como uma espécie na categoria “endangered” (em perigo de extinção), dentro de uma classificação usada mundialmente. Uma espécie nesta categoria não poderia ser importada, exportada, vendida, usada em tortura médica ou explorada comercialmente.

Como num passe de mágica, que ninguém explicou até agora, o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos passou a classificar os chimpanzés como “espécie ameaçada (Threatened)”, já que era uma espécie “diferente” da africana, visto que tinha nascido no cativeiro dos Estados Unidos e eram chimpanzés norte-americanos. Atuando como agente das corporações farmacêuticas, o NIH forçou um órgão do Governo Norte-Americano a mudar a classificação de uma espécie, para poder torturar e explorar na forma mais insana possível aqueles chimpanzés nascidos no país e justificar seu status ante a Lei.

Dias atrás a Sociedade Humanitária dos Estados Unidos, o Instituto Jane Goodall, a PASA e outras organizações solicitaram oficialmente ao Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos que volte a classificar os chimpanzés como “em perigo de extinção”, já que para nenhuma espécie no mundo existe esta diferenciação entre os nascidos na natureza e os nascidos em cativeiro.

Na realidade, as instituições que fizeram a solicitação foram até delicadas demais, pois na verdade o estelionato científico patrocinado pelo NIH e executado pelo órgão do Ministro de Agricultura Norte-Americano foi um ato criminoso, a fim de justificar as torturas realizadas contra centenas de chimpanzés naquele país. E depois de 20 anos de sofrimento, foi descoberto que eles eram resistentes ao vírus da AIDS humano e tinham seu próprio vírus, o SIV, que não infecta os humanos.

É muito simples voltar atrás e esquecer o sucedido. Uma sociedade que se autopromove ressaltando sua Justiça e suas Instituições deve abrir uma investigação real e objetiva de como aquela mudança de classificação foi realizada, quem a solicitou e quem a aprovou, já que centenas de vidas de chimpanzés foram ceifadas; e os que sobreviveram vivem um mundo tenebroso de medos e loucuras, pelos anos sofridos nas jaulas dos laboratórios, torturados diariamente durante anos a fio.

É necessária uma explicação pública. Os chimpanzés não podem hoje falar e exigir justiça, mas nós, que também fomos vítimas nos anos 80, dos interesses por trás dos exploradores da saúde humana, exigimos que os culpados sejam identificados e punidos pelo crime que praticaram.

A MORTE DE CENTENAS DE CHIMPANZÉS NÃO PODE FICAR IMPUNE!

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