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Zoonoses luta contra abandono de animais em Itapecerica da Serra, SP

Foto: Reprodução/Jornal na Net
Foto: Reprodução/Jornal na Net

O Centro de Controle de Zoonoses da Prefeitura de Itapecerica da Serra realiza um trabalho de conscientização contra o abandono de animais. O objetivo é, principalmente, diminuir o número de cães rejeitados por seus tutores que acabam indo para a rua.

Segundo a coordenadora do Centro, Dra. Maria de Fátima Alves Martins, é comum pessoas procurarem a Zoonoses querendo deixar seus animais. “Infelizmente muita gente nos procura para isto; temos que explicar que eles não são descartáveis, que se trata de uma vida. Antes de alguém tomar a decisão de criar um animal, tem que pensar muito para não se arrepender depois”, explica a doutora.

Maria de Fátima explica ainda que o recolhimento de cães e gatos não é o trabalho do Centro, que realiza ações de desratização e desinsetização de prédios públicos e bueiros e o controle de doenças que podem ser transmitidas dos animais ao ser humano.

Apenas aqueles abandonados com problemas de agressividades ou que tenham sofrido acidentes como atropelamento são recolhidos pelo Centro. Atualmente, a Zoonoses tem feito apenas captura de animais de grande porte, possíveis causadores de acidentes, e peçonhentos, encaminhados ao Instituto Butantã em São Paulo para estudo e produção de soro contra o envenenamento.

O Centro de Controle de Zoonoses também promove, no mês de agosto, a campanha de vacinação antirrábica. Este serviço está disponível à população durante todo o ano na sede do Centro, assim como a ação de combate à sarna.

Periodicamente, é realizada a feira de adoção de animais, este ano prevista para março. Todos os cães e gatos doados pelo Centro são vacinados contra a raiva, recebem remédio para sarna e a vacina V10, que previne vários tipos de viroses, além de serem castrados.

Serviço

Rua Baltazar Manuel, 1669 – Potuverá

Telefone: (11) 4147-1664

Itapecerica da Serra, SP

Fonte: Jornal na Net

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Caranguejeiras sumidas há décadas são reencontradas na Mata Atlântica

Pesquisadores do Instituto Butantã publicaram no mês passado um artigo que descreve três aranhas caranguejeiras da Mata Atlântica – duas novas espécies e uma velha conhecida, sumida há décadas e reencontrada recentemente. Antes mesmo de serem catalogadas pelos cientistas, pelo menos duas delas já foram contrabandeadas e vendidas em pet shops virtuais na Europa. O crime motivou os pesquisadores a acrescentar um anexo pouco usual ao trabalho divulgado na revista científica ZooTaxa: um apêndice com fotos e informações para funcionários de alfândegas e órgãos de policiamento ambiental. A iniciativa fez sucesso e o artigo foi o mais acessado no site da revista durante o mês de setembro: 8.149 downloads.

Os biólogos Rogério Bertani e Carolina Sayuri Fukushima encontraram as aranhas no sul da Bahia durante uma pesquisa de campo financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A Avicularia diversipes já havia sido descrita em 1842, mas desaparecera nos raros remanescentes de Mata Atlântica do Nordeste. Os dois pesquisadores reencontraram um exemplar entre as folhas da floresta. Bertani solicitou a um museu de Berlim o envio do espécime que baseara a descrição em 1842. O corpo da caranguejeira morta há mais de um século ainda mantinha o brilho azulado das patas: exatamente como a aranha recém-coletada.

Internet – A alegria só não foi maior porque os cientistas logo perceberam que não precisavam passar vários dias na mata para realizar a redescoberta. Bastaria navegar na internet. Contrabandistas já abasteciam pet shops no Velho Mundo com a caranguejeira. O preço de uma aranha desse tipo costuma variar de R$ 75 a R$ 90. Uma das novas espécies descritas no artigo – a Avicularia sooretama – também entrou no circuito do tráfico internacional de animais. Durante uma viagem por museus de história natural na Europa, Carolina descobriu que a caranguejeira recém-descoberta já estava à venda do outro lado do mundo.

Mas as aranhas brasileiras não atraem só a cobiça de adolescentes que procuram bichos de estimação pouco usuais. Farmacêuticas têm grande interesse nos animais, sem falar na indústria química e nos laboratórios de cosméticos. “De um modo geral, os animais mais procurados são aqueles com veneno”, aponta Bruno Barbosa, coordenador da Divisão de Fiscalização do Acesso ao Patrimônio Genético do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ele explica que as toxinas costumam ser ótimas candidatas para novos princípios ativos de fármacos.

Remédios – “Estima-se que 40% dos remédios são fruto de pesquisa biotecnológica. O Brasil contém 20% das espécies do planeta”, calcula Barbosa. “Não é difícil intuir o valor do patrimônio genético nacional”. Para Bertani, a vida nas grandes corporações fica cada vez mais fácil. “Não precisam mais vir até aqui e embrenhar-se na mata: basta visitar uma loja de animais do outro lado da rua”, ironiza. Barbosa defende um levantamento amplo de todos os produtos biotecnológicos patenteados lá fora que usaram biodiversidade brasileira. Este seria o primeiro passo para o país exigir uma compensação econômica e tecnológica em função do uso do material. “O dinheiro obtido com a fauna e a flora brasileiras deve retornar ao país para ser reinvestido em novos projetos de pesquisa”, opina Robert Raven, editor da ZooTaxa e curador do Museu Queensland, localizado na Austrália.

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