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Cão sobrevive por 21 dias no mar após terremoto no Japão

A guarda costeira japonesa anunciou neste sábado ter resgatado no mar um cão que estava à deriva sobre parte do teto de uma casa, três semanas depois do terremoto e tsunami que devastou a costa nordeste do Japão.

Foto: AFP

O animal, aparentemente ileso, foi avistado na sexta-feira pela tripulação de um helicóptero, a dois quilômetros de Kesennuma, um porto muito afetado pela catástrofe.

Os guardas tentaram em um primeiro momento resgatar o animal com o envio de um socorrista, mas o animal, assustado com o barulho das hélices, fugiu e saltou sobre outros escombros flutuantes. As autoridades decidiram, então, enviar um barco para rescatar o cão.

Foto: AFP

O animal tinha um colar, mas sem qualquer indicação adicional que permita identificar o tutor.

“O cão é muito doce e parece em bom estado de saúde, disse um oficial da guarda costeira.

Foto: AFP

As autoridades não sabem se o animal passou efetivamente três semanas à deriva ou se chegou a esta situação por outras circunstâncias.

A catástrofe de 11 de março deixou 11.828 mortos e 15.540 desaparecidos, segundo o balanço mais recente.

Veja o vídeo do resgate:

Fonte: AFP

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Cotidiano Vegano

Insights de supermercado

As pessoas são vítimas da indústria. E algumas estão cegas sem saber que estão cegas.

Elas, em sua maioria, não sentiriam prazer ao ver um animal sendo morto. Para que elas consumam, é necessário que não saibam. E para que não saibam é necessário que vejam um sorriso no lugar de um olho arrancado, ou de sangue escorrendo. Exemplos disso: as embalagens de leite, que vêm sempre com aquela vaquinha Mococa feliz e saudável estampada; as embalagens dos hambúrgueres, em que aparecem os boizinhos no pasto vivendo felizes debaixo de uma sombra; e as embalagens dos nuggets de frango: nesse caso há uma audácia que desafia qualquer ser inteligente: aparece a própria ave oferecendo um pedaço de cadáver para o consumidor – seria esse pedaço o irmão dela ou ela mesma? E aquele peru de óculos escuros? Seria ele um ser fashion, que admite a morte de sua família inteira?
 
Fiquei olhando para aquela mulher na fila do supermercado. Ela tinha na mão um pouco de carne moída. Olhei para ela, como sempre faço quando busco entender ou me colocar no lugar. Pensei: “não é possível, santa preguiça, será que ela não sabe?” Olhei para um outro senhor: ele tinha nas mãos alguns litros de leite. Olhei para mais algumas pessoas (queria achar a exceção) e percebi que estava cercada de consumidores carnívoros, leitívoros, queijívoros… Mas eu me espantei mais com uma pergunta que me veio imediatamente: saberiam eles o que tinham em mãos? Será que eles faziam escolhas ou eram levados a fazê-las? Até que ponto consumir carne seria realmente uma escolha, assim como é decidir entre a vida e a morte? Como seria a escolha dessas pessoas se elas soubessem o que a indústria não quer deixar transparecer para além das paredes dos abatedouros?
 
Existem dois tipos de onívoros que tendem à carne. Existe, sim, o que escolhe continuar comendo carne, mesmo depois de saber e de ver o sofrimento do animal e de obter todas as informações sobre como a alimentação vegana é mais do que suficientemente saudável; e existem aqueles que deixam que a indústria escolha por eles: esses são os que tiveram sua lucidez raptada. O primeiro tipo é o pior: consente a morte olhando pelo vidro.
 
Talvez tenha sido hoje, e somente hoje, que eu me dei conta definitivamente da existência desse segundo tipo dos ainda carnívoros (onívoros que “tendem” a consumir carne). Percebi que eles na verdade não escolhem, portanto não podem ser julgados como assassinos. Não são inocentes, mas são eles também vítimas de uma cegueira produzida e muito bem calculada. Eles estão temporariamente impossibilitados de consultar a ética, tiveram seus olhos tapados. O seu erro maior talvez seja a resistência a tudo que difere ou nega a vaquinha Mococa da embalagem. Eles não mais conseguem aceitar que a vaquinha feliz não existe. Mostrar-lhes a realidade seria como contar a uma criança que o Papai Noel não existe. São vítimas da mentira.

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