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Vídeo mostra abuso de porcos na Holanda e governo conduz debate sobre bem-estar animal

A Animal Rights Netherlands divulgou um vídeo mostrando as terríveis condições em que porcas e leitões são obrigados a viver em uma fazenda em Venray, Holanda. Um debate sobre a vida dos animais na indústria pecuária foi conduzido nesta quinta-feira (24) na Câmara dos Deputados do país.

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Foto: Animal Rights Netherlands

A organização afirmou que enviou as imagens para a NVWA, o órgão do governo holandês que monitora a segurança e o bem-estar animal no país, solicitando que eles tomassem providências quanto à situação deplorável dos porcos. Infelizmente, cenas terríveis como essas são comuns na indústria pecuária, onde os animais são forçados a viverem em gaiolas apertadas em meio às próprias fezes.

“Qual é o nível de imundície que um estabelecimento precisa atingir para que o governo intervenha e feche a empresa?”, questionou a diretora da Animal Rights Susan Hartland, referindo-se ao estábulo mostrado no vídeo, onde há teias de aranha, poeira e sujeira acumuladas junto a instalações elétricas.

De acordo com a organização, os problemas elétricos e de curto-circuito são a principal causa de incêndios em estábulos ​​na Holanda, e é um dos tópicos a serem discutidos durante a reunião na Câmara dos Deputados.

“A vida dos porcos nos estábulos holandeses é extremamente deplorável”, observou Erwin Vermeulen, gerente de campanha da Animal Rights. Tragicamente, mais 5,4 milhões de leitões são mortos a cada ano nos estábulos holandeses.

No entanto, de acordo com a organização, a Federação Holandesa de Agricultura e Horticultura e a Associação Holandesa de Criadores de Porcos não aborda mais as questões de bem-estar, mas todo o seu foco está em atacar os investigadores e chamar os ativistas pelos direitos animais de “extremistas”.

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De olho no planeta

Estudo diz que a urina das vacas contribui para as emissões de gases de efeito estufa

De acordo com um novo estudo publicado na revista Scientific Reports, não é apenas o gás metano liberado pelas vacas que contribui para o aquecimento global, mas também a sua urina.

Foto: Getty Images

Quando os animais urinam nas pastagens, eles produzem o óxido nitroso dos gases de efeito estufa, que, como o metano, tem um efeito climático muito mais grave do que o dióxido de carbono (CO2).

Pesquisas anteriores realizadas no condado de Somerset, no Reino Unido, mostraram como a adição de urina de vaca às pastagens estimula a produção de gás, adicionando nitrogênio ao sistema e aumentando a quantidade de água no solo.

Em um novo estudo, cientistas investigaram os níveis de óxido nitroso proveniente de pastos de vacas na América Latina e no Caribe, após despejar amostras de urina neles.

Eles descobriram que, enquanto a urina inevitavelmente produz gases de efeito estufa, a quantidade de óxido nitroso liberado nos campos que continham solo de baixa qualidade era três vezes maior.

As indústria agropecuária é a principal culpada pelo aquecimento global, liberando CO2, metano e óxido nitroso, responsáveis ​​por 10% das emissões apenas no Reino Unido. No Brasil, ela é responsável por 69% das emissões de gases de efeito estufa.

Dieta vegana em prol do planeta

Inúmeros estudos já comprovaram que a melhor ação individual que alguém pode fazer contra as mudanças climáticas é adotar uma dieta vegana. Além de ser a opção ética, pois os animais não foram feitos para o nosso consumo, parar de consumir produtos de origem animal tem um efeito benéfico ao meio ambiente e à saúde humana.

Em dezembro do ano passado, a ONU afirmou que o consumo de carne é o problema mais urgente do mundo, recomendando que os países adotassem uma dieta com mais vegetais. A equipe do Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicados (IIASA) afirmou que a redução do consumo de produtos de origem animal é uma rota eficaz em direção a um planeta mais saudável.

A noção é espelhada em uma análise de produção de alimentos concluída por pesquisadores de Oxford em 2018. Os pesquisadores avaliaram os danos que a produção de alimentos tem no planeta, do uso da terra, uso da água, poluição do ar, poluição da água e emissões de carbono. Após o estudo, os pesquisadores afirmaram que tornar-se vegano é “a maior e melhor maneira de reduzir seu impacto no planeta Terra.”

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Notícias

Aumento de imposto pode desencorajar consumo de carne

Crédito: John Giles/PA
O setor mundial da produção de carne é a causa de 15% de todas as emissões de gases de efeito estufa. Crédito: John Giles/PA

A criação de impostos específicos para produtos contendo carne é uma medida inevitável para reduzir o impacto da indústria pecuária nas mudanças climáticas, de acordo com analistas financeiros.

O setor mundial da produção de carne é a causa de 15% de todas as emissões de gases de efeito estufa.

E, ainda assim, o consumo de carne está aumentando. Por isto, é necessário que esta produção seja restringida de algum forma.

Além da emissão de gases, a pecuária desenfreada gera outros problemas, como a poluição da água, a resistência a antibióticos.

O consumo exagerado da carne também está relacionado com vários problemas de saúde, incluindo o câncer.

Uma nova análise da Investors Risk Animal Investment Risk and Return (Fairr) argumenta que a carne está agora seguindo o mesmo caminho que o tabaco, o açúcar e a emissão de carbono.

Estes produtos possuem um imposto com o objetivo de reduzir o consumo deles, já que são considerados nocivos para os humanos.

O imposto sobre a carne já foi discutido em parlamentos na Alemanha, Dinamarca e Suécia, e o governo da China reduziu o consumo máximo recomendado de carne para 45% em 2016.

Maria Lettini, diretora da Fairr, afirmou que, à medida que o Acordo Climático de Paris é implementado, é provável que nos próximos 10 anos os governos de vários países comecem a criar impostos para a carne.

A primeira análise dos efeitos dos impostos sobre a carne concluiu que taxas de 40% para carne de vacas, 20% para produtos lácteos e 8,5% para carne de galinhas salvaria meio milhão de vidas por ano e reduziria as emissões do gás metano.

Propostas na Dinamarca sugeriram um imposto de US$ 2,70 (equiivalente a R$ 8,90) por quilo de carne.

O imposto sobre a carne é muitas vezes considerado uma medida radical e inaplicável, mas pesquisas feitas pela Chatham House em 2015 descobriram que a ideia é muito menos desagradável ​​para os consumidores do que os governos pensam.

Isso mostra que as pessoas esperam que os governos tomem a liderança em relação à medidas para tratar o aquecimento global.

“É apenas uma questão de tempo antes até que a pecuária se torne o foco de uma série políticas para a proteção do planeta. A questão da saúde pública provavelmente fortalecerá a necessidade de ação do governo, como já vimos com o carvão e o diesel,” disse Rob Bailey da Chatham House.

Marco Springmann, do Programa Oxford Martin sobre o Futuro da Alimentação na Universidade de Oxford, constatou: “Os níveis atuais de consumo de carne não são saudáveis ​​nem sustentáveis. O custo do consumo desenfreado pode chegar aos trilhões no futuro”.

A necessidade de um imposto sobre a carne pode ser reduzida se surgirem tecnologias revolucionárias que reduzam drasticamente as emissões de gases, mas elas não existem hoje.

Outra opção mais promissora é a indústria crescente de carne baseadas em plantas.

Bill Gates já investiu neste mercado, assim como fizeram as principais empresas de carne e produtos lácteos do mundo.

“Há grandes oportunidades no mercado. Se pudermos começar a substituir a proteína da carne por proteínas à base de plantas que tenham o mesmo aspecto, sabor e textura, de modo que os consumidores fiquem satisfeitos, é capaz de mudarmos o mundo,” disse Lettini.

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