Destaques, Notícias

Ativistas libertam minks nos EUA e são acusados de terrorismo

(da Redação)

Foto: Care2
Foto: Care2

Ativistas defensores dos direitos animais têm partido para a ação direta contra a indústria de peles nos Estados Unidos. Invasões recentes em fazendas de peles em toda a nação americana resultaram na libertação de milhares de minks, e eles dizem que estão apenas começando. As informações são da Care2.

Nos últimos três meses ocorreram 11 ataques nos quais foram libertados pelo menos 9071 animais, de acordo com a Assessoria de Imprensa da Animal Liberation. Fazendas em Minnesota, Iowa, Idaho, Pensilvânia, Illinois, Ohio, Montana e Utah foram atingidas por libertadores que se dedicam a acabar com a exploração animal e a indústria da pele, não só tornando os animais livres como também causando danos econômicos com uma tática conhecida como “monkeywrenching”.

Michael Whelan, diretor executivo da Comissão de Peles dos EUA chamou os  ativistas de “vândalos criminosos” e “bandidos”, alegando que eles estão cometendo crimes federais (qualquer semelhança com o que aconteceu recentemente no Brasil com a libertação dos beagles não é mera coincidência). Ele também alterou o número de ataques, dizendo ao The New York Times que houve apenas sete desde Julho.
Foto: MFA/Examiner
Foto: MFA/Examiner

De qualquer forma, a guerra está armada. Cada lado continua a apontar o dedo para o outro com acusações de terrorismo, mas apenas um está certo aos olhos da Lei. Libertar minks é crime federal sob o Animal Enterprise Terrorism Act, que é a lei que determina como “terrorista” qualquer ação que cause prejuízo a empresas que exploram animais, mas os ativistas argumentam que os únicos atos de terror são aqueles infligidos por humanos a animais explorados por diversos tipos de indústria. No entanto isso é controverso pois, segundo a reportagem, mesmo quando não se concorda com essas táticas particulares, é difícil ver o lado que está lutando pelo fim do sofrimento de criaturas sencientes como sendo o “terrorista” desta equação.

Para os animais criados nessas fazendas, suas curtas vidas de intenso confinamento em pequenas gaiolas áridas são seguidas por uma morte terrível via eletrocussão anal, gaseamento ou quebra de pescoço antes de serem esfolados – muitos enquanto ainda estão conscientes – para um produto de “luxo” de que ninguém realmente precisa.

De acordo com Whelan, a maior parte da demanda pela pele de mink vem de outros continentes, com a China importando pelo menos 70% das peles dos Estados Unidos.

Foto: Wikimedia Commons
Foto: Wikimedia Commons

Os minks nas fazendas de peles sofrem estresse psicológico que conduz à auto mutilação e ao canibalismo. Eles nunca podem andar em ambiente natural como se estivessem em estado selvagem ou experienciar outros comportamentos naturais como a natação. Com poucas ou nenhumas leis até mesmo para assegurar como eles são mantidos – ou mortos – esses animais sofrem todo tipo de horror nas mãos humanas.

Animal "esfolado" após retirada de pele. Foto: Mercy for Animals
Animal “esfolado” após retirada de pele. Foto: Mercy for Animals

A crueldade inerente das fazendas de pele levantou questionamentos éticos que levaram à proibição na Áustria, na Croácia e no Reino Unido. Essas fazendas também logo irão desaparecer na Holanda, assim como Israel está trabalhando em um projeto de proibição geral que vetará a importação, a exportação e a venda de peles.

Quanto aos ataques dos ativistas, algumas pessoas argumentam que os minks que são libertados não sobreviverão na natureza, mas biólogos especialistas em vida selvagem descobriram que os animais que foram soltos puderam se integrar à natureza e sobreviver. Um estudo que rastreou minks libertados pelos ativistas revelou que nenhum deles morreu por falta de habilidades de sobrevivência ou de instintos naturais.

Peter Young, que já participou de invasões em fazendas criadoras de minks, respondeu que a chance de sobrevivência desses animais nas fazendas é zero de qualquer forma. Eles são reproduzidos e criados especificamente para serem mortos. Diante disso, ir embora e sobreviver livre na natureza já é um sucesso por si só para os pobres animais.

Faltando apenas algumas semanas para a temporada de peles, os ativistas afirmam que irão continuar libertando mais animais, portanto mais invasões podem ser esperadas em breve.

Ações desse tipo vêm ocorrendo há algum tempo nos Estados Unidos nos últimos anos, onde centenas de animais foram libertados em cada invasão. Em 2010, ataques com libertação de grandes proporções ocorreram no norte da Grécia, quando foram soltos 50 mil minks de uma fazenda, e na Suécia, onde 17 mil foram libertados.

Minks libertados na Grécia em 2010. Foto: Nikolas Giakoumidis/AP
Minks libertados na Grécia em 2010. Foto: Nikolas Giakoumidis/AP

No Brasil também há criação de animais para extração de peles. Segundo informações da PEA, são criados principalmente chinchilas e coelhos.

Novamente a lei existente para impedir maus-tratos aos animais não é cumprida e não serve para protegê-los, pois não há fiscalização.

 

 

​Read More
Notícias

Conheça alguns famosos que usam sua popularidade a favor dos animais

Por Karina Ramos  (da Redação)

Alguns famosos também lutam por causas importantes. Brigitte Bardot abdicou de uma vida luxuosa para se dedicar aos direitos animais. A atriz Pamela Anderson, conhecida por sua atuação na série S.O.S. Malibu, é vegetariana e também envolvida com a luta pelos animais. Sua campanha para a PETA em 2003 foi elogiada, mas também altamente polêmica.

A campanha se chamava “Eu prefiro ficar nua a usar pele de animais” e nela a atriz tirou toda a roupa. Desde então, Pamela vem aparecendo em várias campanhas da PETA, inclusive em uma do ano passado em que combate a caça de focas.

Seja incentivando o veganismo, combatendo a crueldade contra animais (por parte de autoridades, corporações existentes no mercado animal e de rebanhos) ou campanhas contra testes em animais, a PETA vem trazendo à tona estes problemas.

Na foto, Justin Bieber em campanha pró adoção de animais (Imagem: Reprodução/The Star Online)

A organização sempre tenta usar rostos famosos para divulgar suas campanhas. A última a se juntar a esta lista foi a Miss Mundo da Malásia, Thanuja Ananthan, que também é embaixadora da PETA em seu país.

Thanuja aparece em dois anúncios da PETA com seu cão chamado Nala. Nos anúncios, ela pede para as pessoas esterilizarem seus animais de estimação.

“As pessoas que têm tempo e amor suficientes para receber um cachorro ou gato em suas casas deveriam optar pela adoção de animais sem lar, e nunca comprar de um criador ou de uma loja. É uma atitude irresponsável deixar que mais cães e gatos nasçam sendo que não há uma quantidade suficiente de lares para eles”.

O ator Kellan Lutz, famoso por seu personagem Emmet Cullen em Crepúsculo, disse: “Não compre. Adote”. Em um anúncio lançado em julho, ele comenta que há uma superpopulação de cães e gatos. Como resultado, muitos filhotes indesejados morrem nas ruas ou são eutanasiados em abrigos por falta de lares adotivos.

Assim como ele, o cantor teen do momento, Justin Bieber, também estimulou a adoção em fevereiro. O anúncio mostrava o álbum de estréia de Justin, My World, com a seguinte frase: “O meu mundo inclui compaixão pelos animais. O seu também deveria incluir”.

Outro exemplo é Kara DioGuardi, cantora, compositora, produtora e jurada do programa American Idol. Em maio do ano passado, ela participou de uma campanha com seu cachorro, Tikki. “Cães e gatos dependem de você. Eles merecem seu tempo e sua atenção todos os dias. Então brinque com eles, dêem longas caminhadas. Eles devem ser esterilizados e nunca os enjaule, nem os acorrente. Não permita que andem sozinhos por aí sem supervisão”.

Kara DioGuardi, jurada do programa American Idol alerta sobre a importância de respeitar os animais (Reprodução/The Star Online)

Sean Kingston, famoso pela música Beautiful Girl, também contribuiu para as campanhas da PETA. Ele aparece com sua cadela, Stella. “Se seus cães são seus melhores amigos, deixe-os dentro de casa, pois ficar acorrentado não é vida”.
Já que este é O Ano do Tigre, a PETA da Ásia aproveitou o momento para abordar o sofrimento de tigres e outros animais em cativeiro. A modelo Amber Chia posou em uma gaiola coberta de listras de tigre. Chia pretende passar essas lições para seu filho recém-nascido, ensinando que animais selvagens precisam ficar em liberdade.

Para quem gosta de usar pele (verdadeira) de animais, é importante saber que na China, o maior exportador mundial desse produto, os animais têm suas peles retiradas enquanto eles estão vivos. Milhões de cães e gatos são mortos na China para o comércio internacional de peles. Em outras fazendas de pele, os animais passam suas vidas em minúsculas jaulas de arame antes de serem envenenados, eletrocutados, mortos por inalação de gás ou espancados até a morte.

Chester Bennington, vocalista da banda Linkin Park, em campanha contra a indústria de pele de animais (Imagem: Reprodução/The Star Online)

Chester Bennington, vocalista do Linkin Park, juntamente com o vocalista da Dead By Sunrise, juntaram-se à PETA em setembro do ano passado para a campanha “Ink, not Mink” (Tinta, não vison). Neste anúncio, Chester mostra sua tatuagem e aparece a seguinte frase: “Sinta-se confortável na sua própria pele e deixe que os animais fiquem com a deles”. Ele também disse que o que acontece nas indústrias é desumano.

Na mesma onda está a dupla australiana The Veronicas. As gêmeas Jess e Lisa Origliasso não usam pele. No mês passado, elas participaram de uma campanha onde seguravam coelhos sem pele (falsos, porém realísticos) e onde se lia: “Isto é o que restou do seu casaco de pele”. As gêmeas também têm uma alimentação ética e só compram cosméticos e outros produtos de empresas que não testam em animais.

Gêmeas da banda The Veronicas em campanha contra o uso de peles (Imagem: Reprodução/The Star Online)

A atriz e cantora Lea Michele, conhecida por sua atuação no seriado Glee, luta pelo bem-estar dos cavalos das carruagens de Nova York. “Cavalos são obrigados a trabalhar durante muitas horas em condições climáticas extremas, caminhando o tempo todo sobre o asfalto duro e inalando fumaça do escapamento dos automóveis. Gostaria que os turistas soubessem que depois que eles vão embora, a vida desses cavalos continua miserável, dia após dia”.

Para alguns, a única maneira de assegurar que não toleram qualquer tipo de crueldade contra animais é virar vegetariano ou vegano. Um desses vegetarianos é Paul McCartney, que já lançou a campanha da “Segunda Sem Carne”, onde incentiva que as pessoas comecem a deixar de consumir carne ao menos uma vez por semana.

A atriz vegana Alicia Silverstone apareceu em um anúncio parecido em setembro de 2007. Na época, a atriz já era adepta do veganismo há 10 anos. “Ser vegana é o segredo da minha paz e da minha felicidade. Sinto-me física e espiritualmente melhor do que jamais poderia imaginar, sabendo que estou fazendo tudo que posso para diminuir o sofrimento dos animais através de escolhas de estilo de vida simples, como nunca vestir roupas de origem animal (como lã e couro) e só usar produtos livres de ingredientes animais e de empresas que não realizam testes com eles.

Outros nomes conhecidos também se juntaram à PETA, como a atriz Alyssa Milano, as cantoras Natalie Imbruglia e Joss Stone, os atores Mickey Rourke e John Abraham e o jogador de basquete e ator Dennis Rodman.
Mas quem disse que precisa ser famoso para agir ou divulgar os direitos animais?

As informações são do jornal The Star Online.

​Read More