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Mais de 189 milhões de árvores foram derrubadas em 2019 no Xingu

Terra Indígena Trincheira Bacajá, no Pará, uma das mais desmatadas em 2019 (Crédito na imagem)

Seis árvores foram derrubadas por segundo na bacia do Xingu em 2019, o que corresponde a 168.110 hectares desmatados e  a 189.216.000 árvores destruídas no ano inteiro. Os dados são do 16º boletim Sirad X, sistema de monitoramento de desmatamento da Rede Xingu +, que realiza levantamentos graças a uma articulação de indígenas, ribeirinhos e parceiros que vivem ou atuam na bacia do Xingu.

O desmate promovido no ano passado é superior ao tamanho do município de São Paulo. A agropecuária, que explora e mata animais sencientes, a grilagem de terras, o garimpo, as queimadas, a ação de madeireiros e a sensação de impunidade, diante dos desmonte dos órgãos fiscalizadores promovido pelo governo Bolsonaro, são os responsáveis por tamanha destruição.

Esse desmate prejudica não só a natureza e os animais que dependem dela para viver, mas também os indígenas. Quase 40 mil hectares foram destruídos ilegalmente dentro de Áreas Protegidas do Corredor Xingu, o conjunto de Terras Indígenas e Unidades de Conservação da bacia. O número é 52% maior do que o registrado em 2018.

“O avanço do desmatamento dentro dessas áreas é resultado da redução das ações de fiscalização e do desmantelamento das políticas indigenista e ambiental no país”, explicou Ricardo Abad, especialista em sensoriamento remoto do Instituto Socioambiental (ISA), em publicação feita no portal do ISA.

As Terras Indígenas (TI) Cachoeira Seca do Iriri, Apyterewa e Ituna/Itatá, localizadas ao norte da bacia do Xingu, foram invadidas por grileiros e madeireiro de maneira intensa em 2019. Operações de fiscalização realizadas na região em outubro foram insuficientes, levando as três TIs a serem as mais desmatadas em novembro e dezembro do ano passado, liderando o ranking das mais desmatadas na Amazônia, com mais de 7 mil hectares destruídos.

Na TI Trincheira Bacajá, que abriga o povo Xikrin, 3.969 hectares foram desmatados em 2019, um aumento de 95% em relação ao ano anterior. O desmate ocorreu graças à reativação de uma estrada ilegal nas TIs Apyterewa e Arawete/Igarapé Ipixuna, com expansão de 40 km para dentro do território dos Xikrin em sua porção sudoeste. A estrada foi reativada em um intervalo de apenas seis meses, entre junho de 2019 e janeiro de 2020.

Em um dos afluentes do rio Fresco, no sudeste da Terra Indígena Kayapó, uma pista de pouso clandestina foi construída. Um aumento de 25% no desmate foi registrado no último bimestre de 2019 em comparação aos dois meses anteriores, graças ao garimpo ilegal.

A APA Triunfo do Xingu, no Pará, foi alvo de quase 90% de todo o desmatamento registrado em Unidades de Conservação (UC) entre novembro e dezembro de 2019. A região está no topo do ranking do desmatamento das Áreas Protegidas no Brasil, com 36 mil hectares destruídos, o equivalente a 82 árvores derrubadas por minuto. Além disso, o maior polígono de desmatamento de 2019 foi registrado no interior da APA, com aproximadamente 4.900 hectares desmatados, garantindo mais um recorde que deveria envergonhar a Presidência da República – mas que não tem esse efeito sobre o governo, que demonstra interesse em intensificar ainda mais o desmate de florestas brasileiras.

A Triunfo do Xingu é vizinha da Estação Ecológica (Esec) Terra do Meio, do Parque Nacional (Parna) Serra do Pardo e da Terra Indígena Kayapó, que também são Áreas Protegidas.

“O crescente desmatamento na APA e a baixa fiscalização fizeram com que atividades ilegais que historicamente aconteceram dentro dessa UC virassem um problema regional que ameaça todas as Áreas Protegidas de seu entorno”, explicou Elis Araújo, advogada do ISA.


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Dia do Índio: precisamos aprender com os indígenas a preservar a natureza

Yanomami em fileira durante encontro de lideranças Yanomami e Ye’kwana contra o garimpo (Victor Moriyama/Divulgação/ISA)

Os índios são grandes defensores da natureza. Frequentemente, eles travam batalhas contra o homem branco para proteger florestas, como ocorreu recentemente em São Paulo, quando índios do povo Guarani-Mbya ocuparam uma área de preservação ambiental para impedir que uma obra da construtora Tenda continuasse levando as árvores ao chão. A ocupação aconteceu no dia 30 de janeiro e se estendeu até o dia 10 de fevereiro. No início de abril, a Justiça proibiu a construtora de realizar obras no local por entender que “há potencial risco de dano ao meio ambiente e ao direito indígena”.

E é pela postura dos índios diante da natureza que a data de hoje, 19 de abril, Dia do Índio, deve ser vista como uma oportunidade para observarmos o que nós, pessoas que vivemos na cidade, estamos fazendo para preservar a natureza e, em seguida, nos questionar: porque fazemos tão pouco ou, pior, muitas vezes não fazemos nada?

Vivendo tão longe da natureza, como a maior parte de nós vive, é importante não só tomar pequenas atitudes – como preservar árvores existentes nas cidades em que vivemos e plantar outras -, como também promover uma mudança em nossos hábitos de consumo.

A devastação da natureza não está só na retroescavadeira que derruba uma árvore na Amazônia. Ela está também no prato de cada pessoa que se alimenta de produtos de origem animal, mesmo havendo uma imensa quantidade de produtos vegetais à disposição.

Nos últimos 30 anos, aumentou em 74% a quantidade de terras amazônicas transformadas em pasto para criar bois, segundo dados do Mapbiomas. Estimativas do Museu Emílio Goeldi indicam que 80% das áreas desmatadas na Amazônia são destruídas pela pecuária.

Líderes indígenas do povo Kayapó em protesto pela manutenção de seus direitos (Foto: Agência Câmara)

E embora quem dê a determinação para a derrubada das árvores – ou para que seja ateado fogo nelas -, sejam os pecuaristas e madeireiros, a responsabilidade não é só deles, é compartilhada. De nada adianta pedir a preservação da Amazônia, colocar filtros com dizeres como “salvem a floresta amazônica” nas fotos nas redes sociais, enquanto se consome produtos de origem animal – que não só destroem a natureza através do desmatamento, como também por meio da poluição e do uso de recursos naturais.

Os dejetos dos animais poluem a água e o solo. Os gases liberados pelos animais são de efeito estufa e colaboram com as mudanças climáticas. E durante toda a cadeia produtiva, a pecuária desperdiça quantidades exorbitantes de água. Enquanto produtos de origem vegetal necessitam de menores quantidades de água para serem produzidos – a soja, por exemplo, demanda 1.800 litros por quilo produzido, enquanto o milho utiliza 900 litros por quilo -, os de origem animal desperdiçam muitos litros. Para se produzir um quilo de queijo, 5.000 litros são usados; 2.400 litros em um único hambúrguer de carne; 3.900 litros para cada quilo de frango e surpreendentes 16.000 litros para cada quilo de carne produzido. Os dados são da organização Water Footprint Network.

Diante desta realidade, a lição que fica no Dia do Índio é: devemos respeitá-los e apoiá-los, posicionando-nos a favor das demarcações de terras indígenas e exigindo que o Estado os proteja de madeireiros, garimpeiros e pecuaristas que invadem suas terras, muitas vezes matando-os. Protegê-los significa não só proteger a vida humana, mas também a natureza, da qual eles são guardiões. E o respeito que devemos ter por eles não deve se restringir a palavras afetuosas ditas por nossas bocas. É necessário embutir esse respeito em nossas ações, mudando nossos hábitos de consumo para deixarmos de ser os responsáveis por sustentar as grandes empresas que os oprimem e destroem a natureza em nome do lucro.

Protesto na Terra Indígena Ianomâmi (Victor Moriyama/Divulgação/ISA)

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Leonardo DiCaprio divulga foto de índios contra o garimpo

DiCaprio denunciou a entrada de garimpeiros em terras indígenas para espalhar malária e contaminar rios com mercúrio


O ator norte-americano Leonardo DiCaprio publicou nesta quinta-feira (26) uma foto de índios contra o garimpo. Na imagem, feita durante um encontro entre povos indígenas brasileiros, os índios se posicionaram para formar as palavras “fora garimpo”. O objetivo é denunciar as extrações ilegais de minério nas terras das etnias Yanomami e Ye’kwana, em Roraima e no Amazonas.

Foto: Victor Moryama/ISA/Divulgação

“Fora garimpo – uma poderosa mensagem dos povos Yanomami e Ye’kwana do Norte do Brasil para o mundo. Apesar das leis brasileiras considerarem ilegal a mineração nas terras indígenas Yanomami, milhares de garimpeiros entraram recentemente no parque, uma das maiores reservas indígenas do Brasil, e espalharam malária e contaminaram os rios com mercúrio”, diz a publicação do ator.

“A invasão ocorre após o corte no orçamento das operações policiais da Amazônia no Brasil, deixando as áreas protegidas vulneráveis ​​à exploração. A última vez em que houve uma invasão dessa escala foi na década de 1980, quando cerca de um quinto da população indígena morreu devido à violência, à malária, à desnutrição, ao envenenamento por mercúrio, entre outras causas. Em um recente encontro das lideranças Yanomami e Ye’kwana, os povos enviaram uma carta às principais autoridades do Executivo e do Judiciário brasileiro. ‘Não queremos repetir essa história de massacre'”, completa.

A foto, feita em novembro pelo Instituto Socioambiental (ISA), que combate o desmatamento e protege povos tradicionais da Amazônia, tem o objetivo de fazer um alerta sobre a presença de garimpeiros ilegais na região e o risco de massacre. As informações são do G1.

 

Ver essa foto no Instagram

 

“No more mining” — a powerful message from the Yanomami and Ye’kwana peoples of northern Brazil to the world. Despite Brazilian laws that make mining on Yanomami Indigenous land illegal, thousands of goldminers have recently entered Yanomami Park, one of Brazil’s biggest indigenous reserves, spreading malaria and contaminating rivers with mercury. The invasion comes after the budget for Amazon law enforcement operations in Brazil was slashed, leaving protected areas vulnerable to exploitation. The last time there was an invasion of this scale was during the 1980s, when around one-fifth of the indigenous population died from violence, malaria, malnutrition, mercury poisoning and other causes. At a recent Yanomami and Ye’kwana Leadership Forum, the tribe leaders issued a letter to the main authorities of the Brazilian Executive and Judiciary. “We do not want to repeat this story of massacre,” reads the manifesto. Photo supplied by @socioambiental #foragarimpo #standwiththeyanomami

Uma publicação compartilhada por Leonardo DiCaprio (@leonardodicaprio) em

Na época, lideranças indígenas divulgaram uma carta que foi lida ela deputada federal Joênia Wapichana (Rede-RR) durante audiência pública na Câmara dos Deputados no dia 26 de novembro. O texto, assinado por lideranças das etnias Yanomami e Ye’kwana, foi elaborado durante uma reunião realizada na reserva, na região do Demini, em Roraima.

“Os garimpeiros estão envenenando as pessoas e contaminando nossos rios, nossos peixes, nossos alimentos e espantando nossa caça. Sabemos que o mercúrio usado no garimpo está contaminando nosso povo”, diz a carta. “Essa é a mensagem de todos os Yanomami e Ye’kwana juntos para todo o planeta”, acrescenta.

Uma manifestação realizada no início de novembro por garimpeiros fechou a BR-174 por quatro dias. Os manifestantes protestaram contra uma operação que desarticulou focos de garimpo ilegal e cobraram a regularização da mineração em terras indígenas, projeto estudado pelo governo federal, mas repudiado por índios e ambientalistas.


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Sting culpa Bolsonaro por negligência em relação às queimadas da Amazônia

O ex-baixista da banda The Police, Sting – que é dono de uma fundação que ajuda na preservação da Floresta Amazônica e do povo indígena -, escreveu uma carta aberta criticando o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, por negligência ambiental.

Uma das fotos mostra o músico e a outra mostra Bolsonaro
Foto 1: ANSA/AP e Foto 2: Gustavo Lima

O músico é ativista e luta pela preservação florestal. Ele inaugurou a Rainforest Foundation em 1987 e conviveu com tribos indígenas na América do Sul. Na carta aberta, declarou que líderes nacionais que menosprezam as mudanças climáticas são negligentes em escala global. Bolsonaro já se mostrou descrente em relação ao aquecimento global e também já demonstrou descaso com o povo indígena brasileiro.

Sting também criticou Bolsonaro por ter se posicionado contra a ajuda do G7, afirmando que os países cortam suas florestas há tempos e são hipócritas em falar do Brasil. O músico pediu para que o presidente revisse seus conceitos, mudando suas ações antes que fosse tarde demais.

“Não existe tempo para tocar lira: o mundo está queimando”, encerrou a carta.

Leia a tradução da carta feita pelo site Rolling Stone:

“Reza a lenda que o Imperador Nero “tocava lira enquanto Roma queimava.” Enquanto obviamente nos arrepiamos com os fatos duvidosos de que um homem tão estúpido poderia ter sido um músico, nenhum de nós, eu incluso, poderia ser complacente com as dimensões trágicas do desastre que toma conta da Floresta Amazônica enquanto escrevo.

A Amazônia pega fogo em uma velocidade sem precedentes – 80% mais do que no último ano e 39% mais de desmatamento – e o mundo de repente começou a se dar conta. 

Líderes populistas citando agendas nacionalistas ou afirmando que as mudanças climáticas e suas consequências são uma farsa são culpados de muito mais do que ficar parados e fazer nada. Isso é negligência criminal em escala global.

Não há mais lugar para clichés ultrapassados de nacionalismo em um mundo onde todos nós respiramos o mesmo ar e no qual todos sofreremos as consequências dessa negligência intencional. 

Chamar a Amazônia de “pulmão do mundo” pode não ser anatomicamente correto, mas convém com o significado e que é algo vital e insubstituível na cadeia do bem-estar de nosso planeta e o estreitamento crescente dos vetores climáticos com os quais a vida humana pode sobreviver. Simplesmente não podemos arcar com as queimadas. 

Nos aproximamos rapidamente da ponta em que todos os incêndios vão continuar queimando e nada vai poder pará-los. 

Apelamos para o governo brasileiro mudar as políticas que abriram a Amazônia para exploração. Retórica nacionalista foi um dos motivos que inflamou as chamas que ameaçam engolir o mais importante laboratório de vida do planeta. Infindáveis espécies estão em risco iminente de extinção. 

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, falou abertamente que não é amigável em relação ao povo indígena e agora ele está voltando atrás de acordos de preservação de terra já assinados, abrindo territórios e desmantelando organizações de direitos científicos e humanos no Brasil para permitir isso. Ele criticou os países do G7 por hipocrisia, dizendo que nós cortamos nossas florestas faz tempo, mas isso não é motivo para não aprender com esses erros.

Todos nós devemos ajudar a criar um modelo de economia sustentável que tornem a destruição das florestas do Brasil desnecessária. 

No RF trabalhamos há três décadas com os índios e povo amazonense – e não só no Brasil mas em vários países da América do Sul para proteger suas terras e seus direitos. É o mundo deles que está em perigo iminente, e o estilo de vida deles que precisa de proteção. Agora mais do que nunca precisamos apoiá-los para garantir a sobrevivência deles. 

Com toda a certeza é interesse próprio do Sr. Bolsonaro entender e aceitar isso. Nós imploramos para ele a revisão de suas políticas e mudança de suas ações e retórica incendiária antes de ser tarde demais. Não existe tempo para tocar lira: o mundo está queimando.”

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Tribos indígenas da Amazônia fazem juramento de proteção à floresta contra Bolsonaro

Foto: Bloomberg/Reprodução
Foto: Bloomberg/Reprodução

Tribos indígenas, cuja terra e meios de subsistência estão sendo diretamente prejudicadas pelos incêndios devastadores da Floresta Amazônica, “prometeram fazer tudo o que estiver ao seu alcance para resistir à ‘destruição da Mãe Natureza’ do presidente Jair Bolsonaro” e convocaram o resto do mundo a se juntar a eles.

“Estamos colocando nossos corpos e nossas vidas na linha para tentar salvar nossos territórios”, disse a líder indígena brasileira Sonia Guajajara, que nasceu em uma aldeia na floresta amazônica, em um comunicado. “Temos advertido há décadas sobre as violações que sofremos em todo o Brasil”.

“O comportamento predatório de madeireiros, mineiros e fazendeiros, que têm um poderoso lobby no congresso nacional com mais de 200 deputados sob sua influência”, disse Guajajara, “tem piorado muito sob o governo anti-indígena de Jair. Bolsonaro, que normaliza, incita e fortalece a violência contra o meio ambiente e contra nós”.

De acordo com dados de satélite analisados pela Weather Source, existem mais de 2 mil incêndios acontecendo na Amazônia brasileira. As queimadas provocaram indignação de líderes mundiais e terríveis advertências de ambientalistas, que dizem que os incêndios poderiam acelerar a crise climática danificando “irreversivelmente a Floresta Amazônica”.

Em um comunicado, um grupo de líderes da tribo indígena Huni Kuin disse que os incêndios são “o choro da Mãe Natureza, nos pedindo para ajudá-la”.

“Se não pararmos essa destruição da Mãe Natureza, as gerações futuras viverão em um mundo completamente diferente daquele em que vivemos hoje”, disse a tribo. “E estamos trabalhando hoje para que a humanidade tenha um futuro. Mas se não pararmos essa destruição, seremos os que serão extintos, queimados e o céu descerá sobre nós, o que já começou a acontecer.”

Os Xingu ecoaram essa mensagem em um vídeo postado online segunda-feira última (26). Falando aos povos do mundo como as nações mais ricas do planeta reunidas na França para a cúpula do G7, um representante do Xingu disse que as tribos indígenas “vão resistir à floresta, ao nosso modo de viver para o futuro de nossa filhos e netos”.

A autora e ativista canadense Naomi Klein, escreveu em artigo para o Boston Globe na segunda-feira última (26), disse que ouvir os povos indígenas e respeitar seus direitos é fundamental para resolver a crise climática global, com a justiça na vanguarda.

“O colonialismo está incendiando o mundo”, escreveu Klein. “Assumir a liderança das pessoas que vêm resistindo à violência há séculos, ao mesmo tempo em que protegem formas de vida não-extrativistas, é nossa melhor esperança de apagar as chamas.”

Vista aérea de uma grande área de queimada na cidade de Candeiras do Jamari, no estado de Rondônia. | Foto: Victor Moriyama/Greenpeace
Vista aérea de uma grande área de queimada na cidade de Candeiras do Jamari, no estado de Rondônia. | Foto: Victor Moriyama/Greenpeace

As chamas não estão apenas queimando na Amazônia. A Bloomberg informou na segunda-feira que a Weather Source registrou 6.902 incêndios em Angola e 3.395 na República Democrática do Congo.

O movimento global Extinction Rebellion (Rebelião Contra a Extinção) advertiu na terça-feira que os incêndios continuarão a se intensificar se os líderes mundiais se recusarem a tomar medidas climáticas ousadas e imediatas.

“Quanto mais a inação dos governos do mundo sobre o clima e a catástrofe ecológica continuar”, disse o grupo ativista, “pior será o fogo”.

Índios Yawanawa

A mídia internacional tem noticiado massivamente a situação dos incêndios na Floresta Amazônica, com destaque para a política do presidente Bolsonaro de incentivo ao agronegócio e desaparelhamento do IBAMA, além do corte às verbas de fiscalização do meio ambiente para logo em seguida anunciar que o país está aberto a aceitar milhões de dólares em ajuda internacional contra incêndios florestais.

Mas enquanto os humanos são em grande parte culpados pela destruição da floresta, são os humanos também que conseguiram manter algumas partes da mata mais saudáveis também. A rede de notícias internacional CBS News conversou com o chefe dos índios Yawanawa, Tashka Yawanawa. Ele disse que a estação seca tem sido particularmente ruim, resultado do tipo de desmatamento agressivo que ameaçou o modo de vida dos Yawanawa.

“Cada um de nós precisa ser responsável economicamente, ambientalmente, culturalmente, porque senão a humanidade simplesmente desaparecerá como os dinossauros”, disse ele.

Mas o Brasil está em uma encruzilhada, dizem os especialistas. Depois de trabalhar anos para conter o desmatamento, o movimento está novamente em ascensão. Não é uma coincidência, dizem os críticos do presidente Jair Bolsonaro, que promove o desenvolvimento aberto.

O cientista Foster Brown, que trabalha no noroeste do Brasil há 30 anos, disse que a regeneração de partes da Amazônia que foram consumidas ao longo das décadas é possível. Mas também está se perdendo muito da Amazônia.

“Se continuarmos em uma certa tendência que estamos seguindo, não demorará muito”, disse ele, acrescentando que pode as consequências poderão acontecer dentro de “décadas”.

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‘Bolsonaro, mude suas políticas’, diz Madonna sobre queimadas na Amazônia

A cantora Madonna se uniu aos artistas que estão protestando através das redes sociais contra a destruição da Amazônia causada pelas queimadas.

Foto: Reprodução/Instagram

Ao se posicionar, Madonna fez um alerta sobre a necessidade do presidente mudar suas políticas para preservar a Amazônia. O governo Bolsonaro ficou marcado desde o seu início pelos retrocessos ambientais – dentre eles, o corte de R$ 187 milhões do orçamento do Ministério do Meio Ambiente, que gerou uma perda de 95% nas verbas destinadas ao combate a incêndios e outras ações, e a assinatura da Medida Provisória da Liberdade Econômica, que inclui autorização automática para desmatamento por empreendedores quando órgãos ambientais atrasarem emissão de licenças. Aprovada pela Câmara e pelo Senado, a MP segue agora para sanção do presidente.

“Os incêndios estão furiosos e a Amazônia continua a arder. Isso é uma devastação para o Brasil – para os povos indígenas que vivem lá e para as espécies de plantas e animais que fazem dela a floresta biológica mais importante! Presidente Bolsonaro, por favor, mude suas políticas e ajude não só o seu país, mas o mundo inteiro. Nenhum desenvolvimento econômico é mais importante do que proteger esta terra. Precisamos acordar! O futuro da floresta tropical afeta o futuro do mundo”, escreveu a cantora.


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Imprensa internacional noticia aumento do desmatamento na Amazonia

Reuters/Nacho Doce
Reuters/Nacho Doce

O desmatamento na Amazônia aumentou em 20% no ano passado, revelam informações da entidade ambientalista Imazon, que não possui ligação com governo e monitora a floresta tropical há duas décadas, informa o jornal inglês The Independent.

A extração descontrolada de madeira e a invasão de terras foram atribuídas pelos analistas como responsáveis por grande parte da perda, algumas das quais ocorreram em áreas protegidas e reservas indígenas.

O grupo ambientalista afirmou que imagens de satélite mostraram que a região perdeu 2.169 km² de florestas entre agosto e abril. Este número corresponde a 1,807 km² perdidos a mais em relação ao mesmo período do ano anterior.

O ano-base de monitoramento do grupo começa em agosto, para coincidir com a estação seca do Brasil, quando as taxas de extração são geralmente mais altas.

O presidente do país, Jair Bolsonaro, e seu ministro do Meio Ambiente, Ricardo de Aquino Salles, questionaram a realidade da mudança climática e falaram a favor da expansão da mineração e da agricultura industrial na Amazônia e em áreas protegidas.

Ambos os políticos acreditam que as leis ambientais e os grupos ativistas freqüentemente trabalham para impedir o potencial econômico do Brasil.

Salles disse no início do mês que queria reformar o Fundo Amazônia, uma iniciativa criada para conter o desmatamento em uma área de quase sete milhões de quilômetros quadrados.

O ministro agendou uma reunião com representantes dos governos alemão e norueguês, dois dos principais contribuintes do fundo, esta semana.

Salles disse que seu ministério revisou 103 contratos concedidos pelo fundo a grupos sem fins lucrativos, cerca de um terço de todos os contratos assinados desde o seu lançamento em 2008. Ele disse que a investigação encontrou “irregularidades” em todos os 103 contratos, mas ele não deu quaisquer casos específicos, citando cláusulas de confidencialidade até revisão pelos auditores.

Ele reiterou sua intenção de “sacudir” o fundo apertando regras e a supervisão sobre a alocação de contratos e a escolha de projetos que possam obter financiamento, em uma recente entrevista à TV Globo.

“Queremos melhores resultados para reverter o aumento do desmatamento”, disse Salles, acrescentando que queria resultados “mensuráveis” e um “retorno sobre o investimento”.

Ele não pôde dar mais detalhes sobre as mudanças propostas pelo ministério antes de discuti-las com a Noruega e a Alemanha, disse ele. A estatal brasileira de petróleo, a Petrobras, é o terceiro maior contribuinte do fundo.

O fundo foi criado para receber doações para ajudar a prevenir, monitorar e combater o desmatamento na floresta amazônica, uma vasta área rica em biodiversidade e cuja preservação é vista como essencial para conter a mudança climática.

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Você é o Repórter

Animais de tribos indígenas precisam de ajuda em Parelheiros (SP)

Joserey
Joserey1506@gmail.com

Sete tribos indígenas de Parelheiros, zona Sul de SP, estão sofrendo com a falta de recursos e pessoas e animais estão passando por uma situação extremamente difícil. Ao todo, são cerca de 1.200 animais. Cães e gatos são assolados pela fome, doenças de pele, ferimentos e parasitas. A maioria dos animais não é castrada e se reproduzem continuamente. Voluntários estão tentando realizar um mutirão e precisam da ajuda de veterinários solidários, ONGs, protetores de animais e o apoio de pessoas dispostas a colaborar.

Também possível ajudar doando vermífugos, ração e os medicamentos: Ivomec, Meloxican (ou Cetoprofeno) além de agulhas e produtos para a assepsia de ferimentos como álcool e água oxigenada. Além da castração, os animais também precisam ser vacinados. Quem puder ajudar a minimizar essa situação crítica entre em contato com a Ariadne através do e-mail: acsbarcellos@hotmail.com

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PM resgata 15 tartarugas com índios Carajás em cidade de MT

Foto: Reprodução
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A Polícia Militar em Luciara, a 1.180 km de Cuiabá, resgatou aproximadamente 15 tartarugas com um grupo de índios da etnia Carajás.

A suspeita da PM é que os indígenas iriam vender os animais na cidade, o que é considerado crime ambiental. O flagrante ocorreu às margens do Rio Araguaia, para onde as tartarugas foram devolvidas. A polícia registrou boletim de ocorrência por degradação ambiental. Ninguém foi preso.

O G1 entrou em contato com a Fundação Nacional do Índio (Funai) em Brasília, mas até a publicação desta matéria, não tinha obtido resposta. Há pouco mais de dois meses, índios da mesma etnia foram flagrados vendendo tartarugas vivas por R$ 40 na cidade de Santa Terezinha, município nas proximidades de Luciara.

Na época, a Funai disse que um antropólogo da entidade tinha ido até Santa Terezinha para conversar com os índios e conscientizá-los sobre a gravidade do crime.

Segundo o cabo Domingos de Jesus, o flagrante foi feito na última quinta-feira (6), quando uma equipe da PM percorria o rio Araguaia.

“Vimos os indígenas tirando as tartarugas do barco e colocando na margem, de barriga pra cima”, contou. O policial disse que a principal hipótese era que os índios – entre 10 e 12 – iriam vender os animais.

A carne de tartaruga é bastante apreciada na região, informou o policial. A venda de animais silvestres é crime ambiental, mas os indígenas podem consumir os animais. “Falamos para eles que não era permitida a comercialização. Os índios podem comer as tartarugas dentro da aldeia, mas não podem vir à cidade vender”, explicou.

Depois da abordagem, os índios foram liberados. Porém, a PM registrou outro boletim de ocorrência, depois de rumores de que os indígenas estariam planejando invadir os prédios das policias Civil e Militar em Luciara. A Polícia Militar das cidades próximas – São Félix do Araguaia, Alto Boa Vista e Bom Jesus do Araguaia, por exemplo – está de sobreaviso.

Fonte: G1

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ONG de defesa animal realiza ato contra construção de hidrelétrica em frente ao TRF, em SP

Foto: VEDDAS

Na última segunda-feira (17) a Justiça Federal julgou uma importante ação que poderia suspender a construção de Belo Monte. Trata-se do direito dos povos indígenas de serem consultados pelo Congresso Nacional antes do início das obras. Infelizmente, o juiz não tomou uma decisão e pediu vistas à ação, adiando assim por tempo indeterminado o seu julgamento. Além dessa ação sobre a consulta prévia aos povos indígenas, outras 11 ações denunciando ilegalidades no processo de Belo Monte estão paradas na Justiça, aguardando julgamento.

Se construída, Belo Monte vai arrasar com uma das regiões mais ricas em diversidade biológica e cultural do planeta para produzir apenas 39% da potência instalada de geração de energia. Isso sem contar que o valor da obra, majoritariamente financiada com dinheiro público, já ultrapassa o valor astronômico de R$ 30 bilhões. No que se refere aos animais que serão afetados pela construção da usina de Belo Monte e com a alteração do Código Florestal, a nossa luta só tem força suficiente contra esse adversário ao nos unirmos a outras lutas sociais, como é o caso da luta dos povos do Xingu a qual apoiamos nesse momento.

O VEDDAS, ONG de defesa dos direitos animais, está participando ativamente da organização das ações e movimentos contra a construção da usina de Belo Monte e contra o Novo Código Florestal, inclusive do acampamento que teve início no dia 15 de outubro em São Paulo. Entre outras demandas, pelo julgamento das ações que estão paradas no TRF-1 que visam parar a construção da usina de Belo Monte, pelos direitos dos indígenas, pelo direito da natureza e pela democracia direta.

Durante a montagem do acampamento, mais de 10 viaturas da Guarda Civil Metropolitana chegaram ao local para informar que a tropa de choque seria acionada caso não desmontássemos as barracas, alegando ocupação indevida do solo. Depois de algumas negociações, decidimos por consenso por desmontar as barracas, deixando-as sobre o chão e dormindo por cima delas ou sobre lonas improvisadas nessas noites frias de início de primavera em São Paulo.

Durante o julgamento da ação do Procurador Felício Pontes no Tribunal Regional Federal em Brasília, estivemos protestando em frente ao Tribunal Regional Federal em São Paulo demandando que os direitos constitucionais dos povos indígenas que habitam a região do Rio Xingu sejam respeitados.

Veja aqui as fotos do Ato em frente ao Tribunal Regional Federal em São Paulo.

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Indígenas pedem bloqueio de estrada para proteger animais de atropelamentos

Estrada foi construída dentro da Reserva Indígena Waimiri-Atroari, mas indígenas querem preservar área com bloqueio (Arquivo A Crítica)

Uma média mensal de 70 a 150 animais de várias espécies morrem atropelados na BR-174, especialmente na área onde fica localizada a reserva indígena Waimiri-Atroari, no território do estado do Amazonas.

Este é um dos motivos que levam os indígenas a bloquear os 123 quilômetros da estrada que estão dentro da reserva.

A informação é de Marcelo Cavalcante, coordenador do programa Waimiri-Atroari, ao ser procurado pela reportagem do acritica.com para falar sobre a ação do governo de Roraima que pede o fim do bloqueio da estrada à noite, pelos indígenas, e que deve ser sentenciada este ano.

“São vários tipos de animais. Onça, paca, anta, jacaré, mucura. Inúmeros”, disse ele.

Segundo Cavalcante, o “fechamento” da estrada é uma medida para reduzir o trânsito na área para diminuir os atropelamentos dos animais e até mesmo dos indígenas.

“O animal tem hábitos noturnos. É uma restrição temporária. É uma medida de defesa ambiental tomada pelos indígenas porque se trata de uma reserva preservada, mas a estrada não fica fechada totalmente”, disse Cavalcante.

O trecho dentro da reserva indígena fica bloqueado entre 18h30 e 6h. Quem chega até às 18h30 pode atravessar a barreira.

“Se alguém sai de Manaus às 15h tem como passar pela estrada à noite. Dá tempo”, disse Cavalcante.

De acordo com o coordenador do programa Waimiri-Atroari a “polêmica” sobre o bloqueio da estrada é antiga, mas chegou à esfera judicial há quase três anos, em decisão tomada pelo governo de Roraima, que se considera prejudicado com a medida.

Segundo o coordenador, caso a justiça federal de Roraima acate a ação contra o bloqueio da estrada, os waimiri-atroari vão recorrer.

“O Ministério Público Federal está fazendo perícia para dar o parecer sobre o pedido de abertura da estrada. Mas acredito que isto ainda vai rolar mais para a frente. Se o parecer e a decisão forem a favor, vamos recorrer”, disse.

Com informações do acrítica.com

Nota da Redação: Após serem despejados de seus habitats pela ocupação humana, é fundamental que os animais sejam ao menos protegidos dos perigos das estradas. No entanto, infelizmente, esses mesmos indígenas que reivindicam o respeito à fauna ainda caçam animais para o consumo, tomando desses seres o direito à vida. Portanto, para que o discurso se torne coerente, o comportamento pela preservação da fauna local deve partir também, e primordialmente, da própria comunidade indígena.

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Você é o Repórter

Animais de aldeias indígenas paulistas precisam de você

José Carlos Orlandin

jcarlosorlandin@hotmail.com

Projeto Animais Aldeia Indígena

Bem perto de nós existem duas aldeias indígenas, a Tekoá Pyan e a Tekoá Ytu, localizadas no Pico do Jaraguá. Estima-se que vivam no local cerca de 200 animais entre cães a gatos, domiciliados ou não. Um grupo independente de voluntários atua nessas aldeias, dedicando finais de semana e feriados para atender aos animais. Esse grupo precisa neste momento de toda nossa ajuda.

Foto: s/c

Um plano de ação para efetuar esterilizações e atendimento básico aos animais está aguardando seu apoio para se concretizar. Você pode ajudar doando dinheiro, medicamentos e materiais cirúrgicos ou ração. Veja as planilhas abaixo e como doar. 

Foto: s/c

O plano consiste em:

1-  Realizar 200 cirurgias em 6 etapas, 30 cirurgias em cada etapa;

2-  Priorizar fêmeas, filhotes, jovens e adultas, caninas ou felinas;

3-  Castrar os machos, filhotes, jovens e adultos, evitando assim que saiam das aldeias em busca de fêmeas no cio, que formem matilhas e que briguem por território;

4-  Em cada etapa de cirurgias, retornar no dia seguinte para avaliar os pacientes, completar medicações quando necessário e orientar a execução dos curativos;

5-  Sempre que realizamos mutirões (estas situações  clinico cirúrgicas  podem ocorrer ou não), nos deparamos com muitas situações clinico cirúrgicas que requerem cuidados especiais. Essas situações podem ser:

–  fêmeas prenhes;

–  piometras (infecção no útero) o que necessita de antibióticos extras, e cuidados intensivos;

–  cistos e tumores em ovários;

–  machos com tumores em testículos, ou criptorquidas( testículos localizados fora da bolsa escrotal);

Foto: s/c

Planilha dos custos da ação nas aldeias  Tekoá Pyau e Tekoá Ytu

– 2 deslocamentos de médicos veterinários sendo um para cirurgias e um para pós operatório, no valor de R$ 150,00 pelos dois deslocamentos.

–  castração de cadelas R$ 80,00

–  castração de cães machos R$ 60,00

–  castração de gatos R$ 50,00

–  castração de gatas R$ 60,00

Os relatórios de atendimentos e cirurgias serão publicados no blog animais da aldeia e no site:

www.veterinariosnaestrada.com.br

Foto: s/c

Doações poderão ser feitas:

Em dinheiro

Banco Bradesco


Agencia 2925-4

Conta corrente 4090-8

Amélia Margarida de Oliveira – ME

Em material e medicamento

– Material Descartável

300 pacotes gaze estéril

6 pacotes gaze não estéril

200 lâmima de bisturi número 22 ou 23

120 luvas cirúgicas 7 (estéril)

120 luvas cirúgicas 7,5 (estéril)

200 pano de campo tnt 60×80

4 cx fios de sutura nylon sem agulha 1

6 cx fios de sutura nylon sem agulha 0

6 cx fios de sutura nylon sem agulha 2-0

4 cx fios de sutura nylon sem agulha 3-0

100 catéter 22

2 esparadrapo grande

150 equipo soro

10 gorro, máscara cirúrgica

10 avental cirúrgico

4 litros clorexidine

2 litros iodo degermante

1 litro sabão líquido

3 litros álcool 70%

3 litros água oxigenada

4 descarpack

20 sacos de lixo branco

400 seringa 1ml (insulina)

500 seringa 3 ml

400 seringa 5 ml

400 agulha 25 x 7

400 agulha30 x 8

400 agulha 45 x 13

1 cx (200) envelopes esterilização 150 x 250 mm

– Medicamentos

20 amp. adrenalina

20 amp. atropina

20 amp. lidocaina

4 cx. dolantina

2 fr. acepran 1%

4 cx. luvas de procedimento P

6 fr. zoletil

2 fr. sedomin

8 fr. Ketamina

3 cx. diazepan

20 amp. glicose

100 fr. soro fisiológico

50 fr. soro ringer lactato

4 spray prata

4 ketojet, dipirona ou meloxican

4 penfort, pencivet ou xotapen

20 amp. fenergan

20 amp. metronidazol

10 amp. dexametasona

2 fr. óleo mineral

(os materiais listados foram calculados para a realização de 200 cirurgias)

As doações de materiais e medicamentos podem ser encaminhadas para a nosa base:


Rua Marcos Portugal, 224 Ipiranga CEP 04280-030

tel.(11)5062-8522 ou 2592-2645

ou por meio do contato com José Carlos Orlandin – que montará esquema de retirada e entrega na clinica:

e-mail: jcarlosorlandin@hotmail.com

tel.(11)6695-1506

Foto: s/c

Os materiais hospitalares podem ser comprados na rua Borges Lagoa. Existem várias distribuidoras de materiais cirúrgicos. Abaixo seguem telefones de algumas distribuidoras onde podem ser adquiridos:

-Brasuture, fios de sutura (11)4054-2948/7258-5036 – Luciano

-CBS, material hospitalar (11) 3347-2700

-Commed, material hospitalar (11)5081-8283

-Bio Brasil, Zoletil (anestésico) (11)2345-7007 /2345-7585

-Cirúrgica São José, materiais hospitalares e anestésicos (12)3925-9000

-Davol, distribuidora veterinária (11)2606-3655

Em ração

Para cães 340kg, consumo quinzenal

Para gatos 60kg, consumo quinzenal

Para doar ração, entrar em contato diretamente com José Carlos Orlandin:

e-mail: jcarlosorlandin@hotmail.com

tel.(11)66951506

Os animais das aldeias dependem da sua coragem de fazer o bem para receber tratamento digno.

Foto: s/c



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