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Polícia indicia estudante picado por naja e sua família por tráfico de animais

Naja se sentiu acuada e picou estudante para se defender (Foto: Ivan Mattos/Zoológico de Brasília)

Considerado traficante de animais pela polícia do Distrito Federal, o estudante de medicina veterinária Pedro Henrique Krambeck Lehmkuhl, de 22 anos, foi indiciado por crime ambiental, assim como sua mãe e seu padrasto. No total, 11 pessoas foram indiciadas.

A polícia passou a investigar um esquema de tráfico de animais no Distrito Federal após uma naja picar o estudante para se defender. O animal era mantido em cativeiro e foi abandonado na rua após o caso. Resgatada, a cobra foi levada ao Zoológico de Brasília e agora está no Instituto Butantan, em São Paulo.

Rose Meire dos Santos Lehmkuhl, mãe de Pedro, e seu padrasto, o tenente-coronel da Polícia Militar Eduardo Condi, foram indiciados, além de seis colegas do estudante e uma professora da faculdade na qual eles cursavam medicina veterinária.

Pedro chegou a ser preso, mas foi solto dias depois graças a um habeas corpus – o mesmo aconteceu com um colega do estudante. As informações são do G1.

Uma funcionária do Ibama também é investigada pelos crimes. No entanto, por trabalhar no órgão federal, o caso de Adriana da Silva Mascarenhas está nas mãos da Polícia Federal. Ela foi afastada do cargo.

A família de Pedro foi indiciada porque, segundo o delegado William Andrade Ricardo, a mãe e o padrasto do jovem sabiam dos crimes praticados por ele e o ajudavam a realizá-los.

“Deixo bem claro que havia registros da plena ciência, concordância e apoio a essa atividade de tráfico de Pedro. A mãe inclusive perguntava sobre as cobras, se elas estavam bem. Alimentava as cobras e cuidava da reprodução”, concluiu o delegado.


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