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Documentário mostra que o consumo de carne é a principal causa do desmatamento na Amazônia

Banner do documentário “Takeout” | Foto: Reprodução Google

Não há praticamente um dia em que a floresta Amazônica não esteja pegando fogo.

Milhares de incêndios queimam e devastam a maior floresta tropical do mundo a cada ano. Só em 2019, foi batido o recorde no número de focos de incêndio e desmatamento na Amazônia, mais de 906.000 hectares foram perdidos. Segundo o monitoramento do desmatamento do Projeto Andino Amazônia, 4.500 quilômetros quadrados da floresta amazônica foram desmatados entre 2017 e 2019 e depois queimados, 65% desse desmatamento ocorreu somente em 2019.

Mesmo o fogo sendo parte natural de muitos ecossistemas, eles não ocorrem naturalmente em florestas tropicais como a Amazônia. A grande maioria – senão todos, segundo estudos – dos incêndios que ocorreram na floresta Amazônica foram iniciados por ação humana, com finalidade agropecuária, principalmente para a criação de pasto de alimentação animal.

E se não houvesse mais a floresta Amazônica?

A floresta amazônica desempenha um papel importante na regulação dos ciclos de oxigênio e carbono do mundo. Produz cerca de 6% do oxigênio do mundo e absorve 2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano (aproximadamente 5% das emissões globais anuais).

Animais, plantas e humanos enfrentariam consequências terríveis se a floresta Amazônica desaparecesse. Dez por cento das espécies do mundo vivem lá – incluindo animais e plantas. Há uma razão pela qual a Amazônia é comumente referida como “o pulmão da terra”.

Além disso, a maioria dos medicamentos prescritos – incluindo medicamentos contra o câncer – são derivados diretamente de plantas da floresta tropical, que não são encontradas em nenhum outro lugar do mundo.

Qual a causa do desmatamento?

No documentário, Takeout: The Documentary –  disponível na plataforma iTunes – , o cineasta indicado ao Emmy Michael Siewierski expõe as reais razões por trás do desmatamento da floresta Amazônica. Os incêndios florestais, a poluição, a morte e deslocamento de animais, o impacto ecológico e econômico sobre os povos indígenas e a extinção de ecossistemas completos e espécies vegetais se resumem a uma coisa: a demanda mundial por carne.

“A cobertura da mídia sobre a destruição catastrófica da Amazônia não mostra o quadro completo”, afirma Siewierski. “Com o Takeout, eu queria mostrar como as escolhas que fazemos sobre o que comemos e consumimos a milhares de quilômetros de distância impactam diretamente neste ecossistema. ”

O filme foi co-produzido com o músico e ativista americano Moby, um vegano que passou a vida defendendo questões relacionadas aos direitos dos animais e à crise climática. Seu envolvimento com o filme foi um ato de divulgação, conta Moby. Embora tenha passado a vida defendendo um estilo de vida vegano, incluindo questões correlatas como a agricultura e corrupção, ele diz reconhecer que nem todos estão cientes das terríveis consequências que uma alimentação de origem animal pode ter em relação ao meio ambiente, mas que a adotar um estilo de vida vegano seria um grande passo para a não destruição da floresta.


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Antes e depois da rodovia Transpantaneira expõe devastação no Pantanal

Foto: Drone Cuiabá/Divulgação

Fotos que mostram a rodovia Transpantaneira antes e depois das queimadas revelam a devastação do Pantanal, que está sendo consumido pelo fogo há mais de três meses.

O que era verde se transformou em marrom. A vegetação deu lugar à destruição e sobrou apenas a terra seca, sem vida, sem água ao redor. O triste retrato é consequência da desastrosa ação humana, que teve mais liberdade para queimar e desmatar desde que Bolsonaro assumiu o poder e iniciou um verdadeiro desmonte ambiental.

As fotos da rodovia foram feitas nas proximidades da divisa entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Na imagem que registra a destruição do bioma é possível ver a fumaça tomando conta do horizonte.

As chamas já destruíram 85% do Parque Estadual Encontro das Águas, conhecido por ser o maior refúgio de onças-pintadas do mundo. De 108 mil hectares, 92 mil foram queimados, segundo o Instituto Centro Vida (ICV). A reserva está localizada na região de Porto Jofre, na cidade de Poconé.

De acordo com o Instituto, as queimadas representam um risco para as onças-pintadas, que já estão ameaçadas de extinção e, agora, sofrem ainda mais.

Além das onças, as araras-azuis também estão sob ameaça, assim como muitas outras espécies que sofrem com as queimadas. Reconhecida internacionalmente como refúgio de araras-azuis, a Fazenda São Francisco do Perigara, em Barão de Melgaço (MT), teve 92% da sua área destruída pelo fogo que devasta o Pantanal.

O município no qual a fazenda está localizada é o mais afetado pelos incêndios florestais que atingem o bioma. Foram 1.926 focos de queimada registrados apenas nos primeiros 15 dias de setembro, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A fazenda é o principal refúgio das araras-azuis no Estado de Mato Grosso e é responsável por abrigar 15% dos animais da espécie que vivem livres na natureza.

Cinco fazendeiros estão sendo investigados pela Polícia Federal por conta das queimadas que destruíram 25 mil hectares do Pantanal de Mato Grosso do Sul. A suspeita é que eles tenham ateado fogo na vegetação para transformar a área em pasto para criar bois explorados para consumo humano – o que mostra, mais uma vez, que a venda de produtos de origem animal é prejudicial não só para os animais, que sofrem e são mortos, mas também para a natureza.

Em meio a tanta destruição, as multas aplicadas pelo Ibama em Mato Grosso do Sul sofreram queda de 22% em 2020, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Em Mato Grosso, as punições aos crimes ambientais despencaram ainda mais, com 52% de redução. Foram 173 infrações relacionadas à natureza punidas em 2020, ante 361 em 2019.

Já em Mato Grosso do Sul, 50 multas foram aplicadas por crimes contra o meio ambiente neste ano. Em 2019, foram 64. A junção das penalidades registradas nos dois estados resultaram em 48% de queda.


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Crise e mudanças climáticas: pássaros migratórios caem do céu sem vida

Alguns pássaros mortos encontrados por biólogos, no Novo México | Foto: Reprodução Allison Salas/ New Mexico State University

Milhares de pássaros migratórios morreram inexplicavelmente no sudoeste dos Estados Unidos, no que os ornitólogos (cientistas que estudam aves) descrevem como uma tragédia nacional que provavelmente está relacionada à crise climática.

Aves como tiranídeos – da família dos bem-te-vis –, andorinhas e toutinegras estão entre as espécies que “caíram do céu”. Essas mortes em massa percorreram estados como Novo México, Colorado, Texas, Arizona e mais ao norte em Nebraska, cientistas temem que essas mortes podem chegar a centenas de milhares, como conta Martha Desmond, professora do departamento de biologia da New Mexico State University (NMSU).

“Eu coletei mais de uma dúzia em apenas um trecho de três quilômetros na frente da minha casa”, comenta Desmond. “Ver isso, pegar essas carcaças e perceber como isso está espalhado é pessoalmente devastador. Ver tantos indivíduos e espécies morrendo é uma tragédia nacional”, lamenta.

Um dos milhares de pássaros encontrados mortos no Novo México | Foto: Reprodução Allison Salas/New Mexico State University

Os pássaros migratórios voam para o sul, saindo do Alasca, passam pelo Canadá, sudoeste dos Estados Unidos para chegarem no inverno nas Américas Central e do Sul. Neste percurso é crucial que pousem todos os dias para se alimentarem e continuar o trajeto.

Cientistas acreditam que os incêndios florestais históricos no oeste dos EUA podem significar que eles tiveram que redirecionar, sua migração para longe de áreas costeiras ricas em recursos e mover-se para o interior, sobre o deserto de Chihuahuan, onde comida e água são escassos, significando que eles morreram de fome. É o que mostra uma Alisson Salas da NMSU em sua página no Twitter, ela disse: “Eles são literalmente apenas penas e ossos”, e observa, “Quase como se estivessem voando até que não pudessem mais voar.”

Os estados do sudoeste dos Estados Unidos, experimentaram condições extremamente secas – que se acredita estarem relacionadas à crise climática – o que significa que pode haver menos insetos, a principal fonte de alimento para as aves migratórias. Uma onda de frio no inicio de setembro também pode ter piorado as condições para as aves.

Qualquer um desses eventos climáticos pode ter feito com que as aves iniciassem sua migração mais cedo, sem acumular reservas de gordura suficientes. Outra teoria é que a fumaça dos incêndios florestais pode ter danificado seus pulmões. “Pode ser uma combinação de coisas. Pode ser algo que ainda é completamente desconhecido para nós ”, afirma Salas.

Queimadas assolam o sudoeste dos Estados Unidos | Foto: Reprodução Google Images

As primeiras mortes foram relatadas em 20 de agosto no White Sands Missile Range, no Novo México. Inicialmente, pensava-se que os incidentes não estavam relacionados, mas graças as redes sociais, os cientistas perceberam que eles estavam acontecendo em toda a região. Espécies de pássaros residentes no país, como pássaro marrom de bico curvo, gracula de cauda grande e pombos de asas brancas não parecem ter sido afetados.

Relatórios sugerem que alguns pássaros têm mostrado um comportamento incomum antes de morrer – tornando-se letárgicos (estado de cansaço que envolve diminuição da energia, da capacidade mental e da motivação), acessíveis e se reunindo em grupos. Espécies que normalmente repousam em árvores e arbustos foram vistas pulando no solo em busca de insetos, explica Martha.

A crise climática também está mudando biomas como a tundra, onde muitas dessas aves se reproduzem, enquanto a destruição das florestas tropicais na América Central e do Sul está prejudicando seus habitats de inverno. Desde 1970, três bilhões de pássaros foram vitimados nos Estados Unidos e Canadá. Mortes em massa como essas podem ter efeito sobre as populações de espécies comuns e sensíveis. É o que salienta Salas: “Estamos atacando eles de todos os lados… se não fizermos nada para proteger seu habitat, vamos perder um grande número de populações de várias espécies.”

Bioma Tundra é ameaçado pela crise climática | Foto: Reprodução Pixabay

Os cadáveres dos pássaros estão sendo enviadas ao laboratório forense do Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos em Oregon e ao National Wildlife Health Center em Wisconsin para testes. Cientistas estão pedindo às pessoas das regiões afetadas, que ao verem pássaros mortos registrem e encaminhem para o site de ciência cidadã inaturalist.

A diretora de comunicações do departamento de Caça e Pesca do Novo México, Tristanna Bickford, argumenta que a crise climática seja uma possibilidade, mas não é possível afirmar. “Até recebermos os relatórios reais do National Wildlife Health Center, não podemos dizer o que está ou não acontecendo”, acrescentou ela.


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Mais de 260 incêndios são registrados na Amazônia de maio a agosto

Foto: Carl de Souza/AFP

Um total de 227 incêndios foi registrado na Amazônia de 28 de maio a 10 de agosto — destruindo 127.866 hectares, uma área quase duas vezes maior que a cidade de Nova York. O número de queimadas está aumentando conforme a região entra na temporada de pico de incêndios, de acordo com uma análise de dados de satélite do Projeto de Monitoramento da Amazônia Andina (MAAP). Até 13 de agosto, esse número subiu para 266 incêndios.

Mais de 220 dos incêndios observados entre 28 de maio e 10 de agosto ocorreram no Brasil, sendo apenas seis na Bolívia e um no Peru. Acima de 95% dos incêndios brasileiros foram ilegais, violando a proibição de incêndios por 120 dias decretada pelo presidente Jair Bolsonaro em 15 de julho. Os incêndios ilegais estão ocorrendo apesar do avanço, em maio, do Exército Brasileiro na Amazônia para evitar as queimadas.

Apenas dois dos incêndios relatados foram confirmados como incêndios florestais, cobrindo 1.447 hectares do território brasileiro. O restante ocorreu em terras desmatadas nos últimos dois anos, o que mostra o papel do desmatamento como catalisador de incêndios na Amazônia.

“Argumentamos que a questão central é, na verdade, o desmatamento e [que] os incêndios são, na verdade, um indicador fumegante dessa perda de floresta”, afirma o relatório.

Os incêndios na Amazônia que chamaram a atenção internacional em 2019 não foram atos da natureza e geralmente seguiram um padrão de desmate, com queimadas feitas por fazendeiros, proprietários e grileiros para converter florestas em pastos e áreas de cultivo.

No ano passado, o MAAP analisou imagens de satélite arquivadas do Planet Explorer e descobriu que muitos dos incêndios de 2019 queimaram áreas desmatadas no início do mesmo ano. Com base nessa descoberta, o MAAP previu que os locais de incêndio em 2020 seguiriam o exemplo, ocorrendo em áreas que sofreram grande desmatamento no início deste ano. Atualmente, quatro das sete áreas previstas pelo MAAP para queimar em 2020, já queimaram, de acordo com Matt Finer, especialista sênior em pesquisa e diretor do MAAP.

Nesta semana, o presidente Bolsonaro negou tanto as queimadas deste ano quanto o desmatamento de 2020, durante a segunda Cúpula Presidencial do Pacto Letícia pela Amazônia. “Não há surto de incêndio, nem um quarto de hectare foi desmatado”, disse Bolsonaro. “É mentira, essa história de que a Amazônia arde em chamas”

Os dados mais recentes divulgados pelo INPE, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do país, constatou que 9.205 quilômetros quadrados — um área cerca de 11 vezes maior que a cidade de Nova York — foram desmatados na Amazônia brasileira nos últimos 12 meses, aumento de 34,5% em relação ao período comparativo do ano anterior. A estimativa anual oficial de desmatamento entre 1 de agosto de 2019 e 31 de julho de 2020 deve chegar a 11.000 quilômetros quadrados quando for divulgada neste outono.

O MAAP monitora incêndios na Amazônia quase em tempo real, usando o aplicativo Amazon Fire Monitoring para localizar áreas com elevadas emissões de aerossol, causadas por grandes quantidades de queima de biomassa. Um “incêndio grave” é definido como aquele com índice de aerossol >1 (aparecendo de verde ciano a vermelho no aplicativo). Assim que um alerta é detectado, o MAAP analisa as imagens de satélite de alta resolução para confirmar o incêndio. O MAAP também compara imagens de satélite ano a ano para determinar se o incêndio começou após um evento de desmatamento recente. Esta medida é diferente dos amplamente divulgados “pontos quentes” de satélites, que já somam dezenas de milhares nesta estação seca.

“Nós vamos dois passos além dos comumente relatados (e muitas vezes enganosos na minha opinião) alertas baseados no calor, para rastrear incêndios maiores com muito mais precisão”, disse Finer.

Tanto a NASA quanto o INPE usam satélites com tecnologia infravermelha de “detecção de calor” para detectar pontos quentes. Estes podem ter uma capacidade limitada para detectar incêndios menores e incêndios sub-dossel, que podem ser substanciais em florestas tropicais.

No Brasil, 14 dos incêndios registrados em 2020 ocorreram em áreas protegidas. Os mais afetados são as Florestas Nacionais de Jamanxim e Altamira, no estado do Pará — áreas conservadas notórias pela grilagem de terras e desmatamento ilegal.

A Floresta Nacional de Jamanxim foi duramente atingida pelo desmatamento em 2019, perdendo mais de 3% de sua cobertura florestal somente em maio do mesmo ano. Os que vivem na área dizem que a retórica anti-ambiental de Bolsonaro encorajou especuladores de terras e madeireiros a limpar as terras protegidas e vender as propriedades aos fazendeiros a preços inflacionados. Embora às vezes sejam processados ​​por essas violações, a maioria dos infratores nunca paga suas multas, e o governo — sob as administrações de Temer e Bolsonaro — periodicamente concede ou pede anistias aos desmatadores ilegais e grileiros.

A Floresta Nacional de Altamira, lar da ariranha (Pteronura brasiliensis), do peixe-boi amazônico (Trichechus inunguis) e da onça-pintada (Panthera onca), teve um aumento de 85% no desmatamento em 2019 em relação ao ano anterior. A mineração ilegal de estanho e de ouro, a extração de madeira e a pecuária aumentaram o desmatamento na área protegida.

“Enfatizamos, no entanto, que esses incêndios [nas Florestas Nacionais de Jamanxim e Altamira] estavam queimando áreas recentemente desmatadas, e não incêndios florestais [de ocorrência natural]”, diz o relatório do MAAP, “e então, novamente, o principal problema é o desmatamento.”


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Desmatamento na Amazônia reduz chuvas e intensifica queimadas no Pantanal

Incêndio na cidade União do Sul, em Mato Grosso, um dos estados onde o Pantanal se situa (Foto: Amanda Perobelli / Reuters)

O desmatamento na Amazônia não afeta exclusivamente o bioma. Além de piorar a seca no país como um todo, a devastação da floresta também intensifica as queimadas no Pantanal. O motivo é a redução das chuvas geradas pela umidade levada da região amazônica para o restante do país.

A Amazônia registrou recorde de queimadas em junho, aumento em julho e crescimento acumulado de 25% no semestre. Ao mesmo tempo, o Pantanal bateu o recorde de maior focos de incêndios florestais desde 1998 no mês de julho.

Com 50% menos chuvas no Pantanal nos primeiros meses do ano, o fogo alcançou maior destruição. Especialistas consultados pelo jornal El País apontaram a relação entre a seca e a destruição da floresta amazônica.

“Existem muitos estudos no Brasil que mostram como a umidade que sai da Amazônia abastece outras regiões do país, no Centro Oeste, Sudeste e Sul”, explicou Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima.

O fenômeno natural que leva umidade da Amazônia a outras regiões, gerando chuvas, é denominado “rios voadores”. “Em função de ventos alísios [que formam uma espécie de ciclo] e da cordilheira dos Andes, este rios voadores empurram a umidade da transpiração da floresta para baixo. Quando há uma estação mais seca na floresta ou um aumento do desmatamento ocorre desequilíbrio desses rios voadores e de todo o sistema hidrológico envolvido”, disse Astrini.

Analisa ambiental do Ibama, Alexandre Pereira atua no Prevfogo, programa de combate às queimadas. Ao El País, ele disse que “este ano está sendo atípico com relação às questões climáticas, com chuvas abaixo da média e temperaturas acima”. Por conta disso, o Pantanal está sofrendo uma alteração no seu regime de cheias e vazantes. “Este ano vemos uma cheia muito baixa, uma das menores desde a década de 1970, quanto o bioma viveu uma grande seca”, afirmou. Segundo Pereira, isso “um cenário perfeito para os grandes incêndios florestais”.

O especialista reforçou a influência do desmatamento na Amazônia sobre o Pantanal. “O desmatamento da floresta tem reflexo sobre a dinâmica aqui, uma vez que as chuvas provocadas pelos rios voadores regulam as cheias desta região”, explicou.

Segundo ele, já está sendo registrada uma mudança no regime de chuvas no Pantanal, com grande volume de água em poucos dias. “Este volume grande de chuva caindo em um curto espaço de tempo não permite que o solo absorva a água e alimente o lençol freático. Então ela escoa”, disse.

E praticamente todos os incêndios florestais no Pantanal registrados em 2020 foram provocados pela ação humana, conforme argumento unânime dos especialistas ouvidos pelo jornal. Isso porque as queimadas geradas por descargas elétricas necessitam de nuvens de chuva com raios, o que não tem ocorrido.

“Culturalmente no Pantanal, a exemplo do que houve em 2019, a imensa maioria delas [das queimadas] são causadas por renovação de pasto em grandes propriedades rurais”, explicou André Siqueira diretor-presidente da ECOA, ONG ambientalista.

Siqueira lembrou que o governo Bolsonaro tenta culpar pelos incêndios as comunidades ribeirinhas, socialmente vulneráveis, “como se fosse possível que sejam as roças de subsistência que estão por trás de todos estes incêndios”. O presidente do Brasil frequentemente também ataca ONGs ambientais, sem qualquer prova, num malabarismo argumentativo descabido que tenta culpabilizar pelas queimadas as entidades que lutam pela preservação da natureza.

Responsabilidade da pecuária

Um relatório publicado em junho pela organização internacional Trase estima que 81% das áreas desmatadas na Amazônia brasileira em 2018 foram ocupadas por pastos para criar bois explorados para consumo humano.

Além disso, a maior parte do desmatamento promovido pela agricultura é para a manutenção da pecuária. Isso porque de toda a proteína vegetal produzida no Brasil, somente 16% é usada na alimentação humana. Cerca de 80% é usada para alimentar os animais mortos pela indústria de carne (confira estudo aqui).

Dados divulgados pela entidade de proteção ambiental WWF mostram ainda que cerca de 79% da soja produzida no mundo é destinada à ração animal.

Além disso, a pecuária polui através do despejo de dejetos de animais na água e no solo, e das flatulências desses animais, que são de efeito estufa. Esse setor também desperdiça quantidades exorbitantes de água – recurso que, vale lembrar, não é infinito e é imprescindível para a manutenção da vida no planeta (são desperdiçados 16 mil litros de água na cadeia produtiva de um único quilo de carne, segundo levantamento da organização Water Footprint).

Sendo assim, a devastação dos biomas brasileiros está totalmente ligada à pecuária, atividade insustentável do ponto de vista ambiental e cruel da perspectiva dos direitos animais. Por essa razão, a ANDA incentiva seus leitores a conhecer e adotar o veganismo, promovendo uma mudança de hábitos com o intuito de deixar de colaborar com a matança de animais e a destruição do planeta.


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Agropecuária é responsável por 71% das queimadas em imóveis rurais neste ano na Amazônia

(Foto: Daniel Beltrá/Greenpeace)

Dados do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) revelaram que 71% das queimadas em propriedades rurais na Amazônia, no período de janeiro a junho de 2020, foram causadas pela agropecuária.

O fogo é usado para limpar o terreno recém-desmatado para que a área seja usada na criação de bois explorados para consumo ou no plantio de vegetais – em sua maioria esmagadora, grãos utilizados na alimentação desses animais, como a soja.

Um relatório sobre o levantamento foi elaborado com base na plataforma Modis, da Nasa. De acordo com os números, 24% foram incêndios florestais e 5% são desmatamentos recentes.

As queimadas para manejo agropecuário são as mais comuns na Amazônia e são usadas para limpar o terreno desmatado. Há, no entanto, outros tipos. São eles: os incêndios florestais, que atingem a floresta em pé ou a vegetação nativa não-florestal e normalmente surgem a partir de outros tipos de queimada, como desmatamento e manejo agropecuário; e o desmatamento recente, que se caracteriza pela queima de árvores derrubadas após desmate.

Metade dos focos de calor identificados no primeiro semestre ocorreram em propriedades rurais de médio e grande porte, onde o manejo agropecuário predominou.

“Esses números demonstram como o fogo é ainda amplamente utilizado no manejo de pastos e áreas agrícolas, independentemente do tamanho do imóvel, do lote e do negócio, e a despeito da existência de técnicas mais modernas que o substituem”, diz o relatório.

O levantamento apontou ainda queimadas detectadas de 2016 a 2019, sendo 22% em áreas recém-desmatadas e 42% em locais convertidos para uso agropecuário. Outros 36% foram causadas por incêndios florestais.

“Em 2019, o fogo na Amazônia se distribuiu de forma relativamente equilibrada entre os três tipos mais comuns. As queimadas associadas ao manejo agropecuário e o fogo ligado ao desmatamento recente responderam por 36% e 34%, respectivamente, enquanto os incêndios florestais responderam por 30% dos registros”, explicou o Ipam.

A Amazônia, no entanto, não é o único bioma a sofrer as consequências do fogo. No Pantanal, 1.684 focos de incêndio foram identificados em julho – o que garantiu um recorde negativo durante o mandato do presidente Jair Bolsonaro (que já soma diversos recordes de devastação ambiental): o mês registrou o maior número de queimadas desde o início das medições do Inpe, em 1998.


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Após controlar maioria dos incêndios, Austrália enfrenta fortes chuvas

As chuvas que estão atingindo o país fizeram pântanos nas proximidades da cidade de Sydney transbordarem


Após controlar a maior parte dos incêndios que atingiram Nova Gales do Sul, na Austrália, as autoridades do país lutam contra fortes chuvas.

“Nem todos os incêndios foram extintos. Temos alguns em atividade no sul do estado, mas estão todos controlados. Desta forma, podemos nos concentrar em ajudar as pessoas na reconstrução”, afirmou o chefe dos bombeiros de Nova Gales do Sul, Rob Rogers, em publicação feita em rede social.

Foto: Saeed Khan / AFP

Mais de um bilhão de animais morreram por conta dos incêndios florestais. Cidades como Sydney ficaram envoltas por fumaça.

Apesar de serem comuns entre o final da primavera e o início do verão, os incêndios de 2019 foram mais intensos e começaram mais cedo. Essa mudança teria sido motivada pelas altas temperaturas, que ultrapassaram os 44ºC.

Os coalas foram grandes vítimas das queimadas. Muitos deles foram resgatados por moradores e passaram a receber tratamento veterinário. Outros tantos não sobreviveram.

No entanto, atualmente o foco das autoridades são as inundações, já que há previsão de mais chuva nos próximos dias. Na última quinta-feira (13), pântanos nas proximidades de Sydney transbordaram por conta das chuvas intensas.


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Animais lutam contra escassez após sobreviverem a queimadas na Austrália

Nos incêndios florestais, além dos animais que morrem queimados, muitos perdem a vida devido à fome e à falta de abrigo


Os animais que sobreviveram aos incêndios florestais na Austrália estão lutando contra a escassez. Para ajudá-los, o governo usou helicópteros e aviões para jogar vegetais nas áreas atingidas pelas queimadas e anunciou uma verba de 50 milhões de dólares australianos destinados a tentar garantir a sobrevivência desses animais.

Peter Parks/AFP

“É um bom começo para ajudar nos esforços de resposta aos animais que precisam e para restaurar o habitat que necessita de soluções a longo prazo. Entretanto, uma verba muito maior será necessária para recuperar as espécies ameaçadas. Precisamos de planos e tomar decisões que ajudem nossas florestas a cicatrizarem, as espécies ameaçadas a se recuperarem e as condições climáticas a estabilizarem”, disse o CEO da WWF Austrália, Dermot O’Gorman.

Apesar das chuvas terem combatido os incêndios, mais de 10 milhões de hectares foram destruídos e mais de um bilhão de animais morreram. As informações são da Folha de S. Paulo.

A natureza, segundo o professor de Ecologia da Universidade de Sydney Chris Dickman, deve levar pelo menos 100 anos para se recuperar.

“Não há dúvidas de que alguns ecossistemas não voltarão a ser o que eram antes dos fogos, especialmente onde houve extinção local de espécies, o que ainda está sendo analisado. Em certos casos, sim, a natureza pode se regenerar, mas isso pode levar cem anos ou mais”, afirmou.

De acordo com um relatório do Departamento de Meio Ambiente da Austrália, quase 50 espécies de plantas e animais tiveram 80% do habitat destruído e outras 65 terão que viver em um espaço com metade do tamanho do local onde viviam. De 272 plantas, 16 mamíferos, 14 sapos, 9 pássaros, 7 répteis, 4 insetos e 4 peixes, e 1 tipo de aranha, 31 estão em extinção, 110 estão ameaçados e as outros 186 estão em condições vulneráveis.

Peter Parks/AFP

Os coalas e cangurus foram gravemente afetados pelas queimadas. No Hospital de Coalas, em Port Macquarie, 75 coalas estão em tratamento intensivo.

“Tem sido um trabalho exaustivo e muito desafiador. É muito triste quando você trata um coala por semanas e depois o vê morrer. Por outro lado, é gratificante quando conseguimos cicatrizar as feridas e os vemos comendo e subindo em árvores”, disse a presidente da instituição, Sue Ashton.

Além dos cangurus e dos coalas, os incêndios afetaram também os vombates. Os que sobreviveram, escondidos em buracos embaixo da terra, em seguida se depararam com um habitat destruído e sem alimento.

“Nem todos animais que vivem em áreas queimadas vão morrer diretamente pelo fogo, muitos ainda morrerão de fome por falta de alimento e abrigo”, explicou Chris Dickman.


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Participante de reality é criticado após sugerir venda de pele de coalas mortos em incêndios

Ryan-Mark Parsons sugeriu transformar os “animais mortos em algo que alguém poderia vestir”


O empresário Ryan-Mark Parsons, de 19 anos, que participou do reality show britânico “The Apprentice”, foi criticado na internet após sugerir a venda da pele dos coalas mortos nos incêndios na Austrália para fabricação de produtos de luxo.

Foto: Reprodução/Youtube

O comentário de Ryan sobre o assunto foi feito durante o programa “Good Morning Britain”, no qual ele participou junto da ativista Wendy Turner Webster.

O empresário sugeriu transformar os “animais mortos em algo que alguém poderia vestir”. Segundo ele, “o dinheiro gerado com as mercadorias vendidas poderiam ser revertidos para instituições que cuidam de animais”. Ryan disse ainda que seu grupo de amigos ficou empolgado com a ideia, já que as peças seriam exclusivas, uma vez que retirar a pele de coalas é proibido.

O posicionamento de Ryan repercutiu e gerou críticas nas redes sociais. Internautas afirmaram, segundo a imprensa internacional, que a ideia “era completamente nojenta”, “grotesca” e que o empresário era “idiota” e “sem empatia”.

A apresentadora do programa, Susanna Reid, repreendeu Ryan e afirmou que “a ideia era completamente doente”.

Os incêndios florestais na Austrália destruíram pelo menos 8 milhões de hectares e mataram mais de 1 bilhão de animais.


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Queimadas colocam plantas e animais em risco na Austrália

Dentre as espécies de animais ameaçadas estão aves, répteis e peixes


As queimadas que atingem a Austrália colocam em risco pelo menos 327 espécies de animais e plantas.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente do país, 272 espécies de plantas, 16 mamíferos, 14 sapos, 9 aves, 7 répteis, 4 insetos, 4 peixes e uma aranha estão sob ameaça. A pasta lembrou ainda que 31 das 327 espécies estão ameaçadas de extinção, 110 estão em perigo de extinção e 186 são vulneráveis.

AAP Image/David Mariuz via Reuters

Quatro espécies de aves migratórias, que não estão ameaçadas de extinção, também foram afetadas pelos incêndios, que já destruíram mais de 80 mil km². As informações são do portal R7.

“O status de algumas dessas espécies terá que ser revisado pelo Comitê Científico de Espécies Ameaçadas de Extinção quando o impacto for melhor compreendido”, afirmou o Ministério.

Cerca de 300 espécies que vivem na Austrália são nativas, incluindo marsupiais e coalas. Dessas, aproximadamente 244 existem apenas no país.

De acordo com cientistas da Universidade de Sydney, mais de um bilhão de animais foram afetados pelas queimadas.


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Menino arrecada mais de US$ 20 mil para salvar animais na Austrália

Como forma de agradecer os doadores, o menino fabrica coalas de argila que são entregues às pessoas que doam US$ 50 para a causa


Owen Colley, de 6 anos, arrecadou mais de US$ 20 mil em apenas uma semana para salvar os animais afetados pelos incêndios florestais na Austrália.

Reprodução/Jornal de Brasília

Tudo começou quando o menino desenhou um canguru, um coala e um cão selvagem sob a chuva. O desenho, segundo a mãe dele, era a representação de um desejo de Owen: chuva para por fim às queimadas.

Comovidos com o desenho, os pais do garoto perguntaram se ele gostaria de fazer algo para ajudar os animais e, então, com a ajuda da família, ele passou a fazer coalas de argila que são entregues às pessoas que doam US$ 50 para a causa. As informações são do Jornal de Brasília.

Fazer a cabeça do coala é a parte preferida de Owen, que usa argila cinza neste processo. Também são utilizadas argilas branca, para as orelhas, e preta para o rosto. Os pequenos coalas são levados ao forno durante 17 minutos, em uma temperatura de 275 graus, e depois são entregues aos doadores. Até o momento, o garoto fez aproximadamente 55 coalas de argila.

As doações são feitas ao Wildlife Rescue South Coast, um grupo de resgate de animais silvestres em Nova Gales do Sul, na Austrália. A campanha de arrecadação de fundos foi lançada no site de financiamento coletivo GoFundMe, mas teve início nas redes sociais, por meio das quais mil dólares foram doados.

Os incêndios registrados no país já mataram mais de um bilhão de animais silvestres.


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Sofrimento de coalas diante dos incêndios na Austrália faz doações aumentarem

Mais de 5 milhões de euros já foram doados ao Fundo Mundial para a Vida Selvagem (WWF)


O drama vivido pelos coalas na Austrália, por conta dos incêndios florestais que atingem o país, tem feito as doações para controle das queimadas se multiplicarem.

Assim como outras espécies, os coalas têm sido grandes vítimas dos incêndios. Muitos morreram e outros tantos foram resgatados com queimaduras.

David Mariuz/Reuters

“Seu habitat natural foi destruído e pouquíssimos [coalas] sobreviverão. Cangurus e veados poderão correr para se refugiar, mas não os coalas. Eles subirão nas árvores, agarrando-se aos galhos, e se as chamas os alcançarem, eles serão queimados “, explica um socorrista australiano.

Mais de 5 milhões de euros já foram doados ao Fundo Mundial para a Vida Selvagem (WWF). A expectativa é que as doações alcancem 27 milhões de euros. As informações são da agência de notícias RFI.

A atriz australiana Celeste Barber recebeu mais de 30 milhões de euros em doações de mais de um milhão de internautas. Outros famosos também estão angariando fundos para a causa, como a atriz Nicole Kidman, o ator Russell Crowe e a cantora Kylie Minogue.

Os tenistas Serena Williams, Roger Federer e Rafael Nadal já anunciaram que vão participar de jogos de exibição para arrecadar fundos para o combate às queimadas.

As doações surgem de toda parte do mundo. Através do Twitter, a ex-Miss França Camille Cerf anunciou uma doação à Cruz Vermelha Australiana. “Se minha notoriedade permite despertar os espíritos, dar o exemplo e causar um impacto, melhor”, escreveu ela. “Eu doei para ajudar a Austrália, você também pode contribuir, mesmo com uma pequena quantia”, acrescentou.

Especialistas pedem, porém, que os doadores fiquem atentos para que não caiam em golpes, verificando sempre para onde estão enviando o dinheiro.

Na segunda-feira (13), bombeiros anunciaram que conseguiram controlar o maior incêndio do país. No entanto, 120 focos ainda estão ativos. Segundo as autoridades, os animais que sobreviveram às queimadas estão sofrendo com “a séria escassez de comida e água”.


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