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Gatinho em situação de rua invade diariamente casa durante a noite até que é pego em flagrante

Foto: Johanna King
Foto: Johanna King

Na primeira noite em que Johanna King percebeu que havia um intruso invadindo a casa dela em Long Island, Nova York (EUA), ninguém o viu. O marido ouviu um barulho na cozinha no meio da madrugada uma noite dessas e foi verificar o que era, mas quando chegou lá, o intruso já estava escapando pela porta do cachorro (abertura móvel na porta pela qual só passa um animal). O marido de Johanna achou que poderia ser uma raposa, por mais estranho que isso parecesse, e voltou para a cama.

Mas Johana não acreditou na história de seu marido de início – mas depois ela se lembrou de que tinha comprado muito mais comida de gato do que o habitual ultimamente, o que era estranho porque seu único gato não comeu tanto assim para causar esse déficit.

Ela começou a se perguntar se realmente poderia haver alguma verdade na história de intruso contada por seu marido, e decidiu montar uma câmera na cozinha para que os dois pudessem acompanhar o que estava acontecendo no andar de baixo enquanto dormiam, só por precaução.

Câmeras de segurança pegam o "gatinho intruso" em ação | Foto: Johanna King
Câmeras de segurança pegam o “gatinho intruso” em ação | Foto: Johanna King

E foi assim que o casal descobriu que havia um gato invadindo sorrateiramente sua casa a cada noite, todas as noites.

Johana ficou absolutamente perplexa com essa descoberta. Ela achava que seus cães e gatos teriam uma reação mais forte e dariam algum alarme se um animal estranho passeasse pela casa deles, mas, além de uma briga inicial que não durou muito, os animais residentes acabaram parecendo aceitar que o gato intruso morava lá agora também. O gato também parecia quase idêntico ao gato que vivia com a família, então, na verdade, ele se misturou ao pessoal da casa.

“Meus cães foram inúteis neste processo”, disse Johana ao The Dodo. “Não tenho certeza se é porque esse gato se parece com meu gato, ou porque esse gato já entrou na casa como se fosse o dono do lugar. É possível dizer isso desde a primeira vez que o peguei na câmera, ele estava confiante e conhecia o layout inteiro da casa. Ele andava como se fosse dono do lugar!”.

Câmeras de segurança pegam o "gatinho intruso" em ação | Foto: Johanna King
Câmeras de segurança pegam o “gatinho intruso” em ação | Foto: Johanna King

Johana começou a assistir o gato intruso na câmera todas as noites, e ficou francamente impressionada com o quão corajoso ele era. O gatinho não parecia se importar com o fato de que aquela não era sua casa – ele se sentia bastante confortável a cada vez que passava por ali, apreciando completamente cada uma de suas estadias.

“Quando o vi pela primeira vez na câmera, ele dormiu na minha mesa de jantar por cerca de 20 minutos”, disse King. “Meu gato andou bem debaixo dele e nem percebeu! Ele entrava pela porta do cachorro, passeava um pouco e ia até a lavanderia, onde fica a comida de gato. Então terminava seu tour com uma soneca em cima da mesa! Eu também o peguei brincando na minha pia, derrubando louça e andando por todo o meu sofá!”.

Com o passar do tempo, o gato intruso só ficou mais descarado, e até começou a passar na casa enquanto o casal ainda estava acordado.

Câmeras de segurança pegam o "gatinho intruso" em ação | Foto: Johanna King
Câmeras de segurança pegam o “gatinho intruso” em ação | Foto: Johanna King

“Algumas vezes, eu estava sentada no sofá com as luzes apagadas (e meus cães aos meus pés) e via dois enormes olhos brilhantes olhando para mim da cozinha”, disse a dona da casa.

“Então ele se virava e voltava para fora. Eu também assisti a câmera on-line enquanto estava no trabalho ou fora de casa. Era tão difícil dizer se eu estava assistindo o Gato Assaltante (como meu marido o chamava) ou meu gato!”.

Johana e seu marido finalmente decidiram que era hora de começar a pegar o gato intruso no ato. Eles montaram uma armadilha dentro da casa – e então assistiram na câmera enquanto o gato apenas caminhava direto em volta dela. Eles então tentaram montar a armadilha do lado de fora, mas parecia que o gato era esperto demais para cair em qualquer um dos seus truques. O casal finalmente se resignou ao fato de que eles nunca iriam pegar o gato, e que ele morava em sua casa agora também.

Foto: Johanna King
Foto: Johanna King

“Eu até coloquei uma toalha na mesa da minha sala de jantar, onde ele gostava de tirar uma soneca”, disse King. “Eu imaginei que se ele mesmo fosse invadir, poderia muito bem se divertir enquanto fazia isso”.

O casal manteve a armadilha montada do lado de fora, no entanto, apenas por deixar – e de alguma forma, uma noite, eles finalmente pegaram seu pequeno invasor.

“Eu deixei meus cachorros do lado de fora da casa… Meu cachorro estava obcecado com a armadilha do gato, latindo sem parar”, disse King. “Eu estranhei pois se a armadilha está lá há quase uma semana, por que de repente, só agora? Então, fui até lá e notei que o alçapão estava fechado. Estava escuro como breu, voltei para dentro e peguei uma lanterna. Eu levantei a armadilha e vi um gato!”

Foto: Johanna King
Foto: Johanna King

No início, Johana estava convencida de que o casal havia pegado seu próprio gato na armadilha, mas depois de encontrar o gato deles dormindo dentro de casa, eles perceberam que o gato intruso havia finalmente sido ‘pego em flagrante’.

Johana já tinha um grande caixote de cachorro guardado em casa, caso eles conseguissem pegar o gato, e ela o colocou dentro dele para que o gatinho não fugisse. Ela conta que ele estava perplexo e provavelmente um pouco chocado por ter sido realmente pego, mas depois de algum tempo ele começou a se apaixonar por seu novo amigo, e o gatinho até deixou que ela o acariciasse.

Ao longo de toda a aventura, King estava postando sobre o gato intruso no Facebook, e todos estavam amando suas histórias. Ela esperava que entre as diversas curtidas de todas as postagens e atualizações, alguém eventualmente se apresentasse como a família do gato, e ela poderia levá-lo de volta para eles e parar com esse hábito de invadir as casas de outras pessoas.

Foto: Johanna King
Foto: Johanna King

“Minha intenção inicial era encontrar o tutor desse gato e torná-lo ciente de que seu animal doméstico era um criminoso”, disse King.

Mas depois de interagir com ele e ver a condição em que ele estava, King tinha uma suspeita de que o gato intruso era um animal em situação de rua ou tinha sido abandonado, e estava invadindo sua casa para encontrar um pouco de conforto e amor. Ela decidiu nomeá-lo como Hunter, e esperava que ela pudesse ajudá-lo a encontrar o lar amoroso que ele merecia.

Enquanto ela inicialmente pensava em adotá-lo, depois de levá-lo ao veterinário, eles descobriram que Hunter tem FIV (feline immunodeficiency vírus) vírus da imunodeficiência felina, e portanto, não pode viver com o atual gato da família.

Hunter | Foto: Johanna King
Hunter | Foto: Johanna King

Johana está agora trabalhando com o grupo resgate em que ela é voluntária e para o qual as vezes oferece lar temporário, For Our Friends, para ajudá-lo a encontrar o lar perfeito – para que, com sorte, ele não sinta mais a necessidade de invadir a casa de ninguém.

“Acho que ele invadiu a casa certa”, disse King. “Talvez outra pessoa não estivesse tão disposta a ajudá-lo! Eu não posso mudar o mundo, mas espero ter ajudado a tornar o mundo dele um pouco melhor”, concluiu ela.

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Leão levado do Zoo de Niterói foi morto em Brasília, diz direção do Zoonit

Transferido pelo Ibama do Rio de Janeiro do Zoológico de Niterói para o Zoológico de Brasília em 15 de fevereiro, o leão Yuri, de 15 anos, foi morto pelos veterinários da instituição da região Centro-Oeste. A informação, que ainda não foi confirmada oficialmente pelo Zoo de Brasília, foi comunicada na última sexta-feira (3) por telefone ao advogado da Fundação Zoológico de Niterói pela direção da instituição que recebeu a guarda do animal. Segundo a diretora da Fundação Zoonit, Giselda Candioto, a justificava para o sacrifício do leão inicialmente seria o fato de ele estar com leucemia. Num segundo telefonema, um veterinário informou que ele foi morto porque estava contaminado com o vírus da imunodeficiência felina (FIV). A notífica revoltou o veterinário e os funcionários do Zoonit. Na sexta-feira, Giselda enviou uma ofício ao diretor-presidente da Fundação Jardim Zoológico de Brasília, José Belarmino da Gama, pedindo explicações.

– É um absurdo, estamos todos arrasados. Ele estava aqui conosco, sendo cuidado com carinho e atenção e levaram ele para lá para matar? Primeiro deram a desculpa de Aids felina, agora leucemia? Queremos saber o que houve com o animal e estamos muito preocupados com o destino da leoa que também foi levada para lá, a Elza, companheira do Dengo. Soubemos que ela está num espaço mínimo e também está deprimida, com saudades do parceiro _ disse Giselda.

O leão Yuri, de 15 anos, chegou ao Zoo de Niterói em 2006, resgatado de um sítio em Rio Bonito.

– Fomos chamados pela Delegacia do Meio Ambiente para resgatá-lo. Ele vivia numa jaula enferrujada e estava magro, com otite e inflamação no canino. Cuidamos dele, salvamos da morte e agora ele é levado para morrer_ lamenta Giselda.

Segundo o veterinário do Zoonit, Marco Janackovic de Oliveira, o animal poderia conviver com a Aids felina por muitos anos, sem necessidade de ser sacrificado:

– É lamentavel a falta de esclarecimento de profissionais, que tomam uma atitude de eutanasiar um animal com FIV ou FELV positivo, ainda mais se tratando de um felino selvagem, onde não existe nenhuma determinação, na legislação Brasileira no MAPA ou qualquer outro orgão sobre eutanásia. Em literatura e estudos realizados é preconizado a terapia de suporte para casos sintomáticos. Em casos assintomáticos deixa-se o animal viver normalmente, como era o caso dele _ explicou Marco Janackovic de Oliveira.

Yuri foi transferido com outros dois leões, Elza e Naila, numa ação do Ibama.

Elza, era companheira de Dengo, que ficou em Niterói e, segundo a direção do Zoonit, sofre de depressão desde então. Já Yuri, era companheiro de Naila, que foi levado para o Zoológico de Volta Redonda. O Ibama entrou com uma ação na Justiça pedindo a desativação do zoo, que não teria condições de funcionar por não oferecer, entre outras coisas, um ambiente saudável para o animais. Desde 6 de abril, estava em vigor uma decisão da 3ª Vara Federal de Justiça de Niterói, que, a pedido do Ibama, deu 120 dias de prazo para a remoção de todos os animais do parque. Na semana passada, a direção do zoo conseguiu a suspensão temporária do processo.

Procurado pelo Globo, o Zoo de Brasília ainda não retornou as ligações.

Fonte: O Globo

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