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Corpos de raposas em decomposição e cães passando fome são encontrados em fazenda de peles

A ONG britânica Open Cages encontrou os animais presos em gaiolas imundas, assustados e famintos, sem qualquer cuidado ou comida


 

Foto: Andrew Skowron/Open Cages
Foto: Andrew Skowron/Open Cages

Cadáveres de raposas apodrecendo e diversos cães passando fome foram descobertos em uma fazenda de peles na Polônia, os ossos podiam ser vistos saltando sobre a pele dos corpos dos animais explicitamente maltratados.

Entre àqueles que ainda estavam vivos, raposas selvagens e cães domésticos, muitos estavam famintos, magros e presos em gaiolas imundas e enferrujadas em Chojnow.

“Ficamos chocados”, disse um investigador. “Foi assustador ver os animais tomados de tanto medo e angústia.”

A Open Cages, uma ONG britânica de bem-estar animal, estava investigando denúncias de crueldade animal, mas ficou surpresa ao encontrar abusos tão severos no que eles descrevem se tratar de uma fazenda de peles, segundo o Daily Mail.

Foto: Andrew Skowron/Open Cages
Foto: Andrew Skowron/Open Cages

Duas das gaiolas encontradas na fazenda continham cadáveres já em estado de decomposição trancados dentro delas, os ossos dos animais estavam visíveis através da carne apodrecida.

Dos animais que ainda estavam vivos, seis cães e quatro raposas foram resgatados e imediatamente atendidos por veterinários.

Uma segunda visita permitiu aos ativistas resgatar mais animais – até agora 21 foram salvos no total.

Os veterinários já reportaram que pelo menos uma das raposas precisará de amputação, devido aos abcessos graves e em estado avançado de infecção, presentes no pé do animal.

Foto: Andrew Skowron/Open Cages
Foto: Andrew Skowron/Open Cages

Um investigador explicou que manter raposas e cães em gaiolas apertadas – animais que naturalmente cobrem grandes distâncias – é excepcionalmente cruel.

“Para animais que são adaptados (geneticamente) para viajar longas distâncias todos os dias, viver em uma gaiola apertada é uma tortura”, disse ele.

Ainda não se tem a informação oficial do motivo pelo qual os cães estavam sendo mantidos na fazenda – ou se algum deles foi morto por seu pelo.

A investigação da fazenda continuará, com a esperança de que em breve o local seja fechado definitivamente.

Foto: Andrew Skowron/Open Cages
Foto: Andrew Skowron/Open Cages

Infelizmente condições terríveis como essa não são incomuns na indústria de peles que é responsável pela morte de milhões de animais todos os anos.

As fazendas de peles são proibidas no Reino Unido desde 2000, mas o bloco de países importou 75 milhões de libras em peles de fazendas estrangeiras em 2017.

Países como Áustria, Holanda, Eslovênia, Noruega, República Tcheca, Luxemburgo, Bélgica, República da Macedônia, Sérvia, Bósnia e Herzegovina, Polônia, Irlanda, Lituânia, Estônia e Ucrânia já proibiram as fazendas de pele.

Foto: Andrew Skowron/Open Cages
Foto: Andrew Skowron/Open Cages

Segundo a Open Cages, ONG responsável pela investigação localizada no Reino Unido, dois terços dos britânicos apoiam a proibição de importação de peles, mas como membro do mercado único da União Europeia, o bloco de países não pode proibir a importação de peles europeias.

Na Inglaterra o Brexit abre a oportunidade para o governo britânico proibir a importação de peles e a Opem Cages esta  pedindo vigorosamente ao governo que faça essa mudança.

Foto: Andrew Skowron/Open Cages
Foto: Andrew Skowron/Open Cages

Connor Jackson, CEO da Open Cages, disse: “Embora seja escandaloso ver cães dóceis e indefesos serem mantidos em gaiolas nas fazendas de peles, isso é uma realidade para raposas e visons animais que são aterrorizadas diariamente – até que sejam violentamente mortos e esfolados por sua pele e pelos.

“Apelamos à secretária de Estado para o Meio Ambiente, Theresa Villiers, para se comprometer com esse problema, como fez o Partido Trabalhista: use o Brexit como uma oportunidade para proibir a venda de peles no Reino Unido, antes que mais animais percam suas vidas nessa indústria cruel e ultrapassada”.

Foto: Andrew Skowron/Open Cages
Foto: Andrew Skowron/Open Cages

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Notícias

Fábrica de filhotes mantinha mais de 100 cães em gaiolas minúsculas presos no meio de fezes e urina

Foto: RSCPA Queensland/Facebook
Foto: RSCPA Queensland/Facebook

Uma investigação descobriu um criador de cães que mantinha mais de 100 filhotes em condições horríveis, com alguns cobertos em suas próprias fezes e urina.

Sharon McAdam, proprietária do negócio de criação de cães da Kupala Bull Terriers em Gladstone, Queensland, na Austrália, tinha 110 cães e filhotes da raça bull terrier.

Muitos dos animais foram mantidos em pequenas gaiolas com pouco acesso a comida e água.

Foto: RSCPA Queensland/Facebook
Foto: RSCPA Queensland/Facebook

Após uma investigação da RSPCA na propriedade em novembro do ano passado, todos os cães foram resgatados depois de terem sido encontrados confinados em gaiolas sujas e alguns eram até incapazes de andar no ambiente ‘pútrido’.

A RSPCA foi contatada em outubro depois que um cliente notou como as condições em que os animais eram mantidas eram péssimas ao comprar um filhote de cachorro do criador.

McAdam se declarou culpada na quarta-feira no Tribunal de Magistrados de Gladstone a uma acusação de não fornecer condições de vida adequadas e duas acusações de não fornecer o tratamento adequado para lesões nos animais.

Foto: RSCPA Queensland/Facebook
Foto: RSCPA Queensland/Facebook

A corte ouviu que os cães estavam vivendo em gaiolas “perigosas” com pouca ventilação e circulação de ar, bem como fios aparecendo no ambiente “imundo e contaminado”, relatou o Courier-Mail.

Os animais foram mantidos em uma sala onde havia um cheiro horrível e pisos encharcados de urina, segundo os investigadores.

Foto: RSCPA Queensland/Facebook
Foto: RSCPA Queensland/Facebook

A RSPCA disse em um blog em seu site que as condições de vida dos cães eram “alarmantes”.

“Alguns não conseguiam ficar eretos em suas gaiolas, outros eram incapazes de se virar, e todos eram incapazes de andar, correr, usar os sentidos e desfrutar de atividades normais de cães. Eles não eram socializados. O pelo dos animais estava sujo e muito fedorento”, disse a RSPCA em um comunicado.

Foto: RSCPA Queensland/Facebook
Foto: RSCPA Queensland/Facebook

“Eles viviam confinados em áreas sujas e fedorentas, com piso encharcado de urina.”

O advogado de defesa Ryan Mitchell disse que McAdam desenvolveu uma “obsessão” com a criação de cães e que só dormia quatro horas por dia para cuidar dos animais.

Foto: RSCPA Queensland/Facebook
Foto: RSCPA Queensland/Facebook

McAdam e seu marido começaram a criar cães há 32 anos, mas quando o marido deixou o negócio, ela ficou com muitos cães para cuidar.

“É uma pena que as coisas tenham ficado tão ruins antes de você pedir ajuda”, disse ela, disse a magistrada Philippa Beckinsale.

Foto: RSCPA Queensland/Facebook
Foto: RSCPA Queensland/Facebook

Infelizmente McAdam ainda poderá vender os filhotes ao total uma ninhada por ano e cada filhote deverá ser vendido dentro de três meses.

Ela pode ter em sua compania no máximo dois cães e terá que pagar 5500 dólares em custos de veterinário, bem como 1000 dólares em honorários legais.

McAdam também foi colocada em uma ordem restritiva de dois anos de liberdade condicional.

Foto: RSCPA Queensland/Facebook
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