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Cadela volta a andar após ganhar cadeira de rodas feita em impressora 3D

Após criar o projeto, a família da cadela disponibilizou na internet um passo a passo que ensina a construir a cadeira de rodas


Uma impressora 3D mudou a vida da cadela Bubbles, que nasceu sem as patas dianteiras. Seu tutor, o militar Trevor Byers, do Texas, nos Estados Unidos, foi o responsável pela iniciativa de produzir, com a ajuda de sua esposa, uma cadeira de rodas por meio de impressão em 3D.

Reprodução/TecMundo/Imagem Ilustrativa

Após muitas versões e testes, Trevor conseguiu elaborar um modelo leve, ágil e capaz de ser usado em qualquer terreno. A cadela logo se adaptou à cadeira de rodas e passou a andar livremente. As informações são do portal Tec Mundo.

O sucesso da empreitada levou a família a querer expandir o projeto para que outros animais pudessem ser beneficiados. Para isso, Trevor compartilhou todos os passos para a construção da cadeira de rodas em um site.

No site, Trevor ensina a fazer uma cadeira de rodas semelhante a de Bubbles. Famílias que tutelam animais com deficiência de porte maior precisam fazer adaptações no projeto para que ele se torne funcional.

O projeto, em inglês, pode ser conferido na íntegra clicando aqui.


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Notícias

Fiocruz cria kit com rato impresso em 3D para reduzir exploração animal em testes

O kit é composto por um rato e um crânio impressos em 3D, além de um software, ao qual o crânio é ligado. O software identifica os movimentos e as intervenções do cientista, ajudando a realizar o procedimento corretamente


A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) desenvolveu um kit tecnológico que simula de maneira realista uma cirurgia no cérebro de ratos. O objetivo é reduzir o número de animais mortos em testes científicos.

O kit inclui elementos de impressão em 3D, um software e sensores de movimento. O projeto foi apresentado a investidores na Web Summit, um dos maiores eventos de tecnologia do mundo, realizado entre 4 e 7 de novembro em Lisboa. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

O objetivo é que o kit seja usado para simular a craniotomia, procedimento no qual o crânio dos ratos é aberto para diversas aplicações, como implementar uma substância no cérebro ou criar uma lesão específica, como o AVC.

“O modelo vem vinculado a um software, que identifica os movimentos da pessoa que está treinando o procedimento. Isso permite que, durante o treino, ela saiba se está fazendo a coisa certa ou não. No animal vivo, uma imperícia que perfure o cérebro da maneira errada acaba inutilizando a experiência”, explica ao jornal a pesquisadora Klena Sarges, uma das idealizadoras do projeto.

Estimativas indicam que o kit deve diminuir a exploração animal em experimentos científicos em pelo menos 12%.

“O ICTB (Instituto de Ciência, Tecnologia e Biomodelos) da Fiocruz, onde eu trabalho, é uma unidade que essencialmente nasceu para fornecer animais para as pesquisas internas. Mas, há alguns anos, nós temos concentrado nossas atividades em métodos alternativos ao uso de animais”, explica diz Klena Sarges.

“A gente também sentiu necessidade de andar junto com o que a sociedade pede, usando cada vez menos animais, refinando os procedimentos para eles não morrerem durante os procedimentos e substituindo e evitando o uso dos animais sempre que a gente puder”, completa.

Outra vantagem do kit é a redução de gastos. Cada rato explorado pela ciência custa entre US$ 40 (R$ 163,80) e US$ 60 (R$ 245,78) e são explorados uma única vez. O kit, no entanto, custa R$ 500 e pode ser utilizado seis vezes, gerando uma economia de mais de 50% em alguns procedimentos.

O pedido de patente do kit já foi solicitado pelas pesquisadoras, que agora estudam a expansão do modelo para crânios de camundongos e macacos, que também são explorados e mortos pela ciência.

O projeto surgiu como um trabalho acadêmico de mestrado e foi transformado em uma startup. “Viemos para cá [evento de tecnologia] em busca de investidores. Nós estamos aqui em busca de um parceiro que possa nos ajudar a desenvolver comercialmente e a comercializar o kit”, explica Klena Sarges, que apresentou o kit ao público em Lisboa.

Enquanto a redução da exploração animal em testes para formulação de vacinas e medicamentos ainda engatinha, na área de cosméticos os animais têm sido cada vez menos explorados e o uso da pele artificial para o teste dos produtos têm sido adotado com frequência.

Nota da Redação: o médico norte-americano Ray Greek já afirmou, em entrevista à revista Veja, que testes em animais atrasam o avanço da ciência. Segundo ele, animais e humanos são diferentes e, portanto, “testar em animais não nos dá informações sobre o que irá acontecer em humanos”. O médico lembra que remédios que causam determinados efeitos em macacos podem funcionar de maneira totalmente oposta nas pessoas. Sem apelar para a questão ética que envolve tirar a vida de animais sencientes, Greek luta contra a experimentação científica com animais como forma de defender a ciência. Somado isso ao sofrimento imposto aos animais durante os testes, fica claro que é necessário não só reduzir o número de animais explorados em experimentos, mas sim colocar um fim a essa exploração.


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Pele humana impressa em 3D pode trazer o fim aos testes de cosméticos em animais

Testes de cosméticos feitos em tecido cutâneo humano impresso em 3D ao invés de animais podem ser uma realidade até 2020. A Organovo, uma empresa que produz tecido humano para testes medicinais e aplicações terapêuticas, está oferecendo uma alternativa ética às empresas de cosméticos que desejam acabar com os testes em animais.

Foto: BBC

“O que antes só aparecia em histórias de ficção científica agora está se tornando uma realidade em nossas pesquisas”, disse Taylor Crouch, CEO da Organovo, ao Financial Times.

Em 2015, a L’Oréal anunciou que estava experimentando o uso de pele humana impressa em 3D para testar seus cosméticos. A empresa de cosméticos francesa foi a primeira a anunciar tais intenções. No mesmo ano, a L’Oréal fez uma parceria com a Organovo. Esses tecidos impressos em 3D imitam a forma e a função do tecido nativo no corpo, aumentando a precisão dos resultados dos testes realizados.

Existem dois tipos de tecidos da pele que podem ser criados pela tecnologia de bioprinting, de acordo com Joshua Zeichner, dermatologista e diretor de pesquisa clínica e cosmética em dermatologia do Hospital Mount Sinai, em Nova York, EUA. O primeiro tipo de tecido da pele é desenvolvido com as próprias células do indivíduo e pode ser usado para tratar queimaduras ou doenças de pele.

O segundo tipo é uma pele regular formada usando um estoque de células de DNA humano. Aqui as células são retiradas de órgãos de doadores e restos de cirurgia plástica e depois transformadas em uma bio-tinta imprimível. É esse segundo tipo de tecido que poderá ser uma alternativa aos testes em animais.

Segundo a PETA, entre 100 mil a 200 mil animais – incluindo coelhos, cobaias, hamsters, ratos e camundongos – sofrem e morrem em cruéis experimentos realizados pela indústria de cosméticos a cada ano em todo o mundo.

A União Européia proibiu o teste de produtos cosméticos em animais em 1998 e proibiu a venda de cosméticos cujos ingredientes foram testados em animais em 2013. Enquanto isso, nos EUA, apenas quatro dos 50 estados aprovaram leis que proíbem testes em animais. De acordo com a Cruelty Free International, milhares de animais morrem em testes de cosméticos a cada ano nos EUA.

Na China, a realização de testes de cosméticos em animais ainda é legalizada, o que significa que as empresas geralmente terceirizam os experimentos para este e outros países onde a prática ainda não foi proibida. A L’Oréal, apesar de ter afirmado que “não testa mais seus ingredientes em animais e não tolera mais nenhuma exceção a essa regra”, ainda permite que seus produtos sejam testados em animais em alguns países.

A coordenadora de mídia e parcerias da PETA, Jennifer White, disse que “a PETA reconhece que a L’Oréal está dando passos significativos no sentido de fabricar produtos mais éticos, e esperamos ansiosamente pelo dia em que a empresa acabará com todos os testes em animais – visto que a empresa atualmente paga ao governo chinês para conduzir os testes em seus produtos na China.”

Além do óbvio argumento contra os testes em animais, que é a crueldade envolvida no processo, outro fato que refuta a suposta relevância da prática é que 92% das drogas que foram testadas em animais e consideradas seguras para seres humanos falharam em testes em humanos. Andrew Knight, assessor científico do Animal Welfare Party e professor de bem-estar animal na Universidade de Winchester argumenta que “faz sentido testar produtos de beleza em pele humana impressa em 3D em vez de animais, pois é mais ético e mais confiável”.

Outra boa notícia é que os testes em pele impressa em 3D também acabarão custando menos. Em experimentos que realizam testes em animais, leva de dois a três anos para se obter os resultados, enquanto com os testes em pele humana impressa em 3D, os resultados saem em até duas semanas. Quanto menos tempo levarem os testes, menos dinheiro será gasto nos experimentos.

Estima-se que os Estados Unidos gastem anualmente mais de 12 bilhões de dólares em testes em animais para fins de pesquisa. O uso de métodos “in vitro”, pele humana e outros órgãos impressos em 3D, reduziria significativamente esse valor.

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Crânio de cão com tumor cerebral é reconstituído através de peça em 3D

Uma cadela da raça dachshund ganhou uma segunda chance graças à impressão em 3D. Patches, como é chamada, sofria com um tumor cerebral que crescia em velocidade acelerada. Os tutores da cadela foram orientados a procurar uma especialista e a recomendação permitiu que a vida de Patches fosse salva. O caso aconteceu na cidade de Williamsport, na Pensilvânia, nos Estados Unidos.

(Foto: Michelle Oblak)

O tumor já estava se aproximando ao tamanho de uma laranja quando os tutores levaram a cadela para uma consulta com Michelle Oblak, cirurgiã-veterinária especialista em oncologia da Universidade de Guelph, em Ontario, no Canadá. A profissional já era conhecida por utilizar impressão em 3D para auxiliar o tratamento de cachorros. As informações são do portal Gizmodo.

Com isso, o procedimento padrão – no qual parte do crânio retirado junto do tumor durante cirurgia é substituído por malha de titânio – deu lugar à impressão em 3D. Uma tomografia computadorizada da cabeça e do tumor da cadela foi realizada e, em seguida, um softaware simulou a cirurgia de remoção do crânio virtual.

(Foto: Michelle Oblak)

Na sequência, um mapeamento das dimensões da calota craniana em 3D foi executado, incluindo a localização de furos e parafusos. Uma peça, como uma espécie de tampa, do tamanho correto para o encaixe, foi impressa. O método, segundo os pesquisadores, é mais preciso e barato que o convencional.

A cirurgia de Patches teve duração de quatro horas. Dois terços do crânio foram removidos e a peça em 3D foi encaixada.

Cerca de 30 minutos após o final do procedimento, a cadela já estava acordada, caminhando e fazendo as necessidades fisiológicas. De acordo com a médica veterinária, Patches está livre do câncer.

(Foto: Dan Lopez)
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Cadela explorada como isca em rinha ganha molde em 3D para curar fratura

Uma cadela de apenas quatro meses explorada em rinhas teve a vida salva graças a uma máscara impressa em 3D. Loca, como é chamada, era covardemente utilizada como isca. Isso é, ela era jogada em meio a dois cachorros fortes e adultos para incitá-los a brigar. Os “cães iscas” são, geralmente, pequenos e submissos e terminam por ser dilacerados na rinha, mortos pelas pessoas que os exploram ou abandonados gravemente feridos.

Molde impresso em 3D salva a vida de cadela explorada como isca em rinhas (Foto: Reprodução / YouTube)

Loca, felizmente, tinha um final feliz reservado para ela. Apesar de ter sido resgatada com graves ferimentos, a cadela pôde ser salva e se recuperar. Isso porque estudantes de engenharia biomédica do campus do município de Davis da Universidade da Califórnia criaram, em conjunto com cirurgiões veterinários, uma máscara impressa em 3D projetada especificamente para atuar como o osso fraturado do crânio da cadela.

Loca foi encontrada com o rosto esmagado, a mandíbula fraturada e com danos extremos na articulação temporomandibular. Levada à Davis School of Veterinary Medicine com poucas chances de sobrevivência, ela foi submetida a uma complexa cirurgia.

O molde, de nome Exo-K9 Exoesqueleto, foi colocado no rosto de Loca para que ela pudesse ser curada de forma adequada. Até o momento, a equipe de médicos veterinários havia trabalhado apenas com um protótipo, sendo a cirurgia da cadela inovadora para eles. As informações são do portal Histórias com Valor.

Loca foi resgatada com uma fratura na mandíbula (Foto: Reprodução / YouTube)

“Loca esteve extremamente bem ao longo de sua hospitalização de 3 dias. Ela quase imediatamente começou a comer alimentos macios e ficou confortável com seus medicamentos contra a dor”, disse um membro da equipe. “Além do Exo-K9, Loca foi equipada com uma banda de pescoço acolchoada para garantir a estabilização da fratura no pescoço e limitar sua mobilidade durante o processo de cicatrização”, concluiu.

Após a cirurgia, a cadela ficou sem acesso a brinquedos, ossos ou qualquer item de difícil mastigação por um mês. “A máscara e o colar do pescoço permaneceram em todos os momentos exceto para permitir que ela comesse e bebesse. Ela foi alimentada com uma dieta suave até que seus ferimentos se curaram”, afirmou o veterinário.

Confira o processo de recuperação da cadela no vídeo abaixo:

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