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Populações de leões caem pela metade nos últimos 25 anos

Foto: Suzi Eszterhas
Foto: Suzi Eszterhas

O recente lançamento de um livro atraiu atenção para a situação das populações de leões na savana africana. A publicação adverte que o rei da selva pode ser deposto e desaparecer da natureza para sempre, a menos que sejam tomadas medidas urgentes para interromper a extinção desse belíssimo animal.

O alerta vem de fotógrafos da vida selvagem que capturaram mais de 70 imagens dos animais majestosos em parques e reservas nacionais no Quênia, Tanzânia e África do Sul.

“Remembering Lions” (Recordações dos leões, na tradução livre) foi idealizado pela fotógrafa britânica Margot Raggett e tem como objetivo arrecadar dinheiro e conscientizar o público da necessidade de proteger a espécie.

Foto: Marlon du Toit
Foto: Marlon du Toit

Uma foto mostra 10 jovens leões desesperados por comida depois de perderem seus protetores adultos do sexo masculino. O leão mais famoso da África, batizado de Scar (Cicatriz) faz pose em outra imagem e um momento de ternura entre leoa e filhote é pego em uma terceira fotografia.

E na mesma reserva, Maasai Mara do Quênia, um filhote conhece seu pai pela primeira vez.

O número de leões diminuiu pela metade em 25 anos, restando 20 mil representantes da espécie na África e um pequeno grupo na Índia. Margot disse: “A redução rápida é uma das histórias menos conhecidas em conservação, porque a morte desses animais acontece fora da vista. Caçadas e criação em cativeiro podem ter impactos catastróficos nas populações de leões”.

Foto: Margot Raggett
Foto: Margot Raggett

Jonathan Scott, zoólogo e apresentador do Big Cat Live da BBC1, acrescentou: “Não pode haver desculpas, apenas vergonha se permitirmos que o grande e mais icônico felino desapareça do nosso planeta”.

“Precisamos agir agora para que as gerações futuras possam apreciar o som de leões selvagens rugindo ao amanhecer”.

Ameaças e fazendas de criação em cativeiro

Perseguidos e mortos por partes de seus corpos, caçados por troféus, criados para serem vendidos e explorados pela indústria do turismo, os leões enfrentam ameaças sérias à sua sobrevivência.

O leão enfrenta muitas ameaças à sua sobrevivência, uma delas é o crescimento da presença humana em habitats selvagens, que causa o aumento da urbanização e em consequência disso, o número de animais selvagens diminui.

Foto: Chad Cocking
Foto: Chad Cocking

As “caçadas enlatadas”, vendidas como entretenimento para caçadores de troféus que pagam fortunas pela oportunidade de matar um leão, representam outra ameaça grave à espécie.

Movidas pelas possibilidade de lucro, fazendas de criação de leão tem surgido e se espalhado por toda a África do Sul. Nesses verdadeiros antros de crueldade os animais são forçados a se reproduzir, muitas vezes entre irmãos, com o risco de causar endogamia, ocasionando o nascimento de animais com defeitos congênitos sérios e irreversíveis.

Além de serem vendidos para caçadas cruéis onde o único destino possível é a morte, os leões mantidos nessas instalações muitas vezes são explorados pela indústria do turismo, que cobra valores dos visitantes ávidos por fotos, em troca da “oportunidade” de poder acariciar ou dar mamadeira a um filhote de leão.

Apesar da caça de grandes felinos ser proibida no país, a África do Sul permite a exportação de esqueletos provenientes de cativeiros | Foto: WAP
Apesar da caça de grandes felinos ser proibida no país, a África do Sul permite a exportação de esqueletos provenientes de cativeiros | Foto: WAP

O tráfico de partes de leão (ossos, pele, garras, cabeça) e a venda de animais também movimenta um mercado ativo e cuja demanda estimula a criação, caça e morte dos grandes felinos.

Embora o comércio internacional de partes de corpos de leões seja proibido pela CITES, a África do Sul tem permissão para estabelecer sua própria cota de exportação para leões cativos, cujos ossos são indistinguíveis de indivíduos selvagens. Quase duplicando desde 2017. Ano passado o governo aprovou uma cota de exportação de 1.500 esqueletos de leão em cativeiro.

A atual situação do leão, é a de uma espécie ameaçada de extinção, medidas urgentes precisam ser tomadas para a preservação da espécie, tanto pelo governo da África do Sul em prol da conservação e inibição de atividades que ameacem a sobrevivência da espécie, como as fazendas de criação e caçadas por troféus e a exportação de partes do corpo do animal, quanto pelos demais países que contribuem para que os números das populações do grande felino declinem, com o Reino Unido e os Estados Unidos como campeões de importação de troféus.

Dados sobre os leões

Os leões foram extintos em 12 países nas últimas décadas e agora ocupam apenas 8% do seu alcance histórico.

Foto: World Animal Protection
Foto: World Animal Protection

Na maioria das áreas onde eles são encontrados, as populações selvagens caíram cerca de 60% em pouco mais de 20 anos. Populações na África Ocidental são classificadas como Criticamente Ameaçadas.

Cerca de 20 mil leões permanecem em estado selvagem, em toda a África.

Desde 2008, 6 mil esqueletos de leões foram enviados para o leste da Ásia do Sudeste, provavelmente derivado de instalações de reprodução em cativeiro.

Em 2017, os EUA importaram mais de 230 troféus de leão, incluindo crânios, ossos, pele e garras (no Reino Unido, 20).

Cerca de 84% das instalações de leões em cativeiro na África do Sul estão envolvidas na venda de leões vivos e 72% venderam intencionalmente partes de corpos de leões.

Foto: Getty
Foto: Getty

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Leopardo mais raro do mundo é fotografado em reserva russa

Foto: Land of the Leopard
Foto: Land of the Leopard

Um leopardo de Amur (Panthera pardus orientalis), espécie ameaçada de extinção, foi flagrado na reserva natural Terra dos Leopardos, no leste da Rússia, uma reserva nacional criado pelo Kremlin para salvar essa espécie, segundo o The Siberian Times.

O excelente poder de camuflagem que a pelagem de um dos grandes felinos mais raros do mundo lhe proporciona dá provas do porque há esperanças de sobrevivência para a espécie.

Uma fotografia mostra uma área de floresta com árvores repletas de galhos e folhas à mostra misturadas às últimas folhas marrons que restaram do outono.

Foto: Terra dos Leopardos
Foto: Terra dos Leopardos

O leopardo se mistura perfeitamente à paisagem camuflando-se entre os troncos das árvores, criando uma imagem intrigante em que é quase impossível identifica-lo.

E existem apenas 120 leopardos Amur, também conhecidos como siberianos, vivendo em estado selvagem em seu habitat natural no leste da Rússia.

Após a última contagem, foram registrados apenas 86 animais adultos e 21 adolescentes vivendo na natureza.

Foto: Terra dos Leopardos
Foto: Terra dos Leopardos

Existem outros leopardos de Amur em zoológicos pelo mundo, mas décadas de caça na era soviética levaram a espécie à extinção virtual como animal selvagem.

Há um século, esse grande gato vagava em abundância pela península coreana, várias províncias da China e regiões do leste da Rússia.

Hoje eles estão praticamente restritos à região russa de Primorsky.

O parque nacional também protege tigres de Amur em extinção, o maior felino do mundo, e há populações de ursos pardos e negros.

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Governo Trump aprova permissão para importar troféu de caça de rinoceronte negro

O animal pertence a uma espécie criticamente ameaçada de extinção, o caçador Chris Peyerk pagou 400 mil dólares para matar o rinoceronte na Namíbia


 

Foto: ABC News/Reprodução
Foto: ABC News/Reprodução

O pedido de permissão solicitada por um caçador de troféus de Michigan (EUA) para trazer o crânio, a pele e os chifres de um rinoceronte negro criticamente ameaçado de extinção morto por ele na África para os Estados Unidos, será aprovada pelo governo Trump, de acordo com um relatório feito pela Associated Press.

Chris Peyerk, de Shelby Township, localizada no estado no Michigan, solicitou a permissão de importação em abril. “O requerente solicita uma permissão para importar o troféu esportivo de caça de um rinoceronte negro (Diceros bicornis) do sexo masculino da Namíbia com o objetivo de melhorar a propagação ou sobrevivência da espécie”, diz o texto do documentos do departamento de Serviços de Pesca e Vida Selvagem dos EUA.

Peyerk teria pago 400 mil dólares a um programa de combate à caça para que pudesse obter permissão para caçar “espécies criticamente ameaçadas” dentro de um parque nacional da Namíbia, informou a AP (Associated Press).

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) diz que restam cerca de apenas 5.500 rinocerontes negros na natureza.

As notícias da aprovação pelo governo Trump foram recebidas com uma reação de indignação e revolta por grupos de defesa dos direitos animais em todo o mundo, que acusam os EUA de incentivar a matança de animais em extinção com essa medida.

“Pedimos ao governo federal americano que encerre esse esquema de pagamento para matar, que permite que rinocerontes criticamente ameaçados sejam mortos por americanos ricos, enquanto desfere um golpe devastador à conservação dos rinocerontes”, disse Kitty Block, presidente e CEO da Humane Society em um comunicado. “Embora não possamos atrasar o relógio para salvar esse animal, o governo pode impedir que os EUA contribuam ainda mais para o fim dessa espécie, recusando futuras licenças de importação de troféus de rinocerontes negros. Rinocerontes negros devem estar fora dos limites para caçadores de troféus”.

“O governo Trump deu outro golpe na proteção da vida selvagem ao conceder sua terceira permissão para importar um troféu de rinoceronte negro, uma espécie criticamente ameaçada”, disse Sara Amundson, presidente do Fundo Legislativo da Humane Society, em um comunicado.

O rinoceronte negro, que pode pesar entre 1.760 e 3.080 libras, é uma espécie em risco de extinção. No entanto, a tendência atual da população é de crescimento, de acordo com a National Geographic.

Os rinocerontes negros são conhecidos por seus dois chifres, que podem crescer até 5 pés de comprimento, o NatGeo diz que esses chifres são a razão pela qual suas vidas estão em risco.

“Muitos animais foram mortos pelos seus chifres, que são usados na medicina tradicional na China, Taiwan, Hong Kong e Cingapura. O chifre também é valorizado no norte da África e no Oriente Médio para ser usado na confecção de adagas ornamentais”, de acordo com o National Geographic. “O rinoceronte negro já percorreu a maior parte da África subsaariana, mas hoje está à beira da extinção devido à caça, impulsionada pela demanda comercial por seu chifre”.

O departamento de Serviços de Pesca e Vida Selvagem dos EUA, que é a agência que recebe as licenças de caça de troféus, defendem esse tipo de “caça de conservação”, dizendo que realmente beneficia as espécies a longo prazo.

Sob o governo presidente Barack Obama, o departamento de Serviços de Pesca e Vida Selvagem emitiu a primeira permissão de importação de troféu de rinoceronte preto criticamente ameaçada em 33 anos.

A ABC News, fonte original da matéria, não recebeu imediatamente uma resposta do governo Trump ou do Departamento do Interior para comentar o assunto.

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Multinacionais querem boicotar soja, carne e couro do Brasil por conta de queimadas

O desmatamento e as queimadas na Amazônia levaram multinacionais e países a ameaçar boicotar a soja, a carne e o couro do Brasil. Caso isso realmente aconteça, a suspensão da compra dos últimos dois itens representará um boicote positivo do ponto de vista dos direitos animais, já que são produtos repletos de crueldade.

A Mowi, empresa norueguesa que explora e mata peixes para consumo, anunciou na última quarta-feira (28) que estuda suspender a compra de soja do Brasil, usada para alimentar os animais, caso as queimadas não sejam controladas.

Foto: Araquém Alcântara

“O tratamento da Amazônia é inaceitável. A Mowi vai ter de considerar encontrar outras fontes para abastecer seu material, a menos que a situação melhore”, afirma nota da empresa, assinada pela diretora de Sustentabilidade da norueguesa, Catarina Martins. “É importante que nós e todos que compram bens de consumo do Brasil deixem claro que a floresta precisa ser preservada”, completa. As informações são do portal UOL.

Em 2018, 350 mil toneladas de ração foram fabricadas no país. Desse montante, 12% é composto por soja, grande parte comercializada pelo Brasil. A soja é o produto brasileiro mais importado pela Noruega também, totalizando quase US$ 111 milhões em 2018, o que representa 14% do total da exportação para a Noruega.

A Nestlé também anunciou que deve reavaliar as práticas de seus fornecedores. “Estamos revisando nossa compra de subprodutos de carne e cacau da região [da Amazônia] para garantir que ela esteja alinhada com nosso Padrão de Fornecimento Responsável e vamos tomar ações corretivas quando necessário”, declara a empresa, que também compra óleo de palma e soja explorados na floresta amazônica.

“Estamos profundamente preocupados com os incêndios na floresta amazônica”, diz a Nestlé.

O conglomerado norte-americano VF Corp, dono de marcas como Timberland, Kipling e Vans, anunciou na terça-feira (27), através do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), que estava suspendendo a compra de couro do Brasil por conta da destruição da Amazônia. No entanto, no dia seguinte a organização retirou a nota do ar e afirmou que a exportação se manteria igual.

Na quinta-feira (29), a Folha de S. Paulo publicou um posicionamento da empresa sobre o caso. “A VF Corporation e suas marcas decidiram não seguir abastecendo diretamente com couro e curtume do Brasil para nossos negócios internacionais até que haja a segurança que os materiais usados em nossos produtos não contribuam para o dano ambiental no país”, afirma, por meio de nota.

Além das multinacionais, a Finlândia pediu que a União Europeia estudasse a ideia de banir a importação de carne do Brasil. “O ministro das finanças Mika Lintila condena a destruição na floresta amazônica e sugere que a União Europeia e a Finlândia urgentemente analisem a possibilidade de banir a importação de carne brasileira”, diz comunicado do ministério das finanças da Finlândia. Em 2018, a Finlândia importou US$ 2,26 milhões em carne brasileira. O montante importado por todo bloco europeu chega a US$ 476 milhões.


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Caçadores de troféu pagam milhares de dólares para matar girafas ameaçadas de extinção

Charlie Reynolds, à direita, matou uma jovem girafa em uma viagem organizada por Umlilo Safaris da África do Sul | Foto: Facebook/Reprodução
Charlie Reynolds, à direita, matou uma jovem girafa em uma viagem organizada por Umlilo Safaris da África do Sul | Foto: Facebook/Reprodução

Em Glastonbury, na Inglaterra, uma empresa de ex-caçadores de troféu agenda viagens de férias em que os caçadores pagam para matar espécies ameaçadas, incluindo macacos, elefantes, girafas e zebras.

Uma reportagem do jornal The Mirror revelou no início deste mês que os caçadores de troféu chegam a pagar ao ProStalk (empresa de caça) £1.666 (cerca de 8 mil reais) extras para atirar em uma girafa, £6.422 (em trono de 31 mil reais) para um hipopótamo ou £47 para macacos.

O esporte assassino foi recentemente colocado em foco com a reunião da CITES onde delegados de 180 países se reuniram em Genebra para analisar propostas com o objetivo de proteger animais ameaçados.

Atualmente, não existem regras no comércio internacional que protejam as girafas, o que significa que os troféus podem ser exportados e importados sem verificação ou controle alguns.

Mas uma proposta apresentada por seis nações africanas pede que os registros sejam mantidos – o que significaria que o “esporte” pelo menos teria que ser monitorado.

Charlie Reynolds é um dos vários caçadores que caçam e matam girafas por prazer – mas ele afirma estar fazendo um “favor” à natureza.

O caçador disse ao The Times como ele seguiu uma jovem girafa ao redor de uma fazenda no Cabo Oriental da África do Sul por um dia inteiro antes de matá-la com um único tiro na cabeça.

“Ele estava morto antes de atingir o solo”, descreveu Reynolds, que disse estar “muito orgulhoso” de ter matado o animal em 2014, o que lhe custou 500 libras.

Zâmbia está permitindo que caçadores de troféus doentes matem milhares de seus hipopótamos | Foto: Facebook/Reprodução
Zâmbia está permitindo que caçadores de troféus doentes matem milhares de seus hipopótamos | Foto: Facebook/Reprodução

Ele realizou o “feito” em uma viagem organizada pela Umlilo Safaris, uma empresa sul-africana que oferece “caças de troféus” e “caçadas de manejo” para atirar em espécies ameaçadas, como elefantes, rinocerontes, leopardos e leões.

Caça e perda de habitat contribuíram para o número de girafas caísse cerca de 40% para 97 mil em 2016 – mas Reynolds diz que os ativistas não entendem.

O caçador disse: “Eles veem uma foto e pensam: ‘Ele é uma pessoa cruel e horrível’.”

“Se eles parassem a caça, não haveria animais selvagens na África.”

A afirmação vem depois que foi revelado que a Zâmbia poderia ganhar milhões ao permitir que caçadores de troféus abatessem milhares de hipopótamos no país.

A Zâmbia diz que a matança em massa está sendo realizada para controlar a população de hipopótamos no Vale de Luangwa, no leste da nação africana.

Mas a morte dos animais tem sido descrita como um “movimento cínico” por funcionários famintos por dinheiro.

Ontem, a namorada do primeiro ministro britânico Boris Johnson, Carrie Symonds, condenou os “cruéis” caçadores de troféus.

Falando na Birdfair, ela disse: “Um troféu é para ser um prêmio. Algo que você ganha se tiver alcançado algo de mérito que exija muita habilidade e talento”.

“A caça ao troféu é o oposto disso. É cruel, é doente, e é um ato covarde”.

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Caçador tira fotos ao lado dos cadáveres de animais ameaçados de extinção

Foto: Take Aim Safaris
Foto: Take Aim Safaris

Além de caçador, Carl Knight, de 45 anos, é dono de uma empresa de “turismo” que recebe hóspedes e proporciona caçadas a animais em extinção lucrando em cima da morte de elefantes, girafas, leões, leopardos, rinocerontes, crocodilos e demais espécies.

Acredita-se que ele seja o único caçador britânico conhecido por matar pelo menos um de cada espécie de animal em extinção pertencente ao grupo conhecido como “Big Five” (Cinco Grandes) da África.

Assim como leopardos e elefantes, Knight admite orgulhoso ter matado rinocerontes e búfalos ameaçados de extinção – cuja população está em declínio.

O leão, o leopardo e o elefante africanos são todos classificados como vulneráveis – enquanto o rinoceronte negro está criticamente em perigo segundo da classificação da IUCN.

Ativistas dizem que ele é o único caçador britânico a ter completado a lista de animais “Dangerous Seven” – que inclui ainda crocodilos e hipopótamos.

Foto: Take Aim Safaris
Foto: Take Aim Safaris

Surrey que é nascido Knight (Reino Unido) foi acusado esta semana de ajudar a conduzir “espécies ameaçadas ao extermínio”, relatou o Mirror.

Crise da extinção

A Campanha Para Proibir a Caça ao Troféu disse que, em face de uma “crise de extinção”, matar animais por diversão era “um dos últimos males sociais”.

A indignação vem em seguida ao evento parlamentar na quarta-feira (03) no Reino Unido, que é um dos maiores importador de troféus de caça junto com os Estados Unidos, pedindo novas leis contra a indústria de troféus.

Knight, que é pai de dois filhos, insiste que ele e seus clientes ricos estão ajudando a salvar espécies em risco, caçando animais para se divertir.

Ele disse no site da empresa Take Aim Safaris que participou de mais de 400 caçadas na África.

Foto: Take Aim Safaris
Foto: Take Aim Safaris

Em uma foto, Knight, que vive hoje em Johanesburgo, é visto posando ao lado do corpo de um leão morto.

Outra foto mostra Knight com dois homens agachados atrás de um cadáver de leopardo – enquanto um terceiro é visto segurando sua arma ao lado de um elefante do sexo masculino morto.

Ele supostamente cobra até £ 30.000 para ajudar clientes ricos a rastrear feras em viagens pela África do Sul, Zimbábue e Namíbia.

Os “hóspedes” ficam em alojamentos luxuosos de cinco estrelas e podem até caçar rinocerontes, chitas, girafas, zebras e macacos.

E Knight se orgulha de seus assassinatos: “Eu tenho caçado os Big Five e Dangerous Seven como um cliente, a maioria das espécies desses grupos algumas vezes, sem mencionar os guiá-los muitas vezes mais”

Seu catálogo on-line acrescenta que os hóspedes podem “relaxar com um copo de vinho”, enquanto suas mortes são “preparadas profissionalmente pelo taxidermista”.

Matança patrocinada

Eduardo Gonçalves, da Campaign To Ban Trophy Hunting (Campanha Para Proibir a Caça ao Troféu), criticou ferozmente o negócio do caçador que ele diz estar “encharcado de sangue”.

Ele disse ao Mirror: “Knight não só mata animais selvagens raros por diversão, ele faz milhares de dólares dessas expedições doentias. Ele está literalmente fazendo uma matança patrocinada.

“As pessoas no Reino Unido ficarão com o coração partido ao saber que ele organiza caças de chitas, e indignados ao entender ele ganha a vida ajudando a matar rinocerontes ameaçados de extinção”.

“Knight organiza caçadas para matar girafas e zebras e guia os caçadores para atirarem em macacos, avestruzes e porcos-espinhos”.

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Carne de chimpanzé é servida em casamentos como iguaria e vendida em mercados

Foto: Getty Images
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Classificada pela IUCN como espécie criticamente ameaçada de extinção, os chimpanzés estão sendo caçados e mortos por sua carne. Considerada uma iguaria, a carne está sendo servida em casamentos e vendida em bancas de mercado no Reino Unido, segundo relatos de entidades de proteção aos animais.

Mês passado, uma tonelada de carne do animal – conhecida como “carne do mato ou de floresta” – foi confiscada na alfândega quando chegou ao Reino Unido, vindo da África Ocidental, disse o cientista especialista e autoridade em primatas, Ben Garrod.

A o consumo da carne de chimpanzé pode causar doenças graves, uma vez que os chimpanzés são geneticamente semelhantes aos humanos e muitas vezes a carne é embalados em ambientes insalubres.

Os chimpanzés ocidentais estão na lista de espécies criticamente ameaçadas de extinção devido a ameaças ao meio ambiente e porque sua carne é considerada uma iguaria.

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

“É comum encontrar esse tipo de carne em todas as grandes cidades da Europa e dos EUA”, disse o professor da Universidade de East Anglia ao The Sunday Telegraph.

“Vimos muita carne de chimpanzé confiscada no Reino Unido em postos de controle nas fronteiras e nos mercados.

“Muitas vezes ela é trazida para cá como iguaria para ser servida em celebrações específicas como um casamento ou um batizado”.

Jane Goodall, especialista mundialmente reconhecida em primatas com foco em chimpanzés, pediu ao governo que tome medidas e introduza testes de DNA na fronteira.

Ela sugeriu que a Interpol aumentasse seus esforços para impedir que a carne fosse levada para além das fronteiras do bloco de países e sugeriu que novas tecnologias fossem utilizadas para detectar o produto.

A “carne do mato” é mais fácil do que outros produtos contrabandeados pelo mercado paralelo, porque é defumada e enegrecida, dificultando sua identificação.

Pode alcançar até cinco vezes mais que o preço da carne bovina ou suína.

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

A questão da importação de carne de chimpanzé para países europeus não é novidade.

Durante um período de 17 dias em 2010, 134 passageiros de 29 vôos foram revistados no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris.

Descobriu-se que quase metade estava carregando peixe ou carne de vaca ou animais selvagens, incluindo crocodilos, primatas e porcos-espinhos.

Em 2011, a carne de chimpanzé foi encontrada em West Midlands durante uma invasão de checagem de padrões comerciais.

Um porta-voz do governo disse: “Além de trabalhar com parceiros de fiscalização e inteligência no Reino Unido e internacionais, a Border Force continua a investir em treinamento e equipamentos para garantir que façamos tudo o que pudermos para interceptar alimentos ilegais e combater contrabandistas”.

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Canadá aprova lei que proíbe a captura e manutenção de baleias e golfinhos

Foto: The Whale and Dolphin People Project
The Whale and Dolphin People Project)

O governo federal aprovou uma legislação que proíbe a captura de baleias e golfinhos no Canadá.

O projeto de lei foi introduzido pela primeira vez no Senado em 2015 e finalmente chegou à Câmara dos Comuns, onde teve sua terceira e última leitura hoje.

Sob a nova lei, a prática de manter baleias, golfinhos e botos será eliminada, embora os animais atualmente em cativeiro permaneçam onde estão.

A lei também proíbe a captura de golfinhos e baleias selvagens, ou cetáceos, bem como a prática de reprodução em cativeiro e a importação e exportação desses animais.

O projeto de lei eliminará a prática de manter baleias, golfinhos e botos cativos, mas avós naqueles que já estão sendo mantidos em duas instalações no país.

Marineland em Niagara Falls, Ontário e o Vancouver Aquarium em Britsh Columbia são os únicos dois lugares que atualmente mantêm cetáceos cativos.

O projeto proíbe a captura de cetáceos selvagens, reprodução em cativeiro e a importação e exportação desses animais, com exceções limitadas.

Mas a medida permite a reabilitação e resgate de cetáceos.

“Os canadenses têm sido claros, querem que a prática cruel de manter baleias e golfinhos em cativeiro termine. Com a aprovação da lei, garantimos que isso acontecerá”, disse Elizabeth May, líder do Partido Verde, responsável pela lei.

“A ciência comprova com cada vez mais evidências que é uma crueldade com os animais capturar esses cetáceos e mantê-los em espaços mínimos confinados”, acrescentou ela.

Sob a nova lei, parques e aquários que violam as disposições definidas podem enfrentar multas de até 200 mil dólares. Ela faz exceções para as tradições culturais dos povos indígenas no país, no entanto.

A nova lei do Canadá vem depois de vários documentários lançados nos últimos anos se concentrando nas condições de vida dos animais dentro dos parques temáticos. Um desses filmes, o “Blackfish”, da CNN, levantou questões sobre se os animais podem sobreviver ao confinamento e criticou o tratamento das baleias orcas pelo SeaWorld.

Grupos de defesa dos direitos animais, incluindo a PETA e a Humane Society International/Canada, aclamaram a decisão como um passo positivo para enfrentar a crueldade contra os animais.

“A aprovação da lei é um divisor de águas na proteção de animais marinhos e uma vitória para todos os canadenses”, disse a diretora executiva da Humane Society International/Canadá, Rebecca Aldworth, em um comunicado.

“As baleias e os golfinhos não pertencem aos tanques, e o sofrimento inerente a esses animais altamente sociais e inteligentes em confinamento intensivo não pode mais ser tolerado. Parabenizamos os patrocinadores deste projeto de lei e o governo canadense por mostrar uma liderança forte na resposta ao público. vontade e som ciência sobre esta questão crítica “, acrescentou.

“Assim como a ciência mostrou que os golfinhos em zoológicos e aquários vivem tanto quanto ou mais que seus colegas na natureza, o governo canadense decidiu ignorar essas descobertas e aprovar uma medida drástica e equivocada que negará aos canadenses a oportunidade de ver e vivenciar estes incríveis animais de perto e pessoalmente e, com o tempo, deteriorará a perícia de mamíferos marinhos de seus especialistas, que contribuiu muito para o bem-estar dos mamíferos marinhos no cuidado humano e na natureza ”, disse o grupo.

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Canadá esta prestes a aprovar duas leis históricas sobre direitos animais

Foto: Jim Abernethy/University of Miami Rosenstiel School of Marine & Atmospheric Science
Foto: Jim Abernethy/University of Miami Rosenstiel School of Marine & Atmospheric Science

A luta em prol dos animais tem sido difícil, às vezes até mesmo desanimadora, para os incansáveis ativistas pelos direitos animais canadenses, mas eles estão prestes a ter uma notícia muito boa.

E melhor ainda para os animais que os ativistas há muito procuram proteger e nutrir.

Duas leis históricas estão prestes a passar no Parlamento do Canadá.

Foto: Associated Press/Micronesian Shark Foundation
Foto: Associated Press/Micronesian Shark Foundation

Um proíbe a importação de barbatanas de tubarão para o país; e a outra proíbe baleias e golfinhos de serem mantidos em cativeiro.

Foi a proibição da barbatana de tubarão que veio na calada da noite.

O Canadá proibiu o a prática do finning (prática cruel de arrancar as barbatanas de tubarões) em águas territoriais em 1994, mas nunca proibiu sua importação.

Foto: Beawiharta/Reuters
Foto: Beawiharta/Reuters

Atualmente o país é o terceiro maior importador de barbatanas de tubarão fora da Ásia, perdendo apenas para a China e Hong Kong.

No ano passado, o Canadá importou mais de 148 mil quilos de barbatanas de tubarão, no valor estimado de 3,2 milhões de dólares.

Em 2018 em todo o mundo, 73 milhões de tubarões foram mortos.

Sopa de barbatana de tubarão, uma iguaria considerada símbolo de status nas comunidades asiáticas Foto: Kin Cheung/The Associated Press
Sopa de barbatana de tubarão, uma iguaria considerada símbolo de status nas comunidades asiáticas Foto: Kin Cheung/The Associated Press

A população global de tubarões está agora devastada em cerca de 90%.

Mas uma vitória suada para aqueles que amam animais parece estar no horizonte.

A política tem sido dura e os ativistas tiveram mais do que sua parcela de decepções, mas Camille Labchuk, diretora executiva da ONG Animal Justice, tem sorrido muito nos dias de hoje.

Ela deu a declaração por telefone na quarta-feira em seu escritório em Ottawa.

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Notícias

Decreto de Bolsonaro acabará com restrição à importação de armas para caçadores

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) deve assinar hoje, terça-feira (7), um decreto que acabará com a restrição à importação de armas por parte de colecionadores, atirados e caçadores, conhecidos como CACs.

(Foto: Pixabay)

Atualmente, a lei impede que os CACs importem uma arma quando existe no mercado brasileiro uma similar. O decreto permitirá que as armas sejam compradas no exterior até mesmo nesses casos, segundo informações do O Globo.

A empresa brasileira Taurus, fabricante de armas, era a maior beneficiada da restrição. No entanto, a pressão feita por aliados do Bolsonaro, críticos da regra que restringia a importação de armas, fez com que o presidente decidisse publicar o decreto.

No último domingo (5), Bolsonaro afirmou que iria acabar com o “monopólio”, mas não disse exatamente o que faria.

O decreto deve facilitar ainda a emissão de guia de transporte para os colecionadores, atiradores e caçadores. Atualmente, é permitido apenas que uma arma carregada seja transportada do local de guarda até o clube de tiro onde será realizado um treino ou uma competição.

A assinatura do decreto está prevista para às 16h, em evento solene no Palácio do Planalto.

Repúdio à medida

O decreto de Bolsonaro foi alvo de muitas críticas. Em entrevista à revista Fórum, Welliton Caixeta Maciel, professor de Antropologia do Direito e pesquisador do Núcleo de Estudos sobre Violência da Universidade de Brasília (UnB), afirmou que o maior número de armas nas mãos da população não necessariamente refletirá numa segurança pública mais efetiva e pode implicar em mais violência.

“Pesquisas apontam que quanto mais armas, maior a possibilidade das pessoas cometerem crimes interpessoais, feminicídios, entre outros”, disse.

Ativistas pelos direitos animais também repudiaram a medida. Na segunda-feira (6), artistas lançaram uma campanha por meio da qual se posicionaram contra o decreto. O objetivo é lutar pela proteção das espécies de animais silvestres que ficarão ameaçadas a partir da assinatura do documento.

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De olho no planeta

Reino Unido irá cobrar impostos sobre plásticos não recicláveis

O governo do Reino Unido anunciou que colocará imposto sobre a importação e fabricação de embalagens plásticas não recicláveis no ano de 2022.

O imposto está sendo considerado como uma forma de reduzir a quantidade de resíduos perigosos gerados no país e diminuir a poluição por plásticos no meio ambiente. Ele seria introduzido a partir de 1º de abril de 2022 para que as empresas tenham um tempo de adaptação.

Ele será aplicado a embalagens que contenham menos de 30% de plástico reciclado. De acordo com as estatísticas oficiais, 2,26 milhões de toneladas de embalagens plásticas são usadas no Reino Unido todos os anos, e a maioria é feita de plástico novo, em oposição ao material reciclado.

O imposto foi anunciado no Orçamento de 2018 pelo ministro das Finanças Philip Hammond, que ainda está consultando os detalhes e o cronograma para a mudança, informa a Bloomberg. Ele também afirmou que ele estava considerando uma adição de uma taxa sobre copos de plástico de uso único.

O Reino Unido irá cobrar impostos de empresas que utilizarem embalagens plásticas a partir do ano de 2022 (Foto: Pixabay)

“Devemos nos tornar líderes mundiais na luta contra o flagelo do plástico que cobre nosso planeta e nossos oceanos”, disse o chanceler em um comunicado ao Parlamento. “Itens descartáveis ​​de plástico são convenientes para os consumidores, mas mortais para os oceanos”.

The Treasure disse anteriormente que estava analisando quatro formas de tributar o plástico, incluindo esforços para diminuir a demanda por plásticos de uso único, como xícaras de café e embalagens para viagem, e incentivar a reciclagem.

A embalagem plástica é uma das maiores fontes de plástico que acaba em aterros sanitários e entra no meio ambiente. De acordo com a Fundação Ellen MacArthur, apenas cerca de 14% de todo o plástico é reciclado, o que significa que o resto é deixado para poluir o planeta e desmoronar por conta própria.

Artigos de plástico podem levar até centenas de anos para serem decompostos, e mesmo assim, eles permanecem no ecossistema como microplásticos, que foram encontrados para subir na cadeia alimentar e até mesmo poluir 83% da água da torneira do mundo.

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Notícias

Irã vai importar bois vivos do Brasil, diz Ministério da Agricultura

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informou na última segunda-feira (22) que o Irã vai passar a importar bois vivos do Brasil. A Organização Veterinária do Irã comunicou ao Departamento de Saúde Animal (DSA) do ministério que foi aprovado o Certificado Zoossanitário Internacional (CZI), que permite o embarque dos animais.

Bois afundados nos próprios excrementos no navio NADA (Foto: Magda Regina)

A estimativa é de que o país do Oriente Médio importe 100 mil bois vivos do Brasil anualmente. Desde 2014, o DSA faz negociações com os iranianos no que se refere às importações.

De acordo com o Departamento de Saúde Animal, os próximos países que poderão importar bois vivos do Brasil são a Tailândia e a Indonésia.

Crueldade animal

O aumento das exportações de animais vivos no Brasil, com a abertura do Irã, colabora para que mais bois sofram as terríveis consequências de um transporte insalubre e indigno.

Bois mantidos em condição insalubre no navio NADA (Foto: Magda Regina)

Desde quando saem das fazendas, a bordo de caminhões que trafegam por horas até a chegada aos portos, os animais são submetidos a sofrimento. Colocados em um local pequeno, os bois ficam amontoados, sem condições de livre locomoção e sem espaço para deitar e descansar. Assim, viajam por horas, privados de água e alimentação e suportando as condições climáticas. Ao chegar no porto, a situação se agrava. Picanas elétricas são usadas para dar choque nos animais, forçando-os a percorrer o caminho que os leva ao navio, onde permanecerão por semanas, em meio a grande quantidade de fezes e urina, novamente em um ambiente superlotado.

Imagens feitas por ativistas e pela médica veterinária Magda Regina comprovam os extremos maus-tratos aos quais os animais são submetidos. As fotos feitas pela veterinária constam em laudo técnico emitido por ela após inspeção no navio NADA, que em fevereiro deste ano esteve atracado no porto de Santos, no litoral de São Paulo, com mais de 27 mil bois nas dependências. De acordo com Magda, “a prática de transporte marítimo de animais por longas distancias está intrínseca e inerentemente relacionada à causação de crueldade, sofrimento, dor, indignidade e corrupção do bem-estar animal sob diversas formas”.

Boi com corpo coberto por fezes e urina dentro do navio NADA (Foto: Magda Regina)

A exportação de animais é caracterizada por uma viagem longa e exaustiva, na qual os bois são confinados em ambiente extremamente insalubre, onde são forçados a permanecer por semanas, sem espaço para que descansem, até a chegada ao país de destino. Durante o percurso, muitos animais se ferem. Isso porque ao tentarem, exaustos, deitar no chão ou se locomover em um espaço restrito, pulando outros animais, pisoteamentos acontecem, levando causando ferimentos. Outros tantos, que não suportam as condições terríveis da viagem, morrem. Os que sobrevivem são destinados à morte na chegada ao país de destino – quando são levados para países muçulmanos, como é o caso do Irã, esses animais são mortos ainda conscientes, de forma cruel, seguindo preceitos religiosos.

Graxaria do navio NADA (Foto: Magda Regina)
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