Artigos, Notícias

Os elefantes pintores e a imbecilidade humana

Foto: Reprodução/Estadão

Uma pessoa que conhece o meu amor pela arte e certamente desconhece o meu sentimento pelos animais, marcou-me, entre outros, num post do Facebook onde ela apresenta o vídeo de um elefante que desenha com um pincel em sua tromba. Sob o olhar do adestrador – que, de tempos em tempos, molha o pincel na tinta – o animal traça a figura de outro elefante, três flores e uma palavra de quatro letras em guisa de “assinatura”. A legenda diz: “Se quiser aprender a amar, comece com os animais… eles são mais sensíveis.”

O vídeo (que me recuso a reproduzir aqui) foi visto 34 792 138 vezes, teve mil curtidas, 3 226 pessoas compartilharam e eu, que jamais vi coisa igual, detestei testemunhar o animal abusado. Um elefante respira 70% pela tromba, é o seu órgão mais precioso.

Quando o vemos controlar o pincel com ela, não é difícil supor a crueldade da adestração que precedeu este gesto. Como no circo e nos parques de atrações, estes campos de concentração de animais, adestramento e maus-tratos sempre estão na origem da sua suposta “sabedoria”. Que pulsão é esta que faz com que o homem, por ignorância, voracidade e/ou crueldade, esteja sempre tentando desnaturar o natural?

Procurei saber mais. Descobri que “elefantes pintores” são mártires. A metade deles morre: ou de septicemia (os pincéis os infectam) ou porque tornam-se incontroláveis e são mortos ou se suicidam por asfixia fechando a boca e deitando sobre a sua própria tromba.

Agora é carnaval e, tanto pior se em vez de falar de folia, resolvi lembrar da inteligência animal que perime nas florestas e da falta de inteligência humana que grassa no planeta!

Fonte: Estadão

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Ex-jogador de futebol Dinei conta em "A Fazenda" como matou um gato aos 16 anos

Por Fernanda Franco (da Redação)

Dinei fez com que gato pulasse pela janela do 17º andar (Imagem: Reprodução/R7)

Recentemente, mais um dos participantes do programa “A Fazenda”, exibido pela TV Record, demonstrou descaso pelos animais. Desta vez, foi o ex-jogador de futebol Claudinei Alexandre Pires, conhecido como Dinei, que completa 40 anos no dia 10 de setembro, quem revelou seu lado cruel e covarde.

Em um dos episódios do programa, Dinei começa contando que tem fobia de gatos e que aos 16 anos fez com que um gato se jogasse do 17º andar de um prédio, sem sobreviver. Aos risos e gargalhadas dos outros participantes, o ex-jogador relata a história empolgado, como se fosse engraçado provocar a morte de um animal com uma ‘brincadeira’ cruel.

“Abre o vidro, vamos ver se ele é esperto”, foi o que disse o ex-jogador aos 16 anos, referindo-se ao gato, enquanto provocava o animal para que pulasse em direção à janela do apartamento, a caminho da morte.

O comportamento doentio do ex-jogador, ao friamente provocar a morte do gato e, depois, ao se orgulhar e ainda achar graça de causar sofrimento e a morte de um animal, é digno dos psicopatas, que são incapazes de nutrir qualquer sentimento ou afeto por outros seres.

É esperado, novamente, que a TV Record assuma uma postura ética e adote um critério rígido de punição em casos como este, em que ocorre a incitação à violência ou a prática da mesma, como foi o caso do ator Thiago Gagliasso.

Para ser leal aos supostos princípios em que o programa se baseia, a TV Record deveria punir o participante que apresenta esse tipo de comportamento com expulsão. Afinal, de acordo com as regras de “A Fazenda” a violência é penalizada com expulsão. Mas, até o atual momento, a emissora vem lamentavelmente permitindo tal tipo de conduta, sem nenhum tipo de punição.

O vídeo com a infeliz performance do ex-jogador pode ser assistido aqui:

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Aeromoça é obrigada a matar galinha durante treinamento no interior de SP

Comissárias e comissários de bordo são obrigados a torturar galinha durante treino de sobrevivência na selva(Foto: Joel Silva/Folhapress)

Modelo na Itália até sete meses atrás, Pâmela Carvalho, 24, se vê diante de uma galinha, presa pelo pé, de ponta-cabeça, no tronco de uma árvore. Sua missão é cortar o pescoço da ave.

Só depois de vários minutos consegue concluir a tortura, seguida de um brutal assassinato ao qual foi pressionada a cometer, o corpo todo trêmulo. É aplaudida e vai acabar de chorar longe dos colegas, enquanto outros três experimentam o sangue do pobre animal. Essa é uma das atividades do “curso de treinamento na selva” para candidatos a aeromoça e comissários exigido pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

“Achei que fossem mostrar como se fazia riscando com caneta no pescoço da galinha”, diz Pâmela, que tenta ganhar o salário médio de R$ 1.800 das aeromoças.

Das 217 pessoas de 18 a 35 anos que estavam na mata em Juquitiba (72 km de SP), no último sábado, 70% são mulheres -em sua maioria esbeltas e de unhas feitas.

Na mata, os alunos são chamados pelo número estampado no boné e cada um só pode perder cinco pontos, ou é reprovado.

Veja cenas do treinamento: folha.com.br/fg2681

Com informações da Folha de SP

Nota da Redação: Estamos, novamente, diante de um exemplo de bullying, que normalmente consiste na prática de um ato covarde e cruel contra um ser mais vulnerável do que o agressor. Desta vez a vítima é um animal indefeso, cuja vida é usada e descartada, como instrumento da perversidade humana. Ensinam-se a destruição e a covardia contra seres que deveríamos proteger durante um treinamento equivocado e primitivo, que prega a frieza e a violência como métodos de sobrevivência. Mais uma vez, um episódio absurdo, lamentável e típico da imbecilidade humana.

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Quatro imbecis e uma vaca

Você provavelmente já viu este comercial: quatro jovens paraquedistas, alcoólatras terminais, estão a bordo de um avião se preparando para saltar. O avião se inclina e um pacote gigante de latas de cerveja cai lá de cima. Os 4 jovens entram em desespero e saltam atrás da cerveja, esquecendo os para-quedas.

Essa é mensagem educativa desse comercial: “nossa cerveja vale mais do que sua vida, seu cretino”. A ideia nem é original, a propaganda foi parcialmente copiada de um comercial americano da Budweiser. A produção brasileira é muito mais grandiosa, cara… e cretina. No segundo final se torna também repulsiva.

Os quatro idiotas caem agarrados ao pacotão de cerveja sobre um estábulo e são amortecidos na queda pelo feno. Uma vaca olha para eles. Um dos alcoólatras olha para a vaca e sugere: “Churrasquinho?”

Qual a possibilidade seguinte? Os quatro marmanjos matam a vaca a pauladas e a esquartejam lá mesmo para cozinhar um tira-gosto que acompanhe suas brejas? É isso que vocês, profissionais envolvidos nessa obra, estão sugerindo?

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A mobilização faz a diferença

Por Ana Cardilho
em colaboração para a ANDA

Hoje eu vou comemorar! Vou tomar uma tigela de água bem fresquinha dando vivas à ANDA! Iupi, urra! Vou dar piruetas pela sala e afiar um pouco mais as minhas unhas naquele braço de sofá, que eu adoro, né? É que estou feliz! Hoje me sinto mais protegido e posso ronronar em paz.

A ANDA conseguiu, fez que fez com que o blog que incentivava a violência contra os gatos saísse do ar e que o blogueiro se retratasse. Bem feito! Que falta de bom senso fazer uma coisa dessas! Tantos assuntos interessantes por aí e um cidadão, pra não dizer um cabeça vazia, perde tempo e fosfato pensando em como fazer apologia ao crime de crueldade contra animais.

O que ele esperava? A idade média passou faz um bocado de tempo e hoje há leis definidas e pessoas engajadas nessa luta. E por aqui ninguém dorme no ponto, não. Postou tolices? Pessoas de bom coração acabam achando e as denúncias são feitas, as campanhas começam e pimba! Deletamos o sujeito do ar. Porque ideias assim têm de ser combatidas no berço. Ninguém pode aceitar esse tipo de comportamento. Não é piada, não é engraçado, e causa mal-estar em quem lê, além de ser um canal de incentivo aos criminosos que cometem violências contra animais.

E mais tarde, quando anoitecer, vou bater patinhas pelos quintais da vizinhança. Eu e meus amigos felinos faremos uma cantoria afinada em homenagem à ANDA que está alerta e não deixa esse tipo de comportamento nocivo se perpetuar.

Eu sei que tirar o blog desse infeliz do ar é uma vitória apenas… mas isso mostra que as pessoas de boa vontade não aceitam em silêncio o que está errado. E a história do mundo está cheia de exemplos de tiranias e maldades que conseguiram espaço porque muita gente, com medo, silenciou. Mas os tempos mudaram e hoje temos voz na voz da ANDA, que não para de crescer, de se fortalecer e não só fala, mas grita, em bom tom, pelo direito que nós, animais de todas as espécies, temos à VIDA!

Ana Cardilho é escritora e jornalista. Com um olho na realidade e outro na prosa imaginária conta com mais de 20 anos de experiência em rádio e TV, tendo feito reportagens, edição e fechamento de telejornais e programas, e é ficcionista.

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