Chimpanzé sentado segurando um graveto
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Reconhecimento facial para chimpanzés parece impedir o tráfico na internet

Chimpanzé sentado segurando um graveto
Pixabay
A disseminação global da mídia social criou oportunidades sem paralelo para os traficantes de vida selvagem anunciarem seus produtos ilícitos para compradores em potencial em todo o mundo. Os traficantes podem usar plataformas como Facebook ou Instagram não apenas para postar fotos de animais à venda, mas também para expandir suas redes, graças a algoritmos movidos por Inteligência Artificial (IA) que sugerem amigos e grupos.
A mídia social e a IA também podem ser ferramentas valiosas para conservacionistas e agentes da lei.
Redes de algoritmos treinados para detectar padrões podem extrair dados, identificar objetos ou até mesmo detectar sinais de tráfico sexual e outros crimes em imagens. Um dos usos mais conhecidos e controversos da tecnologia é o reconhecimento facial, em que programas usam marcadores biométricos para identificar pessoas em imagens digitais.
Na conservação, a IA pode ser usada para identificar mudanças no uso da terra, ou até mesmo animais individuais com base em marcações exclusivas em seus corpos. Em animais como os chimpanzés, nossos parentes vivos mais próximos, a IA está se mostrando eficaz na identificação e rastreamento de rostos de indivíduos.
Por meio de seu projeto ChimpFace, Allie Russo, uma conservacionista com experiência em análise de dados, está se esforçando para aproveitar o poder da IA na luta contra o tráfico de macacos.
De acordo com a Parceria de Sobrevivência dos Grandes Macacos das Nações Unidas (GRASP), cerca de 3.000 grandes macacos são traficados vivos da África ou do Sudeste Asiático todos os anos.
Grande parte do tráfico de vida selvagem agora ocorre online. Um traficante ou distribuidor de grandes primatas colocará a imagem de um bebê chimpanzé à venda. Frequentemente, o mesmo chimpanzé aparecerá mais tarde na conta de mídia social de alguém. Mas pesquisar e comparar manualmente as imagens é um processo trabalhoso. E formas alternativas de evidência, como o DNA, são caras e difíceis de obter.
O ChimpFace usa um algoritmo para determinar se os rostos de chimpanzés em imagens postadas por traficantes correspondem às imagens postadas posteriormente em contas de mídia social. Se o software encontrar uma correspondência, ele serve como prova que pode ajudar a corroborar quem vendeu um chimpanzé e onde foi parar.
Depois de participar de uma competição organizada pela Conservation X Labs, empresa que busca soluções de alta tecnologia para problemas de conservação, Russo se conectou a Colin McCormick, um dos consultores técnicos do Conservation X Labs, que tornou a parte de programação do ChimpFace uma realidade.
Usando milhares de imagens de bebês chimpanzés coletadas por conservacionistas, McCormick anotou manualmente onde o rosto aparece na imagem. Ele usa essas imagens para treinar um programa de computador para identificar rostos, semelhante ao funcionamento dos programas de reconhecimento facial para humanos. Com a repetição, ele pode ajustar o algoritmo para detectar com precisão a presença do rosto de um bebê chimpanzé em uma imagem.
O software está apenas começando a ser testado, mas, em última análise, seus desenvolvedores pretendem fornecer informações para que a Interpol ou as autoridades locais possam agir.
O ChimpFace só pode pesquisar imagens publicamente disponíveis, o que significa que se um traficante tiver um perfil privado no Facebook ou Instagram, as imagens permanecerão ocultas. Porém, com muitos traficantes anunciando publicamente, a esperança é que o programa forneça à polícia um novo tipo de evidência que pode ajudar a confirmar que um macaco individual foi capturado na natureza e vendido.
A ChimpFace fez recentemente uma parceria com a Liberia Chimpanzee Rescue and Protection (LCRP) para fortalecer ainda mais o uso do software. O apoio de santuários como o LCRP, que atende em média um novo chimpanzé por mês, é importante porque, se o software ajudar a garantir processos para os traficantes, os animais resgatados precisarão de um lugar para ir.
Russo diz que espera que um dia o ChimpFace possa ser ampliado para adicionar outras espécies-alvo, como tigres, leões, gibões ou qualquer espécie que esteja em risco de ser traficada online.


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Vídeo viraliza ao mostrar nascimento de preguiça em cima de árvore

As imagens, que já tiveram mais de 600 mil visualizações na internet, mostram o filhote pendurado no ar pelo cordão umbilical


Um vídeo que mostra uma preguiça-de-três-dedos dando à luz um filhote em cima de uma árvore em La Fortuna de San Carlos, na Costa Rica, viralizou nas redes sociais. As imagens (confira ao final da reportagem) foram feitas pelo guia de turismo Steven Vela, de 25 anos.

“Não é todo dia que se vê o nascimento de uma preguiça”, escreveu Steven ao divulgar o vídeo, que chamou a atenção dos internautas.

Reprodução/Facebook/Steven Vela

Nas imagens, é possível ver o filhote pendurado no ar pelo cordão umbilical. Em seguida, a mãe o agarra e dá carinho a ele. O vídeo foi feito no dia 23 de fevereiro.

A bióloga Amanda Alves afirmou, em entrevista ao G1, que é possível que o parto das preguiças sempre aconteça nas copas das árvores, por serem locais seguros. O vídeo, segundo ela, é raro por captar exatamente o momento em que o filhote nasce.

“As preguiças em natureza são muito difíceis de visualizar por conta de sua coloração, forma e movimentos silenciosos. Este registro é raro, considerando as poucas vezes em que foi presenciado. E o fato de que os animais no geral se recolhem em ambientes mais restritos para parir”, afirmou Amanda.

A bióloga explicou ainda que, após o parto, a preguiça rompe o cordão umbilical com as garras e a boca.

Reprodução/Facebook/Steven Vela

Desde que foi publicado, na última quarta-feira (26), o vídeo ultrapassou 600 mil visualizações e quase atingiu 30 mil compartilhamentos. “Eu realmente nunca esperei que tantas pessoas divulgassem o vídeo e que tantas pessoas o vissem. Para mim foi uma surpresa ver todas as vezes que eles compartilharam, vale a pena mostrar algo assim”, disse o guia de turismo.

Foi a primeira vez que Steven teve a oportunidade de registrar um momento tão único e raro. Ele levava um grupo de estrangeiros para conhecer o vulcão Arenal quando viu a cena.

“É uma cena muito difícil de observar, em oito anos que trabalho como guia, nunca vi nada parecido. A emoção foi muito grande, não pude descrever o que senti naquele momento, só sei que era algo maravilhoso, algo que não se vê diariamente”, contou.

Reprodução/Facebook/Steven Vela

“Acho muito importante registrar todos esses eventos, pois eles nos dão uma ideia melhor do que acontece na natureza, o que acontece com esses animais”, completou.

Para Steven, estar em meio à natureza complementa o que ele aprendeu com seus professores. “Nos ensinam muitas coisas na sala de aula quando você estuda para ser um guia, mas quando se chega ao campo, vê um mundo completamente diferente e esses registros nos ajudam a enriquecer em conhecimento. Eu acho importante mostrar esses vídeos e incentivar as pessoas e as novas gerações a conservar ou preservar o meio ambiente”, concluiu.

Confira o vídeo:


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Cuidador de cães é flagrado agredindo cachorros em hotel para animais

Um dos cães agredidos teria passado a mancar após apanhar. O caso foi denunciado a uma entidade de proteção animal


John Walker, de 67 anos, foi denunciado por agredir cachorros em um hotel para animais. Imagens teriam mostrado o cuidador socando, chutando e usando alças de esfregão para espancar os cachorros no Hotel e Creche de Animais Mucky Pups em Lancashire, na Inglaterra.

Reprodução/Chelsea Devine

Uma ex-funcionária do local, chocada com o caso, decidiu expor o vídeo. Chelsea Devine, de 19 anos, afirmou que foi forçada a deixar o trabalho após se queixar das agressões à filha de Walker, Lauren, que é dona do hotel e negou que seu pai tivesse agredido os cachorros. As informações são do jornal Metro UK.

Devine afirmou que um dos cachorros passou a mancar depois da agressão. “É desprezível o que ele faz com esses pobres animais”, disse ao jornal Sun. A proprietária, no entanto, tentou amenizar a situação. “Abusar deles é a palavra errada. Métodos de correção pesados, sim. Dizer que meu pai estava abusando deles, está incorreto”, afirmou.

Através do Facebook, o hotel se pronunciou sobre o caso. “Atualmente, estamos cientes dos vídeos que circulam no Facebook, eles são angustiantes, mas não são a história completa, o homem no vídeo foi mordido em um dos vídeos porque ele teve que intervir para impedir que qualquer dano acontecesse ao outro cachorro. Esses vídeos foram filmados por uma ex-funcionária que foi primeiro aos jornais antes de me informar à RSPCA ou ao colega dela”, escreveu.

“A polícia não está levando isso adiante devido às circunstâncias em que o homem estava, a menina estava sentada lá, filmando, em vez de ajudar. Nenhum cachorro foi ferido ou foi para casa ferido. O procedimento legal está em vigor e teremos nosso nome limpo. Agradecemos a todos os nossos clientes fiéis que entraram em contato com nossa empresa primeiro para verificar os fatos. Se alguém precisar de mais informações, ficaremos felizes em fornecê-las”, acrescentou.

A RSPCA, entidade de proteção animal, condenou o caso. “A RSPCA apenas promove métodos de treinamento positivos e baseados em recompensas e não tolera esse tipo de comportamento para treinar cães ou educá-los. A denúncia foi feita para nós e estamos analisando o caso, para iniciar os procedimentos legais”, disse um porta-voz.

Confira o vídeo da agressão:


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Vídeo de homem chutando coruja ferida em uma estrada provoca fúria nas redes sociais

Homem churando coruja ferida | Foto: 7News
Homem churando coruja ferida | Foto: 7NewsFoto: 7News

Imagens de um homem chutando uma coruja ferida em uma estrada de Queensland (Austrália) provocaram reações de fúria e indignação online.

Um post no Snapchat mostrando um homem ferindo o pássaro noturno no meio de uma rua tranquila está circulando amplamente nas mídias sociais.

No vídeo é possível ver o homem se inclinar para frente para examinar o pássaro, antes de dar um passo e chutar a coruja na estrada na escuridão, enquanto a pessoa que filma a cena ri.

O vídeo foi legendado como “Aprovado pela RSPCA”. A RSPCA é a ONG mais antiga e maior de proteção animal do Reino Unido, com sedes pelo mundo todo.

“Tão triste”, diz um comentário. “O que faz alguém machucar uma criatura indefesa?”.

As pessoas que postaram o vídeo defenderam suas ações em outro post do Snapchat, dizendo que “o pássaro já estava ferido”.

“Ele voou na frente do carro e estava morrendo lentamente, não íamos embora apenas e deixá-lo lá”, dizia a legenda, conforme relatado pela 7News.

As imagens foram enviadas para a RSPCA, que tem o poder de processar pessoas por acusações de crueldade contra animais em Queensland.

Foto: Shutterstock/Sherhii Brovko
Foto: Shutterstock/Sherhii Brovko

Comentários no post disseram que, independentemente da condição da coruja, eles deveriam ter tentado ajudá-la em vez de atacá-la.

“Se estava morrendo lentamente, tenho certeza de que havia tempo para levá-la a um veterinário”, dizia um comentário. “Em vez de terminar de assassiná-la”. As informações são do Daily Mail.

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Vídeo: homem salva cachorro preso a elevador pela coleira

O rapaz agiu rápido e retirou a coleira do pescoço do cão, que poderia ter se enforcado


Um cachorro foi salvo após ficar preso à porta de um elevador pela coleira em Houston, nos Estados Unidos. Graças a ação rápida de um homem, o animal não se enforcou.

Reprodução/Twitter/Johnny Mathis

Johnny Mathis saía do elevador, na última segunda-feira (9), quando o acidente aconteceu. Após a tutora do cão entrar, o animal acabou ficando para fora e sua coleira se prendeu à porta do elevador, impedindo que ele saísse do local. As informações são do jornal Extra.

“Foi super assustador e eu só consegui focar em tirar a coleira do cachorro. A tutora ficou aterrorizada e gritou muito assim que a porta se fechou”, disse Mathis ao canal “Fox”.

Ao perceber o que havia acontecido, Mathis segurou o cachorro no colo e retirou sua coleira antes que ela o enforcasse.

A cena chocante foi registrada por câmeras de segurança do prédio.

“Não havia nada que ela pudesse ter feito. Ela é nova no prédio, então acho que não esperava que o elevador fechasse tão rápido. Eu me senti péssimo por ela”, acrescentou Mathis.

Veja o vídeo:


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Vídeo registra momento em que gato impede que bebê caia de escada

O bebê quase se acidentou após descer de seu berço sozinho e caminhar em direção à escada


Um gato salvou a vida de um bebê ao impedí-lo de cair de uma escada com 12 degraus em Bogotá, na Colômbia. A cena foi registrada por uma câmera de segurança.

Reprodução/Pixabay/Imagem Ilustrativa

O caso aconteceu na última semana. Nas imagens, é possível ver o bebê engatinhando na direção da escada e, em seguida, o gato pulando em cima do bebê para impedi-lo de seguir em frente.

Gatubela, como é chamado o gato, foi adotado por Diana Lorena Álvarez, 27. Ela conta que deixou seu filho, Samuel León, dormindo no berço e que ele acordou e foi parar no chão, sem que ela percebesse. As informações são da revista Crescer.

Após descer do berço e engatinhar até a escada, o bebê recua depois que o gato pula repetidas vezes em cima dele. Gatubela, porém, permanece em frente ao menino, impedindo sua passagem.

“Cheguei muito cedo do trabalho e meu filho ainda estava dormindo, por isso o coloquei no berço”, disse a mãe.

Quando percebeu que Samuel havia descido do berço, Diana resolveu observar as imagens da câmera para ver como isso tinha acontecido. Foi então que ela descobriu que o gato adotado por ela salvou a vida do seu filho. Diana afirmou que o ato heroico do animal fez com que ela se sentisse “sortuda”.


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Maior festival de sacrifício de animais do mundo mata milhares de búfalos no Nepal

Foto: Reuters
Foto: Reuters

Religiosos hindus munidos de espadas e facas começaram, nesta terça-feira (03), a matança cruel de milhares de búfalos no maior sacrifício de animais do mundo que ocorre no Nepal, apesar dos esforços para acabar com o derramamento de sangue.

O Festival Gadhimai (nome da deusa hindu do poder), que é realizado a cada cinco anos, começa em Bariyarpur nas primeiras horas da madrugada, em meio a medidas de segurança rígidas, com uma cerimônia conhecida como “pancha bali”: o ritual sacrificial de uma cabra, um rato, uma galinha, um porco e um pombo. Um xamã local também oferece sangue de cinco pontos de seu corpo.

Cerca de 200 homens com espadas e facas afiadas entram em uma arena murada maior que um campo de futebol que contém milhares de búfalos enquanto peregrinos empolgados sobem nas árvores para vislumbrar a ação.

Foto: AFP via Getty Images
Foto: AFP via Getty Images

“Os sacrifícios começaram hoje. Tentamos não apoiá-lo, mas as pessoas têm fé na tradição e vieram para cá com suas ofertas”, disse Birendra Prasad Yadav, do comitê organizador do festival.

Na terça-feira (03), fotografias capturaram açougueiros usando espadas para matar búfalos marcados com tinta vermelha, enquanto dezenas de pessoas assistiam e agitavam armas no ar.

Ao amanhecer, cerca de 3.500 búfalos foram reunidos na arena principal do Templo para uma decapitação em massa quando o primeiro dia do maior evento de sacrifício de animais do mundo começou, segundo a Humane Society International (HSI).

Foto: AFP via Getty Images
Foto: AFP via Getty Images

Os participantes do evento descreveram os animais como “fracos e sem reação” devido à exaustão, doenças e estresse, enquanto os devotos continuavam com o festival brutal.

Mas, apesar das cenas perturbadoras, a HSI disse que o número de animais mortos era muitas vezes menor do que nos anos anteriores.

Milhares de fiéis do Nepal e da vizinha Índia passaram dias dormindo ao ar livre e fazendo orações antes do evento começar na vila de Bariyarpur, perto da fronteira indiana.

Foto: AFP via Getty Images
Foto: AFP via Getty Images

“Eu acredito na deusa. Minha mãe pediu pela boa saúde do meu filho”, disse Rajesh Kumar Das, 30 anos, enquanto segurava uma cabra para o sacrifício.

No auge de 2009, o evento que dura dois dias – realizado em homenagem à deusa hindu do poder – matou cerca de 500 mil búfalos, cabras, pombos e outros animais. Foi relatado que esse número foi reduzido para cerca de 250 mil em 2014.

Conforme informações de 2015 das ONGS Humane Society International e  Animal Welfare Network Nepal defensoras dos direitos animais, as autoridades do templo concordaram em “cancelar todo futuro sacrifício de animais” assim como “estão pedindo aos devotos que não tragam animais para o festival para serem mortos”.

Foto: Reuters
Foto: Reuters

O então presidente do templo, Ram Chandra Shah, disse à BBC que esse não era o caso. Ele disse: “Os hindus devotos podem ser solicitados a não oferecer sacrifício de animais à deusa, mas eles não podem ser forçados a não fazer isso – nem a tradição pode ser proibida ou interrompida completamente”.

Mas ativistas pelos direitos animais dizem que tanto as agências governamentais quanto os comitês do templo falharam na implementação dessas decisões. Autoridades de fronteira e voluntários da Índia resgataram, nos últimos dias, dezenas de animais sendo levados para a fronteira por comerciantes e peregrinos sem licença, mas isso não conseguiu impedir o fluxo.

Durante o ano passado, grupos de bem-estar animal, como a HSI, a Federação de Bem-Estar Animal do Nepal e a People for Animals, lançaram uma série de campanhas de conscientização pública para incentivar os devotos a não levarem animais para serem sacrificados, e isso se mostrou uma ação bem-sucedida em muitos casos.

Foto: Humane Society Internacional
Foto: Humane Society Internacional

Tanuja Basnet, diretor da Humane Society International/Nepal, disse: “Tais cenas de sofrimento animal são uma mancha na reputação internacional do Nepal. Não há justificativa para esse assassinato em massa, e é verdadeiramente de partir o coração testemunhar esse crime, especialmente sabendo que o Templo poderia e deveria ter cumprido sua promessa de ajudar esses animais”.

“Foi deixado para grupos de defesa de animais como HSI, FAWN, PFA e outros intervir durante o ano passado e incentivar as pessoas a não trazer animais para sacrifício. Se não tivéssemos agido, a vida de muitos milhares de animais teria sido desperdiçada. Mas agora é hora do governo do Nepal adotar uma proibição para o sacrifício de animais, para que seja a última vez que testemunhamos esses horrores em Gadhimai”.

Segundo a lenda, os primeiros sacrifícios em Bariyarpur foram realizados cerca de 265 anos atrás, depois que a deusa Gadhimai apareceu para um prisioneiro em um sonho e pediu que ele estabelecesse um templo para ela.

Foto: AFP via Getty Images
Foto: AFP via Getty Images

Segundo a mitologia hindu, o senhorio feudal estava dormindo na prisão quando imaginou que seria libertado de todo o seu sofrimento mundano depois de fazer um sacrifício de sangue a Gadhimai, a deusa do poder.

A deusa pediu um sacrifício humano, mas Bhagwan Chowdhary ofereceu-lhe com sucesso o sangue de um animal – e a prática continuou todos os anos desde então.

O festival de morte cresceu por mais de dois séculos e, em 2009, mais de cinco milhões de pessoas participaram das “festividades” de dois dias no Templo Gadhimai, no sul do Nepal. Pensa-se que cerca de 80% deles viajaram da Índia apenas para ver os assassinatos.

Milhares ficam sentados nas cadeiras do templo de Gadhimai enquanto búfalos, cabras, galinhas e outros animais são pastoreados e decapitados por 200 homens armados com longas lâminas afiadas.

Foto: Reuters
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Imagens de drone mostram a maior densidade de tartarugas já registrada chegando em santuário

Foto: Shutterstock/Grethel Pavon
Foto: Shutterstock/Grethel Pavon

Incríveis imagens de drones capturaram um vídeo do maior grupo de tartarugas marinhas já visto perto de um refúgio de vida selvagem na Costa Rica, enquanto se preparam para pôr seus ovos.

Todos os anos, centenas de milhares de tartarugas marinhas do sexo feminino chegam ao Refúgio Nacional de Vida Selvagem Ostional com diferença de poucos dias uma da outra.

A bióloga Vanessa Bézy estuda esse fenômeno – chamado de “arribada” – e filmou tartarugas-marinhas-de-olive-ridley ou tartaruga-marinha-do-pacífico (Lepidochelys olivácea) que se juntam no oceano antes de chegarem à costa.

Ela disse que viu milhares de tartarugas por quilômetro quadrado durante as filmagens.

As tartarugas marinhas são mais vulneráveis aos predadores quando são filhotes pequenos na praia e, portanto, grandes grupos de mães depositam seus ovos ao mesmo tempo na mesma área para aumentar a chance de sobrevivência de seus filhotes.

Usando um drone, ela conseguiu filmar o “enxame de tartarugas marinhas” em novembro de 2016 e descreveu a cena como “a maior densidade de espécies de tartarugas marinhas já registrada”.

“Eu soube imediatamente que havia algo especial acontecendo. Até hoje eu ainda fico impressionada com o vídeo. Elas são muitas!”, disse ela à National Geographic.

Foto: Vanessa Bézy
Foto: Vanessa Bézy

A pesquisadora diz que não divulgaria as imagens, mas decidiu torná-las públicas para aumentar a conscientização sobre os riscos que as tartarugas marinhas enfrentam.

Ela disse que esses répteis estão cada vez mais ameaçados pelo número crescente de turistas que podem se aglomerar nas praias em momentos críticos, bem como por possíveis empreendimentos imobiliários.

Nesse dia, havia um equivalente a cerca de 5 mil tartarugas marinhas dentro da área de um campo de futebol, cobrindo uma área total de mais de mil campos de futebol ”, disse ela, “E isso sem contar as tartarugas abaixo da superfície”.

Roldán Valverde, diretor científico da Sea Turtle Conservancy, com sede na Flórida (EUA), e biólogo da Southeastern Louisiana University, disse que esta foi a primeira vez que viu imagens mostrando um “enxame de tartarugas” no mar.

“A maioria das fotografias que documentam isso ocorre na praia”, disse ela à National Geographic.

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Vídeo flagra momento em que mãe canguru enche filhote de beijos e carinhos

Foto: Nathan Hopkins/Caters
Foto: Nathan Hopkins/Caters

Um fotógrafo filmou o momento adorável em que uma mãe canguru demostra todo seu amor por seu bebê com beijos e carinho, e ele parece ficar “realmente envergonhado” com as demonstrações de afeto.

Nathan Hopkins, 26, estava visitando a pitoresca Lucky Bay, no oeste da Austrália, quando deu de cara com dois cangurus cinzentos ocidentais, compartilhando um momento único de ternura.

No clipe, Nathan é visto na praia, perto de um par de cangurus.

Ele descansa uma das mãos no filhote, que parece levemente satisfeito, enquanto a mãe lhe dá pequenas lambidas e beijos nas bochechas.

Quando ele tenta afastar o rosto, ela começa a cutucar a barriga dele com uma das pernas da frente, como se quisesse que ele parasse de lutar contra seu afeto.

Nathan pode ser ouvido rindo antes que a mãe canguru, logo em seguida, equilibrar-se em uma perna ao lado do corpo do jovem canguru para uma posição melhor, para que ela possa dar mais beijos no bebê.

Foto: Nathan Hopkins/Caters
Foto: Nathan Hopkins/Caters

Momentos depois, o filhote inclina a cabeça para o céu no que parece ser uma tentativa de desencorajar o amor de sua mãe, conforme informações do Daily Mail.

Nathan sentiu que aquele era um momento bonito e raro e uma situação com a qual todos os pais e filhos podiam se identificar.

A fotografia, que foi tirada no início deste mês, tornou-se viral e acumulou milhares de comentários e curtidas nas mídias sociais.

Foto: Nathan Hopkins/Caters
Foto: Nathan Hopkins/Caters

Nathan disse: “Existe um elemento humano nisso. Você pode realmente ver como a mãe se preocupa com o bebê. Ela só quer dar um beijo nele e parece que ele está dizendo mamãe, por favor, pare!”.

O filhote agiu como se ele estivesse “realmente envergonhado por tudo aquilo”, mas a foto fez Nathan “se sentir emocionado, feliz e realmente encarna o que a Austrália é”.

“Havia cangurus pulando para cima e para baixo na praia, então quando eles pararam, tentei me posicionar no chão com um fundo bonito para filmar o momento. Tive muita sorte de ter capturado e presenciado uma cena tão adorável”.

Os cangurus cinzentos ocidentais são facilmente distinguidos por suas pernas grandes e musculosas e pelo marrom-acinzentado.

Foto: Nathan Hopkins/Caters
Foto: Nathan Hopkins/Caters

Eles vivem entre nove e 13 anos e são originários do sul da Austrália.

A raça ocidental é a mais vocal das três grandes espécies de cangurus, com as mães se comunicando com os filhotes com estalos ou defendendo-os com rosnados.

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Vídeo flagra atendente de pet shop jogando gato na parede

Foto: Pet Shop Carolina Grooming (CCTV)
Foto: Pet Shop Carolina Grooming (CCTV)

Um vídeo com imagens fortes foi compartilhado nas redes sociais mostrando um atendente de banho e tosa de uma pet shop jogando um gato contra a parede depois que o animal pareceu mordê-lo.

Nas imagens das câmeras de segurança, um homem pode ser visto segurando o animal na pet shop Carolina Grooming, loalizada em Charleston, Carolina do Sul (EUA), enquanto outro funcionário tenta cortar seu pelo.

O gato então luta repetidamente contra o funcionário que o segura, fazendo com que ele grite antes de perder a paciência e violentamente arremessá-lo contra a parede.

O incidente foi capturado em maio deste ano, mas só agora foi liberado por um gerente que trabalhou na loja, supostamente porque ele foi demitido.

Marcia Alfaro, tutora do gato agredido no vídeo, disse à News 2 que as imagens a fizeram sentir um nó no estômago. Ela continuou: “Eu nem consigo assistir, não aguento ver meu bebê sendo machucado”.

Daryl Kornickey, dono da pet shop, afirma que o homem no vídeo foi demitido imediatamente depois que ele viu as imagens de segurança.

Ele diz que se aposentou há três anos devido a problemas de saúde e deixou o gerente David Thomas encarregado de contratar funcionários. De acordo com a Live 5 News, o funcionário mostrado no vídeo foi contratado por Thomas, que supostamente vazou o clipe porque foi demitido.

Foto: WCBD
Foto: WCBD

Kornickey disse: “Esse ex-gerente fez contratações ruins e, por ser demitido, agora quer tentar derrubar o meu negócio”. Ele acrescentou que, desde então, retomou as rédeas de seu negócio, dizendo aos clientes que sempre estará assistindo e visitando a loja a partir de agora.

No entanto, Thomas contestou as alegações e disse que Kornickey se recusou a demitir o trabalhador após o incidente. Ele disse à ABC News 4: “Durante esse incidente, eu não estava lá. Eu estava em casa me recuperando de operações odontológicas. Eu queria demitir o cara que agrediu o gato e Daryl me disse para não fazê-lo”.

Foto: Pet Shop Carolina Grooming (CCTV)
Foto: Pet Shop Carolina Grooming (CCTV)

Ele confirmou que postou o vídeo, mas disse que só havia esperado até agora porque o proprietário da empresa era seu vizinho até recentemente. Thomas disse: “Eu não vou lá mexer a panela só para vê-la borbulhar na minha cara”.

O Gabinete de Polícia do Condado de Charleston disse que as autoridades estão iniciando uma investigação do incidente. Alfaro afirmou que não planeja apresentar queixa.

Foto: WCBD
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Vídeo: cachorro corre atrás de carro após ser abandonado no Distrito Federal

O caso foi registrado por uma moradora que viu o cachorro perseguir o veículo


Um cachorro correu atrás de um carro após ser abandonado na QSD 47, em Taguatinga Sul, no Distrito Federal. O abandono aconteceu na segunda-feira (18) e foi registrado por um moradora da cidade.

Reprodução/Vídeo

Um vídeo feito pela mulher que flagrou o abandono mostra o momento no qual o veículo estaciona na rua. Em seguida, o cachorro começa a perseguir o carro, numa tentativa de permanecer perto de sua família.

As imagens foram divulgadas em rede social pela moradora, que ficou indignada com o caso. Segundo ela, o cachorro seguiu o veículo até a QSD 15 de Taguatinga Sul.

“O meu coração está quebrado com tanta crueldade. Tentaram pegar o cachorro, mas ele está muito assustado, e fugiu”, conta na postagem.


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Mamãe guaxinim escala parede para salvar seu filhote que não conseguia descer

Foto: Viral Hog / Skedaddle Humane Wildlife Control
Foto: Viral Hog / Skedaddle Humane Wildlife Control

Uma mãe guaxinim foi bem-sucedida ao realizar um ousado resgate para ajudar seu filho travesso que subiu em uma parede de tijolos.

No vídeo compartilhado nas redes sociais, o filhote parece estar preso na parede, pois estava a uma boa altura do chão e não conseguia se mover, o que provocou a intervenção da mãe zelosa.

Um especialista em vida selvagem capturou as imagens em que a mãe preocupada fez uma tentativa de trazê-lo para baixo.

O jovem animal enfrentou ventos fortes e um longo caminho, pois estava preso no alto do prédio.

A mãe usou a lateral do muro para subir com facilidade e não demorou muito para chegar até o topo da parede. Ela agarra o filhote e os dois voltam a se reunir para descer em segurança.

Foto: Viral Hog / Skedaddle Humane Wildlife Control
Foto: Viral Hog / Skedaddle Humane Wildlife Control

Depois de tocar o chão e terminar a aventura sem sobressaltos, a mãe leva seu filho para longe da parede onde não existam mais perigos, de acordo com as informações publicadas pelo Daily Mail.

A filmagem foi compartilhada pelo Skedaddle Humane Wildlife Control, que tem unidades no Canadá e nos EUA.

Foto: Viral Hog / Skedaddle Humane Wildlife Control
Foto: Viral Hog / Skedaddle Humane Wildlife Control

O grupo disse divertidamente que a mãe guaxinim teve uma faísca de #MondayMotivation (#MotivaçãodaSegundafeira) para realizar o resgate.

Foto: Viral Hog / Skedaddle Humane Wildlife Control
Foto: Viral Hog / Skedaddle Humane Wildlife Control

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