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Cidade da Inglaterra irá instalar lâmpadas de LED nas estradas para proteger morcegos

Worcester, uma cidade da Inglaterra, tomou a decisão de substituir as lâmpadas de luz branca por lâmpadas de LED, que emitem luz vermelha. A medida será tomada para proteger os morcegos – que são afugentados pela luz branca – da região próxima da reserva natural Worcester Warndon Woodlands.

Um morcego voando em um fundo preto
Foto: FLPA/Alamy

O conselho de Worcester afirmou que algumas espécies de morcegos não atravessam as estradas iluminadas por luz branca, o que pode prejudicar a procura dos animais por comida e água. As lâmpadas também atraem insetos de que os morcegos se alimentam, reduzindo ainda mais a comida disponível para eles nas redondezas.

O esquema de luz vermelha – o primeiro para a proteção dos morcegos no Reino Unido – será instalado para superar os problemas com os animais e também garante a segurança dos motoristas nas estradas.

O vereador Ken Pollok, em entrevista ao The Guardian, explicou que as luzes de LED são um ótimo exemplo de que é possível adaptar padrões usuais para se adequarem melhor ao meio ambiente. “A iluminação pode parecer um pouco diferente no começo, mas podemos garantir aos motoristas que as luzes passaram por testes rigorosos e cumprem todos os requisitos de segurança”, afirmou.

A visibilidade dos seres humanos, segundo o conselho, não é afetada pela luz vermelha. As novas lâmpadas não prejudicarão as pessoas, mas farão uma grande diferença na vida dos morcegos da região.


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Pesquisa avalia efeitos da iluminação LED sobre espécies selvagens

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

A iluminação LED pode ser adaptada para reduzir seus impactos sobre o ambiente, de acordo com uma nova pesquisa da University of Exeter.

O estudo do Reino Unido descobriu que aranhas predadoras e besouros foram atraídos para áreas de pastagem iluminadas por lâmpadas LED à noite, mas o número de espécies afetadas foi reduzido quando as luzes foram reduzidas em 50% e desligadas entre meia-noite e 4h.

As LEDs representaram apenas 9% do mercado global de iluminação em 2011, mas as previsões sugerem que essa porcentagem será 69% até 2020.

Isso aumentou as preocupações sobre seus efeitos sobre animais e vegetais e os cientistas da Exeter dizem que a pesquisa é urgente e necessária para entender como melhor prevenir efeitos ecológicos imprevistos.

“Estamos fazendo mudanças fundamentais na forma como iluminamos o ambiente noturno, com consequências potencialmente profundas para uma variedade de espécies. O crescimento da iluminação LED é uma questão de preocupação global e o número de impactos documentados sobre o ambiente está crescendo rapidamente”, disse Thomas Davies, do Environment and Sustainability Institute, da universidade.

“Nossa pesquisa mostra que as autoridades locais podem ser capazes de gerir a iluminação LED de uma forma que reduza seus impactos ambientais. Agora precisamos estabelecer se este é o caso de uma maior variedade de espécies. Sem uma gestão adequada, nossos resultados sugerem que o uso crescente da iluminação LED terá impactos na abundância de invertebrados predadores, potencialmente impactando outras espécies em pastagens alimentares”, adicionou.

Os pesquisadores compararam os impactos ecológicos de uma série de estratégias de iluminação usadas pelas autoridades locais para economizar dinheiro e reduzir as emissões de CO2 – incluindo a mudança do espectro de cores produzidos pelas luzes, escurecendo-as e desligando-as da meia-noite às 4h, segundo o Science Daily.

Davies acrescentou: “Embora essas abordagens ajudem a reduzir o número aranhas e besouros afetados pela iluminação LED em graus variados, nosso estudo também mostra que evitar esses impactos pode significar acabar com o uso de LEDs e da iluminação noturna de uma forma mais geral”.

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Luzes natalinas atrapalham animais no Parque Trianon em SP, diz cientista

Iluminação pode afetar metabolismo e reprodução das espécies no local.
Prefeitura alega que adereços não afetaram pássaros ou árvores até agora.

Luzes natalinas decoraram o Parque Trianon por quase um mês. (Foto: Eugene Harris / arquivo pessoal)

As luzes de Natal que enfeitam parques e avenidas de São Paulo podem afetar a vida dos animais em áreas verdes da capital. É o que afirma Eugene Harris, do departamento de Ciência Biológica e Geologia da City University de Nova York, ao analisar o caso do Parque Trianon, na região central da capital. “O problema da iluminação da Avenida Paulista é piorado com a presença dessas luzes artificiais”, afirma o professor.

Para ele, a quantidade, a intensidade e a duração da exposição – 33 dias, durante todas as noites – são os principais fatores que devem atrapalhar os bichos. “O metabolismo e a reprodução são afetados, assim como o relógio biológico dos animais, quando eles dormem, quando acordam para se alimentar”, afirma o cientista, que fez pós-doutoramento em biologia na Universidade de São Paulo (USP).

“Este é um problema geral de todas as cidades grandes, a poluição luminosa, mas se você for no Central Park, em Nova York, não irá encontrar tanta luz quanto em um espaço tão pequeno como o do Trianon.”

A retirada da decoração começa a partir desta sexta-feira (7). Luzes Trianon 1Intensidade, quantidade e duração da exposição são principais problemas aos animais, segundo o cientista Eugene Harris. (Foto: Eugene Harris / arquivo pessoal)

Tido como um dos últimos redutos de Mata Atlântica na capital paulista, o parque tem uma área de 48 mil metros quadrados e contém 38 espécies identificadas, 29 delas de aves, segundo informações do portal da Prefeitura.
Mesmo o barulho das luzes ligadas e a presença de humanos no período noturno são encarados como complicadores, prejudicando, por exemplo, o senso de localização dos bichos.

“A Prefeitura deveria ter responsibilidade ao colocar este tipo de iluminacão, com impacto no meio ambiente. E os cidadãos deveriam reclamar mais”, defende o norte-americano, que cita o local como “tesouro”, mostrado até a seu filho, tamanha a admiração dele pelo espaço verde.

Ao ser procurada pelo G1, a assessoria do parque afirmou que os adereços de Natal foram instalados “de forma segura e de modo a não oferecer risco às árvores e à fauna do local”. Não foram registradas ocorrências com os pássaros que habitam o parque e nenhuma árvore foi avariada até o momento.

Novos postes

O sistema de iluminação da Avenida Paulista passa atualmente por uma renovação estimada em R$ 3,5 milhões. O projeto, elaborado pelo Departamento de Iluminação Pública (Ilume) e executado pela Eletropaulo, prevê a substituição de 54 postes de concreto por 39 estruturas com projetores e 15 postes menores, todos equipados com lâmpadas de vapor metálico.

O aumento no nível de luminosidade deverá ser de 425% ao longo da avenida, com redução mensal de 70% no consumo de energia, segundo a Prefeitura.

Fonte: G1

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Richard Gere quer que cidade onde Buda alcançou a iluminação seja vegetariana

O ator norte-americano Richard Gere, seguidor da religião budista há 35 anos, decidiu hoje dar incentivo a transformar em região totalmente vegetariana a cidade em que Buda alcançou sua iluminação, onde está de visita nesta quinta-feira.

Na segunda-feira, o astro do cinema chegou a Bodh Gaya, no estado de Bihar, ao norte da Índia, para participar de um seminário de cinco dias dado pelo Dalai Lama.

Foto: EPA
Foto: EPA

“Sou totalmente a favor de transformar Bodh Gaya em uma região vegetariana”, disse Gere antes de assistir a um discurso do líder espiritual budista, em declarações da agência indiana Ians.

Gere disse estar muito feliz por visitar a cidade: “Eu gostaria de voltar várias vezes”, afirmou. O ator encorajou tanto os aldeões quanto os turistas a abandonarem o consumo de qualquer tipo de carne e passar à vida vegetariana.

O ator reuniu-se nesta quarta-feira com o próprio Dalai Lama, segundo afirmou um oficial do mosteiro tibetano de Mahabodhi, que se apressou a esclarecer que Gere é como “qualquer fiel” do líder budista.

Gere participou também de uma passeata convocada pela Sociedade de Tibetanos pelo Vegetarianismo para transformar a cidade de Bodh Gaya em um espaço de comida só vegetariana, como já ocorre com algumas cidades sagradas hindus da Índia.

Richard Gere, que visitou o Dalai Lama em diversas ocasiões, é um dos rostos públicos mais conhecidos da causa tibetana em sua reivindicação de independência da China e sobre a denúncia de ocupação chinesa do Tibete.

O Dalai Lama teve de fugir do Tibete em 1959 e vive desde então junto a seu séquito e milhares de seguidores em Dharamsala, uma localidade situada nos Himalayas indianos.

Fonte: Terra

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