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Mil toneladas de óleo vazam de navio cargueiro nas Ilhas Maurício

Foto: Stringer/AFP

O azul esplêndido do mar das Ilhas Maurício, na África Oriental, ficou marcado por manchas pretas após mil toneladas de óleo vazarem de um navio cargueiro, contaminando o ecossistema marinho. Até o momento, 500 toneladas foram retiradas do local.

Uma praia do arquipélago ficou tomada pelo óleo, que vazou na última semana após o navio colidir com um recife. A embarcação, denominada MV Wakashio, é de propriedade da Nagashiki Shipping Company e operada pela Mitsui OSK Line.

O crime ambiental pode ter gerado uma grande “crise ecológica”, segundo o Greenpeace. Por conta do vazamento, as Ilhas Maurício decretaram estado de emergência.

Fundadora da agência de ecoturismo Mauritius Conscious, Romina Tello, de anos 30, integrou a equipe de limpeza que atuou nos manguezais da região. Cilindros para flutuar no mar e absorver o combustível poluente foram feitos pelos moradores da ilha com folhas de cana-de-açúcar, garrafas plásticas e cabelos cortados pela população de maneira voluntária.

“O cabelo absorve óleo, mas não água, e há uma grande campanha em torno da ilha para conseguir o cabelo”, disse Tello.

Uma força-tarefa se iniciou no arquipélago. Além de doações de sanduíches para os voluntários, acomodações gratuitas foram oferecidas em pousadas. Cabeleireiros também oferecem descontos para quem doar cabelo.

Foto: Reuben Pillay /Virtual Tour of Mauritius/via Reuters

O vazamento aconteceu nas proximidades do Blue Bay Marine Park, uma reserva natural com corais e peixes que podem ter sido severamente afetados pelo óleo.

A Mitsui OSK Lines se posicionou sobre o caso. Em entrevista concedida à mídia internacional em Tóquio, Akihiko Ono, vice-presidente executivo da companhia, desculpou-se em nome da empresa. “Pedimos desculpas profundamente pelos grandes problemas que causamos”, disse. O executivo prometeu agir para conter o vazamento.

Não há informações sobre possíveis punições as quais a empresa pode ser submetida.

Manchas de óleo no Brasil

Após um crime ambiental levar à contaminação da costa brasileira através de um vazamento de óleo em 2019, novas manchas surgiram na Bahia na última semana.

Equipes da Marinha e do Corpo de Bombeiros retiraram cerca de 500 kg de óleo de uma praia em Ilhéus, na última sexta-feira (7).

Segundo o secretário do Meio Ambiente de Ilhéus, Mozart Aragão, o “óleo não parece ser igual ao que vazou no ano passado”. “Já realizamos a limpeza e aguardamos o resultado da análise para saber de que material se trata”, disse.


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Macacos submetidos a experimentos
Destaques, Notícias

Governo das Ilhas Maurício sentencia milhares de macacos a uma vida miserável em laboratórios

Porém, esse lugar idílico também possui uma realidade infame: a exploração de sua população de macacos em testes.

Macacos submetidos a experimentos
Foto; Reprodução, The Cambodia Daily

A região é um dos maiores contribuintes mundiais do terrível comércio que fornece primatas não humanos para experimentos. Em 2016, 8245 macacos de cauda longa foram exportados de Maurício para os EUA, Canadá e para a Europa. Destes, 3522 foram enviados para os EUA, o maior importador de macacos do local.

Em Maurício, o macaco de cauda longa (Macaca fascicularis) vive em liberdade. Entretanto, a espécie não é considerada indígena, apesar de estar bem estabelecida na ilha há cerca de 400 anos.

Ainda que as espécies estejam listadas no Apêndice II da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens (CITES), não há leis para proteger os primatas da ilha. Pelo contrário: eles são amplamente perseguidos e explorados.

Historicamente, os macacos foram presos na natureza para serem enviados ao  exterior. Após o ultraje internacional referente ao comércio de primatas capturados nas florestas, dezenas de milhares de primatas são mantidos em fazendas em toda a ilha. Muitos desses animais foram capturados na natureza e agora vivem confinados nas fazendas e são explorados para reprodução.

Privados de sua liberdade, eles passam suas vidas atrás das grades, no concreto. Seus descendentes são transportados como “mercadorias” em pequenas caixas de madeira em aviões para laboratórios em todo o mundo.

O turismo é fundamental para a economia de Maurício e contribui significativamente para o crescimento econômico da região. Maurício também promove sua imagem como um destino turístico verde e ecológico.

No entanto, sua reputação como um país onde o meio ambiente é valorizado está sendo colocada em risco pela exportação de macacos para experimentos cruéis. Além disso, ocorreu a introdução de regulamentos recentes que, pela primeira vez, permitirão que esses testes sejam realizados na própria ilha. A principal espécie abusada nas pesquisas será a população de macacos de cauda longa do país.

É evidente que, se um país impõe um tratamento cruel aos animais, isso possui um efeito negativo muito forte no turismo.

Outro fator que deve ser considerado e que é igualmente intrigante é que o hinduísmo é a maior religião da ilha. O país possui a terceira maior porcentagem de hindus no mundo após o Nepal e a Índia.

Lord Hanuman, o Deus dos macacos, é um dos ídolos mais populares da religião hindu e é adorado como um símbolo de força física, perseverança e devoção. O comércio de primatas em Maurício é nitidamente contrário ao próprio conceito de cultura e sociedade hindus que destaca a igualdade espiritual entre todos os seres vivos.

Existe o temor de que a introdução de experimentos em animais em Maurício irá oferecer um novo mercado para as empresas de criação de primatas e uma reação aos problemas com as companhias aéreas que se recusam a transportar primatas para fins de pesquisa, às imposições  mais severas quanto à importação de primatas dentro da União Europeia e uma crescente preocupação do público com o uso de primatas em pesquisas.

Pesquisadores e empresas que abusam de animais podem viajar para Maurício para realizar pesquisas que não seriam permitidas nos seus países.

Ao observarmos os novos regulamentos sobre experimentos, é possível notar que seções substanciais foram simplesmente retiradas da legislação da União Europeia e do Reino Unido, mas isso não foi feito de forma consistente, por isso há lacunas e contradições. Por exemplo, não existe provisão para inspeções governamentais em laboratórios.

Também não existem regras sobre a habitação, o meio ambiente e o enriquecimento que devem ser dados aos animais. Além disso, a transparência e a responsabilização parecem ausentes porque, ainda que existam exigências para que os pesquisadores enviem relatórios ao governo, não há instruções para que o governo disponibilize esses dados ao público posteriormente.

O macaco de cauda longa é a espécie de primata mais comercializada para pesquisas em todo o mundo e o mamífero mais comercializado na base de dados da CITES.

Nos laboratórios, esses animais enfrentam um enorme sofrimento, incluindo os efeitos de envenenamentos (como vômitos, hemorragias internas, perda de peso, insuficiência de órgãos e até mesmo a morte) depois de serem obrigados a consumir grandes quantidades de produtos químicos ou drogas em testes de toxicidade ou serem submetidos a cirurgias cerebrais, terem os crânios cortados e dispositivos implantados em seus cérebros.

Exemplos de pesquisas recentes realizadas em macacos de cauda longa nos EUA mostram um cenário perturbador: experimentos que tentaram simular ferimentos militares traumáticos, vício em drogas recreativas, como álcool e cocaína, injeções com fenciclidina e inalação forçada de fumaça de cigarro durante diversas horas diárias (para alguns macacos isso era equivalente a uma pessoa fumar quatro pacotes de cigarros por dia).

O desenvolvimento de métodos alternativos ao uso de animais é um setor crescente e pioneiro. Atualmente, existem várias abordagens mais humanas e eficazes e os testes em animais têm sido substituídos em setores de testes de toxicidade, neurociência e desenvolvimento de drogas.

Essas alternativas incluem culturas de células, tecidos e órgãos; métodos que utilizam química, computadores ou máquinas de imagem e estudos éticos e altamente eficazes com voluntários humanos.

“A Cruelty Free International luta para acabar com essa exploração cruel dos macacos de Maurício. Acreditamos que o foco de Maurício deve ser nas novas tecnologias de experimentos sem animais e instamos que o país se torne  pioneiro e adote alternativas humanas e inovadoras”, declarou Sarah Kite, diretora da organização, no Alternet.

“A imagem de Maurício no exterior já está manchada devido ao seu papel no cruel comércio internacional de macacos para pesquisas. Permitir que experiências em animais aconteçam terá um impacto negativo adicional e provavelmente gerará protestos maiores”, concluiu.

Segundo ela, a campanha da Cruelty Free International recebeu um amplo apoio de todo o mundo, inclusive em Maurício, por cientistas, especialistas na vida selvagem, políticos, grupos socioculturais e membros do público. O político indiano Maneka Gandhi e a  primatóloga de renome internacional Jane Goodall também manifestaram suas preocupações.

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Governo das Ilhas Maurício autoriza experimentos em animais

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Huffington Post

Em uma decisão que mostra um grande retrocesso, o governo das Ilhas Maurício permitirá a realização de testes com animais. Uma vez que os macacos são provavelmente os principais animais utilizados nos testes, isso significa ainda mais sofrimento para a população da espécie.

O país já é um dos maiores fornecedores mundiais de macacos para pesquisas. Dezenas de milhares de macacos são mantidas em grandes fazendas de reprodução por toda a ilha. Os bebês macacos são enviados para laboratórios em todo o mundo.

Uma declaração feita pelo Cabinet Office diz que o governo “concordou com o Ministro da Agro-Indústria e Segurança Alimentar quanto à promulgação do Regulamento de Bem-Estar Animal (Experiência em Animais) de acordo com a Lei de Bem-Estar Animal para permitir que os experimentos sejam realizados”.

“Permitir que as experiências com animais aconteçam nas Ilhas Maurício irá prejudicar ainda mais a reputação internacional do país como uma ‘ilha paradisíaca’. O governo deve tomar medidas para reduzir o sofrimento infligido aos macacos mauricianos, nossos parentes vivos mais próximos no reino animal, e não permitir o estabelecimento de laboratórios com animais”, declarou Michelle Thew, chefe executiva da Cruelty Free International.

A Cruelty Free International teme que empresas europeias que fazem testes em animais tentem criar instalações de pesquisa de primatas em países como as Ilhas Maurício, onde existem menos restrições.

A organização realizou uma campanha contra o uso de macacos em testes no país que foi defendida por cientistas, especialistas na fauna, políticos e pelo público. A proeminente política indiana Maneka Gandhi e a primatóloga de renome internacional Jane Goodall também manifestaram o seu apoio.

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Governo das Ilhas Maurício está assassinando cães em massa e de forma extremamente cruel

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

PETA
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Duas organizações de direitos animais divulgaram imagens e vídeos chocantes que mostram massacres de cães que têm ocorrido  em uma ilha paradisíaca visitada por dezenas de milhares de turistas britânicos a cada ano.

As imagens perturbadoras revelam que caçadores de cães financiados pelo governo perseguem e matam um grande número de animais considerados um “aborrecimento” nas Ilhas Maurício, um país insular do oceano Índico.

Há quatro anos, as autoridades suspenderam brevemente estes assassinatos bárbaros depois que uma investigação ameaçou o turismo na região.

Diariamente,  ouviam-se os uivos de cães aterrorizados e que são mortos com drogas misturadas a agentes de limpeza ou sais de frutas para economizar dinheiro.

Seus corpos ainda espasmódicos foram  jogados em caminhões e enterrados –alguns ainda respiravam – em valas comuns à beira de um cemitério humano, muito longe dos milhões de turistas curiosos que visitam a área anualmente (quase 300 mil deles são do Reino Unido).

PETA
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Por um breve período, a política de captura e matança do governo foi interrompida pela investigação do Daily Mail, que expôs a crueldade praticada pela ridiculamente nomeada Sociedade Maurícia para a Prevenção da Crueldade Contra os Animais.

Foi inaugurada uma nova política de esterilização em massa da população de cães dispersos na ilha. Mas as novas imagens provam que o governo desistiu da medida – que é recomendada por todas as grandes instituições de bem-estar animal – e optou mais uma vez por implantar o extermínio.

A Sociedade Maurícia para o Bem-Estar Animal (MSAW) substituiu a Sociedade Maurícia para a Prevenção da Crueldade contra Animais.

Os funcionários da MSAW ganham um bônus monetário para cada cão capturado. Nas imagens, os cães são recolhidos indiscriminadamente e jogados na parte de trás de uma van embora o governo argumente que só recolhe os animais considerados um “incômodo”.

PETA
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Depois, em um abrigo em Port Louis, cerca de 20 deles são mortos em frente aos outros. Enquanto um trabalhador os joga no chão e tenta mantê-los quietos, outro administra uma injeção letal em seus peitos, numa tentativa de perfurar seus corações.

Em seguida, os cães cambaleiam e eventualmente  têm um colapso, enquanto os restantes tentam escapar desesperadamente, escalando os portões e paredes do canil.

“Qualquer pessoa com um traço de humanidade achará esta filmagem insuportável de assistir. É arrepiante observar a insensibilidade e a  indiferença dos assassinos em relação às vítimas.  As Ilhas Maurício promovem-se como um lugar paradisíaco para turistas internacionais, mas, em vez disso, são um verdadeiro inferno na terra para cães”, disse Alan Knight, líder da International Animal Rescue (IAR).

“Esta exposição mostra que nada mudou desde que o IAR revelou pela primeira vez a extensão do problema em 2012”, acrescentou.

PETA
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“Os cães abandonados já passam por várias dificuldades para sobreviver  sem serem caçados e mortos de maneira dolorosa. A única maneira civilizada e eficaz de controlar a população de cães abandonados é evitar que mais filhotes nasçam, implementando um programa abrangente de esterilização. É exatamente isso o que estamos pedindo ao governo”, declarou Elisa Allen, diretora da PETA.

O IAR e a PETA fizeram uma petição pedindo o fim imediato deste método cruel e ineficaz de controle de cães e a introdução de um programa nacional para administrar o número de animais abandonados.

Muitos moradores do país afirmam que seus animais domésticos são sequestrados e devolvidos em troca de pagamento e a maioria das pessoas pobres não pode pagar a recompensa para salvá-los.

“Houve uma reviravolta completa na mentalidade das pessoas. Antes, eles eram considerados incômodos, uma praga. Agora, as pessoas levam os cães abandonados de sua vizinhança para serem esterilizados”, disse Lucy Ramlochun.

Porém, agora a matança voltou. De acordo com o Daily Mail, estima-se que há entre 60 mil e 80 mil cachorros abandonados nas Ilhas Maurício.

Nota da Redação: É repugnante ver como inúmeros cães inocentes são assassinados de maneira tão atroz como se suas vidas não tivessem valor algum. Este caso denuncia a extrema crueldade dos seres humanos com outras espécies. É urgente que o governo adote programas de esterilização para conter o número de cães abandonados e pare de promover essa matança.

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Mais de mil macacos foram retirados das Ilhas Maurício para serem usados como cobaias

Por Maria Angélica São Pedro (da Redação)

As Ilhas Mauricio são o segundo exportador mundial de macacos, depois da China. (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação

A Espanha importa regularmente macacos de cauda longa, denominados “catarrinos”, das Ilhas Maurício. Na verdade, é o terceiro país exportador destes animais, ficando atrás dos Estados Unidos e Canadá, segundo dados do Ministério da Agricultura do país africano. No primeiro semestre de 2013 foi enviado um total de 1.461 macacos a estes três países, assim como a Alemanha, França e Reino Unido. Em concreto, 216 macacos chegaram a Espanha. As Ilhas Maurício são, depois da China, o segundo maior exportador de macacos destinados a experimentos. “Este cruel comércio contrasta com a imagem de destino paradisíaco que se quer dar a esta ilha” comentou a Asociación para la Defensa de los Derechos del Animal (ADDA), da Espanha. As informações são do La Razón.

Foto: Divulgação
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“NON a Air France”

Segundo relata a própria ONG, os macacos são, em ocasiões, capturados na natureza e separados de seus grupos familiares, com o objetivo de serem embarcados. Depois viajam em pequenas jaulas de madeira nos porões de aviões comerciais da companhia francesa Air France” denunciou Neus Aragonés, porta-voz da ADDA. Seu principal cavalo de batalha neste sentido é conscientizar esta companhia aérea para não colaborar mais com o “ cruel” tráfico de seres vivos, como já se negaram Air Canadá, British Airways e American Airlines, entre outras. Neste sentido,  está sendo realizada uma campanha internacional chamada “NON a Air France”.

“Stop Vivisection”

Os macacos que chegam a Espanha são levados em primeiro lugar ao centro de reprodução de primatas de Camarles, em Tarragona – fortemente  questionado pelos animalistas – e finalmente,  aos laboratórios de investigação, nos quais são utilizados em “ cruéis e dolorosos” experimentos toxicológicos e neurológicos. Além disso, a ONG afirma que na maioria dos casos os animais “são sacrificados ao finalizar o procedimento”.  Pelo tratamento vexatório que recebem estes animais, a ADDA se aderiu a iniciativa cidadã ” Stop Vivisection” aprovada  pela Comissão Europeia em 2012. Nessa iniciativa se exige a anulação da Diretiva 2010/63 que trata dos animais utilizados em experiências e com outros fins científicos e que se elabore um novo texto para pôr fim a experimentação animal. Outro objetivo da campanha “Stop Vivisection” é impor a obrigação de utilizar métodos científicos alternativos na investigação biomédica relevante para a espécie humana. A iniciativa tem prazo até 1 de novembro para recolher 1 milhão de assinaturas, das quais Espanha tem que contribuir com 37.500. Segundo a Asociación para la Defensa de los Derechos del Animal (ADDA), a Diretiva ignora as vozes de muitos cidadãos que estão contra a experimentação com animais.

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Governo das Ilhas Maurício mata milhares de cães por ano

Por Otávio Monteagudo (da Redação)

Um cão esquálido pula para procurar seu dono. Ele está no corredor da morte da carrocinha de Port Louis. Oitenta por cento dos cães recolhidos e mortos são domésticos, não estavam em situação de rua. (Foto: Daily Mail)
Um cão esquálido pula para procurar seu dono. Ele está no corredor da morte da carrocinha de Port Louis. Oitenta por cento dos cães recolhidos e mortos têm um tutor, não estavam abandonados, em situação de rua. (Foto: Daily Mail)

Um homem agarra um cachorro, dá uma injeção letal em seu peito e o joga em uma caixa junto com outros cães para morrer. É uma morte lenta e dolorosa, que ocorre aproximadamente 20 mil vezes por ano, no dito ‘paraíso tropical’ das Ilhas Maurício, longe das suas praias de areia branca e de um mar de azul profundo. As informações são do Daily Mail.

O governo dá como justificativa a ‘proteção aos turistas’, que somam 200 mil por ano só considerando os britânicos, e diz que é um jeito ‘humano e eficiente’ de controlar a população de cachorros em situação de rua.

Porém, essa atitude não é humana e muito menos honesta. Foi verificado que um pouco menos de 80% de todos esses cachorros têm alguma coleira, identificação e até mesmo uma ficha com o endereço de sua família caso ele se perca, o que indica que uma grande parte deles foi raptada de lares que os cuidavam e acolhiam.

Eles são mortos por uma organização governamental de nome com uma ironia que seria cômica se não fosse trágica, a Sociedade Maurícia para a Prevenção da Crueldade com Animais. Os homens, sempre com um chamativo boné vermelho na cabeça e uma rede de pesca na mão, capturam um cão assim que visto, seja dormindo em uma esquina, procurando comida em um lixo ou deitado na frente da porta de sua casa. Eles são prontamente jogados de maneira tão violenta em uma gaiola fechada e absurdamente quente na parte traseira de uma van que vários deles acabam com patas quebradas e sangramentos visíveis.

Um apanhador de cães da SMPCA captura um cão antes de jogá-lo em sua van. (Foto: Daily Mail)
Um apanhador de cães da SMPCA captura um cão antes de jogá-lo em sua van. (Foto: Daily Mail)
Ao chegar na carrocinha, o cachorro tem três dias antes de ser jogado em uma vala. (Foto: Daily Mail)
Ao chegar na carrocinha, o cachorro tem três dias antes de ser jogado em uma vala. (Foto: Daily Mail)

Seu destino é uma instalação que só pode ser descrita como um campo de concentração para cachorros, onde os funcionários da SMPCA andam com suas botas pesadas, batendo com uma vara de metal em animais mais rebeldes e depois os jogando em uma jaula de concreto imunda, com vários cachorros aterrorizados tremendo em seu fundo e um ou outro cão olhando para cima com jeito de curiosidade, incapaz de entender seu horrendo destino. A pior jaula é a dos filhotes, extremamente suja e feita com grades enferrujadas.

A pior gaiola é a dos filhotes- enferrujada e com o chão coberto de excrementos. (Foto: Daily Mail)
A pior gaiola é a dos filhotes- enferrujada e com o chão coberto de excrementos. (Foto: Daily Mail)

Só os animais com tutores têm alguma esperança, e mesmo assim, essa é muito pequena. Se um cidadão das Ilhas suspeitar que seu cão foi recolhido pela SMPCA, eles têm a opção de ir até as instalações locais da instituição e pagarem um resgate de 30 libras esterlinas, o que está além da capacidade de muita gente, visto que o trabalhador maurício ganha em média 60 libras esterlinas por mês. Para os que não têm tanta sorte, resta esperar três dias para receber uma injeção letal com um veneno improvisado, agonizando em uma morte brutal.

Nas gaiolas imundas, os cachorros se encolhem para o fundo. (Foto: Daily Mail)
Nas gaiolas imundas, os cachorros se encolhem para o fundo. (Foto: Daily Mail)

Os corpos depois são jogados em uma vala em um aterro, sendo possível ver orelhas, rabos, pelo e esqueletos em meio à terra vermelha. A SMPCA insiste em dizer que apenas cachorros de rua são recolhidos, mas isso é impossível, considerando que seus funcionários têm uma cota mínima de 100 capturas por dia.

A britânica Alicia Browne é uma testemunha do descaso do órgão, tendo seus dois cachorros ‘recolhidos’ na sua frente enquanto andava com eles na rua. Alicia está a nove meses na ilha, e adotou dois cães, Mira e Vanda, durante essa estadia.

Ela lembra que “estava com elas na praia em Dezembro, jogando bola, aproveitando o dia, quando vieram dois caras do nada e jogaram suas redes na Mira e na Vanda. Eu gritei a eles que aqueles dois cachorros eram meus, mas um deles disse que eu estava infringindo a lei por não colocar coleiras nelas e as levou, dizendo que eu teria que ir atrás delas mais tarde. Eu chorei, tentei ir atrás deles depois que os vi jogando a Mira numa van como se fosse lixo. Peguei meu carro e fui atrás deles, tive que pagar pra ter minhas duas cachorras de volta. A Mira tem uma cicatriz na perna até hoje e as duas estão profundamente traumatizadas’.

Sortudas: Alicia Brown, com suas cadelas Vanda (esquerda) e Mira (direita),resgatadas após serem raptadas na praia. (Foto: Daily Mail)
Sortudas: Alicia Brown, com suas cadelas Vanda (esquerda) e Mira (direita),resgatadas após serem raptadas na praia. (Foto: Daily Mail)

Jacqueline Woodridge, uma inglesa que reside nas Ilhas Maurício, voltou pra casa um dia e viu que seu cachorro não estava mais lá. Foi então para as instalações da SMPCA em Port Louis, o que resultou em uma busca fracassada e chocante. “O que eu vi foi horrível. Tinham tantos lindos cachorros, vários com coleiras, vários filhotes, espremidos em canis sujos cheios de fezes e urina. Eles tremiam, estavam aterrorizados, só tinha uma tigela de ração e água por câmara.”

Enquanto a população de cães de rua ainda é grande e crescente, os cães claramente não são perigosos: os vira-latas evitam contato com humanos e a raiva é uma doença erradicada na ilha. Veterinários locais e estrangeiros concorda que esterilização em massa seriam uma solução perfeitamente viável para o problema, e a atriz francesa Brigitte Bardot já fez uma oferta de pagar do próprio bolso por uma esterilização de todos os cães de rua da ilha. No entanto, o governo recusa.

A situação foi para a mídia internacional após várias denúncias de ONGs de proteção animal, e o Daily Mail enviou jornalistas para investigar e infelizmente confirmar todas elas. O jornal tentou ligar várias vezes para a SMPCA e nenhuma das ligações foi atendida ou retornada. A veterinária alemã Birgit Wellman, que também teve que resgatar o próprio cachorro, comenta que “esterilização é a melhor solução, mas ninguém parece ligar. É de partir o coração”.

Ela também diz que a situação está do jeito que está pelo medo da população de tomar alguma atitude, pois os estrangeiros podem ser deportados e os locais estão sujeitos à penas de prisão por críticas ou protestos contra o governo.

Autoridades dizem que esses cães ‘prejudicam’ a muito lucrativa indústria do turismo na ilha, mas, como um veterinário que se mudou da ilha após essas iniciativas diz, “esses cães são menos perigosos que um bronzeado”.

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Maneka Ghandi pede que Porto Rico proíba importação de macacos

Por Lobo Pasolini  (da Redação)

A parlamentar indiana e ativista pelos direitos animais, MP Maneka Ghandi, escrevou uma carta ao governo de Porto Rico pedindo a proibição da importação de macacos para o país oriundos das Ilhas Maurício com o fim de ser usados como cobaias.

“Ao tomar conhecimento da proposta de se construir uma enorme fazenda de criação de macacos em Guayama em Porto Rico, MP Maneka Gandhi enviou uma carta urgente para o governador de Porto Rico Luis Fortuno pedindo que ele impeça que Bioculture, uma empresa que vende macacos para laboratórios, de completar planos de capturar macacos de suas casas em Maurício”, informou uma nota do capítulo indiano do Pessoas Pelo Tratamento Ético de Animais (PETA). Gandhi é uma das fundadoras da PETA.

Segundo Ghandi, a Bioculture manteve macacos cativos em Porto Rico e vendeu milhares de seus bebês para uso em experimentos. Ghandi menciona na carta que vários países proíbem a exportação de macacos para uso em experimentos animais e outros motivos.

“As autoridades médicas, inclusive o US National Research Council, querem ver a substituição do uso de cobaias por métodos não-animais”, acrescentou Ghandi. “Porto Rico pode ajudar a liderar o caminho em direção à um mundo livre da crueldade contra animais, medicação mais segura e melhor saúde humana ao dar um passo simples porém significante: impedir a continuação da construção da fazenda de macacos da Bioculture.”

Fonte: Thaindian.com

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