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Carne de ursos mortos por caçadores é vendida em restaurante na Albânia

Pixaba/Pixel-mixer/Imagem Ilustrativa

Ursos estão sendo mortos na Albânia para consumo humano. Uma reportagem do jornal britânico The Independent apontou que a carne desses animais está sendo vendida em um restaurante do país. A caça é feita de maneira ilegal.

Além dos ursos, macacos e aves de rapina são vendidos na Albânia por meio da internet. O comércio, descoberto pela ONG de proteção animal Four Paws, tem como clientes hotéis e restaurantes, além de pessoas que compram os animais para exibi-los como símbolo de status.

Enquanto os estabelecimentos comerciais incluem nos cardápios pratos feitos, de maneira ilegal, com a carne desses animais, quem os compra para mantê-los em cativeiro os aprisiona em jaulas, condenando-os a uma vida miserável. Há restaurantes, no entanto, que também os enjaula para entretenimento humano.

Os ursos, que assim como outras espécies são protegidas por lei na Albânia, são vendidos em sites. Os anúncios mostram fotos dos animais com a boca fechada com cola ou com as patas acorrentadas.

Cada filhote de urso costuma ser comercializado por 500 euros – aproximadamente R$ 3 mil. Esse é o preço cobrado para condenar esses animais a situações de extremo sofrimento.

Reprodução/Maire Claire

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Fotos de caçadores ao lado de gorila morto causam revolta e indignação

Foto: L'Association Gorilla
Foto: L’Association Gorilla

Imagens fortes e comoventes de um gorila que se acredita ter sido morto a tiros antes de ter seu corpo usado em uma foto da caçada provocaram revolta entre ativistas dos direitos animais e usuários das redes sociais.

Fotos postadas online por um grupo de proteção de animais selvagens mostram um grupo de homens armados com rifles de caça ao redor do animal que supostamente foi morto por eles.

O L’Association Gorilla disse que o animal foi “morto a tiros”, sugerindo que os homens na foto, segurando rifles, podem ser os responsáveis pela morte do gorila.

Foi divulgado pela entidade que as fotos foram tiradas perto de Brazzaville, capital da República do Congo.

Em um post nas redes sociais que acompanha as imagens terríveis, o grupo disse: “Isso é o que nunca mais gostaríamos de ver”.

Foto: L'Association Gorilla
Foto: L’Association Gorilla

“Essas imagens chocantes de um belo gorila da planície, covardemente morto, exposto por caçadores inconscientes, foram tiradas apenas alguns dias atrás, em um local sob a jurisdição departamento de esportes de Brazzaville no oeste do Congo”.

“Lembremos mais uma vez que a morte de espécies protegidas é estritamente proibida pela lei congolesa”.

A coalizão de proteção aos gorilas, Ape Alliance, acrescentou: “Matar gorilas é um crime contra a natureza”.

Os gorilas selvagens estão ameaçados por caçadores, doenças e desmatamento, com pouco mais de 1.000 gorilas das montanhas em estado selvagem, de acordo com o WWF (World Wildlife Fund).

“A caça continua inabalável devido à falta de aplicação das leis nacionais e internacionais, juntamente com sistemas judiciais ineficazes”, disse a instituição.

“O comércio de carne de animais selvagens, que ocorre em toda a África Ocidental e Central, é hoje a maior ameaça aos gorilas”.

Foto: WWF
Foto: WWF

“Os primatas estão sendo mortos principalmente para suprir a demanda de carne de ‘alta qualidade’ nos centros urbanos, onde o consumo de carne de macaco é considerado de prestígio entre a elite rica”. As informações são do Daily Mail.

Gorilas das Montanhas

Como o próprio nome indica, os gorilas das montanhas vivem em florestas altas nas montanhas, em altitudes de 8.000 a 13.000 pés. Eles têm pelos mais espessos e em maior quantidade, em comparação com outros grandes símios. O pelo os ajuda a sobreviver em um habitat onde as temperaturas costumam cair abaixo de zero. Mas, à medida que os humanos se deslocam cada vez mais para o território dos gorilas, eles são empurrados para as montanhas por períodos mais longos, forçando-os a suportar condições perigosas e às vezes mortais.

A menor população mundial de gorilas da montanha – uma subespécie do gorila oriental – é dividida em duas e os cientistas debatem se podem ser duas subespécies separadas. Um pouco mais da metade vive nas Montanhas de Virunga, uma cordilheira de vulcões extintos que fazem fronteira com a República Democrática do Congo, Ruanda e Uganda. O restante pode ser encontrado no Parque Nacional impenetrável de Bwindi, em Uganda.

Desde a descoberta da subespécie de gorila da montanha em 1902, sua população passou por anos de guerra, caça, destruição de habitat e doenças – ameaças tão graves que se pensava que a espécie poderia ser extinta no final do século XX.

O que poderia ter sido uma perspectiva sombria para a subespécie há apenas duas décadas, se iluminou nos últimos anos devido aos esforços de conservação. Apesar do conflito civil em curso, da caça e de uma população humana invasora, ambas as populações de gorilas das montanhas aumentaram em número. As informações são do WWF

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Apetite chinês por pele de jumento ameaça a existência da espécie no Brasil

Foto: ALEXANDRE GUZANSHE
Foto: ALEXANDRE GUZANSHE

A demanda chinesa pelo “eijão” – uma gelatina extraída da pele dos jumentos e valorizada por seu uso nas indústrias tradicionais de medicina e cosméticos do país – está ameaçando a existência da população de burros no Brasil, com os animais frequentemente sofrendo crueldade e maus-tratos antes de serem mortos.

O “eijão”, obtido por imersão e estufagem de peles de burro, tem sido usado para fins medicinais na China há séculos. Mas o aumento da riqueza da crescente classe média chinesa levou a uma demanda vertiginosa e a uma explosão no valor do produto, criando uma indústria poderosa. A China consome quase cinco milhões de peles de burro por ano – cada uma no valor de até 3 mil dólares no mercado asiático, segundo algumas fontes.

Os burros são difíceis de criar, então a China se voltou para os cantos mais pobres do mundo para atender a sua demanda. Uma campanha concentrada de empresas chinesas, aliada à pressão política, conseguiu a exportação de centenas de milhares de burros da África e da América do Sul. E nas regiões rurais muitas vezes mais empobrecidas do nordeste do Brasil, isso teve consequências devastadoras para as chances de sobrevivência do animal – e para o modo de vida da região.

“Se você tem um jumento, agarre-se a ele”, diz o fazendeiro de chapéu de couro José Araújo de Souza no mercado de gado em Cansanção, a 320 km de Salvador, capital do estado da Bahia. “Os dias do burro estão contados!”, continuou ele, enquanto três mulas esperam pacientemente pelo novo tutor em uma área próxima à sombra.

A força e resistência do burro o tornam ideal para o trabalho árduo do vasto sertão, o interior judiado pela seca do país, e tradicionalmente o tornaram uma visão comum em toda essa paisagem áspera. Mas, em uma recente caminhada de 1.600 milhas pelo sertão, a sudoeste da Bahia, região onde o comércio de peles de burro é mais intenso, o repórter do jornal Independent viu apenas 15 animais.

Desde que a Bahia concordou em exportar carne e couro de burro para a China em julho de 2017, mais de 100 mil burros foram mortos em três matadouros no estado, e a meta ainda é exportar 200 mil por ano – embora, de acordo com estatísticas oficiais de 2012, o Brasil seja lar de pouco mais de 900 mil burros. Se a taxa de morte dos animais atingir as taxas solicitadas pela China, os burros poderão desaparecer do país em menos de cinco anos.

Os comerciantes oportunistas pegam os burros na natureza ou os compram de agricultores sem noção do seu valor potencial por apenas 50 reais. Pessoas inescrupulosas – como trabalhadores rurais, comerciantes, transportadores, agricultores e empresas de logística – formam uma cadeia de suprimentos repleta de práticas obscuras e pouca regulamentação.

Os burros são transportados em caminhões ao longo de estradas secundárias à noite, às vezes por mais de mil quilômetros sem comida ou água, para evitar batidas policiais e verificações de autorizações obrigatórias. Em seguida, eles são mantidos por fazendeiros locais, em locais próximos dos matadouros, que geralmente são de propriedade de empresas chinesas.

Herysnaldo Marinho, dono de uma fazenda no interior baiano, admite abertamente que as licenças são forjadas ou falsificadas para ocultar a verdadeira origem dos animais. Um dos 12 fornecedores de burros da empresa de carne processada Cabra Forte, diz que os motoristas de caminhão colocam incorretamente sua fazenda como o ponto de origem da carga. Na verdade, ele diz, os burros chegam de um comerciante conhecido apenas como “Moral” que percorre o nordeste em busca do animal.

Essa falta de regulamentação e inspeção pode ter consequências terríveis para os próprios burros. Em 2018, abutres cercaram uma fazenda adjacente à Fábrica de Frigoríficos Regional Sudoeste, na cidade de Itapetinga. Quando os moradores chegaram à propriedade, encontraram mais de mil burros prostrados no chão. Duzentos estavam mortos, enquanto outros 800 estavam famintos, desnutridos, com sede ou muito fracos para se mover. Um vídeo mostra um jovem burro tentando “sair” do corpo de sua mãe, que estava doente e fraca demais para dar à luz. Ambos morreram mais tarde. Em outro, um burro enfraquecido luta para se libertar de uma massa sufocante de corpos.

A fazenda foi alugada pela corretora chinesa Cuifeng Lin, que leva o mesmo nome de seu proprietário. Lin e seu marido, Zenan Wen, acabaram sendo acusados de crueldade com os animais e de poluir um rio próximo, envenenado pelos corpos em decomposição dos burros. Em novembro de 2018, um tribunal proibiu a morte de burros em todo o estado da Bahia. Cuifeng Lin se recusou a comentar.

“Foi terrível, nunca vimos nada parecido aqui”, lembra Irineu Andrade, chefe de polícia de Itapetinga. “Os animais não tinham comida suficiente e foram para o rio em busca de água e acabaram se afogando, porque não podiam voltar (por serem tão fracos)”.

Dias após a descoberta das cenas horríveis em Itapetinga, uma segunda fazenda na região foi fechada. Seu dono, João Batista, que pagou 150 reais por cada caminhão de burros que passava por sua fazenda, foi multado.

“Eu me senti mal pelos animais, você sofre ao lado deles”, diz Batista, arrependido. “Os burros já estavam morrendo de fome quando deixaram Pernambuco e passaram dois ou três dias sem comida e, quando chegaram aqui, estavam roendo a casca das plantas.”

Cinco meses depois, em Euclides da Cunha, a 660 quilômetros de Itapetinga, surgiram novas denúncias de abuso envolvendo Cuifeng Lin. Na fazenda Santa Isabel, outros 800 animais foram encontrados vivendo em condições igualmente insalubres, enquanto pelo menos outros 400 estavam mortos. “Nenhum dos caminhões que chegaram aqui tinha permissão de transporte”, diz Marcia Costa Miranda, gerente da propriedade. “Eu sabia que aquilo estava errado, porque tantos burros estavam morrendo, mas eu não sou fiscal, então o que eu deveria fazer?”.

Segundo Miranda, a empresa mantinha os animais com pouca comida de propósito. “Eles disseram que os burros desnutridos eram melhores porque a pele ficava mais fácil de ser tirada”, diz ela.

Mesmo depois que o tribunal proibiu a morte de burros, caminhões de animais continuaram chegando à fazenda. Os recém-chegados eram descarregados e confinados a uma área apertada, sem pasto.

Da mesma forma, a situação também não melhora em nada na cadeia de suprimentos. Até recentemente, nenhuma empresa brasileira tinha permissão para exportar a pele e a carne dos burros. Para burlar a regra, elas foram compradas por empresas de logística de outras partes da Ásia – que pagam entre 270 e 400 reais por animal – e transportados de Salvador para portos como Hai Phong, no Vietnã e Hong Kong. “Os burros chegam como contrabando”, diz Rui Leal, da Agência de Segurança da Agricultura da Bahia.

As necessidades econômicas do nordeste, no entanto, significam que muitos – incluindo os principais políticos – estão dispostos a fechar os olhos para o que acontece.

Quando a morte de burros foi proibida na Bahia, a pequena cidade de Amargosa perdeu 150 empregos diretos e 200 indiretos com o fechamento da fábrica de frigoríficos Frinordeste. Como resultado, empresários locais e o conselho da cidade, apoiados por muitos moradores da região, apelaram da decisão.

A liminar acabou por ser revogada em setembro deste ano, com setor judicial regional responsável do tribunal federal declarando que a proibição causou “sérios danos à ordem e à economia da região” e resultou em uma “perda de investimento nacional e internacional”.

“Você podia sentir que as pessoas estavam comemorando quando a morte de jumentos recomeçou”, diz o diretor da rádio local Eduardo Gordiano. “Não houve queixas de burros maltratados aqui e as pessoas não se importavam com o que acontecia nas outras cidades”.

De acordo com os registros fiscais do país, há dois representantes brasileiros e dois chineses no conselho da Frinordeste. Mas, segundo o empresário Walter Andrade Filho, ou “Walter do Couro”, como é conhecido, um dos quatro fornecedores aprovados de burros para a empresa de frigoríficos, hoje a Frinordeste, é de propriedade chinesa. A empresa tornou-se recentemente o primeiro negócio brasileiro autorizado a exportar burros diretamente para a China. Isso levará a um crescimento significativo no comércio de peles de burro. “Tudo está pronto para colocar o matadouro em funcionamento”, diz ele. “As pessoas mal podem esperar para matar os burros”.

Ele vê uma demanda ainda maior no futuro. “Hoje conseguimos os burros da natureza, de graça ou num valor irrisório, mas se a China continuar comprando, começaremos a produzi-los”, diz ele.

Alguns, no entanto, acreditam que os burros brasileiros estão sendo vendidos barato, comparado com o que valem na China. “Os burros vão para os chineses como brindes”, diz Sonia Martins Teodoro, representante da ONG SOS Animais em Itapetinga, que monitora as queixas de abuso.

Embora o Ministério da Agricultura brasileiro não tenha fornecido dados oficiais sobre o setor, cálculos aproximados mostram que o comércio de burros gerou uma receita bruta de cerca de 7,5 milhões de libras para os frigoríficos da Bahia em pouco mais de um ano – sugerindo uma pequena fração do eventual comércio valor.

O acordo com a China foi intermediado pelos governos brasileiro e baiano de forma a atrair mais investimentos, segundo Teodoro. A Bahia espera receber grandes obras de infraestrutura chinesa nos próximos anos, incluindo a construção e revitalização de portos, pontes e linhas ferroviárias.

Os burros sobreviventes em Itapetinga tiveram que ser sacrificados, enquanto os de Euclides da Cunha foram adotados pela Frente Nacional de Defesa dos Burros, uma ONG que luta contra os maus-tratos aos animais. Quase um ano depois, alguns dos burros ainda estão vulneráveis. “Alguns ainda estão debilitados e não conseguem se defender por conta própria”, diz a veterinária Aline Rocha, que cuida deles diariamente.

A doença é outra ameaça para os burros. Segundo uma análise, cerca de 5% dos animais de Euclides da Cunha morreram de doenças como glândulas inflamadas e anemia infecciosa. “O estresse intensifica as doenças, que são transmitidas entre os animais, como em um campo de concentração”, diz o veterinário Pierre Barnabe Escodro, professor da Universidade Federal de Alagoas.

Adroaldo Jose Zanella, professor de medicina veterinária da Universidade de São Paulo (USP), está trabalhando urgentemente no desenvolvimento de estratégias sustentáveis para os burros do nordeste do Brasil.

“Estamos tentando construir um nordeste do século XXI que possa conviver com os burros, porque um animal que dura 500 anos não pode desaparecer em cinco”, conclui o veterinário. As informações são do Independent.

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EUA e Europa bloqueiam proposta africana de proteção para tubarões ameaçados de extinção

Foto: WAN
Foto: WAN

Apesar do forte apoio dos Estados membros, a Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico (ICCAT) – o organismo intergovernamental responsável pela gestão da pesca do atum no Oceano Atlântico – não aprovou uma importante proposta apresentada pelo Senegal (África) de adoção de uma forte política de proteção para o tubarão-mako-de-barbatana-curta do Atlantico Norte.

A proposta do Senegal, que foi apresentada na 26ª Reunião Ordinária da Comissão (realizada em Palma de Maiorca, Espanha, de 18 a 25 de novembro), caso aprovada teria proibido “manter a bordo, transbordar ou desembarcar o corpo de um tubarão mako do Atlântico Norte capturado em qualquer uma das pescarias gerenciadas pela ICCAT”.

A proposta também incluía cotas estritas de pesca para o tubarão-mako do Atlântico Sul. A proposta do Senegal surgiu na sequência de uma recomendação do Comitê Permanente de Pesquisa e Estatística da ICCAT (SCRS, na sigla em inglês) de que uma política de não-retenção (capturas não intencionais de makos), sem exceções, seja adotada para o mako-de-barbatana-curta do Atlântico Norte.

Tubarões mako e raias mortos encontrados a bordo do F/V Labiko 2 em águas liberianas. Foto: Jake Parker/Sea Shepherd.
Tubarões mako e raias mortos encontrados a bordo do F/V Labiko 2 em águas liberianas. Foto: Jake Parker/Sea Shepherd.

Considerado o tubarão mais rápido do mundo, o mako-de-barbatana-curta é particularmente suscetível à sobrepesca, pois amadurece mais tarde e produz menos filhotes do que outras espécies de tubarão. Um estudo de 2017 descobriu que a população de mako do Atlântico Norte só tinha uma chance de se recuperar de sobrepesca se as capturas fossem reduzidas a zero e que medidas adicionais fossem adotadas.

Em reconhecimento ao estado crítico de conservação do tubarão mako, os membros da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora (CITES) votaram a favor da proteção comercial para essas espécies vulneráveis na 18ª Conferência das Partes, realizada em Genebra, na Suiça, em agosto passado.

A proposta do Senegal foi apoiada por 16 membros da ICCAT, incluindo os Estados costeiros africanos da Gâmbia, Gabão e Libéria. Esses países fizeram parceria com a ONG de proteção à vida marinha, Sea Shepherd, para realizar patrulhas conjuntas no mar, resultando na prisão de dezenas de navios de pesca ilegais, bem como em outros crimes de pesca, incluindo a prisão de navios de pesca europeus para barbatanas de tubarão e a pesca ilegal de espécies de tubarão vulneráveis do mar profundo para a produção de óleo de fígado de tubarão.

Navio de pesca Alemar Primero preso por atacar tubarões em São Tomé e Príncipe | Foto: Sea Shepherd
Navio de pesca Alemar Primero preso por atacar tubarões em São Tomé e Príncipe | Foto: Sea Shepherd

“Gâmbia, Gabão e Libéria continuam a mostrar liderança global na luta contra a pesca ilegal – tanto no mar ao prender criminosos que furtam tubarões quanto em fóruns de conservação global ao propor medidas duras de proteção aos tubarões. Na Sea Shepherd, estamos orgulhosos de nossos parceiros por liderar a tarefa de proteger o tubarão mako na última reunião da ICCAT”, disse Peter Hammarstedt, diretor de campanhas da Sea Shepherd Global em um comunicado.

Bloqueando a aprovação da proposta, estavam a União Européia (UE) e os Estados Unidos – cada um oferecendo propostas concorrentes, repletas de exceções e fixando cotas de captura que não estavam alinhadas com os pareceres científicos. Como consequência, uma versão consideravelmente mais fraca da política de não retenção foi adotada pelos membros da ICCAT. A oposição da UE à proposta do Senegal é particularmente preocupante, uma vez que os navios de pesca da UE são responsáveis pela grande maioria das capturas de mako.

“Foi extremamente decepcionante ver a UE e os Estados Unidos ignorando a ciência ao favorecer a conveniência política sobre a conservação. Para salvar o mako do Atlântico Norte, altamente ameaçado, devem ser tomadas agora as medidas apropriadas para acelerar a recuperação da população dos tubarões. Estabelecer cotas com base na probabilidade de recuperação em 50 anos não é apenas diretamente contra os conselhos de precaução do SCRS, mas também estabelece um precedente perigoso para as populações de tubarões afetadas pela pesca da ICCAT”, disse Brett Sommermeyer, diretor jurídico da Sea Shepherd.

A Sea Shepherd agradeceu publicamente à Gâmbia, Gabão e Libéria, bem como aos outros 13 apoiadores da proposta do Senegal, por assumirem uma forte posição de conservação na reunião da ICCAT. Com até 31 mil tubarões mortos a cada hora por seres humanos, as populações de tubarões caíram 90% no século passado e um quarto das espécies de tubarões estão agora em sério risco de extinção. Os apoiadores da proposta do Senegal reconheceram a necessidade crítica de proteger os tubarões e a importância de promulgar maiores proteções para o tubarão-mako de barbatana curta altamente explorado. As informações são do World Animal News.

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Elefante de Sumatra é encontrado decapitado e com as presas arrancadas

Foto: Indonesian Natural Resouchers Co
Foto: Indonesian Natural Resouchers Co

Um elefante de Sumatra, uma subespécie do elefante asiático, foi encontrado decapitado e com as presas arrancadas em uma aparente emboscada feita por caçadores para matar o membro da espécie criticamente ameaçada de extinção, conforme informações das autoridade de conservação da Indonésia.

O cadáver, já em estado de decomposição do elefante do sexo masculino de 40 anos, foi descoberto por um trabalhador em uma plantação na segunda-feira (18) na província de Riau, na ilha de Sumatra, conforme informações do Daily Mail.

“A cabeça do elefante foi separada de seu corpo e sua tromba foi encontrada a um metro do cadáver”, disse o chefe da agência de conservação local, Suharyono, em um comunicado divulgado na terça-feira (19).

Foto: Indonesian Natural Resouchers Co
Foto: Indonesian Natural Resouchers Co

As autoridades disseram que o elefante mutilado provavelmente já estava morto há quase uma semana quando foi encontrado, acrescentando que estavam procurando os responsáveis pelo crime.

“Suspeitamos que o elefante tenha sido caçado e morto, e sua cabeça foi cortada para facilitar a remoção das presas”, disse Suharyono.

O desmatamento desenfreado reduziu o habitat natural da espécie e levou os elefantes a um crescente conflito com os seres humanos, enquanto suas presas são valorizadas no comércio ilegal de animais silvestres.

Foto: Indonesian Natural Resouchers Co
Foto: Indonesian Natural Resouchers Co

No ano passado, o cadáver de um elefante foi encontrado sem as presas na província de Aceh em um aparente caso de envenenamento.

De acordo com o World Wildlife Fund, o elefante de Sumatra perdeu “metade de sua população” em apenas “uma geração”, ao lado de 70% de seu habitat natural, e foi nomeado “criticamente ameaçado” em 2012.

O Ministério do Meio Ambiente da Indonésia estima que existam menos de 2 mil elefantes de Sumatra ainda em estado selvagem.

Risco de Extinção

O elefante de Sumatra, na Indonésia, poderá ser extinto da natureza em menos de 30 anos a não ser que medidas imediatas sejam tomadas para proteger o seu habitat, que está rapidamente desaparecendo, segundo informações do grupo de proteção ambiental WWF.

Foto: AFP/Getty Images
Foto: AFP/Getty Images

A União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, sigla em inglês) elevou a classificação da subespécie de elefantes de Sumatra de “em perigo de extinção” para “criticamente ameaçado de extinção”, após quase metade de sua população ter desaparecido em apenas uma geração.

“Os maiores culpados são a devastação do habitat e sua conversão para uso da agricultura, uma prática que também aumentou o risco de extinção para o tigre de Sumatra e o Rinoceronte de Java.”

O elefante de Sumatra é a menor subespécie de elefante asiático. A perda de habitat é a principal causa do declínio da população, com cerca de 70% do potencial habitat da espécie perdidos entre 1980 e 2005. Em um período de tempo semelhante, Sumatra também perdeu 50% de seus elefantes como resultado disso.

O aumento da população humana e a necessidade de terra são os principais fatores da perda de florestas tropicais. A caça também é um problema em Sumatra, principalmente de agricultores que possuem ou estão montando plantações de óleo de palma. A morte dos animais ocorre por meio de métodos de envenenamento, eletrocussão e armadilhas.

Apesar de os elefantes de Sumatra serem protegidos pela lei da Indonésia, a grande maioria de seus ambientes está fora de áreas de proteção e pode ser convertida para uso agrícola, de acordo com a IUCN.

Segundo WWF, a situação é particularmente crítica na província de Riau, na área central de Sumatra, onde a rápida devastação das florestas reduziu o número de elefantes em 80% em menos de 25 anos.

Embora os elefantes de Sumatra sejam categorizados como criticamente ameaçados de extinção na Lista Vermelha da IUCN, a matança dos animais continua e as organizações que defendem o enorme mamífero pediram ao Ministério da Agricultura de Sumatra que reforçasse as restrições e a proteção aos elefantes.

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Ativistas usam drone para flagrar violência contra raposas em caçadas

Foto: Kennedy News and Media
Foto: Kennedy News and Media

As imagens de drone filmadas por ativistas pelos direitos animais e contra a caça mostram o momento em que dezenas de cães capturam e mutilam uma raposa enquanto três caçadores montados em cavalos ficam por perto rindo da cena cruel.

Os ativistas do grupo West Kent Hunt Sabs começaram a filmar a prática, capturando essas cenas violentas no sábado (09) que mostram três cavaleiros a cavalo seguindo uma matilha de cães enquanto parecem captar o cheiro de uma raposa e perseguir o animal.

Galopando pela paisagem de 160 quilômetros quadrados, os cavaleiros perseguem os cães, que eventualmente alcançam a criatura aterrorizada.

A filmagem mostra que dois cães conseguem pegar a raposa e começam um cabo de guerra sobre o corpo dela antes que toda a matilha rodeie o pobre animal e o rasgue em pedaços – deixando-o sem cabeça.

Enquanto o corpo do animal ensanguentado se encontra em duas metades sobre a grama, os cães parecem correr de volta para os caçadores.

Harry Blackhurst, de West Kent Hunt Sabs, afirma que ele e sua equipe tentaram chegar ao corpo da raposa, mas o cadáver foi levado por um dos membro da caçada – que ele afirma estar rindo das imagens.

Foto: Kennedy News and Media
Foto: Kennedy News and Media

O ativista está pedindo à polícia de East Sussex que aplique a Lei de Caça, que afirma que a caça à raposa é ilegal na Inglaterra, Escócia e País de Gales. A polícia confirmou que está investigando.

Blackhurst, de Kent, disse: “Ficamos sem palavras. Como alguém pode fazer isso com um animal está além da minha compreensão”.

“Mas nada está sendo feito porque a Lei da Caça é fraca, então eles usam brechas na lei.

“Na filmagem, a cabeça da raposa pode ser vista separada do corpo à direita da tela. Tentamos obter imagens mais nítidas do corpo, mas os caçadores o levaram embora”.

Foto: Kennedy News and Media
Foto: Kennedy News and Media

“A coisa mais mortificante foi quando os cães mataram a raposa, os caçadores estavam todos rindo”.

“A caça é ilegal. Havia pelo menos 30 cães de caça – o que você chamaria de um bando completo e eles não fizeram absolutamente nenhuma tentativa de impedir a crueldade”.

“Eles ficaram lá por uma hora e meia dando voltas em círculos para ajudar os cães a sentir o cheiro da raposa”.

Blackhurst e a equipe de West Kent Hunt Sabs foram chamados para ajudar a ajudar a South Coast Hunt Sabs no fim de semana passado, enquanto monitoravam uma caçada.

Foto: Kennedy News and Media
Foto: Kennedy News and Media

Ele conta que os cães foram ouvidos “ganindo”, sinalizando que haviam captado o cheiro de uma raposa.

Ele disse: “Recebemos uma ligação da South Coast Hunt Sabs dizendo que precisavam de nossa ajuda para impedir uma caçada”.

“O South Coast Hunt Sabs já os estava seguindo em campo, então chegamos a uma posição em que poderíamos usar o drone”.

“Os emebros da caçada devem ter descoberto que estávamos lá, porque logo depois que chegamos, os cães começaram a chorar. Esse é o barulho que eles fazem quando sentem o cheiro de uma raposa”.

Foto: Kennedy News and Media
Foto: Kennedy News and Media

“Tentamos confundi-los com uma trompa de caça. Os caçadores devem ter ouvido o barulho”.

“Quando a raposa foi morta, peguei o drone de volta e corri para tentar pegar o corpo. Infelizmente, existem pântanos e riachos e eu não consegui chegar lá antes dos caçadores.
“Há uma estrada atrás do campo, correndo perpendicularmente ao local onde a raposa foi morta e caçadores ficavam indo e vindo por ela o dia todo. Eles estavam rindo quando a raposa foi morta e depois”.

“O que precisa acontecer é que a Lei de Caça precisa ser fortalecida. As caçadas continuam acontecendo normalmente mesmo sendo proibidas”.

“A lei precisa ser aplicada. Mesmo sendo tão fraca”.

Em resposta às imagens que mostram o corpo da raposa despedaçada, os apoiadores on-line dos ativistas classificaram os caçadores de raposas como “doentes” e “desumanos”.

Elaine Parkinson disse: “Isso tem que parar. É desumano, cruel, bárbaro, distorcido e doente demais. Estou com o coração partido de ver esse animal tratado de maneira tão abominável”.

“Eu realmente não sei como as pessoas podem fazer isso.”

John Radley disse: “Espero sinceramente que os responsáveis sejam levados à justiça, mas, infelizmente, duvido que isso aconteça”.

Perry Linzi disse: “Essas cenas me fazem sentir fisicamente doente assistindo isso. Vocês fazem um trabalho incrível. Sinto muito que essa pobre alma não possa ser salva, mas peço que continuem com seu trabalho excepecional pelos animais”.

Um porta-voz de East Sussex e Romney Marsh Hunt (Asscoiação de Caça) disse que eles estavam em uma caçada no sábado na área, mas alegaram que ninguém estava ciente de seus cães pegando uma raposa.

Ele disse que eles tinham mais de 40 cães de caça, mas sugeriu que alguns de seus cães haviam se “desviado” – embora apontassem que não tinham homens terrier.

Um porta-voz de East Sussex e Romney Marsh Hunt disse: “Tudo isso é novidade para mim. Tínhamos 40 cães de caça o dia todo, então se algo aconteceu, não estou sabendo de nada”

“Eles podem ter se desviado por alguns minutos e foi isso que aconteceu. Eu realmente não sei”.

“Não acredito eles estavam rindo pois ninguém sabia que os cães haviam pego uma raposa”.

“Estávamos caçando o dia todo e tínhamos mais de 40 cães de caça. Obviamente, são alguns cães que se desviaram”.

“Não temos caçadores de raposas. A primeira vez que eu ouço sobre uma raposa sendo capturada morta é agora”.

Um porta-voz da polícia de Sussex disse: “A polícia recebeu uma denúncia de caça de raposas em Guldeford, perto de Rye, às 14h09 no sábado (9 de novembro). Oficiais foram destacados para o local”.

“Um vídeo já foi fornecido e o assunto será investigado.”

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Dois rinocerontes ameaçados de extinção são mortos por caçadores em Botsuana

Caçados por seus chifres, valiosos no mercado negro devido a demanda criada pela medicina tradicional chinesa, os animais enfrentam risco de extinção enquanto sua população declina


 

Foto: Mirror/Reprodução
Foto: Mirror/Reprodução

Dois rinocerontes foram brutalmente mortos e mutilados por caçadores em Botsuana. Os criminosos usaram uma serra elétrica para cortar e roubar os chifres dos animais.

As fotos da cena foram tiradas no Delta do Okavango, norte de Botswana, e ilustram de forma real e cruel, o comércio ilegal abastecido pela caça furtiva e caça aos troféus.

Os corpos dos animais foram encontradas em Mombo, um santuário particular dentro da Reserva de Caça Moremi.

Eduardo Gonçalves da Campaign to Ban Trophy Hunting (Campanha para Proibir Caça aos Troféus) disse: “O chifre de rinoceronte vale mais que ouro e heroína no mercado negro”.

Foto: Mirror/Reprodução
Foto: Mirror/Reprodução

“Toda caça, tanto furtiva e como a caça aos troféus precisa ser interrompida se quisermos ter alguma chance de salvar esses magníficos animais”.

“Isso significa uma proibição global apoiada por punições duras”. Botsuana está passando pela pior crise de caça furtiva em anos, de acordo com o Mirror.

“O último presidente do país, Ian Khama, proibiu toda a caça a troféus em 2014 e adotou uma política de atirar para matar em caçadores ilegais”, diz Eduardo Gonçalves.

Mas o atual presidente, Mokgweetsi Masisi, eleito no ano passado, anulou a proibição de seu antecessor além de desarmar e desmantelar unidades de combate à caça furtiva.

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Relatos de caça furtiva de rinocerontes na África do Sul ressurgiram no mês passado, com a morte de um rinoceronte fora de uma parte protegida do Delta do Okavango.

Na semana passada, foram encontrados os corpos mostrados na foto acima, elevando o total de rinocerontes caçados recentemente para sete. Os incidentes acontecem apenas alguns dias após Botsuana ter permitido oficialmente o início (retorno) da caça aos troféus de elefantes, depois da atividade ter sido banida em 2014.

A Interpol classificou Botsuana como o “principal país de origem” de chifres de rinoceronte contrabandeados para a Europa, Oriente Médio e Ásia.

Um relatório enviado ao governo de Botsuana afirma que 25 elefantes foram caçados só nas últimas semanas.

Foto: Mirror/Reprodução
Foto: Mirror/Reprodução

Gonçalves disse: “Botsuana deu efetivamente luz verde para matar animais selvagens ameaçados, reiniciando a caça aos troféus de elefantes”.

No mês passado, a conferência internacional da CITES sobre comércio de animais silvestres aprovou a duplicação de licenças para caçar troféus de rinocerontes negros criticamente ameaçados.

Gonçalves respondeu à medida: “Os caçadores furtivos costumam usar licenças de caça de troféus para adquirir chifres de rinoceronte para vender no mercado negro”.

Kevin Pietersen, ativista e defensor dos rinocerontes sul-africano, disse: “Isso é assassinato, puro e simples. Essas fotos mostram mais uma vez que os rinocerontes são vítimas inocentes da brutalidade terrível desses caçadores”.

Foto: LightRocket via Getty Images
Foto: LightRocket via Getty Images

“Os rinocerontes estão com sérios problemas, suas populações estão vulneráveis ou criticamente ameaçadas. Fazer isso com um animal tão belo e perigosamente ameaçado é uma violência irracional do pior tipo”.

“Precisamos de uma ação imediata para proteger os rinocerontes e garantir que eles sobrevivam. Precisamos conscientizar, mudar o comportamento e reprimir as pessoas que fazem isso.

“Este é um alerta dramático”, concluiu ele.

Em 2018, Pietersen fundou a SORAI – Save our Rhinos Africa and India – para proteger a espécie cuidando de rinocerontes infantis abandonados, feridos e órfãos e liberando-os de volta à natureza.

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Relatório internacional revela aumento no tráfico de partes de tigres

Par de filhotes de tigre na Tailândia | Foto: DNP-Freeland/EPA
Par de filhotes de tigre na Tailândia | Foto: DNP-Freeland/EPA

Dois tigres por semana são descobertos por oficiais nas mãos de traficantes, de acordo com um relatório recentemente divulgado e o mais preocupante é que este fato representa apenas uma pequena fração daqueles que foram mortos.

O relatório, publicado pela organização especialista em tráfico de animais selvagens Traffic, foi divulgado em uma cúpula trienal da CITES, onde 183 países se reúnem sob a Convenção no Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas, onde muitos delegados (representantes) pediram ações mais fortes.

O tráfico também teve um aumento desde 2012 com relação ao número de cadáveres de animais descobertos, além de peles e ossos provenientes de fazendas de tigres. O comércio internacional da espécie é proibido, mas os pesquisadores disseram que as instalações de reprodução em cativeiro, principalmente na China, prejudicam sua proteção, mantendo a demanda alta nos mercados domésticos e permitindo a lavagem de produtos de tigres selvagens.

Restam menos de 4 mil tigres em estado selvagem, mas mais de 7 mil em fazendas de tigres, que às vezes se disfarçam de zoológicos. Em 2016, mais de 180 animais foram resgatados em um templo de tigres na Tailândia.

Produtos de 2.359 tigres foram encontrados entre 2000 e 2018 em 32 países, de acordo com o relatório. “Os números devem ser considerados como o mínimo”, disse Kanitha Krishnasamy, diretor responsável pelo sudeste da Ásia na Traffic. “Há uma grande chance de estarmos interceptando apenas uma porcentagem muito pequena do comércio ilegal”.

Ela disse ainda que os delegados da Cites deveriam aplicar propostas de ação há muito discutidas, incluindo o fechamento imediato de fazendas de tigres e penalidades mais duras contra os traficantes. Na China, longas sentenças de prisão são distribuídas, mas em muitos outros países, como a Indonésia, apenas pequenas multas são cobradas.

Autoridades seguram uma pele de tigre encontrada com traficantes | Foto: James Morgan/WWF/PA
Autoridades seguram uma pele de tigre encontrada com traficantes | Foto: James Morgan/WWF/PA

“O tempo para a conversa acabou: as palavras devem ser transformadas em ação para evitar mais perdas de tigres”, disse Krishnasamy. “Cada um deles sendo retirado da natureza realmente importa.” O número de tigres selvagens é mais alto na Índia, mas relatos recentes de uma população crescente podem ser o resultado de uma contagem melhor.

As aves canoras também estavam na agenda da Cites, com delegados do Sri Lanka e dos EUA pedindo uma melhor proteção para as 6 mil espécies do mundo, muitas das quais sofreram declínios severos em suas populações.

As causas são a destruição do habitat, a captura para servir de alimento e a venda como aves domésticas (para viver em gaiolas), bem como a entrada em competições de canto, que são particularmente populares na América Latina.

Madhu Rao, diretor para o sudeste da Ásia na Wildlife Conservation Society, disse: “Os pássaros canoros podem ser silenciados para sempre se não tomarmos medidas agora para protege-los. Este é um problema global”.

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Conservacionistas denunciam venda de filhotes de leão como símbolo de status

Foto: SAPS
Foto: SAPS

Animais não são produtos para serem vendidos. São vidas, seres sencientes, capazes se sentir, sofrer, criar vínculos profundos e compreender o mundo ao seu redor.

Comprar um filhote de leão como animal doméstico além de ser abusivo, cruel e ilegal, é extremamente perigoso, alerta um especialista em resgate de leões da África do Sul após a descoberta de um leão bebê em uma casa no subúrbio de Athlone, na Cidade do Cabo na África do Sul.

“Depois do filme O Rei Leão, pode parecer bonito e atraente para as pessoas ter um leão em casa, mas este é o último animal que você deve escolher como animal doméstico”, disse o diretor da Drakenstein Lion Park, Paul Hart.

Foto: The South African
Foto: The South African

Ele explicou que, quando os filhotes tem em torno de três meses de idade, eles são “barulhentos e destrutivos”, mas com seis meses de idade se tornam capazes de matar um ser humano.

“Animais selvagens não foram feitos para viverem em cativeiro, e leões ocupam o topo de sua cadeia alimentar”, disse Hart.

Na quarta-feira, a polícia invadiu uma casa em Athlone, um subúrbio da Cidade do Cabo capital da África do Sul, onde resgatou um filhote e levou dois homens em custódia para interrogatório.

A polícia acredita que o filhote foi trazido de Thabazimbi para a Cidade do Cabo, e não deu mais detalhes sobre de quem era a responsabilidade pelo animal ou qual foi o resultado do interrogatório.

Várias fotos de filhotes de leão mentidos como animais domésticos foram enviadas ao News24 por uma pessoa que optou por permanecer anônima. Vários suspeitos sugeridos também foram chamados para esclarecer se tinham algum vínculo com o animal resgatado, mas todos negaram manter um filhote de leão em suas casas.

Foto: The South African
Foto: The South African

O Drakenstein Lion Park, que acolhe grandes felinos resgatados de todo o mundo, publicou um post no Facebook dizendo que eles estavam preocupados se o filhote de leão de Athlone estava em um “local adequado”, e ofereceram ajuda colocando suas instalações à disposição para recebe-lo.

Hart disse que, como animais protegidos pela CITES, os filhotes não podem ser vendidos como animais domésticos, mas que existia um mercado paralelo de filhotes de leão muito procurado.

A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES) é um acordo entre governos para controlar o comércio de certas espécies.

O leão africano (Panthera leo) está listado no Apêndice 1 da Cites, o que significa que está na lista dos animais e plantas mais ameaçados de extinção citados pela convenção internacional.

“Eles [leões] são mantidos nas casas como símbolos de status ou adereços para fazer o tutor parecer mais viril ou macho”, acrescentou Hart.

“Ao mesmo tempo, você terá um predador de topo andando pela sua sala de estar.”

Inevitavelmente, os filhotes precisam ser removidos da casa à medida que se tornam mais perigosos.

“Resgatamos dezenas e dezenas de filhotes de leão”, disse Hart.

“As pessoas pensam: ‘Eu quero, quero isso’ e não estão pensando nas consequências a longo prazo”.

“O abuso psicológico é o mais difícil de consertar”, disse ele.

Leões resgatados

No momento em que são resgatados ou entregues por tutores que não conseguem lidar com eles à medida que crescem, esses filhotes terão que ser afastados de todas as drogas que receberam para permanecerem dóceis. A maioria deles sofreu abusos psicológicos “se comportarem” em casa.

Eles também podem ter sido maltratados fisicamente, como alguns dos recém-chegados ao santuário: um leão resgatado do Líbano que vivia acorrentado em uma sala de concreto e um tigre de um zoológico na Argentina.

Uma vez trazidos para o santuário, os filhotes não são tratados como “fofos”.

“Nós não os mimamos, tentamos deixá-los serem leões.”

Hart observou que cada província tinha seus próprios requisitos de permissão para tutela de animais selvagens, mas que o Cabo Ocidental era um dos mais rigorosos.

O santuário esperava que o filhote de Athlone estivesse em um centro de resgate apropriado e também se ofereceu para ajudar com seus cuidados.

“Leões não são animais que possam ser mantidos como animais doméstico”, disse ele.

“Queremos ter certeza de que serão cuidados adequadamente.”

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Austrália anuncia de proibição do comércio interno de marfim de elefantes e chifres de rinocerontes

Reserva de Tshukudu na África do Sul | Foto: Getty Images
Reserva de Tshukudu na África do Sul | Foto: Getty Images

A Austrália proibirá em breve o comércio interno de marfim de elefante e chifre de rinoceronte. Os delegados do país anunciaram a decisão na 18ª reunião da Conferência das Partes da CITES (CoP18) em Genebra.

Os elefantes asiáticos e a maioria das populações de elefantes africanos estão listados no Apêndice I da CITES, que proíbe todo o comércio global desses mamíferos e seus produtos. A proibição, no entanto, não se aplica ao comércio interno. Muitos países que fazem parte da CITES permitem que seus mercados domésticos de marfim operem desde que o marfim seja importado ou adquirido antes que as espécies fossem listadas na CITES.

No entanto, alguns grupos de conservação e especialistas alertaram que esses mercados domésticos legais acabam servindo como condutores para o marfim ilegal ser passado como antiguidade, perpetuando a demanda por marfim, o que leva a mais caça de elefantes.

“A Austrália já garantiu que todo o nosso comércio internacional está em estrita conformidade com os regulamentos da CITES”, disse Sussan Ley, ministro do Meio Ambiente da Austrália, em um comunicado. “O mercado doméstico da Austrália não representa uma grande ameaça ao comércio mundial de marfim, mas é importante assegurar que não haja nenhuma porta dos fundos para incentivar a atividade ilegal por aqueles que buscam contornar os princípios da CITES.”

Ley acrescentou que se reuniria com ministros em novembro para garantir que medidas sejam tomadas para proibir o comércio interno de marfim e chifre de rinoceronte em todas as jurisdições.

Em setembro de 2018, uma comissão parlamentar criada para investigar o comércio de marfim e chifre de rinoceronte na Austrália publicou um relatório observando que uma crítica frequente aos mercados domésticos da Austrália era o monitoramento e a regulamentação inadequada do comércio interno. O relatório destacou preocupações de que “se a Austrália não conseguir implementar uma proibição do comércio interno, os atores envolvidos no comércio ilegal poderão transferir suas operações para a Austrália para explorar sua estrutura de controle mais fraca”.

Nos últimos anos, países como os EUA, a China e o Reino Unido proibiram o comércio interno de marfim de elefante. Os mercados domésticos em muitas nações da UE e no Japão, no entanto, ainda permanecem abertos.

Na reunião em curso da CITES, uma coalizão de 30 países africanos onde vivem elefantes apresentou uma proposta solicitando que todos os mercados internos de marfim fossem fechados. A proposta foi rejeitada. Em vez disso, os países que ainda não fecharam seus mercados domésticos foram solicitados a relatar as medidas que planejam tomar em relação ao assunto na próxima conferência da CITES.

“Mercados de marfim legais e falta de ação contra grandes mercados ilegais em certos países continuam a oferecer oportunidades para sindicatos criminosos traficarem marfim,” disse Matt Collis, diretor de política internacional do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW) e chefe da organização das delegação na CITES, em um comunicado. “Pedimos aos países cujos mercados domésticos legais permaneçam abertos, particularmente o Japão e a UE, que os encerrem com urgência, e esperamos que eles estejam em posição de relatar essas medidas na próxima conferência da CITES.”

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Populações de pangolins em Myanmar declinam devido ao contrabando e a caça

Foto: MAK REMISSA
Foto: MAK REMISSA

Para Ko Thar Gyi, um morador da vila de Kyein Ta Li, no estado de Rakhine, em Myanmar, cruzar com um pangolim não algo é incomum. Recentemente ele quase atropelou o tamanduá escamoso com seu carro. O animal enrolou-se em uma bola assim que ele se aproximou, tornando mais fácil pega-lo e solta-lo na natureza, perto da praia de Gwa.

Nem todos os pangolins tem tanta sorte, no entanto. Essa espécie ameaçada habita as florestas longe da população humana, mas alguns aldeões viajam para caçá-los por seu valor de mercado (paralelo), conta Ko Thar Gyi.

“Alguns aldeões também comem pangolins. Suas escamas são preciosas e podem obter preços altos no mercado paralelo. Ouvi dizer que os pangolins podem ser ainda mais valiosos do que as partes de elefantes ou tigres”, disse ele.

Os pangolins são cobertos por escamas duras de queratina. A queratina é a proteína que constrói cabelos e unhas em outros mamíferos. As escamas de proteção desses animais são usadas como mecanismo de defesa e são vendidas ilegalmente em todo o sudeste da Ásia. O material é vendido para fazer cosméticos de luxo e medicamentos tradicionais, enquanto a carne é vendida principalmente como uma iguaria, de acordo com um relatório publicado pelo UNDOC (United Nations Office on Drugs and Crime) em julho passado.

Ameaçados por um contrabando popular, os pangolins estão entre as espécies mais comercializadas ilegalmente do mundo, e a demanda está aumentando nos últimos anos, de acordo com o relatório do UNODC.

Segundo uma pesquisa do WWF de 2016 sobre o comércio de pangolins em Mandalay, um quilo de escamas de pangolim chega a K100 mil e 1,63 quilos de carne, em média, K60 mil, disse Sabei Min, ativista e especialista em contrabando de vida selvagem. Mais perto da fronteira chinesa, em lugares como Mongla, no estado de Shan, os preços chegam a ser três vezes mais altos.

“Os preços são muito altos. Varia entre o mercado local e a região de Mongla – uma cidade de trânsito para mercadorias ilegais. Eles também são vendidos no mercado de Yangon. Também ouvimos que alguns restaurantes servem carne de pangolim”, disse a Dra. Sabei Min.

De acordo com o relatório do UNODC, a demanda da China e do Vietnã por pangolins está em alta. “As escamas de pangolim são amplamente usadas para medicamentos tradicionais chineses e esta é uma das espécies ameaçadas de extinção mais negociadas no mundo”, disse Christie William, diretora residente do Global Environment Fund – GEF.

De fato, as duas espécies de pangolins – Manis javanical e Manis pentadactyl – que são encontradas em Myanmar são caçadas e contrabandeadas para países vizinhos. Como resultado, a população de pangolim do país está diminuindo acentuadamente.

O preço da caça

Os pangolins estão atualmente listados como uma espécie criticamente ameaçada (CR) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). No entanto, não há dados confiáveis sobre sua população e habitats em Myanmar, segundo a Dra. Sabai Min. Sabe-se que os pangolins vivem ao longo da estrada de Mandalay-Muse assim com o nos estados de Tanintharyi Division, Rakhine e Kachin, ela disse.

“A vida selvagem é traficada ilegalmente em Myanmar, e isso inclui partes de pangolim e elefantes. Embora uma pesquisa populacional de pangolim tenha sido conduzida em Mongla recentemente, também é preciso haver uma pesquisa nacional para medir os números reais”, disse ela.

Apesar dos esforços concentrados para combater a caça, a demanda regional ainda está aumentando. Nas últimas décadas, mais de um milhão de pangolins foram mortos e vendidos por sua carne e peles, de acordo com o relatório do UNODC.

O governo de Myanmar tomou medidas ativas para combater o tráfico de animais selvagens, listando pangolins como uma espécie protegida de acordo com a Lei de Proteção de Biodiversidade e Áreas Protegidas de 2018. Se capturados, caçadores podem ser condenados a até 10 anos de prisão de acordo com a legislação vigente.

Além disso, como parte de uma iniciativa regional para abordar a questão, Myanmar contribuiu para o desenvolvimento de uma estratégia de conservação de pangolins no Sudeste Asiático, em cooperação com a Comissão de Sobrevivência de Espécies da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

De 2013 a 2017, cerca de 34 casos de tráfico foram registrados em Myanmar e quase 1,2 toneladas de escamas de pangolim e partes de animais selvagens foram apreendidas, de acordo com o relatório do UNODC.

Em março passado, o Ministério de Recursos Naturais e Conservação Ambiental destruiu 134,72 kg de partes de animais selvagens apreendidos no valor de K1.7 bilhões no Jardim Zoológico de Yangon.

Em fevereiro, cerca de 1.800 caixas contendo pangolins congelados, no valor de 30 toneladas, foram confiscadas na Malásia. A apreensão também incluiu 361 quilos de escamas de pangolim. Em junho, 11,9 toneladas de escamas de pangolim foram apreendidas em Cingapura.

“No passado, houve muitos casos de contrabando de pangolim, mas o número de prisões diminuiu recentemente. Quando o contrabando aumenta, a população de pangolins obviamente sofre”, disse um funcionário do Departamento de Meio Ambiente e Conservação da Vida Selvagem do Departamento de Florestas.

Myanmar é um dos maiores exportadores de animais selvagens do mundo, disse um oficial do Departamento Florestal de Myanmar. De acordo com o relatório do UNODC, o mercado ilegal de vida selvagem em Myanmar é consideravelmente mais baixo do que em outros países da sub-região do Mekong, no entanto, as exportações em geral estão aumentando.

“Isso significa que o impacto na vida selvagem de Myanmar é devastador. Para salvar nossa vida selvagem, precisamos trabalhar juntos através das fronteiras para proteger nossa fauna única, parar a caça e acabar com esse comércio insidioso”, disse Christy Williams.

“Myanmar tem as condições perfeitas para o comércio ilegal de vida selvagem: abundante vida selvagem, conflitos em regiões fronteiriças com pouco ou nenhum controle governamental e localização próxima ao infame ‘Triângulo Dourado’. É um lugar onde todos os tipos de comércio ilegal prosperam, já que é vizinho da China, onde a demanda por produtos ilegais da vida selvagem é maior”, acrescentou ela.

Williams enfatizou que os pangolins desempenham um papel importante no ecossistema; seus números decrescentes perturbarão o equilíbrio ecológico.

“Se uma [espécie] desaparecer, o ciclo todo será destruído. Por exemplo, se não houver rato, a população de cobras aumentará. Se não houver pangolim, haverá mais cupins, formigas vermelhas e insetos na selva. As espécies em um ecossistema estão todas interligadas entre si”, disse a Dra. Sabai Min.

Se os pangolins não forem protegidos do tráfico de animais, eles podem se extinguir em Myanmar e em outras partes do mundo, acrescentou Christie Williams.

“Elefantes e tigres são espécies em extinção, mas pangolins são animais criticamente ameaçados de extinção. A mesma atenção deve ser dada à proteção dos pangolins”, concluiu a Dra. Sabai Min.

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Cachorrinho abandonado junto com poltrona velha e televisão quebrada permanece à espera do tutor

Foto: Sharon Norton
Foto: Sharon Norton

Bem ali, entre uma poltrona velha e uma televisão quebrada, abandonadas em um descarte cladestino de lixo, havia um pequeno coração esperançoso tentando tanto não se romper.

Era um filhote que não sabia que também fora descartado.

Na manhã de segunda-feira, a agente de controle de animais, Sharon Norton, foi alertada para essa cena de tristeza absoluta ao longo de uma rua tranquila no condado de Lincoln, no Mississippi (EUA).

Foto: Sharon Norton
Foto: Sharon Norton

Ela dirigiu para o local imediatamente – encontrando o pequeno filhote agarrado à vida em cima de uma poltrona velha, perto de onde uma TV tinha sido despejada também.

O cão estava morrendo de fome, mas evidentemente se recusou a sair, provavelmente acreditando que a pessoa que o colocou lá certamente retornaria para buscá-lo.

“Parecia que ele estava ali há cerca de uma semana”, disse Norton ao The Dodo. “Ele estava pele e ossos.”

Foto: Sharon Norton
Foto: Sharon Norton

Norton se aproximou do pobre filhote e assegurou-lhe que ela estava lá para ajudar. Ela deu a ele sua primeira refeição em dias.

Apesar da longa vigília do filhote, mantendo a esperança de que seu tutor retornaria, a presença de alguém que realmente se importava imediatamente o deixou à vontade.

“Ele ficou muito feliz quando eu o peguei e o levei para o caminhão de controle de animais”, disse Norton. “Eu podia sentir sua cauda batendo nas minhas costas, abanando. Ele sabe que está seguro agora.”

Foto: Sharon Norton
Foto: Sharon Norton

Norton, desde então, vacinou e desparasitou o cão, e colocou-o na segurança do abrigo de animais Brookhaven Animal Rescue League, no Mississippi.

Depois disso, ele estará disponível para adoção.

Infelizmente, disse Norton, este caso de abandono não é o pior que ela já viu – mas, ao divulgar o caso e suas imagens, ela está otimista de que a justiça será cumprida.

Foto: Brookhaven Animal Rescue League
Foto: Brookhaven Animal Rescue League

“Espero que alguém que reconheça o filhote e a poltrona junte dois ou dois e me envie uma mensagem para me ajudar a encontrar a pessoa que fez isso”, disse ela.

O cãozinho abandonado foi apelidado de Lazy Boy Gatson e foi adotado por um casal Dave e Sommer que dirigiram de Plymouth para encontrá-lo e levá-lo para casa. A vida de solidão de Lazy Boy finalmente chegou ao fim e ele será muito amado em seu novo lar.

Foto: Brookhaven Animal Rescue League
Foto: Brookhaven Animal Rescue League

O cachorrinho abandonado da história esta seguro, protegido teve um final feliz e encontrou uma família amorosa, porém muitos outros animais são abandonados e aguardam por uma segunda chance, muitos deles vagam nas ruas sem sequer terem sido resgatados.

Foto: Brookhaven Animal Rescue League
Foto: Brookhaven Animal Rescue League

Ao adotar um animal adquire-se a responsabilidade sobre uma vida, um ser capaz de capaz e sofrer, assim como os seres humanos e que jamais pode ser descartado. Isso é um crime, senão perante os homens ao menos perante a consciência.

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