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Menino encontra lares para cães idosos: ‘ele faz o possível para que se sintam amados’

Foto: Arquivo Pessoal / Maria Henry Gay

Com apenas 9 anos de idade, Robbie tem muito a ensinar aos adultos. E é exatamente isso que ele faz ao conscientizar as pessoas sobre a importância de adotar cães idosos. Sem novos tutores, os cachorros passam o resto de suas vidas em uma baia de abrigo, condenados à solidão.

Morador da Flórida, nos Estados Unidos, o menino é voluntário da ONG Flagler County Humane Society, na Flórida (EUA). No local, ele ajuda a doar cães idosos e investe seu tempo para fazer carinho em cada um deles.

Não é atoa que Robbie se comporte assim. Adotado há dois anos pelo casal Maria e Charles, ele sofreu muito até encontrar sua família e não quer que os animais passem pelo mesmo sofrimento que ele.

Quando era um frágil bebê, o garoto foi espancado pelos seus pais biológicos. Levado ao hospital, Robbie foi internado. Os traumas, porém, foram transformados por ele em superação.

Foto: Arquivo Pessoal / Maria Henry Gay

“Ele sabe o que é não ser amado e cuidado. Ele é a criança mais esperançosa, otimista e genuinamente amorosa que conheço, embora não tenha absolutamente nenhuma razão para ser assim”, afirmou Maria.

Além do coração bondoso, Robbie também é dono de uma força única. Quando perdeu Buffy, sua cadela que morreu, ele sofreu bastante e a abraçou até seu último suspiro, mas se manteve firme para ajudar outros animais que precisam dele.

“As pessoas não querem cachorros mais velhos. Eles só querem filhotes pequeninos. Meu filho não pode adotar ou ajudar todos a serem adotados, mas faz o possível para que se sintam amados”, concluiu Maria.

Foto: Arquivo Pessoal / Maria Henry Gay
Foto: Arquivo Pessoal / Maria Henry Gay

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Alimentação à base de vegetais diminui declínio cognitivo nos idosos em 33%

Foto: Harvard Health Publishing
Foto: Harvard Health Publishing

A ingestão de uma dieta à base de vegetais, rica em frutas, vegetais e grãos integrais, e com menor ou nenhuma quantidade de produtos de origem animal reduz o risco de declínio cognitivo na velhice, sugere um novo estudo.

Liderado por Koh Woon Puay, professor da Faculdade de Saúde Pública Saw Swee Hock da Universidade Nacional de Cingapura (NUS) e da Faculdade de Medicina Duke-NUS, o estudo examinou dados disponíveis no Singapore Chinese Health Study, um estudo de coorte populacional de 63.257 chineses quem vive em Singapura.

Puay e seus colegas entrevistaram adultos de 45 a 74 anos sobre dieta e estilo de vida entre abril de 1993 e dezembro de 1998, com três visitas de acompanhamento até 2016. Para o estudo, Puay usou os dados para selecionar informações sobre 16.948 indivíduos (53 anos, em média) como linha de base.

Esses participantes apenas concluíram as avaliações da função cognitiva durante a consulta de acompanhamento, de 2014 a 2016, e destes, 14,4% apresentaram comprometimento cognitivo. Os pesquisadores descobriram que as pessoas que aderiram fortemente aos padrões alimentares baseados em vegetais durante a meia-idade tinham menos probabilidade de desenvolver comprometimento cognitivo mais tarde.

Foto: Harvard Health Publishing
Foto: Harvard Health Publishing

Especificamente, aqueles cujas dietas eram baseadas em vegetais tinham 18 a 33% menos chances de desenvolver comprometimento cognitivo do que aqueles que não seguem uma dieta rica em vegetais.

“Estudos anteriores mostraram resultados variados quando se trata de dieta e risco de comprometimento cognitivo, com poucos estudos realizados em populações asiáticas”, disse Puay à revista médica News Today.

“Nosso estudo sugere que a manutenção de um padrão alimentar saudável, e rico em vegetais em detrimento de produtos de origem animal, é importante para a prevenção do aparecimento assim como para o atraso do comprometimento cognitivo em idade avançada”, concluiu o professor.


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Casal morre no mesmo final de semana e deixa 80 animais no interior de SP

Os idosos resgataram da rua cerca de 60 cães e 20 gatos, que agora buscam novos lares


Carlos D’Aguiar, 79 anos, e Terezinha de Jesus D’Aguiar, 85, morreram neste último final de semana, deixando 80 cachorros e gatos. Familiares, amigos e vizinhos do casal, que morava em Salto de Pirapora (SP), agora tentam ajudar os animais.

Foto: Witter Veloso/TV TEM

O casal retirou da rua cerca de 60 cães e 20 gatos. Carlos morreu no sábado (16) e Terezinha no domingo (17). Eles passaram os últimos dias de vida na casa do vizinho José Aldo Fernandes Ramos.

“Me comovi com a situação e os hospedei em casa por três meses. O Seu Carlos tinha problemas de coração, já a Dona Terezinha ficou fragilizada pela idade. Eles acumulavam muitas coisas e abrigavam muitos animais. A casa acabou ficando inabitável”, contou ao G1 José Aldo.

No começo de novembro, uma equipe da prefeitura fez uma limpeza no imóvel. De acordo com o vizinho, foram retirados dois caminhões e quatro caçambas de entulho e lixo.

Pâmela Aguiar, sobrinha do casal, conta que os animais sempre foram bem tratados, mas que a situação saiu do controle após os idosos ficarem doentes. Os cães e gatos estão sendo alimentados graças a doações de ração.

Foto: Arquivo Pessoal/Pamela Aguiar

“Meus tios não foram abandonados, mas eles se isolaram em uma ‘bolha’. Não aceitavam visitas, quando fomos ver, com eles já doentes, a casa estava neste estado”, disse.

O médico veterinário da Prefeitura de Salto de Pirapora, João Rubens, explicou que a prefeitura irá alimentar e prestar atendimento veterinário aos animais, mas que não poderá abrigá-los no canil público por falta de espaço.

“Não temos espaço para abrigar tantos animais. Nos comprometemos em ajudar com eventuais problemas de saúde e doar ração, mas no momento, não temos como abrigar”, disse ao G1.

Casos de canibalismo entre os cães foram registrados. No entanto, segundo o veterinário, a motivação é a organização de bandos entre os animais, não falta de alimento. “Eles se organizam em grupos, e pode ser que um grupo ataque o outro por algum desentendimento, acontecendo de um comer o outro”, explicou.

Pâmela revelou que o casal estava junto há mais de 40 anos e que Terezinha morreu no domingo sem saber que o marido havia morrido um dia antes.

José Aldo se comoveu com a situação dos idosos. “Visitei a casa deles e vi que não tinha condições de deixá-los lá. Os cachorros subiam até em cima da mesa da cozinha e dividia comida com eles. Era impossível entrar na casa de tanta sujeira, então, os trouxe pra casa”, contou.

No sábado, o vizinho achou estranho Carlos não ter atendido suas ligações. Ao chegar em casa, encontrou o idoso morto. Terezinha foi levada ao hospital, mas também morreu.

“Nossa família arrumou uma casa para eles morarem, mas eles não aceitaram, preferiram ficar onde estavam. O sonho deles era de dar um destino bom aos animais, pois eles tinham um grande coração”, concluiu a sobrinha.


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Homem funda abrigo para cachorros idosos abandonados pelos tutores

Na Sheps Place, nos Estados Unidos, os cães podem viver sua velhice com conforto, recebendo amor e os cuidados necessários


Comovido com o sofrimento de cães idosos abandonados pelos tutores, o norte-americano Russell Clothier fundou a Sheps Place, uma espécie de “casa de repouso” para cachorros.

Reprodução/ Portal The Greenest Post

O nome do local é uma homenagem a Shep, um beagle com cerca de 10 anos que foi encontrado por Russel após ser abandonado na rua. A partir daquele encontro entre os dois, o norte-americano passou a enxergar a realidade do abandono de cães idosos e decidiu agir. As informações são do The Greenest Post.

A princípio, Russel passou a ser voluntário em um abrigo para animais. No entanto, ao notar que muitos cães idosos passavam o resto de suas vidas presos em gaiolas nos abrigos, já que não encontravam pessoas dispostos a adotá-los, ele decidiu fundar a casa de repouso.

Para executar seu objetivo, Russel alugou uma casa, a reformou e passou a receber os cães. Com espaço para abrigar 20 cachorros, a Sheps Place está localizada no estado de Missouri, nos Estados Unidos.

Os cães são enviados ao local por abrigos parceiros de Russel. As parcerias foram firmadas para evitar que pessoas abandonem cães em frente à casa de repouso e também para ajudar a diminuir a superlotação dos abrigos.


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Rede de supermercados Sainsbury’s para de vender fogos de artifícios

Uma petição pedia a proibição da venda de fogos de artifício para proteger animais domésticos e pessoas vulneráveis, como idosos e crianças | Foto: Getty Images
Uma petição pedia a proibição da venda de fogos de artifício para proteger animais domésticos e pessoas vulneráveis, como idosos e crianças | Foto: Getty Images

A empresa disse que tomou a decisão após uma revisão anual regular de todos os seus produtos.

No ano passado, uma petição para proibir a venda pública de fogos de artifício para proteger animais, crianças e pessoas com fobia ao equipamento conseguiu mais de 300 mil assinaturas.

Os tutores de animais receberam com satisfação a decisão da Sainsbury`s postando muitos tweets com votos de que outros supermercados sigam o exemplo da cadeia de lojas.

Uma porta-voz da Sainsbury’s se recusou a detalhar por que o supermercado não venderá mais fogos de artifício, afirmando que era um assunto “comercialmente sensível”.

Tesco e Asda, outras grandes redes de supermercados, disseram que continuariam a vender fogos de artifício.

Catherine Shuttleworth, diretora executiva e fundadora da Savvy Marketing, também disse que vender fogos de artifício é “uma maneira muito cara de fazer varejo em supermercados”.

Ela disse: “Quando você compra seus fogos de artifício, obviamente eles não estão em uma prateleira em qualquer lugar da loja. Eles tendem a estar em um armário de vidro trancado e um membro da equipe precisa ir e destrancar o armário todas as vezes você quer comprar fogos de artifício”.

Ela também disse que a idade do cliente deve ser verificada, porque é ilegal vender fogos de artifício para menores de 18 anos. Além disso, o supermercado não pode devolver nenhum produto não vendido ao distribuidor, e eles são “muito perigosos para ficar armazenados nas lojas, que são lugares cheios de pessoas”.

Uma petição realizada ano passado pedindo a proibição obteve 307.897 assinaturas e dizia em seu texto que os fogos de artifício “ferem milhares de pessoas todos os anos e causam danos a edifícios, carros e veículos de emergência (ambulâncias, carros de bombeiros)”.

Em resposta, o governo disse que “leva muito a sério a questão da segurança dos fogos de artifício. Existe legislação para controlar sua venda e uso indevido. Não temos planos de alterar a legislação”.

Um profissional de saúde disse no Twitter: “Só vim aqui para celebrar e agradecer a Sainsbury’s pela decisão de não vender fogos de artifício este ano. Não são apenas os animais que sofrem, mas quem está doente ou tem uma condição específica como autismo”.

A parlamentar do Partido Nacional Escocês, Alison Thewliss, twittou: “Realmente satisfeita por ver a Sainsbury’s tomar a decisão responsável de parar de vender fogos de artifício. Espero que outros varejistas sigam o exemplo”.

Uma consulta recente ao público na Escócia sobre a venda de fogos de artifício descobriu que havia apoio a controles mais rígidos sobre a venda e o uso dos produtos.

Das 16 mil pessoas que responderam, 94% desejavam controles mais rígidos sobre a venda de fogos de artifício e 87% apoiavam uma proibição total da venda de fogos de artifício.

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Dia Mundial do Idoso: animais com idade avançada precisam de cuidados especiais

Foto: labsafeharbor from Pixabay
Foto: labsafeharbor from Pixabay

Cães idosos têm necessidade de cuidados diferentes dos de um cão mais jovem. Esse fato não causa surpresa, uma vez que as atitudes, o comportamento e a disposição do animal mudam após um certo tempo. Mas como saber quando seu companheiro canino é considerado idoso?

Veterinários afirmam que depende de cada cão individualmente. Em geral, os cães maiores envelhecem mais rápido que os menores. Um cão da raça dog alemão dinamarquês é considerado sénior quando atinge 5 ou 6 anos, enquanto um cachorro da raça chihuahua provavelmente chegará a meia idade e provavelmente não será considerado sênior até seus 10 ou 11 anos.

Cães de raças grandes se encaixam em algum lugar no meio disso. Um cão da raça golden retriever pode ser considerado sênior entre seus 8 e 10 anos de idade. Genética, nutrição, meio ambiente; todos estes fatores desempenham um papel fundamental na rapidez com que um cão envelhece.

Segundo a médica veterinária dra. Lorie Huston, existem alguns sinais que podem ser esperados à medida que um cão envelhece. O animal pode desenvolver artrite ou outras doenças degenerativas que causam lentidão no movimento. Ele pode não ser capaz de andar por distâncias muito longas ou brincar por tanto tempo quanto antes e pode se cansar mais facilmente. O peludo pode também ter dificuldade em se levantar ou encontrar uma posição confortável para dormir. Ele pode ficar relutante em subir e descer escadas ou ter dificuldade em entrar e sair do carro.

Sem os devidos cuidados, as doenças dentárias podem representar um problema, principalmente para animais mais velhos. Veterinários encontram evidências de doenças dentárias em muitos animais domésticos aos 2 ou 3 anos de idade, segundo o PetMD. Se nada for feito para cuidar da boca e dos dentes do cão, quando estiver idoso, ele poderá até ter perder alguns dentes. A doença dentária pode ser dolorosa, fazendo com que o cachorro evite ou tenha dificuldade em comer suas refeições. Isso pode resultar em perda de peso e um pelo desgrenhado.

“Os problemas dentários certamente não são o único fator que pode levar à perda de peso. Cães idosos frequentemente sofrem de doença renal, hepática, cardíaca e outras condições que podem resultar em perda de peso”, afirma a dra. Lorie Huston.

Por outro lado, alguns cães idosos podem ter o problema oposto. Com a idades eles se tornam menos ativos, basicamente passando a ficar o tempo em suas camas ou no sofá da casa e, como resultado disso, ganham peso. A obesidade é um problema sério de saúde canina em todas as idades e com os cães idosos não é diferente.

O que você pode fazer para ajudar seu cão idoso? Aqui estão algumas dicas segundo site PetMD:

Agende visitas regulares ao veterinário

Seu cão precisa ser examinado pelo menos uma vez por ano, isso se estiver saudável, pois muitas doenças ficam ocultas e não são aparentes. É importante lembrar de que é muito mais barato prevenir doenças do que tratá-las.

Peça uma avaliação da condição corporal do animal durante cada visita ao veterinário

A condição corporal é crucial para determinar se o seu cão idoso está acima do peso, abaixo do peso ou com um peso corporal ideal. Na verdade, você também deve pedir ao seu veterinário para lhe mostrar como avaliar a condição corporal do seu cão em casa.

Alimente seu cão idoso com uma ração de alta qualidade

Aprenda também a ler o rótulo da comida (ou ração) para cães e escolha uma dieta apropriada para a idade e o estilo de vida do seu cão.

Use a alimentação para manter seu cão mais velho com o peso ideal

Cães com excesso de peso têm maior incidência de doenças como diabetes, doenças cardíacas, doenças de pele e até câncer. Seu veterinário pode ajudá-lo a escolher uma dieta apropriada para o seu cão, especialmente porque cães com excesso de peso devem ser alimentados com cuidado para garantir que todas as necessidades nutricionais sejam atendidas e, ao mesmo tempo, permitir a perda de peso. Por exemplo, dietas especializadas com menos calorias e com alto teor de L-carnitina estão disponíveis para cães obesos ou com sobrepeso. Uma dieta com uma mistura de carboidratos ou carboidratos mistos, cuidadosamente escolhida também pode ajudar a manter seu cão com excesso de peso satisfeito.

Considere fortalecer a dieta do seu cão idoso com ácidos graxos, como DHA e EPA

Eles demonstraram ser úteis para cães com problemas de mobilidade devido a artrite ou outras doenças articulares. Suplementos como glucosamina e condroitina também são benéficos para cães idosos.

Considere uma dieta especial se o seu cão mais velho tiver uma doença cardíaca ou renal

Por exemplo, dietas com baixo teor de sódio às vezes são recomendadas para cães com doenças cardíacas, enquanto dietas que ajudam a controlar o fósforo, cálcio e outros níveis de eletrólitos são dadas a cães com doença renal. Seu veterinário pode ajudá-lo a escolher a melhor comida para o seu cão, com base na situação individual do animal.

Cuide da saúde dental do seu cachorro

Escovar os dentes do seu cão pode parecer uma ideia boba, mas pode ajudar a manter a boca do peludo saudável. Se você não pode escovar, existem petiscos e brinquedos que ajudam a manter os dentes limpos.

Exercite seu cão idoso

Pode ajudar a manter seu cão mais velho no peso ideal e suas articulações e músculos saudáveis. No entanto, adapte as necessidades do exercício do seu cão às suas necessidades individuais. Para um cão de raças grandes, caminhar pelo quarteirão provavelmente significa que o passeio está apenas começando, mas para um pequeno chihuahua, uma caminhada rápida pelo quarteirão pode ser uma longa caminhada. Se o seu idoso não estiver acostumado a se exercitar, comece devagar e aumente gradualmente a intensidade – e somente depois de consultar um veterinário. Além disso, tenha cuidado com cães de nariz curto (braquicefálicos), como cães das raças pug e bulldog em dias quentes.

Dê muitos brinquedos ao seu cão idoso para mantê-lo ocupado

Os quebra-cabeças de comida (bolas com grãos de ração ou petiscos dentro que conforme movimentadas vão liberando o alimento), por exemplo, não são apenas úteis para entretenimento, mas também para fins de perda de peso.

Forneça ao seu cão mais velho acomodações especiais também

Por exemplo, cães com artrite podem se beneficiar de roupas de cama macias e existem camas especiais para cães idosos ou mantas e cobertores para dormir “mais macio”. As rampas podem ser usadas para facilitar a movimentação nas escadas, se elas não puderem ser evitadas. Colocando carpetes ou tapetes sobre pisos de superfície dura pode ajudar seu cão artrítico a se equilibrar e facilitar sua locomoção.

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Após viver presa, cadela que seria sacrificada é adotada por lar para idosos

A cadela viveu presa por longos 6 anos e quando estava prestes a ser sacrificada, ganhou uma nova chance.


Journey, de 6 anos, passou a vida inteira presa em uma fazenda em Virginia, nos Estados Unidos. Após a morte de seu tutor, ela foi levada para um abrigo de cães. No entanto, por estar superlotado, a instituição decidiu sacrificar a cadela como forma de controle populacional. A história dela, porém, sofreu uma reviravolta e ganhou um final feliz: Journey foi resgatada e adotada.

Foto: Knine Rescue Inc. Facebook

Amy Creel, da equipe de resgate de animais Knine, decidiu intervir e salvou a vida da cadela, tirando-a do abrigo um dia antes da data marcada para a execução do procedimento de morte induzida.

A equipe de Amy, com a ajuda de voluntários da comunidade de Ashton, transferiu a cadela da Virgínia para Maryland, estado vizinho. Eles também ofereceram água, alimento e abrigo para ela. As informações são do portal Good News Network.

Para tentar encontrar um novo lar para Journey, os voluntários decidiram levá-la a uma feira de adoção de cães que estava sendo realizada no Centro de Vida Sênior de Sunrise (CVSS). Eles não esperam, porém, que ela acabaria sendo adotada pelos próprios idosos do local, que se encantaram por ela.

Journey se tornou, então, a alegria do lar para idosos. Hoje, ela passa o dia se divertindo, passeando pelo local e recebendo o carinho das pessoas que vivem no Centro de Vida Sênior.

“Esta cachorrinha nunca teve alguém para cuidar dela. Agora, tem uma comunidade inteira de pessoas que a adoram. Isso é incrível!”, disse Amy Creel. “Estamos muito felizes por ela”, completou.


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Cães idosos são abandonados juntos em banheiro público

Foto: Carol Lair
Foto: Carol Lair

A gerente do supermercado de animais americano Petco percebeu que havia algo estranho em um casal que andava sem rumo pela loja em Allen Park, Michigan (EUA), no último sábado à noite.

O casal tinha dois cachorros grandes com eles, nenhum dos quais estava usando coleira. As guias dos cães tinham sido amarradas em um nó improvisado, juntas – o que significava um alerta vermelho para o gerente.

“Rachel [a gerente] se aproximou deles e questionou sobre o fatos dos cães não estarem usando coleiras”, escreveu Julie Sly em um post no Facebook. “O casal disse que as esqueceu em casa, e que eles só precisavam pegar algumas coisas e seguiram para a parte de trás da loja onde fica a comida de cachorro.”

Foto: Carol Lair
Foto: Carol Lair

O casal evasivo já estava longe quando os funcionários que estavam fechando a loja começaram a ouvir gritos chorosos vindos do banheiro. Eles abriram a porta e lá estavam os dois cachorros velhos, assustados e sozinhos.

A gerente ligou para a um resgate de animais local, mas eles estavam muito cheios para levar os cães, então ela postou um pedido de ajuda no Facebook. Carol Lair, membro do conselho do P.O.E.T Animal Rescue, viu o post e sabia que tinha que ajudar.

“Isso não me surpreende por se tratar de cães idosos”, disse Lair ao The Dodo. “As pessoas se cansam deles e querem se livrar deles.”

Foto: Carol Lair
Foto: Carol Lair

Quando Lair chegou ao Petco no domingo de manhã, percebeu claramente que o par de cães tinha sido claramente traumatizado por sua provação. “Eles estavam muito, muito assustados”, disse Lair. “Eles estavam tremendo e queriam ficar juntos o tempo todo.”

Lair os ajudou a entrar na parte de trás do carro, mas o mais velho dos dois cães ficou curioso e imediatamente pulou no colo de Lair. “Ela aprendeu a mover a janela para cima e para baixo, e então ela começou a mover também o assento para frente e para trás”, disse Lair. “Foi engraçado e terno ao mesmo tempo”.

Os dois cães, que os voluntários chamaram de Marigold e Daffodil, agora estão relaxando em segurança em um lar temporário.

Foto: Carol Lair
Foto: Carol Lair

Embora os dois cães pareçam bem alimentados, isso não significa que suas vidas tenham sido fáceis. “Parece que eles foram explorados para reprodução muitas, muitas vezes”, disse Lair. “Parece que eles foram muito usados por criadores inescrupulosos”.

Mas os dois cães parecem determinados a mostrar aos seus salvadores que ainda têm muito a oferecer. Eles adoram brincar de buscar o brinquedo e de cabo-de-guerra com sua família adotiva e de receber carinhos e afagos. No entanto, conhecer novas pessoas pode representar um desafio para o par.

“Eles gostam de estar com as pessoas, mas demoram um pouco para relaxar”, disse Lair. “Quando eles conhecem alguém diferente e ficam perto dessas pessoas, suas patas traseiras e quadris tremem muito. Isso parte meu coração”.

“Eles passaram por muita coisa”, acrescentou Lair. “Nós nem sabemos a bagagem que eles estão trazendo com eles.”

Uma vez que os cães estejam prontos para adoção ao final desta semana, eles serão esterilizados e vacinados, e começarão a procurar por um lar amoroso.

“Agora estamos apenas alimentando-os e mantendo-os aquecidos e seguros”, disse Lair.

Marigold e Daffodil são ambos dóceis e adoram interagir com gatos e crianças. Mas, considerando tudo o que passaram, Lair acredita que eles se sairiam melhor em uma casa onde receberão toda a atenção que merecem.

“Eu escolherei alguém que possa estar em casa com eles e onde eles não serão deixados sozinhos, porque eles precisam de confiança e apoio”, disse Lair. “Mas eu sinceramente acho que eles se sairiam bem em qualquer casa.”

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Fogos e barulhos em geral podem causar desmaios e levar animais à morte

O estampido dos fogos de artifício e ruídos provocados de outras maneiras, como música em volume alto, podem levar animais à morte, especialmente os recém-nascidos e os idosos.

Cães, gatos, coelhos, hamsters, aves e animais de outras espécies correm sério risco. O estresse causado pelos barulhos os deixam nervosos, podendo levar a desmaios e à morte. Amarrá-los, durante a execução desses ruídos, é ainda pior, já que eles podem ficar ainda mais nervosos por estarem presos, além do risco de enforcamento.

Foto: Pixabay

Além desses riscos, alguns barulhos – até mesmo os mais sutis, como batidas de portas e janelas – podem agravar doenças pré-existentes. As informações são do portal IG.

De acordo com a médica veterinária e fundadora do grupo Vet Popular, Caroline Mouco Moretti, os sustos causados pelos barulhos podem ter efeitos graves sobre os animais

“Muito embora a evolução da espécie e a domesticação venham contribuindo com a adaptação, ainda é muito frequente casos de sincopes (desmaios), ou em casos mais raros a morte súbita de animais quando se assustam”, conta.

“Animais mais idosos, que podem ter doenças cardíacas, respiratórias ou neurológicas estão dentre os mais propensos às consequências graves de barulhos altos”, diz. “Em meio a uma situação de susto, agitação ou medo, o animal pode facilmente entrar uma crise, e se não for rapidamente socorrido, poderá ter seu óbito”, explica Caroline.

Apesar de correrem menos riscos que os animais idosos, os filhotes também podem sofrer as consequências dos ruídos altos. “Animais que não estão acostumados nem adaptados a esses episódios de barulho intenso podem sofrer com a situação. Essa mistura de animal não condicionado com tutores inexperientes pode agravar a situação”, diz a veterinária.

Para proteger o animal é importante mantê-lo fora de áreas de risco. “Lugares altos, onde o animal pode tentar fugir e facilmente se joga (sem calcular risco) ou então tutores que deixam o acesso à rua desprotegido, e na tentativa de fuga o animal pode ser atropelado. Outro caso comum é quando o tutor prende o animal de maneira inapropriada, acreditando ser a melhor opção, e na tentativa de escapar, eles pulam e contorcem a coleira tendo o risco grande de serem enforcados”, alerta Caroline.

A veterinária reforçou ainda que não são apenas cães e gatos que correm riscos, mas também animais como hamster, coelhos e chinchilas. Segundo Caroline, essas espécies podem morrer facilmente, inclusive se foram manuseadas de maneira errada pelo tutor. “Mexer no animal sem condicionamento adequado causa um tipo de estresse crônico, que pode ser fatal para esses animais extremamente sensíveis”, finaliza.


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Fotógrafa faz ensaio com animais idosos sobreviventes de fazendas de criação

Pete, 34 anos | Foto: Isa Leshko
Pete, 34 anos | Foto: Isa Leshko

Quando a fotógrafa Isa Leshko conheceu Petey, um cavalo malhado de 34 anos de idade, havia algo no animal da raça appaloosa, que sofria de uma espécie de artrite que a cativou.

Seus olhos estavam cobertos de catarata, seu pelo era duro e grosseiro, e ele se movia com dificuldade e rigidez enquanto a seguia pelo pasto. Hipnotizada pelo gentil animal, Leshko correu para dentro para pegar sua câmera.

“Eu não tinha certeza do por que eu estava tão atraída por ele, mas continuei tirando fotos. Fazia muito tempo desde que eu senti pela última vez esse tipo de emoção ao segurar uma câmera”, diz Leshko.

Leshko e sua irmã estavam cuidando de seu pai, que havia combatido com sucesso o câncer bucal de estágio 4, e sua mãe, que estava lidando com a doença de Alzheimer em estágio avançado.

“Quando analisei os negativos de minha tarde com Petey, percebi que tinha encontrado uma maneira de encarar minha dor e medo decorrentes da doença de mamãe, e sabia que tinha que encontrar outros animais idosos para fotografar”, diz Leshko. “Eu não estava pensando em embarcar em um projeto de longo prazo. Eu estava buscando catarse”.

Mais de uma década depois, aquele encontro com Petey resultou no lançamento do livro de Leshko, “Allowed to Grow Old: Portraits of Elderly Animals from Farm Sanctuaries” Permitidos a Envelhecer: Retratos de Animais Idosos de Santuários-Fazendas” (University of Chicago Press, 2019). O trabalho apresenta imagens de cavalos, vacas, galinhas, cabras, porcos e outros animais de fazenda que foram resgatados e estão vivendo seus últimos dias em segurança.

“A experiência teve um efeito profundo em mim e me obrigou a enfrentar minha própria mortalidade”, diz Leshko. “Estou com medo de envelhecer e comecei a fotografar animais idosos para ter uma visão inflexível desse medo. Como conheci animais de fazenda resgatados e ouvi suas histórias, minha motivação para criar esse trabalho mudou. Tornei-me uma defensora apaixonada desses esses animais e queria usar minhas imagens para falar em nome deles. ”

Foto: Isa Leshko
Pete, 34 anos | Foto: Isa Leshko

Os sortudos

Os animais fotografados por Leskko viviam em santuários de animais em todo o país. Alguns foram abandonados durante tempestades ou outros desastres naturais. Outros foram resgatados de fazenda de criação em escala idustrial ou de operações de criação de quintal. Alguns foram encontrados vagando pelas ruas depois que eles escaparam no caminho para o matadouro. Alguns raros eram animais domésticos cujas pessoas não podiam mais cuidar deles.

“Quase todos os animais de fazenda que conheci para este projeto sofreram abusos e negligências horríveis antes de seu resgate. No entanto, é um eufemismo enorme dizer que eles são os sortudos”, diz Leshko. E como Melissa observou em Treehugger, “A questão é que não temos a oportunidade de conhecer muitos animais velhos, eles morrem antes”.

“Cerca de 50 bilhões de animais terrestres são criados em fazendas industriais mundialmente a cada ano. É um milagre estar na presença de um animal de fazenda que conseguiu atingir a velhice. A maioria de seus parentes morrem antes de completarem 6 meses. Retratando a beleza e a dignidade de animais de fazenda idosos, eu convido a todos para refletir sobre o que é perdido quando esses animais não podem envelhecer”.

Foto: Isa Leshko
Foto: Isa Leshko

Memórias dolorosas

As imagens costumavam ser emocionalmente difíceis para a fotógrafa.

“Eu chorei ao fotografar os animais, particularmente depois que aprendi sobre os terríveis traumas que eles sofreram antes de serem resgatados“, diz ela. “Às vezes um animal me lembrava da minha mãe, que também sentiu muita dor.”

Na introdução do livro, Leshko descreve encontrar um peru cego que ela diz se assemelha a sua mãe depois que ela se tornou catatônica:

“Um dos animais que conheci para este projeto foi um peru cego chamado Gandalf, que vivia no santuário Safe Haven em Sultan, Washington. Por ele ser cego, seus olhos muitas vezes tinham uma cor branca impressionante. Estava um dia muito abafado quando eu o conheci pela primeira vez, e Gandalf – como a maioria dos perus – se refrescava respirando com o bico aberto “, escreve ela.

“Seu olhar vazio somado a sua boca escancarada me transportou para o leito da minha mãe durante seus últimos meses, quando ela estava catatônica. Eu fugi do recinto de Gandalf em lágrimas depois de passar alguns momentos com ele. Foram necessárias mais algumas visitas antes que eu finalmente conseguisse ver Gandalf e não minha mãe quando eu olhava para ele através do meu visor. Fiquei impressionada com a natureza gentil e digna do pássaro, e me concentrei nesses atributos enquanto o fotografava”.

Foto: Isa Leshko
Foto: Isa Leshko

Impacto emocional

Os retratos amáveis e ao mesmo tempo imponentes de Leshko costumam ter bastante impacto sobre as pessoas que os vêem.

“Muitas pessoas choram. Recebi centenas de e-mails profundamente pessoais de pessoas de todo o mundo, compartilhando comigo a tristeza por um pai que está morrendo ou um animal de estimação amado e doente”, diz ela.

“Nas inaugurações de exposições, recebo rotineiramente abraços de pessoas totalmente estranhas que compartilham suas histórias de perda. Estou profundamente comovida pelo fato de meu trabalho ter afetado as pessoas em um nível tão emocional. Sou grata pela manifestação de amor e apoio que recebi. para este trabalho, mas às vezes esses encontros têm sido dolorosos também, particularmente quando eles aconteceram enquanto eu estava de luto pela morte de meus pais”.

“Passar tempo com animais de fazenda que desafiaram todas as probabilidades de atingir a velhice me lembrou que o envelhecimento é um luxo, não uma maldição”, diz Leshko. “Eu nunca vou deixar de ter medo do que o futuro tem reservado para mim.

“Mas eu quero enfrentar o meu declínio final com o mesmo estoicismo e graça que os animais nestas fotografias mostraram.”

Foto: Isa Leshko
Foto: Isa Leshko

Inflexível nos detalhes

Ao fotografar os animais idosos, Leshko diz que queria que eles fossem “inflexíveis em detalhes”, mas não frios ou cruéis. Ela fotografou a maioria dos animais enquanto estava no chão ao seu nível em um celeiro ou pasto para fazê-los sentirem-se mais confortáveis.

Os animais têm diferentes razões para esconder sinais de envelhecimento.

“Alguns animais disfarçam sinais de doença ou se camuflam para evitar ser uma presa fácil. Muitas espécies alteram sua aparência física para atrair parceiros. Mas isso não significa que os animais são autoconscientes de sua aparência da mesma maneira que os humanos”. ela diz. “No entanto, ao editar minhas imagens para este projeto, eu cuidadosamente considerei se as imagens que eu selecionei eram respeitosas com os animais que eu havia fotografado.”

Embora ela tenha clareado um pouco os olhos dos animais para aumentar os detalhes, ela pouco fez para mudar o que fotografou.

“Muitos dos animais que eu conheci perderam muitos dentes e babaram muito. Eu sofri para decidir incluir a baba nas minhas imagens ou para editá-las no Photoshop ou escolher uma imagem totalmente diferente. Eu decidi incluí-las em minhas imagens porque eu não queria impor normas antropocêntricas a esses animais. Eu queria respeitar o fato de que meus sujeitos são animais não humanos e não são seres humanos em pelos e penas”.

Foto: Isa Leshko
Foto: Isa Leshko

Testamentos à sobrevivência e resistência

A maioria dos animais que aparecem no livro de Leshko morreu dentro de seis meses a um ano depois que ela os fotografou. Em alguns casos, um animal morreu no dia seguinte ao seu encontro.

“Essas mortes não são surpreendentes, dada a natureza deste projeto, mas elas têm sido dolorosas, no entanto”, diz ela.

Desde que ela começou o projeto, ambos os pais faleceram, ela perdeu dois gatos domésticos para o câncer e um amigo próximo morreu depois de uma queda.

“O luto inicialmente inspirou este trabalho, e tem sido meu companheiro constante, já que trabalhei neste livro”, diz Leshko, que, em vez de ficar desanimada com sua experiência, encontrou um motivo para ser elevado. “Eu prefiro pensar neles como testamentos de sobrevivência e resistência”.

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Número de veganos e vegetarianos em casas de repouso quase triplica no Reino Unido

Por David Arioch

Roy (à direita) não vive em uma casa de repouso, mas se tornou popular em Staffordshire por realizar campanhas por mais refeições veganas em instituições que cuidam de idosos (Fotos: Apetito/Lancashire Post)

De acordo com a organização Vegetarian for Life (VFL), que oferece assistência a veganos e vegetarianos idosos no Reino Unido, o número de veganos e vegetarianos quase triplicou em casas de repouso nos últimos cinco anos – ultrapassando os sete mil.

Segundo Amanda Woodvine, da VFL, é ótimo que mais pessoas estejam escolhendo um estilo de vida vegano, mas isso mostra também que há muito trabalho a ser feito para garantir que haja opções adequadas de refeições e lanches para veganos em casas de repouso do Reino Unido.

“Pode ser assustador para a equipe de catering em casas de repouso planejar refeições se apenas um morador for vegano. Mas a VFL tem uma grande quantidade de recursos disponíveis para facilitar o máximo possível”, diz Amanda.

E acrescenta: “Há receitas em nosso site para refeições cotidianas e também para ocasiões especiais, como aniversários e churrascos. Também oferecemos oficinas de culinária com nossa equipe de chefs itinerantes.” O trabalho é voltado prioritariamente ao público idoso.

VFL parabeniza vegano de 98 anos

No ano passado, a Vegetarian for Life parabenizou o vegano Roy Burdin pelo seu aniversário de 98 anos. Ele se tornou vegano há mais de 30 anos e atribui a sua longevidade a uma alimentação simples e baseada em vegetais – principalmente um bom homus. Roy nunca comeu carne, mas só abdicou completamente do consumo de qualquer alimento ou produto de origem animal quando chegou aos 60 anos e aderiu ao veganismo.

A realidade da agricultura animal e industrial é a razão por trás do corte de todos os produtos de origem animal. “Eu estava bem nos meus 60 anos quando me tornei vegano. [Tornar-se vegano] era considerado um passo bastante avançado e muitas pessoas que eram [ovolacto]vegetarianas não conseguiam ver o sentido de abandonar os laticínios e assim por diante”, explica.

Roy não vive em uma casa de repouso, mas se tornou popular em Staffordshire por realizar campanhas para que as instituições que cuidam de idosos ofereçam refeições veganas.

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Fotógrafa tira fotos de cães idosos abandonados para incentivar adoção

A fotógrafa Gabriela Delcin Pires criou um projeto chamado “Olhar Curupira”, por meio do qual fotografa animais idosos abandonados para incentivar a adoção. A ideia de fazer as fotos veio após a cadela Tutu, que viveu quase 19 anos com Gabriela, morrer.

Foto: Gabriela Delcin Pires

“O Projeto Olhar Curupira foi criado depois que minha cachorra Tutu, que ficou comigo por quase 19 anos, se foi, e durante os últimos anos da vida ela ficou senil, a idade fez com que ela não enxergasse mais, não ouvisse mais, no último ano tínhamos que escalar aqui em casa quem “dormiria” com ela, pois ela latia assustada durante a noite, tínhamos que tapar qualquer lugar que ela pudesse se enfiar, dar alimento na boca… às vezes ela não nos reconhecia, mas não tinha problema, nós sabíamos quem ela era e ela já tinha dado amor demais para gente”, contou a fotógrafa. “Até que um dia ela não conseguia mais levantar, comia apenas quando dávamos comida na boca dela, e começou a sentir dor, foi então que decidimos que deveríamos deixar ela ir, e foi quando levamos ela para a clínica”, completou.

Gabriela lembra com carinho do tempo que viveu ao lado da cadela. “Talvez eu não me lembre de como era a vida antes dela, daquele amor puro e sincero, e quando senti o último batimento de seu coração eu sabia que ela continuaria comigo para sempre, ela faz parte de quem eu sou”, disse ao portal Razões Para Acreditar.

Foi então que a fotógrafa começou a escrever sobre tudo o que ela julgava que a cadela havia tentado lhe ensinar, “sobre como o amor deveria ser algo leve, simples e puro, sobre como levar uma vida de cachorro”.

Foto: Gabriela Delcin Pires

Gabriela percebeu que “existem muitas Tutus, que foram abandonadas em abrigos, confusas por não entenderem o que fizeram para estar lá. Mesmo dando amor uma vida inteira, foram abandonadas pela família”.

“Resolvi então registrar esses animais para conscientizar as pessoas que eles existem, que animais envelhecem, mas que eles vão dar muito, muito, muito amor, mas chega uma hora que temos que retribuir, e que tem muitos que estão sob cuidado de lugares lindos e por protetores maravilhosos, mas que talvez nunca mais encontrem um lar, e passem o resto da vida deles lá, mas que precisam de cuidados e amor, e de certa forma sinto que o coração da Tutu continua batendo dentro do coração deles”, concluiu.

Gabriela lembra que os animais que vivem nos abrigos precisam de amor e que o intuito dela com o projeto é fazer as pessoas entenderem que se elas não puderem adotar, podem “entrar em contato com os abrigos para apadrinhar ou até mesmo visitar esses animais”.

Gabriela tem um site onde divulga seu trabalho como fotógrafa e criou um perfil no Instagram para publicar as fotografias do “Olhar Curupira”.

Confira mais fotos:

Foto: Gabriela Delcin Pires
Foto: Gabriela Delcin Pires
Foto: Gabriela Delcin Pires
Foto: Gabriela Delcin Pires
Foto: Gabriela Delcin Pires
Foto: Gabriela Delcin Pires
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