Notícias

PETA denuncia corrida de trenó com cães na neve

Michael Dinneen/AP/REX/Shutterstock
Foto: Michael Dinneen/AP/REX/Shutterstock

A PETA tomou a decisão de denunciar a Iditarod, corrida anual de trenós com cães na neve, que ocorre no Alasca, após a morte de um cão que participou da competição.

Tracy Reiman diz que a corrida foi responsável pela morte de Oshi, uma cadela de 5 anos que participava como membro da equipe de Richie Beattie.

“Oshi era como o cachorro comum que fizesse de qualquer família, mas a Iditarod forçou-a a correr até que ela morresse sufocada em seu próprio vômito, assim como muitos cães antes dela”, diz Reiman em um comunicado. “Dos que sobrevivem, 81% ficam com danos nos pulmões e 61% com úlceras gástricas.

“A PETA está exigindo uma avaliação veterinária completa de cada cão que foi usado na edição da corrida de 2019, incluindo os 232 que foram retirados da corrida, para que o público possa ver “de que forma” os competidores perseguem o prêmio, sob o pretexto de amar estes cães, mostram uma completa falta de preocupação com eles, ao pressioná-los acima de seus limites. Se isso tivesse acontecido com atletas humanos, os responsáveis estariam na cadeia”.

Oficiais da corrida de Iditarod dizem que outro cão na equipe de um dos pilotos morreu de pneumonia, e o competidor (motorista do trenó) foi retirado do evento.

Em um comunicado, a organização Iditarod anunciou que Oshi morreu na noite de sábado em um hospital veterinário em Anchorage, vítima de pneumonia por aspiração de neve.

Beattie e sua equipe terminaram a corrida na quinta-feira. A organização diz que, enquanto realizavam exames pós-corrida, os veterinários do Comitê da Trilha de Iditarod, ao examinar Oshi, notaram sinais de pneumonia, conforme informações da Associated Press.

O cão foi transportado em um voo fretado de emergência para Anchorage na sexta-feira. Oshi morreu no dia seguinte.

O Idiatord afirma que uma necropsia será conduzida por um patologista veterinário certificado para determinar a causa oficial da morte.

A corrida de 2019 aconteceu durante um período polêmico que já dura dois anos para o Iditarod, incluindo um escândalo de doping com cães e a perda de patrocinadores nacionais em meio a protestos de ativistas pelos direitos animais.

O evento infeliz e marcado por mortes acontece desde 1973 e o percurso percorrido pelos cães é de mais de mil milhas (mais de 1.600 km) entre as cidades de Anchorage e Nome.

A PETA é o maior crítico dessas corridas.

​Read More
Destaques, Notícias

Cão desaparece durante corrida de trenós no Alasca

Por Raquel Soldera (da Redação)

Cerca de uma semana após o início do Iditarod, a famosa corrida de trenós puxados por cães, de 1.850 km no gelo e neve, no Alasca,  o condutor de trenós (musher) Justin Savidis informou que um de seus cães desapareceu.

Whitey, de três anos, fugiu na quarta-feira, 10, e as temperaturas permanecem abaixo de zero, não havendo nenhuma garantia de que conseguirá abrigo ou comida.

Ainda que Whitey sobreviva, devemos considerar o futuro dos demais cães utilizados nas provas de Iditarod, condenados à exploração e sofrimento. Em média, os cães correm cerca de 160 quilômetros por dia no Iditarod, com pausas muito breves, e apenas metade dos cães que começam a corrida consegue cruzar a linha de chegada.



Iditarod causa sofrimento e morte aos cães no Alasca (Foto: PETA)


Muitos cães são feridos ou mortos em consequência do desgaste físico. Alguns deles caem no gelo e têm diarreias sanguinolentas, devido à desidratação e viroses, enquanto outros são estrangulados pela corda que puxa o trenó, ou são atingidos pela neve e por outros trenós.

O desaparecimento de Whitey marca o início do sofrimento para os cães explorados no Iditarod neste ano, mas não é tarde demais para impedirmos que esta competição bárbara continue.

Com informações de PETA

​Read More
Destaques, Notícias

Começa a temporada de Iditarod, a maratona da morte para cães no Alasca

Por Raquel Soldera (da Redação)

Pelo menos três cães, na plenitude de suas vidas, morrerão no Alasca durante a próxima semana. Talvez até seis percam suas vidas, como no ano passado. Ou mais.

É tempo de Iditarod, a famosa corrida de 1.850 km no gelo e neve no Alasca, de trenós puxados por cães.


Começou a temporada de Iditarod no Alasca. (Imagem: Redstarcafe.com)


A temporada de Iditarod de 2010 começou no final de semana passado. As temperaturas na maratona são conhecidas por chegar até 50 graus abaixo de zero – frio suficiente para, literalmente, congelar os cães até a morte.

No ano passado, um musher (condutor do trenó puxado por cães) disse que sentiu a formação de gelo sob a pele, antes de dois cães morrerem, mas que não havia nada que pudesse fazer para ajudar os animais.

Não há nenhuma dúvida de que cães adoram correr. Mas o Iditarod transformou os trenós puxados por cães em um esporte radical. Na primeira corrida, em 1973, o recorde de velocidade foi fixado em 20 dias e 49 minutos. O recorde atual, conquistado em 2002, é de apenas 8 dias, 22 horas e 46 minutos. Os cães não evoluíram para serem muito mais rápidos; eles apenas estão sendo forçados a correr cada vez mais.


Cães são forçados a correr cada vez mais. (Imagem: Baltimore Sun)


Mas o principal da corrida não são os cães. É a glória. Ou talvez seja o dinheiro do prêmio, que este ano é de 590 mil dólares. Ou talvez seja o caminhão Dodge novinho em folha.

Enfim, o que quer que faça as pessoas se inscreverem para a corrida, são os cães que pagam um preço alto por isso.

Com informações de Charge.org

​Read More