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Quatro tartarugas são encontradas mortas em praia de Portugal

Quatro tartarugas foram encontradas mortas na segunda-feira (9) junto à praia da Barrinha, em Faro, Portugal, num incidente que deverá ter sido provocado pelo aquecimento do mar, conforme informou o comandante da Zona Marítima do Sul.

O comandante Marques Ferreira explicou que, “com o tempo de levante, a água do mar aqueceu para os 19 graus centígrados, levando os animais a aproximarem-se da costa e a entrarem na zona onde operam embarcações de pesca, que deverão ter estado na origem da sua morte”.

O comandante da capitania de Faro adiantou ainda que os cadáveres das tartarugas foram analisados pela bióloga Ana Marçal, da Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem Safe Sea, recolhidos pela Polícia Marítima e depois entregues à Câmara de Faro.

A aproximação de tartarugas da costa devido ao aquecimento da água do mar já se tinha verificado no Algarve no verão passado, tendo provocado ente julho e agosto a morte de 35 tartarugas devido à pesca, segundo o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB).

Na ocasião, o ICNB informou que vários animais tinham sido observados por especialistas e registavam lesões exteriores, habituais no arrojamento de tartarugas em zonas com atividade pesqueira, por os animais se deixarem prender nas redes de pesca.

O ICNB adiantou que em julho e agosto deram à costa no Sotavento algarvio 35 tartarugas mortas em consequência de arrojamentos, quase todas da espécie mais comum em Portugal (tartaruga-boba, Caretta caretta), um número considerado “atípico” e quase nove vezes superior ao registado no mesmo período de em anos anteriores em todo o Algarve.

Fonte: Público

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Deputada cobra do governo português ações para salvar colônia de aves

Conforme noticiado recentemente na ANDA, uma muralha em Elvas, Portugal, onde nidifica uma das maiores colônias de andorinhão-preto do sul, está sendo ameaçada de demolição. O Bloco de Esquerda (BE), pela voz da deputada Rita Calvário, questionou ontem (1) os ministérios do Ambiente da Defesa de Portugal para saber se não havia alternativas ao período escolhido.

A deputada considera “importante” perceber os motivos que levam o Ministério da Defesa a querer avançar com esta demolição e saber que medidas vai o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) adotar para minimizar os impactos das obras de demolição sobre esta comunidade de aves.

Em causa estão cerca de 300 casais de andorinhões-pretos (Apus apus) que, neste momento, estão em nidificação numa muralha antiga da Igreja de São Paulo. Por razões de segurança, o Exército (responsável pelo imóvel) decidiu demoli-la, alegando que existe perigo para a segurança pública. A situação foi denunciada pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza.

O ICNB comprometeu-se a tentar recuperar algumas das aves e levá-las para centros de recuperação de animais selvagens.

Com informações do Público

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Veneno pode ter originado morte de cerca de 100 peixes

Um método de pesca com uso de veneno poderá ter originado a morte de uma centena de peixes numa ribeira do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI).

O caso foi detectado por uma patrulha do posto de Freixo de Espada à Cinta da GNR, que passava no local da ribeira do Mosteiro, próximo de Barca D´Álva e da foz deste curso da água com o rio Douro, na fronteira dos Distritos de Bragança e Guarda.

Segundo uma fonte da GNR, a patrulha contabilizou cerca de uma centena de peixes mortos boiando na água, sobretudo barbos, e recolheu algumas amostras dos animais e da água que entregou ao Instituto de Conservação da Natureza (ICNB), através do PNDI.

Fonte: Expresso


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Águia-de-asa-redonda é apadrinhada por grupo educacional em Portugal

Foto: Reprodução/ Correio da Beira Serra
Foto: Reprodução/ Correio da Beira Serra

Depois de ter participado na libertação de um mocho-galelo, o Grupo de escolas da Brás Garcia de Mascarenhas decidiu aderir à campanha de Natal do Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS) e do RIA, em Gouveia, apadrinhando uma ave (Buteo buteo) que se encontrava em recuperação no espaço.

Com esta ação, o grupo contribuiu com a angariação de fundos para a manutenção e gestão dos dois centros, geridos pela Associação ALDEIA desde abril e outubro de 2009 respectivamente, em parceria com o ICNB e a ANA – Aeroportos de Portugal.

O apadrinhamento também visa à divulgação e aproximação da população em geral com o trabalho desenvolvido pelos centros de recuperação de fauna selvagem.

Em nota para a imprensa, o grupo defende que “o trabalho realizado pelo CERVAS deve ser acarinhado e incentivado”. “É uma forma pedagógica de mostrar, também, a toda a comunidade educacional  do Grupo que se deve respeitar os animais”, refere.

Fonte: Correio da Beira Serra

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Evento dedicado à observação de aves ocorrerá esta semana, em Portugal

A primeira feira dedicada à observação de aves em Portugal será no próximo final de semana, na Herdade da Mourisca, em Setúbal. A iniciativa é organizada pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) e pela RNES (Reserva Natural do Estuário do Sado), mas também contará com a presença de diversos participantes estrangeiros.

“Passam por aqui milhares de aves. É possível contar cerca de 70 mil aves de 60/70 espécies diferentes, embora algumas dessas espécies com número de aves muito reduzido”, explica Vítor Encarnação, ornitólogo do ICNB.

A Birds & Nature, a única empresa da região que se dedica exclusivamente à observação de aves, defende que é necessário apostar cada vez mais na divulgação. “É uma zona com potencial para observação ornitológica, embora seja ainda relativamente desconhecida dos estrangeiros e até mesmo dos portugueses”, revela João Jara, proprietário da empresa.

Jara salienta a proximidade única entre as diferentes zonas úmidas do sul do país, onde é possível fazer observação de aves, como o Algarve, o estuário do Tejo e estuário do Sado.

Com informações de IOL Diário

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Plano tenta evitar extinção dos golfinhos do Sado, em Portugal

O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) quer travar o declínio dos golfinhos do Sado e para isso tem a decorrer um plano que visa melhorar o estatuto de conservação dos animais.

“A população de roazes-corvineiros do Sado, a única no país, corre risco de extinção. A fazermos alguma coisa por ela é agora”, disse à agência Lusa Marina Sequeira, do ICNB. 
 
“Neste momento são apenas 25 indivíduos, sobretudo idosos. O número de golfinhos não parou de decrescer durante últimos 20 anos”, acrescentou.

Foto: Reprodução/Renascença
Foto: Reprodução/Renascença

 
“Envelhecidos, os animais têm dificuldades de reprodução e para além disso enfrentam, no seu habitat, perturbações que não facilitam o crescimento e a manutenção da população”. 
 
“Por isso”, explica a bióloga, “o plano de acção foi elaborado com diversas entidades – mais de 30 até agora – que participam na vida do estuário. A participação activa de todos os intervenientes é fundamental”.  
 
Para além disso, ressalta, “o plano não é estanque no que respeita a colaboração de instituições e a promoção de acções: entidades que ainda não colaboram podem, em qualquer momento, começar a trabalhar conosco”.
 
Marina Sequeira esclarece que “o plano prevê ações dirigidas à população de golfinhos, ao seu habitat – que têm que ver com a melhoria das condições ambientais do estuário do Sado – e um grande conjunto de ações de educação e sensibilização ambiental”. 
 
A responsável explicou que será levado a cabo um extenso trabalho de caracterização e monitorização da população de roazes, que até agora se resumia a trabalhos de investigação – teses de mestrado e de doutoramento – válidos individualmente mas soltos e descontinuados no conjunto. 
 
Geograficamente, as ações vão estender-se a todas as áreas frequentadas pelos roazes: a Reserva Natural do Estuário do Sado (RNES), a área marítima para sul, até Tróia, e para oeste, até à serra da Arrábida. 
 
Os objetivos gerais do plano de ação para os golfinhos do Sado deverão ser concretizados até 2013: “O plano foi apresentado publicamente em Maio e algumas acções começaram já a decorrer, mas as mais importantes – sobretudo as que têm que ver com a monitorização e caracterização da população – vão desenvolver-se a partir de 2010”. 
 
O orçamento previsto para esse período é de 2,5 milhões de euros.
 
A população de roazes-corvineiros do Sado é a única no país e uma das poucas no mundo. A espécie está contemplada na diretiva comunitária Habitats e os Estados-membros são obrigados a desenvolver programas de proteção específicos para elas.  
 
Também o Plano de Ordenamento da Reserva Natural do Estuário do Sado prevê a elaboração deste plano de ação.

Fonte: Renascença

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Instituto de Conservação da Natureza investe 2,5 milhões para salvar golfinhos

O Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) vai construir na Herdade da Mourisca, em Setúbal, Portugal, um Centro Interpretativo sobre a população dos golfinhos-roazes do Sado, com um investimento de 1,2 milhões de euros. Trata-se de um dos principais projetos do Plano de Ação para a Salvaguarda e Monitorização da população de golfinhos que está prestes a ser formalizado pelo Governo.

A população de roazes no Sado é de 23 indivíduos

“Queremos desenvolver um conjunto de ações, num prazo de cinco anos, para evitar uma população de golfinhos única. Ao todo, o plano prevê um investimento de 2,5 milhões de euros, mas muitas ações não terão um custo associado”, frisa Tito Rosa, presidente do ICNB. Trata-se do segundo Plano de Ação, em Portugal, delineado especificamente para salvaguardar uma espécie animal – neste caso uma população -, depois do Plano para o lince ibérico. “É um caso extremo de uma população que merece muita atenção”, frisa o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa.

O Centro Interpretativo da Herdade da Mourisca deverá ser inaugurado até o final de 2012 e espera-se a visita de cerca de três mil pessoas por ano. De acordo com Tito Rosa, serão aproveitados os atuais espaços da Herdade da Mourisca, através da realização de algumas adaptações. “O objetivo é concentrar aqui a informação sobre os roazes e permitir uma interação entre os visitantes e os animais”

A população de roazes do Estuário do Sado, em Portugal, está em risco de desaparecer devido a ameaças intrínsecas, nomeadamente o envelhecimento da população, e externas, entre as quais a contaminação das águas, o tráfego marítimo desregrado, a pesca e a poluição acústica. O secretário de Estado do Ambiente, presente na quarta-feira (20/5) na apresentação das bases para o plano de ação, ressalvou que “não há garantias para que o plano em si baste para salvar os roazes, porque é impossível atuar no plano das ameaças intrínsecas”. No entanto, frisa que é possível “controlar muitas das ameaças externas e tomar medidas em nome de um bem comum, ainda que reconheça que possam ser “medidas pouco populares”. “Todos os setubalenses compreenderão que é um bem maior e que há que controlar os excessos, por exemplo, ao nível da pesca ilegal e da navegação. Haverá regras e uma séria aposta na fiscalização. Temos que preservar esta população que é simbólica e o orgulho dos setubalenses, e sem a qual a região ficaria mais pobre”, afiança.

Uma das medidas mais importantes será a implementação de um modelo de monitorização da população de golfinhos que permita, entre outros aspectos, uniformizar a nomenclatura dos roazes até o final de 2009 e criar uma base de dados até ao final de 2010. Implementar o programa de caracterização genética, fisiológica e toxicológica da população de roazes e um programa de monitorização da dinâmica populacional e da utilização do habitat são outras medidas importantes, entre muitas outras.

O secretário de Estado e o presidente do ICNB sublinham ainda a importância do envolvimento de vários agentes locais na elaboração do plano, através de inúmeras reuniões e debates.

(Com informações do Expresso Online)

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