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Equipes investigam número de animais mortos por incêndios no Pantanal

Foto: Christine Strussmann/Arquivo Pessoal

Voluntários, representantes de órgãos públicos, membros de universidades e de ONGs se uniram para levantar o número de animais mortos pelas queimadas que estão destruindo o Pantanal. O bioma já perdeu quase 3 milhões de hectares.

Até o momento, 20 pessoas investigam as mortes em ações de campo iniciadas há 10 dias em Mato Grosso e nesta semana em Mato Grosso do Sul. Os resultados serão publicados posteriormente em periódicos científicos.

Os corpos encontrados serão registrados através de um aplicativo, com data e coordenadas geográficas. As equipes precisam localizar os animais mortos em até 72 horas depois do incêndio para que as ossadas não desapareçam.

Fazem parte dos trabalhos representantes do projeto Bichos do Pantanal, da ONG Panthera, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP), do Instituto Homem Pantaneiro, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), entre outras instituições. Os protocolos são elaborados pela unidade do Pantanal da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que também ficou responsável por analisar os dados coletados.

Responsável pelas ações de campo em Mato Grosso do Sul, o pesquisador Diego Viana, do Instituto Homem Pantaneiro, afirmou ao G1 que “este é um trabalho sem precedentes no Pantanal e muito importante pela união de diversas instituições em prol de um mesmo objetivo”.

“A padronização de método de levantamento de dados é fundamental para que os resultados sejam confiáveis. Nesse caso, adotamos uma técnica reconhecida mundialmente como adequada, uma vez que corrige erros de detecção de animais ou objetos a diferentes distâncias da pessoa que está fazendo os registros”, complementou Walfrido Moraes Tomas, pesquisador da Embrapa Pantanal e coordenador da força-tarefa.

Pequenos mamíferos e serpentes foram os animais mais encontrados neste início da investigação. Por se deslocarem de maneira lenta, eles são alvos mais fáceis do fogo. Os maiores têm mais chance de fugir para áreas úmidas. No entanto, em locais em que há pouca água, quase todas as espécies são atingidas pelas queimadas. Os pesquisadores já encontraram jacarés, onças e antas mortas.

Com base em levantamentos anteriores, o projeto Bichos do Pantanal apresentou estatísticas sobre o impacto dos incêndios. Entre 30% e 35% da flora e aproximadamente 20% dos mamíferos podem ter sido afetados pelo fogo. Cerca de 2 mil espécies de plantas, 580 de aves, e 280 de peixes, 174 de mamíferos, 131 de répteis e 57 de anfíbios vivem no Pantanal. Não há dados sobre o número de invertebrados.

Foto: Christine Strussmann/Arquivo Pessoal

“A gente está no meio do inferno. É uma das piores estações de fogo que já vimos ocorrer no Pantanal nos últimos 10 anos. De algumas semanas para cá tivemos uma diminuição dos focos de incêndio, mas foi porque tudo o que havia para ser queimado, já foi”, lamentou Wilkinson Lopes Lázaro, doutor em ictiofauna do projeto Bichos do Pantanal, doutor em ecologia e recursos naturais pela UFRJ e professor da Unidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT).

A força-tarefa não conta com linha de financiamento e, por isso, tem limitações financeiras, de pessoal e de logística. Instituições com o ICMBio e o INPP apoiam as ações ao ceder funcionários e arcar com diárias. Parte dos pesquisadores atua voluntariamente e todos os membros das equipes enfrentam o trabalho sobrecarregado, a exposição às cinzas e à poeira e o risco de fogo subterrâneo. As polícias militares ambientais de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul auxiliam na investigação, além de brigadistas do Prevfogo e do ICMBio.

“É uma luta muito árdua, porque muitas das áreas que salvamos mês passado, o fogo dá a volta e está queimando agora. Muitas vezes o resultado de sucesso de um mês atrás está perdido. Os bombeiros já têm a infraestrutura de turnos, toda a rotina de equipes, de rendimento. Para o brigadista voluntário, o guia de turismo, fazendeiro, pesquisador, não tem turno. Vai depender da demanda. Houve vários dias de varar a noite, de 24 horas, 30 horas de combate. A gente não tem outra opção, não tem ninguém para substituir. A gente se dedica até a exaustão”, relatou o brigadista voluntário Fernando Tortato, que é biólogo e pesquisador da ONG Panthera.

Outra vertente da investigação está relacionada à vida aquática. Isso porque um estudo da ONG Bichos do Pantanal concluiu que o bioma perdeu 17% das áreas com água nos últimos 10 anos, cerca de 14 mil quilômetros quadrados – o que afeta diretamente a alimentação e o ciclo de reprodução de peixes e a cadeia alimentar de outros animais.

O agravamento da “dequada” – quando a vegetação aquática morre no recuo das águas por decomposição de matéria orgânica em excesso – também deve aumentar a mortandade de peixes por conta do esgotamento temporário de oxigênio na água.

Foto: Christine Strussmann/Arquivo Pessoal

“A fauna toda vai ser impactada em função da alteração da qualidade da água. É interessante levantar essas informações agora para elaborarmos estratégias para mitigar situações futuras como essa. Se não tivermos chuvas em 10 dias, a situação vai piorar ainda mais. O ambiente pantaneiro é muito dependente do ciclo da chuva. Estamos perdendo água no Pantanal, e isso é preocupante. O Pantanal é sinônimo de água”, reforçou Claumir Muniz, doutor em ecologia e recursos naturais e professor da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT).

Pesquisadores citaram ainda as mudanças climáticas como agravante das queimadas, que são provocadas, em sua maioria, pela ação humana. Para piorar, previsões indicam o aumento da presença do fogo e a redução do ciclo de chuvas nos próximos anos.

“Contar as carcaças dos animais mortos permite estimar o impacto dos incêndios. Essa informação tem um valor inestimável por informar numericamente o impacto desses eventos catastróficos, e assim sensibilizar a população em geral, mas também as autoridades, proprietários, gestores de áreas protegidas, sobre a necessidade de se adotar práticas de manejo que evitem esta sinergia entre eventos climáticos extremos e comportamento de risco ambiental”, concluiu o pesquisador Walfrido Moraes Tomas.


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Brigadista morre com 80% do corpo queimado após tentar salvar animais de incêndio

Welington Fernandes Peres Silva morreu enquanto tentava salvar a vida de animais (Foto: Reprodução/Facebook)

Um verdadeiro herói, assim está sendo considerado o brigadista Welington Fernando Peres Silva, de 41 anos. Enquanto lutava bravamente para salvar a vida de animais atingidos por um incêndio florestal em Chapadão do Céu, no sudoeste de Goiás, Welington teve 80% do seu corpo queimado e morreu após ficar 11 dias internado em um hospital.

Para o colega de trabalho Jardeu de Souza, fica a saudade e a lembrança de quem o ensinou a olhar com mais afeto para a natureza e para as pessoas. “Ele podia se ‘acovardar’, mas não, ele estava lá querendo acabar com aquele fogo para parar de queimar os animais e a nossa natureza”, disse.

Em entrevista ao G1, Jardeu demonstrou gratidão pela amizade que construiu com o brigadista. “Ele me ensinou a como dar mais atenção para as pessoas. Eu agradeço muito de ter conhecido essa pessoa e dele ter dado essa oportunidade de poder trabalhar em prol da natureza assim como ele também fazia”, afirmou.

O corpo de Welington foi enterrado na noite da última quarta-feira (02) no Cemitério São Rafael, em Chapadão do Céu, cidade onde ele morava e que está tomada por uma onda de comoção por sua morte. “A cidade toda está comovida com o que aconteceu com ele”, disse um comerciante. A prefeitura decretou luto no município.

Welington se acidentou no dia 21 de agosto. Levado ao Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, ele ficou internado durante 11 dias e morreu na última terça-feira (1º).

O diretor do Parque Nacional das Emas, Marcos da Cunha Silva, contou que o brigadista estava sempre disposto a dar o seu melhor. “Ele sempre foi a primeira pessoa a dizer ‘vamos fazer, vamos conseguir’ (…) É um guerreiro que a gente perde e vai nos deixar muita saudade”, lamentou.

Servidor do Instituto Chico Mendes de Preservação da Biodiversidade (ICMBio), Welington foi homenageado pelo órgão, que publicou uma nota de pesar. Confira abaixo na íntegra.

“Nosso analista ambiental, Welington Peres, nos deixa e eterniza seu nome na galeria de Heróis do ICMBIO. Assim, com pesar que informamos o seu falecimento, rogando a Deus que console e conforte nossos corações, de todos seus familiares e amigos, nesse difícil momento.

Weligton sofreu um acidente na manhã do dia 21 de agosto de 2020, em combate a incêndio no entorno do Parque Nacional das Emas em Goiás, quando ele e a sua equipe foram surpreendidos por uma abrupta mudança de direção do vento, que fez com que as chamas do incêndio o atingisse. Ele sofreu queimaduras em 80% do corpo. Foram dias de internação na UTI do Hospital lutando contra esses graves ferimentos, que hoje custaram sua vida.

Wellington faleceu com 41 anos, deixando sua esposa Valéria e dois filhos, Lorena (13 anos) e Larissa (7 anos). Descanse em paz Guerreiro.

Com o sacrifício da própria vida, sua atitude e memória jamais serão esquecidas no ICMBIO, pois representam todo o esforço, coragem e ímpeto. Lutou o bom combate, guardou a fé e terminou a carreira.”


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Unidades de conservação recebem projeto de Richard Rasmussen, biólogo multado por crimes ambientais

Foto: Vandré Fonseca | O Eco

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) permitiu que o biólogo e apresentador Richard Rasmussen, um dos mais autuados por crimes ambientais pelo Ibama, envolvesse as Unidades de Conservação (UCs) no Projeto Brasil Biomas, idealizado por ele. A parceria firmada com Rasmussen foi divulgada no site oficial do órgão.

Aparelhado pelo presidente Jair Bolsonaro, o ICMBio se transformou em um órgão chefiado por militares que atendem aos interesses da Presidência da República. A proteção ao meio ambiente, que deveria ser o foco do órgão ambiental, passou a ser ignorada.

Conhecido por manusear animais de maneira antiética para ganhar visibilidade e se promover, Rasmussen é a cara do governo Bolsonaro. Travestido de bom profissional, carregando sobre si o título de biólogo, ele representa exatamente a imagem desejada pelo presidente: a de quem se preocupa com a natureza, mas nos bastidores a desrespeita. Exatamente como age Bolsonaro, que vez ou outra diz que o meio ambiente deve ser preservado apenas para tentar enganar aqueles que não se informam a respeito dos retrocessos promovidos pelo governante que, entre tantas outras questões, chegou a criar um órgão para perdoar multas ambientais.

E de infrações ambientais Rasmussen entende. Há anos, a Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) denuncia o comportamento criminoso do biólogo – que começou a lidar com animais silvestres quando ainda era apenas economista e estudou biologia após receber críticas. Em entrevista concedida ao jornal Estado de Minas, em 2011, o biólogo Valter Barrela, professor de ecologia da PUC-SP, criticou as atitudes de Rasmussen, conhecido por estressar animais para que eles se defendam e essa defesa seja registrada em imagens.

“Isso acarreta estresse aos animais. Mas ele (Richard) tem de fazer o showzinho dele. Se não incomodar o animal, não vai ter audiência”, disse Barrela.

As gravações eram televisionadas pelo SBT, no programa Aventura Selvagem, apresentado por Rasmussen. Em um dos tantos casos de maus-tratos cometidos por ele contra os animais, o biólogo cutucou um inofensivo filhote de jararaca que dormia no Parque Nacional das Emas, em Goiás. A reação do animal, que deu o bote para se defender, foi registrada. Na TV, a cobra foi exibida como violenta e perigosa, mas apenas se defendeu de um incômodo desnecessário gerado por Rasmussen em troca de audiência e lucro. O biólogo também é acusado de matar um boto para forjar uma denúncia. 

Como se não bastasse todo o histórico do apresentador – incluindo crimes ambientais como cativeiro ilegal com animais silvestres e exóticos sem origem comprovada -, mais animais podem sofrer nas mãos dele, além da própria natureza, que impactada negativamente agora que o biólogo recebeu passe livre em relação às Unidades de Conservação.

Através das redes sociais, a entidade AMPARA Silvestre criticou a decisão do ICMBio e lembrou que entregar as UCs nas mãos de Rasmussen é como premiar um criminoso ambiental pelos crimes que cometeu.

“As 46 unidades de conservação federais, que estão sob a responsabilidade do ICMBio, farão parte do Projeto Brasil Biomas, uma série de programas que será veiculada na TV Cultura e nas suas mídias sociais, que mostrarão a riqueza da biodiversidade de todos os biomas brasileiros: Pampas, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Amazônia e bioma Marinho-Costeiro”, escreveu a ONG no Instagram.

“A iniciativa seria louvável se os programas não fossem apresentados pelo biólogo Richard Rasmussen, reconhecido pela forma antiética no manejo de fauna, e um grande colecionador de multas ambientais, como o de cativeiro ilegal (com animais silvestres e exóticos sem origem comprovada), entre outros”, completou.

A AMPARA Silvestre lembrou ainda que o biólogo integra a lista dos mais autuados pelo Ibama. “Ou seja, neste governo, criminoso tem acesso LIVRE às Unidades de Conservação”, reforçou.

A indicação de Rasmussen como embaixador do turismo do governo federal, o que também é completamente questionável e controverso por conta do histórico do biólogo, também foi recordada pela ONG, que continuou a fazer críticas.

“Como se não bastasse ser indicado como embaixador do turismo, a antítese do que prezamos para tal cargo, agora Rasmussen recebe mais um privilégio como prêmio por seu mau comportamento. ‘Nada é tão ruim que não possa piorar’.”, concluiu.

Além da problemática relacionada ao envolvimento do biólogo neste projeto, a decisão do ICMBio, alinhada aos interesses do governo federal, expõe ainda mais o objetivo de Bolsonaro de fingir se preocupar com a natureza enquanto a devasta. Isso porque, ao mesmo tempo em que falará sobre preservação ambiental na televisão, o governo seguirá com seu projeto de desmonte ambiental, que já garantiu à Amazônia o maior desmatamento dos últimos 10 anos.


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Baleia tem cauda decepada e envolvimento de pescadores no crime é investigado

Foto: Reprodução/ Redes sociais

Vítima de uma atrocidade, uma baleia-jubarte teve sua cauda decepada em alto-mar. O Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) acredita que o crime tenha sido cometido no litoral de Santa Catarina no último final de semana. O órgão ambiental investiga, junto da Polícia Federal, o possível envolvimento de pescadores no caso.

Um vídeo (veja abaixo) mostra a cauda do animal, já decepada, no mar. Em seguida, aparece a baleia, nadando e deixando um rastro de sangue. Nas imagens, divulgadas nas redes sociais, é possível ver pescadores em um barco afirmando que o animal se aproximou da embarcação.

O pesquisador Jules Soto, curador do Museu Oceanográfico da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em Balneário Piçarras, repudiou o ato brutal cometido contra o animal. A justificativa, dada pelos pescadores no vídeo, de que tamanha crueldade teria sido realizada para evitar que o barco virasse foi refutada pelo especialista. Ao G1, Soto explicou que a baleia não teria condições de fazer a embarcação tombar.

“A reação da baleia quando prende a cauda sempre é girar para tentar se libertar daquilo, isso geralmente ocasiona o emalhamento no cabo. A primeira análise que a gente tem é que está tudo errado. De forma alguma uma baleia daquele tamanho põe aquele barco a pique. Ela não ameaçaria aquele barco. Existe uma desproporção muito grande de massa, principalmente porque a baleia não vai puxar pra baixo quando ela está nessa situação, ela vai puxar pra frente ou para os lados”, disse.

No entanto, a postura de uma pessoa em uma situação dessa, independentemente do animal ter ou não condições de virar uma embarcação, deveria ser outra. O recomendado é danificar o apetrecho de pesca para salvar a vida do animal, ao invés de condená-lo a sofrimento físico e psicológico, além de fazê-lo agonizar até a morte, para não estragar um mero objeto.

“É uma atrocidade. É um animal protegido por lei, teria que danificar o petrecho de pesca [para soltá-la]. Ela não vai morrer de hemorragia, é um animal que praticamente vai morrer de inanição”, disse Soto.

No domingo (24), conforme a bióloga Fábia Luna, coordenadora do Centro de Mamíferos Aquáticos (CMA) do ICMBio, em Santos (SP), uma rede de fiscalização estadual e federal responsável por amparar mamíferos aquáticos encalhados foi acionada para que fique atenta à possibilidade da baleia encalhar ou ser vista em alto-mar. O ICMBio também busca identificar o barco e os pescadores. Caso sejam encontrados, eles prestarão depoimento sobre o caso.

O animal brutalmente mutilado é uma baleia-jubarte juvenil. “Possivelmente estava em migração para o sul da Bahia, área para onde esta espécie migra durante o inverno”, informou ao G1 a diretora de pesquisa do Instituto Australis, Karina Groch.

O caso foi alvo de nota de repúdio por parte do Instituto Baleia Franca (IBF), assinada pelo presidente da instituição, Eduardo Peixoto.

“O que aconteceu foi um ato criminoso e deve ser alvo de um inquérito criminal, incluindo até a prisão”, diz o comunicado do IBF.

Confira o vídeo abaixo (as imagens são fortes):


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ICMBio exonera chefes de UCs responsáveis por proteger o mico-leão-dourado

NadineDoerle/Pixabay

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), aparelhado pelo governo, que colocou militares na chefia do órgão, exonerou todos os chefes de Unidades de Conservação (UCs) federais que trabalhavam para preservar o habitat do mico-leão-dourado, como forma de proteger a espécie, que está ameaçada de extinção.

Com a saída desses profissionais, os micos ficam mais expostos à ação de desmatadores e a espécie corre risco ainda maior de desaparecer por completo.

As exonerações dos gestores das reservas biológicas da União e Poço das Antas e da Área de Proteção Ambiental da Bacia do Rio São João/Mico-Leão-Dourado representam um retrocesso. Conforme divulgado pelo portal O Eco, essa ação representa risco eminente aos animais, já que esses locais são os últimos refúgios da espécie.

A Associação Mico-Leão-Dourado revelou que esses animais sobrevivem em fragmentos florestais de Mata Atlântica no interior do estado do Rio de Janeiro. O secretário-executivo da associação, Luís Paulo Ferraz, lamentou as exonerações.

“É super preocupante [as exonerações] porque abrangem praticamente toda a área remanescente de ocorrência do mico-leão-dourado. E dentro de um processo em que não houve discussão com ninguém. A Associação faz parte do Conselho das duas reservas biológicas e ninguém estava sabendo das exonerações”, disse.

Suspeita-se que as exonerações estejam relacionadas à antecipação da criação do Núcleo de Gestão Integrada de Rio das Ostras, que reuniria, sob a mesma tutela, essas UCs que perderam seus chefes, o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba e a Reserva Extrativista (Resex) Marinha do Arraial do Cabo.

Para Ferraz, fazer todas essas UCs atuarem de maneira conjunta não é adequado, porque cada uma delas têm demandas distintas.

“É um processo que não foi discutido com ninguém, com uma canetada exoneraram os chefes das unidades, sem colocar nada no lugar e sinalizando a criação de um Núcleo de Gestão Integrada com unidades que não tem nenhuma afinidade, nem proximidade física nem afinidade ambiental”.

O novo modelo de gestão idealizado pelo ICMBio também é criticado pela bióloga Rita Portela, chefe do Departamento de Ecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

“As duas Rebios e a APA tudo bem, são próximas, acho que não há tantos riscos unificá-las numa única chefia, mas juntar com o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, que é outra categoria de unidade de conservação e precisa de uma pessoa que saiba lidar com uso público e que é um ecossistema completamente diferente, de restinga; e com a Resex Arraial do Cabo, que é marinha. São unidades de conservação muito diferentes e é muito difícil uma única pessoa que consiga gerir esses ambientes e ecossistemas tão diferentes e com propósitos tão distintos”, explicou.

O secretário-executivo da Associação Mico-Leão-Dourado critica ainda a reforma administrativa, feita sem participação de especialistas envolvidos em projetos de pesquisa nas reservas.

“É uma insanidade que coloca em risco vários esforços de conservação, de pesquisa, e para o programa de conservação do mico-leão-dourado isso é uma ameaça gravíssima”, concluiu.


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Bolsonaro submete ações do Ibama e ICMBio na Amazônia ao comando de militares

Foto: Ditec_Ibama/AM

O presidente Jair Bolsonaro publicou um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na última quinta-feira (7) por meio do qual determinou que as ações de combate ao desmatamento e às queimadas na Amazônia Legal serão comandadas pelas Forças Armadas a partir de 11 de maio, com validade até 11 de junho.

A medida vale para áreas localizadas dentro e fora de unidades de conservação, terras indígenas e outras regiões federais na Amazônia Legal.

Em 2019, Bolsonaro já havia instituído o GLO ambiental em meio ao aumento das queimadas e do desmatamento na floresta amazônica. Desta vez, no entanto, há uma mudança no decreto. Ao contrário do que foi determinado no ano anterior, Bolsonaro adicionou um parágrafo ao decreto determinando a subordinação dos órgãos ambientais aos militares, o que retira a autonomia do Ibama e do ICMBio e os deixa nas mãos daqueles que, desde à época da Ditadura Militar, são conhecidos por colocar a questão desenvolvimentista acima da preservação da natureza – posicionamento totalmente alinhado aos interesses de Bolsonaro, inclusive.

Há anos, o ICMBio é o responsável por ações contra delitos ambientais em unidades de conservação federais e o Ibama fiscaliza irregularidades – como ações ilegais de madeireiros, pecuaristas e garimpeiros – em terras indígenas, áreas devolutas e de fronteira. A Força Nacional, a Polícia Federal e o Exército participavam dessas ações apenas como apoiadores, dando segurança aos fiscais dos órgãos ambientais e prestando auxílio, não tomando à frente do planejamento e da execução das ações – como passará a ocorrer agora.

O decreto determina que o ministro da Defesa terá que definir “a alocação dos meios disponíveis e os Comandos que serão responsáveis pela operação”.

Exoneração do comando de fiscalização

O decreto de Bolsonaro foi publicado quatro semanas após o governo exonerar o coordenador de operações de fiscalização do Ibama, Hugo Loss, e o coordenador-geral de fiscalização ambiental, Renê Luiz de Oliveira. Ambos capacitados e elogiados por seus superiores por conta do sério trabalho que promoviam em prol do meio ambiente. Eles foram exonerados após comandarem uma megaoperação contra o garimpo em terras indígenas.

Fontes ouvidas pelo portal O Eco acreditam em duas possibilidades que explicariam as exonerações dos coordenadores de fiscalização e do diretor de Proteção Ambiental do órgão: o fato da megaoperação contra o garimpo ter sido veiculada no Fantástico, programa da TV Globo, emissora frequentemente atacada pelo governo Bolsonaro – que desrespeita o preceito da liberdade de imprensa e, em atos de autoritarismo, não poupa ataques à mídia, em especial à Globo; e a queima de maquinário usado no garimpo ilegal desmantelado pelo Ibama – isso porque o procedimento, que é previsto em lei sobre a inutilização de ferramentas e maquinários usado em crimes ambientais e que tem o único objetivo de combater ações criminosas contra a natureza, já foi alvo de críticas do presidente, que teria ordenado as exonerações como forma de retaliação.

Essa última possibilidade foi fortalecida, ainda segundo o porta O Eco, por uma conversa em que o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, teria dito a Bolsonaro, através de um aplicativo de mensagens, que a Força Nacional não tinha participado da queima do maquinário (veja foto da conversa abaixo). O diálogo teria aparecido de relance durante uma explicação do presidente a respeito do episódio de interferência na Polícia Federal. A conversa entre o ex-ministro e o presidente possivelmente aconteceu em 22 de abril. Dias depois, mais especificamente no dia 30, as exonerações dos coordenadores de fiscalização do Ibama foram feitas.

Confira abaixo o decreto que determina a subordinação aos militares das ações dos órgãos ambientais:

Decreto Nº 10.341, de 6 de maio de 2020
Art. 3º O Ministro de Estado da Defesa definirá a alocação dos meios disponíveis e os Comandos que serão responsáveis pela operação.

Art. 4º O emprego das Forças Armadas de que trata este Decreto ocorrerá em articulação com os órgãos de segurança pública, sob a coordenação dos Comandos a que se refere o art. 3º, e com os órgãos e as entidades públicas de proteção ambiental.

Parágrafo único. Os órgãos e as entidades públicas federais de proteção ambiental que atuarem na forma do caput serão coordenados pelos Comandos a que se refere o art. 3º.


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Casal é detido suspeito de caçar 22 tartarugas, incluindo espécie ameaçada

Foto: Reprodução/PM

Um casal foi detido pelo Batalhão Ambiental da Polícia Militar em São Miguel do Araguaia, no norte de Goiás, suspeito de caçar 22 tartarugas. Os animais foram resgatados na última quarta-feira (6).

As tartarugas, incluindo uma espécie que corre o risco de entrar em extinção, foram retiradas do Rio Araguaia. Os nomes dos investigados pelo crime ambiental não foram divulgados.

A dupla foi levada à delegacia, mas foi liberada após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), porque crimes contra animais são considerados de “menor potencial ofensivo”, conforme explicou ao G1 o delegado Rafhael Neris Barboza, responsável pelo caso.

O casal terá que comparecer em uma audiência agendada pela Justiça. No dia, os dois serão julgados e podem ser condenados a até dois anos de detenção – penalidade que, por ser inferior a 4 anos pode ser revertida, por exemplo, em prestação de serviços comunitários.

Materiais usados para capturar tartarugas, sendo dois sacos plásticos, duas redes de pesca com 40 metros de comprimento e 50 boias de isopor, foram encontrados com a dupla e apreendidos pela polícia.

As tartarugas foram encaminhadas ao Instituto Chico Mendes de Preservação da Biodiversidade (ICMBio).

De acordo com o biólogo Edson Abrão, entrevistado pelo G1, é possível identificar duas espécies nas imagens: Tartaruga-da-Amazônia (Podocnemis expansa) e Tracajá (Podocnemis unifilis). Segundo ele, a primeira corre o risco de entrar em extinção por ser alvo de caças frequentes.


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ICMBio regulamenta pesca “esportiva” em 185 unidades de conservação

A decisão do ICMBio coloca em risco a fauna e a flora das áreas de conservação afetadas


O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) publicou no Diário Oficial da União, nesta quarta-feira (5), uma portaria que regulamenta a pesca “esportiva” em pelo menos 185 das 334 universidades de conservação federais do país.

Pixabay/Free-Photos

A portaria abrange 37 Áreas de Proteção Ambiental (APA), 13 Áreas de Relevante Interesse Ecológico (Arie), 67 Florestas Nacionais (Flona), duas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) e 66 Reservas Extrativistas (Resex). As informações são do blog do Matheus Leitão, do G1.

As cinco categorias têm áreas localizadas na Amazônia. “A visitação para a realização da atividade de pesca esportiva somente poderá ser realizada se for compatível com o Plano de Manejo ou outros instrumentos de planejamento da unidade de conservação”, determina o texto.

Além dessas áreas, casos excepcionais, em parques de proteção integral, que são unidades de conservação, também fazem parte da portaria, que permite a pesca desde que exista uma população tradicional reconhecida pelo ICMBio através de termo de compromisso.

“Esta portaria também pode contemplar a realização da pesca esportiva em unidades de conservação de proteção integral quando a atividade ocorrer em território de população tradicional, em área regulada por Termo de Compromisso ou sob dupla afetação”, afirma o texto.

A revogação de legislações ambientais que limitam a pesca no Brasil é uma bandeira levantada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Nota da Redação: a portaria do ICMBio é um retrocesso para a causa ambiental por fomentar uma prática cruel que, erroneamente, é considerada esporte. Para que uma atividade seja, de fato, esportiva, é necessário que exista o consentimento de todas as partes envolvidas – o que não acontece na pesca, já que aos peixes cabe apenas o sofrimento. É necessário lutar pela preservação da natureza e pela proteção dos animais e entender que peixes são seres sencientes que não vieram ao mundo para servir ao ser humano.


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Filhote de onça-pintada é resgatado em reserva extrativista no Pará

A suspeita é de que o filhote tenha ficado sozinho após sua mãe ter sido morta por caçadores


Um filhote de onça-pintada, com menos de um mês de idade, foi resgatado na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns em Aveiro, no oeste do Pará, e deve ser levado para um centro para felinos no Acre.

Foto: Maurício Santamaria/Arquivo Pessoal

O animal foi resgatado por moradores da comunidade Cametá. A mãe do filhote não foi localizada. Para Maurício Santamaria, do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), é provável que ela tenha sido morta por caçadores, já que esse animal não abandona seus filhotes. As informações são do G1.

“O animal está em ótimas condições de saúde, está se alimentado bem, na verdade só bebe um leite especial para felinos. Ele tem menos de um mês de vida, logo que foi encontrada os comunitários entraram em contato com o ICMBio e nós fizemos a remoção para Santarém”, disse.

O filhote está sendo cuidado por um servidor do ICMBio há mais de 15 dias. No Acre ele será levado para um local que irá oferecer a ele o tratamento adequado.

Dependendo de como o animal silvestre irá reagir aos cuidados que receberá e de sua evolução em cativeiro, a soltura na natureza poderá ser feita no futuro.


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Notícias

Extinta na natureza, ararinha-azul deve ser reintroduzida ao habitat até 2024

A ararinha-azul, considerada extinta na natureza desde 2000, deve ser reintroduzida ao habitat até julho de 2024, com ao menos uma soltura experimental, conforme anunciou nesta terça-feira (30) o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, responsável pelo Plano de Ação Inicial (PAN) para a conservação da espécie. O projeto, previsto em uma portaria publicada no Diário Oficial da União, está em sua segunda fase.

(Patrick Pleul/AFP)

Espécie nativa da caatinga brasileira, a ararinha-azul foi exterminada por caçadores e traficantes de animais. Ela é originária do interior baiano, entre os municípios de Juazeiro e Curaçá, uma das regiões mais quentes e áridas do Brasil. As informações são da Veja.

Atualmente, existem 116 ararinhas-azuis vivendo em cativeiro em todo o mundo, sendo 147 na Alemanha, 13 no Brasil, duas na Bélgica e quatro em Singapura. Em 2016, uma aparição da ave vivendo em liberdade foi registrada, mas ela é considerada extinta na natureza. Uma ação prevista para este ano deve repatriar 50 delas graças a uma parceria entre o ICMBio e a ONG alemã Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP).

Desde 1986, quando pesquisadores notaram que existiam apenas três ararinhas-azuis selvagens, esforços de conservação foram iniciados. Em 2017, um primeiro ciclo do Plano de Ação Nacional foi executado, com êxito parcial na missão de aumentar a população da espécie em cativeiro, reativar o habitat e começar a reintrodução a natureza em 2021. O ICMBIo afirma que 60% das ações planejadas foram cumpridas, 20% tiveram problemas no andamento e outros 20% não foram concluídas ou iniciadas.

Pelo menos uma soltura experimental de ararinhas deve ser realizada, até 2024, durante o segundo ciclo do projeto. Novos estudos sobre a reintrodução e a redução do tráfico de animais silvestres na região também devem ser executados.

A reintrodução da espécie e a reprodução da ave sofrem riscos relacionados não só à caça e ao tráfico, mas também às condições naturais da caatinga, com imprevisibilidade de água e alimento e com ocorrência de predadores, como o falcão-de-coleira.

De acordo com a portaria publicada no Diário Oficial, o plano receberá monitoramento anual, com revisão e ajustes, e sua implementação terá acompanhamento de um grupo de assessoramento técnico.


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Notícias

Filhote de baleia é levado para alto mar após se perder no litoral de SP

Um filhote de baleia-jubarte foi encontrado no canal de navegação do Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Resgatado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em conjunto com o Ibama, Instituto Gremar, Companhia de Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e Marinha do Brasil, o animal foi encaminhado para alto mar na segunda-feira (17).

Foto: Reprodução/Monster Fish

O ICMBio afirmou que foi usado um sonar para atrair o mamífero para alto mar. O animal havia sido visto nas proximidades da costa de Santos no último domingo (16). As informações são do G1.

As atividades do canal portuário foram interrompidas por aproximadamente duas horas para que o filhote fosse retirado do local. Embarcações que estavam no local foram alertadas para manter distância do animal e evitar contato com ele, já que isso poderia assustá-lo, fazendo com que voltasse para o interior do canal.

A presença de baleias-jubarte na proximidade da costa é normal nesta época do ano, segundo o Instituto Gremar, responsável por resgatar e reabilitar animais marinhos na região. Segundo a instituição, as baleias procuram águas quentes entre julho e novembro para que possam se reproduzir.

A recomendação é de que, ao avistar animais marinhos, as embarcações fiquem a, no mínimo, 100 metros de distância deles.


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Jornalismo cultural, Notícias

Brasil já perdeu 85,5% da floresta nativa da Mata Atlântica

Por David Arioch

Outro risco apontado pelo biólogo é a ameaça às espécies endêmicas desses biomas (Foto: Dmitry V. Petrenko/Shutterstock)

Na quarta-feira, especialistas presentes na audiência pública que discutiu o papel dos biomas na produção de água, biodiversidade e estratégias de conservação na Comissão de Meio Ambiente (CMA) alertaram para o futuro dos biomas brasileiros, de acordo com informações da Agência Senado. A reunião fez parte da programação do Junho Verde no Senado.

Segundo dados apresentados por João Paulo Capobianco, vice-presidente do Conselho Diretor do Instituto de Desenvolvimento e Sustentabilidade, o Brasil precisa criar 262 mil quilômetros quadrados de unidades de conservação para proteger, pelo menos, 10% dos seus biomas, fora a Amazônia.

Já perdemos a maior parte (85,5%) da floresta nativa da Mata Atlântica; o Pampa tem mais da metade da sua área (54,2%) desmatada; no Cerrado, restam 50% da vegetação natural; a Caatinga desflorestou 46,6% da sua área; e o Pantanal perdeu 15,4%. No caso da Amazônia, o desmatamento, em um intervalo de 20 anos, foi de mais de 370 mil hectares, entre 1967 e 1987.

Outro risco apontado pelo biólogo é a ameaça às espécies endêmicas desses biomas, ou seja, aquelas que existem apenas nessas regiões. Isso significa que se elas forem extintas nesses locais, desaparecem do planeta.

São mais de duas mil espécies de plantas e 1.173 espécies de animais. Só na Mata Atlântica, são 428 espécies vulneráveis ou em perigo de extinção. Diante desses números, outra preocupação de Capobianco é a política ambiental do governo federal.

“Algo que nos apavora são as iniciativas oficialmente declaradas de revisão das unidades de conservação, de cancelamento de novas unidades, de intervenção branca no ICMBio inviabilizando a sua atividade. Isso significa um retrocesso inadmissível dentro de um quadro já extremamente preocupante”, disse.

Marcia Hirota, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, ressaltou que todo os fragmentos florestais acima de três hectares totalizam apenas 12,4% do bioma. Ou seja, foi o que restou da área original, ocupada atualmente por mais de 140 milhões de pessoas, em 3.429 municípios, principalmente na Região Sudeste, onde ficam os maiores remanescentes, na Serra do Mar e em áreas protegidas.

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