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MPMG lança guia com reflexões sobre a relação entre animais humanos e não humanos

 

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Por aqui a gente não cansa de falar: nós somos a natureza. Enxergar-se como natureza passa também por repensar a relação estabelecida com os animais não-humanos. São tempos urgentes, onde cuidar dos mais frágeis e vulneráveis – sejam eles da nossa espécie ou não – é uma questão ética, moral, política, econômica, social e ecológica. ⠀ ⠀ Nossa líder de sustentabilidade, Aleluia Heringer, a convite do Ministério Público de Minas Gerais, escreveu o Guia “Animal não humano: presente!”, que traz reflexões sobre a educação e a relação entre animais humanos e não humanos. ⠀ ⠀ Para marcar esse momento e ampliar o debate do tema, faremos uma live de lançamento no dia 22/09, às 19h. Faça sua inscrição em http://bit.ly/inscricao-animalnaohumano (link na bio) e garanta o download gratuito e antecipado do guia. ⠀ ⠀ Te esperamos! ⠀ #animalnãohumano #mpmg #ecologiaintegral #ilali

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O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) através da Coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna (CEDEF) e em parceria com o Sindicato das Escolas Particulares de MG (SINEPMG), lançará no próximo dia 22 de setembro o guia ‘Animal não humano: presente’. O guia é de autoria da professora e consultora de Educação da ANDA, Aleluia Heringer.

Voltado principalmente para os educadores, o material tem como principal objetivo provocar questionamentos sobre as condições de vida desses animais, sobre o uso e as representações que fazemos deles e o que estamos perpetuando de forma equivocada. O evento será realizado de forma virtual, sendo necessária uma inscrição prévia para poder acompanhar o lançamento.

Para a professora e doutora em Educação Aleluia Heringer, 58 anos, autora do guia, o objetivo é chamar a atenção para forma como a escola e suas práticas pedagógicas e a educação informal (família, sociedade e mídia), de uma forma em geral, abordam, representam e lidam com os animais não humanos.

“O animal é usado por nós como se fosse um objeto, como uma coisa para nos servir e com isso infligimos uma ética, só que na nossa cabeça os animais não são merecedores dessa ética, ou dessa moral”, ressaltou a autora em entrevista à ANDA.

O guia inicialmente será online, mas a intenção do Ministério Público em parceria com o Sindicato das Escolas Particulares- MG (SINEP) é que a partir de 2021, esteja disponível em todas as escolas particulares de Minas Gerais.

“Entramos em contato com o sindicato das escolas particulares de MG, explicamos o projeto e qual era a proposta, eles gostaram e entraram também como patrocinadores. Eles vão imprimir o guia e enviar para todas as escolas particulares conveniadas de Minas Gerais”, ponderou a diretora da escola Santo Agostinho.

Início

A ideia de lançar o guia “Animal não humano: presente”, surgiu através de um planejamento do Ministério Público-MG através da Coordenadoria Estadual de Defesa da fauna (CEDEF) que com a verba do Termo de Ajustamento de Conduta decidiu reverter esse dinheiro para uma ação de educação. Segundo Aleluia, o Ministério Público- MG recebia denuncias advindo de escolas, principalmente de escolas particulares.

“A forma como eles tinham ideias e projetos contanto equivocados dos animais fez com que a gente conversasse muito em conjunto com o MP e chegamos na convicção que a educação nas escolas, a formação de professores, diretores, estavam muito carentes de um reflexão um pouco mais profunda sobre as representações e o trato com os animais”, lembrou Heringer.

Para a promotora de Justiça e responsável pela coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna- (CEDEF), Luciana Imaculada de Paula, o principal objetivo e finalidade do guia é acabar com as praticas de abuso e maus-tratos aos animais.

MP-MG lança guia para reflexões sobre educação e relação entre animais humanos e animais não humanos
Foto: Reprodução/ Facebook/ Fred Costa

“O guia surgiu da necessidade que foi vivenciada pela coordenadoria da (CEDEF) de trabalhar as reflexões que a sociedade em seu trato com os animais. Nós recebemos de várias representações de todo Estado de Minas Gerais supostas situações de maus-tratos com os animais”, relembrou a promotora.

MP-MG lança guia para reflexões sobre educação e relação entre animais humanos e animais não humanos.
Foto: Reprodução/ Facebook/ Fred Costa

“A percepção que nós tínhamos, e eu como promotora de Justiça a frente da coordenadoria e que havia uma necessidade de discutir essas práticas antes de punir os envolvidos. Então, nesse sentindo, procuramos a professora Aleluia Heringer e outras entidades para que pudéssemos trazer essas discussões e reflexões, com o intuito de contribuir para uma nova visão da sociedade em relação aos animais”, complementou a coordenadora do CEDEF.

A promotora ainda ressalta que a data de lançamento do guia, 22 de setembro, foi justamente para celebrar o Dia em Defesa dos Animais, também conhecido como o Dia da Defesa da Fauna.

Lançamento

O lançamento do guia “Animal não humano: presente” ocorrerá dia 22 de setembro às 19 horas de forma virtual pela plataforma zoom us.

Para participar do evento de lançamento do guia, o candidato terá que fazer um cadastro no link: http://bit.ly/guiaanimalnaohumano. Após feito o cadastro o candidato receberá o link do e-mail. Basta acessá-lo no dia e horário informados para participar. Os inscritos também terão acesso, em primeira mão, à versão digital da publicação.

O evento terá a presença da autora do guia; Aleluia Heringer- autora do guia, doutora em educação, diretora do colégio Santo Agostinho que fica na cidade de Contagem- Região Metropolitana de Belo Horizonte- MG; Luciana Imaculada de Paula- promotora de Justiça e responsável pela coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna- CEDEF; Júlio César Luciano- promotor de Justiça; Zuleica Reis Ávila- presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais- SINEP-MG; Capitão José Fernandes de Paula- Associação Regional de Proteção Ambiental- ARPA e Eliana Malta- diretora da ONG Rock Bicho.


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Estudo científico encontra ligação biológica entre consumo de laticínios e obesidade

Foto: Adobe
Foto: Adobe

Só nos EUA, quase um em cada cinco jovens (entre dois e 19 anos) é considerado obeso – não apenas com sobrepeso, mas obeso.

Essa estatística perturbadora tornou-se realidade devido a vários fatores sociais, mas alguns estudos mostraram que as atuais diretrizes alimentares do USDA ou United States Department of Agriculture (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) não estão ajudando.

A inclusão de laticínios como um grupo de alimentos e a recomendação agressiva de três porções de laticínios por dia podem estar contribuindo para a expansão acelerada da cintura da juventude americana (e também dos adultos).

Leucina

Uma revisão da literatura de 2012 tentou identificar a ligação biológica entre o consumo precoce de laticínios e a obesidade infantil, e o autor Bodo C. Melnik encontrou fortes evidências para sugerir que a leucina, aminoácido encontrado no leite de vaca – e nas fórmulas infantis à base de leite de vaca – é a culpada.

Aqueles que estão familiarizados com exercícios de musculação podem estar familiarizados com a leucina, pois ela é frequentemente elogiada por suas propriedades de construção muscular. É por isso que o leite ou o chocolate são tão frequentemente comercializados como alimentos de recuperação, pois o leite de vaca contém uma concentração 50% maior de leucina em comparação ao leite humano.

Embora esse aminoácido ajude a estimular o crescimento da massa muscular, ele também tem um efeito central na função da proteína mTORC1 (mTOR1). Simplisticamente, a mTOR regula o crescimento de uma célula e a leucina estimula a mTOR a entrar em ação. O resultado, de acordo com o estudo, é o aumento da resistência à insulina, formação de gordura e resistência à leptina (hormônio inibidor da fome).

Quando a leucina manda um sinal para a mTOR, ocorrem uma série de interações que resultam na adição de um grupo fosforil do Receptor de Insulina (IRS). Esse grupo fosforil adicional torna o receptor do IRS menos responsivo à insulina e a resistência à insulina estabelece as bases para a síndrome metabólica e o diabetes.

Formação de células adiposas

A mTOR também é responsável pela divisão das células adiposas e pela formação de novas células. Quando ativada pela leucina, a mTOR faz sua parte criando essas novas células adiposas – que podem resultar em um ganho de peso perceptível.

Foto: Adobe
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A revisão também encontrou uma ligação entre a estimulação da mTOR e a formação de lipídios, uma vez que a mTOR desempenha um papel fundamental na produção de enzimas que suportam a criação de lipídios. Em essência, mesmo que se consuma leite desnatado, esse leite sem gordura ainda pode provocar a formação de células adiposas.

Leptina

Finalmente, a leucina – por meio da ativação da mTOR – influencia a ação da leptina. A leptina é um hormônio que sinaliza o cérebro quando estamos satisfeitos. Enquanto a mTOR realmente faz com que as células de gordura criem leptina, os pesquisadores descobriram que aqueles que consomem dietas ricas em gordura são realmente mais resistentes à leptina.

Considerando que só os americanos comem mais que o dobro da quantidade de queijo que consumiam na década de 1970, não é surpresa que essa resistência exista, considerando o fato de que o queijo é a maior fonte de ingestão de gordura saturada nos Estados Unidos.

Quando a leptina é suprimida, nossos sinais de fome desaparecem, fazendo-nos comer além do ponto de saciedade e consumir calorias em excesso que podem contribuir para quilos extras na balança.

“Leite ajuda no crescimento”

Os profissionais de marketing da indústria do leite não estão errados – o leite nos faz crescer. No entanto, quando esse crescimento se torna obesidade, podemos querer brecar seu consumo, e diminuir a ingestão de todos os seus derivados (como queijo) sob o risco de problemas sérios de saúde.

Especialmente as mães devem considerar a amamentação em vez de optar pela fórmula infantil à base de leite. A melhor comida para um bebê não é o leite de outra espécie – é o leite da própria mãe. As informações são do Plant Based News.

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Estudo sobre nutrição encontra ligação entre o consumo de laticínios e doenças

Foto: Adobe
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Há mais de 30 anos, o Dr. T. Colin Campbell e sua equipe na Universidade Cornell, em parceria com pesquisadores da Universidade de Oxford e do governo chinês, iniciaram um dos estudos mais abrangentes sobre nutrição e saúde já realizados.

Conhecido como o China Project (Projeto Chinês), este estudo de referência, combinado com as descobertas laboratoriais, demonstrou conclusivamente os perigos de uma dieta rica em proteínas animais e os surpreendentes benefícios à saúde de uma alimentação baseada em vegetais. Essas descobertas foram traduzidas para o livro best seller “The China Study”.

Preocupações com laticínios

Embora este extenso estudo tenha encontrado efeitos negativos em todas as fontes de proteínas animais, os laticínios eram uma preocupação particular.

Os resultados indicam que quanto menor a porcentagem de caseína (uma proteína encontrada no leite de vaca) que uma pessoa consome, maiores são os benefícios à saúde. Mesmo a ingestão relativamente pequena de proteína animal – de laticínios ou carne – foi associada a efeitos adversos.

As pessoas que ingeriam mais alimentos à base de vegetais eram as mais saudáveis e tendiam a evitar doenças crônicas, conforme informações do Plant Based News.

Outros pontos-chave do estudo:

1. A proteína caseína no leite de vaca, que representa 80% de seu conteúdo proteico total, foi considerada um carcinogênico químico relevante – o que significa que pode ativar nossos genes promotores de câncer.

2. Os países com maior ingestão de cálcio, principalmente do leite de vaca, apresentam as maiores taxas de osteoporose. A proteína caseína faz com que o cálcio em nossos ossos seja sugado pelo corpo, enfraquecendo os ossos. Isso acontece como resultado dos laticínios criarem um ambiente ácido dentro do corpo e o cálcio dos ossos é usado para neutralizar esse efeito no corpo.

3. A proteína caseína aumenta o colesterol no sangue, levando à aterosclerose (acúmulo de placas de gordura no interior das paredes das artérias internas, o que pode restringir o fluxo sanguíneo e causar um ataque cardíaco ou derrame).

4. As proteínas lácteas têm sido associadas ao desenvolvimento de doenças autoimunes – como diabetes tipo 1 e esclerose múltipla – por meio de um mecanismo conhecido como mimetismo molecular.

5. Em dezenas de experimentos realizados ao longo de 30 anos, a caseína foi considerada um poderoso promotor de câncer experimental. As proteínas do trigo e da soja, no entanto, não estimularam o desenvolvimento do câncer.

6. Não existe um único componente dos laticínios que o conecte a doenças crônicas, como doenças cardíacas, diabetes e osteoporose, porém, a substância contém uma série de fatores problemáticos. De acordo com o trabalho do Dr. Campbell, esses fatores incluem “o aumento da atividade de fatores de crescimento e replicação celular compensatória, acidose metabólica e seu impacto nas principais reações enzimáticas, desequilíbrios hormonais e efeitos adversos nos componentes do sistema imunológico”.

Alimento não indicado para humanos

O estudo afirma que o leite retirado de uma vaca não pode ser alterado para se tornar verdadeiramente seguro para o consumo humano.

Embora muitas empresas tenham tentado remover a lactose e reduzir a gordura saturada inerente encontrada nos laticínios, elas não podem eliminar os hormônios naturais encontrados em todos os laticínios, nem podem cessar as características promotoras de crescimento do que realmente é comida infantil – ou seja, comida infantil para bezerros. Os céticos costumam dizer que nem todas as proteínas são criadas da mesma forma, e o Estudo da China confirma isso. Algumas proteínas são absolutamente perigosas.

Este artigo foi criado com a colaboração de pesquisa do T. Colin Campbell Center for Nutrition Studies.

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Ativistas enviam mais de 9 mil fardos de feno para alimentar elefantes famintos

Foto: O Parque Nacional de Hwange, geralmente um refúgio para a vida selvagem, foi gravemente atingido pela seca | Foto: CHRISTOPHER SCOTT/GETTY IMAGES
Foto: O Parque Nacional de Hwange, geralmente um refúgio para a vida selvagem, foi gravemente atingido pela seca | Foto: CHRISTOPHER SCOTT/GETTY IMAGES

Ativistas pelos direitos animais iniciaram o transporte de fardos de feno para os parques nacionais do Zimbábue para alimentar os animais que estão sofrendo com uma seca sem precedentes e que já matou de fome dezenas de elefantes.

A ONG VAWZ – Vets for Animal Welfare Zimbabwe (Veterinários pelo Bem-estar Animal do Zimbábue) operacionalizou o transportou de 9 mil fardos de feno para o Mana Pools, um parque nacional no norte do país, informou a Radio France International.

“Por causa da seca, os poços naturais estão secando e os elefantes ficam presos na lama profunda. Tentamos de tudo para tirá-los, mas mesmo depois de escavar a lama e retirá-los, eles geralmente estão fracos demais para se levantar,”disse Carole Deschuymere, uma fotógrafa da vida selvagem que trabalha em estreita colaboração com a VAWZ.

“Muitos filhotes de elefantes nascem prematuramente e as mães não têm leite suficiente para alimentá-los. Também é a época do nascimento dos potros das zebras. Sem o feno, todos morreriam”, disse ela.

Acredita-se que até 20 elefantes, só no parque nacional Mana Pools, tenham morrido de fome no mês passado. Antes, o Departamento de Parques Nacionais do Zimbábue disse que pelo menos 55 elefantes haviam morrido no Parque Nacional de Hwange, 300 milhas a sudoeste.

A África Austral está passando por sua pior seca em 20 anos. Porém, no Zimbábue, o impacto foi exacerbado por uma crise econômica que deixou o governo e o público privados de moeda estrangeira para pagar por alimentos importados, combustível e eletricidade.

O pior da seca atingiu uma faixa de terra na parte norte do país, que abriga a maioria dos parques nacionais do Zimbábue.

“A situação é terrível. Os animais estão morrendo, as pessoas estão morrendo”, disse Tinshe Farawo, porta-voz da Zim Parks, a autoridade nacional de vida selvagem do Zimbábue.

“Não são apenas os elefantes. Acabei de ler um relatório sobre o salvamento de búfalos que ficaram presos na lama”.

A seca também exacerbou a competição entre humanos e animais pela água, já que os animais, incluindo elefantes, tomam conta de poços escavados por agricultores de subsistência para suprir as demandas de suas colheitas e seu gado.

Pelo menos 22 pessoas foram mortas em razão de conflitos com elefantes desde o início deste ano. A vítima confirmada mais recente foi um fazendeiro que vivia perto de Hwange. O homem tentou espantar agressivamente um elefante de sua terra e foi morto na semana passada, disse Farawo.

Existem cerca de 85 mil elefantes no Zimbábue.

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Filhote de elefante salva homem que estava sendo levado pela correnteza em rio

O vídeo publicado em uma rede social mostra o bebê elefante se afastando de sua manada e nadando em direção aos homem que se afogava, só parando ao certificar-se de que ele estava seguro


 

Reprodução | @sonunigamsingH/Twitter
Reprodução | @sonunigamsingH/Twitter

Elefantes possuem estruturas cerebrais únicas – diferentes das de qualquer outro mamífero – que são responsáveis pelas habilidades especiais desses seres sencientes em aprendizado e memória. E também pela capacidade de tomar decisões, como neste caso do elefante bebê que vai em auxílio de um humano em perigo.

Em contrastes com incidentes sendo relatados em locais como o Sri Lanka, onde os elefantes são tratados de forma cruel e exploratória por humanos tendo em vista apenas os ganhos financeiros, um vídeo de um elefante bebê que salva um homem de se afogar em um riacho está se tornando viral.

Os elefantes são seres inteligentes com um forte senso de proteção, criação de vínculo e estruturas sociais e familiares complexas. É fato que uma manada de elefantes nunca deixa um membro da família para trás ou que uma mãe elefante é capaz de dar a própria vida para proteger seu bebê.

Denúncias de casos em que seres humanos praticam atos de crueldade e abuso com os animais aumentam a cada dia, em paradoxo, o vídeo desse elefante bebê correndo para salvar um homem sendo arrastado pela água que o carrega rapidamente, pode realmente ser uma lição para os seres humanos.

O vídeo foi compartilhado pelo usuário do Twitter @sonunigamsingH e pode ser um vídeo antigo. O post não menciona a hora e o local do incidente.

Reprodução | @sonunigamsingH/Twitter
Reprodução | @sonunigamsingH/Twitter

No entanto, pode-se ver que, quando o homem estava sendo levado pela correnteza rapidamente, o bebê elefante se separou do seu rebanho e correu para ajudar o homem; pelo vídeo, parece que o homem pode ter alcançado a margem, mas o elefante ainda se aproximava e seguia em seu encalço, caso o humano precisasse de ajuda.

Reprodução | @sonunigamsingH/Twitter
Reprodução | @sonunigamsingH/Twitter

A espécie humana pode realmente aprender uma coisa ou duas com os elefantes – na verdade, os animais em geral – porque eles parecem ser mais sensíveis aos seres humanos do que os humanos são em relação a eles.

Reprodução | @sonunigamsingH/Twitter
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Conservacionistas denunciam venda de filhotes de leão como símbolo de status

Foto: SAPS
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Animais não são produtos para serem vendidos. São vidas, seres sencientes, capazes se sentir, sofrer, criar vínculos profundos e compreender o mundo ao seu redor.

Comprar um filhote de leão como animal doméstico além de ser abusivo, cruel e ilegal, é extremamente perigoso, alerta um especialista em resgate de leões da África do Sul após a descoberta de um leão bebê em uma casa no subúrbio de Athlone, na Cidade do Cabo na África do Sul.

“Depois do filme O Rei Leão, pode parecer bonito e atraente para as pessoas ter um leão em casa, mas este é o último animal que você deve escolher como animal doméstico”, disse o diretor da Drakenstein Lion Park, Paul Hart.

Foto: The South African
Foto: The South African

Ele explicou que, quando os filhotes tem em torno de três meses de idade, eles são “barulhentos e destrutivos”, mas com seis meses de idade se tornam capazes de matar um ser humano.

“Animais selvagens não foram feitos para viverem em cativeiro, e leões ocupam o topo de sua cadeia alimentar”, disse Hart.

Na quarta-feira, a polícia invadiu uma casa em Athlone, um subúrbio da Cidade do Cabo capital da África do Sul, onde resgatou um filhote e levou dois homens em custódia para interrogatório.

A polícia acredita que o filhote foi trazido de Thabazimbi para a Cidade do Cabo, e não deu mais detalhes sobre de quem era a responsabilidade pelo animal ou qual foi o resultado do interrogatório.

Várias fotos de filhotes de leão mentidos como animais domésticos foram enviadas ao News24 por uma pessoa que optou por permanecer anônima. Vários suspeitos sugeridos também foram chamados para esclarecer se tinham algum vínculo com o animal resgatado, mas todos negaram manter um filhote de leão em suas casas.

Foto: The South African
Foto: The South African

O Drakenstein Lion Park, que acolhe grandes felinos resgatados de todo o mundo, publicou um post no Facebook dizendo que eles estavam preocupados se o filhote de leão de Athlone estava em um “local adequado”, e ofereceram ajuda colocando suas instalações à disposição para recebe-lo.

Hart disse que, como animais protegidos pela CITES, os filhotes não podem ser vendidos como animais domésticos, mas que existia um mercado paralelo de filhotes de leão muito procurado.

A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES) é um acordo entre governos para controlar o comércio de certas espécies.

O leão africano (Panthera leo) está listado no Apêndice 1 da Cites, o que significa que está na lista dos animais e plantas mais ameaçados de extinção citados pela convenção internacional.

“Eles [leões] são mantidos nas casas como símbolos de status ou adereços para fazer o tutor parecer mais viril ou macho”, acrescentou Hart.

“Ao mesmo tempo, você terá um predador de topo andando pela sua sala de estar.”

Inevitavelmente, os filhotes precisam ser removidos da casa à medida que se tornam mais perigosos.

“Resgatamos dezenas e dezenas de filhotes de leão”, disse Hart.

“As pessoas pensam: ‘Eu quero, quero isso’ e não estão pensando nas consequências a longo prazo”.

“O abuso psicológico é o mais difícil de consertar”, disse ele.

Leões resgatados

No momento em que são resgatados ou entregues por tutores que não conseguem lidar com eles à medida que crescem, esses filhotes terão que ser afastados de todas as drogas que receberam para permanecerem dóceis. A maioria deles sofreu abusos psicológicos “se comportarem” em casa.

Eles também podem ter sido maltratados fisicamente, como alguns dos recém-chegados ao santuário: um leão resgatado do Líbano que vivia acorrentado em uma sala de concreto e um tigre de um zoológico na Argentina.

Uma vez trazidos para o santuário, os filhotes não são tratados como “fofos”.

“Nós não os mimamos, tentamos deixá-los serem leões.”

Hart observou que cada província tinha seus próprios requisitos de permissão para tutela de animais selvagens, mas que o Cabo Ocidental era um dos mais rigorosos.

O santuário esperava que o filhote de Athlone estivesse em um centro de resgate apropriado e também se ofereceu para ajudar com seus cuidados.

“Leões não são animais que possam ser mantidos como animais doméstico”, disse ele.

“Queremos ter certeza de que serão cuidados adequadamente.”

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Estudo aponta que 86% das pessoas se separariam de um parceiro que não gostasse de seu cão

De acordo com uma nova pesquisa, se você gosta de alguém, de forma romântica, é melhor se dar bem com o cachorro dessa pessoa também.

A pesquisa foi conduzida pela empresa Wag!, empresa de passeadores de cães, relata o site WJLA. Descobriu-se que quatro em cada cinco donos de cães disseram que a reação que seu cão tem em relação a um parceiro em potencial, afeta seus sentimentos no relacionamento.

Além disso, 86% dos participantes da pesquisa disseram que se separariam de um parceiro que não gostasse de seu cachorro, dizendo que um parceiro em potencial que não gostasse do cachorro era pior do que uma pessoa que não quisesse ter filhos, tivesse mal hálito ou não se vestisse bem.

A CEO da Wag!, Hilary Schneider, disse: “Não é surpresa para nós da Wag! que os pais do cão dão valor às opiniões de seus cães sobre outros seres humanos e que isso represente um fator decisivo em suas vidas amorosas”.

A relação entre tutores e cães é desenvolvida no dia a dia, repleta de particularidades, entrega e momentos únicos que muitas vezes não são partilhados por nenhum outro ser humano nas relações do tutor.

É natural que o cachorro desempenhe papel fundamental na hora de escolher um parceiro amoroso, em virtude da força da troca e do amor envolvidos entre tutor e animal.

Muitas pessoas consideram seus cães e gatos mais importantes que outros seres humanos e delegam a eles o papel primordial em seus corações e sentimentos.

Ou seja, para entrar no coração dessas pessoas, é preciso antes passar por seus companheiros de quatro patas primeiro.

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Cantor Bryan Adams se coloca na frente de baleia para impedir caçadores de matá-la

Foto: Instagram
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O cantor, compositor e autor canadense Bryan Adams recentemente atuou como um escudo humano para salvar a vida de uma baleia.

Adams remou em direção a baleia em seu paddleboard (uma espécie da caiaque) após testemunhar caçadores indo atrás dela nas águas em torno de Mustique, uma ilha privada no São Vicente e Granadinas do Caribe.

Há uma zona de conservação de mil metros ao redor da ilha – um local conhecido e muito frequentado por ricos e famosos – onde a baleia estava nadando.

Falando sobre o incidente para o Searchlight, Adams explicou: “Eu fui testemunha de uma baleeira (barco que caça baleias) e lanchas que encurralam a baleia; vários barcos circulando, encurralando e ferindo o cetáceo. Eu assisti a tudo em primeira mão e saí depressa no meu paddleboard em direção a cena, e fiquei entre a baleia e o baleeiro”.

Mudando para o ecoturismo

A celebridade possui uma propriedade na ilha particular e se considera um cidadão de São Vicente e Granadinas. Ele é co-fundador e presidente da função Saint Vincent and the Grenadines Environment Fund (Fundo para o Meio Ambiente de São Vicente e Granadinas, SVGEF) e defende que o conjunto de ilhas deve se concentrar no ecoturismo e passar da caça para a observação de baleias.

“Meu papel é o de alguém que quer ter certeza de que o protegeremos (SVG) para o futuro, para nossos filhos e filhos de nossos filhos”, disse ele.

Foto: Instagram
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“Não estou interessado em prejudicar o país”, acrescentou ele. “Eu quero que as pessoas venham para o SVG (São Vicente e Granadinas no Caribe) e vejam como o ambiente é lindo aqui”. “É tão amplo e bonito e raro”, continuou ele.

“O ecoturismo deve ser o foco do futuro, já que é uma coisa muito mais viável para se pensar em vez de caça às baleias, porque os turistas com certeza ficariam horrorizados ao verem isso acontecendo”.

Esta não é a primeira vez que Adams agiu em nome dos animais. Ele frequentemente pública posts nas redes sociais sobre o veganismo e encoraja seus seguidores a adotar uma alimentação baseada em vegetais para o bem de sua saúde, o meio ambiente e os animais.

Em junho de 2018, ele falou sobre o uso de gelatina em doces. Ele twittou: “você sabia que, se você está comendo gummybears, está comendo ‘frituras’ feitas de subprodutos de animais, como cascos e chifres?”

Bryan Adams e o ativismo em defesa dos animais

Adams abandonou o consumo de carne em 1988, até que mais tarde se tornou vegetariano e então vegano. A primeira grande campanha de sucesso que contou com a participação do músico foi a construção de um santuário de baleias na Antártica na década de 1990.

Há alguns anos, em entrevista à ONG PETA, ele mandou uma mensagem bem clara para quem defende alguns animais, mas come outros: “Se você ama os animais, não os coma. Me oponho ao uso de peles de animais e a qualquer outro tipo de produto que use animais. Não como eles, e não me visto com eles”, declarou.

Foto: Instagram
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“Bem, não acredite na propaganda da indústria da carne dizer que se você está comendo animais e peixes, você está consumindo proteína, porque todos os alimentos precisam ser transformados em aminoácidos no estômago antes que o corpo os transforme em proteínas.”

O cantor afirma que uma das perguntas mais frequentes aos veganos é sobre as fontes as proteínas, devido ao mito de que os produtos animais são as únicas. Mas de acordo com especialistas, é possível não apenas obter proteína adequada, mas também ter sucesso em vários aspectos com uma dieta baseada em vegetais.

“Então a resposta é: se você está comendo legumes frescos, incluindo saladas e frutas, seu corpo naturalmente encontra o que precisa e expulsa o resto”, afirma o cantor.

Adams é vegano por quase três décadas e revelou em uma entrevista ao The Tribune em outubro do ano passado que ele acredita que animais são amigos, não comida.

“Os animais são meus amigos e eu não como meus amigos”, disse ele. O músico canadense também falou dos encontros mágicos com animais que ele teve na Índia, relembrando como, em sua primeira viagem ao país, seu táxi foi forçado a parar “porque um elefante estava dormindo no meio da estrada”.

A dieta vegana é saudável?

Bryan Adams acrescentou que comer animais é “perigoso para uma boa saúde a longo prazo”.

A celebridade já creditou a sua dieta vegana o motivo para não ficar doente, observando como a alimentação saudável baseada em vegetais fortalece o sistema imunológico.

Evidências médicas revelam que alimentos à base de animais, particularmente carnes vermelhas e processadas, têm sido associados a vários problemas de saúde, incluindo várias formas de câncer, doenças cardíacas e diabetes tipo 2.

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Lewis Hamilton incentiva seus 8,8 milhões de seguidores no Instagram a adotar o veganismo

O piloto campeão de Fórmula 1 e vegano Lewis Hamilton compartilhou uma forte mensagem de direitos animais em seu Instagram.

Hamilton fez duas publicações, se dirigindo aos seus 8,8 milhões de seguidores.

“Os animais possuem valores dos quais poucos humanos têm”, escreveu ele em uma delas. “Nós fechamos os olhos para a dor e tortura que colocamos neles”.

Ele aponta em como os animais são mortos para benefícios e produtos de consumo do ser humano. “Cada pedaço de carne, frango ou peixe que você come, cada pedaço de couro ou pele que você usa, veio de um animal que foi torturado, afastado de suas famílias e brutalmente morto”.

“Todos nós temos escolhas a fazer e se você está bem com isso, então é por sua conta. Mas eu escolho amar, ter consciência do que estou apoiando e me recuso a apoiar as empresas que compram dessas empresas matando e torturando animais”, ele afirma.

O campeão de fórmula 1 utilizou das redes sociais para publicar mensagem pró-vegana (Foto: Reprodução)

A estrela também compartilhou outro post, com uma imagem de uma mãe porco descartada em uma lixeira com seus leitões.

A foto tinha escrito sobre ela dizendo: “Uma mãe e seus bebês jogados fora como lixo. Seus direitos nunca foram considerados, suas vidas nunca foram deles para viver. Este é o preço do bacon”.

Hamilton acrescentou sua própria legenda dizendo: “Todos nós temos uma voz, eu tenho essa plataforma e não usá-la corretamente seria errado da minha parte”.

“Ninguém é perfeito, eu certamente não sou, mas isso está realmente acontecendo todos os dias para tantos animais no mundo todo”.

O atleta revelou que adotou uma dieta baseada em vegetais em setembro de 2017 depois de assistir ao documentário “What the Health”.

Desde então, ele se tornou cada vez mais franco sobre os benefícios éticos, ambientais e de saúde da queda de produtos de origem animal.

“É por isso que eu decidi fazer uma dieta vegana à base de vegetais, já faz mais de um ano. Sim, é difícil, nada é fácil, mas eu me senti o melhor que já senti no ano passado”, ele escreve.

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Festival na Índia explora elefantes para entretenimento humano

Um festival de elefantes, no qual os animais são forçados à realizar apresentações ao público é realizado anualmente na cidade de Shivamogga, em Karnataka, na Índia.

Organizado pelo Departamento de Florestas no Campo de Elefantes de Sakrebailu, o evento é sediado em um acampamento às margens do rio Tunga, reunindo milhares de pessoas.

Durante o festival, uma equipe de vida selvagem submete os animais à diferentes atividades para o público. Manipulados por mahouts e kavadis do Sakrebailu Elephant Camp, um acampamento de elefantes cativos, os animais são forçados à participar de competições bizarras, como comer bananas.

Elefantes são obrigados à realizar performances em festivais na Índia (Foto: Reprodução)

Eles são forçados também a usar vestimentas e ornamentos para a ocasião. Os elefantes obedecem todas as ordens dos mahouts e kavadis, demonstrando que passaram por duros treinamentos, apenas com a finalidade de entreter o público do festival.

Ainda, os animais são usados em encenação de peças. Em uma delas, Sharade, a elefante mais nova do acampamento, recusa-se a ir à escola. Então seus irmãos Hemavathi e Shivu a forçam à ir, puxando as orelhas da elefante.

O festival foi organizado na 64ª função de despedida da Semana da Vida Selvagem. Na ocasião, os vencedores de várias competições receberam prêmios e certificados.

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Destaques, Notícias

Programa de TV chinês abusa de animais e os força a se comportarem como humanos

Um programa semanal televisionado na China obriga um chimpanzé e um buldogue a se vestirem como crianças e a realizarem uma série de tarefas humanas.

De acordo com informações da MailOnline, os dois animais foram regularmente espancados e ameaçados nos bastidores quando não realizavam as atividades.

Miya, o chimpanzé, e Dongdong, o buldogue, estrelam o programa chamado “We Are Friends”. Nele, os dois são obrigados a completar três desafios em cada episódio, como lavar a louça, usar um smartphone e até assistir a uma aula com crianças.

Miya, o chimpanzé, e Dongdong, o buldogue, são forçados a realizarem um programa de TV na China (Foto: Daily Mail Online)

Uma fonte anônima, que alega ter trabalhado para o programa, enviou uma queixa dos maus-tratos à PETA Asia no mês passado logo após o lançamento do programa.

Ela teria mandado uma compilação de vídeos que mostram os treinadores arrastando e chutando os animais em várias ocasiões.

Também é dito que os dois animais foram vistos se machucando no local das filmagens, um comportamento interpretado por especialistas em animais como sinal de medo e ansiedade.

Um insider forneceu um vídeo para a PETA Asia mostrando os animais sendo abusados pela produção (Foto: Daily Mail Online)

Outro ex-funcionário do programa disse ao MailOnline que ele teve que parar de trabalhar para o programa porque “não podia suportar a maneira como a equipe de produção tratava os animais”. A fonte alegou que o show foi filmado na Tailândia no verão.

Ele acrescentou que alguns trabalhadores no local protestaram contra o tratamento dos animais, mas o diretor do programa insistiu em continuar filmando.

Crueldade disfarçada de entretenimento

Em cada episódio do programa, um narrador conta uma história e explica o que os animais devem sentir e pensar, como se fossem crianças pequenas.

Miya é o personagem principal para enfrentar desafios, enquanto Dongdong é o seu companheiro. No final de cada episódio, o narrador encoraja as crianças a seguirem o “bom exemplo” dos personagens.

Miya é obrigada a passear com Dongdong em uma coleira no reality show chinês (Foto: Daily Mail Online)

Até agora, Miya foi obrigada a andar com Dong Dong na coleira, limpando as janelas, calçando sapatos de couro, fazendo compras em uma loja de animais, usando um banheiro e escrevendo os deveres de casa.

O narrador diz aos espectadores que Miya rega todas as flores em seu jardim todos os dias (Foto: Daily Mail Online)

Para isso acontecer, entretanto, os dois animais foram submetidos a abusos físicos e obrigados a trabalhar mais de 10 horas por dia, afirmou um insider.

De acordo com “We Are Friends”, Miya e Dongdong embarcaram em uma “viagem mágica para entrar na sociedade humana” na Tailândia e devem dar bons exemplos para as crianças com seu comportamento.

Miya e Dongdong são obrigados a assistir a uma aula com um grupo de crianças no programa (Foto: Daily Mail Online)

Miya é descrita como “inteligente”, “cautelosa” e “desobediente”, enquanto Dongdong é “gulosa”, “corajosa” e “impulsiva”.

Lançado em 9 de setembro, o “We Are Friends” é transmitido todos os domingos no horário nobre, através da Zhejiang Satellite Television Station para os telespectadores da China.

É comercializado como um show familiar. Cada um dos seus 12 episódios tem uma hora de duração.

A estação de televisão por satélite de Zhejiang é uma das mais influentes estações de televisão por satélite na China e é conhecida pelos seus vários espetáculos de entretenimento.

Miya sendo obrigada à lavar a louça em episódio (Foto: Daily Mail Online)

O posicionamento da organização

A PETA Asia pediu, por meio de uma publicação na plataforma Weibo, um boicote contra o programa, descrevendo-o como “extremamente cruel”, “imortal” e “enganoso”. Os usuários da rede social expressaram apoio à campanha.

Um porta-voz da PETA Ásia disse ao MailOnline: “A única realidade neste show é a crueldade. Este é apenas mais um exemplo de animais sendo explorados e abusados ​​na China e na Tailândia, onde as leis de proteção animal são fracas e inexistentes”.

Miya é encarregada de colocar um par de sapatos antes de ir para uma aula com um grupo de crianças (Foto: Daily Mail Online)

Um usuário de nome HeiMinZheng escreveu: “Animais são animais. A produção não deve abusar deles por valor de entretenimento para aumentar a audiência. Eles são fofos e parecidos com humanos, mas isso não significa que os humanos podem forçá-los a fazer o que eles acham que são coisas ‘mágicas'”.

Outro usuário de nome Zhou Beilei Manon1994 exigiu que o programa fosse suspenso e que os animais fossem resgatados.

O chimpanzé recebe um celular para promover um aplicativo chamado TUES (Foto: Daily Mail Online)

Comentários de usuários sugeriram que o programa foi baseado em “A Aventura de Pan e James”, um reality show do Japão de 2005, que também contava com animais: o chimpanzé Pan-kun e o buldogue James.

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Notícias

Vídeo mostra interação quase humana entre chimpanzé e filhote

Uma chimpanzé adulta e um filhote interagindo foram gravados em vídeo por um observador do Projeto Chimpanzé de Tai, na Costa do Marfim.

No vídeo, um chimpanzé adulto está deitado o chão, sustentando o filhote nos pés. O filhote balança os braços alegremente, enquanto o adulto faz o bebê pular.

O que parece ser a mãe cuidando do filho, a semelhança com os seres humanos é inegável:

Os humanos e os chimpanzés têm muito em comum. A complexidade nas relações entre os indivíduos também é semelhante. Os chimpanzés têm estruturas sociais e comportamentos complexos que os ajudam a estabelecer relacionamentos, superarem a ansiedade e formar a confiança entre eles.

Reprodução

“Compreender algo sobre grandes símios muitas vezes também nos ajuda a entender algo sobre nós mesmos”, conta Gisela Kaplan, professora do Centro de Neurociência e Comportamento Animal da Universidade da Nova Inglaterra, na Austrália, em uma entrevista realizada com o The Dodo em 2016.

No final do vídeo, a mãe aparenta dar um abraço caloroso em seu filhote.

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