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Pousada de cidade de Canela (RS) executa animais que entram na propriedade

Luciana Gobbi
lugobbi@gmail.com

Carta de indignação com fato ocorrido na Pousada Hospedaria Provençal em Canela, sito Rua Theobaldo Fleck, 461 – Canela RS
http://www.hospedariaprovencal.com.br/

Na semana de 21 de março a 27  de março resolvemos, eu e meu marido, passar uma semana nas cidades de Gramado e Canela.

No dia 23, por volta das 14h, resolvemos visitar a Hospedaria Provençal, que conhecemos pelo site. Ao chegar no local, nos deparamos com uma discussão no hall de entrada do hotel entre duas funcionárias que, ao nos verem se mostraram nervosas, como se não esperassem que alguém aparecesse naquele momento.

Pedimos para conhecer a pousada, e a funcionária que nos recebeu disse que não reparássemos pois havia um cheiro de fezes na portaria e que tinha sido ocasionado por excrementos de um gato. Ao continuar seu relato, disse que ela tinha quase “matado o gato”… fato que obviamente achamos que se tratasse de uma brincadeira, apenas “maneira de falar” e que o bichano fosse da pousada, como em inúmeras que já fomos, e que hóspedes e animais convivem muito bem, como por exemplo Pousada Colina de Pedra, Estalagem Coração da Mata, entre outras de Canela.

Começou nos mostrando um apartamento na parte inferior do prédio que não foi do nosso agrado, um apartamento sombrio que reflete bem a alma de quem “cuida” daquele lugar.  Pela recepção nada agradável, com o que parecia ser apenas uma brincadeira, agradecemos e fomos nos retirando quando ela disse que não olhássemos para o lado, uma vez que o gato estava lá e que íamos acabar “prendendo” ela. Pois bem… lá estava realmente um gatinho embaixo de uma mesa de centro, aparentemente vivo, mas imóvel, como se estivesse assustado.

Fomos embora… Confesso que acabou estragando nosso passeio por dois motivos: primeiro porque, mesmo achando que a funcionária havia exagerado na colocação de “matar o gato”, vimos que animais não são bem-vindos, o que é compreensível num hotel, mas maus-tratos são crime. Em segundo lugar pela MINHA covardia… já que preferi chorar dentro do carro do que ter averiguado até onde era verdade o que ela havia falado.

Resolvi então procurar o proprietário do hotel, já que imaginei que seria errado alertar outras pessoas sobre este fato, pois poderia se tratar de algo que a funcionária pudesse ter aumentado para prejudicar a imagem da pousada por um motivo qualquer e que o gato fosse do próprio hotel e que ela apenas tivesse “enxotado” o animal, apesar de ela ter afirmado que “deu” no animal com a vassoura para que ele saísse de lá, mas que achou que teria matado.

 Agora o pior… Falei agora, faz uns dez minutos, quando finalmente consegui localizar, em Canela  o proprietário da pousada , sr. Carlos Eduardo. Comecei relatando o fato a ele, quando fui interrompida  por ele, que disse que já sabia do ocorrido e que eram ordens dele: “QUALQUER ANIMAL QUE ENTRE NA POUSADA DEVE SER EXECUTADO!!!” Não acreditando no que ouvia, perguntei se ele sabia que estava cometendo um crime e ele disse que eu devia desconhecer toxoplasmose. Respondi que não sabia que a maneira de evitar a doença era matando animais a pauladas, uma vez que parecia ser o que a funcionária pretendia naquele dia, se é que não conseguiu depois.

Ele insistiu no comentário e ainda debochou desejando boa noite.

O que resta fazer no meu ponto de vista, já que naquele dia eu fui covarde e não fiz o que me deu vontade, que era ter procurado as autoridades de Canela e, apesar de saber que isso terminaria com nossas férias, não ficaria me martirizando até hoje.

Estou divulgando o fato e alertando as entidades e o governo de Canela  para que tomem providências, pois de que adianta encantar os turistas com coelhinhos de pelúcia pela rua quando animais são espancados a mando de um criminoso como este, que ao em vez de manter a pousada como muitas que ficam em áreas mais isoladas, com telas na janelas, prefere resolver assim…. dando ordens de extermínio de animais que se aproximem da sua propriedade.

Espero que gente assim seja exceção na cidade e que as entidades de proteção aos animais investiguem estes fatos, pois pelo visto são rotineiros esses acontecimentos na tal pousada.



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