Notícias

Cachorro é levado por homem e família fica desolada em São Vicente (SP)

Um cachorro foi levado por uma pessoa desconhecida em São Vicente, no litoral de São Paulo, e está desaparecido há quase uma semana. Imagens obtidas pelo G1, na manhã deste sábado (6), mostram o momento em que o animal é levado.

Foto: Ana Paula Brandino/Arquivo pessoal

Segundo a tutora do animal, Ana Paula Brandino, de 36 anos, ele foi adotado em maio do ano passado. Na noite do ocorrido, o cachorro fugiu de uma marina, seguiu para a calçada da Avenida Tupiniquins, no bairro do Japuí, quando foi pego pelo homem em situação de rua.

“Nós estamos arrasados, o ‘Estopa’ é um cachorro muito dócil e brincalhão. Pedimos ajuda para encontrá-lo porque ele é muito especial para a nossa família. Ainda não sabemos por onde ele escapou, e a cada dia que passa fico mais desesperada”, declara.

Foto: Ana Paula Brandino/Arquivo pessoal

Ainda de acordo com Ana Paula, diversos panfletos foram espalhados por São Vicente, mas ainda não foi o suficiente. A tutora pede que seja feito o contato, em caso de qualquer informação a respeito, e lembra que o cachorro tem pequenas manchas rochas na língua.

A mulher tem um filho de oito anos que, segundo ela, está desolado. “Meus pais estão precisando distraí-lo desde quando o cachorro desapareceu. O pior de tudo é que ele vive me ligando para saber se tenho novidades. Estou tentando de tudo para não ver meu filho triste desse jeito”, lamenta.

Ana Paula informou também que procurou a polícia para registrar o caso e tentar auxílio para localizar o cachorro.

Foto: Reprodução

Fonte: G1

​Read More
Notícias

Homem em situação de rua que cuida de mais de 20 cães é “despejado” e aguarda doação de lote

José Ananias, de 59 anos, vive há 10 anos embaixo da ponte da avenida 24 de Outubro, no Setor Campinas, em Goiânia (GO). Com mais de 20 cães sob a sua tutela, ele aguarda a doação de um lote por parte da prefeitura após receber uma espécie de “ordem de despejo”.

Foto: Lis Lopes/G1

“Todos os cachorros abandonados de Goiânia são meus. Já perdi as contas de quantos cachorros eu cuido. Não peço dinheiro para os outros. Peço carne para os cachorros”, disse ao G1. “Há dez anos vivo aqui e passo todas as dificuldades que existem. Chuva, frio, falta de ração para os cachorros. Hoje tenho uma bicicleta, que arranjei tem uma semana, que serve como muleta”, completou. Para sobreviver, ele atua como catador de recicláveis.

A Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO), a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) e a Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh) buscam, com a ajuda de representantes da sociedade civil, uma solução para o caso de José Ananias desde que a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) emitiu uma notificação solicitando que o homem deixasse o espaço que ocupa embaixo da ponte.

Em fevereiro, durante uma reunião, o secretário de Planejamento de Goiânia, Henrique Alves, comprometeu-se a emitir um termo doando um lote no Jardim Petrópolis para que José pudesse construir uma casa para viver com seus cães.

Foto: Lis Lopes/G1

 

Comovido com a história, o engenheiro civil Paulo Henrique Gonçalves de Melo elaborou, de forma voluntária, um projeto de residência para José e os cachorros. O profissional aguarda a conclusão da doação do lote para iniciar a construção. Paulo irá ajudar com a mão de obra e todos os materiais necessários.

A Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh) afirmou ao G1, através de um e-mail, que José espera “se mudar daqui quatro meses para a casa que vão construir e ter uma vida melhor”. O caso é acompanhado também pela procuradora do estado e vizinha de José, Márcia Alves da Mota. Considerada uma mãe pelo homem em situação de rua, ela espera que o caso se solucione em breve.

“A nossa intenção é que seja construída uma unidade socioambiental na área com uma rede de doações para manter os animais com qualidade de vida, próximos à natureza”, disse. Segundo ela, separar José dos cachorros, conforme foi sugerido por alguns moradores do Setor Campinas, não é uma opção adequada. “A Defensoria Pública do Estado emitiu um laudo que concluiu que o José considera os animais como família dele. Não há como apartá-los”, explicou.

Foto: Lis Lopes/G1

Com base na história de José e seus cães, a procuradora se uniu à entidade Pão com Amor para realizar a campanha “Não aubandone jamais”. Com lançamento previsto para o próximo mês, a campanha tem o objetivo de conscientizar a sociedade sobre o abandono de animais na capital, mostrando que “ninguém é tão pobre que não consiga ajudar”.

Ao falar sobre a própria história, José é discreto. Ele conta que mora nas ruas há dez anos, que já trabalhou na roça e como montador de peças no interior, mas que depois veio viver na capital, onde teria ganhado, de boca, um lote para viver com a esposa. De acordo com relatos de amigos, José teria sido despejado após ficar viúvo e, desde então, vive em situação de rua.

“Tem muita gente que abandona cachorros aqui, na maioria das vezes doentes. Eu tenho até que cavar e enterrar, porque ninguém ajuda. E as pessoas sabem que eu não tenho coragem de abandonar os animais, aí continuam largando eles aqui”, concluiu o catador de recicláveis.

​Read More
Notícias

Ação judicial tenta reaver guarda de cadela retirada de homem em situação de rua

O restaurador de móveis e pintor Marcelo Ribeiro Oliveira, que vive em situação de rua no Rio de Janeiro, foi preso pela Polícia Militar em 16 de dezembro no bairro Botafogo. A cadela tutelada por ele foi levada por uma policial que afirmou que o animal ficaria no Batalhão de Polícia para ser encaminhado para adoção. As circunstâncias da prisão e a atitude da policial em relação à cadela são questionadas pelo advogado Marcelo Turra, coordenador do Núcleo de Prática Jurídica das Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA), que ingressou com uma ação judicial no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro por meio da qual solicita a devolução da guarda da cadela a uma pessoa autorizada pelo tutor, que ficaria com o animal até que Marcelo fosse colocado em liberdade.

Shaia (Foto: Marcelo Turra / Arquivo NPJ)

O pedido do advogado foi negado pelo juiz Rafael Lupi e, após recurso, pela desembargadora Helena Pinto Martins. Diante desse cenário, Turra optou por ingressar, na próxima semana, com um pedido de reconsideração da decisão judicial.

No texto da ação judicial, o advogado conta que Marcelo “foi levado para a delegacia após policiais que patrulhavam a região terem constatado uma atitude suspeita, quando o viram tentando tirar sua companheira do meio da rua”.
O advogado diz ainda que os policiais apuraram que havia um mandado de prisão em aberto contra uma pessoa em situação de rua também chamada Marcelo Ribeiro, mesmo nome do tutor da cadela. “Até o presente momento, no entanto, não esclareceram, as autoridades policiais, se efetivamente tratava-se da mesma pessoa. Contudo, de forma célere, uma ‘suspeita’ de cometimento de crime e um mandado sem a devida conferência cuidaram de enviar mais uma pessoa marginalizada socialmente para o presídio”, afirma.

Logo após a prisão, continua Turra, a 2º Tenente da Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro, Greice Bianca, publicou em rede social uma foto da cadela de Marcelo, afirmando que ela havia sido levada para “averiguação” e que ficaria no 2º Batalhão de Polícia Militar, no bairro de Botafogo, no qual a policial está lotada, até a adoção – o que foi, inclusive, noticiado por jornais. Turra lembra ainda que a publicação da policial rendeu novos seguidores para ela no Instagram, que “a aplaudiam e ao verdadeiro absurdo por trás dos holofotes conseguidos pela militar”.

“Houve, por óbvio, com as declarações assacadas pela primeira ré [Greice Bianca] nas mídias – de que iria encaminhar para adoção o animal de propriedade do primeiro autor – verdadeira expropriação de um bem alheio (sim, vergonhosamente nosso ordenamento entende ainda que animais são coisas) em favor do próprio batalhão ou mesmo dela própria ou de terceiros. Tudo isso ao arrepio da lei, porém celebrado pela imprensa”, escreve Turra.

O advogado lembra que Shaia, como é chamada a cadela, não apresenta nenhum sinal de maus-tratos que levasse as autoridades policiais a suspeitar de que o tutor não tinha, segundo Turra, “o mesmo cuidado de qualquer outra pessoa que amasse e se dispusesse a ter um animal de estimação”.

Shaia (Foto: Marcelo Turra / Arquivo NPJ)

“A única coisa comprovada nessa história, pela própria policial em suas redes sociais, era que Shaia pertencia ao primeiro autor e que era uma das poucas relações de carinho, amizade e afeto que este tinha. E, mais: ‘(…) que Shaia aparentava ser bem cuidada e demonstrava carinho pelo dono’, conforme documentos anexados, em especial matéria jornalística publicada no Jornal O Dia, de 18 de dezembro p.p., na sua página 6”, afirma Turra.

O advogado diz ainda que, sabendo da possibilidade da cadela ser colocada para adoção, o tutor assinou um termo de cessão para transferir a guarda de Shaia para Amanda Daniel dos Santos, amiga de Marcelo, “enquanto tiver sua liberdade privada por conta de seu encarceramento nas dependências do Presídio Evaristo de Moraes”.

Na ação, o advogado solicita uma Tutela Provisória de Urgência para garantir que a cadela não seja colocada para adoção devido ao risco de Marcelo nunca mais tê-la de volta e pede que o juiz determine a expedição de mandado de busca e apreensão da cadela que se encontra nas dependências do batalhão. Turra solicita ainda que o magistrado permita que o Oficial de Justiça requeira reforço policial, caso necessário, e que ele possa ser acompanhado pelo advogado e por Amanda para que ela possa sair do local com a guarda do animal, com quem permanecerá até a soltura de Marcelo. Caso a cadela não esteja no batalhão, o advogado pede na ação que o juiz determine que a tenente Greice indique o local exato em que Shaia está “a fim de que o cumprimento da ordem seja efetivado”.

​Read More
Notícias

Tutor recompensa homem em situação de rua que achou cadela perdida

O tutor de uma cadela que havia desaparecido em East Hollywood, Califórnia, nos Estados Unidos, conseguiu trazer o animal de volta para casa graças à atitude de um homem em situação de rua, que encontrou Maya e a devolveu. A ação de James, que mora na rua, dentro de um carro com o amigo Andy, fez com que o tutor da cadela decidisse recompensá-lo.

(Foto: Divulgação)

Rick Darge passou a procurar por Maya, que tem apenas 9 meses, após a cadela fugir do escritório dele. Encontrada pelos homens em situação de rua, ela recebeu cuidados e carinho até que um deles percebeu que ela tinha tutor. As informações são do portal Razões Para Acreditar.

James estava muito triste, devido à morte do cachorro que tutelava, quando Andy apareceu segurando Maya nos braços. Para animar o amigo, ele trouxe a cadela que encontrou vagando pelas ruas da cidade. Algum tempo depois, no entanto, James notou que havia uma plaquinha na coleira de Maya com nome e telefone do tutor dela. Por não ter celular para fazer uma ligação imediata, ele esperou até o dia seguinte e, então, entrou em contato com Rick. Os dois marcaram um encontro e a cadela voltou para o tutor.

“Uma coisa que me marcou foi quando minha mãe e eu estávamos gritando de alegria enquanto segurávamos Maya, e o amigo de James, Andy, dizia para ele: ‘veja o que você fez, James. Olhe para os rostos deles, cara. Você fez isso’, contou Rick. “Eu vi um James orgulhoso, com lágrimas nos olhos, absorvendo esse momento de amor”, completou.

Feliz por ter a cadela de volta, Rick ofereceu 200 dólares para James, como forma de recompensá-lo pela atitude dele. Apesar de precisar do dinheiro, o homem se recusou a recebê-lo. O tutor de Maya, porém, não aceitou a negativa e mostrou ainda que aquela quantia era pouca diante do que ele realmente merecia receber. Por isso, Rick decidiu criar uma campanha de arrecadação de fundos em um site de financiamento coletivo para dar a James tudo o que pudesse arrecadar. Em apenas dez dias, foram doados 5 mil dólares.

“Eu não posso explicar totalmente o que estou sentindo agora por meio de palavras”, disse Rick. “Tudo o que devo dizer é que minha fé nas pessoas melhorou muito. Muitas vezes acho que aqueles que não têm nada neste mundo são os que mais têm a oferecer. A maior lição que eu aprendi com isso tudo foi que um bom coração não tem preço”, acrescentou.

Na página da campanha, Rick publicou um texto tocante solicitando ajuda da sociedade para arrecadar dinheiro e doar para James. “Se você tem alguma coisa para dar hoje, amanhã, no dia seguinte, por favor, considere fazer uma doação. Eu quero ajudar esse homem. Eu quero que ele saiba que as pessoas são tocadas por ele e suas ações para que ele possa continuar a espalhar isso para os outros. Mudança começa com a mentalidade. Começa com uma pessoa, uma de cada vez. Somos todos iguais e todos merecem amor e saber que são amados. Toda essa provação de 36 horas, desde a separação até o reencontro, mostrou-me o quanto o amor está entre todos os que me rodeiam, tanto perto quanto longe. Eu amo todos vocês e obrigado por me dar o melhor presente de aniversário de todos os tempos. Você me deu esperança. Agora vamos dar um pouco dessa esperança para James. Ele merece”, escreveu.

​Read More