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Tráfico internacional de dentes de hipopótamo cresce com ajuda das redes sociais

Foto: Raul Arboleda/AFP
Foto: Raul Arboleda/AFP

O comércio internacional de dentes e presas de hipopótamos está rapidamente se tornando um substituto para o marfim de elefante, alertam os especialistas.

Azzedine Downes, chefe-executivo do International Fund for Animal Welfare – Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW, na sigla em inglês), disse que a prática era preocupante e está tomando grandes proporções em um tempo curto.

Falando durante uma visita a Dubai para discutir vendas on-line de produtos de origem animal, ele disse que um aumento na demanda nos mercados da Ásia e da Europa era o responsável pela ascensão do comércio.

O ambientalista disse que muitos dentes de hipopótamo, também conhecidos como marfim de hipopótamo, acabam em Hong Kong, onde são transformados em entalhes ornamentais intrincados, semelhantes aos ornamentos feitos de marfim de elefante.

“Não são apenas as partes do corpo de animais vendidas, como dentes de hipopótamo, chifre de rinoceronte, barbatanas de tubarão ou escamas de pangolim, que são o problema, mas as redes criminosas por trás das vendas”, disse Downes ao The National.

“Algumas das discussões que tivemos com autoridades governamentais nos Emirados Árabes Unidos foram sobre quem administra essas redes e como elas podem ser desativadas”.

“Parar o cibercrime da vida selvagem não deve girar apenas sobre um produto específico, pois sempre haverá maneiras de navegar em torno da lei”.

“O marfim hipopótamo é um bom exemplo, pois não há proteção para os dentes do hipopótamo, que é o que sabemos que está sendo negociado agora”.

O Sr. Downes estava no país para participar de uma série de conversas com autoridades sobre uma nova iniciativa contra o cibercrime para a região, que deve ser apresentada no ano que vem.

O plano busca melhorar a forma como as evidências são coletadas, as taxas dos casos que terminam em processo e as relações do governo com as empresas de mídia social, cujas plataformas às vezes são usadas para negociar contrabando.

Ano passado um relatório feito pelos analistas de segurança C4ADS identificou o Aeroporto Internacional de Dubai como um centro para os traficantes de vida selvagem que viajam da África para a Ásia.

Não há nenhuma proibição internacional sobre o comércio de marfim de hipopótamos, com apenas alguns países designando a prática como ilegal com medidas de proteção à espécie.

O IFAW gostaria de ver mais nações introduzirem legislação para proibir o comércio da vida selvagem, enquanto a proibição do comércio de marfim de elefante no Reino Unido deverá ser estendida para incluir o hipopótamo neste ano.

A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES) disse que cerca de 60 toneladas de dentes de hipopótamos foram importadas para Hong Kong entre 2004 e 2014. Quase metade disso veio de Uganda, onde as autoridades estavam preocupadas com a população cada vez menor de hipopótamos selvagens.

Os registros também mostram que 12.847 dentes de hipopótamo e presas, pesando cerca de 3.326 quilos, foram comprados e vendidos no ano passado. O comércio aumentou de 273 itens em 2007 para mais de 6.000 em 2011.

O comércio de marfim de hipopótamo foi banido pelo Uganda em 2014, mas outros países de origem, onde ainda é legal, incluem o Malawi, a Zâmbia e o Zimbabué.

Downes disse que é preciso fazer mais para proteger os hipopótamos, que são considerados vulneráveis pelo World Wildlife Fund.

Ele afirmou também que o compartilhamento eficaz de inteligência foi a maior arma na luta contra o tráfico da vida selvagem, e que a capacidade dos EAU (Emirados Árabes Unidos) de rastrear e impedir o contrabando ilegal continuou a melhorar.

“Há certas leis de privacidade de dados que impedem as empresas de mídia social de compartilhar informações obtidas de contas que vendem partes de animais selvagem on-line”, disse ele.

“A maioria dos governos está se tornando mais consciente desses problemas. Existem medidas de segurança impressionantes implementadas pelo governo dos EAU, para que elas possam rastrear essas transações, se houver vontade política para fazê-lo”.

“O novo projeto de combate ao cibercrime vai procurar mais sites para interromper as redes, detectando padrões de comportamento na origem da caça que podem indicar atividade criminosa”.

“Isso só pode ser bem sucedido com o compartilhamento de informações”.

O marfim de hipopótamo, que se assemelha muito ao do elefante, é geralmente mais barato que o marfim de elefante, devido à sua proibição de comércio internacional limitada.

Desde 2014, o preço do marfim caiu cerca de 70%, segundo pesquisa realizada na China.

Os números publicados pela Save the Elephants mostram que o preço caiu de um pico em 2014 de cerca de 2.100 dólares por quilo, para cerca de 730 dólares em 2017.

Entalhes de marfim hipopótamo podem custar entre 50 dólares e 500 dólares, dependendo do tamanho.

Elsayed Mohamed, diretor regional da Ifena para a região Mena, disse que uma proposta sobre a melhor forma de combater o cibercrime internacional da vida selvagem deve ser discutida em uma conferência da CITES em Genebra no próximo mês.

“A proposta sugere a indicação de pontos nacionais de contato para investigações on-line, coleta de provas e processos para desenvolver relacionamentos com empresas de tecnologia”, disse ele.

“Programas de monitoramento nacional em andamento e especialistas relevantes devem ser estabelecidos para desenvolver um apêndice de espécimes mais comumente encontrados para venda online.”

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Decisão do governo da Zâmbia permite que 2 mil hipopótamos sejam mortos por caçadores de troféu

Caçadores de troféu posam ao lado de hipopótamos assassinados | Foto: Facebook / Exposing Trophy Hunters
Caçadores de troféu posam ao lado de hipopótamos assassinados | Foto: Facebook / Exposing Trophy Hunters

Defensores dos direitos animais se revoltaram contra a decisão do governo da Zâmbia (África) em permitir que caçadores de troféus matassem 2 mil hipopótamos, em um ato classificado de “abate de contenção”, por cinco anos.

O governo anunciou o plano para eliminação de 400 animais em 2016, o motivo alegado, foi o potencial risco de um surto de antraz.

As autoridades da Zâmbia inicialmente cederam à comoção causada pela decisão e teriam supostamente desistido do projeto, mas uma denúncia da fundação Born Free (nascidos livres, na tradução livre) de apoio e proteção à vida selvagem, alertou que a matança foi secretamente reiniciada sob a alcunha de “ferramenta de gerenciamento da vida selvagem”.

A matança estaria sendo promovida por empresas de caça troféu, que por sua vez, ofereceriam pacotes de “caçadas de contingência” a seus clientes.

Uma das empresas que vende esse tipo de pacote de caça, localizada na África do Sul oferecia uma expedição de seis noites na Zâmbia, com cinco hipopótamos por caçador, a 10.500 libras (em torno de 50 mil reais).

Outra empresa Sul Africana oferece em seu site uma caçada ao troféu com hipopótamos por 7.500 euros (em torno de 31 mil reais).

A fundação Born Free afirmou em seu site que o Departamento de Parques Nacionais e Vida Selvagem da Zâmbia (DNPW, na sigla em inglês) não forneceu nenhuma evidência comprovando a existência de superpopulação de hipopótamos.

Eles escreveram que o DNPW não forneceu “evidências científicas de que uma matança indiscriminada de hipopótamos, impediria um futuro surto de antraz”.

Ao contrário do que alegam as autoridades zambianas, a ONG – que se opõe a matança de qualquer animal por esporte ou prazer – afirma que “evidências científicas sugerem que o sacrifício de hipopótamos estimula a reprodução e acaba aumentando ainda mais a população, criando assim um ciclo vicioso de morte e destruição”.

Foto: African Sky Hunting
Foto: African Sky Hunting

“Nós contestamos as afirmações das autoridades de que há evidencias que suportem a necessidade dessa matança”, diz a Born Free.

A fundação defende que hipopótamos são valiosos demais como parte do ecossistema nativo e também parte do inacreditável turismo da vida selvagem na Zâmbia para serem mortos dessa forma.

Um site caça ao troféu ensina seus possíveis clientes como “derrubar um hipopótamo”, falando ainda que isso pode ser “extremamente excitante”.

O Fundo Mundial para Natureza descreve o hipopótamo como uma espécie “vulnerável”.

O número de hipopótamos selvagens na África está sob pressão crescente, com um máximo estimado de apenas 130 mil animais, de acordo com a Born Free.

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Zâmbia afirma que irá matar 2 mil hipopótamos para controle populacional

O ministro de turismo da Zâmbia, na África, afirmou que o país irá matar até 2 mil hipopótamos que habitam o país nos próximos cinco anos.

Charles Banda disse que a população de hipopótamos não pode ser sustentada pelos níveis de água no rio Luangwa, onde a maioria dos animais estão localizados.

O governo decidiu, portanto, prosseguir com o plano de controlar a população de hipopótamos no leste da Zâmbia.

“O Parque Nacional de South Luangwa tem uma população de mais de 13 mil hipopótamos, mas a área é ideal apenas para 5 mil hipopótamos”, disse Banda, acrescentando que o ecossistema seria ameaçado.

“Mover os hipopótamos para outros corpos de água seria muito caro. No momento, a única opção que temos é matar os animais”.

Nos próximos 5 anos, 2 mil hipopótamos podem ser mortos na Zâmbia (Foto: Pixabay)

No país, em 2016, o governo teria suspendido o mesmo plano devido à protestos de ativistas defensores dos animais. A organização britânica Born Free liderou a campanha, descrevendo-a como caça de troféus.

Recentemente, a Born Free em resposta disse em seu site que a Zâmbia não forneceu evidências científicas robustas demonstrando que há uma superpopulação de hipopótamos no rio Luangwa.

“Evidências científicas sugerem que o sacrifício de hipopótamos estimula a reprodução e acaba aumentando a população, potencialmente estabelecendo um ciclo vicioso de morte e destruição”, afirmou.

Born Free havia dito em 2016 que o raciocínio científico para matar até 2 mil hipopótamos quando sua população em toda a África Austral era de 80 mil hipopótamos era questionável.

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Lei do marfim poderá ser estendida para a proteção de hipopótamos, morsas e narvais

Em maio deste ano, ministros britânicos propuseram uma legislação rígida para proibir a venda de itens de marfim de todas as idades, como parte dos esforços para proteger os elefantes da extinção. Porém, o governo afirma que as medidas poderão ser estendida para garantir a proteção de hipopótamos, morsas e narvais.

Governo estuda estender proteção de projeto de lei que banirá o comércio de marfim no Reino Unido hipopótamos, morsas e narvais.
Foto: Reprodução

Cerca de 20 mil elefantes são mortos todos os anos para o comércio de seu marfim, e especialistas argumentam que a proibição em todo o Reino Unido diminuirá o ritmo do massacre.

Porém, o foco da proibição sobre a conservação de elefantes coloca outros animais que também têm dentes de marfim em risco.

O ex-secretário do Meio Ambiente do Reino Unido, Owen Paterson, pediu que a Lei do Marfim, atualmente em tramitação no Parlamento, proteja outras espécies que possuem marfim.

O Governo respondeu às preocupações ao anunciar uma consulta sobre a expansão da legislação para proteger hipopótamos, morsas e narvais.

Dentes de hipopótamo são resistentes, mais baratos que os de elefantes, e mais fáceis de esculpir. Isso significa que são altamente valorizados pelos compradores de marfim.

Os hipopótamos estão listados como vulneráveis à extinção na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Apenas na última década, a população da espécie diminuiu em 12%.

Os narvais são uma espécie de baleia que possuem um dente helicoidal no topo de sua cabeça, e geralmente são comparados a um unicórnio. Eles são considerados uma espécie “quase ameaçada”, e há um comércio global de suas presas.

A consulta começará logo após a aprovação do projeto de lei, e não atrasará a introdução da proibição do comércio de marfim oriundo de elefantes, disseram os ministros.

O ministro do Meio Ambiente, Michael Gove, disse: “Nossa proibição ao marfim é uma das mais duras do mundo e fornecerá proteção vital para o elefante africano e asiático. Mas há muitas outras espécies preciosas, como o hipopótamo e a morsa, que poderiam ser vítimas do comércio insensível do marfim”.

Gove afirmou que o governo está “determinado a acabar com o tráfico e garantir que o marfim de qualquer animal nunca mais seja visto como uma forma de obtenção de lucro ou símbolo de status ”.

O projeto de lei está em sua terceira leitura, sem oposições até o momento. Agora foi enviado para a Câmara dos Lordes para uma análise mais profunda.

A secretária do meio ambiente Sue Hayman comemorou a aprovação do projeto, dizendo que foi uma ” vitória para o futuro das populações globais de elefantes”.

“Estou ansiosa para que continuemos a fazer tudo o que pudermos para acabar com o comércio global de marfim e preservar essas espécies admiráveis para as próximas gerações”, acrescentou Hayman.

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Tanzânia leiloa 3,5 toneladas de dentes de hipopótamos

Comerciantes licenciados ofereceram propostas para os 12.500 pedaços de dentes de hipopótamos no Ministério do Turismo e dos Recursos Naturais no centro comercial de Dar es Salaam.

Foto: Reprodução, World Animal News

Segundo a Xinhuanet, a Ontour Tanzania Limited Company comprou 12.467 pedaços de dentes com um peso de 3.580kg por aproximadamente US$ 15 mil no leilão que foi feito pela Tanzania Wildlife Authority (TAWA), uma agência governamental que supervisiona o controle sustentável dos recursos da vida selvagem e da proteção da biodiversidade.

A Born Free foi uma das muitas organizações que manifestou sua profunda preocupação de que o leilão pode incentivar a caça e ameaçar ainda mais o futuro dessas espécies.

Classificados como “vulneráveis” pela Lista Vermelha da UICN de Espécies Ameaçadas, há entre 115 mil  e 130 mil hipopótamos em 29 países e o número de animais caiu nos últimos anos devido à perda de habitat e à caça por suas carnes e dentes.

Um censo de 2001 sugeriu que existiam 20 mil hipopótamos na Tanzânia na época, mas seus números caíram desde então. A Tanzânia suspendeu as licenças de exportação de dentes hipopótamos em 2004, de acordo com o World Animal News.

Uma pesquisa informal também aponta que, conforme aumenta a pressão para acabar com a venda de marfim de elefante, cresce a demanda pelo marfim dos hipopótamos.

“Conforme o mundo se move para combater a caça de elefantes e o comércio global de marfim ao fechar os mercados nacionais de marfim, precisamos assegurar que outras espécies de marfim como o hipopótamo recebam uma proteção efetiva”, disse o presidente e co-fundador da Born Free Foundation Will Travers em um comunicado.

Os dentes do hipopótamo são usados principalmente para a produção de ornamentos, arte e souvenires vendidos em partes da Ásia.

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A multidão de lama

O fotógrafo britânico Mark Cale registrou um grupo de hipopótamos em poça de lama tentando fugir de um crocodilo do Nilo que surpreendeu o grupo. O registro foi feito Rio Ikuu, no Parque Nacional Katavi, na Tanzânia.

Foto: Mark Cale
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Mais de cem hipopótamos são encontrados mortos na Namíbia

Mais de cem corpos de hipopótamos foram encontrados num rio do Parque Nacional Bwabwata, na Namíbia, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente do país. Autoridades afirmam que é provável que a causa da mortandade tenha sido uma epidemia de antraz, também conhecida como carbúnculo, doença infecciosa aguda provocada pela bactéria Bacillus anthracis.

Corpos de hipopótamos foram encontrados em rio (Foto: Reprodução / Namibian Broadcasting Corporation)

O ministro do Meio Ambiente, Pohama Shifeta, afirmou à AFP que “mais de cem hipopótamos morreram na semana passada”. A causa da morte, segundo ele, é desconhecida, mas a suspeita é de uma contaminação por antraz. O temor é de que a doença se espalhe para outros rebanhos.

O ministério disse ainda que 20 búfalos foram encontrados mortos na região. Os corpos foram enviados para análise. Crocodilos também podem ter consumido parte dos corpos dos hipopótamos.

“Nossos serviços veterinários estão no local para determinar a causa das mortes. Uma vez que tenhamos os resultados, poderemos tomar as medidas adequadas”, disse Shifeta.

A Namíbia tem, segundo últimos levantamentos, aproximadamente 1.300 hipopótamos. As informações são do portal Extra.

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Hipopótamos em lago
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Demanda por dentes de hipopótamos atrai caçadores e deixa animais à beira da extinção

Um estudo recente publicado no African Journal of Ecology por pesquisadores da Escola de Ciências Biológicas da Universidade de Hong Kong mostra discrepâncias significativas nos volumes do comércio de dentes de hipopótamos, o que pode ameaçar sua sobrevivência.

Hipopótamos em lago
Foto: Reuters/Mike Hutchings

Os hipopótamos são classificados como vulneráveis pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). A caça por suas carnes, peles e dentes – somada à redução de habitats e ao aumento do conflito com humanos – resultou em um declínio das populações em toda a África. Com as taxas atuais, as espécies podem desaparecer dentro de um século.

A demanda por dentes de hipopótamos cresceu muito após uma proibição de 1989 sobre o comércio internacional de marfim de elefantes, de acordo com a IUCN.

Enfeites e acessórios feitos a partir de hipopótamos agora são vendidos a preço mais baixo no mercado global do que os produzidos com presas de elefantes, provavelmente porque a importação dos dentes dos animais é legalizada em muitos países. Os dentes dos hipopótamos também são mais fáceis de ser traficados do que as presas de elefantes.

Os pesquisadores examinaram registros de 1975 da CITES, a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens. Eles descobriram que quase todo o comércio global de dentes de hipopótamo passa por Hong Kong – um dos principais centros do tráfico de espécies ameaçadas – e 75% dessas importações provêm de apenas dois países: Uganda e Tanzânia.

Porém,  o volume de importações declarado por Hong Kong foi substancialmente distinto das exportações registradas  nesses dois países, concluiu o estudo, sugerindo que o comércio excedia as cotas internacionalmente estabelecidas.

De acordo com o Quartz, os autores descobriram 14 mil quilos de dentes de hipopótamos não contabilizados, o equivalente a 2700 hipopótamos ou 2% da população mundial dos animais.

“Esta grave discordância nos dados comerciais enfraquece as medidas regulatórias e desafia a persistência das populações de hipopótamos na África”, escreveram os autores Alexandra Andersson e Luke Gibson.

A Uganda proibiu o comércio de dentes dos animais em 2014. As discrepâncias nos volumes do comércio de dentes de hipopótamos e de outras espécies ameaçadas podem resultar em “níveis de exploração incontroláveis” dos animais e, em última instância, acelerar sua extinção, argumentam os autores da pesquisa.

“Como um centro do comércio legalizado de animais e partes raras, as autoridades de Hong Kong devem ter um conhecimento preciso e o controle das espécies ameaçadas, vendidas ou exportadas em seu território. O destino dos hipopótamos  de uma série de outras espécies pode depender disso”, declarou Andersson em um comunicado.

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Leão dando um rugido
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Autoridades encontram marfim e dentes de leões na maior operação contra o tráfico de animais no Senegal

Dois homens foram presos ao tentar comercializar os itens no que foi o maior transporte de marfim na história do país, no mercado marítimo de Soumbedioune.

Leão dando um rugido
Foto: Reprodução, World Animal News

De acordo com a Defense Web, a polícia, o departamento local de água e silvicultura e a organização não governamental WARA colaboraram na recuperação de 780 artigos esculpidos de marfim de elefante com o peso de 20 quilos e as partes de hipopótamos, leões e javalis que totalizaram 23 quilos.

A WARA faz parte de uma rede de aplicação da lei de nove países africanos denominada Eco Activists for Governance and Law Enforcement (EAGLE), que foi responsável pela prisão de mais de mil traficantes de animais selvagens até hoje.

Acredita-se que os ossos, dentes e garras de animais selvagens tenham poderes místicos na África Ocidental, mas nenhum propósito medicinal real. As pessoas são conhecidas por usar partes de animais para fazer poções e talismãs, informa o World Animal News.

As partes dos corpos de animais são mais notavelmente enviadas para a China onde são usadas pela medicina tradicional, o que contribui ainda mais para o comércio e para a extinção de elefantes e rinocerontes africanos.

Embora existam alguns animais selvagens, como os leões que permanecem na região, as autoridades acreditam que os comerciantes adquiriram a maioria dos itens na Nigéria antes de traficá-los no Senegal.

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Hipopótamo
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Hipopótamos ameaçados são covardemente assassinados em zona turística

“O massacre foi iniciado em março e, em seguida, assumiu proporções dramáticas, principalmente em assentamentos insulares no rio Níger”, declarou o vice-presidente da região de Ayorou, Jando Rhichi Algaher.

Hipopótamo
Foto; Shutterstock

Um grande número de hipopótamos e várias espécies de aves chegaram a Ayorou, a cerca de 200 quilômetros da capital Niamey, um local popular entre os turistas.

“As patrulhas das tropas auxiliaram na redução de assassinatos”, disse Algaher.

“Os moradores locais mataram um grande número de hipopótamos, embora esta espécie seja protegida”, explicou o ministro do Meio Ambiente, Almoustapha Garba, na rádio estatal.

“Urgimos que as pessoas locais não infrinjam a lei”, acrescentou Garba.

O clima é de tensão em Ayorou após a prisão de cerca de 10 pessoas suspeitas de matar um hipopótamo. Alguns dos suspeitos foram libertados, segundo Algaher.

Em Maio, os chefes tribais locais emitiram avisos sobre hipopótamos, alegando que eles estavam “devastando plantações e ameaçando barcos no rio Níger”, mostrou a reportagem do Daily Mail.

Esses assassinatos são mais uma evidência da crueldade e ignorância humanas. Mais uma vez, animais inocentes são mortos covardemente por pessoas completamente desprovidas de compaixão.

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Tomando fôlego

Divulgação

Hipopótamos bebês nascem debaixo da água. Incapazes de respirar, eles são rapidamente impulsionados pela mãe para a superfície, onde finalmente podem tomar fôlego e conhecer o mundo.

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População de hipopótamos-comuns se recupera graças a esforços de preservação

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Nature World News
Reprodução/Nature World News

Depois de décadas de esforços de conservação, a população de hipopótamos-comuns tem finalmente se recuperado segundo o grupo International Union for Conservation of Nature’s Pigs, Peccaries, and Hippos Specialist Group.

“O hipopótamo é uma das espécies icônicas de África, que está se tornando cada vez mais ameaçada pela caça e outros fatores”, disse o cientista Kujirakwinja da Wildlife Conservation Society e autor do relatório.

“Nossas descobertas de que o número de hipopótamos está aumentando são encorajadoras e mostram que os esforços para proteger esta e outras espécies estão funcionando”, acrescentou.

O aumento no número de indivíduos provavelmente é o resultado da vigilância reforçada no lago Edward, no Virunga National Park’s, e em sistemas de rios próximos. Autoridades da República Democrática do Congo e de Uganda também colaboraram para apoiar os esforços de conservação.

No passado, os cientistas se baseavam em pesquisas aéreas. Nos últimos anos, foram realizados mais levantamentos no solo, uma vez que as contagens de aviões tinham que ser evitadas em muitas áreas devido à presença de milícias.

Kujirakwinja e sua equipe estimaram que a população atual de hipopótamos-comuns no parque representa apenas 11% da população original e somente 8,2% dos cerca de 30 mil indivíduos que existiam na década de 1970.

O hipopótamo-comum é conhecido por ser um dos maiores mamíferos da África e atinge até 13 metros de comprimento. Devido à dieta herbívora e aos padrões de alimentação noturna, este hipopótamo muitas vezes é visto em piscinas, rios e lagos onde pode permanecer submerso por até seis minutos.

A espécie é listada como “vulnerável” pela Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza, segundo o Nature World News.

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