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SeaWorld anuncia que servirá refeições veganas em evento anual

O SeaWorld Orlando acaba de anunciar detalhes de seu Seven Seas Food Festival, um evento anual realizado pela empresa que reúne várias bandas e culinárias. De acordo com o site, serão servidas refeições veganas aos visitantes do festival.

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Foto: Getty Images

O Seven Seas Food Festival deste ano incluirá pratos veganos como tostadas de abacate, barras de cereais e bebidas alcoólicas veganas. Até mesmo a popular marca de alimentos veganos Impossible Foods venderá seus produtos no evento.

O SeaWorld é conhecido por sua extrema negligência e abuso aos animais, mantendo-os em cativeiros minúsculos, isolados de outros animais, negando-lhes cuidados médicos e forçando-os a realizar truques para o entretenimento humano. Os animais dos parques SeaWorld exibem sinais de estresse severo, como nadar em pequenos círculos repetitivos e tentar morder as paredes do cativeiro.

Inúmeros animais morreram nas instalações do SeaWorld, muitos prematuramente, como a orca de três meses de idade chamada Kyara, bem como outras baleias, pinguins, ursos polares, golfinhos e tubarões.

Após o lançamento do famoso documentário “Blackfish”, que expôs a crueldade e os casos de maus-tratos que ocorrem no parque, as vendas de ingressos do SeaWorld caíram em 175,9 milhões de dólares. Várias organizações, incluindo o Animal Welfare Insitute e a Whale and Dolphin Conservation, entraram com uma ação judicial contra a falta de relatórios da necropsia da orca no SeaWorld, que devem detalhar a causa da morte dos animais. Além disso, o parque foi forçado a pagar 5 milhões de dólares depois de ter sido acusado de fraude contra seus investidores, mentindo sobre o real impacto que o documentário “Blackfish” teve sobre seus índices de visitantes e receita.

A exposição das práticas do parque temático levou várias organizações a cortar os laços com o SeaWorld, como a empresa de viagens Thomas Cook, o clube automotivo AAA Arizona e as grandes companhias aéreas WestJet e Air Canada.

Nota da Redação: o veganismo não é apenas uma dieta, mas um princípio a ser seguido. Ser vegano é uma questão política, é dar voz aos que não podem falar por si próprios. Nenhum vegano pode apoiar esse tipo de estabelecimento, onde ocorre a exploração de animais para o entretenimento humano, além dos graves casos de maus-tratos frequentemente noticiados.

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Abrigo de animais nos EUA é acusado de congelar gatos até a morte

Um abrigo de animais no condado de Spencer, no estado norte-americano de Indiana, tem sido alvo de muitas críticas por parte de ativistas e grupos de defesa animal. Recentemente vazou a informação de que a diretora do estabelecimento pedia à equipe que colocasse gatos no freezer, e os deixasse lá para serem congelados até a morte.

A American Veterinary Medical Association classifica a hipotermia como uma forma de morte induzida inaceitável e desumana – a crueldade da crueldade, mas a diretora do abrigo, Christina Payne, parece não se importar com a opinião, pois além de instruir a equipe a fazer exatamente isso, foi descoberto que ela também congelou um gato até a morte enquanto era gerente do abrigo.

Reprodução | One Green Planet

A investigação está sendo realizada desde que uma ex-empregada, Bridget Woodson, informou às autoridades que Payne a instruiu a colocar um gatinho vivo em uma bolsa e depois colocá-lo em um freezer para sacrificá-lo, e em outra ocasião disse a ela para matasse outro gato, que havia sido atingido por um carro, exatamente da mesma maneira.

Horrorizada com o que lhe pediram, Woodson recusou e procurou os membros do conselho do Spencer County Animal Shelter em busca de ajuda. Quando eles não fizeram nada, ela se demitiu e denunciou o abrigo.

Desde sua renúncia e reportagem, o Gabinete do Xerife do Condado de Spencer descobriu que o caso de Woodson não era único. Várias outras testemunhas relataram que gatos adultos e filhotes haviam sido congelados até a morte, e em um caso particularmente horrível, quatro gatinhos vivos foram colocados no congelador de uma só vez.

Mais de um milhão de gatos e cães que entram em abrigos a cada ano são mortos devido à superlotação, doença ou por outros motivos. Isso é um desperdício de vida incrível, e pensar que esses pobres animais podem ser submetidos à hipotermia é totalmente desolador.

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Comediante ironiza SeaWorld por banir sacolas plásticas para salvar animais marinhos

Críticas já fazem parte do cotidiano do SeaWorld e a da vez veio da comediante norte americana Michelle Wolf. Em uma apresentação recente, ela apontou a hipocrisia do parque – mundialmente conhecido por agredir e abusar dos animais explorados em shows –  de banir o uso de sacolas plásticas. Eles alegaram preocupação com as recentes (e crescentes) mortes de animais marinhos por ingestão do material.

“O SeaWorld anunciou que irá banir sacolas plásticas depois que uma baleia foi encontrada morta na Tailândia com 80 delas em seu estômago. O SeaWorld pensou ‘Ei, sacolas, não matem as baleias! Este é o nosso trabalho!'” (Reprodução)

Parece que o SeaWorld se esqueceu de que os maus-tratos e negligência de seus próprios funcionários levam à morte prematura de animais sob seus cuidados. Enquanto a equipe se preocupa em reduzir a quantidade de plástico despejado nos oceanos, eles mantém uma orca gravemente ferida, chamada Katina, que foi documentada recentemente com um corte gigante em sua barbatana dorsal. Ela não só foi deixada sem tratamento, como continua sendo forçada a realizar shows regulares.

Além disso, todos os animais são mantidos em tanques apertados onde eles mal tem espaço para nadar, e vivem em função apenas de realizar truques artificiais para multidões desagradáveis. Os imensos níveis de estresse sobre esses animais altamente sensíveis geralmente levam à zoocose, uma condição psicológica grave com sintomas que variam de andar de um lado para o outro, de se morder, de se machucar e até mesmo de tentativas de suicídio.

Uma investigação revelou que cerca de 150 leões-marinhos, golfinhos, baleias belugas e orcas morreram de infecções no SeaWorld nos últimos 30 anos – esses dados correspondem a 46% de todas as mortes no período. Estas infecções existem como resultado da vida em cativeiro.

À medida em que essas informações vêm à tona e a conscientização se espalha, o parque tem visto uma queda significativa na venda de ingressos, e eles tentaram inúmeras vezes consertar sua reputação. E o anúncio recente de que eles proibirão canudinhos e sacolas plásticas no parque foi uma delas.

A tentativa de transparência ao público – levando-o a pensar que o parque realmente se importa com a conservação dos oceanos – é digna de críticas e, principalmente, de repúdio. Cientistas que estudam as orcas de Resident Southern criticamente ameaçadas no Mar Salish, cuja população está em baixa com apenas 75 animais e nenhum nascimento nos três últimos anos, afirmam que esse declínio se deve a vários fatores, e um deles o SeaWorld ter sequestrado quatro dúzias de orcas fêmeas na área nas décadas de 1970 e 80.

Essa ação encolheu o pool genético de modo que apenas alguns machos tenham conseguido sobreviver e fazer parte da geração mais jovem – e isso teve um efeito prejudicial na diversidade genética, tão essencial para a sobrevivência evolutiva de todas as espécies.

Reduzir o uso de plásticos descartáveis é, em última análise, uma boa jogada para contribuir com a preservação do meio ambiente e das espécies ameaçadas. A mudança do SeaWorld, entretanto, é hipócrita, na melhor das hipóteses. Se eles realmente se importassem com o meio ambiente e, principalmente, com os oceanos, eles proibiriam a exploração dos animais marinhos e entregariam todos os animais sob seus cuidados a um santuário.

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Escritora Brett Murphy conta como identificou a crueldade animal em seus hábitos de consumo

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/ComunidadeAnimal
Reprodução/ComunidadeAnimal

As informações sobre as inúmeras explorações de animais, seja pela indústria de alimentos ou de cosméticos, têm circulado rapidamente e em um ritmo crescente.

Quando as pessoas descobrem as vidas miseráveis levadas pelos animais é difícil que fiquem sem algum peso na consciência. Em um texto escrito no blog do Huffington Post, a escritora Brett Murphy conta que tem reavaliado seus próprios hábitos de consumo.

Embora Murphy tenha começado a procurar cosméticos livres de crueldade animal, ela confessa que ainda consome marcas que não são veganas, o que a levou a refletir sobre a hipocrisia que frequentemente existe entre as pessoas.

“Em uma sexta-feira, você pode me encontrar com um esmalte livre de crueldade enquanto uso uma bolsa de couro e sapatos de camurça e vou meu marido à churrascaria. Não faz sentido, realmente”, escreve.

Reconhecer essa contradição não é confortável, mas é necessário para nossa harmonia e integridade. Murphy cita também as diferenças de tratamento que os animais recebem, dependendo da espécie.

“Nós abraçamos nossos cães, mas comemos bacon. Uma rápida pesquisa no Google confirma que os porcos são, indiscutivelmente, mais inteligentes e astutos do que os cães. No entanto, uma vez que não os consideramos animais domésticos, eles são mortos e transformados em um ícone da culinária americana”.

Segundo Murphy, as pessoas precisam refletir, fazer suas escolhas com integridade e olhar para um produto não porque ele é bonito, mas porque é ético.

A própria escritora reconhece estar no início desse processo. “Quando olhamos para nós mesmos honestamente, podemos observar que muitas das nossas atitudes não estão alinhadas ao que realmente somos”, escreve.

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A hipocrisia da revolta pelo assassinato de Cecil

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O assassinato do leão Cecil provocou uma indignação generalizada, mesmo entre as pessoas “onívoras” e não familiarizadas com a causa animal. Muitos veganos e vegetarianos consideram essa reação hipócrita e se irritam diante da revolta dos “onívoros,” já que essas mesmas pessoas se mostram insensíveis diante do sofrimento de porcos, galinhas e vacas que são criados e assassinados para o consumo humano.

A grande questão é: seria melhor se essas pessoas não se indignassem diante da atrocidade cometida contra Cecil? Mesmo que as pessoas fiquem indiferentes diante do que acontece com os animais que vivem em fazendas de criação, é preferível que elas ignorem o sofrimento de Cecil? Acreditamos que não.

Esperamos que as pessoas percebam a incoerência de suas críticas e que alterem sua rotina, passando a viver de maneira condizente com seus sentimentos de compaixão. De qualquer maneira, acreditamos que a raiva, a irritação e a impaciência sejam sentimentos improdutivos, e não exercem nenhum impacto positivo para os animais.

Ficamos satisfeitos com a indignação onívora diante do que aconteceu com Cecil, mesmo que ela seja inconsistente a absurda. É um bom começo, uma semente de compaixão que começa a brotar.

Para essas pessoas, a grande diferença entre o assassinato do leão Cecil e os bilhões de animais anualmente assassinados para consumo humano é o simples fato de que são partes interessadas nessa segunda atrocidade.

O escritor Norm Phelps, autor de “Changing the Game,” um livro sobre veganismo e direitos animais, pensa da mesma forma. “As pessoas tendem a resistir a críticas morais direcionadas a coisas que estão fazendo. A única maneira de contornar essa resistência é aumentar a conscientização ética das pessoas, gradualmente, com um passo de cada vez.

Assim, a maior parte das pessoas têm seu primeiro contato com a causa animal a partir de uma atrocidade que elas mesmas não estão cometendo, como o uso de peles para vestuário, a vivisecção etc. Conforme as pessoas se comprometem com a causa, elas tendem a se tornar vegetarianas e veganas.“

Assim, a revolta quanto a Cecil é um começo. A melhor coisa a fazer é cultivar as sementes de compaixão nas pessoas, e não criticá-las incessantemente, mesmo que sejam incoerentes e hipócritas. O melhor a fazer, a serviço dos animais, é estimular a compaixão e conscientizar progressivamente.

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Deputado critica exploração de cães em laboratórios, mas se cala sobre animais famintos na PM

 

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O deputado licenciado Luiz Eduardo Cheida (PMDB), atual secretário de Estado do Meio Ambiente, nesta quinta (6), emitiu “recado” criticando a utilização de animais como cobaias mantidas em cativeiros de laboratórios para testes e pesquisas na fabricação de medicamentos e cosméticos.

“Para se colocar um remédio na praça, primeiro dá para um bicho engolir. Morreu? Reduz a dose e tenta de novo! Sobreviveu? Bota no balcão da farmácia que o negócio é faturar!”, registrou.

O parlamentar peemedebista, por ora atucanado, pode ter razão ao dizer que “pimenta nos olhos dos outros…”, mas ainda não se ouviu nenhuma manifestação da autoridade ambiental paranaense sobre os cães que passam fome na Polícia Militar do Paraná.

A posição de Cheida é ética, mas politicamente insuficiente. Nesse episódio, o deputado Rasca Rodrigues (PV) foi mais assertivo. “Tá ruim pra cachorro. Será que é falta de planejamento ou de recursos?”, disparou o verde, ao informar que protocolaria um pedido de informações sobre o racionamento de ração aos cães da PM.

Fonte: Blog do Esmael

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Hong Kong acaba com barbatana de tubarão e atum rabilho em jantares oficiais

O governo de Hong Kong anunciou que não servirá mais atum rabilho e barbatana de tubarão em recepções oficiais, para dar um “bom exemplo” na luta contra o extermínio de espécies ameaçadas de extinção.

“A exclusão destes produtos (…) dos menus oficiais é um princípio e também serve como um exemplo para uma melhor educação e consciencialização pública sobre o desenvolvimento sustentável”, disse um porta-voz do governo em conferência de imprensa.

“O Governo está determinado a desempenhar um papel de liderança e a dar um bom exemplo” nesta área, disse o mesmo porta-voz.

Hong Kong é um importante mercado mundial de barbatanas de tubarão, uma iguaria apreciada por muitos asiáticos e, muitas vezes, servida em sopa nos banquetes pelos chineses mais ricos.

O comércio de barbatanas de tubarão não está sujeito a quaisquer regulamentos em Hong Kong, com a exceção de três espécies, o tubarão-frade, grande tubarão branco e o tubarão-baleia.

Segundo a ONG Pew, mais de 70 milhões de tubarões são mortos anualmente por causa das barbatanas. Um terço das espécies estará à beira da extinção.

*Esta notícia é original de Portugal e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores portugueses

Fonte: TSF

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A hipocrisia de um torturador

Imagem: Celeste Byers (N.Y. Times)
Imagem: Celeste Byers (N.Y. Times)

O Jornal New York Times deu espaço a uma matéria de um defensor das torturas com chimpanzés, John L. VandeBERG, diretor do Southwest National Primate Research Center, um conhecido centro de reprodução e tortura de chimpanzés. Hipocritamente, ele reclama que a proibição do NIH – National Institute of Health – de usar mais chimpanzés em pesquisas biomédicas vai acabar com as vacinas que os próprios primatas precisam.

Este senhor, que representa uma instituição que tem lucrado anos a fio, e continua lucrando até hoje, a 56 dólares por dia, por chimpanzé, para mantê-los em suas instalações – quando em nossos Santuários, bem melhor tratados e alimentados, custam menos de 10 dólares -, usa uma argumentação falaciosa, inventando possíveis e potenciais vacinas que podem ser desenvolvidas para proteger os primatas, como uma razão para voltar a torturá-los em suas instalações e nas outras similares.

Em nenhum momento, nos últimos mais de 50 anos de torturas de chimpanzés, a pesquisa biomédica, financiada pelo NIH e realizada por todas estas instituições, incluindo a Força Aérea Norte-Americana (que também tem torturado e matado dezenas de chimpanzés), foi direcionada para desenvolver vacinas para proteger grandes primatas.

Se este senhor e seus sócios nos diversos centros de torturas desejam pagar uma pequena parte da dívida que têm com o assassinato e o sofrimento de centenas de chimpanzés em suas instalações, devem investir parte dos lucros imensos obtidos e pagos com os impostos dos contribuintes Norte-Americanos em proteger o habitat onde ainda sobrevive uma ínfima população de chimpanzés, gorilas e orangotangos, que, em maior contato com os humanos, são dizimados por nossas doenças para as quais não têm imunidade desenvolvida.

O NIH reservou ainda 50 infelizes chimpanzés, dos 451 que o Governo é dono, como uma reserva estratégica, em caso de emergência. Este torturador ainda tem a falta de vergonha de reclamar que é muito pouco para as pesquisas que estão em andamento, que nunca conseguiram absolutamente nada de resultados, senão produzir dor, sofrimento e gerar lucro para estes assassinos de primatas.

Fonte: Projeto GAP

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A hipocrisia do abate humanitário recebe homenagem

Foto: Divulgação

Por Lobo Pasolini (da Redação)

A mulher cujo maior mérito na vida é ter desenhado matadouros ‘humanitários’ para animais explorados em fazendas foi homenageada pela American Humane Association (não confundir com a Humane Society) sábado (08) durante uma cerimônia no Texas, EUA. Ela recebeu a medalha maior chamada National Humanitarian Medal.

Gradin é uma figura absurda. Ela diz amar os animais e os entender melhor por ser autista, uma afirmação obviamente que serve muito a sua carreira bem sucedida, mas para os animais é um desastre. A HBO fez até mesmo um filme sobre ela estrelado por Claire Danes, ou seja, o marketing pessoal dela funciona muito bem.

Várias organizações de defesa animal, incluindo a PETA, cortejam Gradin como uma pessoa que faz o bem para os animais, baseado no princípio bem-estarista de que ela diminui seu sofrimento. Mas isso é um grande golpe de marketing que só faz retroceder a causa animal. O que ela vende é uma anestesia moral para que as pessoas continuem a consumir o resto de animais explorados pela agricultura animal.

É uma lástima que uma organização como a American Humane empregue seus recursos para promover uma pessoa que desenha câmaras da morte. Com amigos como esses, o que os animais podem esperar de seus inimigos?

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Desobediência Vegana

O antropocentrismo mais forte do que nunca

Ideias retrógradas sempre retornam. É como a moda. Basta um relaxamento qualquer e a podridão explode.

Que o digam os que adoram trazer à tona os casacos de pele de animais. Insistem em incentivar a insegurança feminina, trazendo pedaços de pele morta e o tratando como artigo de luxo.

As campanhas ambientais estão cada vez mais hipócritas, cada vez mais antropocêntricas.

O clichê “o mundo que deixaremos a nossas gerações futuras” está passando por ênfases interessantes: de um lado, a humanidade que pensa nas gerações futuras está pouco se lixando para o restante dos seres vivos do planeta. De outro, cada vez fica mais claro que na realidade não se pensa no futuro, cada um quer é salvar sua própria pele e consumir o máximo que puder.

Algumas carnes não podem ser consumidas. O antropocentrismo seletivo. (Foto: codigoflorestal.com)

A campanha do Greenpeace é clara: “Estamos preocupados que não faltem os animais, incluindo os da sua mesa”. “Estamos em todo lugar, inclusive para que você saiba a procedência da carne que come.”

A propósito, gostaria de conhecer alguém que realmente pesquisa sobre a procedência da carne que consome, pois os hipócritas que afirmaram isso (inclusive gente com doutorado) não sabem que grande parte dos açougues e supermercados não tem estrutura sequer para responder a essa pergunta. E que grande parte do que consomem não é de produção local. Aqui mesmo no Rio Grande do Sul, boa parte da carne vem de fora, e boa parte do que é produzido aqui vai para o exterior. A pecuária aqui no pampa gaúcho não está em primeiro lugar no Brasil, pelo contrário, figura bem lá atrás. Mas para qualquer um na rua que se pergunte, ainda há o romantismo de que aqui é a terra da pecuária, do churrasco etc.

Outras carnes podem ser consumidas sem qualquer problema, desde que a consciência mediana se sinta tranquila. (Foto: flickr.com)

A Veja já está classificando o não consumo de carne como iniciativa de baixo impacto para salvar o planeta.

Logo a Veja, que sempre publicou matérias contra o atraso provocado pelo Ibama frente a obras de grande impacto ambiental. O que me fez parar de ler essa revista, há mais de dez anos, foi justamente a parcialidade em defender agricultores e grandes empresas e criticar duramente as iniciativas ambientais.

Agora quer ensinar como ser mais ecológico, como se alimentar bem etc. Dá para confiar?

O aquecimento global já era fato antes mesmo de ter esse nome. Mas a mídia que mais desinforma do que informa faz questão de colocar dúvidas na cabeça de quem não leu sobre o assunto, de quem não acompanhou o processo de degradação que culminou no fenômeno “mudanças climáticas”. Que, diga-se de passagem, está registrado em qualquer bom livro de ecologia.

Mas, além do aquecimento global, o consumo de carne provoca outros impactos ambientais de caráter mais visível, que são o alto consumo e desperdício de água, a degradação de terras, o desmatamento, o consumo de combustíveis fósseis para o transporte e outros impactos como a produção de esterco exageradamente perigosa.

Esses e outros impactos não parecem preocupar a Veja, que prefere incentivar o inócuo xixi no banho, o tapar a tampa da panela e outros recursos que mais são propagandas de publicidade do que efetivos realmente.

Há pequenas coisas que, se forem feitas, a curto prazo resultam em economia doméstica. Mas para um planeta de mais de 6 bilhões de habitantes é ingênuo acreditar que só isso resulta em alguma mudança real.

O que esses meios querem é fazer com que a consciência de quem nada faz fique tranquila. O povo imobilizado pela incapacidade de ligar as informações apenas segue os conselhos gastronômicos que ignoram a ética de se usar animais como produtos e também a toxicidade da alimentação baseada em animais.

Isso me recorda um importante trecho do livro A arte de amar, de Erich Fromm

“O capitalismo moderno necessita de homens que cooperem polidamente e em grande número; homens que desejem consumir cada vez mais, e cujos gostos sejam padronizados e facilmente influenciáveis e antecipados.

Este sistema necessita de homens que se sintam livres e independentes, não sujeitos a qualquer autoridade ou princípio ou consciência – que desejem ser comandados, que façam o que se espera que eles façam, que possam ser guiados sem força, que liderem sem líderes, que sejam induzidos a não ter objetivos, a não ser o de fazer mercadorias, homens que estejam em movimento, funcionem e sigam adiante.

Qual o resultado? O homem moderno está alienado de si mesmo, de seus companheiros e da natureza.”

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O que é ser Humano?

Uma das notícias que mais criaram polêmica nos últimos meses foi a de que no município de Suzano, estado de SP, um casal mantinha um matadouro de cães e gatos para vender suas carnes para restaurantes, principalmente os da capital.

Animais que foram abandonados e que viviam nas ruas da cidade eram atraídos com alimento e mortos a machadadas, num local que tinha como fachada uma borracharia. Alguns animais, muito debilitados, duravam um pouco mais, pois eram mantidos por mais algumas semanas para serem engordados antes da machadada fatal. Assim foram encontrados alguns cães, ainda vivos, mantidos acorrentados.

Em que mundo vivemos? Alguns perguntam, outros ousam responder e muitos silenciam. Afinal de contas, onde está o limite para a aprovação de atos cruéis em nome da “cultura” ou  “costumes” ou “hábitos socialmente aceitos”?

A pergunta que não quer calar é: por que essa notícia chocou tanto as pessoas? Para alguns foi porque os animais mortos são considerados pela maioria de nós como de estimação, convivendo próximos e considerados membros da família, inclusive. Para outros foi o método aplicado, pois matar um animal a machadadas não é socialmente aceito. Para outros foi a traição, pois os animais pensavam que tinham ganho um novo lar e de repente…

Talvez se a morte desses animais fosse a facadas a notícia não teria causado tanta indignação, afinal de contas, muitos bois, galinhas e porcos ainda são mortos a facadas em rituais familiares para comemoração de aniversários, casamentos, batizados, ou mesmo para comemorar que o time da casa ganhou o campeonato de futebol. E na época das festas de final de ano lá se vão os pobres dos perus! Enquanto uns matam, outros aquecem a água no tacho, as crianças brincam, as panelas borbulham. Ah! Mas isso é no interior; nas fazendas, chácaras, não na capital! Verdade!

Para servir de alimento para as pessoas que moram na capital os bois, galinhas e porcos são mortos de forma diferente… e também os perus! E os chesters? Deixemos esses de lado, por enquanto, pois nem existiam há pouco tempo e não sei de onde vieram e em que parte da cadeia alimentar eles se encontram. Isso para quem ainda se esconde por trás da famigerada “cadeia alimentar” para justificar sua fome por cadáveres de animais. Pobres estômagos humanos, que se transformam em cemitérios de animais!

Os matadouros ou abatedouros, socialmente aceitos como locais adequados para que os animais possam dar suas vidas em benefício da humanidade, são inspecionados, fiscalizados e as facadas são dadas após o animal ter sido insensibilizado, ou seja, não sentiu o ato cruel que lhe tirou a vida. Isso é chamado de “abate humanitário”. E o ato não é tido como cruel, mas como necessário. Onde está o ato humanitário de tirar a vida daquele que deseja continuar vivo e expressa esse desejo se tiver oportunidade de fazê-lo?

No Brasil maltratar animais é crime (lei 9605/98, artigo 32). Mas matar animais talvez não o seja, principalmente se o ato foi realizado “humanitariamente”. Ganha até prêmios e aplausos quem está ensinando a matar “humanitariamente”, afinal de contas o Brasil precisa exportar a carne de seus animais e a comunidade europeia não quer comprar a carne de animais que sofreram para serem mortos. Então, quer dizer que matar animais continua sendo um ótimo negócio. Pensei que fosse crime, porque para mim o ato de matar é um ato de maltrato! É que sempre me esqueço que vivemos num mundo de valores invertidos.

E, nessa lógica, ainda não entendi o crime cometido pelo casal coreano.

Ironias e hipocrisias à parte.

Jamais poderia pactuar com um crime bárbaro desses, praticado contra seres inocentes, que já sofreram tanto com o abandono e todo o desdobramento deste ato repugnante praticado por pessoas irresponsáveis e ainda foram cair nas mãos de pessoas sem nenhum sentimento de humanidade. Humanidade aqui no sentido de compaixão, amor ao próximo, amor à vida. Pessoas que merecem ser mandadas embora de nosso país. E, pior ainda, o que aconteceu àqueles estabelecimentos comerciais que recebiam o produto final do crime? E às outras pessoas que se lambuzavam com partes de uma vida ceifada colocadas em seus pratos como se fosse um alimento? Isso é gente? Isso é ser humano? Afinal de contas, o que é ser Humano?

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Desobediência Vegana

A involução é uma perda de tempo

 

“Não me venham gritar e fazer gestos de liberdade sacudindo no ar vossas correntes!”
(Vargas Vila)

O comportamento social dos animais tem muito mais influência genética do que imaginamos.

O altruísmo e o egoísmo, por exemplo, têm bases genéticas na maioria das espécies e muito pouco é aprendido na cultura de um grupo social.

A espécie humana apresenta diversos comportamentos com influência genética muito forte, e estes mesmos comportamentos também recebem a influência da cultura local. Não existe apenas uma influência, apenas uma causa.

Pois é no dia a dia que vamos observando como a humanidade, na intenção de proteger a si própria, num altruísmo que não se sabe ao certo se é realmente altruísmo, ou se é um egoísmo disfarçado, vai colocando em risco a si própria.

Esta “bondade” exagerada de alguns, muitas vezes, no âmbito geral, é um egoísmo que só prejudica a humanidade, pois coloca em risco os fatores responsáveis pela sua preservação.

É o que acontece com aqueles que acham que um minuto despendido a cuidar dos animais, ou do meio ambiente é perda de tempo. Na verdade, no final das contas, um ambiente melhor, a qualidade de vida dos animais, também gerariam bem-estar aos humanos. Mas isto, no nosso sistema egoísta atual e eterno, não pode ser percebido.

Então acontece de vermos a humanidade a cada dia se reproduzir de forma suicida, sem imaginar que o futuro para as crianças que virão está cada vez mais comprometido pelos atos hipócritas e egoístas das gerações atual e passada. Pois não podemos esquecer do passado.

Vemos desunião absurda entre os grupos ativistas pelos direitos dos animais, que irei pontuar em alguns exemplos.

As pessoas que mais trabalham na causa são as que são mais atacadas, por uma inveja que salta aos olhos, por críticas vazias e fracas, por fofocas e outras atitudes deploráveis.

Pessoas que têm história dentro do ativismo são criticadas por fedelhas pseudovegetarianas, que ontem começaram a dizer que apoiavam a causa e que não sabem nada sobre estas pessoas que estão há anos na batalha. Mas se acham no direito de criticar e faltar com respeito.

Em encontros onde foi especificado que a comida seria vegana, tem gente que leva produtos com ovos e leite, mesmo sabendo das regras e que nestes grupos há pessoas com dificuldades de visão que não poderiam ler os rótulos. Uma falta de respeito não somente com os animais, mas com o grupo em geral.

Um vegano não pode e não quer comer nada com produtos de origem animal, mas um vegetariano pode comer produtos veganos tranquilamente. Por que não respeitam?

Assim como já me aconteceu inúmeras vezes, até o ponto em que desisti de participar de jantares com gente que come carne.

Faziam um prato vegetariano (na época eu não era vegana), mas no fim das contas, todos vinham comer o prato destinado a mim. Eu, que não poderia comer o restante dos alimentos, acabava tendo que comer o resto, mas eles, que podem comer o que quiserem – por opção deles – preferiam comer a única coisa que eu poderia comer ali.

Desde estes acontecimentos eu dei um basta em gente que não tem bom senso e que age como troglodita.

Olha que não aconteceu só comigo…

Estes comportamentos surtem efeitos contra a própria pessoa, contra o movimento pelos animais e pela humanidade.

Este pessoal que adora gritar pelos pobres e que acha que nós somos contra a humanidade é o mesmo que, quando vê as pessoas melhorando de vida, se livrando das prisões da pobreza, fica perdido, perde a sua muleta de apoio (que era usar os pobres para se promover e aplicar suas teorias mal formuladas, arremedos dos filósofos antigos).

Nós nunca fomos contra os seres humanos. A humanidade voluntariamente é contra si mesma.

Quando eu percebo que nem mesmo a amizade é respeitada, por conta de um bife, de um churrasco, de uma lata de cerveja, vejo a mesquinharia geral em que estamos mergulhados, todos nós.

Sim, pois não pensem que são só os veganos que sofrem preconceitos por sua dieta. Quem para de beber, ou não bebe a quantia “ideal” também perde os “amigos”, também ouve piadinhas infames e idiotas.

Sei muito bem como isto funciona.

As pessoas a cada dia estão mais mergulhadas no seu egoísmo e no egoísmo coletivo da espécie humana. Este é muito mais grave.

Pois o egoísta sozinho acaba apenas com sua vida, mas o egoísmo coletivo empobrece a humanidade e a coloca em risco de extinção.

Não sou adepta da abnegação total, que na verdade é outro tipo de egoísmo, apenas acredito no amadurecimento das relações.

Quando as relações entre as pessoas amadurecem, já não temos mais tempo para briguinhas, disputas de egos, ciúme e inveja. Temos, sim, tempo de melhorar o mundo à nossa volta, fazer outras coisas que não viver naquele círculo vicioso do egoísmo a dois, a três, do grupo e de todos.

Quando acabam as brigas por ciúme, por inveja e por burrice, começam as atitudes para melhorar a vida, as relações à nossa volta, a construção de coisas diferentes do que havíamos vivido até então.

Mas até perceberem isto, os grupos estarão amarrados em si mesmos, curtindo a inveja do trabalho dos outros e perdendo em muito a chance de ser melhores, ou apenas de ser o que se propuseram a ser.

E as pessoas que se viciaram em relações problemáticas perdem a chance de encontrar pessoas verdadeiras, livres dessas mesquinharias. Perdem tempo, no final das contas.

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