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CPI isenta tutor de culpa por morte de cão preso à varanda de apartamento

A CPI dos Maus-Tratos Contra os Animais da Assembleia Legislativa do Espírito Santo isentou o tutor de um cachorro pela morte do animal, que estava preso a uma varanda. O tutor e três testemunhas foram ouvidas pelos deputados nesta quinta-feira (14) para que a decisão fosse tomada.

As testemunhas afirmaram que foram até o apartamento após serem acionadas por vizinhos, no último dia 10. Chegando ao local, encontraram o buldogue morto, após ficar cerca de duas horas se debatendo para tentar sair do local. Segundo os relatos, o apartamento e o animal aparentavam estar limpos e bem cuidados. As informações são do blog Bom Pra Cachorro, da Folha de S. Paulo.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Antes de ir ao apartamento, elas pediram ajuda ao Corpo de Bombeiros, mas não foram atendidas. Os policiais afirmaram que retornaram a ligação para checar a veracidade do pedido, mas não tiveram resposta.

O tutor, um universitário de 20 anos, afirmou em depoimento que saiu para almoçar e fechou a varanda sem perceber que o cachorro estava lá. Disse ainda que ama os animais e que sempre ofereceu o melhor a Bartoldo, como era chamado o cão.

O rapaz alegou ainda ter recebido ameaças após o caso ser divulgado nas redes sociais e que, por isso, não pretende voltar para a faculdade, nem continuar morando em Vitória. “Eles acabaram me matando junto com Bartoldo”, disse.

Os depoimentos das testemunhas e do tutor ocorreram no Dia Nacional dos Animais, data criada para conscientizar a população sobre os cuidados com os animais.

A presidente da CPI, a deputada Janete de Sá (PMN), considerou que não houve negligência por parte do tutor. “Os depoimentos inocentam o tutor do animal”, disse Janete, que alertou para que o acidente sirva de exemplo de que os animais precisam de todos os cuidados.

Morte por hipertermia

Deixar um animal exposto ao sol, preso em um veículo ou ambiente quente, não oferecer água fresca em quantidade suficiente e fazer passeios em horário de muito calor podem causar hipertermia – o aumento excessivo da temperatura corporal do animal -, que pode causar alterações no organismo e levar à morte.

Os sintomas da hipertermia variam de acordo com cada animal, também conforme o tempo de exposição ao calor e podem ser agravados em cachorros braquiocefálicos – de focinho curto -, como o buldogue francês.

Se o animal passar mal, o tutor deve tomar providências para abaixar a temperatura do animal, retirando-o do sol, oferecendo água e usando toalhas molhadas para refrescá-lo. Além disso, deve, em seguida, levá-lo imediatamente a uma clínica veterinária.

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Alerta: calor pode causar queimaduras nos cães e até levá-los à morte

Tem gente que acha que cachorro é gente. Para o bem ou para o mal. No caso, muitos acreditam que nós adoramos o verão, que gostamos de tomar sol e de passear debaixo de uma “lua” de meio dia. Mas, nesse calorão dos infernos que tem feito, nós que somos peludos queremos mesmo é, literalmente, sombra e água fresca. Até porque, o verão envolve riscos sérios para a saúde dos cães. Desde as patinhas, que podem sofrer queimaduras quando em contato com o chão ou asfalto quentes, até a chamada hipertermia, o aumento da temperatura do corpo do animal.

Foto: @chandon_ogoldenretriever

A hipertermia é um quadro grave, muito mais comum do que se imagina. Os cães não transpiram como as pessoas, não produzem suor. Eles fazem o controle de temperatura pela respiração bucal. Se estiver muito quente, essa troca fica prejudicada. Neste caso, não há redução da temperatura corporal ao nível adequado, explica a veterinária Rosilane da Silva Santos, do Hospital Veterinário HPet. “A possibilidade de um estresse térmico que eleve sua temperatura até 40, 41 graus, aumenta bastante. Aí ele pode sofrer uma convulsão ou desmaio”, diz Rosilane, especialista em clínica médica de cães e gatos. Passear à sombra e em horários com temperatura amena é o mais indicado.

Veterinária Rosilane Santos alerta para os riscos da hipertermia. Foto: Divulgação

A hidratação é fundamental. Aliás, uma água geladinha vai bem. Por isso, sigam o exemplo do artista plástico e militar da reserva Luís Fernando Sousa, 50 anos. Ele só passeia com seu bulldog, o Saravá, em horários em que o sol ainda não tá tão retado. “Sempre quando o sol estiver mais frio. Bem cedo pela manhã ou depois das 16h30. Sempre levo água, de preferência gelada. Conhecer o cão é muito importante”, afirma Luís Fernando. “Observo como ele está durante a atividade e sempre que noto alguma alteração na condição física faço uma pausa para hidratar. Se for o caso dou uma molhada nele”, ensina.

A veterinária Luciana Maron chama a atenção para os chamados cães braquicéfalicos, que têm os focinhos achatados (pugs, bulldogs, boxers e shi tzus, por exemplo), que são mais sensíveis ao calor. “Naturalmente, eles têm uma dificuldade respiratória maior. Por isso é complicado passear com sol quente ou leva-los para a praia em horários de temperatura elevada, mesmo com sombreiro”, alerta Luciana, que é proprietária da Vila Cani. O veterinário Gilian Macário lembra também do risco de usar focinheiras quando está calor, porque mantém a boca do cachorro fechada. “A respiração é a forma que eles têm de regular a temperatura do corpo. Eles não suam para resfriar a temperatura corporal. Então, focinheira é proibida”, alerta.

Coxins

No caso dos coxins, que ficam debaixo das nossas patinhas, é preciso tomar cuidado também. Mais uma vez, não somos gente. E, diferente do que algumas pessoas pensam, os coxins são apenas um pouco mais resistentes que a pele humana. Apesar da camada de queratina mais espessa, nossas patinhas podem, sim, sofrer graves queimaduras. A medida da sola do pé humano pode ser uma boa referência para o tutor. “Tem que ter bom senso. Então, tem que fazer o teste com a mão ou com a sola do pé”, afirma a veterinária Carolina Trinchão.

A jornalista Fernanda Varela, tutora dos beagles Giggs e Wiki (@irmaosbeagles), prefere passear em áreas de grama no verão. Se não for possível, sempre faz o teste da mão ou sola do pé. “Faço o teste no chão antes de passear, coloco a palma da mão ou pé cerca de cinco segundos para ver se tá tranquilo. Isso quando, por algum motivo, não consigo sair cedo ou não temos possibilidade de passear na grama”, diz Fernanda, que tá sempre ofertando um picolézinho de frutas para seus “filhos”. Há quem use sapatinhos caninos para proteger os coxins. Mas, como explica uma veterinária na tabela abaixo, eles devem ser usados com moderação porque podem piorar o problema.

Giggs se delicia com os picolés ofertados por sua tutora. Foto: Divulgação

Há também um grupo de doenças que se intensificam no verão, como as doenças de pele que vão desde as dermatites até o próprio câncer. Após um banho de mar, é preciso dar banho com água doce e shampoo para cães. Os animais de pele mais rosadas devem usar protetor solar em áreas despigmentadas, como o focinho e a barriga.

Os carrapatos também se reproduzem em maior número no verão. Assim como no restante do ano, mas especialmente nessa época, é preciso estar com o carrapaticida em dia para evitar doenças como erliquiose e babesia. Especialista em oftalmologia, Carolina Trinchão faz uma observação em relação a inflamações que podem atingir os olhos devido o contato com a areia ou água do mar. “Eles adoram esfregar o rosto na areia. É importante depois de ir à praia lavar os olhos com soro fisiológico”.

O Golden Retriever Chandon (@chandon_ogoldenretriever) adora ir à praia. Por isso, sua tutora, a farmacêutica Camila Pimentel, 28 anos, está atenta à hidratação. “Golden é uma raça bastante calorenta. Tô sempre dando água gelada e molhando a cabecinha dele. Dou água de coco também”. Para refrescar um pouco mais, ela também realiza o chamado trimming, espécie de tosa. Mas, mesmo neste caso, é preciso ter cuidado. Em algumas raças, como o próprio Golden, o pelo costuma ser um protetor natural. “Funcionam como elemento compensatório. Na melhor das intenções, os tutores podem estar causando um desequilíbrio. Os pelos funcionam como antitérmico tanto pra frio quanto para calor. Por isso, não pode exagerar na tosa”, explica a veterinária Rosilane Santos.

Veja os principais riscos:

– Hipertermia
O que é: Os sinais são claros. Os cães ficam muito ofegantes, a saliva fica espessa e a coloração da gengiva também altera, ficando avermelhada e até roxeada. Em casos mais graves, o animal pode ter uma síncope e desmaiar.

Como evitar: Não faça passeios em horários de sol forte. O ideal, pela manhã, é que seja até 9h30. Pela tarde, só a partir das 17h. Em caso de crise, é necessário levar imediatamente ao veterinário. No carro, mantenha sempre o ar-condicionado ligado. “Tive a situação de um paciente que morreu porque uma pessoa que ele contratou para fazer uma viagem com o animal foi almoçar e deixou o cachorro dentro do carro. Infelizmente veio a óbito”, lamenta a veterinária Luciana Maron.

O que fazer se acontecer: Tente resfriar o corpo do animal com água. Molhe axilas, virilha e nuca. Envolva ele em uma camisa ou toalha molhada para ajudar na troca de calor. Tire o bichinho da fonte de calor imediatamente e coloque em um lugar frio, de preferência um ar-condicionado.

– Queimaduras nas patinhas
O que é: Temperatura do chão pode causar queimaduras graves nos coxins, chegando a deixar a pata do animal em carne viva.

Como evitar: Fazer passeios em horários que o chão está mais frio ou optar por caminhar na grama. Há alguns apetrechos que podem ser usados, como sapatinhos apropriados para cachorro. Mas, neste caso, é preciso usar com moderação. “O sapatinho pode esquentar ainda mais e criar uma dermatite. Não pode deixar muito tempo. O ideal mesmo é escolher o melhor horário para passear”, insiste Rosilane. Além disso, o material pode causar problemas de pele no cão.

O que fazer se acontecer: Evitar contato do animal com o solo e levar ao veterinário. Não envolver com ataduras.

Doenças mais comuns no verão

Doença do carrapato: A erliquiose (erlichiose) e a babesiose são transmitidas pelo carrapato, que se alojam no corpo do animal e se alimentam do seu sangue. Pode ser uma doença fatal se não for tratada.

Como evitar: Manter o carrapaticida em dia e realizar exames periódicos como hemograma e sorologia.

Doenças de pele

Dermatites e câncer de pele

Como evitar: No caso das dermatites é preciso dar banhos com água doce (principalmente depois de ir para a praia) e secar bastante o animal.

Leishmaniose: Como costumamos viajar muito no verão, é preciso estar atento a regiões endêmicas de leishmaniose, como o Litoral Norte, por exemplo. Trata-se de uma doença perigosíssima, sem cura, que mata na maioria dos casos.

Como evitar: Usar coleira repelente e fazer vacinação contra leishmania. Consulte seu veterinário.

Verminoses: O contato com areia de praia e a grama expõe os cães às verminoses.

Como evitar: Estar mais atento à vermifugação do animal, que, na maioria dos medicamentos, é feita a cada três meses.

Dicas de hidratação:

– Ofereça água durante os passeios
– Ofereça gelo para os animais (cuidado pra não colar na língua. Basta passar na água ou derreter um pouco na mão)
– Faça picolé de fruta (sem açúcar! E consulte as frutas que cães podem comer. Uva e carambola, por exemplo, são tóxicas para eles)
– Compre uma água de coco e divida com seu “filho”
– Use protetor solar no focinho e barriga dos bichinhos

 

Fonte: Correio

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Calor causa morte de cão no Rio

Morte de cão no Rio está relacionada ao calor — Foto: Reprodução/ TV Globo

Um bulldog francês morreu no Rio de Janeiro por causa das altas temperaturas na cidade. A tutora chegou em casa e encontrou o animal desfalecido. Uma veterinária chegou a atender a urgência, mas o cão já havia falecido.

O veterinário Hélio Pradera, da Subsecretaria de Bem-Estar Animal, alerta que os animais que possuem focinho curto são mais suscetíveis a casos de hipertermia.

“O controle da temperatura do animal não se dá como o nosso, pela eliminação do suor. O cão não tem glândulas sudoríparas. Por isso, ele faz a respiração com a língua para fora para controlar a temperatura interna”, explicou o veterinário.

Além do bulldog francês, o pug, o boxer, o bulldog inglês e o shit zu estão entre as raças que acabam por exigir mais atenção dos tutores. Aparar o pelo também pode ajudar no calor intenso.

“O pelo é uma proteção natural, mas não é da nossa região. É uma característica europeia. Aparar os pelos vai bem”, destacou Pradera.

Para que os animais sejam mantidos em segurança, é recomendável que uma fresta da janela seja deixada aberta, além de manter água fresca e um ventilador no ambiente.

Caso o cachorro passe mal, o veterinário recomenda que ele seja enrolado em uma toalha molhada e seja levado a um serviço de emergência.

Fonte: G1

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Cão explorado como farejador morre de hipertermia dentro de carro de patrulha nos EUA

Uma petição online tem chamado a atenção de ativistas e grupos de proteção de animais ao redor do globo, por trazer à tona uma discussão muitas vezes ignorada. Ela pede para que o Departamento de Polícia de Detroit, nos EUA, proíba seus policiais de deixarem os cães em carros de patrulha desacompanhados.

A manifestação veio depois que que um cão explorado como farejador, chamado Vito, morreu por ter sido deixado dentro de um carro quente – prática esta muito comum e também permitida por oficiais.

Reprodução | One Green Planet

O incidente ocorreu no final do mês de junho, quando a temperatura no país beirou os 25 graus. O policial deixou o ar-condicionado funcionando enquanto foi atender a um chamado, supondo que isso seria suficiente. Infelizmente, ele estava errado – o motor desligou. O pobre Vito, preso no automóvel, superaqueceu e finalmente morreu.

Aos olhos dos oficiais, o policial falhou por não ter checado Vito – tanto é que ele foi penalizado com a “perda de seus deveres de manipulação de cães”. Uma exigência do departamento de polícia é que os policiais verifiquem seus cães a cada 30 minutos.

Por mais que esta regra tenha boas intenções, é bem provável que ainda não fosse o suficiente para salvar a vida de Vito. Temperaturas dentro de um carro estacionado em um dia quente podem subir quase 20 graus em um curto período de 10 minutos – ou até mesmo menos.

De acordo com a organização Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA) da Austrália, um cachorro em um carro trancado pode morrer em “apenas seis minutos”. Depois de estar em um carro quente por apenas 15 minutos, um cão pode sofrer danos cerebrais ou até mesmo morrer de insolação.

Isso significa que a política de seleção de 30 minutos da DPD poderia, na verdade, colocar em risco vidas inocentes de K-9. Obviamente, implementar uma política de verificação de seis minutos é absurda e irracional para um policial, e é por isso que a melhor opção é simplesmente não arriscar a vida do animal.

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Entenda por que cães de focinho achatado sofrem mais com o calor

Pug é uma das raças que sofre com o problema Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS
Pug é uma das raças que sofre com o problema
Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Talvez você nunca tenha ouvido falar em cães braquicefálicos, mas com certeza conhece aqueles focinho “achatado”, como pugs, buldogues e shihtzus. A característica natural dessas raças foi, ao longo dos anos, sendo reforçada pelo homem por meio de cruzas estratégicas, o que acabou prejudicando a saúde dos animais, especialmente a de seu sistema respiratório.

De acordo com o médico veterinário Luiz Antonio Scotti, membro da Comissão de Ética e Bem-estar Animal do Conselho Regional Medicina Veterinária do RS, esse formato prejudica as funções fisiológicas do focinho, que precisa levar o ar até o aparelho respiratório inferior, filtrá-lo e aquecê-lo. Por isso, é preciso ter alguns cuidados com esses cachorros em dias muito quentes.

— O focinho curto faz com que o ar quente entre de uma forma muito rápida, chegando aos pulmões em temperatura alta. Isso pode levar a hipertermia — explica o especialista.

Ou seja, quando expostos a muito calor, esses animais podem superaquecer, pois o sistema respiratório não consegue dissipar o calor. Se não cuidado, o aquecimento interno pode levar à falência de órgãos e à morte.

Para evitar o problema, Scotti dá as seguintes dicas:

— Não exercite o animal entre 10h e 16h. Nem pequenas caminhadas são indicadas.
— Se o cão ficar em canil, garanta que o local tenha boa ventilação e cobertura solar
— Caso o animal fique dentro de casa, mantenha ele em locais frescos, inclusive com ar-condicionado ligado
— Coloque pedras de gelo na água do animal
— Cães com pelos longos devem ser tosados no verão
— Cuide da dieta do cão. Animais obesos apresentam mais problemas

Mesmo com todos os cuidados, é preciso estar atento aos sinais que podem indicar hipertermia:

— Ficam muito ofegantes
— Colocam a língua para fora e salivam muito
— Deitam com as patas traseiras para trás, tentando resfriar o abdômen
— Ficam apáticos e tristes

Nestes casos, a orientação é levar o cachorro imediatamente para o veterinário para análise do quadro e possível intervenção.

Fonte: Diário Catarinense

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No verão, os cuidados com os cães devem ser bem maiores

Cães de pelagem escura, como o Boxer, Bulldog Inglês, Bulldog Francês, têm mais riscos de sofrer intermação

(Foto: Talita Corrêa)

As altas temperaturas nesta época do ano podem deixar as pessoas bem mais ativas, mas não agradam em nada à maioria dos cachorros. A intermação, hipertermia, ou simplesmente superaquecimento corporal, é um problema frequente, sobretudo no verão, e de resolução bastante difícil. Em seres humanos, a troca de calor dá-se por meio das glândulas sudoríparas encontradas por todo o corpo. Já nos cães, essas glândulas têm localização restrita às áreas entre os dedos das patas, e o restante da troca é feita pela boca.

A intermação pode ocorrer nos passeios em horários muito quentes do dia, sem acesso à água com regularidade, ou ainda quando os animais são deixados dentro do carro (mesmo com a janela aberta). Por isso, os seus tutores não devem levá-los para passear em horários muito quentes, não poupá-los de água nem deixá-los esperando dentro de automóveis. São em casos como esses que os animais iniciam respiração acelerada, temperatura corporal elevada e perceptível ao toque manual e, muitas vezes, alterações neurológicas, como dificuldade de andar, olhar fixo e convulsões.

“Caso esta situação venha a ocorrer, recomenda-se o atendimento médico veterinário, mas algumas dicas podem ajudar a administrar o problema, como resfriamento do corpo com água fresca (sem ser gelada, pois pode agravar o quadro), e uso de toalhas molhadas. Raças braquicefálicas (de focinho curto), como Boxer, Bulldog Inglês, Bulldog Francês, Shih Tzu, Lhasa Apso, e cães de pelagem escura, merecem cuidados redobrados”, alerta o veterinário André Teixeira.

Fonte: Mogi News

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Fique atento aos cuidados com os cães no verão para evitar hipertermia

A estação mais quente do ano requer atenção redobrada
na hidratação e tosa dos animais

A poucos dias da chegada da estação mais quente do ano, é preciso que os tutores de cães fiquem atentos para que os animais não sofram de hipertermia. A temperatura elevada do corpo pode causar a morte do animal.

A veterinária Lara Edna Santana afirma que os cachorros trocam calor com o ambiente por meio da respiração. “Eles transpiram pelos coxins plantares (‘almofadinhas’ das patas), portanto não transpiram pela pele como nós”, disse.

A região dos coxins é pequena em relação ao corpo e, por isso, não é suficiente para manter a temperatura ideal do cão, que, segundo a veterinária, varia entre 38 e 39 graus. “Em dias muito quentes ou quando eles realizam esforços físicos, a temperatura do cachorro pode ultrapassar 40 graus”, afirmou Lara Edna Santana.

Segundo a veterinária, qualquer cão em condições de muito calor e esforço físico pode ter hipertermia. Algumas raças de focinhos mais curtos como pug, buldogue, boxer e shihtzu têm maior predisposição. A hipertermia pode provocar taquicardia, taquipneia (respiração ofegante), salivação intensa, vômitos, diarreias, tonturas, perda de consciência, convulsões, hematomas, tetanias (tremores musculares), falta de coordenação motora, mucosas hipercrômicas (muito coradas), parada cardiorespiratória e morte.

Segundo Lara Edna Santana, cães de pelo longo também sofrem mais no verão porque sentem mais calor do que os de pelo curto. A pelagem funciona como um isolante térmico e em dias quentes os animais ficam mais ofegantes e inquietos. “Os donos não precisam ter dó de tosar o cão no calor. Diferentemente do que muitos pensam, os animais ficam alegres e aliviados”, afirmou.

Muita água e tosa ajudam a contornar o problema

O despachante Marcus Palhares é tutor da bulgogue francês Madona, de 2 anos. A cadela de focinho curto nunca teve problemas de saúde, mas no calor sua respiração fica mais ofegante. “Para evitar que ela sofra, ofereço bastante água e evito passear com ela nos horários mais quentes do dia”, afirmou. Marcus é tutor também das yorshires Lili e Lilica. Apesar de não terem focinho curto, as cadelas sofrem com o calor por causa da pelagem longa. “Quando a temperatura está alta, elas ficam prostradas. E como elas brincam muito, mantenho a tosa bebê para amenizar o calor e facilitar nos cuidados com a pelagem”, disse o despachante.

Dicas para evitar a hipertermia:

– Caminhe com o cão em horários mais frescos do dia
– Mantenha água sempre limpa e fresca ao alcance do animal
– Não coloque o cão em lugares quentes, expostos ao sol e/ou sem ventilação, como o carro, por exemplo
– Evite banhos com água muito quente e secadores com altas temperaturas
– Evite colocar roupas nos cães nessa época do ano
– Manter cães de pelo longo sempre tosados no verão

Fonte: Correio de Uberlândia

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Calor excessivo pode levar cães à morte

Foto:s/c

Se você anda incomodado com o calor lá fora, imagine o seu amigo de quatro patas com toda aquela camada de pelos? “Os cachorros não transpiram pela pele como os humanos”, explica o diretor clínico do Hospital Veterinário Pet Care, Marcelo Quinzani. “Eles perdem calor pela respiração e transpiram pelos coxins plantares (localizados na sola das patas) e pelas narinas. Como essa área é muito pequena em relação à extensão do corpo, ela é insuficiente para manter a temperatura corpórea próxima da temperatura normal”, explica o diretor clinico do Hospital Veterinário Pet Care, Marcelo Quinzani.

Segundo o médico veterinário, quando o cão é exposto a altas temperaturas, ou a estresses e atividades intensas em dias muito quentes, sua temperatura interna pode ultrapassar os 40ºC e é aí que o cachorro pode apresentar hipertermia, quadro que pode provocar convulsões, diarréia, vômitos e levar à morte.

Os sintomas da hipertermia são: respiração ofegante, hipersalivação, temperatura acima de 40°C, mucosas avermelhadas, taquicardia, arritmias cardíacas, vômitos, muitas vezes com sangue, diarréias também com sangue, manchas e hematomas dispersos pelo corpo, alterações mentais, convulsões, tremores musculares, dificuldade de locomoção e falta de coordenação motora, diminuição ou ausência da produção de urina, coma e parada cardiorrespiratória. “A hipertermia é uma condição gravíssima que requer tratamento médico imediato. Uma vez que os sinais clínicos desse quadro são identificados, existe um tempo extremamente curto para ser revertido, diz Quinzani.

Independente da raça, todos os cães estão predispostos a essa patologia se submetidos a condições ambientais desfavoráveis de calor e umidade. Porém, cães com focinhos curtos como bull dog, boxer, pug, lhasa apso, shi tsu, boston terrier entre outros, estão mais suscetíveis ao problema. “Anatomicamente já são desfavorecidos de um aparelho ‘refrigerador’ adequado”, explica o veterinário.

Emergência: saiba como proceder

Aos primeiros sinais clínicos de hipertermia o animal deve ser retirado imediatamente do ambiente quente, colocado sob refrigeração ou ventilação adequada. “Molhar o animal com um borrifador e toalhas frias também auxilia no processo de refrigeração. Porém, não se deve submergir o animal em água fria, pois isso leva a vasoconstrição periférica dificultando ainda mais a dispersão de calor. É preciso também procurar imediatamente um médico veterinário”, diz Quinzani.

Confira as dicas preventivas:

1. Evite passeios e esforços físicos em dias quentes e úmidos.

2. Não deixe o animal preso dentro do carro, mesmo com vidros abertos.

3. Não deixe o animal em ambientes fechados ou sem acesso à sombra e água fresca.

4. Não dê banhos com água quente e secadores quentes no verão.

5. Não submeta o animal a situações de estresse psicológico que o deixe ofegante por medo ou insegurança.

6. Evite esforços ou condições desfavoráveis para animais obesos ou que tenham anatomicamente alguma dificuldade respiratória.

7. Evite a contenção forçada do animal e uso de focinheira em ambientes quentes e fechados.

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Animais devem ser hidratados constantemente para evitar a hipertermia

A cidade de São Paulo entrou em estado de alerta nesta última quarta-feira, 25 de agosto, depois que a umidade do ar ficou em torno de 19% no período da tarde, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia. E com o ar seco, principalmente os mais sensíveis, como crianças e idosos, tendem a sofrer. Mas não são apenas os seres humanos que precisam recorrer aos umidficadores de ar e hidratação para driblar o calor.

Crédito: Flickr/ CC – Sister72

De acordo com o médico veterinário Mário Marcondes, diretor clínico do Hospital Sena Madureira, é importante que cães e gatos sejam bem hidratados, oferecendo água fresca e abundante ao longo do dia. “Colocar toalhas molhadas no ambiente também é recomendável para auxilar no aumento da umidade através da evaporação da água”, completa.

Assim como o recomendável para a população em geral, os umidificadores de ar também devem ser adotados para os bichinhos, sobretudo, os que sofrem de bronquite ou asma. O dr. Mário ressalta ainda que animais com predisposição a doenças respiratórias também merecem atenção redobrada, sendo preferível que evitem passeios entre às 11h e 18h, recomendação que pode ser adotada para todos os cachorros.

Os principais sintomas de animais que estão sofrendo com o clima seco são dificuldades respiratórias, cansaço e ofegação. Nesses casos, o dr. Mário explica que, especialmente os que já sofrem de doenças respiratórias devem ser levados ao veterinário para que um possível reajuste na medicação seja feito.

Hipertermia

Caracterizada pelo aumento excessivo da temperatura corporal, a hipertermia é um problema grave que pode causar convulsões, edema pulmonar, parada cardíaca e até a morte. Apesar de resistentes, os cães tendem a sofrer bastante com o calor, sobretudo, os mais peludos. Nesse sentido, as tosas e os banhos devem ser mais frequentes.

Lembrando ainda que deixar o cão dentro do carro, seja lá por quanto tempo for, é uma das principais causas de morte devido à hipertermia. Em dias muito quentes e ensolarados, se ficarem dentro de automóveis, não são necessários mais que poucos minutos para que os animais comessem a apresentar sintomas do problema, como convulsão, prostração e taquicardia.

Recentemente, um casal foi condenado no Reino Unido justamente por deixar seu Pequinês dentro do carro por 45 minutos, tempo suficiente para o animal falecer devido ao calor.

Fonte: PetMag

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Onda de calor faz protetor solar para cães sumir das prateleiras, em pet shops do Rio

Alarmados com a onda de calor de  níveis africanos, os tutores de cachorros e gatos correram às pet shops em busca de protetor solar para os bichos. A procura surpreendeu os proprietários das lojas especializadas, que sofrem para repor o produto nas prateleiras.

Nas lojas há fila de espera para o cosmético. Marcos André, proprietário de uma pet shop no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio, conta que diariamente dezenas de pessoas vão à loja em busca do protetor.

“As pessoas estão se conscientizando de que é importante prevenir os cães e gatos das irradiações solares”, explica o empresário.

O produto é vendido em média por R$ 30 e é indicado para as áreas como focinho, orelhas, abdômen, principalmente para animais de pouco pelo, de pele clara ou despigmentada.

Animais sofrem com o calor

O veterinário Jaime Serra faz um alerta para os perigos do calor para os animais. Além da proteção contra os raios solares, os bichinhos devem ser hidratados com água comum ou de coco, e os passeios devem ser feitos, preferencialmente, no início da manhã ou à noite.

“É importante tomar estes cuidados para que o animal não crie um quadro de hipertermia, que é a elevação da temperatura no corpo. Para tratar esse problema, às vezes é preciso até internação. Nesses casos, o animal recebe compressas de gelo e muito líquido”, explicou o veterinário.

Banho de piscina

Para driblar o calor, alguns tutores levam os cães para um mergulho na piscina ou em rios de água natural. A arquiteta Beatriz Borges tem como hábito levar sua cadelinha Mel para um refresco no riacho que corre na Praça Engenheiro Pena Chaves, no Horto, na Zona Sul do Rio.

Ziggy e Kali se refrescam no riacho de rua no Horto (Foto: Arquivo pessoal/Beatriz Borges)
Ziggy e Kali se refrescam no riacho de rua no Horto (Foto: Arquivo pessoal/Beatriz Borges)

“Em dias muito quentes, o rio se torna o point preferido da cachorrada. Costumo dizer que esse é o ‘Red Bull’ dos cães, porque eles saem com muita energia e renovados do banho”, contou a arquiteta.

O consultor de pet marketing Sérgio Lobato não aconselha cães em piscina: o cloro pode prejudicar a pelagem e provocar doenças como otite, a inflamação no ouvido.

“O melhor mesmo é deixar o cão estendido no piso frio e, se possível, em ambiente com ar refrigerado”, aconselha o consultor.

Tosa no verão

Outra maneira encontrada pelos tutores para garantir um refresco aos cães é a tosa. A procura pelo serviço chega a triplicar nas pet shops durante os meses de verão.

Marcelo alterou o percurso do passeio e optou por lugares mais frescos (Foto: Tássia Thum/G1)
Marcelo alterou o percurso do passeio e optou por lugares mais frescos (Foto: Tássia Thum/G1)

“Neste verão até Husky, São Bernardo, Golden Retriever e Pastor Alemão estão sendo tosados”, diz Carla Queiroz, gerente de uma pet.

O calor também alterou a rotina de Marcelo Coutinho, que é passeador de cachorro, uma profissão que nem todo mundo conhece.

Acostumado a caminhar com os bichanos pela Lagoa Rodrigo de Freitas e pela orla, Marcelo mudou seu itinerário e optou por caminhadas pelo Horto, bairro arborizado da Zona Sul do Rio.

“Os cães também querem sombra e água fresca. Como nem sempre dá pra trocar o horário do passeio, optei em andar por menos tempo e por lugares mais frescos”, disse Marcelo.

Fonte: G1

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