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Hidroterapia dá nova esperança para pit bull paraplégico e animais resgatados

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Ashley Garcia
Foto: Ashley Garcia

Um filhote de pitbull chamado Eddie Milo perdeu a mobilidade de suas pernas traseiras após sofrer um acidente de carro.

A Second Chance Rescue (SCR), uma organização na cidade de Nova York (EUA), acolheu o cão paraplégico e procurou opções para ajudá-lo a se recuperar. Foi assim que seus cuidadores souberam sobre a hidroterapia.

Um novo método para curar animais domésticos com lesões como Eddie Milo, a hidroterapia ou terapia na água, ganhou popularidade nos últimos anos e deve fazer a diferença na vida de inúmeros animais.

A terapia na água tem sido reconhecida como uma forma benéfica de reabilitação em seres humanos e cavalos durante muitos séculos, de acordo com a Horse & Hound.

No entanto, apenas nas últimas décadas, o método tem ajudado os cães também. Embora isso esteja começando no Reino Unido, centros de hidroterapia começaram a surgir nos Estados Unidos.

Foto: Kellie Stevens
Foto: Kellie Stevens

O Water4Dogs em Nova York é um desses centros de reabilitação que, além de hidroterapia, fornece tratamentos holísticos e de “terapia seca”, como amplitude de movimento (medição do movimento em torno de uma articulação específica ou parte do corpo), massagem, acupuntura e tratamento a laser frio – uma abordagem especializada que penetra o tecido profundo e estimula a liberação de produtos químicos que ajudam o processo de cura dentro do corpo.

Hoje, Eddie Milo é talvez um dos pacientes mais conhecidos da Water4Dogs graças às mídias sociais. Ele é tratado com terapia seca e hidroterapia há um mês e tem mostrado grandes resultados.

Desde que começou, ele apresentou um notável progresso e sinais de movimento em seus membros traseiros durante a estimulação do rabo. “Com danos na coluna vertebral e sendo paraplégico, conseguir com que os nervos e o cérebro se comuniquem é uma grande vitória”, disse Jennifer Hall, terapeuta na Water4Dogs.

Foto: Ashley Garcia
Foto: Ashley Garcia

A equipe tem esperanças de que, com a terapia contínua, Eddie Milo possa recuperar o uso de suas pernas traseiras um dia.

Esta esperança é baseada também na história de um pequeno cão chamado Max. Neurologistas cuidaram dele na Water4Dogs depois que ele foi atacado por outro cão, de acordo com a terapeuta Ashley Garcia. Ele sofreu uma lesão na coluna que causou tetraparesia (paralisia de todos os membros), mas, depois de passar pela reabilitação, agora ele é capaz de andar novamente.

Outra paciente da Water4Dogs, uma mistura de golden retriever de 11 anos chamada Riley, começou a sofrer de artrite anos atrás. Sua tutora, Vaydre Parsons, começou a procurar algo para ajudá-la e, depois de muita pesquisa, decidiu tentar  hidroterapia.

Há três anos, Riley tem ido ao Water4Dogs uma vez por semana para uma combinação de hidroterapia e tratamentos de terapia seca. “Ela sempre se energizou depois que saímos e isso acaba fazendo uma enorme diferença”, disse Parsons ao The Dodo.

Parsons disse que nota uma diferença em Riley se elas perdem uma sessão. Ela sente que os terapeutas realmente se preocupam com o bem-estar da cachorra.

Foto: Kellie Stevens
Foto: Kellie Stevens

Depois de receber tratamentos secos, Riley passa algum tempo em uma esteira subaquática que promove a força usando flutuabilidade, resistência e movimentos controlados.

Depois, ela entra em uma piscina aquecida com um terapeuta chamado Jean Marie Cooper para trabalhar sua amplitude de movimento. Embora a natação não seja sua atividade favorita, Riley foi bem cuidada por Cooper e encorajado por sua tutora.

Aproximadamente 80% dos clientes da Water4Dogs fazem a reabilitação básica, sendo que o motivo mais comum é a recuperação após a quebra de um osso. No entanto, há animais domésticos que sofrem de problemas médicos, idosos que procuram tratamento para prevenir lesões e fortalecer a deterioração das articulações, aqueles com problemas neurológicos e alguns até mesmo com lesões na medula espinhal que impedem o movimento dos membros.

Scout, uma golden retriever de seis anos, tem frequentado a Water4Dogs por cerca de sete semanas agora, depois de romper o LCA no início deste ano. Scout começou a terapia seca após realizar uma operação há duas semanas.

WaterDogs4 Facebook
Water4Dogs Facebook

Seu tutor Larry Green contou que a cadela sempre gostou de nadar, então o início da hidroterapia tem sido uma atividade de recuperação muito divertida para ela.

Os cães compõem a maioria da clientela da Water4Dogs, mas há alguns gatos em tratamento também. Os felinos apresentam uma série diferente de desafios, pois geralmente não gostam de água e muitas vezes têm mais dificuldades ainda na terapia seca, de acordo com DiPolo.

Francisco DiPolo, co-fundador da Water4Dogs, disse ao The Dodo que ele considera trabalhar com animais resgatados uma experiência particularmente “muito gratificante, desafiadora e interessante”.

A clínica trabalha com vários grupos resgates em Nova York, incluindo o Second Chance Rescue, Animal Haven, Mighty Mutts e a The Mayor’s Alliance for NYC’s Animals. Além disso, também oferece descontos para estas organizações sempre que possível.

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Técnicas utilizadas em humanos são adaptadas para ajudar cães na recuperação de cirurgias

Por Valeska Mateus

Foto: F.L.Piton / A Cidade

A fisioterapia e a hidroterapia são eficazes no tratamento de doenças articulares, na reabilitação pós-cirúrgica de cães e até no condicionamento físico. No tratamento de animais, o estímulo é um grande aliado para que o cão associe a sessão a algo benéfico e execute os exercícios com prazer.

No Brasil, a fisioterapia animal teve início nos anos 80 e surgiu como adaptação da técnica humana em cavalos, para recuperação de lesões em animais explorados em corridas. Mas, logo começou a ser aplicada em animais de pequeno porte, com uma resposta rápida e eficaz. “O objetivo é tratar problemas ortopédicos, alterações neurológicas, problemas de obesidade e condicionamento físico”, explica a veterinária Laryssa Petrocini Rosseto.

O tratamento é feito por meio de equipamentos como mesa, ultrassom e exercícios terapêuticos. “Os aparelhos são os mesmos usados nos humanos, só muda a técnica. É preciso trabalhar o comportamento do animal para avaliar os incômodos em relação à dor e suas dificuldades de locomoção. Dependemos de exames complementares e da nossa avaliação, que envolve biomecânica e a fisiologia do animal”, explica.

Artrite, artrose, dores crônicas, rompimento de ligamentos, luxação em articulações, animal manco e com dificuldade de locomoção são os casos que apresentam os melhores resultados com a fisioterapia. Além da melhora em relação às doenças neurológicas, como hérnia de disco, bico de papagaio e cinomose, que pode até paralisar o animal.

E para que o animal realize os exercícios, o estímulo é fundamental. “É preciso achar os elementos que estimulem o animal a executá-los, como brincadeiras, comidas ou até mesmo com a presença do dono. Em alguns casos ela é necessária durante o processo de adaptação do animal ao tratamento”, diz Manuelle Rodrigues de Sá, veterinária. Mas ela ressalta que em 95% dos casos, há aceitação do animal. “Quando existe alguma resistência é por medo, agressividade ou estresse. Mas, é uma questão de tempo para conseguir ganhar a confiança do cão.”

Larissa comenta que como os animais sempre chegam com dor, o primeiro passo é amenizá-la com aparelhagem, como o ultrassom, magnetoterapia e acupuntura. “Só assim ele consegue fazer os exercícios.” A fisioterapia pode ser feita logo após a cirurgia, até mesmo no mesmo dia, para tratar a dor, a ferida e o edema. São no mínimo 10 sessões, mas é possível ver a resposta a partir de três a cinco sessões. O tratamento não tem contraindicação, existe apenas a restrição com relação ao uso de alguns aparelhos ou exercícios, dependendo da doença.

Recuperação e emagrecimento na água

Foto: F.L.Piton / A Cidade

Assim como a fisioterapia, a hidroterapia é eficaz no tratamento de lesões ortopédicas de cães.  O benefício de realizar os exercícios na água é a redução do impacto com o piso e o estresse sobre as articulações nos animais com algum tipo de deficiência motora. As manobras feitas na piscina promovem a recuperação dos movimentos das articulações após cirurgias ou atuam como uma atividade física complementar, no processo de emagrecimento. “Nos casos de sobrepeso, além de não impactar nas articulações, ocorre uma grande queima de calorias”, explica a veterinária Juliana Jordão. Um cão que passa por uma cirurgia de rompimento de ligamentos não consegue apoiar as patas no chão. “Dentro da água ele perde o medo, por não ter a sensação do impacto. Isso permite que o cachorro execute os exercícios e vá retomando os movimentos”, explica a veterinária.

A prática ajuda na recuperação dos movimentos, desenvolvimento da musculatura e na retomada da segurança do animal a voltar a andar. Cerca de 10 dias após a cirurgia ele pode iniciar o tratamento.  Além do fortalecimento muscular e da melhora na função cardiorrespiratória do animal, os movimentos na água promovem coordenação motora e equilíbrio. “Ajuda a reduzir o estresse e traz tranquilidade em cães muitos agitados. A qualidade de vida do animal melhora muito”, explica a veterinária.

O tempo da sessão, que utiliza espaguetes e boias, depende do condicionamento físico do animal, mas dura entre 10 e 30 minutos. “Cachorros que não têm hábitos de atividade física regular iniciam com sessões curtas”, ressalta Juliana.
Toda a ação é monitorada com um especialista dentro da piscina, para que o animal tenha segurança, confiança e desenvolva autonomia. A hidroterapia precisa ser feita em horários de sol e em piscinas esterilizadas, para eliminar o risco de contaminação. “O número de sessões depende do quadro clínico e do animal, mas a partir da quarta os benefícios começam a aparecer”, diz.

Fonte: Jornal A Cidade

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Hidroterapia é aliada contra doenças articulares dos animais

(Foto: Valter de Paula)

Indicada para o tratamento de várias doenças, a hidroterapia ganha cada vez mais adeptos no mundo animal. Segundo a veterinária especialista em ortopedia, Daniela Figueiroa, atividades na água são incluídas nas sessões de fisioterapia oferecidas na clínica de propriedade dela.

A hidroterapia é indicada para cães que sofrem de problemas na coluna, artroses, displasia coxofemoral e auxilia nos tratamentos pós-cirúrgicos em ortopedia. “Muitos cães chegam aqui com dores e não firmam a pata no chão, mas dentro da água realizam os movimentos normalmente. A atividade é importante para não deixar atrofiar os músculos”, disse Daniela Figueirosa.

A veterinária afirma que a maior parte dos cães que chegaram sem andar em sua clínica recuperou os movimentos por conta da fisioterapia aliada à hidroterapia. “O número de sessões indicadas depende de cada caso. Alguns recuperam em uma semana, outros demoram mais. Mesmo aqueles que têm medo de água ao entrarem na piscina gostam da atividade e saem relaxados dos exercícios”, disse Daniela Figueiroa.

Lindinha

A mestiça de poodle Lindinha, de 8 meses, pratica hidroterapia todos os dias. Aos 3 meses, a cadela teve cinomose e quase morreu. Seu tutor, o comerciante Enio Cabral disse que muitos veterinários indicaram a eutanásia, mas ele e a mulher não concordaram com a ideia. “Lindinha chegou a perder os movimentos das patas traseiras. Passamos 40 noites em claro ao lado dela e, quando ela saiu da crise, começamos o tratamento de hidroterapia, fisioterapia e acupuntura”, disse.

Um mês depois do tratamento a cadela começou a andar. Segundo Enio Cabral, ela ainda sofre com algumas sequelas da doença e continua com as terapias. “Comprei até uma piscina para que ela faça a hidroterapia em casa também e agora pretendo procurar um veterinário homeopata como mais uma alternativa para ajudar no tratamento da Lindinha. Já gastei mais de R$ 2 mil com todos esses tratamentos e não me arrependo. Ela é o xodó da casa”, afirmou o comerciante.

Caminhada e flutuação fazem parte da hidroterapia

A hidroterapia oferece inúmeras possibilidades de exercícios, já que o animal com deficiência motora não sofre com os efeitos da gravidade. A caminhada na água é uma dessas atividades. “O exercício melhora o equilíbrio, a coordenação, fortalece a musculatura e diminui o estresse sobre articulações”, afirmou a veterinária Daniela Figueiroa.

Exercícios de flutuação também são utilizados na hidroterapia com auxílio de boias e o cão consegue movimentar as articulações sem precisar fazer muito esforço.

Segundo a veterinária, os exercícios da água não têm contraindicação e, além de auxiliar no tratamento das doenças articulares, melhoram o sistema cardiorrespiratório e previnem a obesidade do animal. “Os tutores não precisam esperar o animal ficar doente para procurar a hidroterapia. A prática de exercícios deve fazer parte da vida do animal para prevenção de doenças. Para os cães hiperativos a atividade na água deixa o animal mais tranquilo depois da sessão”, disse.

Fonte: Correio de Uberlândia

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