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Construção de barragem hidrelétrica em reserva ameaça rinocerontes e elefantes

Vista aérea mostra o rio Rufiji durante o lançamento da construção do projeto Rufiji Hydro Power | Foto: REUTERS
Vista aérea mostra o rio Rufiji durante o lançamento da construção do projeto Rufiji Hydro Power | Foto: REUTERS

O presidente da Tanzânia inaugurou o enorme e polêmico projeto da construção de uma barragem hidrelétrica em uma reserva de vida selvagem no centro das advertências e esforços para proteger as populações de rinocerontes e elefantes.

Grupos conservacionistas se opuseram ao projeto da Stiegler’s Gorge, na Reserva de Selous Game Reserve, a maior área de vida selvagem do país, que, segundo a Unesco, tem uma das concentrações mais significativas de elefantes e rinocerontes negros do mundo.

O presidente John Magufuli chamou o projeto de “o início da liberação econômica”, dizendo que a reserva – que também é um paraíso para guepardos e girafas – tem sido considerada uma fonte de energia potencial por décadas.

Apenas uma em cada 10 famílias na nação do leste da África tem acesso à rede nacional e os preços da eletricidade são altos.

“A partir de hoje, isso indicará que a Tanzânia é um país independente e não um país pobre”, disse Magufuli.

O projeto, que deverá levar três anos para ser finalizado, e levará a derrubada de 2,6 milhões de árvores para inundar uma área de cerca de 1.200 km2, incluindo os habitats dos últimos rinocerontes negros do local.

A barragem teria 130 metros de altura e se estenderia 700 metros através do Canyon Stiegler no Rio Rufiji, em um Patrimônio Mundial da Unesco, uma das maiores áreas protegidas da África e relativamente não perturbada por humanos.

O presidente disse que espera que o projeto impulsione o desenvolvimento industrial na região.

“É hora de nos beneficiarmos de nossos recursos nacionais”, disse ele.

Os opositores do projeto dizem que a barragem também pode ameaçar a subsistência de dezenas de milhares de pessoas que moram nas proximidades do projeto e dependem do rio para agricultura e pesca.

No mês passado, a IUCN, juntamente com o Centro do Patrimônio Mundial da Unesco, pediu a suspensão imediata da atividade madeireira e outros preparativos do projeto, alertando sobre “danos irreversíveis” se ele fosse adiante.

Uma revisão independente encomendada pela IUCN destacou a “inadequação” da avaliação de impacto ambiental.

“A construção dessa barragem cortaria o coração da reserva de Selous, com impactos catastróficos na vida selvagem e habitats do local”, disse Peter Shadie, do Programa de Patrimônio Mundial da IUCN.

Após a inauguração, o Worldwide Fund for Nature (Fundo Mundial para a Natureza) disse que a reserva era de “importância extraordinária” e pediu ao governo da Tanzânia para considerar “alternativas energéticas menos nocivas”.

Mas no início deste mês, Magufuli minimizou os temores pelo meio ambiente, dizendo que, ao fornecer energia, a barragem impediria os moradores locais de derrubar árvores para combustível.

“Eu quero tranquilizar a todos sobre este projeto, que na verdade, visa promover o meio ambiente”, disse Magufuli, disse o Business Day.

“Além disso, é apenas uma pequena parte da reserva – apenas 3% da área total”.

O presidente disse que a represa não atenderia apenas às necessidades nacionais de eletricidade, mas também forneceria energia para exportação.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia da Tanzânia crescerá 4% este ano, em comparação aos 6,6% no ano passado.

A Elephant Protection Initiative (Iniciativa de Proteção ao Elefante) disse que o fato de um país líder em vida selvagem (lar de muitos animais selvagens) estar “preparado para contemplar o afogamento de ‘jóias da coroa natural’ em busca de megawatts deve servir como um alerta para todos na conservação”.

“Destruir o habitat pode apresentar a ilusão de ganhos econômicos de curto prazo, mas a longo prazo é contraproducente, não apenas para a vida selvagem, mas também para pessoas e economias.”

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Urso preso em hidrelétrica na China é salvo após 14 horas de resgate

Um urso selvagem caiu em um buraco, em uma usina hidrelétrica no norte da China. O animal foi retirado com segurança em um resgate que durou 14 horas.

O urso pardo foi encontrado completamente encharcado e preso no portão de drenagem de metal da estação, no condado de Subei, na província de Gansu.

Um urso caiu em hidrelétrica e foi encontrado lutando para se manter nas barras de metal (Foto: Daily Mail Online)

Imagens de vídeo do incidente mostram o urso, que parecia estar em grande estresse, lutando para se manter firme nas barras de metal da fábrica.

Os trabalhadores da fauna silvestre foram alertados sobre o ocorrido às 8h, e elaboraram rapidamente um plano para garantir sua segurança e a dos trabalhadores, de acordo com a Gansu Television.

Resgatadores que pensavam rápido decidiram “recolher” o animal no balde de uma escavadeira para removê-lo da água primeiro.

O animal foi recolhido com uma escavadeira das grades (Foto: Daily Mail Online)

Enquanto o urso está descansando no balde suspenso acima do nível da água, outros membros da equipe rapidamente construíram uma gaiola de aço a partir do zero para transportar o animal.

Após seis horas, a gaiola de metal foi finalmente concluída por volta das 19h, e o urso foi levantado do balde para a gaiola e pode ser retirado do local.

Após construção de gaiola, o animal foi levantado pela escavadeira e colocado nela para transporte (Foto: Daily Mail Online)

Ni Kemu, um membro da equipe da Estação de Manejo de Recursos de Vida Selvagem do Condado de Subei, disse aos repórteres que o urso parecia bem velho e não tinha nenhum dente da frente.

“Provavelmente desceu das montanhas e caiu no canal enquanto passava”, disse Ni.

A equipe de animais selvagens disse que o urso está agora em um lugar seguro, de acordo com o relatório. Não está claro quando ele seria liberado de volta à vida selvagem.

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Populações de botos do rio Madeira podem sofrer com construções de hidroelétricas

Boto-vermelho ou boto-cor-de-rosa é uma espécie ameaçada (Divulgação/ INPA)
Boto-vermelho ou boto-cor-de-rosa é uma espécie ameaçada (Foto: Divulgação/ INPA)

Até recentemente pesquisadores pensavam que duas das quatro espécies de golfinhos da Amazônia, os botos-vermelhos (Inia boliviensis eI.geoffrensis), tinham como principais limites à sua distribuição a sequência de cachoeiras e corredeiras do alto rio Madeira. Mas para surpresa dos pesquisadores, a espécie pertencente aos rios da Bolívia (pelo menos na teoria), ultrapassa esses limites e se encontra em áreas abaixo das corredeiras.

A constatação foi feita no estudo da doutora em Genética, Conservação e Biologia Evolutiva pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), Waleska Gravena, em colaboração com as pesquisadoras do Inpa Maria Nazaré da Silva e Vera da Silva, e os pesquisadores do Laboratório de Evolução e Genética Animal da Universidade Federal da Amazonas (Ufam), Tomas Hrbek e Izeni Farias.

“Foi observado que a espécie Inia boliviensis ocupa não somente os rios da Bolívia, acima das corredeiras, mas também grande parte do rio Madeira, sendo encontrada até no município de Borba (AM), a 870 quilômetros abaixo das corredeiras”, explica Gravena.

O estudo ocorreu nos rios Madeira, Mamoré e Guaporé – estados de Rondônia e Amazonas – onde existia, até recentemente, uma sequência de 18 corredeiras e cachoeiras que por muitos anos foram consideradas barreiras à distribuição das duas espécies.

Essa descoberta preocupa os pesquisadores porque na região foram construídas duas usinas hidroelétricas, nas corredeiras de Santo Antônio e Caldeirão, UHE Santo Antônio e UHE Jirau, respectivamente. Essas modificações, segundo Gravena, podem interferir na conservação dos botos que habitam a região, já que agora as populações de botos da Bolívia e do Brasil ficaram isoladas.

A maioria dos animais estudados foi identificada, a partir de sequências de DNA mitocondrial, como pertencentes à espécie Inia boliviensis. A espécie que teoricamente ocorreria logo abaixo das corredeiras, I. geoffrensis, na verdade, ocorre somente nos últimos 200 km do rio Madeira.

“Ainda não encontramos qual a barreira entre as espécies, já que na localidade onde são encontradas as duas espécies não existem nenhuma barreira física que impeça o encontro delas. Apesar das corredeiras não funcionarem como barreiras efetivas, podemos afirmar que elas funcionavam como uma barreira semipermeável, já que os animais descem, mas não conseguem subir”, complementa Gravena.

Conforme Gravena, a UHE Santo Antônio fechou suas comportas em agosto de 2011 e a UHE Jirau em dezembro de 2012. As duas usinas agora mantêm represadas as águas do rio Madeira, formando reservatórios de aproximadamente 350 quilômetros quadrados e 303 quilômetros quadrados. “Esses reservatórios já submergiram oito das 18 corredeiras existentes nessa região, transformando completamente o ambiente”.

Em termos de conservação, aponta Gravena, a captura acidental ou deliberada parece ser a principal fonte de ameaça aos botos nos vários países amazônicos, mas na região das corredeiras do rio Madeira, a mudança nesses ecossistemas associada à construção de hidroelétricas e barragens tem sido a principal fonte de risco para os golfinhos de água doce, principalmente devido à fragmentação das populações naturais.

A Amazônia possui quatro espécies de golfinhos. Três delas são os botos-vermelhos da família Iniidae (I. geoffrensis, I. boliviensis e I. araguaiaensis) e uma quarta espécie é o tucuxi, boto da família Delphinidae (Sotalia fluviatilis). O I. araguaiaensis foi descoberto recentemente.

Um dos menores golfinhos do mundo, o boto tucuxi alcança no máximo 150 centímetros de comprimento e 53 kg, que é a única exceção da típica família de golfinhos marinhos a viver em água-doce.

Já o boto-vermelho quando nasce é cinza escuro e fica mais claro e rosado à medida que cresce. Os machos são bem maiores e mais robustos do que as fêmeas e chegam a medir 250 cm e pesar 200 kg. As fêmeas raramente ultrapassam 220 cm e 155 kg.

Fonte: acritica.com

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Construção de estrada e hidrelétrica ameaça biodiversidade de Parque

Foto: ICMBio / Parque Nacional do Iguaçu
Foto: ICMBio / Parque Nacional do Iguaçu

Cerca de 150 pessoas participaram de um ato público na manhã deste domingo (23), no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu.

Entidades e ambientalistas protestaram em defesa ao meio ambiente. O grupo entregou panfletos em quatro idiomas para explicar aos turistas o motivo da manifestação.

“Uma série de pessoas vieram até o parque fazer a defesa da manutenção do Parque Nacional do Iguaçu, que está com a integridade ameaçada com a abertura da Estrada do Colono”, disse o presidente da Associação de Defesa e Educação Ambiental de Foz do Iguaçu (ADEAFI), André Alliana.

André afirmou que com a abertura da estrada, uma das áreas mais sensíveis do parque será afetada. “Vai acabar com 5% do parque. O problema é que é 5% bem ao meio do parque. Os animais vão acabar deixando de transitar nesse espaço. Acaba tendo a perda de uma biodiversidade muito grande”, complementou.

Sobre a Usina do Baixo Iguaçu, ele disse que a preocupação é como o processo construtivo, não vai impactar o parque, já que está a 500 metros da reserva.

“A usina é uma ameaça principalmente na sua construção. E como construir uma usina desse porte a 500 metros do parque? A quantidade de equipamento, gente, maquinários, e dessa distância? Obviamente que o empreendimento desse tamanho é algo que vai impactar”, assegurou.

Foto: ICMBio / Parque Nacional do Iguaçu
Foto: ICMBio / Parque Nacional do Iguaçu

Alliana também informou que as entidades e ambientalistas vão continuar fazendo atividades para chamar a atenção das autoridades até que os problemas sejam resolvidos.

Fonte: CBN Foz

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Barragem é destruída para permitir passagem de peixes nos EUA

Autoridades norte-americanas começaram nesta quinta-feira (15) a derrubar duas barragens que estava atrapalhando o fluxo de peixes no Rio Elwha, no estado de Washington, no noroeste do país. O rio fica dentro do Parque Nacional Olympic e conta com uma variedade de espécies de salmão do Oceano Pacífico.

As usinas hidroelétricas de Elwha e Glines Canyon datam respectivamente de 1913 e 1927. Elas foram importantes para o desenvolvimento da Península Olympic, mas estão obsoletas, pois a maior parte da energia usada hoje na região vem do estado vizinho do Oregon. Na época em que foram construídas, ainda não se usava construir a passagem de peixes, um tipo de escada que permite que os animais subam o rio.

Represa Glines Canyon começou a ser destruída nesta quinta (15) para restabelecer o fluxo de peixes no Rio Elwha (Foto: National Park Service)

Orçada em cerca de US$ 325 milhões e com previsão de durar três anos, a remoção das barragens foi considerada a maior da história dos EUA. O projeto é um desejo de ambientalistas desde os anos 1970. A administração do parque estima que, antes da existência das barragens, cerca de 400 mil salmões subiam o rio a cada ano.

Os salmões são importantes para todo o ecossistema da região. Eles servem de alimentos para animais maiores, como ursos, e beneficiam também árvores, já que os peixes mortos fertilizam o solo.

Além disso, tribos nativas que habitam o parque nacional veem o salmão como um símbolo de sua cultura. O alto do rio, com seus salmões, é uma região sagrada para eles.

Trutas também habitam a região do Rio Elwha (Foto: National Park Service)

Fonte: G1

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Famílias expulsas de Mutum-Paraná (RO) abandonam animais à beira da morte

Um leitor do jornal Rondoniaovivo que trabalha nas proximidades do antigo distrido de Mutum Paraná (RO), “cidade fantasma” já que a pequena vila será alagada pela Usina de Jirau, enviou relato de crueldade contra animais, que estão entregues a própria sorte após remoção da comunidade para a Nova Mutum.

Relato por Amauri Leal

Foto: Divulgação

Caminhando pelas ruas abandonadas da Velha Mutum Paraná, em Rondônia, na última segunda-feira (22), vi uma cena que costuma mexer muito comigo, principalmente por me remeter a uma sensação de impotência diante de algo bem maior do que minhas mãos podem alcançar. Uma cadela grávida deitada no passeio de uma “casa abandonada” buscava proteção do forte sol de meio-dia. Com respiração ofegante, ela parecia estar sentindo alguma dor, além do possível incômodo da fome e da sede.

Foto: Divulgação

Minha primeira reação foi ligar para a ESBR-Energia Sustentável do Brasil, mas não tiver como fazer isso, estamos sem comunicação, encontrar cães, gatos e outros animais abandonados nas ruas é um sinal claro de omissão humana. Eles não têm culpa de vivenciar este abandono, mas nós, sim.

Foto: Divulgação

As pessoas têm culpa em não exigir dos políticos ações efetivas para solucionar um problema de interesse coletivo e de fácil solução; têm culpa em não ajudar de alguma forma as entidades que defendem os animais; têm culpa em adquirir intempestivamente animais para depois, irresponsavelmente, maltratá-los ou abandoná-los à própria sorte; e, finalmente, têm culpa em preferir cães e gatos, em vez de adotarem aqueles que aguardam um lar e sequer têm custo.     
 
Grande parte do seu tempo para cuidar daqueles que costumam demonstrar muito mais amor e afeto pelos humanos do que estes por seus semelhantes.

Foto: Divulgação

Também gostaria de convidar o Executivo e o Legislativo municipais, além de todas as entidades interessadas, a debaterem ações maduras, decentes e efetivas destinadas aos animais abandonados da Velha Mutum Paraná.

Quanto à cadela grávida, ironicamente abandonada em frente a uma “casa abandonada”, não voltei a vê-la.
 
Fonte: Rondoniaovivo

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Hidrelétricas interferem na biodiversidade dos rios e ameaçam animais

O Rio Bela Vista, no Paraná, é natural, mas logo acima existe um canal artificial, chamado de canal da piracema e criado dentro da hidrelétrica de Itaipu. Se não houvesse esse caminho, os peixes não poderiam mais seguir a sua natureza de subir o Rio Paraná para desovar, porque a construção da barragem cortou o caminho dos peixes migradores.

“Eles têm de vencer um desnível de 120 metros entre o Rio Paraná e o lago de Itaipu. A gente estima que aproximadamente 20% dos peixes que entram no canal da piracema conseguem chegar até o reservatório de Itaipu”, diz o biólogo Helio Martins Fontes.

A Hidrelétrica de Itaipu é a maior do mundo em geração de energia. Para a formação do lago de 1.350 km², os construtores acabaram com a beleza do Salto de Sete Quedas, uma das principais atrações turísticas do Paraná. Foi uma comoção nacional e muita gente foi dar seu adeus a Sete Quedas em 1982.

O lago cobriu também a Mata Atlântica, com toda a sua biodiversidade. As águas subiram rapidamente, em 15 dias, e na última hora correram contra o tempo para salvar os animais que viviam na região.

Para compensar a perda da biodiversidade, a Itaipu Binacional até hoje trabalha no sentido de minimizar a perda da flora e da fauna.

Um exemplo é a marcação de peixes para saber que distância eles viajam. “Constatamos que tem peixes que foram marcados e soltos no Rio Bela Vista e que foram capturados a mais de 600 km rio acima, lá em afluentes do Rio Paraná já no estado de São Paulo”, diz Fontes. “Tem espécies que chegam a migrar 600, 700 km e até mil km no caso do dourado. São os grandes migradores do rio Paraná.”

Subir o rio para desovar é o ato mais importante para a conservação das espécies. Os peixes que estão na parte de baixo do rio precisam encontrar os que estão na parte de cima para haver uma troca genética e a espécie não perder o vigor, nem se degenerar.

Daniel Alberto Crosta, diretor do Parque Nacional do Iguazu, na Argentina, conta que 30 anos atrás vinham grandes quantidades de dourados desovar na ilha de San Martin, no baixo Iguaçu. Com a represa de Itaipu, ele diz que hoje chegam ali apenas 10% dos dourados que apareciam antigamente. “Nós chamamos de rio morto porque cada vez existe menos vida nesses lugares”, diz ele.

Hidrelétricas

Além de Itaipu, outras cinco hidrelétricas ao longo do Rio Iguaçu influenciam diretamente o equilíbrio da biodiversidade do Parque Nacional do Iguaçu. “Nós não temos mais o controle natural do Rio Iguaçu, e isso é um desastre para a questão de biodiversidade do parque porque em termos de 24 horas você pode ter dois ambientes completamente diferentes. Isso incide diretamente na reprodução de aves e de peixes”, diz o analista ambiental Jorge Luiz Pegoraro, diretor do Parque Nacional do Iguaçu.

Uma outra hidrelétrica está a caminho e o local escolhido é está entre pedras que formam pequenas corredeiras a menos de um quilômetros dos limites do parque.

Fonte: Ambiente Brasil

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Peixe-símbolo, pacu corre risco de extinção

Pacu está prestes a desaparecer dos rios pantaneiros e pode incluir lista de 135 peixes de água doce sob risco de sumir no País

O pacu (Piaractus mesopotamicus) está prestes a desaparecer dos rios pantaneiros e pode ser mais um dos 135 peixes de água doce sob risco de sumir no País, registrados no livro vermelho de espécies ameaçadas de extinção.

Para o ictiólogo Francisco Machado, o tempo para acontecer isso é de mais ou menos dez anos. Triste destino não só para o pacu, como também para as espécies migradoras das bacias hidrográficas brasileiras.

Os barramentos de grandes e pequenas hidrelétricas, o aumento de pescadores amadores e profissionais e a soltura de espécies de peixes criados em laboratório, chamados de “híbridos” são algumas questões preocupantes. Para muitos pesquisadores, a criação dessas espécies em cativeiro (piscicultura) tem sido uma alternativa para a pequena propriedade e até mesmo para comunidades ribeirinhas que já não tem mais à disposição quantidades grandes de peixes naturais, mas é uma ameaça concreta, uma “contaminação genética” da fauna de peixes brasileira. Em tanques ou pesqueiros, muitas vezes instalados próximos de pequenos córregos e rios, escapam para a natureza, concorrendo com as espécies selvagens e originando desequilíbrios ecológicos.

Francisco Machado lembra que a soltura de alevinos vem sendo feita no rio Cuiabá há mais de quinze anos sem qualidade genética. “O caminho do cativeiro para a natureza acaba acarretando doenças e causa corrosão genética nas populações. Isto está acontecendo e por isso foi necessário alertar o Ministério Público Estadual, que tem notificado as pessoas que insistem na prática de soltura de alevinos nos rios da bacia pantaneira”, comentou. Machado explica que a produção de alevinos de pacu é cara e não tem certificação de pureza, “portanto o que estão soltando são principalmente alevinos de tambacu, reduzindo assim cada vez mais o número de indivíduos de pacu original da bacia. A soltura de alevinos deve ocorrer em baías e corixos do Pantanal e não nos rios, e os alevinos precisam ter mais de 15 cm. Lá os jovenzinhos vão sofrer processos de seleção natural e os adultos serão mais robustos geneticamente”, alerta.

Entre as causas do fim do pacu, têm sido evidentes os males causados pelas 29 barragens em operação (7 usinas hidrelétricas, 16 pequenas centrais hidrelétricas e 6 mini hidrelétricas) distribuídas pela BAP (Manso, Itiquira, Correntes e no São Lourenço).

Além de desequilibrar os pulsos de cheias e secas anuais e interanuais que regem o funcionamento ecológico do sistema Pantanal, os barramentos são construídos nas cabeceiras como é o caso da Usina de Manso e em corredeiras e pontos de cachoeiras dos rios, locais preferidos dos peixes quando sobem para se reproduzirem.

No caso da PCHs, Francisco Machado comenta que, mesmo que sejam a fio d”água, de reservatórios bem pequenos e que tenham mecanismos de transposição de peixes, as barragens sempre serão um empecilho para os peixes ainda bem pequenos, em forma de larvas. “Os peixes sobem pelas escadas, se reproduzem, mas terão dificuldade para descer e seguir para as baías onde deveriam se tornar adultos. O que ocorre é que estas larvas vão para o fundo e são acometidas por doenças ou viram comida para outros peixes maiores”. Machado é enfático ao afirmar que ainda não se conseguiu comprovar que as escadas de peixes consigam permitir que eles tenham acesso livre à vida ainda na infância.

Com informações de Gazeta Digital

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Ministério do Ambiente de Portugal chumba barragem para preservar mexilhão raro

Uma das quatro barragens previstas para a “Cascata do Alto Tâmega” – Padroselos, Daivões, Gouvães e Alto Tâmega (Vidago) – foi chumbada pelo Ministério do Ambiente.

A declaração de impacto ambiental, divulgada pelo gabinete de Dulce Pássaro reconhece ainda que as outras três hidroelétricas também têm impactos significativos e, por isso, limita a altura dos paredões que vão reter a água e criar as albufeiras. Na prática, foi apenas autorizada a cota mais baixa dos projetos.

O estudo de impacto ambiental para a barragem de Padroselos, que detectou a existência de um mexilhão raro, alertou para a ameaça que constituiria para a espécie, protegida na Europa, a construção da nova barragem.

Ricardo Marques, da associação ambientalista Quercus, notou que o Ministério do Ambiente não tinha grande alternativa senão chumbar o projeto de barragem para Padronelos. “Era muito difícil contornar o prejuízo que isso iria causar a uma espécie protegida, por isso era de esperar esta decisão do Executivo”, disse.

Em relação às restantes três barragens previstas para o Alto Tâmega e que o Governo autorizou, a Quercus entende que não deviam sair do papel.

Apesar de serem menos agressivas, as três barragens têm impactos negativos no ecossistema, alerta a Quercus.

Ricardo Marques frisou que os “benefícios da pouca percentagem de energia elétrica que conseguimos aumentar na rede com as barragens não justificam os efeitos negativos, já que implicam a interrupção de um corredor ecológico”.

Fonte: TSF

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Construção de barragens no Alto Tâmega põe em risco lobo-ibérico

A sobrevivência do lobo-ibérico pode estar em risco na zona do Alvão, em Vila Real, Portugal, devido ao projeto de construção de quatro barragens na região do Alto Tâmega.

Imagem: Reprodução/A Bola
Imagem: Reprodução/A Bola

De acordo com um técnico do Grupo Lobo, citado pelo Jornal de Notícias, o efeito “barreira” dos empreendimentos hidroelétricos, os parques eólicos, as pedreiras, as autoestradas e a atividade do homem poderão pôr em risco a sobrevivência da espécie se o projeto avançar.

“Como é uma cascata quase contínua, são mais de 50 quilômetros de rio entre Amarante quase até Chaves, a dificuldade que se coloca é o atravessamento da espécie”, explicou Gonçalo Costa, salientando que, se não houver o cruzamento entre as alcateias do Alvão e do Barroso, separadas pelo rio, os lobos-ibéricos do Alvão ficarão isolados, tornando-se difícil a renovação da espécie.

O técnico defendeu, ainda, a definição de algumas zonas de cruzamento, para que a albufeira não seja contínua.

Fonte: A Bola

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Hidrelétrica é multada por causar a morte de centenas de peixes, no ES

Foto: Reprodução TV Gazeta Sul
Foto: Reprodução TV Gazeta Sul

A Hidrelétrica de Garrafão, na divisa do Espírito Santo com o Rio de Janeiro, próximo ao município de Mimoso do Sul, foi multada em R$ 1 milhão pelo Ibama. Segundo o técnico do órgão em Cachoeiro, o laudo comprovou que a causa da morte de centenas de peixes no Rio Itabapoana foi a manutenção inadequada das turbinas da empresa.

A empresa tem 20 dias para apresentar um projeto que impeça a entrada dos peixes nas turbinas. A produção da Redação Multimídia em Cachoeiro tentou contato com a empresa, mas não conseguiu.

Fonte:  Gazeta Online

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