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Dia do Índio: precisamos aprender com os indígenas a preservar a natureza

Yanomami em fileira durante encontro de lideranças Yanomami e Ye’kwana contra o garimpo (Victor Moriyama/Divulgação/ISA)

Os índios são grandes defensores da natureza. Frequentemente, eles travam batalhas contra o homem branco para proteger florestas, como ocorreu recentemente em São Paulo, quando índios do povo Guarani-Mbya ocuparam uma área de preservação ambiental para impedir que uma obra da construtora Tenda continuasse levando as árvores ao chão. A ocupação aconteceu no dia 30 de janeiro e se estendeu até o dia 10 de fevereiro. No início de abril, a Justiça proibiu a construtora de realizar obras no local por entender que “há potencial risco de dano ao meio ambiente e ao direito indígena”.

E é pela postura dos índios diante da natureza que a data de hoje, 19 de abril, Dia do Índio, deve ser vista como uma oportunidade para observarmos o que nós, pessoas que vivemos na cidade, estamos fazendo para preservar a natureza e, em seguida, nos questionar: porque fazemos tão pouco ou, pior, muitas vezes não fazemos nada?

Vivendo tão longe da natureza, como a maior parte de nós vive, é importante não só tomar pequenas atitudes – como preservar árvores existentes nas cidades em que vivemos e plantar outras -, como também promover uma mudança em nossos hábitos de consumo.

A devastação da natureza não está só na retroescavadeira que derruba uma árvore na Amazônia. Ela está também no prato de cada pessoa que se alimenta de produtos de origem animal, mesmo havendo uma imensa quantidade de produtos vegetais à disposição.

Nos últimos 30 anos, aumentou em 74% a quantidade de terras amazônicas transformadas em pasto para criar bois, segundo dados do Mapbiomas. Estimativas do Museu Emílio Goeldi indicam que 80% das áreas desmatadas na Amazônia são destruídas pela pecuária.

Líderes indígenas do povo Kayapó em protesto pela manutenção de seus direitos (Foto: Agência Câmara)

E embora quem dê a determinação para a derrubada das árvores – ou para que seja ateado fogo nelas -, sejam os pecuaristas e madeireiros, a responsabilidade não é só deles, é compartilhada. De nada adianta pedir a preservação da Amazônia, colocar filtros com dizeres como “salvem a floresta amazônica” nas fotos nas redes sociais, enquanto se consome produtos de origem animal – que não só destroem a natureza através do desmatamento, como também por meio da poluição e do uso de recursos naturais.

Os dejetos dos animais poluem a água e o solo. Os gases liberados pelos animais são de efeito estufa e colaboram com as mudanças climáticas. E durante toda a cadeia produtiva, a pecuária desperdiça quantidades exorbitantes de água. Enquanto produtos de origem vegetal necessitam de menores quantidades de água para serem produzidos – a soja, por exemplo, demanda 1.800 litros por quilo produzido, enquanto o milho utiliza 900 litros por quilo -, os de origem animal desperdiçam muitos litros. Para se produzir um quilo de queijo, 5.000 litros são usados; 2.400 litros em um único hambúrguer de carne; 3.900 litros para cada quilo de frango e surpreendentes 16.000 litros para cada quilo de carne produzido. Os dados são da organização Water Footprint Network.

Diante desta realidade, a lição que fica no Dia do Índio é: devemos respeitá-los e apoiá-los, posicionando-nos a favor das demarcações de terras indígenas e exigindo que o Estado os proteja de madeireiros, garimpeiros e pecuaristas que invadem suas terras, muitas vezes matando-os. Protegê-los significa não só proteger a vida humana, mas também a natureza, da qual eles são guardiões. E o respeito que devemos ter por eles não deve se restringir a palavras afetuosas ditas por nossas bocas. É necessário embutir esse respeito em nossas ações, mudando nossos hábitos de consumo para deixarmos de ser os responsáveis por sustentar as grandes empresas que os oprimem e destroem a natureza em nome do lucro.

Protesto na Terra Indígena Ianomâmi (Victor Moriyama/Divulgação/ISA)

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Pesquisadores observam desenvolvimento de filhote de harpia em reserva

Pesquisadores estão acompanhando o crescimento de um filhote de harpia em uma reserva florestal em Linhares, no Espírito Santo. Considerada a maior águia do continente americano, a harpia vive na Mata Atlântica e corre risco de extinção. A espécie é estudada desde 2010 por pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

No último final de semana, o filhote já esticava as asas e ensaiava os primeiros movimentos de voo.

Casal de harpia com filhote é registrado em reserva (Divulgação/ Ufes)

No alto das árvores, a uma distância segura para não estressar as aves, foi colocada uma câmera que registra a rotina de um casal de harpia e seu filhote. Imagens são feitas há seis meses. Na época, o casal namorava no ninho. Em seguida, veio o filhote que, nos primeiros meses de vida, permanece ao lado dos pais. As informações são do G1.

Além da câmera, os pesquisadores colocaram uma rede embaixo do ninho para capturar vestígios que caem nela. Assim, eles conseguem estudar melhor os hábitos e costume das harpias. Na rede, eles já encontraram uma garra de bicho-preguiça e um pedaço de um crânio de macaco – animais que são presas dessas aves.

O coordenador do Projeto Harpia, Áureo Banhos, explica que essas aves são totalmente dependentes das florestas.

“Sem florestas, a harpia não tem como existir. E o mais interessante é que ela é dependente de florestas mais densas. Fora desse ambiente, ela sofre muitas ameaças, sofre com o desmatamento”, explicou.

Crânio de macaco (Foto: Heber Thomaz/ TV Gazeta)

“Dá um alento ver um animal desse nascer, mas, quando ele crescer, vai ter que buscar outras áreas, que estão preenchidas por outros casais de harpia. Proteger as florestas nesse entorno de reprodução das harpias é muito necessário”, completou.

Apesar de estar se desenvolvendo, o filhote não deve sair do ninho tão cedo. “Ela só começa a se tornar independente dos pais aos dois anos de idade. Para se tornar adulta, demora mais ou menos seis anos; pode viver por mais de 40 anos, tem um ciclo demorado de vida e uma história longa”, concluiu o pesquisador.


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Preocupações com o bem-estar animal têm impacto de mais de 3 bilhões de dólares na indústria de carne

Foto: Livekindly/Foto
Foto: Livekindly/Foto

Com um ativismo jovem, corajoso, ousado e incansável o movimento em defesa dos direitos animais e o veganismo crescem e se espalham cada vez mais e ao contrário do que a indústria de carne imaginava, não vão desaparecer com o tempo ou se intimidar, na contramão disso, ele cresce cada dia mais e quem se intimida são os criadores e exploradores de animais.

Na outra ponta do debate, Jacqueline Baptista, gerente de envolvimento comunitário na Meat and Livestock Australia (MLA), falou em uma recente reunião da Federação de Fazendeiros de Victoria, em Darnum, Victoria (Austrália), sobre “desafiar o crescente movimento vegano”, informa a ABC. Baptista conversou com mais de 30 produtores de carne, laticínios e ovelhas no encontro.

A agropecuária – atualmente avaliada em 15 bilhões de dólares – deverá sofrer uma perda de 3,8 bilhões até 2030, e 84% dela é resultado do fato dos produtores não se adaptarem às mudanças que tem ocorrido nas atitudes dos consumidores envolvendo o bem-estar animal, disse ela.

“Não podemos mudar o que as pessoas escolhem para comer, se preferem comer legumes, ou vegetais, carne vermelha ou não – essa é a escolha individual de cada um e respeitamos isso”, disse Baptista.

“Na verdade, temos um problema com o comportamento e as campanhas dos ativistas”, disse ela. “Invasões agrícolas são obviamente um problema sério para nós”.

Ativistas realizaram invasões em fazendas e protestos pacíficos em toda a Austrália para conscientizar as pessoas sobre a crueldade envolvida nas indústrias de carne, laticínios e ovos.

Foto: Livekindly/Foto
Foto: Livekindly/Foto

Muitos desses protestos encorajam o público a assistir “Dominion”, um documentário que investiga o “lado negro da criação de animais industrial” através do uso de câmeras escondidas e drones aéreos.

Baptista observou que a MLA, uma autoridade pública que fornece pesquisas para o mercado de carne do país, quer “proteger nossos produtores”.

Ela afirmou que as questões subjacentes aos protestos não desapareceriam. “Passamos décadas pensando que essa ameaça desapareceria, ou mudaria, ou seria apenas uma espécie de grupo ativista de esquerda que sumiria magicamente e lidamos com isso de maneiras diferentes”, disse ela.

“Um deles foi ignorá-los e esperar que eles fossem embora, outra tática foi agressiva ou defensiva – nenhuma dessas atitudes realmente funcionou muito bem para nós como indústria”, disse Baptista.

Ela incentivou a indústria a ser mais transparente sobre suas práticas e encontrar “o método de entrega que as pessoas querem”.

Em um comunicado, a ONG Animal Liberation Victoria, um grupo independente e sem fins lucrativos de direitos animais, disse que “ficaria feliz em ver a indústria se abrir sobre suas práticas”, mas afirmou que “a trajetória do movimento vegano” não está diminuindo.

“O movimento dos direitos animais é jovem e só está ficando cada dia mais forte”, disse ela.

Animal Liberation Victoria acrescentou: “Com a disponibilidade cada vez maior de proteína de carne vegetal, que o próprio MLA reconhece que ‘é cada vez mais semelhante à carne’, na aparência, sabor e até mesmo cheiro” – bem como a crescente consciência de questões éticas na pecuária, e a destruição causada ao nosso meio ambiente, o movimento, sem dúvida, continuará a crescer ”.

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Como continuar a jornada do Veganuary

Foto: Pixabay

Durante os 31 dias sem carne, peixe, ovos e laticínios, uma pessoa economizou aproximadamente:

129.080 litros de água

88 m² de floresta

282kg de CO2

18 kg de grãos

31 vidas animais

Imagine o que você poderia economizar isso continuasse?

Quem participou do Veganuary e está lendo isso, provavelmente não se desvaneceu por deficiência de proteína. Quem teria imaginado que poderia ficar tanto tempo sem todas as propriedades nutricionais de carne e laticínios? Afinal, sempre dizem que precisamos delas em nossa dieta para ter uma boa saúde.

Espero que agora você esteja com fome para continuar sua jornada  e aproveitar o progresso que você fez no último mês.

Eu sei o quão difícil pode ser nos primeiros meses enquanto você descobre as coisas, e seu corpo começa a se adaptar a uma nova maneira de comer, então agora não é hora de desistir depois de você ter feito tanto esforço. Lembre-se porque você fez isso e que pode levar mais de 31 dias para construir um hábito sólido.

Foto: Pixabay

Leva em média 66 dias para formar um hábito

21 dias é o período de tempo comumente citado que leva para um hábito acontecer, mas em uma exploração mais profunda, esse número pode estar muito longe, dependendo da complexidade do hábito e do indivíduo.

No livro Making Habits, Breaking Habits, de Jeremy Dean , ele cita um estudo que nos dá uma resposta mais concreta à pergunta evasiva: quanto tempo leva para que um hábito se estabeleça?

O estudo realizado na University College London , incluiu 96 participantes que foram convidados a escolher um comportamento diário que eles quisessem transformar em um hábito durante 84 dias.

Em média, em todos os participantes, foram necessários 66 dias até que um hábito se formasse.

Hábitos desiguais

Nem todos os hábitos são criados da mesma forma e o tempo necessário para que ele crie raízes em sua vida cotidiana depende de muitos fatores, incluindo:

*A complexidade do hábito

*Como se encaixa no seu estilo de vida / rotina

*A frequência da prática

*Os indivíduos têm habilidades de formação de hábito

Quando os pesquisadores traçaram os resultados, encontraram uma interessante relação entre o hábito e a automaticidade.

No início, você faz grandes progressos em direção ao seu objetivo e, em seguida, gradativamente se estabiliza, quanto mais próximo você chega do resultado. Espero que isso se deva à exposição inicial à resistência e à saída da sua zona de conforto, junto com a inspiração e a motivação que você sente quando começa uma nova jornada, como se tornar vegano.

Eles também notaram que a desaceleração do progresso foi pronunciada entre os participantes que não estavam acostumados ao processo de formação de hábito. Então, assim como um músculo, quanto mais exercitamos o vício, formando e autodisciplinando, mais forte e fácil ele se torna.

Embora o estudo tenha coberto apenas 84 dias, ao expandir os dados coletados, mostrou que alguns dos hábitos poderiam levar até 254 dias para se formar. Essencialmente, quanto mais simples o hábito, mais rápido e mais fácil será formar, hábitos mais complexos levarão muito mais tempo para se formar, especialmente se você não for alguém que está acostumado a formá-los.

Como funcionam os hábitos

Em outro livro, “O Poder do Hábito”, por Charles Duhigg , ele explora o estudo real de como os hábitos são realmente formados, entre as milhares de teorias por trás deles surgiu a seguinte estrutura para entender como os hábitos funcionam e um guia para experimentar como eles podem mudar.

Há um ciclo neurológico simples com três partes pelas quais passamos ao criar hábitos, ele contém uma sugestão, uma rotina e uma recompensa.

A estrutura para descobrir o motivo por trás de seus hábitos e como movê-los em uma direção mais positiva abrange as quatro etapas a seguir:

 

  1. Identifique a rotina

 

Por exemplo. Sair para um hambúrguer com os amigos.

 

  1. Experiência com recompensas

 

Por exemplo. Tentando a nova opção de hambúrguer vegano.

 

  1. Identifique a sugestão

 

Por exemplo. Localização, tempo, grupo social etc

 

  1. Tenha um plano

Uma vez que você treina, seu “loop de hábitos”, a recompensa que conduz seu comportamento, a sugestão que o desencadeia e a rotina em si, você pode começar a mudar o comportamento e começar a escolher um que forneça o hábito que está procurando formar. Isso será necessário para criar um plano em torno de seus hábitos quando jantar fora.

Identifique sua rotina e experimente recompensas

As raízes dos hábitos e sistemas de crenças duradouros podem levar muito tempo para serem resolvidos e replantados, especialmente quando se trata de alimentos, dos efeitos físicos de diferentes fontes de nutrientes, do apego emocional que você pode ter a certos alimentos e situações sociais em que se encontra.

Lembre-se de que é tudo sobre apreciar o processo de mudança, do qual você pode levar vários meses ou um ano, para entender completamente. Concentre-se no progresso, não na perfeição e naquelas pequenas melhorias que você pode fazer a cada dia, continue experimentando novos alimentos, lendo e mergulhando no mundo vegano e não seja duro consigo mesmo se você sair dos trilhos, você está apenas humano, não deixe que outros veganos te convençam do contrário.

Foto: Pixabay

Então, por favor, não pare sua jornada vegana agora, está apenas começando e se você quiser consolidar esse hábito, você precisará continuar por pelo menos mais um mês. Até então você terá duplicado o impacto que suas mudanças positivas estão causando, imagine um ano depois e todas as outras pessoas ao seu redor que foram indiretamente afetadas por suas ações positivas e mentalidade de cuidado, isso pode encorajá-las a tentar o Veganuary no próximo ano, a mudança sempre começa de dentro.

Seja a mudança!

 

 

 

 

 

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Presidente da Coreia do Sul adota um cão e afasta o país do comércio de carne de cachorro

A adoção de um cachorro foi uma das promessas de campanha de Moon Jae-in, atual presidente da Coreia do Sul, com o objetivo de aumentar a conscientização sobre os cães abandonados e os direitos animais.

O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, e o cachorro Tori — Foto: The Presidential Blue House/Handout via Reuteres

Tori é um cão mestiço preto de cinco anos de idade que desfruta dos jardins bem cuidados da Casa Azul Presidencial, junto com outros dois cães, um presente dado a Moon pelo líder norte-coreano Kim Jong Un.

A história de Tori é emblemática na mudança de atitudes em toda a sociedade sul-coreana, à medida que os cães vão da mesa de jantar para  os corações das pessoas como companheiros queridos. Ele sofreu anos de abuso de seu antigo tutor antes de ser resgatado por um grupo sul-coreano de direitos animais. Depois de mais dois anos morando em um abrigo, o animalzinho se tornou o “Primeiro Cão” da Coreia do Sul em junho de 2017.

A mudança industrial

Durante décadas, a Coreia do Sul enfrentou críticas sobre o tratamento dado aos animais e sobre o costume atual do país de consumir carne de cachorro.

Grupos internacionais de defesa dos direitos dos animais trabalharam para resgatar cães de fazendas na Coréia do Sul e realocá-los no exterior, inclusive nos EUA, no Reino Unido e no Canadá. Segundo a Humane Society International (HSI), cerca de 1.600 cães foram resgatados de 13 fazendas na Coréia do Sul desde 2015, ano em que a organização começou a campanha.

O número de sul-coreanos que comem carne de cachorro vem diminuindo nos últimos anos, enquanto o número de famílias que mantêm cães como animais domésticos aumentou exponencialmente. Ativistas sul-coreanos dos direitos dos animais têm estado na vanguarda do fechamento do comércio de carne de cachorro.

Tori, o cão de Moon Jae-in, foi a cara de uma campanha de adoção e proteção canina liderada pela Coexistência de Direitos dos Animais na Terra.  Foto: Reprodução | Divulgação

Em Seul, as estatísticas oficiais mostram que o número de restaurantes que servem cachorros caiu 40% entre 2005 e 2014, devido principalmente à redução da demanda.

Dois projetos de lei foram propostos na Assembléia Nacional para excluir os cães da categoria pecuária para que eles não possam ser criados para o consumo da carne e para proibir também a alimentação de cães no desperdício de alimentos, uma prática que é comum em fazendas de cães. Se essas contas forem aprovadas, a indústria de carne de cachorro, que já está encolhendo, pode quase entrar em colapso.

No mês passado, autoridades em Seongnam, uma cidade satélite de Seul, fecharam Taepyeong, o maior matadouro de cães do país, onde centenas de milhares de cães foram mortos a cada ano por eletrocussão antes de serem vendidos para consumo, segundo a HSI.

“Isso realmente parece um marco no desaparecimento da indústria de carne de cachorro na Coreia do Sul e envia uma mensagem clara de que a indústria de carne de cachorro é cada vez mais indesejável na sociedade coreana”, disse Nara Kim, da HSI, no local do fechamento.

Kim faz parte de um grupo de ativistas que trabalham com criadores de cães que querem se afastar da indústria, fornecendo-lhes apoio financeiro. As informações são do Fox 6 Now.

“Trabalhamos com 13 agricultores e todos vieram até nós e pediram ajuda porque admitem que esta indústria está morrendo”, disse Kim.

Aumento da popularidade

De acordo com uma pesquisa realizada pela Gallup Korea em junho de 2018, cerca de 70% dos sul-coreanos disseram que não comeriam carne de cachorro no futuro – de 44% em 2015.

A mudança na percepção dos cães sul-coreanos pode ser atribuída a múltiplos fatores, mas vários especialistas enfatizaram a necessidade de companhia em uma sociedade cada vez mais competitiva e atomizada.

“O aumento do número de famílias individuais e um nível relativamente alto de estresse experimentado pela interação com as pessoas na Coréia do Sul pode ter contribuído para essa mudança”, disse Suh Eun-kook, professor de psicologia na Universidade Yonsei, em Seul.

“As pessoas julgam as pessoas, mas os cães não. Em vez disso, os cães nos dão satisfação incondicional. Este amor incondicional parece ter contribuído para uma crescente popularidade de manter os cães como animais domésticos”.

Um em cada quatro adultos sul-coreanos agora mantém um animal de estimação e o tutor gasta em média cerca de US $ 90 por mês com eles, segundo pesquisa do KB Financial Group.

Como a posse de animais cresceu, empresas que oferecem bens e serviços como seguros, creches e lojas de cuidados têm proliferado.

Segundo a NongHyup, a Federação Nacional de Cooperativas Agropecuárias, a indústria de animais domésticos da Coréia do Sul valia US $ 1,14 bilhão em 2013, mas rapidamente aumentou para US $ 3,4 bilhões até 2017. Espera-se que chegue a US $ 5,4 bilhões até 2020.

Creche para cães

Nas ruas de Seul hoje, não é difícil encontrar cachorros mimados vestidos conforme a moda. As lojas de departamentos levam rações orgânicas para animais domésticos, camas de cachorro com algodão egípcio e carrinhos importados da França.

Todos os meses, Ahn Da-som leva seu pequeno poodle marrom, Angum, para um spa especializado em cachorros localizado em Cheongdam-dong, parte do distrito de Gangnam, em Seul.

“Ela é realmente como um membro da minha família, então eu quero que ela pareça sempre ser boa. Eu quero que ela esteja limpa o tempo todo porque ela é como eu ”, disse Ahn.

O spa inclui um hotel para creches, salão de beleza, café e um espaço para eventos que pode receber festas de aniversário. Todo o edifício tem um sistema de ventilação de última geração para manter os interiores livres da poluição atmosférica generalizada de Seul.

Na cidade densamente povoada de Seul, onde a maioria das pessoas vive em apartamentos altos, levar cães para passeios a parques ou outros lugares pode exigir planejamento antecipado ou uma viagem de carro. As creches fornecem um lugar para os cães se socializarem e fazerem seus exercícios diários.

Embora nem todos os cães recebam tratamento tão luxuoso, a transformação de seu status na Coreia do Sul parece clara. Enquanto alguns criadores de cães estão se apegando ao comércio como parte da tradição culinária do país, hoje é muito mais provável que um cachorro apareça no álbum de fotos de uma família do que em sua mesa de jantar.

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Adoção mundial do veganismo poderia alimentar 10 bilhões de pessoas

Um estudo publicado na revista Nature afirma que mudar para o veganismo, reduzir pela metade o desperdício de alimentos e melhorar as práticas agrícolas existentes pode alimentar a população mundial projetada de 10 bilhões até o ano de 2050.

A descoberta foi feita por pesquisadores do Centro de Resiliência de Estocolmo. O estudo foi o primeiro a quantificar como a produção global de alimentos e os hábitos alimentares afetam as fronteiras planetárias, que permitiriam que a humanidade se sustentasse.

“Nenhuma solução única é suficiente para evitar cruzar fronteiras planetárias. Mas quando as soluções são implementadas em conjunto, nossa pesquisa indica que pode ser possível alimentar a população em crescimento de forma sustentável ”, disse o principal autor do estudo, Dr. Marco Springmann do Programa Martin Martin.

Os pesquisadores descobriram que não é possível mitigar com sucesso a mudança climática sem uma mudança mundial para uma dieta baseada em vegetais, observando que mais indivíduos deveriam adotar hábitos alimentares mais flexíveis.

Estudo apontou que mudança global para o veganismo poderia alimentar 10 bilhões de pessoas (Foto: Pixabay)

Enquanto um estudo de julho de 2017 publicado na revista Climatic Change mostrou que reduzir conscientemente o consumo de carne diminui a pegada de carbono de um indivíduo, a análise recente e detalhada de produção de alimentos afirma que uma dieta vegana é o meio mais eficaz de combater as alterações climáticas.

“Sem uma ação concertada, descobrimos que os impactos ambientais do sistema alimentar poderiam aumentar de 50% a 90% até 2050 como resultado do crescimento populacional e do aumento de dietas ricas em gorduras, açúcar e carne”, continuou ele.

“Nesse caso, todas as fronteiras planetárias relacionadas à produção de alimentos seriam superadas, algumas delas por mais de duas vezes”.

A melhoria da tecnologia agrícola e das práticas de manejo agrícola que regulam o uso da terra, água doce e fertilizantes, bem como o aumento do rendimento agrícola das terras agrícolas existentes, também foram meios apontados para reduzir pela metade o impacto ambiental da indústria.

Segundo os pesquisadores, a implementação de todas as mudanças poderia reduzir as emissões de gases de efeito estufa em mais da metade.

“Muitas das soluções que analisamos estão sendo implementadas em algumas partes do mundo, mas será necessária uma forte coordenação global para que seus efeitos sejam sentidos”, continuou Springmann.

Muitos líderes mundiais e pesquisadores estão percebendo que a ação imediata é necessária para que a humanidade se sustente, após uma apresentação no início desta semana pelo Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudanças Climáticas.

O relatório pede aos governos mundiais que façam “mudanças sem precedentes” em todos os aspectos da sociedade, a fim de evitar desastres ambientais provocados pelo aquecimento global.

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Dieta vegana pode diminuir o risco de desenvolver depressão

De acordo com uma revisão de 41 estudos publicados na revista Molecular Psychiatry, uma dieta baseada em plantas pode ajudar a prevenir a depressão.

A revisão, realizada no University College London, mostra que os alimentos à base de plantas, como grãos, nozes, frutas e vegetais são benéficos na redução do risco de depressão. Ainda, carne e laticínios devem ser evitados para esse propósito.

“Há evidências convincentes para mostrar que existe uma relação entre a qualidade da sua dieta e sua saúde mental”, afirma o líder da publicação, Dr. Camille Lasalle.

“Há também evidências emergentes que mostram que a relação entre o intestino e o cérebro desempenha um papel fundamental na saúde mental, e que esse eixo é modulado por bactérias gastrointestinais, que podem ser modificadas pela nossa dieta”.

Estudo comprovou que alimentos à base de plantas, como grãos, nozes, frutas e vegetais são benéficos na redução do risco de depressão (Foto: Pixabay)

No início deste ano, um estudo conduzido no Rush University Medical Center também descobriu que pessoas mais velhas tinham menos probabilidade de sofrer de depressão se sua dieta era feita com alimentos frescos à base de vegetais, e não de alimentos processados ​​e produtos de origem animal.

A autora do estudo e neurologista vascular, Dra. Laurel Cherian, observou que “há evidências que ligam mudanças no estilo de vida saudável à taxas mais baixas de depressão, e este estudo procurou examinar o papel da dieta na prevenção da depressão”.

No passado, estudos também observaram que uma dieta vegana pode diminuir a chance de desenvolver diabetes, doenças cardíacas e vários tipos de câncer.

Na Austrália, uma entidade beneficente contra o câncer de intestino lançou um desafio sem carne baseado em vegetais, observando que o consumo de carne vermelha e carnes processadas pode aumentar o risco da doença.

A iniciativa pede aos consumidores que deixem de consumir carne por uma semana, na esperança de que isso os influencie a fazer escolhas alimentares mais saudáveis ​​baseadas em vegetais para sempre.

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Bebês burros resgatados da indústria da carne inspiram mudança de hábitos de consumo

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Flicka Foundation

Hamish, Clover e Darcy eram minúsculos filhotes que ainda mamavam quando foram arrancados de suas mães e enviados para serem vendidos em um mercado no Reino Unido.

Unidos em busca de calor e conforto, os burros estavam destinados ao comércio da carne de burro – um negócio pouco conhecido, mas generalizado e lucrativo, que opera em todo o mundo.

Felizmente, os três jovens burros, que não tinham mais de 10 semanas de idade quando foram encontrados, foram resgatados do mercado pela Flicka Foundation, que cuida e reabilita cavalos e burros no seu santuário no Sudoeste da Inglaterra. Hoje, os animais são embaixadores na luta da organização contra o comércio de burros para consumo humano.

A realidade por trás do comércio da carne de burros

“Muitos dos nossos burros foram resgatados de miseráveis mercados de animais vivos aqui no Reino Unido. Os burros doentes, idosos ou abandonados são comprados por negociantes na Europa por centavo e viajaram em caminhões imundos e apertados para o Reino Unido. Aqueles que sobrevivem à viagem horrível entram nos mercados de carne do Reino Unido, para serem comercializados e cruelmente enviados de volta ao continente como pratos corporativos europeus. Felizmente, Hamish, Clover e Darcy foram salvos antes que fosse tarde demais, mas milhões de outros jumentos não são tão afortunados”, disse Judy Giles, diretora da Flicka.

Foto: Flicka Foundation

Embora existam leis para proteger burros como Clover e seus amigos de serem vendidos quando são tão jovens, a organização ressalta que elas são ineficazes e não são aplicadas.

Foto: Flicka Foundation

Uma pesquisa feita pela organização descobriu que, em certas situações, as autoridades de proteção animal retiram os animais doentes dos mercados de carne apenas para devolvê-los aos negociantes. Nesse momento, os burros são mortos.

Além disso, burros muito jovens arrancados de suas mães para a venda permanecem em caminhões de transporte frios e escuros durante semanas ou até meses, até que eles atinjam a idade necessária para serem comercializados legalmente.

Os negociantes criam burros intensamente para o comércio – forçam as fêmeas a dar à luz continuamente e pegam os bebês dias ou semanas após o nascimento. Os bebês que não são vendidos no mercado são devolvidos aos negociantes e baleados.

Leis são ineficazes

Foto: Flicka Foundation

Mesmo se as leis feitas para proteger os burros fossem aplicadas, não há nenhuma maneira de acabar com o sofrimento desses belos, sensíveis e inteligentes animais que suportam este comércio tenebroso. A solução é acabar com essa indústria, conforme aponta a Flicka Foundation.

“Estamos muito satisfeitos que Clover, Hamish e Darcy tenham recebido a chance de prosperar aqui na Flicka. Nós os vimos passar de bebês amedrontados e nervosos a burros felizes e saudáveis que agora possuem uma vida longa à frente deles. Porém, ao ver esses três bebês crescerem e prosperarem, é importante recordar daqueles que não receberam uma segunda chance. Continuaremos lutando com empenho para educar as pessoas sobre o pouco conhecido comércio da carne de burro e encorajaremos o apoio a organizações como a Flicka, que proporcionam um espaço seguro para os poucos sortudos que escapam deste destino trágico”, destacou Judy.

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Mapa mostra como hábitos de consumo prejudicam animais selvagens em todo o mundo

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Maria Stenzel/Getty Images
Foto: Maria Stenzel/Getty Images

Um novo mapa mostrando os principais locais de ameaças à vida selvagem irá ajudar a melhorar as estratégias de conservação, disseram os cientistas. Pela primeira vez, foram identificados quais pontos de ameaça são impulsionados pelos consumidores de todo o mundo, assim como as rotas comerciais que mais contribuem para o declínio das espécies.

Os seres humanos são responsáveis por uma série de ameaças aos animais selvagens, como a caça, o desmatamento, a agricultura intensiva, a poluição e a pesca.

Estudos anteriores demonstraram que, pelo menos, um terço das ameaças à biodiversidade a nível mundial está relacionado à produção para o comércio internacional, mas não consideram especificamente o papel das cadeias de abastecimento e a relação entre a procura de recursos naturais e o consumo final de mercadorias.

Compreender as forças do mercado e a demanda global por produtos de animais silvestres pode assim ajudar a melhorar as atuais estratégias para protegê-los.

A pesquisa, publicada na revista Nature Ecology and Evolution, tenta localizar os principais pontos que impactam a vida selvagem e descrever como eles se relacionam com a demanda dos consumidores em outras partes do mundo.

A ideia é que as empresas que participam dessa tendência internacional podem mudar seus comportamentos usando o mapa que resume todas as descobertas. “Nosso mapa pode ajudar as empresas a fazer uma escolha cuidadosa de como seus insumos são obtidos e reduzir o impacto sobre a biodiversidade. Esperamos que as empresas comparem nossos mapas e seus locais de aquisição e, em seguida, reconsiderem suas cadeias de abastecimento”, disse o principal autor da pesquisa Keiichiro Kanemoto, da Shinshu University, ao IBTimes.

Espécies ameaçadas versus comércio

Para elaborar o mapa, os cientistas combinaram outros mapas já existentes para identificar onde uma espécie ameaçada pode ser encontrada. Eles então ligaram as ameaças que essas espécies enfrentam a uma ou mais indústrias humanas e depois rastrearam as commodities produzidas por essas indústrias para os consumidores finais em todo o mundo.

Isso permitiu que fossem revelados os países responsáveis pelo declínio dos animais e também o cálculo da porcentagem de ameaça a uma espécie devido ao consumo de bens em outra região do mundo.

Algumas das descobertas mais importantes são o fato de o Sudeste Asiático ser o ponto mais prejudicial no mundo e os Estados Unidos e a União Europeia liderarem as ameaças devido à pesca, poluição e aquicultura.

Outro exemplo é o Brasil; os autores estimam que 2% da ameaça sobre uma população de sapos vulneráveis é diretamente relacionada à extração madeireira de indústrias florestais ligadas ao consumo de mercadorias nos Estados Unidos.

Os cientistas dizem que o mapa pode ser um recurso útil para todos os agentes, desde produtores e ativistas até consumidores finais – que poderiam fazer escolhas mais conscientes sobre quais produtos compram e como isso afeta a vida selvagem.

“As empresas podem começar uma melhor estratégia de prevenção a partir de agora, sem ter que realizar uma avaliação adicional. Se as empresas, em seguida, fornecerem a origem de seus produtos, os consumidores podem usar o mapa para realizar a conexão entre o seu consumo e ameaças reais à vida selvagem”, concluiu Kanemoto.

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Destaques, Notícias

Veja como nossos hábitos contribuem com a extinção de vários animais

Tradução de Patricia Martins / Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais
Pixabay
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Em um relatório publicado recentemente, a ONG World Wildlife Fund (WWF) falou sobre a necessidade de um despertar antes que seja tarde demais. As populações de várias espécies animais de todo o mundo já declinaram em 58%, sendo que esta queda foi ainda mais drástica para espécies marinhas – a uma taxa assustadora de 81%. Se nós não partirmos para ação agora, populações de vida selvagem deverão ser reduzidas em dois terços dentro de menos de quatro anos.

Basta um momento para que a magnitude desses números afunde ainda mais e você deve estar se perguntando o que pode causar o declínio tão rápido. Você pode até mesmo esperar que a resposta seja algo complexo, mas ela é realmente muito simples: a ação dos humanos. É isso, as nossas ações estão destruindo o planeta e varrendo do mesmo as belas espécies que nele habitam. A agropecuária, a produção de óleo de palma e a poluição dos oceanos são alguns dos fatores que provocam a degradação e a perda dos habitats, colocando a vida selvagem, os ecossistemas e todo o nosso planeta em perigo.

Pecuária

ILRI/Wikimedia Commons
ILRI/Wikimedia Commons

A cada ano, 18 milhões de acres de florestas são perdidos devido à piora das condições do clima global, assim como ao desmatamento para a urbanização e para a agropecuária. Segundo a WWF, “A agropecuária ocupa atualmente um terço da área total da Terra e é responsável pelo consumo de 70% da água do globo”.

Essa imensa extensão de terras é desmatada para colheitas e para a criação de pastos para animais criados e explorados para consumo humano, tudo para atender à progressiva demanda por comida de uma população mundial que não para de crescer. Nos Estados Unidos, dedicam-se quatro milhões de acres de terra para a agricultura e 56 milhões de acres para a pecuária. E enquanto um acre de terra pode produzir 113 quilos de carne, o mesmo espaço pode produzir 24 mil quilos de batatas. Claramente, o uso da terra para a pecuária não é sustentável, especialmente se considerarmos as outras formas pelas quais essa prática impacta negativamente o meio ambiente.

Com o desmatamento, a vida selvagem é forçada a ir para habitats onde falta espaço, bem como há escassez de presas e aumento de competição, o que gera efeitos devastadores. A lista cada vez maior de espécies em perigo, ameaçadas e criticamente ameaçadas é alarmante, e isso será pior se os hábitos humanos não mudarem.

Produção de óleo de palma

Hayden/Wikimedia Commons
Hayden/Wikimedia Commons

O óleo de palma, que é derivado de uma fruta de uma palmeira africana, é encontrado em 50% dos produtos nos Estados Unidos, incluindo alimentos diversos e produtos de cuidados pessoais e de limpeza doméstica. Na alimentação, tornou-se um substituto popular para os demais óleos que são ricos em colesterol e gordura trans, porém essa popularidade está causando a devastação dos habitats e a perda de incontáveis vidas animais.

O óleo é produzido em florestas tropicais, onde a prática do desmatamento é usada para abrir espaço para plantações de palmeiras. Essas florestas são o lar de uma diversidade de espécies tão grandes que não conhecemos todas elas. Porém, quando essas florestas são destruídas para tais plantações, seus ecossistemas preciosos são prejudicados e os animais que deles fazem parte ficam sem ter para onde ir.

O orangotango, em particular, tem sido muito afetado pela produção de óleo de palma, com mais de 90% de seu habitat tendo sido destruído nos últimos 20 anos, resultando na perda de lar para milhares de indivíduos a cada ano, informou o One Green Planet.

Poluição de plásticos

MichaelisScientists/Wikimedia Commons
MichaelisScientists/Wikimedia Commons

A nossa obsessão por itens descartáveis contribui para que mais de 32 milhões de toneladas de plástico sejam geradas nos Estados Unidos anualmente – e somente uma insignificante fração disso tudo é reciclada. Como se isso não bastasse, grande parte desse lixo acaba indo parar nos oceanos. No Pacífico Norte, um enorme turbilhão de lixo que se estende da Costa Oeste até o Japão tem sido denominado “The Great Pacific Garbage Patch” (“A grande faixa de lixo do Pacífico” – tradução livre). Estima-se que 80% desses detritos tenham sido originados da terra, e os outros 20%, atirados de embarcações.

Sacolas e outros objetos plásticos são muitas vezes confundidos com alimento por diversos animais marinhos; quando ingeridos, eles podem obstruir o seu trato digestivo, levando a uma morte lenta e dolorosa. Há 700 espécies de animais marinhos em perigo por causa do lixo plástico nos oceanos.

 O que podemos fazer

Todos podem fazer diferença e ajudar a evitar destruições futuras, ao adotar pequenas e efetivas mudanças no modo de vida.  Deixar de consumir carne e produtos derivados de animais, bem como de óleo de palma, são mudanças que trazem grandes benefícios para a preservação do planeta. Outra atitude importante é o consumo consciente, evitando ao máximo o uso de itens supérfluos e sobretudo descartáveis. Adotar essas mudanças e divulgá-las ao máximo é a primeira forma de cumprir o seu papel para salvar a vida do planeta.

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Notícias

Escritora Brett Murphy conta como identificou a crueldade animal em seus hábitos de consumo

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/ComunidadeAnimal
Reprodução/ComunidadeAnimal

As informações sobre as inúmeras explorações de animais, seja pela indústria de alimentos ou de cosméticos, têm circulado rapidamente e em um ritmo crescente.

Quando as pessoas descobrem as vidas miseráveis levadas pelos animais é difícil que fiquem sem algum peso na consciência. Em um texto escrito no blog do Huffington Post, a escritora Brett Murphy conta que tem reavaliado seus próprios hábitos de consumo.

Embora Murphy tenha começado a procurar cosméticos livres de crueldade animal, ela confessa que ainda consome marcas que não são veganas, o que a levou a refletir sobre a hipocrisia que frequentemente existe entre as pessoas.

“Em uma sexta-feira, você pode me encontrar com um esmalte livre de crueldade enquanto uso uma bolsa de couro e sapatos de camurça e vou meu marido à churrascaria. Não faz sentido, realmente”, escreve.

Reconhecer essa contradição não é confortável, mas é necessário para nossa harmonia e integridade. Murphy cita também as diferenças de tratamento que os animais recebem, dependendo da espécie.

“Nós abraçamos nossos cães, mas comemos bacon. Uma rápida pesquisa no Google confirma que os porcos são, indiscutivelmente, mais inteligentes e astutos do que os cães. No entanto, uma vez que não os consideramos animais domésticos, eles são mortos e transformados em um ícone da culinária americana”.

Segundo Murphy, as pessoas precisam refletir, fazer suas escolhas com integridade e olhar para um produto não porque ele é bonito, mas porque é ético.

A própria escritora reconhece estar no início desse processo. “Quando olhamos para nós mesmos honestamente, podemos observar que muitas das nossas atitudes não estão alinhadas ao que realmente somos”, escreve.

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Notícias

Seis fatos que revelam o avanço do veganismo no mundo

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/MercyforAnimalsBlog
Reprodução/MercyforAnimalsBlog

A alimentação vegetariana está se popularizando em um ritmo crescente e a organização Mercy for Animals listou alguns fatos que evidenciam a mudança nos hábitos das pessoas.

Consumo de carne tem diminuído

Um número crescente de pessoas tem comido cada vez menos carne ou até mesmo a substituído completamente por alimentos vegetais. Ao longo dos últimos 10 anos, o consumo de carne nos Estados Unidos diminuiu 10%.

Segundo o USDA, em 2014, o número de animais mortos pela indústria diminuiu em 400 milhões na comparação com o ano de 2007. Isso significa que 400 milhões de animais que foram poupados de ter uma existência de sofrimento inimaginável.

Geração do milênio registra maior número de vegetarianos

A geração do milênio possui o maior número de vegetarianos em relação a qualquer geração anterior. Segundo o The New York Times, “cerca de 12% das pessoas da geração do milênio alegam serem ‘vegetarianos fiéis”, em comparação com 4% da geração X e 1% dos baby boomers”.

Até mesmo a Associated Press destacou que a geração do milênio é a responsável pelo crescente número de opções vegetarianas em restaurantes que seguem o modelo fast-casual.

Aumenta o marketing de alimentos veganos

Na última década, o mercado varejista de alimentos vegetarianos dobrou para 1,6 bilhão de dólares.
No início deste ano, Marketwired demonstrou um crescente mercado para fontes de proteínas alternativas, incluindo substituições da carne, que devem conquistar até um terço do mercado de proteínas até 2054.

Investimentos na indústria já somam milhões

Os investidores privados estão apostando milhões em startups de alimentos como a Beyond Meat, que foi enaltecida pelo magnata da Microsoft Bill Gates, e a Hampton Creek Foods, que chamou a atenção do empresário mais rico da Ásia, Li Ka-Shing, que investiu 23 milhões de dólares na companhia.

Cresce a conscientização ambiental 

A pecuária é uma maneira extremamente ineficiente e que faz uso intensivo recursos para produzir alimentos. Ela polui o meio ambiente enquanto consome grandes quantidades de água, grãos, petróleo, pesticidas e drogas.

Graças a documentários semelhantes ao “Cowspiracy” e a ambientalistas renomados como Al Gore e James Cameron, mais pessoas têm se tornando conscientes das graves consequências ambientais provocadas pela pecuária.

Redes nacionais oferecem opções veganas

As empresas têm percebido a crescente popularidade dos alimentos veganos e oferecido mais opções veganas em seus cardápios.
A TCBY anunciou um sabor de iogurte congelado vegano, a Ikea começou a oferecer uma versão vegana de suas clássicas almôndegas e a marca de sorvetes Ben & Jerry’s já colocou no mercado sabores sem ingredientes animais.

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