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Vírus humano ameaça vida de gorilas em Ruanda

Pesquisadores encontraram vestígios do Metapneumovírus em necropsia de animais. Há apenas 786 gorilas-das-montanhas na natureza

Na imagem, Kampanga, um dos gorilas que vivem no Parque Nacional de Vulcões, em Ruanda. Foto: AP Photo/Riccardo Gangale

Pesquisadores descobriram que um vírus mortal, que causam doenças respiratórias nos seres humanos, podem ser transmitido para gorilas-das-montanhas. A espécie, que habita a África Central, está ameaçada de extinção.

Pesquisadores que realizavam estudos no Parque Nacional dos Vulcões, em Ruanda, disseram afirmaram ter encontrado vestígios do Metapneumovírus humano na necropsia de dois gorilas que mortos em 2009. Eles estavam em um grupo de 12 gorilas infectados por doença respiratória.

Os dois gorilas que morreram em 2009 eram uma fêmea adulta e um recém-nascido pertencentes ao grupo Hirwa, que vivia em Ruanda. Em 2008 e 2009, esses animais apresentaram surtos de doenças respiratórias, com diferentes quantidades de tosse, secreção nos olhos e no nariz, e letargia.E

Uma série de análises mostrou traços bioquímicos do metapneumovírus (MPV) nos dois animais que morreram. A fêmea morreu em consequência de uma infecção secundária no pulmão, mas o MPV desencadeou uma pneumonia nela. O vírus também foi encontrado no gorila recém-nascido, que nasceu de uma fêmea que apresentou sintomas de doença respiratória.

Há apenas 786 gorilas-das-montanhas no estado selvagem. Eles vivem em Ruanda, Uganda e na República Democrática do Congo.

Como há menos de 800 gorilas de montanha, cada um é criticamente importante para a sobrevivência da espécie “, disse Mike Cranfield, diretor-executivo do Projeto Veterinário Gorilas da Montanha. – Mas esses animais vivem cercados de pessoas, e essa descoberta deixa claro que viver em parques nacionais protegidos não significa estar isolado de doenças humanas.

Humanos e gorilas dividem aproximadamente 98% do DNA. Essa relação genética muito próxima tem gerado preocupação sobre a possibilidade de os gorilas serem suscetíveis a muitas das doenças infecciosas que afetam os homens.

O potencial para transmissão de doenças entre homens e gorilas da montanha (gorilla beringei beringei) inspira preocupações especiais porque nos últimos cem anos aumentou muito seu contato com os homens. Na verdade, os parques nacionais onde os gorilas são protegidos em Ruanda, Uganda e na República Democrática do Congo são cercados pelas populações humanas mais densas da África.

Além disso, o turismo para ver esses animais, ao mesmo tempo em que atrai fundos para os parques nacionais, leva milhares de pessoas de todo o mundo a esses locais. Doenças infecciosas são a segunda causa de morte mais comum entre os gorilas da montanha. Lesões são a primeira.

“O tipo de infecção mais frequente é a respiratória, que pode causar de um resfriado a uma pneumonia severa”, disse Linda Lowenstine, coautora do estudo e que analisa esses animais há mais de 25 anos.

O estudo, realizado por pesquisadores de diversas instituições, incluindo a Universidade de Columbia e da Universidade da Califórnia, foi publicado terça-feira (29) no periódico científico Emerging Infectious Diseases Journal publicado pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças.

Com informações da AP

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Polícia apreende raposas e outros animais silvestres numa casa em Pernambuco

A Polícia Civil apreendeu 25 animais silvestres criados numa residência no município de Pesqueira, Agreste de Pernambuco, na tarde desta terça-feira (1°). O flagrante aconteceu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na casa de Ciran Santana da Silva. No local, os policiais procuravam uma arma de fogo e acabaram encontrando vários animais nas gaiolas.

Entre os bichos estão duas raposas, várias aves do tipo asa branca, galo de campina e cardeal, além de uma arara da espécie araraúna, ameaçada de extinção no Brasil. Ciran Santana foi autuado na Delegacia de Pesqueira por crimes contra o meio ambiente e também por posse ilegal de arma de fogo, já que os agentes encontraram uma espingarda calibre 32 na sua casa. O acusado foi conduzido ao presídio da cidade.

Fonte: Pernambuco.com

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Golfinhos que habitam a Baía da Guanabara podem desaparecer de lá por causa da poluição e da pesca

Botos brincam na água. Foto: sem crédito

É difícil imaginar, mas um dos pontos mais degradados ecologicamente do litoral brasileiro, a Baía de Guanabara, abriga uma população fixa de golfinhos, animais geralmente associados com águas paradisíacas. Depois de resistirem durante anos, porém, os botos-cinza podem estar com data marcada para sumirem da Baía se continuarem desaparecendo no ritmo que indica um estudo do Projeto Mamíferos Aquáticos (Maqua), da Uerj.

O projeto fotografa duas vezes por semana as nadadeiras dorsais dos golfinhos encontrados e as compara as imagens em laboratório. As nadadeiras servem como uma espécie de ‘impressão digital’ desses animais, e, através do levantamento, é possível saber que, há 10 anos, existiam cerca de 70 botos-cinza na Baía, e, agora, são pouco mais de 40.

O estudo indica que , seguindo nesse ritmo, a população pode ser extinta até 2050. Os animais têm morrido vítimas de pesca e, é claro, em decorrência de problemas trazidos pela poluição que atinge a Baía. “A qualidade ambiental pode fazer com que alguns animais abandonem a área e que novos botos de outras regiões não venham. A capacidade reprodutiva de algumas fêmeas também pode estar sendo afetada pela contaminação”, explica o professor de Oceanografia Alexandre Azevedo, da Uerj.

Atualmente, dois terços dos 17 municípios que circundam a Baía não tratam seu esgoto da maneira ideal. Segundo Azevedo, a interrupção do nível de degradação da Baía nos moldes atuais seria um passo para tentar reverter a saída dos botos. “Os novos investimentos têm que atentar para o impacto que causam na região”, alerta.

O boto-cinza é a única espécie de golfinho que se alimenta e reproduz na Baía de Guanabara de forma fixa. Outras espécies frequentam a região apenas de forma esporádica.

Em Sepetiba, outras ameaças
A maior concentração do Brasil de botos-cinza também fica no estado do Rio, na Baía de Sepetiba, onde existem mais de 800 animais. Lá, o que preocupa é o aumento de atividade nos portos da região.

“A área de fundeio dos navios que utilizam novos empreendimentos acabam se sobrepondo às áreas em que ficam os animais. A poluição sonora também os incomoda”, explica o biólogo Leonardo Flach, que coordena o projeto Boto-Cinza na baía.

Fonte: O Dia

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