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Bióloga diz que os animais sentem os impactos do fogo no Pantanal de formas diferentes

Foto: Araquém Alcântara/Divulgação

Cada grupo de animais reage e sente os impactos das queimadas no Pantanal de uma forma diferente, segundo a bióloga e doutora em Ecologia e Conservação Letícia Larcher, coordenadora técnica de projetos do Instituto Homem Pantaneiro. O fogo, que já destruiu 26% do bioma, é uma grave ameaça à sobrevivência das espécies, especialmente daquelas que já estão ameaçadas de extinção.

O Pantanal vive um período de queimadas sem precedentes, com recordes históricos. Em meio a esse cenário caótico, milhares de animais são afetados, além da vegetação, que é consumida pelo fogo em velocidade assustadora. Mais de três milhões de hectares já foram destruídos.

Em entrevista ao O Globo, Letícia Larcher lembrou que o fogo não condena os animais a sofrimento apenas ao feri-los e matá-los, mas também ao destruir o habitat dos qual eles necessitam para viver. Sem abrigo, alimento, água e ambiente adequado para procriação, as espécies padecem.

Os impactos, no entanto, são sentidos de maneira diversa entre os animais. “Cada grupo reage e sente os impactos de uma forma diferente: seja por diminuição do espaço disponível, por mudanças na composição química do ambiente, na digestibilidade dos alimentos, na possibilidade de encontrar abrigo para fugir de predadores, na quantidade de predadores que sobraram. A questão ecológica do fogo é o mais preocupante”, explicou a bióloga, que expôs questões relativas às queimadas no Pantanal que podem ser conferidas na entrevista abaixo.

Quais são as consequências das queimadas deste ano?

Sabemos quais seriam as consequências de um incêndio no Pantanal, mas não um dessa proporção. O Pantanal é resiliente, mas os dados meteorológicos dizem que esse ano vai ter menos chuva do que a média histórica no mês de outubro. E a minha esperança hoje é a chuva. O Pantanal ainda nem se recuperou e já vem uma seca de novo. E aí? Tem uma força-tarefa envolvendo ICMBio, Embrapa, Conselho Federal de Medicina Veterinária, IHP e outras instituições, para fazer um levantamento dos animais que foram mortos pelo fogo. Mas considerando os impactos indiretos, a relação entre as espécies que a gente não vê, como as bactérias do solo, cupins, insetos, bichos pequenos, e seguindo nas cadeias tróficas quais são os próximos grupos e como vão reagir, ainda precisaremos de mais tempo para afirmar o tamanho da tragédia.

Temos visto muitas fotos de animais queimados, mas também existem consequências a longo prazo?

Sim, ainda tem isso. Em uma área queimada, algumas espécies são mais resilientes e rebrotam mais rápido. Mas os animais que se alimentam das plantas que são menos resistentes ao fogo ficarão com qual qualidade nutricional? As plantas que rebrotam primeiro tem a mesma qualidade daquelas que morreram? Um animal que usa uma toca e ela queimou, vai precisar fazer uma nova. Pode ser que o momento em que ele está fazendo isso era quando devia estar acasalando. Então além de estar exposto aos predadores, ele não tem o ambiente ideal para procriar. Estão diminuindo as chances dele ter uma nova geração e continuar vivendo nessa área. Cada grupo reage e sente os impactos de uma forma diferente: seja por diminuição do espaço disponível, por mudanças na composição química do ambiente, na digestibilidade dos alimentos, na possibilidade de encontrar abrigo para fugir de predadores, na quantidade de predadores que sobraram. A questão ecológica do fogo é o mais preocupante.

Qual o impacto para os animais maiores, como as onças-pintadas?

Principalmente pela perda das presas para a alimentação. Por mais que a onça consiga correr e fugir do fogo, atravessar o rio, ou se esconder em uma área montanhosa, vai ser difícil ter alimento suficiente. Ela precisa de diversidade de alimentação e de ambiente para se reproduzir. E isso é um grave problema para espécies que já estão ameaçadas, como a onça-pintada. Ela também é emblemática porque é uma espécie guarda-chuva: é tão exigente em relação ao ambiente, que se eu preservar o território para que ela esteja em equilíbrio, estou preservando diversas outras espécies que se beneficiam. No Pantanal temos uma grande quantidade de onças na Serra do Amolar, no Parque Nacional Mato Grossense e na região de Porto Jofre, onde tem a maior densidade de onças do mundo. E ali teve muito fogo.

Então as queimadas estão ameaçando espécies em risco de extinção?

Sim, apenas na Serra do Amolar temos oito espécies consideradas em risco de extinção pela lista vermelha da IUCN, e todas as espécies que vivem nesse ambiente estão ameaçadas pelo fogo de alguma forma. Modifica o ambiente de tal forma que não podemos garantir que elas vão ter alimento, abrigo e condições de reproduzir.

As aves também são atingidas pelo fogo?

Elas tentam fugir, voar o mais longe possível. Mas não têm onde pousar porque a floresta está em chamas, estão sem alimento, sem seu ninho. E muitas espécies não conseguem fugir o suficiente, voltam procurando a casa onde estavam, porque são territorialistas, e morrem com o fogo. Tivemos muitas aves mortas na Serra do Amolar. E aqui temos espécies endêmicas, como a Choquinha da Bolívia, que só acontece no Brasil nesse pedacinho. As pessoas vêm do país todo para conhecer. Vou precisar de meses de observação para saber se muitas morreram. No primeiro momento não consigo avaliar, até porque quando vejo uma ave carbonizada é difícil dizer qual a espécie. Tem também as aves migratórias, que estão vindo da Argentina para os EUA e fazem uma parada aqui e também vão sofrer com os impactos do fogo.

E para os animais que vivem na água, há risco?

Sim, um caso interessante é o das ariranhas. Elas são um mamífero aquático que vive nas beiras dos rios e lagoas e estão ameaçadas de extinção. O problema é que na primeira chuva que vier depois de um incêndio como esse, as cinzas que estão no solo vão ser levadas para os rios. Isso modifica o pH da água, a condição dos peixes, causa mortandade nos macro e micro invertebrados e pode acarretar em uma mudança na comunidade de peixes que diminui a quantidade de alimento para as ariranhas. As queimadas têm esse efeito indireto, do pós-fogo, e não vamos ter como controlar.

As queimadas sempre foram uma ameaça à fauna do Pantanal?

Esse ano é diferente, porque temos uma combinação de fatores. Tem a baixa do Rio Paraguai, porque temos o desmatamento nas nascentes dos principais rios que alimentam o Pantanal, lá no Cerrado. Elas precisam ter uma composição de vegetação ao redor que não é garantida, então cada vez traz menos água para o Pantanal. Por isso estamos em uma seca histórica. A segunda coisa é o desmatamento em geral, que faz mudanças climáticas, que acarretam em menos chuva. E a tradicionalidade do fogo no Pantanal. As pessoas precisam entender que estamos em uma condição climática que não é favorável. Nos outros anos, quando a pessoa colocava o fogo ele não chegava a ser uma ameaça, porque logo chovia. O período que começa a ser mais crítico é agosto e setembro, mas em setembro já começava a chover. Outubro estaria chovendo muito, mas isso não tem acontecido nos últimos anos. Essa combinação de fatores é que são uma ameaça para a fauna.

O que pode ser feito como forma de prevenção?

A melhor solução são as brigadas permanentes. De forma que estejam equipadas e estruturadas para prevenir o fogo. Elas podem passar parte do ano fazendo prevenção, identificando áreas que precisam de atenção, fazendo educação ambiental, conversando com proprietários, ribeirinhos, pessoas próximas de áreas que pegaram fogo, ensiná-los como lidar com esse contexto de mudança climática que temos hoje. E isso só é possível se tivermos investimento em estrutura e equipamento para que possam atuar. Por isso o IHP criou uma campanha de arrecadação para o projeto Brigada Alto Pantanal.


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Caçadores usam redes sociais para incentivar matança de animais silvestres

Reprodução/Facebook/BBC News Brasil

Fotos de animais silvestres mortos e dicas de caça estão sendo compartilhadas por caçadores nas redes sociais. A prática criminosa atenta contra a preservação da fauna e gera desequilíbrio nos ecossistemas.

Conforme denunciado por reportagem do jornalista João Fellet, da BBC News Brasil, a maior parte dos grupos foi criada a partir de 2019, quando o presidente Jair Bolsonaro, defensor da caça, publicou decretos que reduzem as restrições ao acesso a armas por parte de colecionadores, atiradores esportivos e caçadores, os CACs.

Dentre os grupos está o “Caçadores de paca”, com 74 mil membros, que caçam não só as pacas, mas também veados, tatus, jacarés, capivaras, quatis, mutuns, queixadas, onças e outros animais. De acordo com a BBC, que ingressou no grupo, internautas compartilham centenas de vídeos de caçadas e fotos de animais mortos, parte delas expondo o rosto do caçador nas imagens. A exploração de cachorros, exposto a riscos ao serem forçados a encurralar animais silvestres durante a caça, também é exposta no grupo.

Casos de cães prejudicados pelas caçadas, como um cachorro que morreu ao ser picado por uma cobra e outro que ficou com os olhos feridos ao ser forçado a encurralar um animal silvestre, também são relatados no grupo, que ainda serve como espaço para compartilhamento de informações sobre armas. Para piorar, no caso do cão com ferimentos nos olhos, um membro do grupo recomendou espremer limão sobre as feridas. “No outro dia está bom, já curei muitos assim”, disse.

Por conta dessas publicações, que violam regras do Facebook por retratarem ou promoverem a violência física contra animais, a rede social retirou o grupo do ar após ser questionada pela BBC News Brasil.

Reprodução/Facebook/BBC News Brasil

As publicações também estão presentes em comunidades no YouTube, criadas nos últimos dois anos. Dentre elas, os canais “FAL CAÇADOR”, “só do mato caçador”, “Caçadores Anônimos”, “Pedrinho caçador sniper” e “Alemão CAÇADOR!”. O último, com 40 mil inscritos, divulga dicas de caça. O dono do canal defende a legalização da prática.

“Aqui podia ser regulamentado caçar com responsabilidade, mas não é”, afirma Alemão em um vídeo com mais de 160 mil visualizações no qual ele descreve a caça de um veado mateiro. “Sou criminoso desde criança, porque eu caço desde pequeno mais (com) meu pai. Nós ‘caçava’ de cachorro, fazia arapuca. Então, para mim, era meio de vida, era sobrevivência. E hoje eu caço porque eu gosto, eu gosto demais disso aqui”, conta.

No final do vídeo, o corpo do veado morto é exposto, amarrado a um galho pelo pescoço. A publicação, com 600 comentários, é repleta de elogios. “Não tem coisa melhor no mundo do que estar numa rede e escutar o bicho chegando na espera. Para quem gosta… Você esquece todos os problemas”, comenta um usuário identificado como Marcelo Chumbão.

“Faço das suas as minhas palavras, cresci vendo meu pai caçando e pescando para sobreviver… Caçar com responsabilidade é o que precisamos”, escreve outro usuário.

Caça ao javali

Por não ser uma espécie nativa, o javali tem caça liberada no Brasil. Trazido ao país, ele se tornou vítima de um problema criado pelos humanos responsáveis por sua migração e que agora tentam resolver a questão condenando o animal a sofrimento e tirando sua vida.

O problema, porém, vai além do javali. Isso porque, conforme explicou à BBC News Brasil o biólogo Gustavo Figueirôa, a liberação da caça ao javali pode ter impulsionado a matança de outros animais. Segundo o especialista, muitos caçadores que têm permissão para matar os javalis acabam tirando a vida de outros nas animais encontrados durante as caçadas.

Reprodução/YouTube/BBC News Brasil

A facilitação do acesso a armas, de responsabilidade do governo Bolsonaro, também prejudicou os animais. Isso porque o medo de serem presos por porte ilegal de armas reduzia a ação de caçadores.

“Naturalmente, se você permite que mais pessoas tenham armas legalmente e saiam a campo para caçar legalmente (javalis), você aumenta a chance de mais animais silvestres serem caçados”, afirmou Figueirôa.

Com os decretos de Bolsonaro, houve um aumento de 50%, em relação a 2018, no número de registros ativos de colecionadores, atiradores esportivos e caçadores (CACs), segundo o Instituto Sou da Paz. Atualmente, os CACs podem adquirir até 30 armas, 90 mil munições e 20 kg de pólvora. Antes de Bolsonaro, a permissão era para 12 armas, 6 mil munições e 2 kg de pólvora por pessoa.

O biólogo comentou ainda o argumento de que há animais aos montes na natureza e que, por isso, é aceitável matá-los. Segundo ele, espécies com populações numerosas em parte do país podem estar ameaçadas em outros locais – como acontece com a paca, que é considerada abundante por caçadores, mas que está em risco em biomas como a Mata Atlântica.

Além disso, matar o animal prejudica o ecossistema no qual ele vive. Um exemplo é a cutia, que dispersa sementes, mantendo a biodiversidade da floresta. A cadeia alimentar da fauna também é afetada. Se cotias são mortas, por exemplo, onças passam a ter menos presas para se alimentar.

“Quando você mata um animal que é presa de outros, você tira um elemento da cadeia que desequilibra todo o resto”, afirmou o biólogo, que contou à BBC News Brasil que já denunciou ao YouTube e ao Facebook grupos que promovem a caça, mas não teve retorno positivo.

Reprodução/Facebook/BBC News Brasil

E apesar de ter removido o “Caçadores de paca”, o Facebook mantém outros grupos similares em sua plataforma. O YouTube, por sua vez, disse que é “uma plataforma de vídeo aberta, e qualquer pessoa pode compartilhar conteúdo, que está sujeito a revisão de acordo com as nossas diretrizes da comunidade”.

Na opinião do Ibama, “a exposição de conteúdos relacionados à caça de animais silvestres no YouTube e Facebook tem forte impacto negativo para a preservação ambiental, pois estimula a caça”.

“Cotidianamente, o órgão acompanha as denúncias presentes nas redes sociais e atua com base nelas, investigando os responsáveis”, completou o órgão.

Reprodução/YouTube/BBC News Brasil

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Vídeo flagra elefanta quebrando barreira em rodovia para que sua manada pudesse atravessar

Foto: Twitter
Foto: Twitter

A Internet está cheia de inúmeros vídeos de elefantes lidando com obstáculos criados pelo homem, provando que eles são um dos animais mais inteligentes sobre a Terra. Uma filmagem recente de uma manada de elefantes tentando atravessar uma rodovia movimentada, que se tornou viral nas redes sociais, tem atraído a atenção de usuários do mundo todo.

O clipe mostra uma elefanta tentando quebrar uma barreira central em uma movimentada estrada que liga as cidades indianas de Coimbatore e Mettupalayam para ajudar sua manada a alcançar o outro lado da estrada e assim entrar na floresta.

O vídeo foi compartilhado no Twitter pelo oficial da IFS ou Indian Forest Service (Serviço Florestal Indiano), Parveen Kaswan, que elogiou a qualidade de liderança da elefanta ressaltando a capacidade única dos elefantes de nunca esquecem suas rotas.

Ele compartilhou o vídeo com a legenda: “Liderança é principalmente sobre responsabilidade. Uma elefanta abre caminho para outros cinco membros da família atravessarem a movimentada estrada Coimabtore até a Rodovia Nacional Mettupalayam. Os elefantes nunca esquecem suas rotas”.

No vídeo, a elefanta que lidera o rebanho pode ser vista empurrando as barreiras divisórias do canteiro central da rodovia com sua tromba, exercendo sua força e depois quebrando o obstáculo. Assim que ela abre o caminho, os demais atravessam rapidamente a estrada movimentada e entram na floresta.

O vídeo alcançou 17 mil visualizações, 1,5 mil curtidas e 421 retweets.

Foto: Twitter
Foto: Twitter

Internautas elogiaram a memória dos elefantes e alguns deles criticaram a maneira como os humanos invadiram seus habitats. As informações são do jornal Indian Times.

Vida de elefante

Grupos de elefantes ou manadas seguem uma estrutura matriarcal em que a elefanta mais velha fica no comando dos demais. Os rebanhos são compostos principalmente por membros da família do sexo feminino, filhotes e elefantes mais jovens, de acordo com o LiveScience e incluem cerca de 6 a 20 membros, dependendo do suprimento de alimentos. Quando a família fica muito grande, os rebanhos geralmente se dividem em grupos menores que permanecem na mesma área.

A matriarca conta com sua experiência e memória para lembrar onde estão os melhores locais para comida, água e onde encontrar proteção. A matriarca também é responsável por ensinar aos membros mais jovens de sua família como se socializar com outros elefantes.

Foto: Jasoprakas Debdas
Foto: Jasoprakas Debdas

Os elefantes são muito sociais e podem se comunicar entre si e identificar outros elefantes a distâncias de até 3 quilômetros usando sons estrondosos e agudos que ficam abaixo do alcance audível dos seres humanos, de acordo com o LiveScience.

Os elefantes demonstram prontamente boas maneiras aos membros de seu rebanho e outros rebanhos. Por exemplo, eles usam suas trombas para cumprimentar um ao outro, segurando-a no alto ou inserindo a extremidade da tromba na boca de outro elefante.

Os elefantes também prestam muita atenção ao bem-estar de todos os membros de seu rebanho e farão o possível para cuidar e proteger os membros fracos ou feridos.

Foto: Pinterest
Foto: Pinterest

Eles são considerados uma espécie extremamente inteligente e foram observados mostrando habilidades avançadas de resolução de problemas e demonstrando empatia, luto e autoconsciência, de acordo com um artigo da Scientific American.

Estado de conservação

A União Internacional para Conservação da Natureza e Recursos Naturais (IUCN) classifica o elefante asiático como ameaçado de extinção. Embora não se saiba exatamente quantos elefantes asiáticos restam no planeta, os especialistas acreditam que a população está diminuindo.

Foto: The Economist
Foto: The Economist

O elefante africano é considerado vulnerável, de acordo com a IUCN, e a população da espécie está aumentando. Segundo a African Wildlife Foundation, existem cerca de 415 mil elefantes africanos em estado selvagem.

Ameaças contra a sobrevivência de elefantes africanos e asiáticos incluem caça e perda de habitat, segundo o World Wildlife Fund.

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Drones capturam cenas de carinho entre mãe orca e seu bebê

Foto: Hakai Institute
Foto: Hakai Institute

Imagens obtidas por meio de drones de um grupo de Orcas foram capturadas na costa da Colômbia Britânica, no Canadá, por cientistas que monitoram a população de mamíferos ameaçada de extinção.

As cenas comoventes mostram o momento em que um bebê se aninha à mãe protetora que lhe dá um tapa na cabeça – de brincadeira – com o rabo.

Comovente, a filmagem revelou aos cientistas como os animais amorosos faziam contato físico muito mais do que o esperado e conhecido.

Foto: Hakai Institute
Foto: Hakai Institute

Pesquisadores do Instituto Hakai gravaram os vídeos para estudar o comportamento alimentar de baleias ameaçadas residentes na região, temendo que os dias da espécie no litoral possam estar contados.

Eles filmaram as feras serenas em seu habitat e observaram o dia a dia de uma orca como nunca a haviam visto antes, incluindo hábitos de caça e comunicação entre os animais – capturados com um microfone subaquático.

Existem três espécies de baleias orcas na costa da Colômbia Britânica – baleias orcas em alto-mar, baleias orcas transitórias (de passagem) e baleias residentes.

Foto: Hakai Institute
Foto: Hakai Institute

A equipe optou por estudar as baleias orcas residentes, divididas em um grupo do norte e outro do sul, que estão mais ameaçados por causa do suprimento de alimentos.

Menos de 75 animais restaram no grupo de residentes do sul que agora são considerados ameaçados de extinção.

Falando sobre as filmagens, Andrew Trites, co-pesquisador e professor da Unidade de Pesquisa de Mamíferos Marinhos da Universidade da Colúmbia Britânica em Vancouver, disse: “Isso nos deixou sem fôlego”.

Foto: Hakai Institute
Foto: Hakai Institute

A coisa mais surpreendente capturada pelas imagens foi a extensão do toque brincalhão e afetuoso compartilhado entre os animais, algo não visível do barco.

Comentando sobre o quanto de contato físico afetuoso os animais compartilharam, o professor Trites disse ao Seattle Times em 06 de novembro: “Gostamos de pensar que somos ‘cientistas durões`, mas isso tocou as cordas de nosso coração. Especialmente a relação entre a mãe e o filhote”. Acrescentando: “Esses drones estão abrindo caminhos para as vidas desses seres que nunca havíamos visto antes”.

“Da mesma maneira que abraçamos nossos filhos e nossos amigos, o toque promove esses vínculos. Esse é o poder do toque e aqui temos baleias orcas nos lembrando disso – quem teria pensado?”, disse o cientista.

Foto: Hakai Institute
Foto: Hakai Institute

Equipamentos de GPS, gravação de profundidade e velocidade também foram anexados às baleias para monitorar sua atividade.

A equipe também mediu a acústica de um barco próximo para coletar informações sobre o número de peixes disponíveis para as baleias comerem – assim como mediu a temperatura da água.

A equipe do Instituto Hakai ainda está analisando os dados coletados e acredita que esse processo pode levar meses.

Foto: Hakai Institute
Foto: Hakai Institute

Como a população residente no sul come principalmente salmão, ela está lutando para se sustentar à medida que o número de peixes despenca.

As baleias orcas começam a ter bebês após 15 anos, tendo um a cada 3 ou 5 anos, mas recentemente menos filhotes estão nascendo e menos ainda sobrevivem.

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Destaques

Elefantes agredidos com ganchos de metal são forçados a carregar turistas com as trombas

Sob a ameaça constante de seus exploradores, as animais giram argolas com as trombas, equilibram-se em duas patas e uma série de truques antinaturais em shows diários na Tailândia


Foto: ViralPress
Foto: ViralPress

Por Eliane Arakaki

A indústria do turismo explora animais indefesos submetendo-os a todo tipo de tortura e obrigando-os a realizar truques antinaturais mediante ameaça de serem feridos com cortes e espancamentos.

Tudo isso acontece com o objetivo de entreter uma plateia pagante de turistas que, muitas vezes alienada, bate palmas e se diverte mediante o sofrimentos desses seres sencientes e indefesos.

O último flagrante desses maus-tratos está registrado em imagens divulgadas recentemente que mostram elefantes sendo obrigados a carregar turistas em suas trombas, enquanto mahouts (treinadores de elefante) segurando bastões com ganchos afiados na ponta (bullhook) os obrigam se apresentarem no Elephant World.

Os animais foram filmados no início deste mês durante um de seus exaustivos shows diários para multidões de turistas na remota região de Surin, no nordeste da Tailândia.

Os mahouts (manipuladores de elefantes) podem ser vistos empunhando bullhocks ao lado dos animais – essa ferramenta de tortura foi especialmente criada para controlar e dominar os elefantes.

Durante a apresentação, os elefantes giram bambolês em suas trombas e se apoiam em duas patas antes de serem forçados a chutar uma bola de futebol em uma rede.

Alguns são instruídos a recuar e, em outro momento do show, voluntários da plateia se deitam e deixam os elefantes passarem por cima deles – chegando a centímetros de serem esmagados.

Os elefantes ainda são obrigados a transportar espectadores içando-os em suas trombas e desfilando pelo local do show.

Foto: ViralPress
Foto: ViralPress

Durante todo o show, os mahouts seguram os bullhooks o tempo todo, uma mulher pode ser vista nas imagens erguendo a ferramenta em direção ao elefante depois que ela puxa violentamente a orelha do animal.

O grupo que atua em defesa dos direitos animais, PETA criticou severamente o show, que em parte devido à sua localização remota até agora escapou das denúncias e críticas recebidas por outros locais de exploração na Tailândia.

Jason Baker, vice-presidente de campanhas internacionais da PETA, disse que os elefantes no vídeo estavam se apresentando apenas por causa da ameaça de violência e pediu aos turistas que não comparecessem a esse tipo de show.

Ele disse ao Daily Mail: “Esses elefantes não estão se apresentando porque é divertido. É porque eles têm medo do abuso que receberão se não o fizerem”.

Foto: ViralPress
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“Isso fica evidente com a presença constante do bullhook, uma arma com um gancho afiado em uma extremidade, sendo mantida bem ao lado deles, como ameaça”.

“Se as pessoas soubessem que seus ingressos estavam promovendo o abuso e o sequestro de elefantes da natureza, certamente nunca entrariam nesses locais.”

Um visitante do Elephant World, na província de Surin, disse que os shows acontecem todos os dias das 10h às 14h, com cada elefante tendo que se apresentar várias vezes.

Eles disseram: “O show é muito popular, nos fins de semana e feriados está cheio, e as pessoas que visitam são principalmente turistas tailandeses, mas às vezes existem estrangeiros”.

Foto: ViralPress
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No mês passado, a maior operadora de turismo da China cortou laços com um show semelhante perto da capital Bangkok, após uma pressão constante do grupo de direitos animais PETA.

No entanto, o show em Surin fica a cerca de 300 milhas de distância e na pobre região de Isan, no nordeste da Tailândia.

O parque de elefantes parece ter escapado ao escrutínio que passaram os grandes shows de elefantes localizados em destinos turísticos populares, como Bangkok e Phuket.

O porta-voz da PETA, Jason Baker, acrescentou: “Todos os elefantes forçados a entrar no show business na Tailândia foram ‘domados’ da maneira mais doentia, horripilante e muitas vezes mortal imaginável”.

Foto: ViralPress
Foto: ViralPress

“A indústria de elefantes tailandesa ganhou fama por tirar os filhotes ainda mamando de suas mães, imobilizados, espancados sem piedade e tendo suas unhas uma a uma arrancadas por dias seguidos. Este tratamento quebra seu espírito, e alguns não sobrevivem”.

“Eles são forçados a passar o resto de suas vidas em cativeiro e se apresentar em shows como este onde são espancados, açoitados e feridos com ganchos para forçá-los a realizar truques difíceis e sem sentido apenas para o entretenimento humano”.

“Quando não são forçados a realizar truques antinaturais ou levar turistas sem suas costas, esses elefantes geralmente passam a maior parte de sua vida acorrentados, incapazes de dar mais do que alguns passos”.

“A PETA pede que todos fiquem longe de qualquer lugar que force os elefantes a fazer truques ou oferecer passeios.”

Foto: ViralPress
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O gerente do Elephant World, Prakit Raumpattan, disse que os ganchos são usados apenas como um “aviso” e “nunca usados durante o treinamento ou nos shows”.

Ele acrescentou: “O gancho é apenas para garantir que os elefantes não se comportem mal. Os elefantes ainda são animais selvagens, não importa o quanto os treinemos e tentemos fazê-los domesticados”.

“Eles ainda podem ser imprevisíveis, pois o bullhook é usado como uma ameaça para impedi-los de fazer algo perigoso ou atacar pessoas”.

“Nós treinamos os elefantes desde que eram bebês, da mesma forma que as pessoas treinam um cachorro e elas recebem recompensas como bananas, mas nunca são abusadas.”

Foto: ViralPress
Foto: ViralPress

Elefantes

A comparação dos elefantes aos cães, feita por um dos responsáveis do “show” só torna mais evidente a falta de empatia e conhecimento dos explores desses animais. Ao contrário dos cachorros, elefantes não são domesticados, são animais selvagens, inteligentes e com capacidades sociais e de formação de vínculo altamente desenvolvidas. Eles vivem em grupos, tem sociedades hierárquicas com formação de família, prosperam na natureza, acostumados a liberdade, o cativeiro é uma sentença de morte para esses majestosos animais.

Foto: ViralPress
Foto: ViralPress

Fome, dor, sofrimento, privação, medo, abuso e exploração, esse é o cotidiano de desses animais que vivem acorrentados e submissos, saindo apenas para entreter plateias de turistas alienados, levar outros nas costas ou servir de enfeite para selfies com muitos outros.

Submeter o maior mamífero da Terra a esse tipo de desrespeito é um atentado a dignidade dessas criaturas belíssimas e únicas e reduzi-los a uma existência miserável, onde a única escapatória é a morte

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Mercado de venda de animais selvagens aumenta no Facebook e Instagram

Filhote de leão resgatado pelas autoridades de proteção à vida selvagem que estava a caminho do Reino Unido, vindo de Bangladesh | Foto: Interpol
Filhote de leão resgatado pelas autoridades de proteção à vida selvagem que estava a caminho do Reino Unido, vindo de Bangladesh | Foto: Interpol

Redes sociais e mercados on-line há muito são centros de todo tipo de atividades ilegais, incluindo tráfico de animais. Os contrabandistas usam as plataformas como outdoors digitais, geralmente compartilhando fotos e vídeos para os usuários do mundo todo.

No Facebook e no Instagram, é comum que os vendedores publiquem seus números de WhatsApp ou do WeChat junto com seus produtos, um sinal para os possíveis compradores se conectarem em um fórum mais privado.

De orangotangos e leopardos a opiáceos e antiguidades raras do Oriente Médio, se algo puder ser vendido ilegalmente, dizem os pesquisadores, é provável que seja vendido em algum lugar no Facebook ou no Instagram.

“Se houvesse os T-Rexes vivos, eles os venderiam”, disse Patricia Tricorache, diretora assistente do Cheetah Conservation Fund.

Policiais chilenos com um periquito de bico fino resgatado de traficantes em junho | Foto: Interpol
Policiais chilenos com um periquito de bico fino resgatado de traficantes em junho | Foto: Interpol

Como o Facebook permite a mudança para comunicações mais pessoais e atividades em grupo privado, a sitação piora. Isso está dando aos defensores dos animais uma sensação de urgência em fazer com que a rede social reprima o comércio do mercado paralelo de animais antes que se torne mais difícil rastreá-lo.

“Estamos no meio de uma grande tempestade sobre o que as mídias sociais devem ser responsáveis em suas plataformas”, disse Tim Mackey, professor da escola de ciências da saúde da UC San Diego. “Animais estão morrendo na natureza e suas plataformas estão sendo usadas para facilitar o tráfico.”

Mackey passou grande parte do ano passado estudando o comércio de produtos ilegais no Facebook e no Instagram e recentemente publicou um artigo sobre vendas de drogas no Instagram. Agora ele está pesquisando a venda de partes de animais selvagens – como chifres de rinoceronte e tartarugas em extinção – específicos para compradores e vendedores chineses.

“Parece que este não é um espaço que o Facebook tem policiado muito”, disse ele.

Dados precisos sobre o tráfico são escassos, dada a natureza sigilosa dos negócios, e grupos privados no Facebook tornam ainda mais difícil quantificá-los. A Operation Dragon, um esforço de dois anos da WJC que foi destacado pela National Geographic em 2018 e incluía tartaruga malaia, encontrou mais de 20 mil tartarugas marinhas e terrestres à venda, valendo mais de 3,2 milhões de dólares.

“Notou-se que nas plataformas de mídia social como o Facebook havia uma quantidade significativa de tráfego aberto e agressivo de comerciantes”, dizia o relatório da WJC, uma fundação internacional.

O Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal recentemente analisou sites de mídia social como Facebook e Instagram como parte de um relatório a parte sobre tráfico de animais publicado em 2018.

Ao longo de um período de seis semanas cobrindo posts de apenas quatro países, o IFAW encontrou 275 listagens vendendo espécies (ou partes do corpo) ameaçadas ou criticamente ameaçadas de extinção nos dois serviços – um pequeno número, porém que não inclui quaisquer mensagens que possam ter sido parte de grupos privados do Facebook.

“Também deve ser notado que se os grupos “fechados” no Facebook fossem incluídos nesta pesquisa, os níveis de comércio de animais selvagens descobertos nas mídias sociais poderiam ter sido significativamente maiores”, de acordo com o relatório.

Tartaruga-estrela-indiana, uma espécie protegida, resgatadas por autoridades de proteção da vida selvagem na Índia | AFP/Getty Images
Tartaruga-estrela-indiana, uma espécie protegida, resgatadas por autoridades de proteção da vida selvagem na Índia | AFP/Getty Images

Embora não intencional, o Facebook tem um papel fundamento em facilitar esse tipo de transações e esse fato é preocupante para os pesquisadores, muitos dos quais estão se unindo para compartilhar recursos e aumentar a conscientização.

Mackey faz parte de uma nova organização chamada Aliança para o Combate ao Crime Online ou ACCO, uma coalizão de pesquisadores e acadêmicos focados no combate aos traficantes da Internet, especificamente no Facebook e no Instagram, que eles chamam de “marco zero” para o crime organizado online.

Dan Stiles, membro da ACCO e pesquisador independente no Quênia, estuda o comércio de animais silvestres desde 1999, com foco em grandes símios. Ele escreveu relatórios sobre o comércio de macacos para inúmeras organizações de vida selvagem, como as Nações Unidas.

No final de 2016, ele chegou a orquestrar uma operação realizada no Facebook e no WhatsApp para ajudar a prender um traficante que estava vendendo dois orangotangos bebês em Bangcoc.

Stiles confirmou o que muitos outros pesquisadores disseram: o Facebook não faz o suficiente para procurar de forma proativa esse tipo de postagens, que servem como anúncios para a mercadoria dos traficantes.

Em vez disso, sua abordagem tem sido remover as postagens quando os outros as sinalizam e denunciam – mas mesmo isso pode representar um dilema. Remover os posts significa eliminar a evidência de que policiais e pesquisadores podem usar para monitorar esses traficantes.

“Eles não estão realmente procurando essas postagens por si mesmos”, disse Stiles, “porque eles teriam fechado muito mais [contas] até agora se realmente estivessem”.

Tornando mais rígida uma política anterior que proibia a venda de animais em extinção, o Facebook proibiu em maio a venda de todos os animais “peer to peer” (usuário para usuário), de tartarugas raras de água doce a filhotes de cachorro.

“Esta política nos permite maior agressividade e capacidade de remover esses animais vivos”, disse Max Slackman, gerente de políticas do Facebook. A política anterior foi tão difícil de aplicar que a empresa descartou, disse ele. “Na escala em que atuamos, treinar nossas equipes de

Esse pode ser um dos maiores problemas do Facebook no futuro. À medida que a empresa se afasta do compartilhamento público e passa para a criptografia, até mesmo o Facebook não terá acesso a comunicações privadas enviadas por meio de sua rede.

O grupo já possui um serviço de mensagens criptografado no WhatsApp, e o Messenger e o Instagram também criptografaram todas as mensagens em breve. Os três serviços têm mais de um bilhão de usuários cada.

Instagram também criptografaram todas as mensagens em breve. Os três serviços têm mais de um bilhão de usuários cada.

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Hemerson Fernandes, preso após praticar zoofilia com cadela
Notícias

Grupos de zoofilia serão investigados pela Polícia Federal

A Polícia Federal deve assumir investigação de ação de grupos de zoofilia que tem ramificações em Mato Grosso, que promovem intensa troca de vídeos de cunho sexual com animais.

A apuração ainda está na esfera da Polícia Civil de Mato Grosso, mas pelas ramificações com membros de outros países, será remetida para a Polícia Federal.

Hemerson Fernandes, preso após praticar zoofilia com cadela
Foto: Reprodução | Instagram

A existência de grupos que fomentam o ato hediondo foi revelada em depoimento do estudante Hemerson Fernandes Pedroso, 30, preso depois de publicar um vídeo onde aparece praticando zoofilia com uma cadela.

O vídeo vazou nas redes sociais no dia 19 de abril, causando grande comoção e revolta, principalmente por parte dos grupos de proteção animal.

Hemerson teve a prisão temporária decretada por cinco dias e foi preso ao se apresentar na Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Sema).

A cadela “Branquinha”, alvo dos abusos, foi localizada e encaminhada para exames. Outros dois cães do estudante foram retirados da guarda dele.

Segundo o delegado Gianmarco Paccola Capoani, titular da Dema, em depoimento Emerson confirmou que o vídeo foi feito para um dos grupos de zoofilia que participava.

O primeiro, do qual acabou excluído, possuía mais de 100 membros, inclusive de outros países onde havia intensa troca de material pornográfico no grupo e ele foi excluído por não compartilhar material. Depois foi adicionado no segundo grupo, do qual participavam membros do grupo anterior.

Foi para este grupo que ele produziu o vídeo que vazou e o levou à prisão. Segundo Paccola, o inquérito está em andamento e seis pessoas já foram ouvidas.

Os demais depoimentos virão a partir do resultado dos laudos periciais no celular que o estudante usou para fazer o vídeo e compartilhar as imagens.

Fonte: Folha Max

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Grupos de proteção a animais fazem bazar beneficente em Boa Vista (RR)

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Divulgação

Um bazar beneficente promovido pela Associação Roraimense de Cuidados Animais de Boa Vista (ArcaBV) e pela ONG Gatuxí ocorre neste sábado (8) em Boa Vista, a partir das 16h, no palco Velia Coutinho, no a zona Norte do município.

No bazar, haverá venda de roupas, acessórios, brinquedos, livros e outros itens. Todo o dinheiro arrecadado será destinado para pagar dívidas e melhorar a estrutura física das entidades que acolhem animais.

Conforme o presidente da Gatuxí, Michael Milhomem, as instituição também recebem doações de objetos para serem vendidos no bazar até a sexta-feira (7). Interessados podem deixar as doações na clínica veterinária Emporium Animal, localizada na rua Coronel Mota, 661, no Centro da capital.

“Todo o dinheiro arrecadado vai ser destinado para o trabalho das ONGs. Para a melhoria da estrutura física e para pagar dívidas porque temos muitas dívidas de castração e outros procedimentos feitos em clínicas veterinárias”, disse.

A ArcaBV existe desde julho de 2014 e atualmente abriga 10 animais. Já a Gatuxí, foi fundada em dezembro de 2015 e hoje acolhe 29 animais.

Serviço:
Bazar beneficente
Onde: Palco Velia Coutinho, no Centro de Boa Vista
Quando: Sábado, dia 8
Informações: (95) 99167-6088 ou (95) 99126-4910

Fonte: G1

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Grupos de baleias jubarte escapam do risco de extinção

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Divulgação

A maioria das populações de baleias jubarte foi retirada da lista de espécies em risco de extinção, na qual haviam sido incluídas há quase meio século quando registravam um nível historicamente baixo devido à caça.

Este status, atribuído aos animais em risco, não se justifica mais para nove de quatorze populações destes cetáceos que existem no mundo, decidiu a Agência Americana Oceânica e Atmosférica (NOAA).

Contudo, quatro populações restantes são consideradas em perigo de desaparecer e uma foi reabilitada à lista dos animais ameaçados.
“Esta decisão marca um verdadeiro sucesso ecológico”, declarou em um comunicado, Eileen Sobeck, administradora adjunta do serviço de pesca do NOAA.

“As baleias, entre as quais estão as jubarte, têm um papel muito importante dentro de nosso sistema marinho”, acrescentou ao afirmar que ter seguido estas populações de maneira independente “permitiu à NOAA adaptar suas aproximações de proteção segundo as necessidades de cada uma delas”.

A caça comercial reduziu notoriamente o número de baleias jubarte, cuja população registrou seus níveis mais baixos na década de 1960.

Em 2015, a NOAA havia proposto retirar 10 das 14 populações da lista de espécies em risco e abrir um período de consulta pública antes de chegar a esta decisão.

Fonte: Estado de Minas

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Novo governo progressista é esperança na luta contra as touradas na Espanha

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/AFP
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Uma série de famosas touradas que ocorre neste mês em Madrid e em Pamplona, na Espanha, têm causado tensões entre os grupos defensores dos direitos animais e os defensores da crueldade, que lançaram o primeiro grupo para apoiar a prática.

Pelo menos 17 cidades e vilas espanholas reduziram o financiamento municipal para touradas e corridas de touro, e aprovaram medidas de censura ou proibição assim que o novo partido de esquerda “Podemos” conquistou seus primeiros assentos nas eleições locais e regionais um ano atrás, informa o The Bulletin.

Esses chamados “espetáculos” que envolvem o massacre e tortura de touros devem ser proibidos neste verão na ilha mediterrânea de Mallorca pelo Parlamento regional das Ilhas Baleares gerenciado por uma coligação que inclui o Podemos.

Reprodução/AFP
Reprodução/AFP

Há seis anos, Catalunha proibiu as touradas, mas estabeleceu que corridas e outros eventos que mostram os touros correndo enquanto seus chifres são incendiados ou estão afixados a fogos de artifício são patrimônios culturais.

Ativistas pelos direitos animais dizem que as lutas sangrentas estão entre as formas mais flagrantes de crueldade contra os animais em todo o mundo. Os touros são atingidos com lanças repetidamente e, finalmente, esfaqueados no coração.

Os toureiros são elogiados por matarem o touro com uma única facada, mas várias vezes os animais recebem golpes contínuos. Muitas vezes, os turistas estrangeiros que assistem às lutas ficam chocados com a crueldade.

“Agora que o cenário político mudou, há uma janela de oportunidade em nível local para promover o movimento anti-touradas”, diz Antonio Barroso, analista da empresa de consultoria de riscos políticos Teneo Intelligence.

Reprodução/Reuters
Reprodução/Reuters

Porém, a nova Fundação de Touros de Briga, composta por criadores de touros, trabalhadores da área, grupos de aficionados e de organizadores de lutas tem se empenhado para defender a manutenção desses ‘’espetáculos’’.

Com a ajuda de um proeminente escritório de advocacia de Madrid, o grupo já conseguiu arquivar cinco decisões contra as touradas feitas por quatro governos municipais do país e por uma administração provincial.

O grupo também entrou com acusações criminais em cinco municípios contra manifestantes pelos direitos animais que interrompem as touradas.

“Não se pode atacar as touradas gratuitamente. Com a fundação, isso vai ter consequências, o que antes não ocorria”, afirmou Juan Pedro Domecq, criador de animais e co-fundador do grupo.

Pablo Iglesias, líder do Podemos, disse que iria cortar o financiamento do governo para atrações que envolvam touros, mas não iria proibir as touradas. Nenhum dos líderes dos outros três principais partidos políticos da Espanha são contra as touradas.

A prefeita esquerdista de Madrid Manuela Carmena declarou que irá eliminar um subsídio anual de 61 mil euros anteriormente fornecido para a única escola de toureiros da cidade e ordenou que todas as divulgações sobre touradas e eventos semelhantes sejam retiradas do site de turismo da cidade.

“Nós não queremos privilégios, apenas não queremos ser discriminados.”, , afirmou o explorador de touros Victorino Martin.

As tradicionais touradas da Espanha foram consideradas parte do patrimônio cultural do país em uma lei aprovada em 2013. Com sorte, o novo cenário político progressista poderá contrapor essa decisão.

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Cenas que não podem acabar

Através do olhar de diversos cinegrafistas, estes belos registros da vida dos pinguins mostram a extraordinária convivência de grupos familiares em plena época de reprodução.

São imagens tocantes que expressam a sensibilidade desses animais com os seus filhotes, o amor, o cuidado e os ensinamentos repassados que garantirão a continuidade da espécie – mas, infelizmente, não depende só deles o sucesso para manter vivo este ciclo. Enquanto os seres humanos continuarem consumindo desordenadamente, sem responsabilidade com as suas ações e ignorando o aquecimento global, espécies como essas e colônias inteiras serão afetadas (como já estão sendo) de forma irreversível, desequilibrando o meio ambiente e levando milhões de animais a extinção.

Para que o futuro seja diferente, precisamos mudar nossa forma de pensar, de agir e criar a consciência do coletivo; entendermos que fazemos parte do planeta, mas que não somos donos de todos os seus recursos. Nossa forma de entender a vida precisa evoluir, assim como a própria vida evolui.

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União é mais duradoura entre elefantes com menos 'amigos'

Um estudo recente com elefantes asiáticos mostra que a estrutura social é complexa e o comportamento dos animais varia bastante.

Como parte da sua tese de doutorado na Universidade da Pensilvânia, Shermin de Silva e colegas acompanharam aproximadamente 300 fêmeas de elefantes que vivem no Parque Nacional Uda Walawe, no Sri Lanka, por cerca de dois anos.

Na comunidade de elefantes estudada, um grupo de cinco elefantes aparentou estar sempre junto, mas cerca de 16% dos elefantes mudaram completamente seus cinco companheiros principais durante o período de duração do estudo.

“Se pensarmos sobre isto, a quantidade de tempo para ser dedicada aos companheiros diminui conforme o número de amigos que ele tem”, explica Silva.

“Quanto menor o número de amigos, mais forte é a união com esses poucos”, completa.

Embora cada grupo possa ter até 16 membros, a maioria dos elefantes se agrupou em três.

Além disso, alguns mantiveram os mesmos companheiros por muito tempo e outros mudaram totalmente de parceiros.
“Há muitas variações individuais”, afirmou o pesquisador. “Cada elefante é livre para escolher seus próprios companheiros”, conta.

O motivo dos elefantes preferirem mudar de círculo social não está claro, diz ela, cujo estudo está na edição deste mês da revista “BMC Ecology”.

Fonte: Jornal Floripa

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