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Grilos são vendidos como animais domésticos na China

(Foto: Kim Kyung-hoon/Reuters)
(Foto: Kim Kyung-hoon/Reuters)

Grilos são vendidos como animais domésticos em um mercado de insetos em Pequim, na China.

É comum encontrar comerciantes vendendo os insetos, presos delicadamente em jaulas e cujo canto faz parte dos sons tradicionais da cidade.

A criação e venda de grilos continua sendo um negócio no gigante asiático, onde se calcula que cerca de dez milhões de pessoas criam e cultivam os insetos de julho a novembro.

Fonte: G1

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Britânico é advertido legalmente por soltar mil grilos em seu jardim

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Daniel Emlyn-Jones, de 40 anos, disse ter comprado os insetos online e decidiu soltá-los no seu jardim há pouco mais de um mês porque os ruídos dos grilos o faziam lembrar países do Mediterrâneo.

Emlyn-Jones, que trabalha como zelador em uma igreja e dá aulas particulares de matemática e ciência, disse que não acreditava que os insetos haviam provocado qualquer dano ou que representavam algum risco ambiental, já que têm uma expectativa de vida de apenas um ou dois meses.

Mas as autoridades locais não pensavam igual. “Isso pode parecer um ato inocente, mas a introdução de animais não normalmente residentes na população pode causar, na melhor das hipóteses, alterações na vida selvagem local”, disse Dean Kingham, do departamento ambiental da polícia local.

“Na pior das hipóteses, eles podem provocar danos ao espalhar doenças ou criar populações artificiais”, disse.

O habitat nativo da espécie de grilos solta no jardim são as regiões tropicais e subtropicais da Ásia, da África e da Europa. Os insetos produzem seu ruído peculiar ao esfregar suas asas externas.

Segundo o especialista James Hogan, curador do Museu de História Nacional da Universidade de Oxford, o problema de soltar espécies não nativas é que “você não sabe que efeito elas podem ter”.

“Elas podem carregar doenças”, disse ele ao jornal local The Oxford Times. “Essa espécie de grilos faz barulhos altos, mas tenho certeza de que o sr. Emlyn Jones poderia ter comprado CDs com sons de grilos em vez disso”, afirmou.

Fonte: BBC

Nota da Redação: É um absurdo que animais sejam vendidos, pela internet ou em lojas e feiras, como mercadorias, tendo suas vidas reduzidas a lucro e dinheiro.

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Grilos machos são 'gentis' com suas parceiras

Foto: Wikipedia/ Roberto Zanon

Os grilos campestres da Espanha fazem gentilezas com as fêmeas da mesma espécie, afirma um estudo de entomologistas britânicos publicado nesta quinta-feira no site da revista Current Biology.

Observações com câmeras revelaram que os grilos abrigam as fêmeas em suas tocas diante da ameaça de um predador, protegendo as parceiras do perigo.

Os pesquisadores, da Universidade de Exeter, analisaram mais de 200 mil horas de imagens gravadas durante duas temporadas de acasalamento do grilo campestre espanhol (Gryllus campestri).

“Muita gente pensa que a gentileza é um comportamento exclusivamente humano (…) de alguna forma relacionado à educação, à inteligência ou ao afeto”, observou Rolando Rodríguez Muñoz, da Universidade de Exeter, um dos autores do estudo.

“Mas demonstramos que até pequenos insetos machos, que não podem ser descritos como inteligentes e carinhosos, são gentis e protetores com sua fêmea”.

Estas observações revelam que atrás da gentileza pode haver outras motivações além da bondade e do refinamento.

Rodríguez Muñoz destacou que tal comportamento contraria o sugerido anteriormente por outros pesquisadores, que pensavam que os grilhos machos apenas tentavam ocultar as fêmeas em suas tocas para afastá-las dos concorrentes.

O novo estudo conclui que seu comportamento, muito além de ser violento, é na verdade de proteção, e os grilhos machos são recompensados porque passam mais tempo com as fêmeas, o que lhes permite procriar mais e ampliar sua linhagem.

“Realmente parece que os machos esperam que as fêmeas estejam protegidas do perigo” antes de entrar com ela na toca, disse Tom Trequenza, outro autor do estudo. “A proteção da fêmea parece ser a prioridade”.

Fonte: Terra

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Mamífero é filmado pela primeira vez estridulando

Trata-se de um mecanismo de comunicação utilizado por insetos, como os grilos, e também pelas víboras, que consiste em friccionar duas partes do corpo para produzir um som. O mamífero Hemicentetes semispinosus é o único da classe que apresneta este comportamento.

Os mamíferos de Madagáscar são únicos por terem tido uma evolução isolados. A família “Tenrecidae” cujos membros são vulgarmente conhecidos como “Tenrec” em inglês, constitui um bom exemplo por ser espécie endêmica na ilha, isto é, só podem ser encontrados em Madagáscar.

Entre os tenrecs, há uma espécie que se destaca por ser o único mamífero que utiliza um mecanismo de comunicação denominado “estridulação”.

O Hemicentetes semispinosus, tem uma morfologia peculiar, parecendo o resultado de um cruzamento entre um ouriço-cacheiro, pois têm o corpo coberto por cerdas, também denominadas espinhos – e um musaranho – possui um focinho alongado, alimentando-se de invertebrados.

O mamífero comunica normalmente através de estalidos que produz com a língua. Há quem defenda que os ultrassons assim produzidos, também permitem à espécie ter percepção do meio, através de ecolocação, como acontece com os morcegos e os golfinhos.

No entanto, nos anos 1960 descobriu-se que esta espécie também produz som fazendo roçar umas cerdas especiais das costas, i.e., estridula. O comportamento peculiar foi filmado pela primeira vez recentemente durante a  produção de um documentário da BBC sobre Madagáscar.

Fonte: Naturlink

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“Artista” mantém mais de mil grilos vivos colados em tela durante exposição na Espanha

Por Raquel Soldera (da Redação)

O presidente da Junta de Extremadura, uma comunidade autônoma da Espanha, Guillermo Fernández Vara, pediu nesta quinta-feira, 16, que o artista plástico Ismael Alabado e a sala de exposições Habana Espacio Libre, do município de Cáceres, retirem a polêmica “obra” que utiliza mais de mil grilos colados em uma tela.

A exposição “Zorba” foi denunciada por ecologistas de Extremadura,  já que qualquer manifestação envolvendo maus-tratos de animais ou que se utiliza deles para fazer algo supostamente artístico, foge de qualquer expressão cultural ou criativa.

O “artista” Ismael Alabado alega que se assegurou de que os grilos colados vivos na tela “não sofrem”, e que as pessoas apenas criticam “sem tentar ir além”.

Grilos foram colados em paredes (Foto: larazon.es)

O presidente de Extremadura, Guillermo Fernández Vara, disse que defende a liberdade de informação e de criação, mas que existem limitações, e, neste caso, o direito de criação do artista viola a proteção dos animais.

A Lei de Proteção Animal de Extremadura classifica como maus-tratos a manutenção de animais selvagens em cativeiro, e, para Guillermo Fernández Vara, é bastante claro que os grilos colados na parede são “animais selvagens em cativeiro, que não são capazes de fugir ou escapar, e são submetidos a maus-tratos, privados de alimento, colados na parede até que morram”.

Guillermo Fernández Vara (Foto: Extremadura El Día)

Guillermo Fernández Vara disse que, “pessoalmente, assim como a maioria das pessoas, evidentemente rejeita que se utilizem animais em uma criação artística, ainda mais se eles não podem se defender ou utilizar as possibilidades que tem para poder voar ou viver”.

Não bastasse todas as formas de exploração a que os animais são submetidos diariamente pelas mãos humanas, também são explorados para adornar “obras de arte” de um “artista” que apenas dissemina ainda mais a ideia de que animais são meros objetos.

Essa continuidade de exploração, servidão e descaso só terá fim quando cada indivíduo mudar seu comportamento em relação a qualquer atitude ou atividade que promova a falta de respeito aos animais.

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Jovens participam de competição cruel de lançamento de grilos com a boca, nos EUA

Por Fernanda Franco (da Redação)

Mais uma vez, o ser humano submete animais a um espetáculo de horror, sofrimento e maus-tratos. A vítima da vez agora foram os grilos.

Uma competição norte americana, realizada no estado de Wisconsin, consiste em lançar grilos com a boca. O vencedor dessa brincadeira estúpida é o participante que consegue lançar o animal mais longe.

Dawson Yurs durante sua participação no torneio (Foto: Reprodução/Milwaukee Journal Sentinel)
Jovem "cospe" animal congelado, durante torneio sádico (Foto: Reprodução/Milwaukee Journal Sentinel)

Segundos os organizadores da competição, os grilos foram doados congelados por uma loja de animais de estimação.

Com informações do Gazeta Web

Nota da Redação: Em mais uma evidência da estupidez e violência humanas, animais são vítimas de um sofrimento desnecessário, cruel e inadmissível. São criminosos: os participantes do tal torneio, os organizadores, o público que presencia, a mídia que reproduz o feito como algo engraçadinho, e a loja que capturou os pobres animais da natureza, os congelou e os entregou para o torneio. Entre tantas atividades interessantes a que os seres humanos podem se dedicar, sem prejudicar outros seres, uma força estranha parece ainda orientar o caráter de muitas pessoas para comportamentos gratuitamente violentos. Lamentável, deprimente!

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Cavernas poluídas ameaçam vida selvagem nos Estados Unidos

O rio Bluestone, que corre pela fronteira entre os Estados da Virgínia e Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos, há muito tempo tem sido fonte de água potável para as cidades próximas. Por isso as autoridades ambientais da Virgínia ficaram chocadas quando uma amostragem de rotina apresentou algo perturbador: as carpas do rio estavam lotadas de compostos industriais chamados bifenil policlorados, ou PCBs.

Procurando desvendar o mistério, eles seguiram rio acima até a entrada de uma caverna na área rural da Virgínia Ocidental. A água subterrânea dentro da caverna Beacon apresentava concentrações de PCB “astronomicamente altas”, observa Nick Schaer, geólogo do Departamento de Proteção Ambiental da Virgínia Ocidental, que ajudou a realizar a amostragem. “Obtivemos números muito mais altos que o limite seguro para a saúde.” O provável suspeito se encontra bem acima da caverna – uma usina elétrica há muito tempo abandonada.

A poluição da caverna Beacon é um exemplo claro do crescente problema da contaminação da superfície que tem poluído cavernas por todo o país, incluindo algumas localizadas em parques nacionais e florestas. “O problema é sério”, afirma Tom Aley, especialista em hidrologia subterrânea e presidente do Laboratório Ozark de Águas Subterrâneas, no sudoeste de Missouri.

“Quando as cavernas são ameaçadas, o perigo em geral vem de atividades da superfície”, observa David Culver, especialista em cavernas e biólogo da American University, em Washington, D.C. “As pessoas precisam estar cientes da existência de um ecossistema subterrâneo e que o que acontece na superfície gera um impacto real nesses ecossistemas únicos”.

O problema chama atenção porque quase um terço do suprimento de água potável nos Estados Unidos é formado por riachos e fontes que se originam em cavernas ou passam por elas. De certa forma, a poluição de cavernas é inevitável devido a rachaduras e fissuras na rocha que as cerca. O relevo cárstico, que inclui cavernas, dolinas e outras formações subterrâneas, é esculpido lentamente em pedra calcária pela água da chuva. Rachaduras nessa rocha permitem que qualquer coisa que seja jogada no solo viaje sem filtragem até o fundo. Essas formações cársticas são extensas, perfazendo quase um quarto do território continental dos Estados Unidos. “O problema é maior em áreas cársticas altamente desenvolvidas, onde existe uma grande quantidade de água da superfície passando”, observa William Elliott, biólogo de cavernas do Departamento de Conservação do Missouri, que estudou cavernas por toda a América do Norte.

Além da ameaça à água potável, cavernas poluídas também colocam em risco algumas das mais raras formas de vida selvagem da Terra. As 50 mil cavernas que, estima-se, existam nos Estados Unidos, abrigam cerca de 1.100 espécies de animais, plantas e insetos, e quase todos não sobreviveriam fora do ambiente das cavernas, afirma Culver. Troglóbios são animais cegos como peixes e insetos que passam a vida dentro das cavernas, desenvolvendo sentidos especiais que permitem sua sobrevivência em completa escuridão. Acrescentam-se a eles numerosas outras espécies, como morcegos, guaxinins, grilos-das-cavernas, salamandras, lagartos e cobras, que utilizam as cavernas como áreas temporárias para descanso ou reprodução e criação dos filhotes.

Muitas espécies das cavernas estão incluídas na lista de espécies em extinção do país, principalmente devido à qualidade insalubre da água.

A poluição generalizada das cavernas levou alguns especialistas a questionarem se a poluição não teve influência na síndrome do nariz branco – uma doença misteriosa que dizimou mais de um milhão de morcegos no nordeste dos Estados Unidos. David Blehert, microbiologista do Centro Nacional de Saúde da Vida Selvagem, da Pesquisa Geológica dos Estados Unidos, afirma que é improvável que a poluição tenha provocado a doença que está se alastrando pelas cavernas. Neste verão, entretanto, o Serviço da Pesca e Vida Silvestre começou a analisar tecidos dos morcegos para determinar se PCBs e outras substâncias químicas, particularmente as utilizadas em pesticidas, estão contribuindo com a doença. “Contaminantes provenientes da superfície poderiam estar exacerbando o problema” ao enfraquecer o sistema imunológico dos animais, comenta Anne Secord, especialista em contaminantes ambientais da Agência Federal de Vida Selvagem em Cortland, Nova York, que está chefiando o estudo. PCBs, por exemplo, são conhecidos por anular as células imunes dos animais. “Além disso, pesticidas comuns como a atrazina, que alguns estudos relacionam com alterações nos hormônios e vida selvagem feminina, há muito são encontrados em cavernas subterrâneas e nascentes.

Uma fonte comum de poluição das cavernas são os resíduos humanos. A mundialmente famosa caverna do Mamute, visitada por quase meio milhão de pessoas por ano, foi contaminada por esgoto de um hotel próximo. Salmonela, muito provavelmente proveniente de um sistema séptico defeituoso, também foi encontrada dentro da vizinha caverna da Coruja. O Serviço Nacional de Parques instalou uma estação de tratamento de esgoto regional no final dos anos 1990.

No Alasca, a água suja que escorria de operações madeireiras continha diesel e outros produtos derivados de petróleo que poluíram riachos em cavernas e corredores de salmão na Floresta Nacional Tongass, bem como fontes de água potável rio abaixo.

Em áreas rurais no nordeste de Oklahoma, a caverna Twin foi contaminada com 48 compostos, incluindo os inseticidas proibidos clordano e DDT. Suspeita-se que a causa seja o despejo ilegal de resíduos em uma colina próxima. “Não há preocupação com o que está fora de vista”, comenta Aley. “Há essa percepção de que vivemos em cima de um filtro infinito e o que se joga no solo vai de alguma forma ser limpo.”

Cavernas estão entre os ambientes menos protegidos do mundo, observa Penelope Boston, geomicrobiologista e diretora associada do Instituto de Pesquisa Espeleológica e Cárstica. Segundo ela, que também dirige o Programa de Estudos Espeleológicos e Cársticos do Instituto de Mineração e Tecnologia do Novo México, a saúde tanto das espécies das cavernas quanto da água subterrânea estão “intimamente” relacionadas. Ao contrário dos aquíferos de arenito, que se situam abaixo de grossas camadas de rocha e sedimentos que permitem a filtragem de poluentes, os aquíferos cársticos são particularmente vulneráveis à poluição da superfície por serem constituídos de rochas como calcário e gipsita, que criam uma “super-autoestrada” para regiões abaixo da superfície, explica Boston. “Eles são extremamente fáceis de poluir”, acrescenta.

Entretanto, a mesma absorção rápida que torna os aquíferos cársticos tão suscetíveis à poluição também pode ajudar a restaurá-los. Uma vez que a fonte tenha sido identificada e a poluição contida, as cavernas – e a vida dentro delas – se recuperará, observa Elliott, biólogo de cavernas do Departamento de Conservação de Missouri. Ele cita a caverna Hidden River, no Kentucky, uma atração turística popular que chegou a ser fechada em 1943 devido à poluição pelo esgoto municipal e resíduos de uma leiteria e uma indústria de cromagem. Em meados dos anos 1980 uma nova estação de tratamento de águas residuais foi construída e por volta de 1995 muitos animais que haviam desaparecido, como bagres-cegos e lagostins, retornaram para a seção antes extremamente poluída. “A caverna não fede mais e temos excursões novamente”, comenta Aley, o especialista em hidrologia subterrânea do Laboratório Ozark de Águas Subterrâneas. “Quando a água estava superpoluída não havia vida. Os bagres-cegos e lagostins tinham sumido. Agora ambos retornaram. Essa é uma história de sucesso.”

Esse é o desfecho que desejam aqueles que trabalham na recuperação da caverna Beacon, de seus riachos subterrâneos e dos canais que eles alimentam. Mas o problema, entretanto, permanece. A caverna da área rural da Virgínia Ocidental é popular entre os escaladores e valorizada por seu riacho subterrâneo bem como por seu lento redemoinho. Testes efetuados em julho na bacia do rio Bluestone pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) revelaram que as concentrações de PCB estão caindo, mas ainda excedem os padrões estaduais para a água. Schaer, o geólogo da Virgínia Ocidental, acredita que barris enterrados da usina elétrica há muito desativada podem ainda estar poluindo a caverna.

Michael Towle, coordenador local da EPA na caverna Beacon, concorda que pode ainda haver uma fonte de PCB no subsolo, “talvez na própria caverna”. Mas ele observa que por ser uma bacia hidrográfica muito grande e complexa, achar a fonte de poluição não será fácil. “Muita coisa está enterrada há muito tempo, já encoberta e perdida na memória das pessoas, portanto pode ser que permaneça escondida para sempre”, conclui.

Fonte: Gazeta Web

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