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Hospital Veterinário devolve três grifos ao seu habitat natural após tratamento

O Hospital Veterinário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (HVUTAD) devolveu ontem três grifos (Gyps fulvus) ao seu meio natural, após um período de cerca de ano e meio de tratamento.

“As aves foram libertadas após um período de tratamento, já que apresentavam sintomas de subnutrição e outras patologias. Verificamos que se encontravam aptas para se alimentarem e continuar a viver no seu meio natural sem precauções”, disse o veterinário da HVUTAD, Luís Silva.

Foto: Divulgação/ Ingrid Taylar/ Wikipedia

As aves adultas foram encontradas doentes em localidades dos concelhos de Mogadouro, Macedo de Cavaleiros e Lamego, e entregues por agentes do SEPNA da GNR ao hospital, sendo ali submetidas a um longo processo de tratamento médico, culminando numa fisioterapia intensa no túnel de voo octogonal, “estrutura única em nível nacional” e que permite uma melhor preparação física das aves em recuperação.

“O túnel de voo octogonal permite que as aves voem durante o tempo de internamento e desenvolvam a suas aptidões naturais, para assim serem incentivadas a voar no seu novo habitat após o período de tratamento”, explicou o veterinário.

Os grifos foram libertados no miradouro do Penedo Durão, junto a Poiares, no concelho de Freixo de Espada à Cinta e depressa se ambientaram ao novo espaço, já que em poucos segundos abandonaram as caixas em que vieram acondicionados desde o HVUTAD até à nova casa. “Esta atitude desta espécie de aves é comum quando as mesma têm as asas secas e apresentam massa muscular suficiente e, após um período de treino, iniciam desde logo a sua aptidão para voo, aproveitando as correntes térmicas”, acrescentou um dos técnicos.

O calor e uma viagem de três horas fizeram com que as aves de asas com uma envergadura significativa “aguentassem” no seu ritmo de voo planado durante várias horas sem tocarem o solo.

O HVUTAD já cuidou nestes últimos três anos cerca de 1600 animais de raças autóctonas que foram devolvidos ao seu meio ambiente natural ou deslocados para centros de interpretação da avifauna. “Tiros, quedas do ninho ou embates com viaturas são comuns e estão na origem das principais causas de ferimentos nestas espécies”, concluiu Luís Silva.

Fonte: Público

 

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Centro de reabilitação liberta hoje dez abutres em Portugal

O RIAS – Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens, sedeado na Quinta de Marim, em plena Ria Formosa, vai libertar hoje, quarta-feira, 26, dez grifos (abutres) na serra de Alcaria Ruiva, no concelho de Mértola.

Estas aves foram recolhidas por equipas SEPNA da GNR e por vigilantes da natureza das áreas protegidas, por se apresentarem debilitadas e desnutridas, depois de terem sido encontradas por particulares em Tavira, Loulé, Vila Real de Santo António, Castro Marim, Faro, Aljezur e Moura.

Encaminhadas para o RIAS, ali sofreram um processo de recuperação que consistiu em alimentação e hidratação, contato com aves da mesma espécie e treinos de voo (no túnel de voo deste centro), encontrando-se agora “aptas para ser devolvidas ao seu habitat natural, num local adequado à espécie”.

Estes animais serão devolvidos à natureza devidamente identificados com marcadores alares, próprios para esta espécie. “Caso estes animais sejam observados no campo após a devolução, estas marcas permitem facilmente um reconhecimento individual”, explica o centro.

Esta ação será desenvolvida também em colaboração com o Parque Natural do Vale do Guadiana (ICNB), e contará com o apoio logístico da Câmara Municipal de Tavira, que providenciará o transporte dos animais.

O RIAS tem como principal função “receber e proceder ao tratamento de animais selvagens autóctones feridos ou debilitados e, sempre que possível, devolvê-los ao seu habitat natural”.

Fonte: Diárionline

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Centro de recepção e recolhimento de animais selvagens em Portugal inaugura novo setor

Um túnel de voo octogonal, com um pequeno hospital incorporado, é o espaço de tratamento inovador do Centro de Recepção e Acolhimento de Animais Selvagens (CRATAS) da Universidade de Vila Real. Entre grifos, cegonhas, açores, corvos, corujas e até mesmo uma raposa, ao todo são 30 os animais selvagens em recuperação. O diretor do serviço de animais selvagens e exóticos do Hospital Veterinário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (HV UTAD), Filipe Silva, informou que o CRATAS é constituído por três estruturas. A ‘grande inovação’ é o edifício octogonal, que possui um pequeno hospital para tratamento de animais selvagens.

“Foi uma ideia genial do arquiteto de incorporar o hospital no túnel de voo. É uma estrutura única na Península Ibérica”, afirmou o responsável à Agência Lusa.

Apesar de estar integrado e funcionar com as verbas do HV UTAD, o CRATAS possui instalações autônomas. Filipe Silva explicou que o edifício octogonal conjuga um túnel onde as aves selvagens podem voar ininterruptamente, sem encontrar obstáculos, e um conjunto de salas de cuidados continuados, de tratamento e de internamento, com um equipamento de Raio-X.

Além do octógono, o centro possui ainda um outro túnel de voo horizontal, com seis metros de altura e 25 de cumprimento, e 11 salas de “muda” – espaço intermédio de tratamento antes dos animais poderem ir para os túneis de voo.

O responsável explicou que, neste momento, cerca de 30 animais selvagens encontram-se em recuperação no CRATAS, desde grifos, cegonhas, açores, corvos, corujas, uma ojca (falcão que possui apenas 18 centímetros) e até mesmo uma raposa. Mas aqui também se encontram espécies raras em Portugal como o abutre negro – a maior ave de rapina que existe em Portugal, encontrada no chão sem ter conseguido completar a migração. Nas instalações está ainda um falcão peregrino que foi atingido com um tiro na área de Mirandela.

A maioria dos animais chega ao centro da UTAD no decorrer da época de caça e os ferimentos estão na maior parte dos casos relacionados com a ação humana, como tiros, atropelamentos ou má manutenção em cativeiro. Mas, segundo Roberto Sargo, os choques em consequência do contato com a rede elétrica também é causa dos ferimentos nos animais, sendo que três aves encontram-se em tratamento por este motivo.

Nos últimos dois anos, o CRATAS tratou 410 animais, sendo 90% aves, provenientes do Norte e Centro do país. De acordo com Roberto Sargo, dos animais tratados, cerca de 70/ são devolvidos à natureza.

Para garantir o máximo de sossego do centro, será criado um espaço de recuperação para corços, havendo já uma mata com a vegetação necessária para manter o animal escondido.

Fonte: Universia

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