Golfinhos explorados por militares (Foto: GettyImages/iStock)
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Ucrânia diz que golfinhos explorados por militares morreram após ‘greve de fome’

A Ucrânia tem um programa militar secreto que explora golfinhos para realizar tarefas militares. E, após captura desses animais pela Rússia, um representante ucraniano alegou que os mamíferos teriam morrido após uma ‘greve de fome’ que teriam feito em respeito à Ucrânia. O absurdo gerou repercussão na mídia internacional.

A Ucrânia tem um ‘exército de golfinhos’ no seu centro militar da Crimeia, e os animais são treinados e colocados em situações arriscadas de combate militar.

Golfinhos explorados por militares (Foto: GettyImages/iStock)
Golfinho explorado por militares (Foto: GettyImages/iStock)

Após uma anexação russa da Crimeia em 2014, os animais marinhos foram capturados. A Ucrânia exigiu seu retorno, mas as forças russas se recusaram. Alguns acreditavam que os russos estavam planejando retreinar os golfinhos como soldados russos.

Uma fonte disse à agência de notícias estatal russa RIA Novosti que os engenheiros estão “desenvolvendo novas tecnologias de aquário para novos programas que usem espécies marinhas de forma mais eficiente debaixo d’água”.

Quatro anos depois, parece que pouco veio desses supostos planos russos e a maioria dos golfinhos morreu. Um dos representantes ucranianos na Crimeia, Borys Babin, comentou que os animais morreram “de forma patriótica e nacionalista”, recusando-se a seguir ordens ou comer alimentos fornecidos pelos “invasores russos”, ou seja, os animais teriam morrido em decorrências de uma greve de fome.

Exploração perigosa 

Os golfinhos foram cruelmente treinados para realizar missões marinhas de alta periculosidade, e já foram até obrigados a plantar bombas em navios e atacar mergulhadores com armas amarradas à cabeça.

As forças armadas ucranianas vinham desenvolvendo a unidade secreta baseada em Sevastapol, na Península da Crimeia, desde os anos 1970, informa a Newsweek.

Após a alegação de Borys Babin de que os golfinhos teriam morrido por se recusar serem treinados ou alimentados por russos, o deputado russo Dmitry Belik afirmou que todos os golfinhos de combate que serviram nas forças navais da Ucrânia foram vendidos a entidades comerciais ou morreram de causas naturais.

(Foto: US Navy)

“Não se pode falar sobre qualquer patriotismo ucraniano com relação aos golfinhos de combate porque, sob a Ucrânia, os golfinhos das forças especiais … estavam envolvidos inteiramente em atividades comerciais, e não em operações submarinas”, disse Dmitry em comunicado.

De acordo com o The Guardian, o centro militar que explora golfinhos na Crimeia é apenas um de dois existentes no mundo – o outro local que mantém animais em cativeiro para treinamentos militares cruéis é San Diego, nos EUA.

Nota da redação: a exploração de animais marinhos para fins comerciais, militares ou entretenimento é prática cruel, que aprisiona, maltrata, adoece e coloca em situações de risco inúmeras vidas marinhas, todos os anos e em todos os lugares do mundo. Treinar golfinhos para missões de alta periculosidade, além de aprisioná-los em vida cativa, é atitude desumana, cruel e desnecessária. Toda e qualquer prática de aprisionamento, abuso, maus-tratos e exploração animal deve ser abominada e denunciada.

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Piora o estado de saúde da ativista que está em greve de fome contra o sacrifício de animais

Por Danielle Bohnen (da Redação)

A prefeitura se mostra preocupada pelo estado de saúde da ativista, embora o processo administrativo irá demorar “mais tempo”. Dia 12 de maio serão aplicados critérios para proteção animal em Getafe

Foto: Blog Beatriz Mechén

A ativista pelos direitos animais, Beatriz Menchén, está em greve de fome desde o dia 26 de abril, conforme publicado pela ANDA, e sua saúde começa a piorar, conforme informa a Federação de Protetoras de Animais de Madrid (FAPAM).

A federação assinala que há alterações em seus níveis hepáticos e renais, o que “preocupa tanto o mundo animalista quanto a sua família”.

“A maioria dos cidadãos de Getafe e os milhões de cidadãos de toda a Espanha, apóiam a Beatriz, reivindicando à prefeitura de Getafe e às outras administrações uma mudança de leis que coloquem fim ao contínuo extermínio de animais abandonados nas perreras* espanholas e alcançar a aplicação de uma política de sacrifício zero”, afirma a FAPAM.

De acordo com a federação, o movimento social está sendo tão importante que as reivindicações ultrapassaram fronteiras e estão chegando muitas mensagens de apoio à Beatriz de todo o mundo.

“Nessa semana chegaram 15 alemães de várias associações de proteção animal para dar o seu apoio e conversar com a prefeitura, mas não foram bem recebidos. O prefeito, Pedro Castro, não falou com eles e foram recebidos pela chefe de Meio Ambiente, Juana de Pablos, que apenas lhes disse em um tom irritado que eles não deveriam estar ali”

Segundo o jornal La Vanguardia, as negociações estão sendo levadas a cabo por três membros da FAPAM e uma advogada.

“Durante os primeiros dias poderíamos dizer que havia boa disposição por parte da administração, mas na última reunião percebemos uma mudança radical e a prefeitura voltou a trás em suas promessas”, afirma Cubillo.

Em relação ao estado de saúde da ativista, Cubillo se mostra “muito preocupada, já que trata-se de uma pessoa que, com todo seu coração, leva a vida lutando para salvar a vida de animais abandonados em Getafe há mais de 14 anos e que, injustamente, foi substituída pela empresa privada Vetmovil que sacrifica os animais”, conta Matilde Cubillo, presidente da FAPAM.

No dia 3 de maio, a prefeitura autorizou os membros da FAPAM a realizarem um visita ao canil municipal acompanhados por Juana de Pablos, um membro da prefeitura e policiais.

Processo levará “mais tempo”

O vereador de Meio Ambiente da Prefeitura de Getafe, Ángel Bustos, também se mostra preocupado pela saúde da ativista, mas afirma que o processo administrativo para atuar de acordo com o contrato vigente no que se refere às sanções, será realizado com “mais tempo”.

“O processo administrativo não se modifica com um greve de fome. Se quiser fazer uma rescisão de contrato é um procedimento que se realiza com ‘mais tempo’”, afirma Bustos em declaração para a Europa Press.

Bustos diz ainda que qualquer sacrifício que o canil tenha que realizar, deverá informa à prefeitura e realizar o procedimento sob a supervisão de veterinários e só se realizarão em “casos extremos”. “Em nenhum momento temos a intenção de sacrificar animais sem necessidade”.

A prefeitura de Getafe irá aprovar na quinta-feira, dia 12 de maio, a incorporação dos critéarios de proteção animal indicados pela FAPAM nas reuniões. A finalidade é iniciar os trabalhos e estudos prévios para ser estruturado um termo de condições para a gestão do Centro de Proteção Animal mediante a concessão de serviço público.

* Como são conhecidos vulgarmente os canis municipais nos países de língua espanhola

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Ativista faz greve de fome pelo fim dos sacrifícios nos canis municipais

Por Danielle Bohnen (da Redação)

“Olá a todos! Eu sou Beatriz Manchén. Levo 17 anos salvando animais abandonados e 14 gerindo a perrera* de Getafe, na Espanha. Há um ano, a prefeitura tirou minha equipe da gestão para oferecê-la a Vetmovil. Em apenas 6 meses, com 33% a mais no salário, foram sacrificados 66,66% dos animais abrigados. Não posso viver com a ideia de que todos esses animais poderiam estar vivos se nossa política de proteção tivesse continuado, Por isso, exijo seu restabelecimento”.

Essas são as primeiras palavras com as quais Menchén começa o seu blog, por meio do qual registra o dia a dia de seu protesto.

Foto: Blog Beatriz Menchén

De acordo com o jornal PrensAnimalista, Menchén entrou na gestão de um canil na Espanha em 1995, na época, todos os animais eram sacrificados. Três anos depois, ela entrou para a administração e a partir de então tudo mudou. Há 14 anos desde esse dia, foram dados em adoção 3.166 cães e gatos, apenas 52 animais foram sacrificados por razões de saúde, o que equivale a 1,39% do total. Mesmo assim, a empresa Vetmovil, que atualmente administra o canil de Getafe, em apenas seis meses sacrificou 66% dos animais. Com esses dados em mãos, Beatriz iniciou sua greve de fome no dia 26 de abril, dentro de um furgão em frente ao canil.

“Que busco com essa greve?”, ela comenta em seu blog, “que o projeto de proteção animal seja recuperado na perrera de Getafe e que se acabe de uma vez os sacrifícios em todas as perreras espanholas”.

Para acompanhar a greve da ativista, basta acessar seu Blog Beatriz Menchén.

* Como são vulgarmente chamados os canis municipais nos países de idioma espanhol

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Escritor faz greve de fome em protesto à construção de tanque que confinará golfinhos e outros animais

Vahram Tatikyan, um escritor e publicitário conhecido por defender os animais e o ambiente, diz que irá começar uma greve de fome como forma de protesto à construção de um tanque que irá confinar golfinhos e outros animais marinhos em Yerevan, Armênia.

Segundo informações do jornal Armenia Now, o projeto da construção foi iniciado por uma organização ucraniana, a Nerum, e agora está começando as obras em um terreno alugado pela Yerevan Municipality em Komitas Park, perto do Pantheon. Defensores dos direitos animais e ambientalistas estão se opondo à construção e, como eles, Tatikyan também acredita que golfinhos e outros animais marinhos não irão sobreviver no clima quente da Armênia. Ele acrescenta que uma construção dessa perto do Pantheon, onde famosos do país estão enterrados, irá “destruir a aura espiritual do lugar”.

“Você pode imaginar um tanque de golfinho sendo construído ao lado da igreja Etchmiadzin?”, pergunta Tatikyan, se referindo à Santa Sé da Igreja Apostólica da Armênia. Para ele, construir um tanque de confinamentos ao lado do Pantheon é “pervertido”.

As obras se iniciaram em Agosto e 80% do projeto está completo. Caso seja terminado na íntegra, o tanque – de cinco metros de profundidade e 18 de raio – será a prisão de quatro golfinhos, um leão marinho e duas focas. O complexo terá capacidade para acomodar 900 visitantes.

Por muitos anos, o Komitas Park tem sido negligenciado e muitos aprovaram o projeto. Em resposta às preocupações com os animais e o ambiente, o governo de Yerevan diz que a nova “atração” será separada do resto do Pantheon por cercas, e os animais receberão água parecida com a água do mar em sua composição. Segundo um representante da compania ucraniana, o tanque estará pronto para uso em cerca de um mês.

Tatikyan diz que irá começar a greve perto do local das obras em 20 de outubro. ELe diz também que irá ficar mudo por três dias para conservar energia e está determinado a persistir no protesto até que a estrutura seja derrubada.

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Ativistas fazem homenagem a Barry Horne, abolicionista que libertou centenas de animais

Por Karina Ramos (da Redação)

Barry Horne foi um abolicionista pela causa animal que morreu em uma prisão no Reino Unido no dia 5 de novembro de 2001. Ele havia sido condenado a 18 anos de detenção por promover uma campanha de sabotagem econômica e incendiar empresas que estavam envolvidas com a vivissecção e comércio de peles e couro animal. Suas ações foram tomadas em nome da Frente de Libertação Animal (ALF) e da Milícia de Direitos Animais (ARM) e ocorreram em Bristol e na Ilha de Wight.

Foto de Barry Horne no hospital
Foto de Barry Horne no hospital

Na prisão, ele fez várias greves de fome para protestar contra o apoio do governo às indústrias vivisseccionistas e a quebra das promessas pré-eleitorais em relação à experimentação animal. A terceira das greves de fome que fez durou 68 dias e Barry nunca mais se recuperou dela. Esse protesto gerou uma publicidade mundial e começou uma enorme ascensão das atividades de libertação animal. Esses efeitos são sentidos até hoje, 8 anos após sua morte.

Sua memória é trazida à tona no mês de novembro, por ter sido uma inspiração ao movimento pela libertação animal. As ações deste ano foram dedicadas a Barry, assim como ao fato de que ativistas da ALF na Espanha devolveram dezenas de cervos à liberdade, 17 coelhos foram libertados de uma universidade no Uruguai, 4 carneiros foram resgatados de uma fazenda pelo Time Aberto de Resgate da Igualdade Animal na Espanha e a pintura em vermelho da loja de peles e couros MAX & Co, esta última realizada pela ALF da Itália e do Chile. A ALF mexicana também resgatou 4 patos e 2 galinhas de uma granja e perturbou as atividades do laboratório Novartis na capital com uma bomba inofensiva. Também houve um protesto em memória de Barry em Occold (Suffolk).

Barry e outro ativista, após salvarem 82 beagles e 26 coelhos da Harlan Interfauna, em 1990
Barry e outro ativista, após salvarem 82 beagles e 26 coelhos da Harlan Interfauna, em 1990
Protesto em memória de Barry, em Suffolk, no mês de novembro
Protesto em memória de Barry, em Suffolk, no mês de novembro
Resgate de 4 ovelhas, dedicado a Barry
Resgate de 4 ovelhas, dedicado a Barry
Sabotagem em empresa de peles no Chile, em novembro
Sabotagem em empresa de peles no Chile, em novembro
Patos e galinhas resgatados pela ALF, em memória de Barry, no México
Patos e galinhas resgatados pela ALF, em memória de Barry, no México

Fonte: Animal Concerns

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