Bisões em floresta
Notícias

Bisões são sentenciados à morte no Grand Canyon

Bisões em floresta
Foto: Associated Press

Alguns bisões seriam enviados para fora da área e outros caçados legalmente na floresta. Dentro do Grand Canyon, os atiradores seriam selecionados por meio de uma loteria para que o número de animais que vivem no extremo Norte do parque não ultrapasse mais de 200 em três a cinco anos.

Cerca de 600 dos animais vivem na região e biólogos dizem que a população de bisões pode ter 1500 indivíduos em 10 anos caso não seja controlada.

O Grand Canyon tem usado como modelo parques nacionais no Colorado, em Dakota e em Wyoming que procuraram atiradores para reduzir populações de alces. O Park Service já deu sua aprovação final ao plano de diminuições de bisões.

Sandy Bahr, do Sierra Club, espera que o Grand Canyon se concentre principalmente na remoção não letal. Os bisões da região são descendentes daqueles que foram introduzidos no Norte do Arizona no início dos anos 1900 como parte de uma operação da pecuária para que os animais se reproduzissem com bois e vacas.

Nos últimos anos, eles vivem dentro dos limites do Grand Canyon onde a caça aberta é proibida. Funcionários do parque argumentam que os animais pisam na vegetação e prejudicam os recursos hídricos.

O plano autorizaria que os voluntários trabalhassem em conjunto com um funcionário do Park Service para atirar nos bisões usando munições sem chumbo sob a alegação de proteger os condores da Califórnia ameaçados.

Os caçadores não podem matar mais de um bisão durante a caçada do estado, revelou o Daily Mail.

O Grand Canyon está trabalhando com as autoridades estatais da vida selvagem e o Intertribal Buffalo Council para elaborar as regras para as perseguições e os atiradores voluntários, disse o porta-voz do parque Jeff Olson.

A caça seria feita a pé em elevações de oito mil pés ou mais entre Outubro e Maio, quando a estrada que leva ao North Rim do Grand Canyon é fechada. Motos de neve e trenós seriam utilizados para remover a carne dos animais, além do uso raro de helicópteros, disseram funcionários do parque.

Carl Lutch, o gerente da vida selvagem terrestre de Pesca e Jogos em Flagstaff, disse que alguns modelos exigem que os voluntários sejam capazes de caminhar quase 13 quilômetros diariamente, levando um pacote de 60 libras. Planeja-se dar cabeça e a pele dos animais mortos a tribos ou a agências federais e estaduais.

Lutch informou que outra possibilidade é dividir a carne dos bisões exterminados entre os voluntários.

Em 2010, o Theodore Roosevelt National Park, em Dakota do Norte, usou voluntários para diminuir o número de alces, selecionando 240 pessoas de milhares de candidatos, informou a porta-voz do parque, Eileen Andes. Alguns desistiram antes que a semana acabasse, acrescentou.

​Read More
Cavalos usados como carga no Grand Canyon
Destaques, Notícias

Cavalos famintos e explorados pelo turismo são abandonados para morrer no Grand Canyon

Um dos lugares mais belos do mundo tem chamado a atenção não apenas pela paisagem, mas por sua longa história de abuso animal.

O Havasu Canyon, na ponta do Grand Canyon (EUA), é acessível a pé, de helicóptero e, infelizmente, pelas costas de animais.

Cavalos usados como carga no Grand Canyon
Foto: Reprodução, Las Vegas Now

Cavalos, burros e jumentos têm suportado um sofrimento inimaginável, que têm sido escondido e ignorado pela maioria das centenas de visitantes que chegam diariamente ao local.

Essa realidade terrível tem sido finalmente exposta. Quase tudo o que entra ou sai do Canyon é transportado nas costas de animais usados como carga – cavalos, burros e jumentos, muitos dos quais morrem precocemente depois de enfrentarem a dor, os abusos e a fome.

Diariamente, a estrada que conduz ao Canyon fica repleta de carros. Trezentos ou mais turistas pagam uma taxa para a tribo Havasupai para realizar a caminhada de quase 20 quilômetros em direção às cachoeiras.

Algumas pessoas carregam seu próprio equipamento de acampamento, o bastante para permanecerem por alguns dias na parte inferior, chamada Supai, onde os membros tribais viveram por mil anos, segundo o Las Vegas Now.

Muitos visitantes exploram os animais para transportar barracas, e outros itens pelo terreno íngreme. Durante pelo menos 50 anos, ou mais, os animais abusados foram o segredo obscuro dos Havasupai.

“Eles estão ganhando milhões com as costas de cavalos ensanguentados como um esqueleto. Aquele lugar é um campo de extermínio para cavalos. Literalmente”, disse Susan Ash.

Durante anos, Ash ouviu histórias horríveis sobre cavalos e burros em Havasupai. Ela criou a organização SAVE que despertou revolta dos caminhantes que exploram os animais.

O problema mais óbvio é que muitos dos animais usados como cargas estão severamente desnutridos.

Alguns visitantes não parecem notar isso ou então simplesmente ignoram. Já outros publicaram na internet o que descrevem como fotos e vídeos horríveis.

“Eles são deixados no alto da colina por horas a fio. Soube que, às vezes, são deixados ali por dias, amarrados fortemente e não podem mover seus pescoços. As temperaturas no verão frequentemente excedem 40 graus, não há ou água”, disse Ash.

Mais de 300 turistas fazem a trilha e exploram animais na região
Foto: Reprodução, Las Vegas Now

Uma foto postada em 2016 mostra uma situação que não é incomum para os animais: um cavalo tão desnutrido e sobrecarregado pelas viagens no Canyon que sua pele tinha sido ferida até o osso.

Diversos cavalos e burros foram documentados com feridas abertas, ossos quebrados, que ficam escondidos dos turistas debaixo de cobertores e selas.

Há água e comida ao longo da trilha, mas os animais não são autorizados a parar durante as caminhadas de 16 quilômetros.

“Se você for até lá, verá os esqueletos de animais mortos, os cadáveres constantemente ao lado da trilha”, apontou Ash.

“Reunimos imagens em um relatório fornecidas por testemunhas oculares que viram animais caídos na trilha e que foram deixados para morrer e ser comidos por cães selvagens”, disse Ash.

A tribo Havasupai é uma nação soberana, de modo que as agências que podem intervir para proteger contra o abuso de animais têm, em grande parte, ignorado esse absurdo.

Há um ano, ocorreram algumas mudanças por causa da pressão de Susan Ash e outros ativistas e agentes federais intervieram. Um membro da tribo enfrentou acusações criminais e seus animais foram resgatados. Desde então, a tribo alega ter tomado medidas para acabar com o abuso de animais.

​Read More
Notícias

Internautas se mobilizam para achar homem que chutou esquilo do alto do Grand Canyon

Foto: Reprodução/Youtube
Foto: Reprodução/Youtube

Parece montagem (de mau gosto), mas aconteceu de verdade: nos EUA, dois turistas que visitavam o Parque Nacional do Grand Canyon tiveram a ideia de fazer trilha de comida para atrair um esquilo até a beira do precipício e chutá-lo abismo abaixo para “se divertir”.

A crueldade foi registrada por um terceiro turista, Jonathan Hildebrand, que também estava no local, mas afirma não conhecer os moços. Segundo ele, ao parar para fotografar a paisagem, avistou os dois homens, que chamavam a atenção por estarem vestindo apenas cuecas e chapéus de cowboy. Hildebrand achou a situação engraçada e decidiu filmar para mostrar aos amigos. “Pensei que iam apenas alimentar o esquilo. Quando percebi do que se tratava, já era tarde demais”, disse ao jornal NY Daily News.

Chocado, ele postou o vídeo no YouTube para tentar achar pistas dos criminosos. A única informação que tem é que eles falavam francês na hora da “brincadeira”. A gravação viralizou nas redes sociais e indignou milhares de internautas, mas foi rapidamente tirada do ar pelo YouTube, que tem políticas que proíbem a postagem de vídeos que retratam abusos a animais.

Agora, o Serviço de Parques Nacionais dos EUA diz estar investigando o caso, mas considera “escassas” as chances de encontrar os culpados. Menos conformista, o grupo internacional de defesa aos animais PETA decidiu recrutar os internautas para tentar solucionar o crime. A organização está oferecendo US$15 mil a quem der informações que levem à detenção do turista – nos EUA, agredir fauna silvestre é crime federal e pode render seis meses de prisão –, mas por enquanto nada. Será que essa história vai ficar impune?

Fonte: Brasil Post

​Read More