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Estudo revela que os gatos estão mais gordos agora que no passado

Foto: Getty Images/Stockphoto
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A popularidade de gatos “gorduchos e fofinhos” nas mídias sociais apontam para um fenômeno confirmado por um novo estudo que comprova que os companheiros felinos de tantos humanos, estão de fato, mais gordos agora do que no passado.

No que foi considerado como o primeiro estudo em grande escala sobre a mudança de peso dos gatos ao longo do tempo, os pesquisadores descobriram que o peso médio dos gatos castrados, esterilizados e adultos nos últimos anos permaneceu mais alto do que há 20 anos.

Os gatos continuam a acumular os quilos a mais na idade adulta, revelam as descobertas da equipe, com os números subindo em média até os oito anos de idade.

“Como seres humanos, sabemos que precisamos nos esforçar para manter um peso saudável, mas para os gatos, não há uma definição clara do que é isso”, diz a professora Theresa Bernardo, da Universidade de Guelph.

“Nós simplesmente não tínhamos os dados. Estabelecer o padrão de pesos de gatos ao longo de suas vidas nos fornece importantes pistas sobre sua saúde”.

Foto: Getty Images/Stockphoto
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No novo estudo publicado no Journal of American Veterinary Medical Association, pesquisadores da University Veterinary College de Ontário analisaram 54 milhões de medições de peso de um total de 19 milhões de gatos.

Isso revelou diferenças que variam conforme o sexo, raça e status de esterilização.

Os gatos machos, por exemplo, tendem a pesar mais do que os gatos fêmeas, e os gatos castrados e esterilizados são geralmente mais pesados do que os seus homólogos inalterados.

Para a maioria dos gatos domésticos, os pesquisadores descobriram picos de peso em cerca de oito anos. Este ponto se alinha com o início da meia-idade, a equipe observa, significando que certos riscos para a saúde devem ser considerados.

“Nós temos preocupações com a obesidade na meia-idade, porque sabemos que isso pode levar a doenças em gatos, como diabetes, doenças cardíacas, osteoartrite e câncer”, disse o principal autor do estudo, Adam Campigotto.

Foto: Getty Images/Stockphoto
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“Agora que temos esses dados, podemos ver que os pesos dos gatos tendem a seguir uma curva. Ainda não sabemos a trajetória de peso ideal, mas é pelo menos um ponto de partida para começarmos mais estudos”.

Segundo os pesquisadores, o peso médio dos gatos de oito anos parece ter aumentado entre 1995 e 2005, e estabilizou nos dez anos subsequentes.

Existem alguns desafios relacionados aos dados, no entanto.

Mais da metade dos gatos do grupo de estudo (52%) tinha apenas uma medição de peso corporal no arquivo, sugerindo que os tutores não estão trazendo seus animais omésticos para check-ups regulares ou trocaram de veterinário.

Mas a equipe observa também, que as flutuações no peso de um gato podem ser um importante indicador de um problema de saúde subjacente.

“Os gatos tendem a ser ignorados porque escondem seus problemas de saúde e não vêem um veterinário com tanta frequência quanto os cães”, disse Bernardo.

“Então, um dos nossos objetivos é entender isso para que possamos ver se há intervenções que possam proporcionar mais anos de vida saudável aos gatos”.

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Obesidade: 40% dos cães em Portugal estão com sobrepeso

Foto: sem crédito

Os animais domésticos estão ficando obesos e acompanhando a tendência dos tutores. De acordo com um estudo da Associação americana para a Prevenção da Obesidade nos Animais, entre 2007 e 2009, o número de cães obesos aumentou 2%, enquanto o número de gatos com peso a mais, cresceu 5%. Uma tendência que também se verifica em Portugal.

Embora em Portugal não existam dados sobre a percentagem de animais obesos, estima-se que cerca de 40% dos cães e 30% dos gatos observados por médicos veterinários apresentam excesso de peso ou são obesos. A incidência da obesidade aumenta com a idade (entre os 5 e os 12 anos) e é mais frequente em animais esterilizados.

De acordo com a Associação para a Prevenção da Obesidade nos Animais, “a alimentação industrializada é preparada para responder às necessidades nutricionais do animal de forma a contribuir para a sua saúde e longevidade. Por isso, é um erro quando exageram nos petiscos e lhes dão da nossa comida.”

“Cada animal tem necessidades alimentares específicas, que diferem entre raças e idade, e que devem ser saciadas através de opções nutricionais mais saudáveis e que se adequam ao perfil, raça e idade do animal, como é o caso da alimentação industrial”, continua o estudo.

Fonte: Ionline

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