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Relatório aponta que a pandemia aumentou o interesse pelo veganismo

Reprodução: Pixabay

A crise da Covid-19 afetou o mundo e inclusive os hábitos alimentares da população, é o que mostra informações coletadas pela plataforma Google Trends, administrada pelo Chef’s Pencil – estabelecimento gastronômico – para classificar os países e cidades mais adeptas a uma alimentação à base de vegetais.

A descoberta foi que as pesquisas na categoria de “veganismo” (incluindo pesquisas realizadas em qualquer idioma) do site obteve índice mais altos em 2020, é o que afirma o Chef’s Pencil: “Os dados do Google Trends mostram que a popularidade do veganismo está no auge, ultrapassando o recorde anterior registrado em 2019. Para colocar as coisas em perspectiva, o veganismo agora é duas vezes mais popular do que há apenas cinco anos, e não mostra qualquer sinal de desaceleração”.

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“A pandemia não parou o crescimento do veganismo, mas na verdade adicionou um pouco de combustível à sua popularidade. As pesquisas por receitas veganas dispararam e ainda estão muito fortes, embora o bloqueio tenha terminado em muitas partes do mundo”.
Outra tendência, foi apontada na pesquisa da HappyCow, que demonstra que durante o período da pandemia, mais restaurantes cuja a culinária é a base de plantas abriram do que fecharam. E a Impossible Foods, um dos maiores produtores de pratos à base de vegetais do mundo, anunciou vendas recordes.

O mundo melhor agora

Além da preocupação com a sua própria saúde e bem-estar “as pessoas querem que o mundo mude para melhor agora e estão procurando maneiras de mostrar compaixão”, é o que afirma Alex Beckett, diretor associado da Mintel, empresa líder em pesquisa de mercado.

Segundo Beckett, os consumidores estão cada vez mais buscando aliar a compaixão pela natureza, a necessidade de ingestão maior de nutrientes e cortar a proteína animal da sua alimentação, como forma de enfrentar, por exemplo, a crise climática.

E acrescenta que: “Mesmo antes da disseminação da Covid-19, víamos um interesse crescente em alimentos e bebidas à base de plantas nos mercados globais. Pode muito bem ser que a pandemia esteja acelerando essa tendência. Por exemplo, na China, vimos disparar vendas das novas opções de carne à base de vegetais em KFC e Pizza Hut. ”

“O normal”

De acordo com a The Vegan Society (Sociedade Vegana, tradução livre), com o aumento da oferta produtos veganos nas prateleiras dos supermercados, muitos consumidores estão comprando itens que não dariam uma ‘segunda olhada’ alguns meses atrás.

Reprodução: Pixabay

“Muitas pessoas estão experimentando essas alternativas pela primeira vez e gostando tanto delas que pretendem mantê-las na lista do supermercado quando voltarmos aos tempos normais”, disse Matt Turner porta-voz da The Vegan Society que finaliza “seja por conveniência, custo, preocupação com seu próprio bem-estar, o meio ambiente ou direitos dos animais, agora estão vendo essas opções veganas como o novo normal”.


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Notícias

Islândia é considerada o país mais amigável aos veganos no mundo

Foto: Grape Vine
Foto: Grape Vine

A Islândia esta sendo considerada o país mais amigável aos veganos no mundo. O país insular nórdico ficou em primeiro lugar no ranking mundial de popularidade do veganismo no ano passado, segundo dados do Google Trends.

O site de culinária, Chef’s Pencil, explorou o “crescimento contínuo do veganismo” mundialmente no início deste ano, analisando quais os países que mais se interessavam pela vida livre de crueldade e baseada em vegetais. O levantamento reuniu dados do Google Trends e constatou que o número de pesquisas relacionadas a produtos vegans cresceu 11% em relação a 2017 e 35% em relação a 2016.

O Google analisa quantas pessoas em diferentes países estão pesquisando “veganismo”, “restaurantes veganos” e “receitas veganas”, entre outras pesquisas. Verificou-se que a Austrália foi o país mais popular para o veganismo em 2018, com o Reino Unido e a Nova Zelândia ficando em segundo e terceiro lugar, respectivamente. Suécia, Canadá, Israel e os Estados Unidos também ficaram entre os dez primeiros.

No entanto, as configurações padrão do Google Trend não incluem países com populações menores. Quando o Chef’s Pencil analisou os dados de todos os países, a Islândia surgiu como o lugar mais popular do mundo para o veganismo.

Ilhas Jersey e Guernsey também apareceram no top cinco com as novas configurações.

“Um olhar mais atento à Islândia mostra que pesquisas relacionadas ao veganismo, como uppskriftir vegan (ou seja, receitas veganas), fegan vegan (ou seja, dieta vegana), ou veganistur (turismo vegano) aumentaram constantemente desde 2013 e estão atualmente em alta,” explica o site. “Os níveis de pico são geralmente no início do ano – provavelmente influenciados pelo Veganuary.”

Veganismo na Islândia

A Islândia nem sempre foi um país amigo dos veganos – o local tem uma longa história de consumo de carne. Mas, de acordo com os principais atores do movimento vegano do país, o crescente interesse do público pelo estilo de vida não pode ser negado.

Foto: Quirky Jerk
Foto: Quirky Jerk

Linnea Hellström, chefe de cozinha e proprietária de uma lanchonete vegana chamada Veganæs, tem “uma missão para veganizar a Islândia”. Hellström ajudou muitas empresas locais a criar pratos veganos e convenceu um café a remover todos os produtos de origem animal de seu cardápio. Ela lançou seu próprio negócio vegano no ano passado e está tão ocupada que o estabelecimento já exige uma expansão.

Ragnar Freyr, o criador do aplicativo Vegan Iceland, disse que “quase não há restaurante na Islândia que não ofereça uma opção vegana”.

Ele destacou que um dos grupos veganos do Facebook na Islândia possui mais de 22 mil membros – cerca de 6,5% da população do país.

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Jornalismo cultural, Notícias

Veganismo está ganhando espaço na África do Sul

Por David Arioch

Scheckter’s Raw na Cidade do Cabo, na Regent Street, em Sea Point, uma das opções para veganos (Foto: Inside Guide)

De acordo com informações do Google Trends, a África do Sul é um dos 30 principais países onde o veganismo está se tornando mais popular atualmente. Ocupando a 23ª posição, a África do Sul é uma nação onde o veganismo está ganhando mais espaço.

Para se ter uma ideia, em 2014 a pontuação da África do Sul tratando-se de veganismo era de 14 e no ano passado já subiu para 27, ou seja, quase o dobro em quatro anos. Segundo o Google, as províncias do Cabo Ocidental e do Cabo Oriental concentram o maior número de veganos.

Entre as cidades mais indicadas para quem busca opções veganas na África do Sul, considerando pontuação de 100 a 54 pontos, estão Stellenbosch, Randburg, Cidade do Cabo, Sandton (na Região Metropolitana de Joanesburgo) e Porto Elizabeth.

Infelizmente, a capital sul-africana não está entre as cidades mais populares entre veganos, segundo o Google. Joanesburgo obteve apenas 35 pontos, ficando atrás de Roodepoort, Kempton Park, Centurião e Midrand.

Depois da África do Sul, há alguns países insulares do continente onde o veganismo não é uma filosofia de vida tão desconhecida – como Seychelles, Namíbia, Maurício, Ilha da Reunião e Botsuana.

Embora a Etiópia não apareça nas pesquisas, o país é conhecido por oferecer inúmeras opções alimentícias para veganos. Exemplos? Basta considerarmos alimentos como o Injera, um tipo de pão ázimo sem glúten; e Shiro, um prato à base de pó de grão-de-bico cozido com o típico molho berbere vermelho.

Outras opções são o Atkilt Wot, um combinado de repolho, cenoura e batatas cozidas em um molho leve; Azifa, uma salada de lentilhas; e Gomen, à base de couve e especiarias cozidas, além de muitos outros pratos.

Claro, embora os dados do Google Trends sejam uma boa referência para viajantes e curiosos, é possível encontrar mais opções em outros países e regiões do continente africano que não entram nas estatísticas do Google.

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