Macaco gibão resgatado após viver uma década em gaiola cheia de lixos na Tailândia (Foto: WFFT)
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Macaco aprisionado em jaula repleta de lixo por 10 anos é resgatado

Um macaco gibão-de-bochechas-brancas-do-norte (Nomascus leucogenys) foi encontrado vivendo aprisionado em uma jaula repleta de lixo, como garrafas plásticas de água, sacos de plástico e comida velha e apodrecida. Acredita-se que o animal esteve nesse ambiente por aproximadamente de uma década.

A Wildlife Friends Foundation Thailand (WFFT) recebeu um telefonema de um homem que vivia em Nakhon Pathom, Tailândia, e queria entregar o animal que mantinha como ‘animal doméstico’.

Macaco gibão resgatado após viver uma década em gaiola cheia de lixos na Tailândia (Foto: WFFT)
Macaco gibão resgatado após viver uma década em gaiola cheia de lixos na Tailândia (Foto: WFFT)

O homem alegou que sua ex-namorada havia comprado o animal, nomeado Thong, há dez anos, no mercado Chatuchak Weekend, em Bangkok, na Tailândia. O local é conhecido por vender animais silvestres vítimas do tráfico.

Gibões-de-bochechas-brancas-do-norte são animais criticamente ameaçados, correndo sério risco de extinção, logo capturar e vender esses animais seria prejudicial para a espécie, que já não é mais encontrada na China desde 1990 devido à dizimação que sofreu.

Tom Taylor, diretor assistente da WFFT, contou ao The Dodo: “Fomos informados pelos proprietários de que Thong havia escapado cinco vezes e atacado e ferido pessoas”, evidenciando o estresse do animal. “Eles finalmente perceberam que é um animal selvagem e não um animal doméstico”.

A jaula em que o animal vivia era remendada com sucata de metal, corda e plástico, e o tutor de Thong passava sua comida e água através de buracos na gaiola. “Thong não tinha acesso à água potável, então apenas entregavam as garrafas que ele próprio abria. A gaiola não tinha uma porta para que não pudesse ser aberta pelo animal”.

Além do mais, a jaula nunca foi limpa, logo Thong viveu uma vida, se alimentou, defecou e dormiu no mesmo espaço, repleto de lixo e com apenas três buracos no qual podia observar o mundo exterior.

A gaiola em que vivia o macaco gibão era de extrema precariedade e repleta de lixos, fezes e totalmente insalubre (Foto: WFFT)
A gaiola em que vivia o macaco gibão era de extrema precariedade e repleta de lixos, fezes e totalmente insalubre (Foto: WFFT)

O resgate foi realizado pela equipe da WFFT, e Taylor, o diretor assistente, escreveu em um post no Facebook: “Tivemos que salvá-lo desse buraco, então saímos cedo para libertá-lo”. A equipe de resgate precisou usar uma faca para cortar a corda e plástico que cobriam a gaiola. Após esforços, conseguiram remover o macaco e transferi-lo para o centro de resgate da WFFT.

“Surpreendentemente, após a verificação de saúde inicial, o peso do corpo do animal é normal e seu movimento não parece muito restrito, considerando que ele passou anos confinado nessa pequena gaiola suja”, disse Taylor. “Ele está atualmente em quarentena, onde será observado, e também faremos exames de sangue para ver se há algum problema de saúde”.

Outros gibões resgatados pela WFFT estão se aproximando de Thong no centro de resgate, e Taylor comentou: “Esperamos que o macaco possa se mudar para uma das florestas da WFFT.”

A espécie vive cerca de 40 anos, e com apenas 10 anos, Thong deve ter uma próspera e alegre vida pela frente. Após o resgate, finalmente deixará de ser explorado e aprenderá o que é a liberdade.

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Gibão traumatizado pela perda da mãe se recusa a abandonar bebê macaco salvo de traficantes

Desde o momento em que Pearl chegou, Jub-Jib seguiu o bebê e seu cuidador por todos os locais.

Foto: WFFT

“Ela [Jub-Jib] é sempre doce com todos os animais no hospital. Ela é muito amigável e curiosa [sobre] tudo ao seu redor”, afirma Fiona Burness, gerente de relações públicas e mídias sociais da WFFT, ao The Dodo.

Jub-Jib, que agora tem 16 anos, foi acolhida pelo centro de resgate e pelo hospital em 2017. Quinze anos antes disso, ela morava na floresta com sua mãe, que morreu de modo traumático.

“Há pouco mais de 15 anos, Jub-Jib vivia com sua família no maior parque nacional da Tailândia, Kaeng Krachan, que faz parte de um dos maiores trechos intactos da floresta tropical no continente do Sudeste Asiático. Esta área cria uma fronteira natural entre a Tailândia e Myanmar. Sabemos que durante uma batalha entre  as forças armadas da Tailândia e Birmânia [Mianmar], sua mãe foi baleada e morta enquanto Jub-Jib se agarrava a ela”, explica a WFFT.

Quando sua mãe caiu da árvore e acabou no chão, Jub-Jib caiu com ela e ficou com um ferimento na cabeça. Mas este foi apenas o início. Ao invés de morar em um santuário licenciado, os soldados deram Jub-Jib a um casal local que criara um gibão. Durante 15 anos seguintes, o casal manteve Jub-Jib dentro da residência, dando-lhe alimentos humanos e fazendo com que ela usasse uma fralda.

Foto: WFFT

Eles não lhe deram os cuidados necessários. Quando a WFFT a resgatou em 2017, Jub-Jib estava magra, doente e confusa. A equipe considera o resgate de Jub-Jib “um dos casos mais angustiantes de crueldade animal” que já presenciou.

“Os sinais de alarme começaram a tocar, pois seus tutores disseram que lhe deram alguns fortes comprimidos para dormir ‘fora do mercado’ para ajudá-la a se acalmar para a viagem a WFFT”, disse um porta-voz da WFFT no Facebook.

“Eles informaram que, quando os efeitos colaterais da droga sumissem, ela pareceria um ‘gibão normal’ escalando e andando. Isso não poderia estar mais distante da realidade. Ela saiu da gaiola como uma velha senhora geriátrica. Um gibão de 15 anos deve estar no seu auge, forte, confiante e feliz, sem parecer que está na porta da morte”, completou.

Desde o seu resgate, a equipe da WFFT ajudou Jub-Jib a crescer forte e saudável, embora provavelmente ela nunca mais possa retornar à natureza. Ela verifica todos os outros animais no centro, incluindo os cães, gatos e outros gibões. Sua última obsessão é o bebê Pearl, que é uma macaca de cauda longa.

Como Jub-Jib, Pearl teve um começo difícil na vida. Embora ninguém saiba realmente qual foi o destino de sua mãe,  traficantes de animais selvagens provavelmente a mataram para manter Pearl, que possui apenas algumas semanas, em cativeiro e vendê-la como um animal doméstico.

Foto: WFFT

Pearl acabou em um mercado noturno em Pattaya, na Tailândia e, no mês passado, um homem a comprou por 900 Baht (cerca de US$ 28). O homem a levou para casa e lhe deu banana triturada para mantê-la viva. Após 10 dias, ele decidiu entregá-la a WFFT, juntamente com lóris lentos que também criava no local.

Pearl está em boas mãos agora, mas ainda sente falta da mãe. “Por enquanto, Pearl ainda chora pela perda e falta dos cuidados de sua mãe. Ela está segurando ursos de pelúcia como deveria fazer com sua mãe. Ela quer estar quente, se sentir segura, amada”, escreveu um porta-voz da WFFT no Facebook.

Ela tem algum conforto em sua nova irmã adotiva, Jub-Jib. Desde a chegada de Pearl, o gibão fica ao lado dos cuidadores sempre que eles estão com o bebê Pearl. As fotos mostram Jub-Jib observando quando uma mulher acaricia Pearl e olhando Pearl enquanto ela é alimentada com uma seringa.

A WFFT acredita que, após fazer amizade com tantos outros animais no santuário, Jub-Jib só quer fazer uma nova amiga  e que, de alguma forma, compreende o que o bebê está passando. “Ela é muito doce com o bebê Pearl”, conclui Tom Taylor, gerente geral da WFFT.

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Animais também têm sotaques

Os gibões, uma família de primatas natural da Ásia, também têm sotaque. É o que indica uma pesquisa realizada pelo Centro Alemão de Primatas, ao afirmar que, assim como os humanos, é possível identificar variações regionais na comunicação entre os gibões. Agora, os pesquisadores podem utilizar essas variações para identificar e localizar diferentes espécies do macaco.

Esses animais utilizam diferentes vocalizações, comparadas a canções, para se comunicar com os colegas, além de demarcar território. Concentrando suas energias em uma única frequência, os gritos são longos e característicos, adaptados para viajar por longas distâncias através da densa vegetação da floresta tropical.

Para realizar o estudo, os pesquisadores analisaram mais de 400 gibões oriundos de 92 grupos em 24 localidades – ao todo, seis espécies diferentes –, e relacionaram o grito com a espécie e localização dos macacos, assim como sua variação genética. Os resultados mostram que cada gibão possui uma maneira ligeiramente diferente de cantar, o que varia de local para local.

De acordo com os cientistas, ser capaz de identificar um gibão pelo seu canto permite um melhor controle de suas populações, visto que muitas vezes é difícil obter amostras genéticas dos animais e sua coloração pode variar dentro de uma mesma espécie.

Fonte: Hypescience

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Gibão de Hainan pode se tornar o primeiro primata a ser extinto

Foto: Bawangling NNR

Na ilha de Hainan, no Sul da China, serão levados a cabo intensos esforços para evitar a primeira extinção de um primata no registo histórico. O gibão de Hainan, Nomascus hainanus, é um potencial candidato ao título de primata mais ameaçado do mundo, com apenas 22 indivíduos a persistirem na Reserva Nacional de Natureza de Bawangling, 2 grupos sociais e 4 animais solitários.

A espécie sofreu um acentuado declínio no século passado. Com efeito, pensa-se que há 50 anos atrás existiam 2000 animais desta espécie. No entanto, a captura para obtenção de partes corporais para utilização na medicina chinesa e, nos anos 60, a substituição da floresta das chuvas de baixa altitude que lhes servia de habitat por cultivos de árvore da borracha, fizeram com que a espécie se retraísse para o interior da ilha.

Há 25 anos existiam menos de 10 animais, e em 1990 a população ocupava apenas uma língua de terra a 600-900 metros acima do nível do mar, altura em que as autoridades baniram a desflorestação e a caça, o que permitiu uma ligeira recuperação da população.

Em 2003 e por iniciativa do Departamento Florestal da reserva foi realizado um censo que revelou que resistiam apenas 2 famílias que ocupavam habitat de fraca qualidade. Com efeito, o reduzido número de árvores de fruto fazia com que estes animais tivessem a maior área vital entre as espécies de gibão.

Implementou-se então um plano de acção, que inclui a recolha e sementeira espécies de árvore de fruto mais apreciados pela espécie e a contratação, em 2005, de 2 pares de homens para seguir os movimentos de cada uma das duas famílias.

Atualmente, para além das duas famílias existem ainda 4 animais solitários e globalmente, há 3 fêmeas grávidas. A esperança é que a elevada fecundidade permita a recuperação da população. No entanto, não se sabe ao certo se as contrações populacionais do passado recente terão afetado a diversidade genética e, consequentemente, a capacidade da espécie de se adaptar a alterações do meio.

Fonte: Naturlink

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