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Cantora Billie Eilish convoca as gerações mais velhas a lutar contra a mudança climática

Foto: Twitter
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A cantora e compositora Billie Eilish fez um convite às gerações mais velhas para que assumam um papel e lutem contra a atual crise climática.

Em entrevista ao portal de música NME, a estrela vegana também elogiou a ativista climática Greta Thunberg por “fazer o que deveria ser feito” – dizendo que se sentia “honrada por ser comparada a ela”.

‘Nós não queremos morrer ainda’

“Felizmente, os adultos e os idosos começam a nos ouvir sobre as mudanças climáticas para que não tenhamos que morrer em decorrência do aquecimento global”, disse Eilish.

“Os idosos vão morrer e realmente parecem não se importar se nós jovens teremos um futuro, mas ainda não queremos morrer”.

“Há coisas que não posso mudar”

A artista de 17 anos também respondeu às pessoas que criticam seus esforços para ajudar o planeta enquanto viaja para sua turnê global.

“Cara, eu sempre vejo essas postagens do tipo `por que essa maldita artista está dizendo essa merda quando está levando aviões para inúmeros lugares?’. Você prefere que eu cale a boca e não diga nada e assim ninguém nunca fará nada?”, disse Eilish à NME.

“Sim, talvez eu esteja fazendo algo que não é tão perfeito quanto outra pessoa, mas há coisas que não posso mudar. Então, por causa disso, quero passar a palavra a outras pessoas. Quero fazer o máximo que puder”.

“Eu posso e quero que outras pessoas façam o máximo que puderem”, concluiu a cantora. As informações são do Plant Based News.

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Fábrica de etanol
De olho no planeta

Inércia nas reduções de gases de efeito estufa pode deixar dívida de US$ 535 trilhões para futuras gerações

Este seria o custo das tecnologias de “emissões negativas” necessárias para remover o CO₂ do ar, com o intuito de evitar mudanças climáticas perigosas.

Fábrica de etanol
Foto: Jim Parkin / shutterstock

Estas são as principais descobertas de novas pesquisas publicadas na Earth System Dynamics, realizadas por uma equipe internacional liderada pelo cientista norte-americano James Hansen, anteriormente diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NASA.

Em 2015, no Acordo Climático de Paris em 2015, a comunidade internacional concordou em limitar o aquecimento a menos de 2°C. A equipe de Hansen argumenta que uma abordagem muito mais segura é diminuir as concentrações atmosféricas de CO₂ da média anual atual de mais de 400ppm (partes por milhão) aos níveis encontrados em 1980: 350ppm.

Este é um objetivo mais ambicioso do que o do Acordo de Paris de tentar diminuir o aquecimento a não mais do que 1,5°C. Muitos cientistas climáticos e políticos acreditam que os limites de 2°C ou 1,5°C só serão possíveis com emissões negativas porque a comunidade internacional será incapaz de fazer as reduções necessárias a tempo.

A tecnologia de emissões negativas mais promissora é a BECCS – bioenergia com captura e sequestro de carbono. Ela envolve a queima de culturas crescentes em estações de energia para gerar eletricidade, de acordo com o The Conversation.

O dióxido de carbono produzido é capturado das chaminés da estação de energia, comprimido e conduzido até o fundo da crosta da Terra, onde será armazenado por muitos milhares de anos. Isso permitiria gerar eletricidade e reduzir a quantidade de na atmosfera terrestre.

O grupo de Hansen estima quanto custará a extração do excesso de CO₂ com a BECCS. Eles concluem que seria possível voltar a 350ppm principalmente com o reflorestamento e a melhoria dos solos.

Porém, isso só é possível se reduções significativas nas emissões forem ocorrerem agora. Se demorarmos, as futuras gerações precisarão extrair uma quantidade de CO₂ mais de 10 vezes maior depois do final deste século.

Estimam-se custos entre US$ 150 a US$ 350 por cada tonelada de carbono removido por meio de tecnologias de emissões negativas. Se as emissões globais forem reduzidas em 6% anualmente – um cenário muito desafiador, mas não impossível – aumentar as concentrações de CO₂ para 350 ppm teria um custo entre US$ 8 trilhões a US$ 18,5 trilhões, distribuídos em 80 anos de US$ 100 bilhões a US$ 230 bilhões por ano.

Se as emissões permanecem planas ou forem elevadas em 2% ao ano, então o custo total será de pelo menos US$ 89 trilhões e potencialmente até US$ 535 trilhões. Isso significa de US$ 1,1 trilhão a US$ 6,7 trilhões a cada ano durante oito décadas.

Para contextualizar esses números, todo o orçamento federal dos EUA é de cerca de US$ 4 trilhões, enquanto as despesas anuais de todos os países com a defesa militar são de US$ 1,7 trilhão.

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Vaquitas podem ser extintas dentro de meses
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Veja alguns animais à beira da extinção que não serão conhecidos pelas futuras gerações

Alguns dos animais mais “exóticos” do mundo podem ser extintos dentro de apenas alguns meses e as futuras gerações podem crescer em um mundo sem muitas das espécies que estão vivas hoje, alertam ativistas.

Vaquitas podem ser extintas dentro de meses
Vaquitas podem ser extintas dentro de meses/ Foto: The Yucatan Times

A WWF revela que alguns animais, como a vaquita, podem desaparecer nos próximos meses.

A caça, a perda de habitat e doenças têm deixado muitas espécies à beira da extinção de tal forma que o mundo entrou agora na sexta extinção em massa.

Mais de 23 mil espécies estão na Lista Vermelha de espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação na Natureza (IUCN), incluindo 41% dos anfíbios do mundo, 25% dos mamíferos e 13% das aves.

Os números de vaquitas – apelidadas de pandas do mar – diminuíram em 90% desde 2011 porque a espécie é enredada em redes de pesca, revela a reportagem do Telegraph.

Há apenas 30 vaquitas na natureza hoje e todas vivem no Golfo da Califórnia, no México. Os ativistas frisam que os animais podem ser extintos no outono caso o governo mexicano não adotar mais medidas para proteger a área.

macaco-tamarin dourado Black-faced
Foto: BBC

Chris Gee, chefe de Campanhas da WWF-UK disse: “O tempo está se esgotando rapidamente para a vaquita, nós poderíamos tragicamente perder o ‘panda do mar’ em questão de meses”.

“A última esperança para a espécie é que o governo mexicano estabeleça adequadamente uma proibição permanente de redes de pesca”, acrescentou.

Lis Key, do International Animal Rescue, diz que os pangolins – os animais mais traficados do mundo – também podem ser exterminados em apenas uma geração. Os orangotangos e lóris lentos também estão criticamente ameaçados por causa da caça e da perda de habitat.

“O pangolim pode ser extinto antes que a maioria das pessoas saiba como ele é. Não tenho certeza se ele pode desaparecer em uma década, mas certamente dentro de décadas. Os números utilizados quando se fala de tráfico de pangolin geralmente não se referem a indivíduos, mas ao número de caminhões.Trágico”, observa.

“Os orangotangos e lóris lentos lorises que correm um risco crítico, estão a um passo da extinção devido à caça e à contínua e acelerada perda de habitat. A menos que sejam tomadas medidas para interromper essas atividades, o futuro é sombrio para ambas as espécies”, completa.

Órix-brancos
Órix-brancos/ Foto: BBC

Há também menos de 100 rinocerontes Javan na natureza devido à caça e a Save the Rhino estimou que eles poderiam desaparecer na próxima década ou mais cedo.

Em março, um rinoceronte foi morto em um zoológico francês, mostrando a gravidade do comércio de chifres dos animais. Em média, três rinocerontes são mortos diariamente apenas na África do Sul.

Existem apenas cerca de 36 órix-brancos na natureza depois que eles foram caçados quase até a extinção por caçadores de “troféus”.

Em Madagáscar, há apenas cerca de 100 lêmures negros de olhos azuis na natureza e, de acordo com a Universidade de KwaZulu-Natal, na África do Sul eles morrerão até 2026. O lêmure Sifaka de Seda também está em perigo e restam somente 250 indivíduos.

O canguru Dendrolagus pulcherrimus, o coelho Riverine, o macaco-tamarin dourado Black-faced e o saola, um antílope pequeno podem desaparecer em apenas algumas décadas.

Lêmure de olhos azuis
Lêmure de olhos azuis/ Foto: Alamy

“Há toneladas de espécies que precisam desesperadamente de nossa ajuda e que podem ser exterminados em apenas uma ou duas gerações. Muitas das populações são tão pequenas e tão isoladas que só seria necessária uma doença para eliminá-las”, esclarece Niki Rust, consultor técnico da WWF.

“Alguns dos lêmures em Madagascar são caçados porque os residentes locais acreditam que são espíritos maus. Eles sofrem com a perda de habitat. Mas há histórias de sucesso. As populações de gorilas-da-montanha têm aumentado e agora temos cerca de 800 em estado selvagem. Os cangurus Dendrolagus pulcherrimus também parecem estar se estabilizando”, acrescentou.

“Os números podem ser devastadores, mas não é tarde demais. Com mais proteção, podemos ajudar a assegurar um futuro positivo para animais silvestres em extinção”, finaliza Heather Sohl, conselheira-chefe da WWF.

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Rara espécie de abelhas cria o seu ninho de forma semelhante a um buquê primaveril

Uma rara espécie de abelhas solitárias cria o seu ninho de forma semelhante a um buquê primaveril, segundo avança um novo estudo. O ‘arranjo’, designado de ‘flor-sanduíche’, tem três camadas: uma de pétalas no exterior; em seguida, uma camada de lama e, finalmente, outra camada também de pétalas que revestem o interior da célula, segundo explicou o líder da investigação, Jerome Rozen, curador do departamento Zoologia de Invertebrados, no American Museum of Natural History, de Nova Iorque (EUA).

Célula fechada, com ninhada no interior (Imagem: J. Rozen)
Célula fechada, com ninhada no interior (Imagem: J. Rozen)

O comportamento de nidificação colorido da Osmia avosetta foi descoberto no mesmo dia, por uma rara coincidência, por equipes da Turquia e do Irã, onde esta espécie é mais abundante. “Foi em absoluta sincronia que descobrimos este comportamento incomum”, revelou Rozen.

O curador do museu nova-iorquino e a sua equipe estavam trabalhando perto de Antalya, na Turquia, enquanto o outro grupo também se encontrava em campo, na província de Fars, no Irã. Os investigadores, de ambas as equipes, descreveram o comportamento destas abelhas na edição de fevereiro de 2010, da revista American Museum Novitates.

Abelha solitária da espécie Osmia avosetta. (J.Rozen)
Abelha solitária da espécie Osmia avosetta. (J.Rozen)

As abelhas são os polinizadores mais importantes, e muitas plantas floríferas dependem delas para se reproduzirem, mas quase 75 por cento das espécies – e existem pelo menos 20 mil – são solitárias. As fêmeas Osima (Ozbekosima) avoseta envolvem as ninhadas com pétalas de rosa, flores amarelas, azul e roxo. As celas do favo fornecem nutrientes para as larvas crescerem e protege-as, enquanto esperam pelo inverno.

Isto significa que, para a maioria das abelhas, a fêmea constrói o ninho (que pode ser constituído por várias células) para si e para fornecer provisões para a ninhada. Quando o favo está pronto, a abelha deposita um ovo e fecha o ninho, se este tiver apenas uma célula. Geralmente, o ninho da Osmia avosetta tem uma ou duas células, na vertical, próximas da superfície, ou entre 1,5 e 5 centímetros perto do solo.

A construção é iniciada a partir do topo, onde cada célula tem pétalas sobrepostas, começando na parte inferior. Depois, recorre a um barro argiloso para forrar o ninho, com emplastros de camada fina (0,5 milímetro de espessura) e termina o revestimento com outra camada de pétalas. No final, aparece a sanduíche de pétala, construída no escuro.

Proteger futura geração

Depois de a estrutura física estar finalizada, a abelha reúne então uma mistura pegajosa de néctar e pólen e coloca-a no interior. O ovo é depositado na sua superfície, e a célula é fechada cuidadosamente, dobrando as pétalas no topo. O ninho é tapado com lama, deixando as larvas seladas num ambiente húmido que se vai tornando rígido e protegendo a futura geração, uma vez que come as rações, tece um casulo, e cairá num sono de dez meses até a primavera.

No entanto, os cientistas alertam que os ninhos encontrados, em chão aberto, “precisam ser protegidos de qualquer potencial ameaça, como a compactação do solo ou aquecimento excessivo. A sobrevivência desta espécie depende também da proteção contra fungos, vírus, bactérias, parasitas e predadores”.

Fonte: Ciência Hoje

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Vencer a crise e deixar um legado para as futuras gerações

Só na última semana de janeiro mais de 180 mil trabalhadores foram demitidos, somando 800 mil demissões nos últimos dois meses só nas grandes empresas globais. E as previsões apontam que deveremos chegar a 260 milhões durante o ano de 2009. Vivemos numa época em que precisamos rever as nossas contas e, principalmente, os nossos hábitos.

Nesses momentos, é interessante aprender um pouco com as histórias das nações que experimentaram e venceram os tempos de guerra. Elas nos ensinam que é essencial que cortemos imediatamente todos os tipos de desperdícios, que agucemos o nosso espírito de solidariedade e que devemos cuidar todos os dias do nosso espírito, para que a nossa chama da vida não se esmoreça.

São posturas que, para se traduzirem em atitudes, necessitam de criatividade e de alegria pelas experimentações e descobertas. E isso pode ser exercitado de forma simples e lúdica. Por exemplo, que tal construir um cardápio alimentar rico em vitaminas e, melhor ainda, saboroso, que custe menos no bolso e que tenha sentido também como combate ao aquecimento global e aos maus-tratos à vida dos animais?

Em primeiro lugar, sem nenhuma intenção de ser oportunista, faça desaparecer da sua mesa qualquer tipo de carne e seus derivados. Isso fará com que você economize pelo menos 50 reais por semana, 200 reais por mês. Para você se inspirar, lá vai uma receitinha deliciosa e simples. Abra a sua geladeira e pegue todos os restinhos de verduras que estiverem por lá. Supondo que você só tenha um pouco de cenoura, batata e couve-flor, ou qualquer outra verdura como resto de repolho, vagem, acelga, couve-manteiga, quiabo, jiló, folha de cenoura, não importa: faça picadinhos deles. Pique também um pouco de cebola. Em seguida, pegue uma caçarola grande e coloque farinha de trigo e misture-a com um pouco de água e sal, até virar uma massa que tenha consistência suficiente para não escorrer. Jogue todas as suas verduras na massa, misture bem e coloque no congelador. A massa de farinha não deve ser em quantidade exagerada, só o suficiente para dar liga às verduras picadas.

Quando a massa estiver bem gelada, coloque bastante óleo de milho em uma panela funda e aqueça bastante. Pegue uma pequena porção da massa misturada com verduras picadas com uma colher e jogue no óleo e deixe fritar do jeito como ele caiu, virando só quando estiver consistente, e retire quando estiver dourada e faça escorrer o óleo excedente em local onde haja boa ventilação. Repita isso até terminar a massa. A fritadinha de verduras e legumes ficará crocante e sequinha, prontinha para ser degustada com arroz e feijão, só com arroz, com salada ou até com sopas. Você vai se impressionar não só pelo rendimento desse preparo, mas também pelo alto consumo por parte dos comensais.

É verdade que legumes e verduras têm os seus nutrientes mais bem aproveitados in natura, mas certamente é mais saudável essa fritadinha sequinha, do que a carne sangrando de alguma vida de animal dentro do estômago.

O fato de fazer esses exercícios simples de criatividade no cotidiano, como a vivência em sabores diferentes, variar os caminhos, encontrar pessoas diferentes, mudar de supermercado, estimula o nosso cérebro para a mudança de rotina e para a curiosidade e a inspiração que os caminhos que antes não pensávamos em trilhar podem oferecer.

As dificuldades na vida têm o tamanho da nossa capacidade de adaptação. Milhões de pessoas na história da humanidade venceram as tragédias das suas épocas somando forças, não perdendo de vista o sentido de viver e utilizando as suas capacidades de mudar de rumo sem medo ou vergonha. Nos dias de hoje, é preciso utilizar essa fórmula vitoriosa e somar mais uma atitude essencial: mudar a nossa dieta construída em torno de carnes de seres vivos. Atravessar essa crise econômica banindo a necessidade de violência para sobreviver será o maior legado que a sociedade poderá deixar para as futuras gerações.

A tragédia será muito maior se, após tudo isso, a humanidade não tiver aprendido que a prosperidade só poderá ser desfrutada sem percalços, quando ela estiver construída para a paz e para a busca incessante da vida que esteja em harmonia com a natureza.

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