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Lavrador é preso após mutilar genital de cão com estilete em MG

A Polícia de Minas Gerais prendeu um lavrador que mutilou os testículos de dois cães com um estilete durante uma festa. O crime ocorreu na Zona Rural da cidade de Inhapim, distante cerca de 340 quilômetros de Belo Horizonte e foi gravado por câmeras de telefones celulares.

Foto: Rádio Cidade Caratinga / Divulgação

Agnel Francisco Alves tem 40 anos e foi apresentado pela Polícia de Meio Ambiente depois que as imagens viralizaram e chocaram a população e entidades de defesa dos animais. Somente Agnel foi preso até o momento, mas sete homens que aparecem nas imagens devem prestar esclarecimentos às autoridades policiais mineiras.

No vídeo, o lavrador é mostrado sorrindo enquanto outros colegas tentam segurar o animal. O cachorro se debate e chora tentando se soltar dos torturadores. Agnel é quem tira o estilete do bolso e, às gargalhadas, corta os órgãos genitais do animal.

De acordo com o delegado, Afrânio Márcio, Agnel se manteve tranquilo e não apresentava arrependimento ou remorso pela tortura imposta a que submeteu o animal. O autor tratou o caso como uma “farrinha” e “brincadeira”. O delegado perguntou se ele sabia que o que havia feito contra o cão era crime e ele respondeu que sim e completou que gostava de uma “baguncinha”.

Legislação obsoleta, segundo promotor

De certo modo, a forma com a qual o lavrador reagiu à prisão pode ser justificada na brandura que da legislação que trata desses crimes. O promotor Marcelo Magno criticou a legislação atual e classificou a pena para quem é pego cometendo maus-tratos contra animais como irrisória. Ele sequer terminou de assistir ao vídeo e o classificou como brutal.

“Por mais que possamos nos dedicar a essa solução, infelizmente é uma solução pontual. Temos um problema estrutural, há uma falha no sistema legal. Uma obsolescência legislativa acerca dos crimes de maus-tratos, pois considero inaceitável que pessoas se reúnam e por mera diversão possam praticar atos de tamanha crueldade e mesmo assim responder por crimes cuja pena é infelizmente irrisória.”

De acordo com o artigo 32 da A Lei 9.605 de 1998 quem for pego praticando atos de abuso, maus-tratos, ferindo ou mutilando animais silvestres no Brasil pode ser detido por três meses a um ano. Em caso de morte do animal, a pena pode ser aumentada em 1/6 a 1/3.

Fonte: Terra

 

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Destaques, Notícias

Vídeo mostra golfinho sendo abusado sexualmente por funcionário de parque aquático‏

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Facebook/Ramban
Foto: Facebook/Ramban

Um funcionário de um parque marinho da Holanda foi flagrado realizando um ato sexual com um golfinho. Porém, as autoridades julgaram que ele não estava fazendo “nada de ilegal”.

Ativistas de direitos animais reportaram o incidente após as imagens terem sido capturadas por um repórter que trabalhava sob disfarce no parque Dolphinarium, em Hardewijk, na Holanda.

O vídeo mostra o homem sentado na beira de uma piscina, manipulando o órgão genital do animal.

https://www.youtube.com/watch?v=kjMLAti5xYE

Uma organização ativista afirmou que o ato constitui abuso, de acordo com o artigo 254 do Código Penal, que trata de crimes de sexo com animais.

No entanto, promotores holandeses arbitraram: “O ato sexual com o golfinho foi realizado em contexto de treinamento, para a liberação do esperma como parte do programa de reprodução em cativeiro. O ato foi conduzido por um cientista no contexto de pesquisa científica, focada no programa reprodutivo”.

Foto: Facebook/Ramban
Foto: Facebook/Ramban

As imagens foram gravadas por um repórter a serviço do programa da rede de TV holandesa Ramban, no parque onde os golfinhos são explorados para realizar performances em frente a uma audiência.

Em um comunicado, o Dolphinarium contestou as alegações expostas na reportagem sobre o assunto, onde o local foi chamado de “circo”.

“A gerência e os funcionários do aquário consideram incrivelmente lamentável que não tenha havido uma abordagem direta nos bastidores do golfinário, onde não há nada a esconder”.

“A alegação de que o golfinário é um circo e não um zoológico carece de qualquer fundamento”.

“A interação entre o homem e o golfinho, em todos os aspectos, se encaixa dentro dos esquemas legais que a empresa deve obedecer”, acrescentou o golfinário no documento.

Tentando reverter a situação, a empresa ainda afirmou que os funcionários têm sido afetados pelas alegações, e que eles cuidam dos animais “com amor, paixão e respeito”.

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