Histórias Felizes

Guarda-chuva protege ninho de pomba na Turquia

Hakan Erdoğan

Uma rua em Izmir, na Turquia, atraiu a atenção dos locais nos últimos dias. Há cerca de um ano, uma pomba escolheu o semáforo de um dos cruzamentos mais movimentados da cidade para fazer seu ninho. Há uma semana, o animal ganhou um guarda-chuva para protegê-lo.

O veterinário turco Hakan Erdoğan, logo que a pomba apareceu, se interessou pelo animal, observando-o de longe. No entanto, em maio desse ano, o homem encontrou um filhote que caiu de seu ninho. Sem pensar duas vezes, levou o bebê para o ninho no semáforo.

“Ela cuidou do filhote até ficar grande o suficiente para voar. Foi fantástico”, afirmou o veterinário ao The Dodo. Devido ao sucesso de adaptação da pomba, quando o homem resgatou mais um animal que caiu de seu ninho, ele não hesitou em leva-lo até o semáforo. A pomba aceitou, novamente, e cuidou do filhote até que voasse.

O guarda-chuva

Na última semana, a pomba do semáforo voltou a ser notícia. Um guarda-chuva, colocado por uma pessoa desconhecida, apareceu no local em que o ninho está localizado. Segundo The Dodo, ninguém viu a pessoa que colocou o objeto no sinal, mas acreditam que estava preocupado com a proteção dos animais contra o sol.

Desde então, os veículos de notícia vem noticiando o gesto de bondade em relação ao animal. Erdoğan disse à Anadolu Agency que espera que o gesto inspire a população para ajudar os animais.

Hakan Erdoğan

Ele acrescentou que, em uma recente visita ao ninho, descobriu que a pomba está na espera de dois filhotes. Uma nova geração que deve abrilhantar o semáforo da cidade.

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Cronicato – Animais e Outros Bichos

Eles são super mesmo!

Comparados ao homem, os animais são seres com superpoderes. Eles podem nadar na velocidade de um barco a motor, podem voar mais alto do que uma asa delta e até mais alto do que alguns aviões. Podem enxergar tão longe que só com binóculos seria possível pra nós, ou tão pequeno, que só usando microscópio. Podem se camuflar em uma árvore, uma planta, um tronco e até no fundo do mar. Os animais se jogam de uma árvore a outra muito melhor do que qualquer personagem de cinema. E pulam mais alto do que qualquer jogador de basquete. Viram a cabeça toda pra trás. Sobem pelas paredes. Carregam 50 vezes o seu peso nas costas. Sabia que o bicho mais forte do mundo é um besouro? Os animais são tão inteligentes que se comunicam apenas com sons. E muitos sons nós só conseguimos captar usando computadores caros. E muitos deles entendem a nossa linguagem, mas nós não entendemos quase nada a deles. Os animais enxergam no escuro. Uns são transparentes e outros até invisíveis. Agüentam um frio impossível de a gente aguentar, ou suportam um calor que deixaria a gente desidratado, mas muito desidratado mesmo.

Os animais alimentam animais de outra espécie…

Animais são super-heróis.

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Notícias

Associação protetora de animais recebe doação anônima de 50 mil francos

Por Natalia Cesana (da Redação)

Foto: Reprodução/La Stampa

Não é mais Natal nem época de doações, mas alguém na Suíça ficou com resquícios do espírito natalino. Um envelope com 50 mil francos suíços (algo em torno de R$ 93.500) foi entregue a uma associação protetora de animais na Basileia. “O envelope chegou com o correio dessa manhã”, confirmou Beatrice Kirn, responsável pela associação. As informações são do jornal italiano La Stampa.

O doador anônimo deve ter respondido ao apelo feito por um dos gerentes ao jornal Basler Zeitung, no domingo, para financiar a construção de um novo abrigo. “A estimativa de custo do abrigo é de cerca de 10,5 milhões de francos suíços. Já temos 2 milhões em capital próprio e recebemos 4 milhões em doações. Nos falta agora 4,5 milhões”, disse o gerente.

Entre as notas havia um bilhete: “Doação para novo abrigo”.

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Destaques, Notícias

Gatos e cães adotados ganham ceia de Natal especial

Após a ceia, Maria agradece Aliete com um carinho no nariz (Foto: Inaê Teles/G1)

Chanel foi arremessada da janela de uma carro em movimento em uma rua de João Pessoa. Já Frederico Augusto seria sacrificado porque nasceu com uma deformidade em uma das patas traseiras que o impossibilitava de participar de competições. A gata vira-lata e o cachorro da raça Schnauzer foram adotados por Aliete Chaves que hoje cuida de mais 37 animais e para o Natal preparou uma ceia especial com direito até a panetone para cachorro e gato.

A decoração natalina do apartamento de Aliete divide espaço com os artigos que têm como tema nada mais que gato. No quarto dos bichanos é possível encontrar dezenas de peças atrísticas no formato de gatos. “Depois da minha filha, eles são os amores da minha vida”, disse Aliete sobre sua paixão por animais.

Em um apartamento no bairro de Manaíra, área nobre de João Pessoa, Aliete vive com os gatos Chanel, Mel, Bombom, Scarlet e Príncipe e ainda os cães Frederico e Maria. Os outros 32 gatos vivem em outra casa.

Na mesa preparada para ceia felina e canina era possível encontrar panetone, bolo e biscoito de chocolate exclusivo para eles. Além de prato, copo e até guardanapo decorados com imagens de gatos e cães.

Gatos comem na mesa sem fazer cerimônia (Foto: Inaê Teles/G1)

Antes mesmo da ceia começar, Bombom pulou na mesa e começou a comer. Aliete e filha Marianna tiveram que sair pela casa para encontrar os outros animais para juntos participarem da comemoração. Ainda na festa estava a convidada Lola, uma Schnauzer simpática que ficou só no panetone.

Mesa prepara para os cães e gatos Foto: Inaê Teles/G1)

Além das doações de amor e carinho para os amigos de quatro patas, Aliete também realiza outras contribuições. “Eu ajudo uma creche e um asilo. Mas prefiro não dizer os nomes deles”, disse.

Paixão por animais

Cerca de 500 animais já passaram pela vida de Aliete, entre eles porcos e macacos que eram criados por sua mãe em uma casa no Rio de Janeiro. “Não me vejo comprando um cachorro ou gato da moda. Todos os meus animais foram fruto de doação”, explicou Aliete que adquiriu o amor pelos animais por conta da avó e da própria mãe.

A filha Marianna Chaves, que hoje é advogada, também herdou o mesmo amor por animais. “Eu aprendi a andar me segurando em cachorros maiores que eu. Quando eles me arranhavam ou mordiam minha avó passava um remédio e dizia que era para eu voltar e continuar brincando até o cachorro se acostumar comigo”, lembrou Marianna que hoje vive em Lisboa com mais dois gatos que também foram adotados.

A presença dos bichos marcou o crescimento de filhos e netos nesta família (Foto: Inaê Teles/G1)

O primeiro animal que Marianna resgatou para criar foi Pedro Augusto, um cachorro que ela viu na rua quando tinha apenas 8 anos.

Sobre as cenas de maus-tratos aos animais que foram noticiadas recentemente, como a história do cão Lino que foi arrastado por cerca de 700m em uma rua asfaltada, Aliete Chaves lembrou que os animais precisam de cuidado. “O bicho vive cerca de 20 anos na família. Ele custa tempo e dinheiro. Quando a pessoa resolve adotar um animal é preciso ter noção disso. E é mais fácil uma pessoa com menos condições sociais ter ao seu lado um cão por 20 anos do que uma madame. Porque quando o gato arranha o tapete ela vai lá e acha mais fácil jogar o gato pela janela do carro”, lamentou Aliete.

Fonte: G1

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Notícias

Vegetarianismo não tem idade

Por Marcela Godoy (da Redação)

Conheci o Zetti em Curitiba. Ele recitou o poema, de sua autoria, que, sob sua autorização, reproduzo abaixo. Providencial, para essa época de “festas” de fim de ano. Foram poucos minutos de conversa. Mas o suficiente para saber que Zetti é uma dessas pessoas que você tem vontade de ficar perto só para ver se, por osmose, pega um pouquinho de sua sabedoria.

Nesses poucos minutos de prosa, aprendi muitas lições. Entre elas, que nunca é tarde para escolher o vegetarianismo para pautar nossas ações durante nossa existência terrena. Zetti nasceu em plena Segunda Guerra. E tornou-se vegetariano em 1995. Sua juventude é inspiração. E revela-se em suas palavras e atitudes. Obrigada, Zetti, pelo seu exemplo e pelas palavras de libertação animal (humano ou não) contidas em seus contos, prosas e poesias.

Leitão Pururuca

1ª Parte: Na Pele do Porco
Queria ser um porco
Até penso que já sou
Sempre fui.
Sempre fui sua agonia.
Agora mesmo,
Grito eu mesmo,
Morro eu mesmo,
Se preciso.
Facada não é preciso
Amar é preciso.
Não! Não quero ser traiçoeiro:
Nem faca, nem prisão – chiqueiro.
Meu coração é de porca:
Porca mãe das dores sou.
Leitão Pururuca na mesa?
Velório.
Natal – luzes – inocência?
Velório.
Leitão não é homem:
Pega, mata e come!
Porca mãe das dores sou.
Pururuca:
Parece engraçado
Ser tua mamãe.
Engraxado – torresmo.
Assim mesmo
Te abraço – te pego no colo.
Vamos! Me olhe, sorria!
Solte um grunhido
Um gemido – que seja.
Tua mãe é que te chama.
Jogaram-te na chama
Desta nova inquisição.
Porca mãe das dores sou.

2ª Parte: Parem!
Jesus nasce,
Porquinho morre de véspera.
Para Jesus – realeza
Para porquinho – frieza
Cristãos: imagem e semelhança
do Deus Eterno
E também das geleiras eternas.
Cristãos ou não:
Por favor, parem de matar
Ou ao menos,
Parem prá pensar!
Parem!
“Parem o mundo que eu quero descer”
Descer do caminhão entulhado,
Empilhado… de focinhos.
Navio Negreiro moderno!
Para onde vão tantos focinhos?
Para onde, meu Deus, para onde?
Para os verdes campos?
Para as verdes matas?
Sim, irão para os campos…
De concentração.
Da Sadia – da Perdigão.
Sim, irão para as matas.
Muita mata!
Mata! Mata! Mata!
Porca mãe das dores sou.

3ª Parte: A Curva do Rio
Prezado amigo, irmão:
Acorde deste sono milenar!
Pururuca: acorde, que este dormir não é seu.
Saiamos daqui desta festa
Ritual – máscara – horror… velório.
Vamos fuçar lá no rio
Ou te banho neste rio…
De lágrimas.
Não quero tal coisa bizarra,
Grito de dor e farra.
Macabra festança,
e pro túmulo pança,
não quero que vás.
Te faço uma cova – te enterro,
Na curva do rio.
Bem no fundo – do meu coração.
Te envolvo em meu manto
Te cubro de beijos,
Te faço acalanto.
Te aninho em meu ninho,
Materno – fraterno,
Da porca que sou.
Porca mãe das dores sou.

4ª Parte: O Presépio
Meu porco, meu punk:
Rasparam teu pelo,
Cabelo arrepiado.
Safado é mesmo
Quem come torresmo
E prá não te matar
Assina procuração,
Prá Sadia e Perdigão
E em todos os natais,
Tem Jesus e os animais.
Presépio criado e armado
Por um coração bichado
Que foi o Santo de Assis
Cenário lindo:
Menino sorrindo,
mulher dando o seio,
animais no meio.
Que pena! Que pena!
Veja a próxima cena:
Na mesa, com certeza,
Assado, recheado, enfeitado.
É churrasco!
Coincidência ou não, termina em asco
O cheiro é forte
Leitão não tem mesmo sorte.
É a morte, não tem perdão
Assinaram a tal procuração
Assinaram – assassinaram
Segue portanto a festa
Luzes, música, orquestra.
E o que mais me espanto
É esse canto que diz:
Noite feliz, noite feliz
Preferível fosse um hino
Manifesto dos suínos
De revolta, de protesto
Porca mãe das dores sou

5ª Parte: Espírito de Porco
Talvez por esta razão
Sinto estranha mutação:
Compaixão e porco se fundem em mim
Entranhas de porco estão em mim
Sentimento de porco
Focinho de porco
Coração de porco
Uma cara de porco está em mim
Similar a minha infância:
Quando um porquinho morria
Um parente
Gente fria,
Faca fria, reluzente
Penetrava no porco
E no coração do menino

6ª Parte: O Grito
Esguicho de sangue quente
Lágrima quente
Menino aflito
E o grito, quase infinito do porco
Coração do porco para
Coração do menino…dispara
Por favor amigo leitor
Partilhe comigo e o porco esta dor:
Incorpore um espírito de porco
Chore!
Ouça o grito!
Ouça o eco!
Som prá valer que ressoa
Mas se em ti doer, que doa:
Churrasco, asco, asco, asco…
Alcatraz – humano atroz
“Liberdade, liberdade!
Abre as asas sobre nós”
Castro Alves por piedade, seja agora nossa voz
Por tudo o que é sagrado
“Senhor Deus dos desgraçados
Dizei-me voz Senhor Deus
Se é loucura, se é verdade
Tanto horror perante os céus…”
“…Astros, noites, tempestades
Rolai das imensidades,
Varrei os mares tufão!”
Nos ares som estridente
Ouça o eco novamente
Cristão clemente? Mente, mente, mente…
Inclemente predador, dor, dor, dor…
Clamor de amor no salame, ame, ame, ame…
Vitela, prato farto, refinado
Boi que engorda confinado:
Tudo termina em finado
Mesma sina é a feminina:
Mortadela, morte dela, morte dela
Boi no pasto é desmatar, matar, matar, matar…
Das frutas sobra o caroço
Dos bovinos no Mato Grosso, osso, osso, osso…

7ª Parte: Berros
Ditadura em animais
Há tempos imemoriais
Ditadura, dura, dura, dura…
– Ato Institucional!
-AI-5 animal é assim:
Ai! Ai! Ai! Ai! Ai!
Berros a cada segundo
Ecoando pelo mundo
Reverberandoberrandoberrando
E peixe que não berra
Mas sente dor
Literalmente se ferra

8ª Parte: Somos Mãe
Covardia, sacanagem, degradante.
Nada há mais revoltante
Para o menino que chora
E que ainda mora em mim.
Que de tanto querer bem
Mãe da porcada é também
Aquela mesma senhora
De quatro patas – focinho
Que em dezembro 24
Assam o filho porquinho
Festival pleno de horrores
Porca madona das dores
Todo ano – me ufano de ser.
Mil vezes te matam,
Te assam, te comem,
Porca mãe das dores sou.
Honrado me sinto
De ser a mãe porca
De ser mãe cadela
De ser mãe perua
Mãe pata
Mãe vaca
Mãe gata
Mãe cabra
Mãe cobra
Coelha
Ovelha
Mãe d’água, limpa ou suja
Mãe coruja
Mãe de toda passarada
Mãe sardinha enlatada, atum
(Coração de mãe sempre cabe mais um)
Mãe galinha
Abelha rainha
Mãe natureza
Mãe Terra!
Em toda beleza
Que a palavra encerra.
Terra – terráqueos
Humanos – batráqueos
Como se fossem um só
É pau – é pedra – é pó
Camarão
Com barba ou sem barba
Com rabo ou sem rabo
Com teta ou sem teta
É aqui o planeta
Azul Borboleta
Primo – primata – macaco
Bem vindos a este mui lindo barraco
Somos todos farinha do mesmo saco

9ª Parte: Compaixão
Inclusão sem igual – entre iguais
Compaixão
Perfume floral
Pólen de vida,
Infinitesimal
Leveza e graça
Pólen fumaça que o vento levou
Em nossos corações desabrochou.
Porta aberta escancarada
Invasão da bicharada
Arca de Noé – guarida
Paixão pela vida
Assim é que somos:
Voz dos que não tem voz
Humanos – gente
Demasiadamente humanos
Somos nós
Todos nós
Vegetarianos

Outros versos e prosas do Zetti, sobre os animais humanos e não humanos, podem ser lidos em http://www.zettinunes.blogspot.com/ .

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Artigos

O carniceiro do Realengo e os animais

Esse caso do massacre de estudantes em Realengo nos traz horror, repulsa, tristeza. E algumas questões interessantes. Uma das chaves para entender o que levou esse rapaz chamado Wellington Menezes de Oliveira a fazer o que ele fez é sua confusa “carta-testamento”. Este trecho me atraiu especialmente a atenção:

“Eu deixei uma casa em Sepetiba da qual nenhum familiar precisa, existem instituições pobres, financiadas por pessoas generosas que cuidam de animais abandonados, eu quero que esse espaço onde eu passei meus últimos meses seja doado à uma dessas instituições, pois os animais são seres muito desprezados e precisam muito mais de proteção e carinho do que os seres humanos que possuem a vantagem de poder se comunicar, trabalhar para se sustentar, os animais não podem pedir comida ou trabalhar para se alimentarem…”

Todo mundo sabe que serial-killers costumam se revelar muito jovens, torturando e matando animais. Wellington não é um serial killer. É um “assassino em massa”, outra classificação criminal. E nos deixou esse parágrafo acima para confundir nossos julgamentos e análises mais simplistas.

Tirando a péssima redação desse parágrafo, eu poderia ter assinado embaixo. Provavelmente você também, leitor. Isso é altamente perturbador porque o cara que escreveu isso matou 13 crianças a sangue frio. E surge a questão: eu estou dando razão a um monstro? Minha opinião: sim. Assim como o mais iluminado de todos nós tem às vezes pensamentos maldosos e impulsos agressivos, Wellington guardava na sua mente confusa uma chama de bondade e compaixão.

Acho que todos nós que damos prioridade aos (outros) animais de vez em quando somos tomados por essa equivocada sensação de desprezo generalizado pelo ser humano. A cada horror que descobrimos que nossos semelhantes fazem aos animais, mais nos envergonhamos da raça humana como um todo. A nossa diferença com Wellington Menezes de Oliveira é que tentamos convencer os outros de nossa razão, e não invadimos escolas com duas pistolas na cintura.

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Notícias

Cabelo de Justin Bieber é leiloado para beneficiar santuário de animais

Por Tiago Claus (da Redação)

Ellen Degeneres, apresentadora de talk show e vegana de longa data, postou em janeiro em seu twitter que ela gostaria de ganhar de aniversário um pedaço do cabelo de Justin Bieber.

Foto: Reprodução/Vegetarian Star

Justin Bieber, que tem apoiado organizações ligadas à causa animal, como a PETA, cortou seu conhecido cabelo no fim de fevereiro, e lembrou de enviar à Ellen um pedaço de presente.

Foto: Reprodução/Vegetarian Star

Ellen decidiu colocar seu presente para uma boa causa no Ebay (site de leilões). Todo dinheiro arrecadado será doado para a ONG The Gentle Barn Foundation, que cuida de 120 animais resgatados, como vacas, galinhas e porcos, e que também faz trabalho com crianças com deficiências mentais, permitindo que elas interajam com os animais para melhor recuperação de suas doenças.

O leilão ficou aberto até esta quarta-feira, dia 2, e foi vendido por USD 40,6 mil (R$ 67 mil).

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Você é o Repórter

Cães filhotes que foram resgatados à beira da morte junto com a mãe aguardam adoção em SP

Bruno
oanjomaisvelho@gmail.com

Meu nome é Bruno e eu peço ajuda encarecidamente para conseguir um lar para esses animais.

Encontrei há quase dois meses em um estado quase de morte quatro filhotes junto com a mãe próximo ao metrô Artur Alvim, na Zona Leste de São Paulo. Para que não morressem, acolhi todos eles em um hotel durante algumas semanas e como moro em apartamento, acabei os acomodando na casa de uma amiga que mora próximo. Porém, eles estão ficando grandes, já gastei muito dinheiro com eles e infelizmente está difícil para manter. Pretendo ficar com a mãe, que é mais velha e acredito que mais difícil de doar.

Estou procurando tutores para os filhotes, estão em fase de crescimento, simplesmente lindos!

Ajudem a divulgar.

Contato com Bruno:

(11)88787540 ou email oanjomaisvelho@gmail.com

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Olhar Literário

Paul & Linda

No verão de 1957, em Liverpool, um estudante de 15 anos ingressa no conjunto recém-formado por John Lennon, os Quarrymen, que se propunha a tocar rock and roll e rhitm´n blues em bailes e festas de escola, com direito a roupas apertadas, topetes e brilhantina.  O garoto chamava-se Paul McCartney, que assumiu o contrabaixo para dar início àquela que seria, pouco mais tarde, a mais importante parceria musical do século XX: Lennon e McCartney. Não demorou muito para que o grupo integrasse outro adolescente, George Harrison, uma grata promessa na guitarra solo. No início dos anos 60, tendo como baterista Pete Best, o conjunto já se chamava Silver Beatles, logo simplificado para Beatles, passando a se apresentar no lendário Cavern Club.  Em 1962, agora com Ringo Starr  na bateria,  a formação da banda torna-se definitiva e o sucesso não tarda a estourar,  para a alegria dos quatro rapazes de Liverpool.

Músicas geniais de Paul foram compostas na inesquecível década de 60. Como não se render à belíssima linha do contrabaixo em “All My Loving”? E ao inocente romantismo de “And I Love Her’? Como não se encantar com a primorosa harmonia de “Here There and Everywhere”? E com o grito visceral que emergia de “Oh Darling”?  Como esquecer de “Yesterday”, “Blackbird” e “The Long and Winding Road”? E dos acordes sobrepostos emLady Madonna”? E dos violinos de “Eleanor Rigby”? Como não se emocionar com o vigoroso refrão de “Golden Slumbers”?  E com “Hey Jude”, que fez a juventude se levantar em um coro uníssono pelo amor e pela paz? É impossível esquecer. O apelo de “Let It Be” mostrava ao mundo que o sonho não acabaria jamais. Porque aqueles anos marcados por guerras, violência e opressão foram, paradoxalmente,  mágicos e musicais. Os Beatles perpetuaram seu legado de esperança e o transmitiram às gerações seguintes. Paul McCartney nunca desistiu desse sonho.        

Enquanto isso, do outro lado do oceano, mais precisamente em Nova York, uma menina nascida em família rica e inserida em um ambiente de requintada intelectualidade, passa a se interessar pelo estilo de vida simples, abstendo-se das aspirações materiais relacionadas a status e poder.  Seu nome era Linda Eastman, que desde cedo demonstrou uma profunda devoção pela natureza e pelos animais. Intuitiva, espontânea e sonhadora, ela não tardou em trocar o conforto da casa paterna pela vida frugal que buscava para si, reflexo do olhar sensível  que a tornaria, em pouco tempo,  renomada fotógrafa norte-americana. Por esse caminho é que Linda se tornou conhecida, ao registrar com suas lentes imagens do cotidiano, da natureza,  de shows, de músicos e de artistas   Foi assim que, em 1968, Linda e Paul se conheceram e se tornaram amigos. Mas logo os céus se misturaram à terra e o espírito de Deus passou a  se mover sobre a face da águas as águas.

Já não importava que os Beatles se separaram. Paul e Linda estavam juntos, em sua tenra cumplicidade, olhando sempre na mesma direção.  No início dos anos 70 fundaram a banda The Wings, com Linda e Paul dividindo o palco. E surgiam, a partir de então, mais composições significativas na carreira de Paul, como “Band on the Run”, “Venus and Mars”, “Live and Let Die”, “Let Me Roll It”, “Maybe I’m Amazed”, entre outras igualmente belas. Nesse período de renovada inspiração musical, Paul compôs uma das mais sensíveis melodias de todos os tempos, em homenagem a Linda: “My Love”. E Linda certamente fez por merecer. Foi ela que mostrou a Paul o sentido último do amor. O amor incondicional por todas as criaturas. Linda era vegetariana pelos animais e levou Paul a aderir à causa. A propósito deste fato, há uma célebre frase atribuída ao casal McCartney: “Se os matadouros tivessem paredes de vidro, seríamos todos vegetarianos”.  E assim se passaram muitos e muitos anos felizes. Paul e Linda. Linda e Paul.     

Até que na manhã de 17 de abril de 1998, em uma casa de campo na região do Arizona, Linda morreu.  Ao seu lado, além do marido, estavam os filhos Heather, Mary, Stella e James.  Quatro dias após o falecimento da mulher – conta o biógrafo Barry Miles (in  Paul McCartney – Many years from now, trad. Mário Vilela,  DBA: São Paulo, 2000) -, o ex-beatle  sentou-se à mesa da cozinha e ali mesmo, durante a madrugada, silenciosamente, escreveu uma carta. Uma carta para aquela que partiu para sempre. Um canto de amor e de despedida. Um lamento sob a tênue luz da noite cravejada de estrelas:

Linda foi, e ainda é, o amor da minha vida. Nossos lindos filhos nos deram uma força indescritível e Linda continua a viver em todos eles.  A coragem que ela demonstrou na defesa do vegetarianismo e dos animais foi inacreditável. Eu pergunto: quantas mulheres enfrentariam sozinhas oponentes como as autoridades responsáveis pelo gado e pelos abatedouros, arriscando-se a ser motivo de piada, e ainda assim venceram?

Foi  a mulher mais bondosa que já conheci, a mais pura. Para ela, todos os animais eram como personagens Disney e mereciam amor e respeito. Tive o privilégio de amá-la durante trinta anos, e nesse tempo todo, com exceção de uma ausência forçada, nunca passamos uma noite separados.  Como mãe, foi a melhor. Nós dois sempre dissemos que tudo que queríamos para nossos filhos era que tivessem bom coração, e eles têm.

A homenagem que Linda teria mais gostado seria que as pessoas se tornassem vegetarianas, o que, dada a enorme variedade de alimentos disponíveis hoje em dia, é bem mais fácil do que muitos pensam. Linda entrou no ramo alimentício por uma única razão: salvar os animais do tratamento cruel que nossa sociedade e nossas tradições lhes impõem. Eu não conseguiria imaginar ninguém com menos tendência para ser mulher de negócios e, no entanto, ela trabalhou incansavelmente pelos direitos dos animais.

Era uma pessoa sem igual, e tê-la conhecido fez do mundo um lugar melhor para mim.  Sua mensagem de amor continuará a viver em nossos corações. Eu te amo,  Linda.  Paul.

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Destaques, Notícias

Conheça cinco histórias de crianças que estão mudando a vida dos animais

Por Giovanna Chinellato (da Redação)

Bradon Wood (Foto: Animals Change)

Crianças dos Estados Unidos estão pegando os limões azedos da crueldade com animais e fazendo limonadas… Algumas vezes literalmente, como no Concurso Limonada para os Abrigos, da American Humane. Conheça a nova geração do movimento pelos animais, por meio desta reportagem feita pela Animals Change.

Brandoon Wood, 10, ajuda a salvar chimpanzés de laboratórios e faz campanhas pelo término de experimentos em primatas: Brandon achava que queria um chimpanzé de estimação, até que ele fez uma pequena pesquisa e descobriu que eles pertencem à natureza. Ele também descobriu que mil chimpanzés estavam presos em um laboratório, alguns sendo submetidos a experimentos invasivos, muito longe da natureza. Então, ele começou a campanha Make a Chimp Smile (Faça um Chimpanzé Sorrir) para arrecadar fundos e conscientizar a população, para que tirem os chimpanzés dos laboratórios e soltem-nos em santuários. Apesar de ele estar tocado por suas histórias individuais, ele também aborda a questão em nível nacional, e se tornou adepto do Ato de Proteção aos Grandes Primatas para que experimentos em macacos sejam abolidos de uma vez por todas.

Monica Plumb, 12, fornece máscaras de oxigênio para animais a departamentos de bombeiros: experts estimam que de 40 mil a 100 mil animais morrem em incêndios por ano, e há pouco que os bombeiros possam fazer, já que máscaras de oxigênio humanas não servem em focinhos de animais. Máscaras especiais existem, mas estão fora do orçamento dos departamentos. E é aqui que Monica entra com a Petmask.com, que conseguiu dinheiro para doar mais de 300 máscaras de oxigênio para animais aos departamentos de bombeiros, Unidades EMS e caninas do país todo. Além disso, conscientizou e informou a população de resgates de animais em caso de incêndio.

Clara Polito, 13, é dona de uma companhia de padarias veganas: imagine um cupcake vegano da Clara’s Cakes: o Not So Thin Mints é um cupcake com raspas de menta e um creme de chocolate. Esse é apenas um exemplo do cardápio de delícias veganas criadas e vendidas por essa ativista/chef culinária. Clara também tem um blog (Clara in Veganland).

Dena Miller, 13, conseguiu U$ 10.000 para a Best Friends Animal Society e não parou por aí: ela teve a oportunidade de viajar para qualquer lugar do mundo, e escolheu Kenab, Utah, para visitar o santuário da Best Friends. Quando Dena visitou Israel na preparação para sua mitzvah, sua câmera não estava focando apenas monumentos religiosos; ela fotografou animais abandonados e negligenciados em todos os lugares que visitou. De volta para casa, ela entregou as fotos para um projeto social e pediu aos amigos e parentes que doassem ao programa Guardian Angel da Best Friends em vez de lhe darem presentes. Entre doações e venda de suas fotos, Dena conseguiu juntar U$10.000. As fotos podem ser vistas online, com 100% da renda revertida para a Best Friends.

Mimi Ausland, 14, começou a freekibble.com e uma campanha para um dia do animal que está em abrigo: a Freekibble.com doa comida para cães e gatos cada vez que você visita o site e responde à questão diária (independente de a resposta estar certa ou não). Nos dois anos desde que Mimi, então com 11, começou a Freekibble.com ela já arrecadou 3,5 milhões de pratos de comida para animais de abrigo. No mês passado, com a Halo Pets e a Tails Magazine, Mimi começou a campanha para nada menos que uma ordem presidencial: “Cartas pelos Animais” espera enviar 100 mil cartas para o presidente Obama, pedindo que ele ajude a divulgar os animais de abrigo tornando o dia 30 de abril dia nacional de adotar um animal. Eles atingiram a meta em 18 dias e pretendem estender a campanha até setembro.

A paixão que esses cinco têm por ajudar os animais não é um projeto de momento nem uma fase transitória. Considerando o quão fascinantes esses pequenos ativistas são, nós e os animais temos uma baita esperança para crer no futuro. Ah, e lembre-se: se esses jovens podem ajudar tanto apenas com boa vontade e atitude, o que nós não podemos fazer?

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Notícias

Pit bull explorado em rinhas salva a vida de uma mulher

Por Giovanna Chinellato (da Redação)

Daddy é um cachorro especial. Como muitos pit bulls, foi explorado em rinhas antes de ser resgatado, e tem seu corpo ainda marcado pelas cicatrizes do passado.

Segundo matéria do jornal Examiner, Angel Parisa resgatou Daddy de um abrigo na primavera passada. O mais provável é que o cão gentil tenha sido abandonado ali por não ter a agressividade de um lutador.

Na verdade, Daddy evita confrontos a qualquer custo. Mas a viagem de Daddy ao abrigo de animais com outros pit bulls de rinha foi quase uma sentença de morte.

Felizmente, Parisa aprendeu sobre o belo cão e sua necessidade de sair do abrigo, e ela pôde colocá-lo em segurança. O corpo de Daddy estava maltratado e magro, e ele tinha problemas médicos que requerem intervenção veterinária intensiva. Apesar de as contas chegarem muito altas, Parisa não conseguiu virar as costas para o cão gentil , então logo encontrou uma maneira de pagar por suas cirurgias e transfusões de sangue.

Na semana passada, Daddy provou a Parisa que valeu a pena salvar sua vida. Os dois estavam passeando, quando Daddy (que nunca força a guia) começou a puxar Parisa para um lado da rua.

Seu comportamento era inesperado e incomum. Parisa estava à beira da frustração com o cachorro quando notou uma mulher em crise.

O pit bull determinado puxou Parisa até a mulher, que precisava de ajuda. A pessoa tinha problemas cardíacos e estava numa crise dolorosa, à beira do colapso, quando Parisa e Daddy chegaram até ela. Daddy imediatamente cheirou-a toda, tentando determinar a causa do problema.

Parisa pôde ajudar a mulher a tomar a medicação e sentou-se com ela até a aceleração cardíaca passar e a situação se estabilizar. Parisa disse que o crédito por salvar a vida da mulher é todo de Daddy.

Parisa insiste que, por si só, jamais teria passado pela rua em que a mulher estava, e ela teria entrado em crise sem ninguém para ajudá-la. Se ninguém estivesse lá para ajudá-la com a medicação, o pior teria ocorrido. De alguma forma o pit bull sentiu o problema e pôde levar sua tutora aonde ela estava.

Angel Parisa ama Daddy, ele é obviamente um cão especial e ela quer encontrar para ele uma casa realmente especial. Angel resgata pit bulls regularmente, e admite que são especiais, mas Daddy tocou sua vida de uma forma única.

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Notícias

Jovens portugueses usam seu tempo livre para se dedicarem à causa animal

No verão, há centenas de pessoas que ocupam as férias cuidando dos outros. Mas também há ilusões: o voluntariado é menos romântico do que se possa imaginar.

Um estudo da Universidade Católica estima que haja em Portugal cerca de 1,5 milhão de pessoas gastando o seu tempo, ou parte dele, com quem precisa. O número é generoso, mas Paulo Cavaleiro, da Assistência Médica Internacional (AMI), é cauteloso. “O voluntariado é um conceito difícil de gerir, de contabilizar e caracterizar. Acredito que haja 1,5 milhão de potenciais – sublinha potenciais – pessoas com vontade de ajudar. É diferente ter vontade de fazer e fazer mesmo, até porque nem sempre é fácil compatibilizar com a vida pessoal ou profissional. E depois há muito voluntariado anônimo e sazonal. E é muito heterogêneo, é difícil dizer quantos são, quanto tempo dedicam, de que forma ou a que tipo de ação”.

Não é uma crítica, ressalva Cavaleiro, tanto mais que à AMI, organização que mais iniciativas e voluntários mobiliza em Portugal, chegam incontáveis “pedidos de pessoas com boa vontade, que querem dar a sua legítima contribuição.” No entanto, muitas delas “chegam com aquela ideia romântica de que ajudar é ir para África, para os países mais pobres. E se não for possível cumprir essa expectativa – e muitas vezes não é, porque a prioridade é dada a pessoas com competências muito específicas, sobretudo na área da saúde -, desistem.”

O padre Manuel Antunes, responsável por dois campos de férias para deficientes no santuário de Fátima, corrobora. “Não basta ter boa vontade, é preciso ter vocação e muita generosidade.” Dá como exemplo o projeto que lidera há seis anos: “Trabalhamos com pessoas com limitações físicas e mentais profundas. Ficam conosco durante uma semana para que a família possa descansar um pouco. É um trabalho muito duro. Passa por dar-lhes banho, fazer a cama, acompanhá-los, alimentá-los… “

Apesar da exigência, o responsável garante que o feedback é positivo. “É muito gratificante verificar que há jovens que se privam das suas férias para vir para aqui fazer bem a quem precisa. E que se entusiasmam de verdade. E que voltam no ano seguinte.” Manuel Antunes faz questão de destruir o que diz ser um mito. “Criou-se a ideia de que os jovens são egoístas e vivem alheados da realidade. Não é verdade. Quando há alguém que os motiva, são tremendamente abertos e disponíveis.”

Samuel Infante, responsável pelo Centro de Recuperação de Animais Selvagens, (CERAS) em Castelo Branco, concorda. “Mais de 80% do trabalho é assegurado por voluntários, pessoas a quem a fauna desperta simpatia e compaixão.” Sobretudo ali, pelo fato de se tratar de um hospital, “funciona como catalisador”. Por ano, recebem cerca 200 animais, 25% dos quais em vias de extinção, com uma taxa de recuperação de 52%. “A única coisa que pedimos aos voluntários é dedicação, sobretudo no verão. É o período do ano em que temos mais animais.”

O membro da AMI insiste: “Não há voluntariado sem responsabilidade”. Daí que haja um enorme cuidado na triagem. “Às vezes precisamos de coisas que são menos românticas. Tentamos explicar às pessoas que esse trabalho é tão determinante como todo o resto.” E muitos entendem.

“Ajudar os animais é preservar o planeta”

Entrar num hospital de animais selvagens é uma experiência difícil de esquecer. Estão ali internados porque estão doentes ou lesionados. Muitos entre a vida e a morte, tantos em vias de extinção. Para sobreviverem não podem ser incomodados. Mesmo. A experiência é a do silêncio, a do respeito superlativo pela fauna.

É ali, ao Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco, em Portugal, projeto gerido pela Quercus com apoio da Escola Superior Agrária, que Sofia vai quase todos os dias. Às vezes de manhã cedo, outras ao fim da tarde. O horário é determinado pela necessidade dos animais.

Naquele dia, o paciente mais grave era um juvenil noitibó-de-nuca-vermelha, ave noturna. Tem as asas quebradas, foi talvez vítima de atropelamento. E “é muito nervosa, pode morrer de ansiedade”, explica a veterinária Inês Varanda.

O noitibó não consegue comer sozinho, é alimentado com pinça. Sofia pega nele como em porcelana, cobre-a para a acalmar, leva-a no colo em câmara lenta, causa-lhe o menor estorvo possível. Faz o mesmo quando alimenta um mocho bebé. “Gosto de ajudar os animais. Com isso, estamos preservando o planeta.” Ali há corujas, águias, cegonhas, cágados, abutres, mochos e tudo o que a GNR e população ali levarem. Quase sempre de urgência.

Sofia tem 17 anos, foi o irmão Rui quem a seduziu para ali. “Ele adora animais, vem todos os dias”. Ela não vai todos os dias, mas nunca deixa de ir quando a chamam. “Mudou a minha mentalidade: hoje faço mais reciclagem e tenho mais respeito pelos recursos naturais.”

Com informações do Jornal de Notícias

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