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Zoológico de Gaza reabre após escândalo de maus-tratos e descaso com os animais

Depois de aceitar a ajuda da ONG Four Paws que ofereceu mais de 44 mil libras (cerca de 226 mil reais) para o resgate dos animais e posterior fechamento do zoo, o local reabre com novos animais nas mesmas condições de abandono


 

O Zoológico Rafah, em Gaza, foi alvo de uma onda de críticas e revolta após imagens perturbadoras mostrando dezenas de leões, macacos e pavões desnutridos e maltratados vivendo em gaiolas apertadas e imundas em suas instalações.

O zoológico concordou em fechar e aceitar mais de 44 mil libras (cerca de 226 mil reais) da ONG Four Paws, sediada em Viena, para subsidiar comida e tratamento médico até que os animais pudessem ser transportados.

Em abril, os animais foram sedados e foram transferidos por 320 quilômetros para seu novo lar na Jordânia, via Israel, que deu permissão especial para a transferência dos animais por suas terras.

Foto: AsiaWire
Foto: AsiaWire

Mas agora, relatos apontam que o zoológico reabriu e manteve leões, avestruzes e macacos, novamente nas mesmas condições de descaso e maus-tratos.

A ONG Four Paws acusou o estabelecimento pois a entidade havia recebido garantias dos proprietários do zoológico de que eles fechariam as portas assim que a transferência dos animais fosse concluída.

Compromissos assumidos

Martin Bauer, porta-voz da instituição de caridade, disse ao Central European News: “É claro que estamos desapontados por eles terrem reaberto depois de prometerem fechar, e agora está nas mãos das autoridades locais agir porque, tanto quanto sabemos, o zoológico recém-inaugurado não tem licença para funcionar”.

“É claro que, se as autoridades locais autorizarem o resgate dos animais, estaríamos preparados para iniciar conversas sobre como ajudar na operação e transferi-los para um habitat mais apropriado para as espécies.

Foto: Alamy Live News
Foto: Alamy Live News

“Mas precisamos nos afastar do círculo vicioso de pagar cada vez para resgatar os animais que ficam em uma espécie de situação de reféns”.

Entre leões que estão sendo mantidos no zoológico, dois são adultos e três são filhotes.

Visitantes recentes do zoológico relatam ter visto funcionários tentando separar filhotes de leões de suas mães com varas, para que os clientes pudessem ser fotografados com eles.

Eles também disseram que os avestruzes estavam sendo mantidos em gaiolas minúsculas e foram vistos bicando constantemente as barras de suas jaulas. Macacos podiam ser vistos comendo lixo do chão, segundo relatos dos visitantes.

Foto: Bogdan Baraghin | FOUR PAWS
Foto: Bogdan Baraghin | FOUR PAWS

O novo gerente Ashraf Jumaa, que parece estar relacionado às pessoas que prometeram fechar o zoológico, negou que o local estivesse tentando chantagear instituições de caridade por mais dinheiro.

“Nosso principal objetivo não é o comércio, mas o entretenimento, e decidimos reabrir porque era isso que a população local queria”, disse ele.

Mas ele admitiu que o zoológico não conseguiria alimentar todos os seus leões quando os filhotes começassem a crescer.

Ele disse que os leões adultos precisariam de 22 a 30 kg de carne por dia e que eles não seriam capazes de suprir essa quantidade com o número atual de visitantes.

Foto: AsiaWire
Foto: AsiaWire

Gaza continua sofrendo economicamente sob um bloqueio de terra, ar e mar imposto por Israel depois que a organização militante Hamas assumiu o controle da faixa em 2007.

Estima-se que cerca de metade dos dois milhões de pessoas de Gaza vivam abaixo da linha da pobreza.

Um porta-voz do ministério da agricultura de Gaza disse que não havia discutido a reabertura com ninguém no zoológico e que havia pouca probabilidade de que a quantidade de terra necessária para que os animais pudessem ter mais espaço e melhor condição de vida, pudesse ser disponibilizada. Esse seria um dos requisitos mínimos para que o zoológico atenda aos padrões internacionais.

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Destaques, Notícias

Quatro filhotes de leão congelam até a morte no zoo de Gaza

SAID KHATIB/AFP/Getty Images
SAID KHATIB/AFP/Getty Images

Um zoológico na Faixa de Gaza vai fechar as portas após um clamor público pela morte de animais em suas instalações, de acordo com relatos. os filhotes de leão teria morrido devido as condições climáticas, com a temperatura muito baixa e as péssimas condições de acomodação dos animais, incapazes de abrigá-los de forma eficiente do frio.

A ONG Four Paws que defende os direitos animais, lançou uma campanha pedindo o fechamento do zoológico de Rafah, após quatro filhotes de leão congelarem até a morte e vários outros animais serem mortos em ataques aéreos, segundo informações do jornal Times of Israel.

O zoológico, criado em 1999, enfrenta dificuldades financeiras desde o bloqueio israelense na Faixa de Gaza em 2007.

Para arrecadar fundos, em uma atitude desesperada, os proprietários cortaram as garras uma leoa de 14 meses para que o zoológico pudesse cobrar uma taxa dos visitantes que quisessem brincar com ela. Isso provocou a ira de ativistas que criaram uma petição pública pedindo o fechamento do zoológico, o documento foi assinado por mais de 150 mil pessoas.

Mohammed Jumaa, o dono do parque, disse ao The Times of Israel que o procedimento não era doloroso e que o corte das garras do animal simplesmente reduziria a agressividade do leão para que “ele pudesse ser amigável com os visitantes”.

Agora, os habitantes do zoológico, que juntos somam mais de três dúzias de animais, incluindo hienas, porcos-espinhos e cinco leões, serão realocados em santuários na Jordânia, e o zoológico será fechado definitivamente, informou o Times.

A ONG Four Paws informou que já havia retirado animais de outros dois zoológicos em Gaza, onde a pobreza desesperadora resultou em condições terríveis para os animais, informou a Agence France Presse.

De acordo com seu site, o grupo de bem-estar animal está trabalhando em Gaza desde 2014 e já evacuou e fechou dois outros zoológicos na região – o zoológico Al-Bisan e o zoológico Khan Younis. A ONG conta que também resgatou filhotes de tigre em 2015.

Em um comunicado, o veterinário e chefe de missão, Amir Khalil, da Four Paws disse: “Por muito tempo, os animais do zoológico de Rafah tiveram que viver em condições inimaginavelmente terríveis”.
“Estamos felizes em finalmente pôr fim a esse horror”, disse ele no comunicado.

Em abril de 2017, durante a campanha do grupo militante Estado Islâmico para retomar Mosul no Iraque, a ONG Four Paws resgatou um leão e um urso de um zoológico da cidade. No ano anterior, também ajudou a realocar um tigre que estava em Gaza para a África do Sul.

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Zoo de Gaza retira garras de leoa para que visitantes entrem em sua jaula

O Zoológico de Gaza retirou as garras de uma leoa de apenas 14 meses de idade para permitir que visitantes entrem na jaula do animal e brinquem com ele. Explorada para entretenimento humano, a leoa foi brutalmente mutilada.

O caso revoltou ONGs de proteção animal, que pedem o fechamento do zoo. Imagens mostram visitantes ao lado do animal. As informações são do portal Sputnik News.

(Foto: Reprodução / Twitter / @DerangedRadio)

Como justificativa para a crueldade promovida contra a leoa, o zoológico alegou que a medida foi tomada para garantir a sobrevivência do parque, que está localizado em uma região pobre.

As garras do animal foram aparadas pelo veterinário palestino Fayyaz al-Haddad com um alicate a uma tesoura durante duas semanas. “Eu estou tentando reduzir a agressão da leoa para que possa ser amigável com os visitantes”, afirmou o proprietário do zoológico, Mohammed Jumma, de 53 anos de idade, ao jornal The Daily Mail.

As críticas à atitude do zoo não se restringem, no entanto, à mutilação feita na leoa, mas também ao risco de infecção, porque o procedimento não foi feito em uma clínica veterinária, e à crueldade, já que o animal necessita das garras para se alimentar.

A expectativa é que as garras da leoa voltem a crescer novamente apenas daqui seis meses. Além dela, outros animais vivem no zoológico de Gaza, dentre eles cinco leões, sendo três filhotes. O local foi inaugurado em 1999, mas foi destruído durante as operações das forças israelenses em 2004. A reabertura aconteceu há dois anos.

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quatro filhotes mortos
Destaques, Notícias

Quatro leões recém-nascidos morrem congelados em zoo

Uma ninhada de quatro filhotes de leão congelou até a morte apenas duas horas depois de nascer no Khan Younis Zoo, conhecido como o “pior zoológico do mundo”, na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza.

quatro filhotes mortos
Foto: Reuters

Os filhotes foram encontrados mortos pelo dono do zoológico em ruínas, Fathi Jumaa, na manhã seguinte a uma tempestade de inverno. Jumaa disse ter colocado cobertores em cima da jaula dos leões para “protegê-los” da neve.

A maioria dos animais do zoológico foi contrabandeada do Egito por meio de túneis subterrâneos há alguns anos, antes de militares egípcios destruírem os túneis que passavam sob a fronteira.

A mãe dos filhotes também pode sofrer o mesmo destino dos recém-nascidos, devido ao inverno rigoroso na região e à falta de cuidados médicos necessários. “Também podemos perder a leoa, que recentemente deu à luz e cuja saúde precária piorou nos últimos dias”, disse Jumaa.

Em 2016, vários animais foram resgatados do zoológico, incluindo Laziz, o último tigre da Palestina. No mesmo ano, a ONG Four Paws conseguiu resgatar um pelicano, que foi transferido para um santuário na Jordânia. Lá, o animal conseguiu abrir suas asas pela primeira vez.

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Zoológico de Gaza coloca três filhotes de leão à venda

Mohamad Ahmad Yumaa recorreu às redes sociais para anunciar a venda, a 3.500 dinares jordanianos cada (US$ 5 mil). “Devido à situação econômica e à dificuldade de encontrar comida e bebidas [para os animais], fui forçado a colocar esses três filhotes nascidos há um mês”, explicou.

Foto: TopImagens

Ele indicou que precisa do dinheiro para custear a manutenção do resto do grupo de felinos, dois leões e três leoas, cuja alimentação custa cerca de US$ 345 por mês. Yumaa, proprietário do zoológico de Rafah, na fronteira com o Egito, há 23 anos, batizou os filhotes de Palestina, Al Quds (Jerusalém, em árabe) e Erdogan (o primeiro-ministro turco).

Até agora, ele recebeu algumas chamadas graças ao anúncio, mas não conseguiu vender nenhum dos filhotes. Em 2016, um tigre, duas tartarugas, duas águias, dois porcos-espinhos, um pelicano, um emu e um cervo foram transferidos do zoológico de Gaza para centros na África do Sul, Jordânia e Israel.
Muitos outros animais morreram devido às duras condições devido à falta de dinheiro dos proprietários do enclave, golpeado por três guerras com Israel desde 2008 e pelo bloqueio ao qual o Estado hebreu o submete há uma década.
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Tigre explorado por "pior zoo do mundo" renasce em santuário

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Roger Allen
Foto: Roger Allen

O último tigre da Palestina, resgatado de um zoológico em péssimas condições em agosto, deu seus primeiros saltos para uma nova vida de felicidade em um recinto mil vezes maior do que a gaiola infernal onde era mantido. Laziz agora viverá seus dias na África do Sul, com o sol em suas  costas e a companhia de 18 outros tigres libertados.

A areia suja combinada com uma dieta inadequada e pobre em nutrientes deixaram Laziz letárgico e nervoso: ele se transformou de um predador confiante em um animal amedrontado.

Porém, horas após sua chegada ao Lion’s Rock Big Cat Sanctuary, Laziz começou a se aproximar dos guardas e veterinários que cuidarão dele pelo resto de sua vida. Quando os funcionários foram até seu recinto com alimento, ele ficou extremamente feliz. Partes de sua refeição foram colocadas no telhado de um abrigo, onde ele pode dormir.

Foto: Roger Allen
Foto: Roger Allen

O tigre nunca havia saltado antes porque não havia espaço suficiente em sua gaiola esquálida no zoológico da Faixa de Gaza, onde ele vivia desde que foi contrabandeado do Egito ainda filhote.

Agora ele possui cerca de nove anos, sendo que passou os últimos dois anos de sua vida no zoo, vivendo entre os ossos branqueados dos outros animais confinados que foram morrendo aos poucos. Em agosto, a organização de bem-estar animal Four Paws realizou uma operação chamada Operation Noah’s Ark, que resgatou Laziz e outros 13 animais do estabelecimento.

Eles foram os únicos sobreviventes de um total de 65 animais. O bloqueio de Gaza por parte de Israel, os bombardeios e a escassez de alimentos, somados à negligência na criação dos animais pelo zoo, deixaram-nos em um estado miserável.

Laziz recebia alimentos que lhe davam poucos dos nutrientes que ele precisa para prosperar. Ele se sentava em sua gaiola dia após dia, exposto às crianças que se aproximavam de sua prisão para lhe jogar nozes e pedras.

Foto: Roger Allen
Foto: Roger Allen

O tigre não podia sequer ver o céu estrelado. Cada dia era o mesmo círculo monótono de miséria para ele e para seus companheiros. Em 2007, cerca de 90% dos animais foram contrabandeados para o território por meio dos túneis escavados por membros do Hamas usados para transportar armas, alimentos, combustível e medicamentos.

Os animais foram trazidos pelo capricho de um homem que acreditava que os palestinos desfrutariam de uma “distração” de sua vida cotidiana sombria e ficariam entusiasmados com espécies selvagens. Os moradores de Gaza estavam ansiosos para pagar para ver um crocodilo, leões, avestruzes, cobras, macacos, tartarugas, cervos, um lama, um leão e dois tigres entre os animais em exposição.

Mas os repetidos conflitos com Israel não só causaram numerosas mortes de civis, mas também de criaturas inocentes usadas como entretenimento.

Foto: Roger Allen
Foto: Roger Allen

“Era claro que este era um lugar horroroso. Alimentos, remédios, cuidados básicos para os animais, tudo estava em falta e eles estavam pagando por isso com suas vidas”, contou Amir Khalil, diretor da missão de resgate da Four Paws que deixou os sobreviventes do zoo em segurança.

A maioria dos animais – cervos, porcos-espinhos, um pelicano, tartarugas etc – foi para um santuário na Jordânia. Mas para Laziz, havia mais uma jornada após o passeio de caminhão de Gaza para Israel.

“Ele foi sedado para o voo para Joanesburgo depois de ter sido resgatado. Desde o primeiro momento de sua chegada aqui pudemos ver que ele era especial “, disse a diretora da organização, Ioana Dungler, segundo o Daily Mail.

“Laziz é incrivelmente inteligente. Ele estava um pouco confuso no início, trocando uma casa de 10 metros quadrados ou mais para uma que é mil vezes maior, mas todos os seus instintos voltaram rapidamente. Ele aprendeu a pular, ergue a cabeça para ouvir o rugido dos outros tigres. Acima de tudo, ele está recebendo alimento e os cuidados de que precisa. Ele está a salvo aqui e pode viver sua vida em paz”, acrescentou.

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Pelicano resgatado de ‘pior zoo do mundo’ abre suas asas pela primeira vez

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

O Zoológico de Gaza ganhou o apelido de “o pior zoológico do mundo” devido às péssimas condições dos animais explorados pelo local. Felizmente, recentemente a ONG Four Paws conseguiu fechar o estabelecimento e resgatá-los.

Um dos animais afortunados que finalmente tem a chance de experimentar a vida fora do confinamento do zoológico é este pequeno pelicano.

Neste vídeo, o pássaro consegue abrir suas asas pela primeira vez em anos, e ainda recebe sua própria “piscina” de água.

Graças ao trabalho dos ativistas e de todas as pessoas que lutaram para libertar os animais do zoo, o pelicano foi transferido para o New Hope Center, na Jordânia, onde não precisará enfrentar a realidade cruel do cativeiro e irá viver da forma como todos os animais deveriam, informa o One Green Planet.

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Animais são finalmente libertados de inferno em Gaza

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Roger Allen

Animais forçados a viver em um zoológico infernal em Gaza poderão finalmente ter um futuro melhor, graças a um resgate emocionante.

As espécies que habitavam o zoológico incluem o último tigre de bengala da Palestina, Laziz, e um pelicano que passou um ano dividindo seu espaço com corpos de animais que não sobreviveram.

Os caminhões transportaram estes e mais 13 animais – de uma população original de quase 65- até a Jordânia, de onde a maioria deles será enviada para parques e santuários. O resgate foi uma operação delicada onde foram investidos dezenas de milhares de dólares, mas, no fim, tudo valeu a pena.

O sofrimento dos animais começou há dois anos atrás, quando bombas israelitas, fronteiras cercadas e falta de cuidados básicos criaram uma onda de problemas.

Porém, a história de como o zoológico surgiu é ainda pior. Tudo começou em 2007, quando 90% dos animais foram contrabandeados pelos túneis dos soldados Hamas, por onde eram trazidas armas, alimentos, remédios e combustível.

Eles foram trazidos por causa dos caprichos de um homem que pensou que os palestinos mereciam alguma distração da triste vida em que estavam inseridos, criando vitrines de exibição da vida selvagem.

Os animais foram destinados às gaiolas do zoológico Khan Younis, situado em um local onde os conceitos de direitos e bem-estar dos animais praticamente não existem.

Entretanto, Gaza não é um local onde as pessoas têm tempo e dinheiro para visitar espécies em exposição. Os constantes conflitos causaram milhares de mortes, inclusive as de animais.

Foi em 2014 que o Four Paws, organização pelo bem-estar animal, tomou conhecimento da situação no zoológico. Dr. Amir Khalil, diretor da missão, diz: “Era claro que aquele era um lugar em deterioração. Os animais estavam em grande sofrimento. Tivemos que solicitar inúmeras autorizações para tirar eles de lá.”

A situação dos animais era trágica. Apenas 24 horas antes do resgate, um filhote de cervo havia tentado fugir de seu confinamento, se machucando seriamente. Infelizmente, ele não sobreviveu.

O grupo de socorristas conseguiu resgatar um cervo, um pelicano, cinco macacos, duas tartarugas gigantes chamadas Tom e Jerry, uma ema, duas águias, e o tigre Laziz.

Os corpos dos animais mortos ainda estavam espalhados pelo zoológico, alguns até mesmo mumificados pelo próprio dono do local. A gaiola do pelicano, com o chão arenoso, era quase um depósito de corpos.

Dr Khalil afirma: “Pelo menos os que sobreviveram terão a chance de conquistar uma vida melhor. Foi uma situação horrível, mas fizemos o melhor que pudemos. ”

“Aquilo não era um zoológico, mas uma prisão. Estamos gratos que tenha finalmente acabado.”

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Ativistas fecham pior zoo do mundo e resgatam 16 animais

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

O Khan Younis Zoo, um zoológico na Faixa de Gaza apelidado de “o pior zoológico do mundo” finalmente foi fechado. A grande vitória para os animais ocorreu devido a negociações exaustivas realizadas pelo grupo internacional Quatro Patas.

Apenas 16 animais sobreviveram no local. O zoo contratou funcionários sem treinamento e conhecimento adequado e também não fornecia equipamentos fundamentais para cuidar dos animais, segundo o One Green Planet.

Isso resultou na morte de dois filhotes de leão que foram contrabandeadas do Egito e morreram de “doenças não reveladas.” No vídeo perturbador acima, é possível ver os corpos mumificados de animais que o proprietário do local tentou preservar para fazer com que o zoológico parecesse mais cheio, um ato completamente doentio.

Além de manterem os animais em cativeiro e explorá-los para o lucro, zoológicos são extremamente prejudiciais para a saúde mental e psicológica dos animais, por isso, é fundamental não visitar estes locais.

Há outras maneiras de interagir com animais, como visitar santuários e organizações que trabalham para a proteção e a reabilitação da vida selvagem. Os animais não devem ser usados para o nosso entretenimento e  é absurdo comprometer suas vidas para a diversão humana.

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Ativistas lutam para resgatar animais do “pior zoológico do mundo”

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/QuatroPatas
Reprodução/QuatroPatas

Embora não haja muitos veículos falando a respeito dos 15 animais restantes em um zoológico em Khan Younis, uma cidade e Gaza destruída pela guerra, algumas equipes de resgate se recusam a desistir deles.

O zoológico – também conhecido como Parque South Forest – , e que abriu com 65 animais em 2007 – ganhou a reputação de ser o pior zoológico do mundo quando foi noticiado que animais mortos mumificados estavam sendo exibido ao lado dos vivos, diz o The Dodo.

Isso ocorreu logo depois que o zoológico foi abandonado por três semanas, quando ataques aéreos de Israel contra o Hamas devastaram a região em 2008, deixando muitos animais morrendo de fome.

A organização internacional de defesa animal Quatro Patas tem feito viagens para enviar suprimentos necessários aos animais que vivem no local e que ainda aguardam sua libertação. A Quatro Patas conseguiu permissão para entrar no zoológico pela primeira vez em abril de 2015.

Reprodução/QuatroPatas
Reprodução/QuatroPatas

Na última semana, uma equipe foi enviada para descobrir uma solução para os animais restantes, após o proprietário do zoológico ter vendido alguns deles porque não tinha condições de cuidar dos animais adequadamente.

“Uma solução de longo prazo deve ser encontrada para os animais o mais rápido possível. Nós vamos oferecer tratamento médico aos animais e verificar a segurança de seus recintos”, escreveu Amir Khalil, chefe da missão de emergência em Gaza, em um comunicado.

Um dos animais deixados para trás no pior zoo do mundo é Laziz, o último tigre em toda Gaza. Há também vários macacos, sendo que uma das fêmeas está grávida. Porcos, tartarugas e aves também estão à espera de socorro.

“Todos estes animais são negligenciados e precisam urgentemente de cuidados médicos. A equipe pretende ficar no zoológico até o final de semana para avaliar cuidadosamente a situação”, escreveu a organização em 10 de junho.

Como não há leis ou disposições que regulam a manutenção privada de animais selvagens na região, a Quatro Patas precisa da cooperação de todos para ajudar os animais: dos tutores, dos proprietários de terra, de funcionários do governo de Israel, Gaza e Jordânia. Qualquer missão de resgate envolveria o transporte dos animais por essas três regiões.

No entanto, a organização tem sido bem sucedida em uma série de missões complicadas. Em setembro de 2014, a Quatro Patas transferiu três leões do zoológico Al-Bisan na Faixa de Gaza para um centro de resgate em Jordon.

Embora o futuro desses animais em Khan Younis ainda seja incerto, o fato de o grupo de proteção animal conseguir resgatá-los traz esperança e força para continuar a luta.

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Animais que morreram de fome em zoológico de Gaza têm seus corpos mumificados

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Muitos animais do zoológico Khan Yunis em Gaza morreram de negligência e fome após o início do conflito entre israelenses e palestinos. Foto: Exclusivepix Media/Daily Mail
Muitos animais do zoológico Khan Yunis em Gaza morreram de negligência e fome após o início do conflito entre israelenses e palestinos. Foto: Exclusivepix Media/Daily Mail
Foto: Exclusivepix Media/Daily Mail
Foto: Exclusivepix Media/Daily Mail
Foto: Exclusivepix Media/Daily Mail
Foto: Exclusivepix Media/Daily Mail

Essas são fotos horríveis de corpos mumificados de dezenas de animais que morreram de fome no zoológico Khan Younis, que fica em Gaza e vem sendo considerado “o pior zoológico do mundo”.

Segundo publicado pela ANDA, os animais vinham passando fome há quase um ano, quando o conflito entre palestinos e israelenses começou a impedir os funcionários de alimentá-los e cuidar deles adequadamente.

Foto: Exclusivepix Media/Daily Mail
Foto: Exclusivepix Media/Daily Mail

Mohammed Awaida abriu o zoológico em 2007. Recentemente, ele perdeu um grande número de animais durante os ataques de Israel contra o Hamas, que começaram no início do ano passado.

Durante uma ofensiva de três semanas de duração, Awaida disse que não conseguia ir ao zoológico, e muitos animais morreram de fome e negligência.

Restos de corpos e esqueletos de tigres, macacos, leões e outros animais permanecem em "exposição" após as suas mortes, no pior zoológico do mundo. Foto: Exclusivepix Media/Daily Mail
Restos de corpos e esqueletos de tigres, macacos, leões e outros animais permanecem em “exposição” após as suas mortes, no pior zoológico do mundo. Foto: Exclusivepix Media/Daily Mail

Porém, de acordo com uma reportagem do Daily Mail, algo semelhante já havia acontecido no verão de 2014, na esteira da guerra de Gaza conhecida como “Operação Margem de Proteção”.

O conflito resultou na morte de 80 animais do zoológico.

O Khan Younis é um dos cinco zoológicos da Faixa de Gaza. Não há fiscalização desses estabelecimentos, nem movimentos ativistas de direitos animais na região, apesar desta ser densamente povoada.

O processo de taxidermização dos animais vinha sendo feito desde o ano passado, porém as fotos foram tiradas e divulgadas neste ano. Elas mostram como os corpos se deterioraram ao longo desse tempo. Pior ainda, elas revelam a forma como esses animais morreram de inanição, como se seus corpos tivessem se imobilizado de repente após suas últimas forças de vida terem se esgotado devido à fome e à sede. Agora, os corpos simplesmente permanecem no local, segundo a reportagem, “como ornamentos ou gnomos, secos e completamente sem vida”.

Funcionário palestino é visto inspecionando o corpo de um dos animais que foram mumificados no zoológico. Foto: Exclusivepix Media/Daily Mail
Funcionário palestino é visto inspecionando o corpo de um dos animais que foram mumificados no zoológico. Foto: Exclusivepix Media/Daily Mail

Como se não bastasse o martírio, e aparentemente em uma tentativa de imortalizar o horror, o proprietário do zoológico começou a usar as suas habilidades rudimentares de taxidermia nos cadáveres dos animais após o início da guerra.

Foto: Exclusivepix Media/Daily Mail
Foto: Exclusivepix Media/Daily Mail

“A ideia de mumificar os animais começou após a guerra, pois muitos deles morreram – como o leão, o tigre, macacos e crocodilos”, disse Awaida, que relata ter pesquisado a respeito e aprendido na Internet sobre como começar.
“Formaldeído e serragem foram as ferramentas básicas”, disse ele, reconhecendo não ser um especialista.

Há suspeitas de que a decisão de Awaida tenha sido tomada em uma tentativa de fazer o zoológico “sobreviver” enquanto negócio mesmo após os acontecimentos trágicos. Conforme a reportagem, os zoológicos de Gaza costumam recorrer a meios bizarros para se manter em meio aos diversos conflitos no território. Em 2009, um desses estabelecimentos exibiu burros pintados de listras branco e pretas para se parecerem com zebras, alegando que seria muito caro “repor” duas zebras que haviam morrido por negligência durante ofensivas israelenses.

Foto: Exclusivepix Media/Daily Mail
Foto: Alamy/Daily Mail
Corpo mumificado de um babuíno, fotografado onde costumava ser o seu recinto, perto dos corpos de diversos outros macacos que morreram no Khan Younis. Foto: Exclusivepix Media/Daily Mail
Corpo mumificado de um babuíno, fotografado onde costumava ser o seu recinto, perto dos corpos de diversos outros macacos que morreram no Khan Younis. Foto: Alamy/Daily Mail

“O zoológico Khan Yunis é um dos piores do mundo”, disse o Dr. Amir Khalil ao Haaretz. “É uma verdadeira prisão”.

Khalil é diretor de projetos da Four Paws, uma organização internacional de direitos animais que vem trabalhando para auxiliar mais de 100 animais em três zoológicos de Gaza, incluindo o Khan Younis, com a ajuda de voluntários locais.
A ONG afirma ter provido alimento e cuidados veterinários para 40 animais do Khan Younis.

Foto de um dos animais que morreram no zoológico após a guerra. Foto: Exclusivepix Media/Daily Mail
Foto de um dos animais que morreram no zoológico após a guerra. Foto: REX-Shutterstock/Daily Mail
Um tigre que estava entre um dos muitos que morreram de fome ou sede após o dono do zoológico afirmar que foi impossível para os funcionários irem até o local cuidar dos animais, após a guerra. Foto: Exclusivepix Media/Daily Mail
Um tigre que estava entre um dos muitos que morreram de fome ou sede após o dono do zoológico afirmar que foi impossível para os funcionários irem até o local cuidar dos animais, após a guerra. Foto: Alamy/Daily Mail

O trabalho da Four Paws em Gaza começou em 2014, após o início do conflito entre Israel e Palestina.
Três leões foram transportados para o centro de reabilitação New Hope, que é um santuário de emergência animal em Amman.

Muitos animais, incluindo esse pequeno macaco, morreram durante o conflito em Gaza. Foto: Exclusivepix Media/Daily Mail
Muitos animais, incluindo esse pequeno macaco, morreram durante o conflito em Gaza. Foto: Alamy/Daily Mail
Foto: Alamy/Daily Mail
Foto: Exclusivepix Media/Daily Mail

Nota da Redação: Pode-se afirmar que, sem dúvida, esses pobres animais foram explorados durante a vida e continuam o sendo após suas trágicas mortes. Eles foram vítimas da prática secular e repugnante do confinamento de animais para entretenimento humano e, após morrerem de fome, têm os seus corpos exibidos sem dignidade, de modo a perpetuar uma barbárie vergonhosa. O fato pode servir, no entanto, para levar ao ápice o conceito de horror subjacente em qualquer zoológico, declarando à humanidade que já passou da hora de parar com isso.

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Animais em Gaza: famintos e à espera de ajuda

Divulgação
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A distribuição de alimentos e ajuda para os mais necessitados em Gaza é algo habitual, mas agora uma organização internacional atende também outros que recebem menos atenção: os famintos animais dos zoológicos da bloqueada Faixa de Gaza.

A organização Four Paws, com sede no Reino Unido, iniciou a missão de ajudar os animais à beira da inanição em dois dos seis zoos de Gaza, um no sul, na cidade de Khan Yunes, e outro em Rafah, perto da fronteira com o Egito.

“Meu zoológico ficou muito prejudicado após a última grande operação militar israelense (entre julho e agosto de 2014). Muitos animais morreram, outros ficaram feridos e alguns fugiram. Os que ficaram precisavam de cuidados médicos especiais e comida”, contou com tristeza à Agência Efe Mohammed Aweida, de 38 anos e proprietário do Bosque do Sul em Khan Yunes.

Nos últimos dias, ele recebeu rações e outros alimentos da organização, e conseguiu alimentar 40 tipos de aves e animais exóticos, entre eles tigres, raposas e macacos.

As instalações deste e de outros zoológicos sofreram, como o resto da região, os efeitos de uma dura operação militar que se estendeu por 50 dias em 2014, tirou a vida de mais de 2.100 palestinos, feriu 11 mil e deixou uma paisagem desoladora, fruto dos fortes bombardeios e ataques terrestres.

Aweida reconheceu que era incapaz de manter seus animais porque a economia, precária pelos efeitos de oito anos de bloqueio israelense, ficou ainda pior depois do conflito e as pessoas não gastavam o pouco dinheiro que tinham em distrações como uma visita ao zoo.

De acordo com a Four Paws, um grande número de animais morreu na Faixa de Gaza.

“Ficaram sem comida, água fresca e remédios”, uma escassez à qual se soma agora o inverno, com fortes chuvas, que deixam os animais abatidos e famintos.

Na semana passada, a ONG começou a distribuição de mais de uma tonelada de alimentos, incluindo carne para os grandes felinos e milho, frutas e verduras para outros animais, que ajudará a mantê-los durante um mês.

Os mais problemáticos são os leões, hienas e tigres, que consomem grandes quantidades de comida. Laziz (Doce, em árabe) é um desses animais. Descendente de um casal de tigres senegaleses já falecidos, ele caminha nervoso dentro da jaula após meses se alimentando apenas de frango congelado.

“Ficamos felizes deles não terem morrido de fome, mas muitos ainda estão em situação crítica”, incluindo uma leoa a ponto de dar à luz, relatou Amir Khalil, que coordena o fornecimento dos alimentos na Four Paws.

Segundo ele, a situação em Gaza piorou nos últimos seis meses, quando o número de felinos vivos no território caiu de 40 para 15.

“Nos próximos dias, começaremos a distribuição de ajuda em outro zoo de Gaza, em Rafah, que tem quatro leões”, completou Khalil.

Quando Israel impôs o bloqueio em 2007, os palestinos decidiram contorná-lo com túneis escavados com o Egito, pelos quais importavam todo tipo de bens e produtos, de remédios, gasolina e veículos, a armas e animais que encheram os zoos de pequenos empreendedores.

No entanto, a destruição de muitos deles no último ano, sob o governo do general egípcio Abdel Fatah Al Sisi, fez com que o trânsito diminuísse de forma dramática.

“O meu foi o primeiro zoológico a ser erguido na região sul em 2009. Trouxe leões, tigres e macacos, tudo pelos túneis, que era a única maneira de consegui-los”, contou Aweida.

Muitos desses animais morreram por conta dos bombardeios israelenses, por fome ou por doenças, entre eles três macacos, duas zebras, dois avestruzes, uma leoa, um tigre e vários cisnes. Hoje, eles são exibidos no zoo de Khan Yunes embalsamados.

Fonte: Bol Notícias

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