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Filhote de águia é resgatado após ter seu habitat destruído pela pecuária

O gavião-real, também conhecido como harpia, será submetido a um processo de reabilitação para, depois, ser devolvido à natureza


Um filhote de águia foi resgatado em Colniza, no Mato Grosso, após seu habitat ser destruído para formação de pastagem para criação de bois explorados para consumo. O gavião-real, considerado a maior águia do mundo e de espécie rara, foi domesticado por trabalhadores rurais que o encontraram após a castanheira onde estava seu ninho ter sido derrubada.

O resgate foi feito pelo professor de engenharia florestal da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), campus Alta Floresta, Éverton Miranda, que integra um projeto de preservação do gavião-real. O resgate foi feito a pedido da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema-MT).

Foto: Reprodução

O animal silvestre vivia em uma área desmatada ilegalmente. Na região, cerca de 500 hectares foram destruídos pela pecuária – principal causa de desmatamento da Amazônia.

“Poder resgatar o filhote de lá é uma gota num oceano em pensar em tudo que foi perdido naquela área em termos de biodiversidade”, lamenta o professor.

O trabalhador rural que encontrou o animal revelou que cuidou dele por três meses e que estava à procura de um profissional que pudesse reintroduzir a ave na natureza. “Nosso receio era de que, por ele ter se acostumado com pessoas, se tornasse um alvo fácil para caçadores”, disse.

Preocupado com o filhote, o trabalhador entrou em contato com o secretário de Agricultura de Colniza, Hélio Mendes de Souza, que acionou a Sema, conforme noticiado pelo G1 em 8 de novembro.

A ave ficará sob a responsabilidade de uma unidade de reabilitação em Cotriguaçu. O projeto, coordenado pelo professor, é denominado “Construindo uma estratégia para a conservação da harpia na Amazônia”. Após ser reabilitada, a ave será devolvida à natureza.

A Sema publicou nota orientando a população a não domesticar animais silvestres e reiterou seu compromisso com a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável do estado de Mato Grosso.

Ninhos de harpias

Éverton descobriu, durante três anos de estudo, que é relativamente fácil encontrar ninhos do gavião-real ou harpia, como também são chamados. Segundo ele, são oferecidos R$ 500 a quem encontrar e indicar a localização de um ninho, além de uma porcentagem do valor do turismo ao dono da propriedade.

“Nossos principais parceiros são os coletores de castanha daqui do norte do estado. Eles frequentemente encontram os ninhos de harpia na região, os reportam ao projeto e recebem a recompensa financeira”, explicou.

Foto: Reprodução

Encontrada no norte do Mato Grosso, a harpia está ameaçada de extinção por conta do desmatamento. Nos últimos 15 anos, 41 mil hectares foram desmatados no estado, gerando uma perda de 12 a 24 ninhos de harpia.

Além disso, é comum que esses animais sejam mortos pela população. “Por verem o animal grande e bonito o matam para simplesmente ‘ver com as mãos’ ou para prevenir predação de animais domésticos pelas harpias, algo que realmente acontece, mas que está longe de ser um problema grave”, explica o professor.

Atualmente, o projeto coordenado pelo professor monitora cerca de 30 ninhos. Segundo Éverton, o resgate desses animais deve ser feito por especialistas, pois é necessário amplo conhecimento da biologia da espécie. Até mesmo biólogos que tenham pouco ou nenhum conhecimento a respeito das águias não devem tentar resgatá-los.


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Filhote de gavião real é encontrado no Parque Nacional do Brasil, na Bahia

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Divulgação

Os biólogos do Parque Nacional do Pau Brasil, no sul da Bahia, têm motivos de sobra para comemoração. Depois de monitorarem por três meses um filhote de harpia, a maior ave de rapina das Américas, finalmente localizaram seu ninho. A descoberta vai permitir aos pesquisadores ampliar o conhecimento da espécie, contribuindo para sua preservação.

O Gavião Real – como é mais conhecida a ave – era encontrado em várias regiões do país, mas entrou em risco de extinção, sendo classificada como vulnerável, devido ao avanço do desmatamento na Mata Atlântica.

É a primeira vez, em mais de dez anos de atividades no bioma, que o grupo de monitoramento encontra um ninho com filhote em áreas remotas do parque, que ocupa o equivalente a 190 mil campos de futebol. Há pouco mais de um ano, a equipe que tenta salvar a harpia fez a soltura de uma fêmea resgatada e cuidada por um mês no Centro de Triagem da Vida Silvestre (Cetas/Ibama) e por mais de dois anos na RPPN Estação Veracel.

O otimismo da equipe que monitora o ninho tem uma justificativa. A harpia, dona de uma envergadura (asas abertas) de mais de 2,5 metros, constitui um dos maiores desafios de preservação do país. É uma ave que está no topo da cadeia alimentar, o que faz com que sua sobrevivência dependa de um ambiente muito equilibrado, com vegetação preservada e abundância de outras espécies animais das quais se alimenta. O ninho encontrado está em um Embiruçu, árvore com mais 35 metros de altura e 3,5 metros de circunferência.

As harpias da Costa do Descobrimento, como é conhecida o litoral sul da Bahia e no Espírito Santo, são as últimas remanescentes do bioma Mata Atlântica. O novo ninho foi localizado fora de área onde regularmente a espécie se reproduz. Para sobreviver, um único gavião real precisa de um território equivalente a 50 campos de futebol. Os filhotes ficam com os pais até completarem um ano e meio e circulam somente a 700 metros do local de nascimento, época em que aprendem a voar e a caçar para sobreviver.

Monitoramento
As harpias na região do Parque Nacional do Pau Brasil e em seu entorno são monitoradas pelo satélite Argos e por transmissores de radiofrequência, além do tradicional anilhamento. A ave solta pelo projeto ocupa uma área de pouco mais de 20 campos de futebol, num raio de 4 Km.

O trabalho multidisciplinar é financiado e executado pela equipe da Reserva Particular do Patrimônio Natural Estação Veracel, situada entre Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, no sul da Bahia, com apoio de uma empresa privada.

O projeto Harpia na Mata Atlântica, coordenado pelo Programa de Conservação do Gavião-real do INPA, é parte do Plano de Ação Nacional para Aves de Rapina do ICMbio, órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente. Conta, ainda, com apoio das populações locais e de grupos de falcoaria envolvidos na reabilitação das águias resgatadas.

Fonte: Farol Comunitário

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Gavião-real ferido é resgatado no município de Apuí, no interior do AM

Reprodução
Reprodução

Um gavião-real ferido foi resgatado no município de Apuí, a 453 km de Manaus. O animal é a maior ave de rapina do Brasil e está em ameaça de extinção devido. A ave foi entregue ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

De acordo com a Rede Amazônica, o gavião foi encontrado e resgatado por um agricultor. Em seguida, a ave foi entregue ao Ibama. No entanto, devido a ausência de atendimento especializado para aves no município, o animal será encaminhado para outro estado.

“Essa ave será conduzida a Porto Velho (RO), onde será entregue para um Centro de Atendimento Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas)”, disse o agente ambiental federal, Sebastião Júnior.

Ainda segundo a Rede Amazônica, depois de receber tratamento veterinário no município, a ave fará uma viagem de 600 km até Porto Velho. Caso se recupere, o animal será devolvido ao ambiente natural de onde foi retirado.

Fonte: G1

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No AP, espécie rara de gavião é resgatada pelo Batalhão Ambiental

Gavião-real foi capturado em Laranjal do Jari, no Amapá (Foto: Divulgação/Batalhão Ambiental)
Gavião-real foi capturado em Laranjal do Jari, no Amapá (Foto: Divulgação/Batalhão Ambiental)

Uma espécie de gavião-real foi resgatada por uma equipe do Batalhão de Polícia Ambiental na noite de segunda-feira (10) em Laranjal do Jari, a 265 quilômetros de Macapá. O animal estava na casa de um morador da região que passou a cuidar da ave após recolhê-la com um corte em uma das asas à margem da estrada, segundo a polícia. A suspeita é que ela tenha se chocado com a rede elétrica.

O Batalhão Ambiental informou que a espécie de gavião encontrada no Sul do Amapá é rara no país e encontra-se na lista de animas em extinção. A ave resgatada está na fase adulta e mede cerca de um metro de envergadura.

De acordo com a sargento Fernanda Silva, o gavião-real foi levado para a sede do Batalhão Ambiental, onde recebe cuidados específicos. Ele será encaminhado ainda na manhã desta terça-feira (11) ao Centro de Tratamento de Animais Silvestres (Cetas) do Instituto de Meio Ambiente (Ibama), na Zona Norte de Macapá.

O gavião permaneceu cerca de dez dias na casa do morador em Laranjal do Jari. A polícia conseguiu descobrir o caso após o recebimento de um chamado do município.

“A gente pede que ao encontrar um animal silvestre as pessoas liguem para o Batalhão Ambiental ou para algum órgão especializado para que a espécie receba o quanto antes os atendimentos”, comentou a sargento.

Fonte: G1

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Vítima de tiros, gavião-real é solto no Amazonas

Gavião-real (Harpia harpyja). Imagem ilustrativa. Foto: Sidnei Dantas
Gavião-real (Harpia harpyja). Imagem ilustrativa. Foto: Sidnei Dantas

É um indivíduo que está começando a vida adulta, com mais de dois anos e cerca de 60 centímetros de altura e mais de um metro de envergadura. Foi resgatado por moradores a Área de Proteção Ambiental Nhamundá, no Amazonas, perto da divisa com o Pará, com ferimentos na asa e um pedaço de chumbo alojado no peito.

A harpia (Harpia harpyja) foi encontrada na segunda semana de abril, por moradores da APA. Ela estava ferida e bastante debilitada. Após contato com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Sedema) de Nhamundá, um veterinário do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), passou a acompanhar o animal.

“Ele ficou duas semanas sem se alimentar e ninguém sabia manejá-lo. Então a gente entrou em contato com o Ipaam”, conta o secretário municipal de Meio Ambiente de Nhamundá, João Paulo Fonseca. “As feridas foram tratadas com andiroba, foi feita limpeza dos ferimentos. Os olhos estavam irritados, com pólvora, e foram tratados com colírio”, completa.

Foram aproximadamente três semanas em tratamento. Quando os responsáveis acharam que ele já estava recuperado, levaram a ave a um local montanhoso, na Apa Nhamundá, e o gavião-real foi solto.

A coordenadora do Projeto Gavião-Real, que monitora ninhos e aves em várias regiões do país, Tânia Sanaiotti, destaca que esta foi a segunda ave da espécie resgatada no país este ano. A primeira, vítima de um atropelamento no Espírito Santo, não sobreviveu. “Em anos anteriores, recebemos dois gaviões daquela região, um de Nhamundá e outro de Barreirinha, que soltamos”, conta.

Mas ela não esconde uma decepção: não pode acompanhar a ave e a soltura. “A gente marca e, depois de solta, o gavião é observado ainda por um três dias, para saber se conseguiu se alimentar”, explica. Mas o mais importante foi salvá-lo. “Temos de elogiar os comunitários e a Sedema pelo empenho em fazer o resgate e tomar as providências para que ele se recuperasse”, destaca a bióloga.

Fonte: O Eco 

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Filhote de gavião-real nasce em ninho de Rondônia monitorado pelo Inpa

Ninho da ave foi encontrado em uma castanheira em Cacoal (Foto: Odair Diogo da Silva/Arquivo Pessoal)
Ninho da ave foi encontrado em uma castanheira em Cacoal (Foto: Odair Diogo da Silva/Arquivo Pessoal)

Um filhote de gavião-real nasceu em uma fazenda na Linha Três em Cacoal (RO), a 480 quilômetros de Porto Velho. O ninho da ave, que foi construído em uma castanheira de 30 metros de altura, já estava sendo monitorado há dois anos pelo Programa de Conservação do Gavião-real do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa). Na região há nove ninhos, desses cinco estão ativos. As aves dessa espécie estão ameaçadas de extinção, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama).

O ninho foi encontrado pelo estudante Igor dos Santos, de 18 anos, que sempre pescava com o seu tio próximo ao local e a grandeza da ave chamava a atenção. “Durante uma aula de biologia conheci o gavião-real, nesse momento me lembrei do ninho perto da minha casa e levei o professor até lá. Desde então, eles passaram a acompanhar o desenvolvimento do pássaro. Agora, sempre que posso, passo para dar uma olhada”, diz Igor.

O filhote nasceu na fazenda do dentista Francisco Salviano de Macedo. Segundo ele, foi muito importante saber que havia um ninho em sua propriedade, pois o cuidado agora será maior e ele afirma que as porteiras de sua fazenda, sempre que necessário, para que o monitoramento possa continuar sendo realizado.

De acordo com o biólogo e integrante do Programa de Conservação do Gavião-real Lucas Simão de Souza, de 46 anos, 2015 será um ano de muitas expectativas, pois explica que ter cinco ninhos ativos na região é algo inédito para o grupo, que trabalha com projetos de conservação ambiental nas escolas e comunidade. “Hoje nós temos três ninhos ativos em Cacoal, um na cidade de Ouro Preto do Oeste e outro em Rolim de Moura”, conta.

Segundo o biólogo, o gavião-real é uma ave tranquila, por isso é fácil de ser morta por caçadores e muitas aves morrem pela simples curiosidade dos caçadores conhecerem o pássaro que possui um grande porte, chegando a medir até dois metros de envergadura – tamanho de uma asa a outra quando adulto.

A equipe do Inpa pede à população que ajudem na identificação dos ninhos, que na maioria, são encontrados em áreas particulares. Simão explica que é fácil localizar o ninho de gavião-real e conta as principais características. “Os ninhos normalmente ficam localizados em árvores de grande porte, como castanheiras e o ninho é bem característico por ser grande”, explica.

Caso alguém encontre novos ninhos, a equipe do projeto de preservação pode ser informada através do e-mail gaviaoreal@inpa.gov.br, ou pelo telefone (92) 3643-1833. A ave que nasceu há poucos dias, ainda não foi examinada pela equipe de biólogos.

Fonte: G1

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Gavião-real é resgatado em área de projeto de mineração no Pará

Gavião-real recebeu atendimento e foi mantido sob observação após ser resgatado. (Foto: Divulgação)
Gavião-real recebeu atendimento e foi mantido sob observação após ser resgatado. (Foto: Divulgação)

Um gavião-real foi resgatado dentro da área do Projeto Volta Grande, que explora ouro na parte sul do município de Senador José Porfírio, no sudoeste paraense. A ave resgatada se trata de uma fêmea adulta de gavião-real, e teria caído após se chocar com um fio de alta tensão, de acordo com Antônio Kalil, coordenador de Meio Ambiente da mineradora Belo Sun, responsável pelo Projeto. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (20).

“Tivemos todos os cuidados necessários para atender o animal. Ele foi hidratado, alimentado com carne crua, além de mantido em local com pouca luz”, explicou Kalil. Segundo o coordenador, a ave transportava uma preguiça como presa no momento da queda, e teve lesionada a cabeça e uma das garras.

A ave foi resgatada por funcionários do projeto na manhã desta quinta (19) e foi entregue aos cuidados de uma equipe de médicos veterinários e biólogos, sendo mantida em observação após receber antibióticos e analgésicos.

“A ave estará sendo observada por 24 horas. Ela (gavião) aparenta estar bem. Ficando assim, faremos a soltura”. afirmou Douglas Mourão, médico veterinário que realizou o atendimento.

Fonte: G1

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Filhote de gavião-real é resgatado por populares em estrada de Rondônia

Foto: Suzi Rocha/G1
Foto: Suzi Rocha/G1

Um filhote de harpia – também conhecida como gavião-real, considerada a maior águia das Américas e que está em extinção – foi resgatada por populares e encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Porto Velho, pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). Um filhote de jaguatirica também foi resgatado às margens do Rio Madeira por populares. O espaço abriga, provisoriamente, 80 animais silvestres, dos quais 76 foram resgatados pelo Ibama, por meio de entregas voluntárias, apreensões por tráfico ou denúncias de criadouros ilegais.

O gavião real é, também, a ave mais forte do mundo e está em extinção, principalmente, nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Suas garras medem até sete centímetros, sendo que a ponta de uma asa a outra, quando aberta, pode chegar até dois metros. Na fase adulta (atingida aos cinco anos) o animal pode pesar até oito quilos. “É um pássaro que costuma construir seus ninhos em árvores muito altas, e criam um filhote a cada três anos. O primeiro voo acontece por volta dos seis meses de idade, podendo viver aproximadamente 40 anos”, afirma o biólogo Alex Rodrigues.

O gavião-real tem cerca de dois meses de idade, pesa três quilos e meio e foi encontrado na Estrada Parque, que dá acesso ao município de Guajará-Mirim (RO) e está no Cetas há cinco dias. Uma possível reintrodução do animal em seu meio natural está sendo viabilizada através do Programa de Conservação do Gavião-Real, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Fonte: G1

 

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Gavião Real voa pela primeira vez após três anos em cativeiro

(Foto: Reprodução/TV Amazonas)
(Foto: Reprodução/TV Amazonas)

Após ser resgatado de um cativeiro no município de Itacoatiara, a 176 KM de Manaus, e passar três anos por processo de reabilitação, um filhote de Gavião real voou pela primeira vez em liberdade nesta semana, em Manaus. A ave é um macho e pesa 4,3kg.

De acordo com o analista ambiental do Ibama Robson Czaban, o gavião foi resgatado com poucos meses de vida por um fazendeiro do interior. Técnicos do Ibama e do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa) deram apoio à ação. “O fazendeiro fez o resgate e decidiu cuidar dele. Depois, ele avisou o Ibama do que tinha acontecido. A partir daí, começou uma verdadeira parceria de trabalho para devolver esse animal para a natureza”, explicou o analista.

Depois de resgatado, o animal foi levado para uma área de reabilitação, onde ficou isolado. O contato com os seres humanos foi restrito para que o animal voltasse a se acostumar com a natureza. “É difícil devolver um predador para a natureza, porque o principal, que é aprender a caçar, que naturalmente se aprende com os pais, é uma experiência que esse gavião não teve. Apesar isso, ele está caçando bem, só não sabemos se ele vai conseguir se alimentar de outros animais”, explicou Czaban.

Nesta semana, o gavião recebeu uma identificação e um rádio transmissor, que deverá mapear o destino do animal. O pesquisador do Inpa Jeferson Valsko explicou que vai monitorar o animal por 15 anos. Após esse período, um grupo de estudiosos vai se revesar, por três anos, para acompanhar o percurso realizado pelo gavião. “Nós vamos seguindo o animal conforme os sinais que ele emitir através de uma antena. Vamos monitorá-lo por uns três anos”, disse o pesquisador.

Para o escalador francês Olivier Jaudoin, que auxiliou na reinserção do animal na natureza, o dia da liberdade do gavião real foi celebrado pela equipe. “Foi um dia de felicidade, porque passamos todo esse tempo vivendo essa tristeza de ver um gavião real dentro de um recinto, então vê-lo indo embora é uma grande felicidade”, comentou.

Fonte: G1

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Polícia ambiental resgata gavião-real machucado no Pantanal

(Foto: Divulgação PMA)

Um gavião-real da espécie Harpia Harpyja, ferido em uma das asas, foi acolhido pela Polícia Militar Ambiental (PMA) de Miranda na tarde de ontem (27), no Pantanal. A ave foi encontrada por um fazendeiro, nas proximidades da rodovia BR-262, e estava impossibilitada de voar.

O animal foi recolhido e encaminhado ao CRAS (Centro de Recuperação de Animais Silvestres). Conforme a PMA, a suspeita é de que a ave tenha sido atingida por algum veículo quando fazia rasante sobre a rodovia ou tenha pousado na pista para se alimentar de algum animal morto.

O gavião-real é uma ave rara, ameaçada de extinção e que precisa de florestas preservadas para caçar e sobreviver. Conhecida também como uiraçu-verdadeiro, a harpia é a ave de rapina mais poderosa do Brasil, de acordo com os policiais militares ambientais.

Fonte: Correio do Estado

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Centenas de animais correm risco de extinção em Minas Gerais

Risco é real mesmo com a diversidade ambiental no estado.
Para tentar proteger, Ibama fez lista das espécies ameaçadas.

Apesar de Minas Gerais ser um estado rico em diversidade ambiental com caatinga, mata atlântica e cerrado, por exemplo, muitos animais vivem em constante perigo de desaparecer.

Para tentar proteger a fauna, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) fez uma lista com as espécies que estão em extinção no estado.

O cachorro-do-mato-vinagre, o lobo-guará e o catitu são animais que lutam contra o mesmo inimigo para sobreviver: o homem.

Esses bichos fazem parte de uma lista com 274 espécies ameaçadas de extinção. Também foram incluídos no levantamento a anta e o tamanduá-bandeira.

“Os mamíferos e as aves são um grupo bem ameaçado pela própria dependência de ambiente. Das causas de extinção no estado a gente tem a degradação ambiental, a fragmentação de ambiente que é muito importante. É necessário um ambiente mais íntegro para agrupar um grande número de espécies”, explicou o biólogo Humberto de Mello.

Para o presidente da Fundação Zoobotânica, Evandro Xavier, “a humanidade se movimenta muito pela economia e, por isso, acontece a biopirataria, a agricultura e pecuária praticadas sem sustentabilidade”. “Falta muita educação ambiental no país e, mais do que isso, há necessidade de se criar áreas protegidas”, disse Xavier.

Por causa da destruição de habitat e do comércio, as aves estão entre os grupos mais ameaçados de extinção. O gavião-real, por exemplo, não é mais encontrado na natureza, em Minas. A ave, com um metro de comprimento e dois de envergadura, só pode ser vista em cativeiro. Em breve, o papagaio-de-peito-roxo e a arara-azul-grande podem seguir o mesmo caminho.

“A gente tem a própria perda de diversidade que por si já é uma coisa muito importante. Perder essa diversidade de vida que a gente tem no nosso estado. As pessoas gostam de ter uma ave que canta em casa, no quintal de casa, então a caça ou o comércio é um fator forte de extinção da espécie”, completou Mello.

Quem mata animais silvestres pode pegar de seis meses a um ano de detenção e ser multado. O valor varia de R$ 500 a R$ 5 mil, por animal. A punição vale também para quem caça ou mantém esses bichos em cativeiro, sem licença.

Depois de uma denúncia, policiais militares de Meio Ambiente apreenderam pássaros em uma casa, na Região Leste de BH. Muitos estavam feridos e em gaiolas sujas.
“No local, a gente constatou que essas aves estavam todas em condições de maus-tratos, são aves silvestres, sem a licença do Ibama e uma vez constatado a falta de licença e maus-tratos, esses animais foram apreendidos e encaminhados para o Ibama”, disse o policial militar Marcus Vinícius.

No Ibama chegam, por dia, cerca de 50 animais silvestres. A maioria, pássaros das espécies bicudo e curió.

“Existem vários fatores que fazem com que uma espécie seja atrativa, um deles é a raridade da espécie no ambiente. Então quanto mais raro mais ele vai sendo atrativo. O outro é a qualidade do canto, beleza, o porte. São coisas que acabam fazendo com que a espécie seja muito visada pelo tráfico dos animais. Se não houver ações adequadas para a mudança da situação atual, em torno de 20 30 anos essas espécies podem não existir mais no estado”, avaliou o analista ambiental e médico veterinário do Ibama Daniel Ambrósio Vilela.

Denúncias podem ser feitas pelos telefones 181 ou 2123-1600. Para mais informações sobre a legislação de tráfico de animais silvestres, acesse aqui.

Fonte: G1

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Casal de harpias é encontrado em reserva natural no ES

Foto: Robson Silva e Silva/WikiAves

Pesquisadores de uma reserva natural, em Linhares, no Espírito Santo, avistaram, na última quarta-feira (26/01), uma cena inédita no local: um casal de harpias (gavião-real) estava próximo a um grande ninho, descoberto em setembro de 2010, que eles já acreditavam ser da espécie.

Ameaçada de extinção, a harpia é uma das maiores aves de rapina do mundo. Seus ninhos, construídos a mais de 30m de altura, podem chegar a 1,9m de comprimento por 2m de largura.

A bióloga Ana Carolina Srbek explica que o último ninho encontrado na área foi registrado em 1992. Eventualmente, as harpias são vistas na reserva, mas não em dupla ou próximas a um ninho. “Isso é um indicativo de que, em breve, este ninho poderá ser usado para atividades reprodutivas. A expectativa é grande, já que essa é uma espécie ameaçada de extinção em várias regiões do país, especialmente no Sul e Sudeste”, explica.

O ninho avistado será monitorado pelos pesquisadores com visitas mensais, que serão intensificadas em setembro e novembro – época em que, geralmente, as aves põem os ovos. “Esta espécie está classificada como ‘criticamente em perigo’ no estado.

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