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Defensor da caça, Alex Atala gera controvérsia ao aceitar convite para live sobre sustentabilidade

Reprodução/Jairo Goldflus

O Instituto Planeta Verde anunciou nas redes sociais uma série de lives com “profissionais sustentáveis”. O primeiro convidado a participar, no entanto, não tem qualquer ligação com a sustentabilidade. O chef Alex Atala, defensor ferrenho e praticante da caça de animais silvestres, dará início ao projeto em uma live que será transmitida no Instagram no dia 13 de julho, às 20 horas.

Além de caçar animais, o chef trabalha com uma gastronomia pautada na exploração animal e que, por isso, está diretamente ligada com a ausência de sustentabilidade. Não é sustentável matar animais silvestres, interferindo no habitat e causando desequilíbrio no ecossistema, assim como não há sustentabilidade no ato de explorar e matar animais domesticados, como bois, porcos e frangos, já que a agropecuária é responsável por desmatar grandes áreas para criar animais, além de poluir a natureza com dejetos e flatulências de efeito estufa produzidos pelos animais, e desperdiçar quantidades exorbitantes de água, recurso natural finito e necessário à preservação da vida no planeta – para se ter ideia, 16 mil litros de água são usados na cadeia produtiva que leva à fabricação de apenas 1 kg de carne.

Para a diretora técnica do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, Vânia Plaza Nunes, a escolha do chef para abrir a série de lives reforça a existência de uma visão distorcida do termo sustentabilidade.

“A primeira coisa importante da gente questionar é o nome série de lives ‘profissionais sustentáveis’, o que eles entendem por sustentabilidade? Outra coisa que me chamou atenção é o instituto chamar Planeta Verde, o que isso quer dizer? Será que planeta verde é só você fazer um consumo alimentar de produtos orgânicos ou produtos certificados ou trabalhar com uma coisa elitizada que só quem tem um alto poder aquisitivo vai poder acompanhar? Tem esse equívoco”, afirmou a especialista, em entrevista exclusiva à Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA).

Reprodução/Instagram/Ag. News

Vânia lembrou ainda que os animais costumam ser colocados em segundo plano quando questões ambientais são debatidas, sem que se considere que eles são parte integrante do meio ambiente. “Normalmente toda pauta que nós falamos sobre questões ambientais, os animais ficam como um complemento e não como atores importantes dentro do cenário. Não são os protagonistas, são sempre os coadjuvantes não muito relevantes. E isso tem um ônus, um peso, porque na natureza os animais têm um papel fundamental em manter o equilíbrio da capacidade que a natureza tem de regeneração, de recomposição, de sustentação”, explicou.

Para ela, o termo sustentabilidade foi deturpado e passou a ser usado para agradar o ser humano ao invés de fazê-lo repensar seus hábitos em prol da preservação da natureza e dos animais. “Muito dessa questão de sustentabilidade no Brasil é usada como uma expressão única e exclusivamente para agradar os olhos de quem lê, os ouvidos de quem ouve, e não para a pessoa entender o que de fato está envolvido no termo sustentabilidade”, disse.

Em relação à escolha de Alex Atala para a live, Vânia abordou a necessidade de separar a importância do chef para a gastronomia e a questão da sustentabilidade, que não é praticada por ele. A diretora técnica do Fórum Animal disse que Atala “pode ser muito importante do ponto de vista da gastronomia”, mas explicou que “a gastronomia não prima por ser ética e sustentável”.

Para ilustrar a ausência de sustentabilidade e ética por parte da gastronomia – que só prima por tais premissas quando é executada dentro do veganismo -, Vânia citou um programa de televisão no qual a exploração e a crueldade animal foram demonstradas de maneira clara.

Arquivo Pessoal/Revista Trip

“Me lembro do programa do chef Claude Troisgros na Globo, que tem vários chefes. No final da versão passada, os participantes tiveram que fazer um prato com a glândula timo, que é uma glândula que produz anticorpos para os animais quando eles são filhotes. Eles usaram um produto que vinha de um animal jovem que tinha sido morto única e exclusivamente para a preparação daquele prato, como se fosse uma iguaria que normalmente é muito cara, porque é um pedaço pequeno do animal”, contou.

“Então existe um equívoco quase esquizofrênico entre entender o que é sustentabilidade e escolher uma pessoa com esse tipo de formação. E ele ainda por cima pratica a caça, que é absolutamente condenável, que acarreta sofrimento, dor, crueldade, num animal que está ali, no ambiente natural, vivendo a vida dele aparentemente em segurança e subitamente passa a ser alvo de um perseguidor sem nenhum sentido, sem nenhuma necessidade, porque não existe justificativa para a caça, nem do ponto de vista da alimentação, nem do ponto de vista da sustentabilidade ou do controle de animais que fazem parte atualmente da fauna exótica brasileira”, completou.

A luta da especialista contra a caça de animais é baseada não só na defesa do direito à vida, inato a todo ser vivo, mas também em estudos que provam a insustentabilidade dessa prática e sua ineficácia no controle populacional de espécies.

“Existem centenas de milhares de trabalhos mostrando que a caça é uma prática cruel que não contribui em nada para qualquer tipo de ação de preservação, de conservação, de controle populacional, e as pessoas vivem insistindo nela, então acho que esse é um ponto importante a ser questionado, que paradoxo é esse? Que você tem uma pessoa como essa, que é uma pessoa famosa, mas que tem um hábito absolutamente questionável de caçar? Essa violência de acabar com a vida do outro só pelo prazer”, disse Vânia.

Na opinião da diretora técnica, Atala parece querer “passar uma imagem de que é uma pessoa correta sob o ponto de vista da cozinha”. “Ele já teve programa inclusive com a Bela Gil, usando produtos da floresta amazônica. Acredito que ele busca estar próximo de pessoas que estão crescendo dentro do cenário nacional realizando uma gastronomia de fato sustentável, com responsabilidade e que não é cruel, que não causa a morte, que trabalha princípios de equilíbrio com a natureza e com todas as formas de vida. Então, ele tenta fazer essa aproximação, mas por outro lado quer manter hábitos que não são justificáveis, nunca foram e especialmente agora, que a gente tem a ciência avançando, trazendo conhecimento e informação sobre a não necessidade do consumo de proteína animal para a nossa subsistência”, concluiu.

Arquivo Pessoal/Revista Trip

O professor de Direito Daniel Lourenço, que leciona nas instituições UFRJ, Ibmec e PPGD da UniFG/BA, também questionou a escolha de Alex Atala para abordar questões relacionadas à sustentabilidade.

“Sou em princípio absolutamente contra a censura, o cancelamento ou a restrição à liberdade de expressão. Em outras palavras, o chef Alex Atala pode se manifestar livremente e falar o que bem entender, onde ele quiser e da forma que quiser. Faz parte do jogo democrático. Nesse ponto específico, a única ressalva que deve ser feita é a de que ele não é autoridade epistêmica ou prática sobre o tema. Cabe a quem discorda, criticar o que ele vier a falar”, disse o professor à ANDA.

Assim como Vânia, o docente apontou que o conceito de sustentabilidade que permeia a sociedade brasileira é superficial e que a escolha de Atala para a série de lives é uma das provas disso.

“O problema maior, que se torna mais visível com esse episódio e que me chama mais atenção é o fato do convite ter sido feito por uma das instituições mais prestigiadas na área ambiental no país, que congrega professores e pesquisadores renomados, especialmente no âmbito do Direito Ambiental”, afirmou.

“Simbolicamente isso revela que o conceito de sustentabilidade presente no senso comum ambientalista é superficial, raso. Não leva em conta, de maneira efetivamente comprometida, a necessidade de repensar a relação homem-natureza, homem-animal. Falar sobre sustentabilidade tendo como pano de fundo a morte e a instrumentalização de animais e da própria natureza é um paradoxo insuperável. Sustentabilidade, para quem?”, questionou.


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Chef premiado Raymond Blanc diz que o veganismo é uma mudança necessária

Foto: Raymond Blanc
Foto: Raymond Blanc

Raymond Blanc, chefe de cozinha do Le Manoir aux Quat ‘Saisons – um restaurante-hotel em Oxfordshire (Inglaterra) com duas estrelas Michelin (guia de gastronomia reconhecido mundialmente),  presidente da Sustainable Restaurant Association (Associação de Restaurantes Sustentáveis) diz que o veganismo é uma “mudança necessária” para tornar os alimentos mais sustentáveis.

Enquanto Blanc ainda serve produtos de origem animal, tomou medidas para reduzir a pegada de carbono das refeições que ele prepara, incluindo servir vegetais cultivados em seus próprios jardins e fazer algumas receitas veganas, substituindo os laticínios por alternativas veganas como a aquafaba.

“A noção de refinamento tem que mudar”

“Eu sempre estive envolvido nessas questões e estou muito feliz que a noção de refinamento agora precise mudar. Teremos que nos reinventar. É uma revolução que mudará completamente nossos hábitos”, afirmou.

“Em Londres existem alguns chefs brilhantes que adotam uma alimentação ética”.

“O veganismo também é uma parte importante. Faz parte de um novo estilo de vida que é necessário e desafiará um chef da maneira mais extraordinária. É bom isso porque os legumes por muito tempo foram ignorados”.

“Não é uma tendência”

Não é a primeira vez que Blanc fala positivamente sobre o crescimento da demanda de alimentos à base de vegetais. Neste verão, ele discutiu mudanças de atitudes em relação a alimentos veganos em uma entrevista ao The Telegraph.

“Hoje, existe uma verdadeira percepção de que devemos mudar a maneira como comemos”, disse ele.

“O vegetarianismo e o veganismo não são uma tendência, mas uma mudança importante baseada no conhecimento e na conscientização que nós, sejam chefs, cozinheiros domésticos e varejistas, devemos abraçar”.

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Diretor de culinária da Disney diz que os visitantes procuram muito mais por comida vegana

Foto: Pinterest
Foto: Pinterest

O icônico parque de diversões da Disney está se preparando para anunciar oficialmente seus novos itens de menu vegano no início do próximo ano, o diretor de culinária do conglomerado, John State, disse: “Opções baseadas em vegetais é o que nossos clientes mais estão procurando”.

De acordo com a rede de notícias ABC 7, State, que se descreve como “90% vegetariano”, e sua equipe decidiram expandir as ofertas de produtos à base de vegetais da Disneylândia, ouvindo o feedback dos hóspedes.

“Inspirado pelo feedback”

“Somos inspirados pelo feedback deles, voltando para a cozinha, trabalhando na criação, inovação e introdução de novos sabores que são baseados em vegetais. A demanda por produtos e alimentos baseados em vegetais e veganos nunca esteve tão em alta como agora”, afirmou State.

“Uma joia escondida”

State também disse que seu prato favorito é “potato flautas” (prato à base de batatas) – disponíveis no reataurante Lamplight Lounge, dentro do Disney California Adventure Park.

“Esta é realmente uma joia escondida. Provavelmente está se tornando o prato mais popular do cardápio”.

Opções veganas

Atualmente, a Disneyland oferece uma variedade de pratos à base de vegetais, como pretzels do Mickey, macarrão gumbo penne e um sorvete mergulhado em chocolate meio amargo com alto percentual de cacau.

No ano passado, um vídeo-guia sobre opções de comida vegana no parque foi produzido pela Peta2 – a divisão de jovens da organização pelos direitos animais PETA – com a estrela da Disney e vegana de longa data, Aubrey Miller.

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Destaques, Notícias

Centenas de patas de urso com destino à China são descobertas em operação policial

Foto: FSB Border Control/The Siberian
Foto: FSB Border Control/The Siberian

Uma carga com 240 patas de urso, que supostamente estava a caminho da China. foi apreendida pelos serviços de segurança russos.

Duas patas de um tigre Amur, espécie ameaçada de extinção, e um par de presas de mamute, também extinto, foram encontradas no transporte ilegal.

Acredita-se que as partes dos animais tinham como destinado a China para serem utilizadas em medicamentos tradicionais e iguarias alimentares.

As patas descobertas na fronteira chinesa são de ursos do Himalaia – ou ursos negros, endêmicos do extremo leste da Rússia – e é provável que tenham sido obtidas por meio da morte de cerca de 60 animais.

“Dois cidadãos russos e dois estrangeiros foram detidos”, disse um comunicado da agência de segurança FSB.

Eles podem pegar até sete anos de prisão por traficar partes de tigre e de urso, além de marfim para fora da Rússia, disse o serviço de segurança.

Um total de 44 patas de urso e duas patas de Amur, ou tigre siberiano, foram apreendidas de dois “estrangeiros” no posto fronteiriço de Kraskino, que liga a China e a região de Primorsky da Rússia.

Mais tarde, 198 patas de urso e duas presas de mamute foram encontradas em uma garagem de uma casa ligada à suposta rede de contrabando.

Foto: FSB Border Control/The Siberian
Foto: FSB Border Control/The Siberian

Quatro sacos com partes dos corpos de animais não identificados também foram apreendidos e agora serão analisados.

Sergey Aramilev, diretor geral do Amur Tiger Center (Centro do Tigre de Amur), disse que as patas do tigre pertenciam a um animal que morreu no início deste ano.

Os tigres estão entre os grandes felinos mais ameaçados do planeta. “Isso é claramente um crime”, disse Sergey.

“Todas as circunstâncias do crime e todas os elos do círculo criminal serão estabelecidos durante a investigação”.

Foto: FSB Border Control/The Siberian
Foto: FSB Border Control/The Siberian

“Mais importante agora é estabelecer onde estão as partes restantes do tigre”.

Ele alertou que apenas uma “pequena parte” de uma grande operação de tráfico de partes de animais selvagens é conhecida e alcançada pelas autoridades.

Ele também elogiou o FSB pela operação bem-sucedida em desmantelar uma rota de contrabando.

Pratos feitas com patas de urso – como sopas e ensopados – podem alcançar preços de até 750 libras, conforme relatado.

Foto: FSB Border Control/The Siberian
Foto: FSB Border Control/The Siberian

Patas de urso e de tigre também são transformadas em remédios tradicionais para supostamente fortalecer o baço e o estômago. Podem ser usados para combater o reumatismo.

As presas de mamute também são moídas e transformadas em pó para serem usadas em medicamentos e cosméticos tradicionais.

Foto: FSB Border Control/The Siberian
Foto: FSB Border Control/The Siberian

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Cantora Billie Eilish revela uma de suas comidas veganas favoritas

Foto: Instagram/Billie Eilish
Foto: Instagram/Billie Eilish

A cantora e compositora vegana Billie Eilish revelou uma de seus pratos favoritos aos seus seguidores em uma rede social: um burrito vegano da cadeia de comida mexicana Tex Mex Taco Bell.

Um fã enviou um tweet para a estrela perguntando: “Por que você vai tanto ao Taco Bell, e o que você pede lá? Eu tenho tentado descobrir isso por um tempão, caramba”.

Em resposta, Eilish postou um vídeo filmado em julho deste ano, mostrando seu pedido.

Vinte tacos veganos

No vídeo, Eilish é vista pedindo no drive-thru. Ela diz: “Vou comprar 18 burritos de feijão apenas com feijão, nada mais, apenas feijão por dentro.

“Apenas feijão. Dezoito burritos e apenas feijão como recheio. Quer saber? Melhor fazer 20”.

Burritos veganos

De acordo com a PETA, existem várias opções disponíveis para os clientes que só se alimentam de produtos à base de vegetais no Taco Bell.

A PETA, que publicou um guia vegano para o restaurante, que diz que “o objetivo da Taco Bell de atender mais aos consumidores de animais deriva de seu compromisso com ingredientes de alta qualidade, saudáveis e saborosos”.

“O cardápio inclui o Black Bean Crunchwrap Supreme, o Black Bean Quesarito e o 7-Layer Burrito, que podem ser feitos de forma vegana, basta pedir aos atendentes ‘estilo vegano’”, diz o guia.

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Festival vegano será realizado neste domingo em Belo Horizonte (MG)

A primeira edição do festival Paraíso Veg será realizada neste domingo (9), das 11 às 18h, no bairro Paraíso, em Belo Horizonte (MG). O evento deve reunir expositores das áreas de gastronomia, artesanato, moda, cosméticos e plantas.

(foto: Galpão Paraíso/Facebook/Divulgação)

A entrada é gratuita e a presença de animais domésticos é bem-vinda. “O mercado para o público vegano tem conquistado franca ascensão nos últimos anos. Por isso, as feiras de economia criativa precisam, também, estar atentas a esta demanda”, pontua a microempresária Regina Hamagutti, sócia da Litta Massas Veganas, que participará do festival. As informações são do portal Uai.

Como o veganismo é uma filosofia de vida que vai além da alimentação, as barracas do festival irão comercializar, além de alimentos, peças de vestuário, itens de higiene e limpeza, entre outros.

O evento contará ainda com show do músico Dom Preto, além de uma roda de conversa com a nutricionista Graziela Paiva. ONGs de proteção animal também participarão do festival, inclusive a entidade O Lobo Alfa, que resgata animais e os disponibiliza para adoção.

Os organizadores do evento esperam que mais de mil pessoas passe pelo festival ao longo do dia.

Serviço

Paraíso Veg
Data: 9 de junho, domingo
Horário: de 11h às 18h
Local: Galpão Paraíso (Rua Cachoeira Dourada, 44, bairro Paraíso)
Entrada gratuita

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Jornalismo cultural, Notícias

Britânico faz sucesso com imitação de peixe à base de flor de banana marinada em algas

Por David Arioch

“Peixe vegano” com fritas, uma das opções oferecidas pela Sutton no leste de Londres (Foto: Reuters)

O britânico Daniel Sutton, proprietário da Sutton and Sons Fish & Chips, uma empresa familiar do ramo alimentício com diversas filiais pelo Reino Unido, decidiu incrementar o cardápio de opções veganas no início de 2019.

E o resultado em sua loja no leste de Londres foi tão positivo que de lá pra cá a sua maior dificuldade é atender a demanda. “Nós pensamos em produzir algo vegano e ver como é. O resultado foi muito bom, então introduzimos um cardápio completo”, diz Sutton.

Na realidade, o empreendedor decidiu ir um pouquinho além. Esta semana ele está abrindo uma filial da Sutton and Sons Fish & Chips dedicada aos veganos – e com uma cozinha onde não entra nada de origem animal.

A loja também fica no leste de Londres, que Daniel Sutton qualifica como uma região moderna e com a maior demanda por restaurantes veganos. Das opções no cardápio, o destaque da atualidade é o “peixe vegano” à base de flor de banana marinada em algas marinhas.

Esses ingredientes são à base do alimento, mas o sabor surge a partir de uma planta litorânea que os ingleses chamam de samphire, mas que no Brasil conhecemos como salicórnia – que se popularizou depois que Shakespeare a citou na tragédia “Rei Lear”.

Com essa combinação, Sutton tem feito sucesso entre os veganos, embora nem todo mundo concorde que o gosto seja de peixe.

“Não acho que tem gosto de peixe, mas eu definitivamente comeria mais. Tem um sabor melhor do que peixe com batatas fritas e é um bom alimento”, disse à gerente de arrecadação de fundos, Cat Thomas, que foi convidada a experimentar o prato, segundo a Reuters. A Sutton também oferece alternativas ao camarão, além de veggie burgers, “linguiças veganas”, etc.


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Jornalismo cultural, Notícias

Veganismo está ganhando espaço na África do Sul

Por David Arioch

Scheckter’s Raw na Cidade do Cabo, na Regent Street, em Sea Point, uma das opções para veganos (Foto: Inside Guide)

De acordo com informações do Google Trends, a África do Sul é um dos 30 principais países onde o veganismo está se tornando mais popular atualmente. Ocupando a 23ª posição, a África do Sul é uma nação onde o veganismo está ganhando mais espaço.

Para se ter uma ideia, em 2014 a pontuação da África do Sul tratando-se de veganismo era de 14 e no ano passado já subiu para 27, ou seja, quase o dobro em quatro anos. Segundo o Google, as províncias do Cabo Ocidental e do Cabo Oriental concentram o maior número de veganos.

Entre as cidades mais indicadas para quem busca opções veganas na África do Sul, considerando pontuação de 100 a 54 pontos, estão Stellenbosch, Randburg, Cidade do Cabo, Sandton (na Região Metropolitana de Joanesburgo) e Porto Elizabeth.

Infelizmente, a capital sul-africana não está entre as cidades mais populares entre veganos, segundo o Google. Joanesburgo obteve apenas 35 pontos, ficando atrás de Roodepoort, Kempton Park, Centurião e Midrand.

Depois da África do Sul, há alguns países insulares do continente onde o veganismo não é uma filosofia de vida tão desconhecida – como Seychelles, Namíbia, Maurício, Ilha da Reunião e Botsuana.

Embora a Etiópia não apareça nas pesquisas, o país é conhecido por oferecer inúmeras opções alimentícias para veganos. Exemplos? Basta considerarmos alimentos como o Injera, um tipo de pão ázimo sem glúten; e Shiro, um prato à base de pó de grão-de-bico cozido com o típico molho berbere vermelho.

Outras opções são o Atkilt Wot, um combinado de repolho, cenoura e batatas cozidas em um molho leve; Azifa, uma salada de lentilhas; e Gomen, à base de couve e especiarias cozidas, além de muitos outros pratos.

Claro, embora os dados do Google Trends sejam uma boa referência para viajantes e curiosos, é possível encontrar mais opções em outros países e regiões do continente africano que não entram nas estatísticas do Google.

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Pesquisa revela que 17 espécies de tubarão estão ameaçadas de extinção

O apetite humano é um dos principais fatores que tem levado os tubarões à beira da extinção, alertam os cientistas após uma nova avaliação do status de conservação da espécie.

Dezessete das cinquenta e oito espécies avaliadas foram classificadas como ameaçadas de extinção, de acordo com o Grupo Especialista em Tubarões da União Internacional para a Conservação das espécies (IUCN) na quinta-feira passada, em uma atualização da Lista Vermelha de Animais e Plantas Ameaçados, referência para o mundo todo.

“Nossos resultados são alarmantes”, disse Nicholas Dulvy, que preside o grupo de 174 especialistas de 55 países.

“Os tubarões são animais de crescimento particularmente lento, bastante procurados e desprotegidos por leis, tendem a ser os mais ameaçados”.

Essa categoria inclui o tubarão-mako shortfin, cuja velocidade de cruzeiro de 40km/h (25km/h) – pontuada por explosões de mais de 70km/h – torna-o o mais rápido de todos os tubarões.

Junto com seu primo, o longfin, os dois tubarões-makos são altamente valorizados por sua carne e barbatanas, consideradas uma iguaria pelas tradições chinesas e outras culinárias do paladar asiático.

“Hoje em dia, um dos animais mais pescados em alto mar é o tubarão-mako”, disse Dulvy à AFP. “É também um dos menos protegidos.”

Em maio, as nações participantes do tratado, votarão uma proposta feito pelo México para colocar o tubarão-mako shortfin no Apêndice II da CITES, a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas.

O fato entrar para o Apêndice II da CITES, infelizmente não proibiria a pesca ou o comércio desses animais, mas o regularia, o que já seria algum ganho no sentido de proteger a espécie.

Seis das espécies analisadas foram listadas como “criticamente em perigo”, três delas pela primeira vez: o tubarão whitefin swellshark (Cephaloscyllium albipinnum), o cação-anjo argentino (Squatina argentina), tubarão-anjo (Squatina oculata)

O grupo de especialistas em tubarões da IUCN está conduzindo uma revisão de dois anos com mais de 400 espécies de tubarões.

Para os animais terrestres, os biólogos da conservação concentram-se no tamanho da população e alcance geográfico para fazer a avaliação da ameaça de extinção.

Para os tubarões e outros animais marinhos, eles usam outra abordagem, procurando, em vez disso, a rapidez com que as populações diminuem.

Pior do que pensávamos

Mas isso requer uma referência, especialmente para espécies pelágicas ou das que vivem em oceano aberto, explicou Dulvy.

Apenas nos últimos 10 anos os cientistas conseguiram estabelecer uma referência, em parte com a ajuda das pescarias de atum que começaram a manter contagens de tubarões que eram pegos por acaso.

“Uma década depois, sabemos agora que a situação é muito pior do que imaginávamos”, disse Dulvy.

Ironicamente, as organizações de controle da pesca, que tem feito um bom trabalho policiando as capturas de atum, aumentaram o incentivo para que os pescadores mirassem nos tubarões para obter uma renda extra.

“No Oceano Índico” – ao longo das costas do Mar da Arábia e da Baía de Bengala – “a pesca do atum é na verdade uma pesca de tubarão, com capturas eventuais de atum”, disse Dulvy.

À luz de suas novas descobertas, o Shark Specialist Group (Grupo de Especialistas em Tubarões) está pedindo por “severas normas de vigilância e proteção para esses animais no que diz respeito a pesca nacional e internacional, incluindo proibições completas de captura das espécies avaliadas como ‘ameaçadas’ ou ‘criticamente ameaçadas'”, disse Sonja Fordham, vice-presidente do grupo e membro da The Ocean Foundation.

Os tubarões dominaram os oceanos do mundo por cerca de 400 milhões de anos, desempenhando um papel fundamental nas cadeias alimentares globais.

Mas esses “reis dos mares” se mostraram especialmente vulneráveis à predação humana: crescem lentamente, tornam-se sexualmente maduros relativamente tarde e produzem poucos filhotes.

O tubarão esporão de olho verde (Squalus chloroculus) – recém classificado como ameaçado de extinção – tem um período de gestação de quase três anos, que é o mais longo no reino animal.

Um estudo de revisão por pares de 2013 estimou que mais de 100 milhões de tubarões são capturados todos os anos para alimentar a demanda de um mercado de barbatanas, carne e óleo de fígado.

Mais da metade das espécies de tubarões e seus parentes são categorizados como ameaçados ou quase ameaçados de extinção.

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Sobrevivente de aneurisma cerebral lança turnê gastronômica vegana

A autora Maisha Wynn está lançando a turnê gastronômica vegana “What’s on the Menu?”.

A iniciativa destacará seus restaurantes favoritos em Chicago, de 24 a 29 de novembro. A turnê é uma comemoração do mês vegano, e tem o objetivo de educar sobre os benefícios de uma dieta baseada em vegetais.

Wynn se tornou vegana depois de sofrer um aneurisma cerebral e está lutando contra a obesidade.

A turnê é uma comemoração do mês vegano para conscientizar sobre benefícios do veganismo (Foto: Veg News)

A turnê começará com uma festa vegana na Latin Latin America, com aperitivos veganos, música e um painel de influenciadores, incluindo a crudivista Karyn Calabrese, Heather Bodine-Lederman, da padaria vegana Pie, Pie My Darling e Kay Stepkin, da exposição itinerante do Museu Vegetariano Nacional.

Os restaurantes do centro de Chicago Portsmith, Mercadito e Volare também serão destacados durante a turnê, oferecendo refeições veganas de três pratos por US $ 33.

“Novembro é o Mês Vegano Mundial, um momento para conscientizar o estilo de vida vegano promovendo uma vida saudável, responsabilidade social e tratamento animal humano”, disse Wynn.

“A excursão ‘O que está no cardápio?’ mostrará aos clientes opções deliciosas e saudáveis. Estou animada para compartilhar a culinária vegana com veganos e não-veganos, e tenho orgulho de fazer parceria com chefes da Latinicity, Portsmith, Volare e Mercadito”.

Uma parte dos lucros da turnê será dedicada à pesquisa de conscientização sobre aneurisma cerebral na NorthShore University HealthSystem.

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Gastronomia coloca quatro espécies de animais sob ameaça de extinção

Uma das espécies ameaçadas de extinção, o pangolim, é considerado uma iguaria gastronômica na China e no Vietnã | Foto: Divulgação
Uma das espécies ameaçadas de extinção, o pangolim, é considerado uma iguaria gastronômica na China e no Vietnã | Foto: Divulgação

A história esta repleta de exemplos de espécies exterminadas pela ação humana. Ao longo de sua existência o ser humano tem eliminado populações inteiras de animais. Alguma aprendizagem foi estabelecida por meio desses erros? Evidências apontam que não, uma vez que criaturas que vão desde uma ave canora até pangolins e atum rabilho estão em extinção por causa da gastronomia.

Entre os exemplos de espécies já extintas pela ação humana podemos contar o passaro dodô, conhecido por ser um pássaro que não voava e sem predadores naturais, ele foi descoberto em 1507 nas ilhas Maurícias no Oceano Índico e foi extinto em 1681. Os marinheiros os caçavam para comer ou matavam indiscriminadamente sem motivo, e ratos comiam seus ovos.

Outro animal com uma historia sem final feliz foi a vaca marinha de steller. Descoberta no mar de Bering em 1741 e extinta em 1768, essa espécie era composta de criaturas marinhas enormes, dóceis e parecidas com peixes-boi, e que não podiam submergir. Elas foram vítimas de caçadores de focas.

Os pombos passageiros também já povoaram parte do nosso planeta e chegar a existir em bilhões na América do Norte, seus rebanhos migratórios escureceriam o céu durante dias. Os colonos europeus entraram em cena e as aves desapareceram totalmente no início do século XX.

Trazendo a discussão para o momento presente, atualmente a China está deixando de ser o maior produtor do mundo para ser o maior consumidor, e seu apetite por alimentos exóticos é incomparável. O pássaro escrevedeira aureolada (Emberiza aureola) está sendo levado à extinção porque a população do sul da China se recusa a parar de comer o pássaro canoro, apesar da ameaça de multas altas.

Os moradores da região acreditam em crenças supersticiosas de que comê-lo aumenta a vitalidade sexual e desintoxica seus corpos. O pássaro foi colocado na lista de espécies ameaçadas de extinção, mas isso não impediu em nada a queda acentuada nos números da espécie.

Aqui estão quatro outras espécies que estão enfrentando a extinção através da mesa de jantar.

1. Pangolin

| Foto: Kyle de Nóbrega

Pangolins são mamíferos noturnos que comem formigas e cupins. Eles são os únicos mamíferos com escamas de queratina e podem soltar um produto químico prejudicial qdo se sentem ameaçados, assim como os gambás.

Todas as oito espécies de pangolim estão ameaçadas de extinção. Quatro estão classificados como vulneráveis, dois estão ameaçados e dois estão criticamente ameaçados.

Na África eles são caçados tanto com o ituito de alimentação como para serem usados na medicina tradicional. Infelizmente, eles também são uma iguaria no sul da China e no Vietnã. Existe uma crença absurda na Ásia Oriental de que as escamas de pangolim moídas podem estimular a lactação, curar o câncer e a asma.

Acredita-se que mais de um milhão de pangolins tenham sido traficados no ano passado, tornando-o o animal mais traficado do mundo.

Todas as espécies de pangolim são protegidas e há uma proibição internacional do comércio destes animais. Essa raridade, infelizmente, só aumenta o preço, e o contínuo comércio está aniquilando seus números.

2. Atum rabilho

| Foto: Divulgação

O atum-rabilho é um dos peixes mais velozes do oceano e pode atingir mais de 60 Km/h ao caçar. Ele chega a crescer até 4,6 metros de comprimento e pesa até 680 kg. As espécies de atum-rabilho variam de vulneráveis a criticamente ameaçadas de extinção. O aumento na demanda por sushi e sashimi resultou em uma pesca excessiva, e apesar dos acordos e convenções internacionais, os números da espécie continuam caindo.
O peixe está sendo cultivado para tentar diminuir o impacto, mas o atum-rabilho cresce muito lentamente, e os peixes grandes alcançam valores muito altos, especialmente no Japão. O atum migra por longas distâncias e é caçado normalmente no meio do oceano. Eles não são protegidos em zonas econômicas exclusivas de determinados países com quotas de pesca.

3. Salamandra gigante chinesa

| Foto: Divulgação

Ela chega a crescer até dois metros, pesar até 50 kg e é o maior anfíbio do planeta. Infelizmente também é considerada uma iguaria na China e está sendo usada na medicina tradicional chinesa. Sua origem pode ser observada em registros fósseis que remontam de mais de 170 milhões de anos, mas atualmente esta espécie está criticamente ameaçada de extinção.

A população diminuiu em 80% ao longo de três gerações.

A salamadra é cultivada em peso na China, em 2011 haviam 2,6 milhões de salamandras em fazendas somente na província de Shaanxi, números extremamente altos se comparados com a população selvagem de todo o país que é de 50.000. A agricultura traz consigo seus próprios problemas, incluindo a disseminação de vírus para a população de salamandras selvagens e a poluição dos rios.

4. Esturjão

| Foto: Mauro Orlando

Seu registro fóssil data de 200 milhões de anos. Durante esse tempo na Terra, eles sobreviveram a dois, possivelmente três eventos massivos que destruíram grande parte da vida no planeta. Mas agora estão lutando para sobreviver ao ser humano.

A maioria das espécies de esturjão corre risco de extinção hoje. O esturjão beluga foi perseguido e exterminado por seus ovos (caviar), que são considerados uma iguaria fina e são comercializados por valores ridiculamente altos.

A elevação da China a um patamar com um forte potencial de compra pode ser o início do fim do esturjão. Em uma projeção da Associação de Esturjão da China, o país consumirá 100 toneladas de caviar todos os anos até 2020, respondendo por um terço do consumo mundial total. A China também produz um terço de todo o caviar do mundo.

O Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos proibiu a importação de caviar Beluga do Mar Cáspio em 2005. Um ano depois, a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas suspendeu todo o comércio. No ano seguinte, a proibição do comércio foi parcialmente suspensa. O esturjão está listado como criticamente ameaçado. Ele leva 20 anos para atingir a maturidade, e a colheita dos ovos exige a morte dos peixes.

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Notícias

Chef Jamie Oliver lança cardápio com opções veganas em sua rede de restaurantes

Depois de lançar um desafio de passar 5 dias cozinhando e comendo apenas alimentos de origem vegetal, o chef de cozinha inglês Jamie Oliver inaugurou um cardápio 100% vegetariano/vegano em sua rede de restaurantes italianos, “Jamie’s Italian”.

Todos os pratos disponíveis no menu não contém carne e, apesar de alguns levarem ingredientes de origem animal, como leite e ovos, eles podem ser substituídos por de origem vegetal. Mais precisamente: dos 30 pratos oferecidos, 17 podem ser feitos na versão vegana.

A iniciativa foi desencadeada por um desafio proposto e divulgado pelo próprio Jamie Oliver no início desta semana. Batizado de “5-Day Veggie Challenge” (desafio dos cinco dias vegetariano), a ideia é passar uma semana sem consumir produtos de origem animal e oferecer às pessoas a oportunidade de aprender dicas para cozinhar sem carne.

Ele explica um pouco da iniciativa: “Com esse desafio, quero inspirar a todos – vegetarianos ou não – a abraçar o maravilhoso mundo dos vegetais todos os dias. Aprender a preparar vegetais e frutas, e torná-los o centro das atenções, é uma maneira muito empolgante de cozinhar.”

“Além disso, comer mais vegetais sempre será algo positivo. É bom para o seu bolso, bom para o planeta, e pode ser ótimo para a sua saúde,” acrescenta.

Contradições

Jamie Oliver é um cozinheiro famoso por preparar comidas saudáveis. Entretanto, não é vegano, nem mesmo vegetariano. Inclusive, foi garoto-propaganda de uma antiga campanha publicitária da Sadia que prometia alimentos “saudáveis”, “gourmet” e de “maior nível de bem-estar animal” – e gerou a maior polêmica na época.

Reprodução | Plant Based News

Ultimamente, ele tem aparecido na mídia ao encabeçar iniciativas que incentivam as pessoas a ingerirem mais alimentos de origem vegetal, como a Veg Power. Mas a dúvida que fica é de quais são as reais motivações de Jamie.

Recentemente, pesquisas indicaram que o veganismo cresceu cerca de 700% no Reino Unido e outras personalidades gastronômicas, como o chef Gordon Ramsay, jurado do MasterChef, estão dando chance a esse estilo de vida.

Considerando que o veganismo é, muito mais que uma dieta, uma escolha ética e política… Seria essa uma jogada de marketing, apostando nesse nicho de mercado em ascensão, ou Jamie caminha para uma mudança efetiva?

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