Notícias

Tratar animais como humanos afeta a saúde física e psíquica deles

Mimar o animal é bom, mas é preciso ter cuidado, pois o excesso de carinho pode fazer mal para a saúde dele.  Valéria Olívia, professora do curso de medicina veterinária da Unesp (Universidade Estadual Paulista), explica que o “mau comportamento” dos cachorros, em geral, é resultado da forma como eles são tratados por seus tutores.

“A causa principal  é a abordagem equivocada de seus tutores, que os criam como se fossem gente. Quando o animal é tratado como o centro das atenções, passa a não admitir a hipótese de ficar sozinho. Passa a querer ser alimentado antes de todos, começa a andar na frente durante os passeios ou se torna ciumento. Como resultado, algumas pessoas se tornam escravas deles.

O tratamento especial ao cão também pode desencadear problemas físicos, principalmente nos animais que não seguem uma alimentação adequada ao perfil da raça, alerta Valéria. “Má alimentação, em cães, costuma causar gastrite, obesidade e diabetes, entre outros males. Já o excesso de mimo tem como possíveis consequências ansiedade, estresse, alterações hormonais e alguns distúrbios específicos. É o caso da cropofagia, em que o animal começa a comer as próprias fezes, e da lambedura, em que ele se lambe até provocar feridas na própria pele.”

Se o seu cachorro já for mimado, fique calmo. Ainda é possível contornar a situação e sem violência.

“Tanto na parte física quanto na psicológica, há como tentar corrigir os maus hábitos. Mas, para tanto, o cachorro precisará passar por uma reeducação. É necessário trabalhar o aspecto psicológico do animal. Tudo isso sem agressão física e, sim, mostrando os limites. Para todos”, explica o veterinário Alexandre Satoshi Sano, diretor da SPMV (Sociedade Paulista de Medicina Veterinária).

Com informações de R7

​Read More
Notícias

Vômitos frequentes podem ser indícios de gastrite, nos gatos

Que gatos são manhosos e muitas vezes exigentes ninguém duvida. Mas os tutores devem ficar atentos quando o bicho começa a apresentar vômitos com frequência. A intolerância a certos alimentos pode culminar em gastrite felina. Como aconteceu com o gatinho Mingau.

Foto de Mingau (Reprodução/Extra Online)
Foto de Mingau (Reprodução/Extra Online)

— Desde pequeno, ele apresenta gastrite. Vomitava muito e descobrimos que não é qualquer ração que podemos dar a ele. Só as mais equilibradas — conta a estudante Ligia Serra, dona do gato, de 4 anos.

Casos como o de Mingau são muito comuns, explica a veterinária Heloísa Junsten, da clínica Gatos e Gatos. A chamada gastrite inflamatória pode ser ocasionada por intolerância a algum elemento contido na dieta ou alguma bactéria que se aloja no estômago ou no intestino.

— É preciso fazer uma dieta hipoalergênica, com rações especiais, mas elas são mais caras — diz Heloísa.

Nesta época do ano, no entanto, com os termômetros batendo 40 graus Celsius, os gatos costumam soltar mais pelos. E aí aumentam as chances de o animal desenvolver outro tipo de gastrite, a mecânica.

— Quando se limpam diariamente, as bolas de pelo traumatizam as paredes do estômago, ocasionando irritação e vômitos — explica a veterinária.

Nesse caso, a dica é simples: usar uma pasta que tenha a função de ligar os pelos engolidos.

— O tutor passa na boca do gato, como uma pasta de dente. O gato ingere e, lá no estômago, os pelos vão se juntar e sairão sem machucar o estômago — informa.

Fonte: Extra Online

​Read More
Notícias

Tratar cães como gente pode provocar gastrite

Imagem: Revista Veja
Imagem: Revista Veja

Na correria do dia a dia, estresse e má alimentação podem se combinar em uma perigosa bomba para o estômago, inclusive para os animais domésticos. Submetidos a cuidados excessivos, capazes de gerar dependência e ansiedade, e alimentados com quitutes inadequados, cães e gatos vêm convivendo cada vez mais com a gastrite. “Não se deve humanizar os bichos, achando que eles podem ingerir as mesmas coisas que comemos”, diz o veterinário endoscopista Franz Yoshitoshi.

Além da “humanização”, que agrava a condição gástrica dos animais domésticos, outros fatores podem causar problemas, como a ingestão de medicamentos anti-inflamatórios e reações alérgicas. A boa notícia é que alguns sinais podem ajudar o tutor a perceber se seu cão ou gato está com gastrite, e atacá-la a tempo de evitar uma situação mais grave, com uma úlcera. “A gastrite é um processo inflamatório que pode estar relacionado a uma série de causas e que, se não tratado adequadamente, pode desencadear algo pior”, afirma Aparecido Camacho, professor da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Cães vegetarianos – Quando um cachorro investe sobre uma planta da casa, por exemplo, pode estar querendo mais do que fazer uma simples boquinha. “Esta é uma forma instintiva de comer algo para proteger a mucosa gástrica”, explica Mano. Mas nem todo cão que aprecia o verde tem problema no estômago. Ele pode mesmo ser fã do prato, já que cachorros não são estritamente carnívoros. Já um gato, carnívoro inequívoco, deve ser encaminhado para consulta se flagrado aderindo a um menu vegetariano.

Principais razões da gastrite em cães e gatos

Alimentação
* Dieta à base de pizza, bolacha e doce em geral – provenientes do prato do tutor
* Excesso de sal, gordura e condimentos
* Comida muito fria ou muito quente
* Volume excessivo de comida

Corpo estranho
* Ingestão de brinquedos e outros objetos que se alojam no estômago

Estresse
* Por ser mais dependente do homem, o cão se estressa quando fica só

Remédios
* Uso de anti-inflamatórios e corticoides
* Administração de medicamentos usados pelos tutores, sem aval veterinário

Outros
* Problemas no esôfago
* Insuficiência hepática e renal
* Alergia a tipos específicos de alimentos
* Infecção pela bactéria Helicobacter pylori ou por vírus

Outra maneira de perceber a gastrite é por meio do comportamento do animal. Bichos amuados, arqueados (pela dor abdominal) ou com distúrbio alimentar são suspeitos. “É muito frequente o animal com problema gástrico ter distúrbio alimentar. Ou ele não come ou come e depois vomita. Ou, ainda, passa a querer coisas que não costumava consumir, mesmo que não sejam alimentos”, afirma Mano. Sinais digestivos, como fezes escuras e com sangue, além de diarreia, também podem indicar avaria no estômago.

Diagnóstico – Os sintomas são os primeiros caracteres lidos pelo veterinário, durante o exame clínico. Um exame laboratorial, contudo, é quase sempre necessário para completar o diagnóstico. Nessa etapa, podem ser realizados um hemograma e um exame de imagem, como ultrassom, raios X ou endoscopia. O último é o mais indicado, especialmente porque, algumas vezes, o transtorno é causado por um objeto que o animal ingeriu e que se alojou no seu estômago. E que, dependendo do tamanho, pode ser retirado durante a endoscopia. Caso seja grande, exigirá uma intervenção cirúrgica.

O tratamento pode incluir remédios e uma dieta com alimentos pobres em gordura, que facilitem a digestão. “Quando se suspeita de que a gastrite é consequência de alergia a algum tipo de proteína, deve-se substituir o alimento”, diz Camacho, da Unesp. Segundo ele, é “relativamente comum” um animal doméstico desenvolver alergia à proteína da carne de vaca. Uma ração que não traga o ingrediente na receita pode ser uma boa alternativa. Só não se pode, como no caso dos humanos, adotar a automedicação – sempre arriscada. Até porque, se não devemos “humanizar” o animal, não podemos repetir com ele os erros que cometemos.

Com informações da Revista Veja

​Read More