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Homem que manteve filhote de leão em cativeiro é condenado à prisão

Sem pelos e com o abdômen inchado, o filhote foi resgatado em péssimo estado de saúde


Um homem foi condenado nesta segunda-feira (4) a um ano de prisão, com suspensão condicional da pena, por manter um filhote de leão preso em uma garagem em Marselha, na França. A Justiça determinou ainda o pagamento de uma multa de € 7.000.

Foto: HO/Douanes Françaises

O animal foi encontrado no imóvel em outubro de 2018 e resgatado pela polícia aduaneira em péssimo estado de saúde. Ele era mantido dentro de uma caixa e tinha três semanas de vida. Segundo a rádio francesa France Info, sem pelos e com o abdômen inchado, provavelmente por alimentação inadequada, ele vivia aprisionado na garagem.

O homem, que tem antecedentes criminais por roubo e violência, disse às autoridades que encontrou o filhote, que é uma fêmea, no porão de um prédio de um bairro pobre da cidade e que o levou consigo com o objetivo de entregá-lo a um profissional.

“Ele queria salvá-lo e está arrependido”, disse seu advogado, Frédéric Coffano, à rádio francesa.

Cersei, como é chamada a leoa, foi entregue à Sociedade Protetora dos Animais (SPA) e, depois, encaminhada a uma associação especializada em animais selvagens. Após receber tratamento, ela foi levada para um santuário de leões na África do Sul. As informações são da agência de notícias RFI.

Manter animais silvestres em cativeiro alimenta o tráfico de animais e é a origem de muitos casos de maus-tratos, segundo a advogada da associação de proteção dos animais One Voice, Arielle Moreau. Essa prática, de acordo com ela, é incentivada por jogadores de futebol que fazem fotos ao lado de felinos.

De acordo com a advogada, os animais são muitas vezes “alugados” para as fotos, sendo tratados como objetos a serviço dos humanos.

Apesar de ter sido condenado, o francês que aprisionava o filhote de leão foi absolvido do crime de maus-tratos. Por isso, a ONG pretende entrar com um recurso na Justiça.


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Histórias Felizes, Notícias

Gatinho abandonado se aproxima de cachorro e pede ajuda

Tequila vivia nas ruas, sozinho e faminto, mas ao conhecer Taco, ele pediu ao amigo por socorro e acabou ganhando um lar e uma família

 


 

Foto: Delfina Plaja
Foto: Delfina Plaja

Quando o cachorrinho Taco passou a viver com a família de Delfina Plaja em seu aniversário do ano passado, ela não fazia ideia de que o presente mudaria a vida de todos.

“Sendo o cachorrinho amoroso, afetuoso, mandão e ‘terrivelmente’ enérgico que ele é, Taco trouxe as risadas de volta para nossa casa”, disse Plaja ao The Dodo. “Nos primeiros meses em que mal conseguíamos descansar, estávamos tão esgotados, mas meu marido e eu não nos divertíamos tanto juntos há muito tempo”.

Taco estava tendo problemas com o treinamento para fazer suas necessidades no lugar certo. Então, para ajudá-lo a aprender a ir ao banheiro do lado de fora, Plaja mudou seu escritório para o beco do prédio. No segundo dia de trabalho, um gatinho apareceu de debaixo de um carro estacionado, fascinado pelo cachorrinho.

Foto: Delfina Plaja
Foto: Delfina Plaja

“Aconteceu que ele estava morando sozinho em uma garagem aberta onde um vizinho bondoso o alimentava”, disse Plaja. “Claramente, ele estava se sentindo sozinho porque foi ele quem se aproximou de Taco, curioso e querendo abraçar e brincar”.

Taco e o gatinho começaram a se conhecer, cheirando um ao outro, enquanto Plaja tentou ganhar a confiança do gato em situação de rua com petiscos. Suas táticas funcionaram e, dentro de uma semana, o gatinho subia regularmente em seu colo e ronronava para ela.

“O gatinho era tão fofo e corajoso, e obviamente desejava companhia”, disse Plaja. “Ele nos encontrou, afinal, e eu tinha certeza de que havia uma razão para isso. Acabou que o universo estava nos dizendo algo, mostrando o caminho”.

Foto: Delfina Plaja
Foto: Delfina Plaja

Sempre que Taco passeava, o gatinho estava lá, pronto para cumprimentá-lo e brincar com ele.

“Ele ficava esperando por nós em frente ao nosso prédio toda vez que saíamos”, disse Plaja. “Taco costumava reclamar, ganindo e pedindo para sair e brincar com o amigo. Tornou-se cada vez mais difícil arrastá-lo para longe para fazer suas necessidades ou levá-lo de volta para casa”.

Plaja resistiu em trazer o gatinho para dentro até que uma tempestade que durou por dias fez com que ela se decidisse. “Olhando pela janela da cozinha, vi essa minúscula bola de pêlo encharcada, sentada embaixo de um carro em nosso beco, observando a porta do prédio”, disse Plaja. “Meu coração se partiu naquele momento”.

Plaja desceu as escadas correndo e pegou o gatinho. Uma vez dentro do apartamento, o gatinho ficou assustado, mas rapidamente relaxou assim que viu seu amigo.

“Ele começou a ronronar e não parou por 48 horas seguidas”, disse Plaja. “Ele ronronou enquanto explorava, dormia, comia, brincava, na primeira vez que beberam juntos de uma tigela naquela noite, acho que realmente chorei, eles eram tão adoráveis.”

Foto: Delfina Plaja
Foto: Delfina Plaja

Plaja e o marido perceberam que não podiam separar os dois. Então eles adotaram oficialmente o gatinho, chamando-o de Tequila.

Agora, os dois animais estão crescendo como irmãos, contou Plaja, eles se abraçam, brincam, brigam e fazem as pazes. Eles até inspiraram Plaja a arrecadar fundos para ajudar mais animais e, quem sabe um dia, abrir um resgate para cães e gatos em situação de rua.

Mas até que esse sonho se torne realidade, ela não poderia estar mais feliz em ver sua pequena família crescer. “Todos nos complementamos perfeitamente”, disse Plaja. “Nós quatro fazemos uma equipe estranha, muito pateta e desorganizada, sempre atrasada para tudo, mas muito feliz”.

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Onça que apareceu em garagem de casa é solta na mata em Cotia (SP)

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Uma onça parda foi solta na tarde desta quinta-feira (4) em uma reserva florestal em Cotia, na Grande São Paulo, depois de aparecer na garagem de uma casa no dia 22 de julho.

Quando a onça apareceu, os moradores levaram o maior susto e chamaram os Bombeiros. Ela foi resgatada e levada para o Centro de Triagem de Animais Silvestres, em Barueri. Descobriram que é um macho e o apelidaram de Itapevi.

Os biólogos esperam que a onça suma na mata e não apareça mais em nenhuma área urbana. Os exames mostraram que a onça é macho e tem entre 11 meses e um ano de vida, e que se separou da mãe há pouco tempo.

“Ela está em estado de vulnerabilidade. Se a gente não fizer nada, é um passo para a extinção”, disse a médica veterinária Cristina Harumi Adania.

Os biólogos não puderam botar o colar que permite rastrear todos os hábitos do animal porque a onça ainda vai crescer e esse colar poderia machucar. O animal recebeu apenas um chip que permite uma identificação caso ele apareça de novo e seja resgatada.

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Fonte: G1

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Cão abandonado em garagem de casa sobrevive com ajuda de vizinhos, em Brasília (DF)

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Apenas por uma fresta, criada pela ferrugem do portão, é possível ver o focinho sofrido do animal. Um cão grande e branco está abandonado há aproximadamente um mês em uma casa em São Sebastião, desde que a tutora e outra pessoa que era responsável pela casa morreram. Vizinhos são a salvação do cachorro ao colocarem comida e água para ele. No DF, apenas em 2016, 53 casos de maus-tratos a animais já foram registrados.

A denúncia em São Sebastião partiu de vizinhos que se dizem cansados de ver o sofrimento do animal. Eles pedem para não ser identificados. “Faz tempo que essa casa está assim. Desde que a mulher que morava aí morreu, ficou abandonado desse jeito. Se não fosse o pessoal da rua ajudando, o cachorro já tinha morrido”, revelou um deles. “Eu já até tentei ligar para o 197 (Polícia Civil) para denunciar, mas não consegui ser atendida”, afirmou outra moradora.

Outro residente contou que a nova proprietária da casa, filha da tutora do cão, apareceu pela última vez há mais de duas semanas, quando a Vigilância Sanitária veio analisar a casa: “Ela só passou e já foi embora. Colocou um monte de ração, encheu um monte de vasilhas d’água e largou. A ração acabou e o coitado ficou aí, jogado”.

Vigilância esteve lá
O Jornal de Brasília flagrou o momento em que a Vigilância Ambiental esteve no local para averiguar os problemas da casa. Além de o cão estar abandonado, há uma piscina com focos de mosquitos. “Viemos por conta da denúncia da piscina. Então, por enquanto, não podemos fazer muita coisa sobre o cachorro”, ponderou o agente.

“Foi passado que, depois que a proprietária da casa morreu, há alguns anos, os filhos passaram para a vizinha de trás a responsabilidade do local, mas ela também morreu há um mês. Depois disso, ninguém mais cuidou nem do cão, nem da casa. A filha da proprietária mora no Sudoeste e ninguém consegue contato”, explicou o profissional. A reportagem também não conseguiu contactar a mulher.

Os agentes tinham mandado judicial para entrar e averiguar a situação da piscina. Porém, vendo a situação do animal, verificaram o que poderiam fazer e foram aconselhados pelo chefe a registrar ocorrência por maus-tratos. “Com isso, o delegado acionará o Ministério Público, que entrará com uma ação e mandará um ofício para a Vigilância Ambiental, liberando a retirada do cão”. A delegacia ainda deve buscar os responsáveis.

É preciso encontrar um lar adequado
A diretora da Associação Protetora de Animais do DF (ProAnima), Simone Lima, prevê que a denúncia deve ser encaminhada à Delegacia do Meio Ambiente. “Eles vão averiguar e, caso vejam que há maus-tratos, vão resgatar o cachorro e abrir processo para a adoção”. O problema é que a associação, que poderia receber o cachorro, está com lotação máxima.

Segundo Simone, o grande desafio da ProAnima, portanto, é conseguir destinação para os animais resgatados: “É muito mais fácil quando algum vizinho ou parente quer ficar com o animal, porque já resolve por ali”.

Ela conta que, enquanto o processo corre, eles não podem ser adotados. “Não há um lugar mágico para os cães. Nós ficamos com eles em lares temporários. Há casos que, depois de muito tempo e muitos gastos, o juiz ainda dá resolução desfavorável e temos que devolvê-los”, lamenta.

Registros
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, entre 1º de janeiro e 12 de junho deste ano, 53 casos de maus-tratos a animais foram registrados, o que representa 37% de todos os 143 contabilizados durante todo 2015. Ainda assim, o número é menor ao do mesmo período do ano passado, quando 63 ocorrências foram registradas pela pasta. Em 2014, foram 106.

Já de acordo com a Diretoria de Vigilância Ambiental, responsável pelo Centro de Controle de Zoonoses, de janeiro a agosto de 2015, 700 cães foram recebidos e resgatados; 144 doados; 528 mortes induzidas; 20 que chegaram em estado crítico e vieram a óbito ou já chegaram mortos; e oito resgatados pelos tutores.

A Zoonoses não tem papel de recolher animais abandonados. Apenas dos que podem oferecer risco à saúde da população, que estão em sofrimento, indicados por veterinários para a eutanásia, ou que estão em locais inapropriados, como hospitais.

Fonte: Jornal de Brasíia

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Boxer preso em garagem escura e apertada precisa de um novo lar (SP)

Carlos Pedro
ceduardo.pedro@gmail.com

Minha colega de trabalho disse que não dorme à noite por causa de um cachorro que fica preso numa garagem em seu prédio.

A “tutora” dele morava em casa e se mudou pro prédio onde essa minha colega mora. Suponho eu, que não tendo onde colocá-lo, deixa ele nessa garagem escura, apertada e sem janelas!

Endereço de onde ele está: Rua Luis Belli, 190 – apto. 21 C – Cohab 2 – Itapevi/SP.

Ele chora dia e noite!

Fiz uma denúncia no 181 e falaram que até 30 dias (!) eles iriam averiguar o caso. Eu já esperava, se já fazem isso com os humanos que dirá com os cachorros.

Com o endereço consegui no Google o telefone da “tutora” do cachorro. . Ele se chama Bob, é um boxer  de 4 anos.

Inventei uma história, disse ser da proteção animal e que havia recebido uma denúncia e, se ela não sabia, o cachorro ficar ali na garagem configurava “maus-tratos” e isso geraria multa, mas que estava dando 24 horas para resolver a situação.

Aí a tal dona, Renata, começou a chorar e me contou a “velha” história:  “Morava numa casa, tem ele desde novinho. Se separou do marido e foi morar com a mãe no apartamento. Antes, porém, procurou a zoonose que não quis ficar com ele, alegando que lá ele ia pegar doença dos outros cachorros e como ele era porte grande, de difícil doação, que ela tinha que procurar outro jeito.”

Pedi pra ela passar as fotos dele para ver se conseguimos um adotante.

Enquanto isso, pedi pra ela passear com ele umas 5 vezes ao dia.

Veja o que ela disse sobre o cachorro:

Nome : Bob
Idade : 5 anos
Raça : Boxer
Características : Marrom e branco
Comportamento : Ele é dócil , muito brincalhao e adora crianças !

Contato:
 (11) 9960-5958 – Angela

 

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Onça é encontrada em garagem de casa no interior de SP

(Foto: Reprodução/ EPTV)

Uma moradora encontrou uma onça na garagem da casa dela, na manhã desta sexta-feira (27), no Jardim Itália, em Santa Rita do Passa Quatro. A mulher avistou o animal quando saía para trabalhar.

Equipes da Polícia Militar, da Polícia Ambiental e do Corpo de Bombeiros formaram um cerco na região para capturar a onça. Uma rede foi usada na ação, mas o animal conseguiu escapar e pulou o muro da casa de uma vizinha. De lá, a onça ainda entrou em uma terceira casa do quarteirão.

Até as 12h desta sexta, ela não havia sido capturada. Os bombeiros acreditam que o animal fugiu para um matagal, mas as buscas continuam.

Fonte: EPTV

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Onça aparece em garagem de casa no interior de SP

(Foto: Reprodução/ G1)

Um morador de Campo Limpo Paulista, interior de São Paulo, levou um susto na manhã desta quinta-feira (29).  Ao sair de casa para ir ao trabalho, ele deu de cara com uma onça na garagem.

Assustado, o morador entrou novamente na residência que fica no Jardim Califórnia, acionou a Guarda Municipal e os bombeiros.

Segundo informações da GM, o animal que estava bem agitado, pulou um muro de seis metros e conseguiu fugir. Bombeiros fazem buscas no bairro para tentar encontrar a onça.

Assista ao vídeo da reportagem aqui .

Fonte: G1

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Você é o Repórter

Cadela e filhotes sofrem ameaças e precisam ser resgatados no RJ

Ana Claudia Garcino da Silva
anagarcino@hotmail.com

Essa cadelinha teve seus filhotes em uma garagem no dia 02 de fevereiro. O problema é que o dono do local não quer eles lá porque quando ele chega perto para jogá-la na rua, ela tenta mordê-lo, para defender seus filhotes. Só que a ignorância do homem o impede de enteder isso e disse que vai dar o fim em todos eles.

Estou com muito medo que ele dê veneno a essa família. Alguém pode, por favor, resgatar essa família? Ela vivia na rua sendo alimentada por uma pessoa, mas, quando entrou em trabalho de parto, se enfiou nessa garagem e não quer mais sair. Ela está na rua Casemiro de Abreu, próximo ao Cluve CCIP, bairro Pilares, depois do Norte Shopping, no Rio de Janeiro (RJ).

Contato: Vera – (21) 2583-5556

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Trator desgovernado invade casa em Marília (SP) e mata uma cadelinha

(da Redação)

O motorista de um trator que trafegava pela rua Humberto de Campos, no bairro Mariana, zona norte da cidade de Marília, interior de SP, perdeu o controle do veículo, que sem freio desceu por cerca de 150 metros, de ré, atravessou a preferencial na rua Independência, tombou e derrubou o muro e o portão da casa do vendedor Fábio Sampaio, segundo noticiou o Diário de Marília.

Infelizmente, uma cadela que estava na garagem foi atropelada e morreu. A polícia registrou boletim de ocorrência, mas nada foi feito em relação à morte da cadelinha.

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Conforto e cuidados para cães que vivem em áreas externas da casa

A vida na área externa de casa, com amplo gramado e bom espaço para se exercitar e tomar sol, é recomendada por médicos veterinários por ser benéfica para o desenvolvimento da musculatura de quaisquer raças de cachorro.

Mas manter a saúde do animal e a ordem da casinha é um desafio para os tutores que optam por alojar os cães no quintal ou jardim.

“Quando ainda são filhotes, é necessário que sejam estabelecidas regras e que o tutor ensine quais são os limites. A principal forma de fazer isso é colocar barreiras físicas (grades ou muros) nas áreas que ele não pode ocupar e estabelecer um local fixo para as atividades cotidianas”, afirma o médico veterinário Rodrigo Friesen, especialista em animais de companhia e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

Na opinião do profissional, a melhor opção é construir um canil, que será o espaço exclusivo do cão, onde ele terá cama, comida e área para descansar. “Não pode ser tratado como uma prisão. O ideal é que ele fique solto a maior parte do dia”, diz ele. A outra opção, segundo Friesen, é reservar uma área coberta, na garagem ou varanda, para o cão. “O importante é que o local seja limpo e seco.”

A arquiteta Gisele Busmayer projetou um canil durante a construção de sua casa. O espaço, de 4 metros quadrados, é totalmente integrado ao paisagismo da área externa. Neste local, George, um terra nova de 7 anos, fica preso apenas quando está sendo feita a limpeza da piscina e do jardim. “No dia a dia, ele fica livre para usar o canil ou andar no jardim, onde tem um local para fazer xixi e brinquedos e ossinhos para se divertir”, diz.


A praticidade para limpar determinou o uso de piso no canil planejado para o terra nova George. (Imagem: Gazeta do Povo)
A praticidade para limpar determinou o uso de piso no canil planejado para o terra nova George. (Imagem: Gazeta do Povo)


A empresária Yael Andreguetto, que tinha casa e jardim prontos quando trouxe a dobermann Jade, hoje com 8 anos, pediu ajuda para projetar um canil confortável. “Os tutores dos pais de Jade sugeriram um canil com área gramada a céu aberto e área calçada coberta”, diz. Jade convive com a golden retriever Mel, de 6 anos. “Como eu imaginava ter outro cão de grande porte, fiz o canil com duas casas.”

A recomendação para quem tem dois ou mais animais é separar os utensílios para alimentação e o espaço para descanso de cada um. “Quando ficam juntos durante as refeições, pode haver briga”, afirma Ferdinando Nieder­heitmann, da Clínica Veterinária Curitiba, médico veterinário de Jade e Mel.

Para ele, o principal benefício da vida em área externa é a possibilidade de tomar sol com mais frequência, para “eliminar eventuais bactérias e favorecer a ossificação pela indução à produção de vitaminas (A e D).”


Yael, tutora de Jade e Mel, construiu o canil com áreas totalmente separadas para as duas, mas os portões ficam abertos o tempo todo. (Imagem: Gazeta do Povo)
Yael, tutora de Jade e Mel, construiu o canil com áreas totalmente separadas para as duas, mas os portões ficam abertos o tempo todo. (Imagem: Gazeta do Povo)


Um amplo espaço, no entanto, não supre a necessidade de passeios e, principalmente, da atenção dos tutores. “O hábito de passear, ao menos um vez ao dia, deve ser mantido tanto para os cães que vivem em apartamento quanto para os que moram na área externa. É um momento de carinho, importante para a relação entre cão e tutor”, afirma Friesen.

Não é apenas quem dispõe de quintal que pode ter um espaço exclusivo para o cão. Em apartamentos com terraços ou grandes sacadas é possível fazer um canil proporcional à área e ao tamanho do cão. “Mas é preciso ter muita atenção com a segurança, colocando telas resistentes nos parapeitos das sacadas”, diz Nieder­heitmann.

Projeto

A exemplo do que fez Yael, seguir conselhos antes de construir uma casa ou canil para os bichinhos é a melhor solução. “Toda construção exige um projeto que defina o tamanho, localização e estrutura da obra, além da quantidade de material”, diz a arquiteta Luiza Kaimoto.

Segundo ela, a melhor posição de um canil é virado em direção ao leste, para receber insolação durante a manhã. “É preciso também pensar na drenagem do quintal, impedindo que fortes chuvas provoquem alagamentos.”

O etólogo (especialista em comportamento animal) Bruno Tausz, diz que casas muito pequenas aumentam o estresse dos cães. “Dentro da casa o animal deve conseguir ficar em pé, deitar e se virar confortavelmente”, diz ele, que é presidente do Conselho de Cinologia da Confederação Brasileira de Cinofilia.

Tausz lembra ainda da necessidade de, ao projetar o abrigo para um filhote, considerar o tamanho que ele ficará na fase adulta.

Na escolha de materiais, as arquitetas sugerem o concreto, que favorece a manutenção da temperatura. Pode-se comprar casas pré-fabricadas, de bloco de concreto. “Uma casa, para um cão de grande porte, custará em torno de R$ 500, com a mão de obra”, diz Luiza.

A madeira pode ser usada, mas exige mais manutenção e o uso de impermeabilizante, que evita o apodrecimento. “O acabamento precisa ser impecável, para que o cão não se machuque com farpas ou pregos”, afirma Gisele.

Há ainda diversos tipos de casas de plástico, que podem ser usadas desde que tenham boa circulação de ar, teto alto e que o cão não consiga tirá-la do lugar. “Alguns animais podem desenvolver dermatites ao entrar em contato com o polipropileno”, diz Friesen.

Na cobertura da casa de concreto ou de madeira, estrutura de madeira e telhas de barro garantem conforto térmico e acústico. Uma área fora da casa, onde ficarão a água e o alimento do cão, também deve ser coberta.

O piso não pode ser muito áspero, para evitar a formação de calos nas patas; e não pode ser excessivamente liso, pois o cão pode escorregar e se machucar. “Piso cerâmico com antiderrapante na área coberta e uma faixa com grama é o ideal”, afirma Tausz.

De acordo com o etólogo, o contato exclusivo com superfícies lisas pode agravar a dor nos casos de displasia coxofemural (doença genética caracterizada pela má-formação da articulação entre o fêmur e a bacia, que provoca inflamações).

Casa sem cheiro

A área de descanso de Scott, um golden retriever de 1 ano, é um modelo de limpeza e conforto. Um estrado de madeira serve de cama, para que o animal não fique em contato direto com o piso, que pode estar molhado e desconfortável. As cobertas de lã, que são fontes para perpetuar o ciclo da pulga, foram eliminadas. Mas o principal investimento está no sistema de esgoto, semelhante ao do vaso sanitário.

“Não jogar as fezes no lixo comum foi a grande preocupação quando projetamos o canil”, diz Marcelo Picolli, tutor de Scott. Os dejetos são varridos duas vezes por dia para uma vala, ligada à rede de esgoto.


Acostumado a morar no canil desde os primeiros meses, Scott só deixa a casinha para tomar sol na grama. (Imagem: Gazeta do Povo)
Acostumado a morar no canil desde os primeiros meses, Scott só deixa a casinha para tomar sol na grama. (Imagem: Gazeta do Povo)


A limpeza da casa de Scott é complementada com o uso de água abundante e detergente neutro, uma vez ao dia. Para facilitar, há uma torneira instalada dentro do canil.

“A cada 15 dias é recomendada a desinfecção com cloro, sem que o cão esteja no canil”, diz Nieder­heitmann. Com o uso de água fervente nas paredes e piso, é possível eliminar carrapatos e pulgas.

Seguir todas as especificações para um canil perfeito custa entre R$ 1,2 mil e R$ 2 mil, de acordo com a arquiteta Gisele Busmayer, que projetou o canil na casa de Picolli.

Para fazer o canil para Jade e Mel, Yael gastou cerca de R$ 1,5 mil e não se arrepende. “É um bom investimento, pois o improviso seria ruim para elas, que ficariam em um ambiente inadequado”, diz.

Cuidados para o jardim

O gramado, jardim e pomar das casas que têm cachorros precisam de atenção redobrada. Com alguns cuidados, o cão vai ser um grande amigo do seu jardim.

– Os cães tendem a imitar os donos. Evite mexer no jardim na frente deles.

– Mantenha a poda frequente de arbustos e grama, que deve ter de 2 a 3 centímetros. A espécie de grama mais resistente às corridas e brincadeiras dos cães é a São Carlos.

– O principal inimigo do gramado é a urina dos cachorros. Para diminuir a acidez, que queima as folhas, a solução é aguar a grama diariamente. Se o cão urina nos arbustos, pode-se proteger as mudas com cercas ou plantá-las em vasos com, pelo menos, 60 centímetros de altura.

– Se o seu cão gosta de cavar buracos, deixe-lhe um pequeno canteiro livre. A dica é treiná-lo a cavar ali, escondendo um osso no local quando ele estiver olhando e deixando brinquedos na região.

– A citronela é um repelente natural de cães e pode ser usada em vasos (inclusive sobre móveis) para educá-los a se manterem distantes.

– Para manter as plantas bonitas e os cães saudáveis, o ideal é adubar o jardim e pomar com produtos orgânicos que não prejudiquem o cão. Mas evite o pó de osso, que vai atrair e instigar o cão a cavar buracos.

Curiosidade e descuido aumentam o perigo externo

O cão morador de áreas externas fica mais exposto aos perigos. Benéfica na maioria dos casos, a grama oferece condições ideais para a proliferação de parasitas. “Os cães que cavam muito podem sofrer de micoses. Nestes casos o melhor é deixá-los longe de terra, areia e grama e iniciar um tratamento”, diz Rodrigo Friesen, especialista em animais de companhia e professor da PUCPR.

O nariz sensível de um cão também pode farejar o que é potencialmente perigoso. Antes de levar o cachorro para viver no quintal, deve-se vasculhar o território procurando por perigos ocultos: plantas, venenos contra insetos e roedores, além de detergentes e solventes.

Algumas plantas domésticas, como comigo-ninguém-pode, filodendro e caládio, além de flores, como íris, azaleia, hortênsia, jasmim e glicínia, são tóxicas para os cães. Se ingeridas, a maioria das plantas pode causar distúrbios gastrointestinais. “Para proteger o cão, coloque-as fora de alcance, penduradas no alto ou atrás de uma barreira de tela”, indica o médico veterinário Ferdinando Niederheitmann, da Clínica Veterinária Curitiba.

A paisagista Ana Lupion indica os arbustos lenhosos para criar uma barreira natural nas áreas em que os cães não podem entrar. “Só é preciso tomar cuidado com os arbustos espinhentos, como a coroa-de-cristo, que podem machucar o animal”, diz. No caso das árvores, é preciso observar os troncos partidos e apodrecidos, que podem fazer proliferar fungos causadores de doenças nos cães.

Fonte: Gazeta do Povo

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Cães acorrentados e famintos precisam de ajuda para viver com dignidade

Taíse Rodrigues

taisinha_nutri@hotmail.com

Um dia estava saindo da casa de uma amiga e dei de cara com uma casa onde, em uma garagem suja e apertada, estavam dois cachorros.

Foto: Taíse Rodrigues
Foto: Taíse Rodrigues

Me aproximei e pude ver que tratava-se de mais um caso de maus tratos: um labrador marrom muito dócil e um vira-lata acorrentado muito magro a ponto de suas costelas estarem a mostra, ambos muito dóceis.

Fui em casa para pegar um pouco de ração, voltei para alimentá-los e para minha  surpresa havia um 3º cachorro, só que. Já estava escurecendo e quando joguei ração pela grade do portão, o desespero foi assustador. Sem dúvida eles não comem a dias e também estão sem água. Assim, sempre que tinha um tempo ia até lá para alimentá-los e percebi que alguém mais fazia isso.

Um dia estava abaixada dando ração para eles e um menino passou. Perguntei se ele morava nesta casa e ele disse “sim” e nem olhou na minha cara. O porteiro do prédio em frente confirmou que há pessoas morando mesmo na casa – já que tem um aspecto de abandonada, as janelas nunca são abertas e o carro não sai da garagem.

Voltei com uma máquina fotográfica porque não poderia deixar isso continuar acontecendo. Anotei o endereço, mas não pude fazer a denúncia no lugar onde fui. Liguei para o CCZ de Vitória, fiz a denúncia e irei à delegacia ainda nesta semana. Já fui informada que a dona da casa não é muito normal. Essa semana fui até lá novamente, mas os cães estavam acorrentados e só um deles conseguiu comer.

Para mais uma surpresa apareceu uma tartaruga, com certeza com fome. Tenho até medo de pensar no que pode acontecer dentro desta casa. Mas não vou ficar quieta enquanto não tirar os animais de lá.

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Filhote de raposa é encontrado ferido em garagem de residência

(Foto: Reprodução/TV Globo)
(Foto: Reprodução/TV Globo)

Um filhote de raposa foi capturado pelo Corpo de Bombeiros na garagem de uma casa em Patos de Minas, no noroeste mineiro. Os moradores acreditam que o animal pode ter sido atraído pela ração do cachorro. Segundo os veterinários, o filhote está ferido e desidratado. Antes de ser devolvido à natureza, deve passar 15 dias sob cuidados de veterinários.

Fonte: O Globo

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