Notícias

Ecossistema das Ilhas Galápagos ameaçado pela presença de aviões americanos

Foto: Mirror UK
Foto: Mirror UK

Ambientalistas condenaram de forma veemente a decisão do governo equatoriano de dar permissão aos militares dos EUA para pouso e decolagem de aviões no aeroporto das Ilhas Galápagos.

As aeronaves do exército americano poderão usar o Aeroporto San Cristobal, localizado no arquipélago, de acordo com o anuncio do governo equatoriano, como parte de um plano para “combater o narcotráfico”.

Segundo ele, dois aviões da força aérea norte-americana patrulham o Oceano Pacífico procurando e identificando atividades ilícitas de acordo com informações do The Independent.

Mas especialistas em biodiversidade e conservacionistas alertam que o aumento na atividade de aviação pode afetar seriamente o ecossistema das ilhas.

O professor Laleh Khalili, da Universidade de Londres, postou no Twitter: “Eles pavimentaram o paraíso e ergueram uma pista de pouso nele”.

Ativistas pediram ao governo mais informações sobre o escopo da cooperação. com os EUA, e sobre propostas adicionais para estender a pista em San Cristobal, em meio a temores de que tal construção poderia causar mais danos aos meio ambiente.

O arquipélago está situado a 800 km a oeste do Equador e foi considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, famoso por sua variedade única de vida vegetal e animal.

As Ilhas Galápagos inspiraram o famoso livro de Charles Darwin sobre a evolução, A Origem das Espécies, depois de sua visita ao arquipélago na década de 1830. Eles limitam o número de turistas autorizados a visitar o local para tentar proteger seus habitats naturais e a biodiversidade .

Os animais nativos das ilhas incluem tartarugas gigantes, iguanas-de-crista-preta, pinguins e grandes arraias-manta oceânicas.

O ex-presidente do Equador, Rafael Correa, estava entre os que ficaram incomodados com a decisão, alertando no Twitter que as ilhas “não são um porta-aviões” para os EUA.

O deputado Carlos Viteri, da oposição, classificou o novo acordo como “inaceitável” e advertiu que ele deveria ser bloqueado “se quiser ceder uma polegada de território equatoriano”.

A constituição do Equador descreve o país como “território da paz” e proíbe a construção de bases militares estrangeiras para fins militares em qualquer lugar em seu território.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

​Read More
Notícias

Iguanas das ilhas Galápagos sofrem com escassez de alimento


Cientistas revelam que a mudança climática e os eventos nocivos causados pelo El Nino estão destruindo o rico e celebrado ecossistema das ilhas Galápagos. Segundo um fotógrafo local, que afirma ter descoberto o impacto que o aquecimento global tem tido sobre as iguanas marinhas, a espécie pode não resistir se o período de aquecimento das águas perdurar mais que 4 meses.

As imagens feitas por ele, mostrando cadáver apodrecidas de iguanas ilustram o panorama real do sacrifício doloroso, de que não só esses animais, mas diversos outros, tem sido vítimas na luta pela sobrevivência nas ilhas.

As ilhas ficaram famosas quando Charles Darwin visitou o arquipélago em sua viagem icônica a bordo do HMS Beagle, mas as mudanças climáticas estão afetando seriamente o ecossistema único das ilhas, afirmam os cientistas.

Foto: Tui De Roy
Foto: Tui De Roy

A água mais quente que o original está matando a fonte de alimento de muitos animais, as algas e vegetação marinha que crescem nas águas da costa da ilha, o que causa em consequência disso, a morte por falta de alimento de inúmeros répteis.

O fotógrafo Tui De Roy, que cresceu nas ilhas, capturou as imagens impressionantes para comprovar a situação do arquipélago.

Uma imagem poderosa e fortíssima mostra o cadáver de uma iguana marinha deitada em uma pedra depois de morrer de fome, um efeito do aquecimento das águas, que destrói os recursos dos quais elas dependem para sobreviver.

Foto: Tui De Roy
Foto: Tui De Roy

Há alegações de que a mudança climática esteja intensificando o efeito El Niño – um período de curto prazo de aquecimento da temperatura da superfície das aguas do oceano pacífico, que se estende da América do Sul até a Austrália, conforme informações do Daily Mail.

A mudança na temperatura da água pode afetar a vida marinha diretamente por causa da ressurgência, quando a água fria sobe à superfície, que fica reduzida durante o evento.

Estudos anteriores mostraram que espécies marinhas, incluindo pinguins, focas e iguanas, lutam para sobreviver por causa da falta de comida nas águas próximas à superfície.

Muitos animais marinhos de Galápagos morrem ou não conseguem se reproduzir com sucesso devido à falta de alimentos, escreveram os pesquisadores.

Outras imagens capturadas no arquipélago mostram uma iguana colorida descansando nas rochas e o espetáculo raro de um lagarto-nadador.

Foto: Tui De Roy
Foto: Tui De Roy

O importante naturalista Charles Darwin viajou para a região no HMS Beagle em 1835, e observou membros da espécie correndo ao redor das encostas rochosas.

Apesar de fazer extensas observações sobre as criaturas, ele notoriamente detestava sua aparência, referindo-se a elas como “duendes da escuridão”.

Esse momento é propício para que a teoria da seleção natural de Darwin seja posta à prova, à medida que a comida se torna cada vez mais escassa.

As fotografias foram capturadas pelo renomado fotógrafo e autor Tui De Roy, que cresceu nas ilhas ao largo da costa continental do Equador.

Depois de observar os animais por muitos anos, o naturalista testemunhou milhares deles morrendo devido à falta de comida toda vez que há um período prolongado de clima quente.

As iguanas, que possuem o status de vulneráveis (segundo a IUCN), usam um truque que lhes permite sobreviver, disse ele, sua habilidade de ajustar seu tamanho corporal encolhendo ou crescendo à vontade.

Isso permite que elas regulem melhor sua perda de calor. Durante um período de meses, elas “quebram” seu tecido ósseo antes de reconstruí-lo depois que a época de fome termina.

“As iguanas marinhas vivem vidas difíceis: tudo o que elas precisam é de sol tropical para se aquecer, lava negra para se sujar e mares frios cheios de algas marinhas para se alimentar; é isso, sem frescuras ”, explicou ele.

Essas características as tornam o exemplo perfeito para ilustrar as qualidades sobrenaturais das vulcânicas Ilhas Galápagos.

Mas a espécie é bastante vulnerável: quando as correntes oceânicas frias são substituídas por águas quentes, se as algas morrerem as iguanas também morrem.

“Elas têm a capacidade de encolher seus corpos – até mesmo seu esqueleto – em até 20% do comprimento total, a fim de resistir à fome até que as águas frias voltem”, diz o naturalista.

“Mas se o período quente (El Niño) durar mais que 3 a 4 meses, milhares de iguanas estão fadadas a morrer”, lamenta ele.

Esses processos naturais são geralmente mais visíveis nas Ilha Galápagos devido à sua biosfera única.

Foi no impressionante arquipélago vulcânico que Charles Darwin se inspirou para escrever sua teoria da evolução.

Estudos sobre o lagarto descobriram que as iguanas terrestres da América do Sul devem ter chegado ao mar milhões de anos atrás, em troncos ou outros destroços, eventualmente pousando nas Ilhas Galápagos.

​Read More
Notícias

Equador investiga desaparecimento de 123 filhotes de tartaruga em Galápagos

Foto: Pixabay

A autoridade ambiental do Equador está investigando o roubo de 123 filhotes de tartarugas terrestres gigantes que foram retiradas de um centro de criação das ilhas Galápagos, Patrimônio Natural da Humanidade.

O Parque Nacional Galápagos (PNG) denunciou ante a Promotoria a “subtração de um total de 123 tartarugas das espécies Chelonoidis vicina e Chelonoidis guntheri“, indicou o Ministério do Meio Ambiente em um comunicado publicado na última sexta-feira (5).

Acrescentou que as tartarugas eram criadas em cativeiro no centro Arnaldo Tupiza do PNG na ilha Isabela, a maior do arquipélago no Pacífico equatoriano.

O ministério apontou que o fato está sendo investigado e que “toda informação sobre os avanços e o processo é de caráter reservado para evitar que se dificulte o trabalho das autoridades competentes”.

Um deputado por Galápagos denunciou o roubo na quinta-feira.

“O roubo das tartarugas foi na terça-feira da semana passada, todas de uma vez, no total 123”, expressou à AFP o congressista Washington Paredes.

Ele acrescentou que “o lugar (de criação em cativeiro) onde as tartarugas terrestres estão na ilha Isabela não tem proteção. Não há câmeras de segurança, as tartarugas estão aí, se alguém quiser entrar durante a noite para roubar, pode fazer isso”.

O centro de criação “Arnaldo Tupiza” foi criado em 1993 na ilha Isabela e possui uma área de dois hectares para a reprodução de tartarugas gigantes das espécies Chelonoidis vicina e Chelonoidis guntheri.

Nessa ilha habitam cinco das doze espécies de tartarugas gigantes terrestres de Galápagos, todas protegidas por estarem em perigo de extinção.

Fonte: Estado de Minas

​Read More
De olho no planeta

México cria maior santuário da América do Norte para animais marinhos

O anúncio divulgado pelo presidente do México, Enrique Peña Nieto, cumpriu uma promessa feita em Outubro de transformar uma área oceânica de 57 mil quilômetros quadrados em quatro ilhas em uma área protegida.

Foto: EnvironmentGuru

A Comissão Nacional de Áreas Naturais Protegidas do México procurou as ilhas vulcânicas, em grande parte desabitadas, a  mais de 380 quilômetros ao sudoeste de Baja California, e expandiu uma pequena reserva que abarcava aproximadamente 10 quilômetros de suas costas. A expansão ocorreu um ano depois que o vasto território retangular foi declarado Patrimônio Mundial da UNESCO.

Anteriormente, a região não oferecia um santuário a diversas espécies capturadas por pescadores e  tubarões, raias e baleias eram acidentalmente presos por ferramentas de pesca. A prática será banida dentro da extensão protegida.

O decreto do presidente mexicano proibirá a extração de recursos naturais e a construção de hotéis nas quatro ilhas. A Marinha mexicana terá uma pequena presença nas ilhas, segundo o Ecowatch.

O movimento foi descrito como um “precedente importante” por María José Villanueva, diretora de conservação da WWF no México, de acordo com a imprensa do país.

“Com o propósito de garantir a máxima proteção deste local do Patrimônio Mundial, será utilizada a categoria de proteção mais forte da nossa legislação nacional e todas as formas de pesca serão proibidas”, afirmou Alejandro Del Mazo Maza, representante da Comissão Nacional das Áreas Naturais Protegidas do México.

​Read More
Aves devem sofrer queda populacional
De olho no planeta

Aquecimento dos oceanos pode reduzir população de aves das Ilhas Galápagos

Em 1997, no meio do estudo, as sardinhas já não faziam parte da alimentação das aves e foram substituídas pelo peixe voador menos nutritivo, segundo o Science Daily.

Aves devem sofrer queda populacional
Foto: Reprodução, Wikipedia

Consequentemente, “o sucesso reprodutivo foi dividido pela metade”, diz Emily Tompkins, estudante de Ph.D. da Wake Forest e principal autora do estudo.

“Se as relações atuais entre a dieta e a reprodução persistirem no futuro, e as crescentes temperaturas do oceano excluírem a sardinha de Galápagos, prevemos que a população de aves Sula granti cairá”, acrescentou.

David Anderson, professor de biologia da Wake Forest e co-autor do estudo, completou: “Poucas conexões foram feitas entre o aquecimento do oceano e os efeitos populacionais nos trópicos, fazendo com que esse estudo seja significativo”.

O documento aumenta a compreensão da resposta de uma espécie às mudanças climáticas nos oceanos tropicais, mas também sugere que outros predadores de Galápagos, que prosperam quando há disponibilidade, devem se adaptar a um novo menu nos próximos 100 anos.

​Read More
Tubarões encontrados na embarcação
Notícias

Pescadores são multados e presos após massacre de mais de 6000 tubarões nas Ilhas Galápagos

Eles descobriram mais de 6.600 tubarões capturados e amontoados no navio conhecido como Fu Yuan Yu Leng 999, segundo a GrindTV.

Tubarões encontrados na embarcação
Foto: Ministério do Meio Ambiente do Equador

Depois de um breve julgamento, a juíza equatoriana Alexandra Arroyo condenou os 20 pescadores pela posse e transporte de espécies protegidas e estabeleceu uma multa de US$ 5,9 milhões e de um a quatro anos de prisão, conforme informado pelo Ministério do Meio Ambiente.

“Esta sentença está alinhada à política de tolerância zero por desrespeito à nossa soberania e aos nossos princípios mais elementares como nação, já que o Equador reconhece a natureza como sujeita de direitos. Esta decisão marca um precedente em questões legais ambientais, no nível do país e da região”, declarou Tarsicio Granizo, ministro do Meio Ambiente, em um comunicado.

O governo disse que irá confiscar o navio e devolver os tubarões ao oceano, de acordo com a Reuters.

​Read More
Notícias

Galápagos registra primeira extinção de aves

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Alvaro Jaramillo
Reprodução/Alvaro Jaramillo

Os cientistas descobriram novas espécies de aves nas Ilhas Galápagos, porém há um grande problema: uma delas está extinta.

Pesquisadores da Universidade de San Francisco (SFSU), Universidade do Novo México (UNM), e do Observatório de Pássaros da Baía de San Francisco (SFBBO) usaram dados moleculares de amostras de espécimes de museu para determinar que duas subespécies de Pyrocephalus rubinus , ambas encontradas somente em Galápagos, devem ser classificadas, na realidade, como espécies, informa o Science Daily.

Uma destas espécies recém-reconhecidas – a ave Pyrocephalus dubius caracteristicamente menor da ilha San Cristóbal – não é vista desde 1987 e é considerada a primeira a ser extinta na região segundo o estudo publicado na revista “Molecular Phylogenetics and Evolution”.

“Uma espécie de ave que possa ser extinta em Galápagos é muito grave. É urgente entender por que estas aves têm diminuído”, afirmou Jack Dumbacher, co-autor do estudo.

O estudo examinou a história evolutiva das aves usando técnicas genéticas avançadas.

Na ausência de tecido vivo, a equipe utilizou a Academia de Ciências da Califórnia, que abriga a maior coleção de espécimes de aves de Galápagos no mundo. Dessa forma, os pesquisadores realizaram o sequenciamento de DNA e reconstruíram a história evolutiva das aves.

Duas subespécies de Pyrocephalus rubinus, ambas encontradas somente em Galápagos, eram tão geneticamente distintas que a equipe as elevou ao status definitivo de espécies: Pyrocephalus Nanus e Pyrocephalus dubius.

Não se sabe o que exatamente levou o Pyrocephalus dubius à extinção, mas acredita-se que ratos e moscas tenham contribuído para isso.

“Esperamos que a pesquisa contribua para redobrarmos nossos esforços para compreender o declínio destas aves e evitar que outros animais tenham o mesmo destino”, afirmou Dumbacher.

As Ilhas Galápagos são famosas por sua diversidade de espécies desde que Charles Darwin descreveu a biodiversidade da região em detalhes vívidos em seus escritos. Porém, conservar esta biodiversidade continua a ser um desafio.

​Read More
Notícias

Galápagos perde primeira espécie de pássaro desde a visita de Darwin

Divulgação
Divulgação

As Ilhas Galápagos, no Equador, estão entre os mais conhecidos santuários ecológicos do mundo, por ter servido de palco para a formulação da teoria da evolução pelo naturalista britânico Charles Darwin. Mas apesar de toda proteção, uma espécie de pássaro, que vivia apenas no arquipélago, foi considerada extinta. Cientistas não sabem explicar as causas disso, mas suspeitam de que espécies invasoras, como ratos e moscas, podem ter uma parcela de culpa.

“Uma espécie de pássaro ser extinta em Galápagos é uma grande questão”, disse Jack Dumbacher, pesquisador da Academia de Ciências da Califórnia e coautor do estudo publicado no periódico “Molecular Phylogenetics and Evolution”. “É um marco para a conservação de Galápagos, e chama a atenção para o entendimento do porquê desses pássaros terem declinado”.

O estudo determinou que duas subespécies de Vermilion Flycatchers, conhecidos popularmente no Brasil como príncipes, são na verdade espécies únicas, encontradas apenas em Galápagos. O problema é que uma delas não é vista na natureza desde 1987, e pode ser considerada extinta. De acordo com os pesquisadores, trata-se da primeira extinção moderna de uma espécie de pássaros no arquipélago.

As pesquisas foram conduzidas com amostras da Academia, que abriga a maior coleção de pássaros do arquipélago, coletados há mais de cem anos. Por meio de sequenciamento genético, os pesquisadores construíram a história evolutiva das espécies, ambas descritas por Darwin, durante expedição em 1835.

Os Vermilion Flycatchers possuem uma história evolutiva complexa, com ramos de uma população ancestral que se dividiu em 12 subespécies reconhecidas, que povoam as Américas, do Brasil aos EUA. O estudo comparou a história evolutiva com a forma como a ciência classifica espécies e subespécies e encontrou inconsistências.

Duas dessas subespécies, encontradas apenas em Galápagos, são tão distintas geneticamente que foram elevadas ao status de espécie: o Pyrocephalus nanus, encontrado em praticamente todo o arquipélago, e Pyrocephalus dubius, que era encontrado apenas na ilha de San Cristóbal. Este último, menor e com diferenças sutis na coloração em relação às outras espécies, é conhecido como San Cristóbal Vermilion Flycatcher e não é visto há quase três décadas.

As causas da extinção são desconhecidas, mas duas ameaças invasoras podem ter tido algum papel: ratos e moscas parasitas. Os ratos escalam árvores para alcançarem ninhos de pássaros e comer os ovos, já as moscas podem matar os filhotes. Essas duas espécies invasoras estão provocando impacto na população restante de Vermilion Flycatchers.

“Infelizmente, parece que nós perdemos o San Cristóbal Vermilion Flycatcher”, disse Dumbacher. “Mas esperamos que um desdobramento positivo dessa pesquisa seja redobrar os esforços para compreender o declínio e alertar sobre as ameaças para as espécies sobreviventes antes que elas tenham o mesmo destino”.

Divulgação
Divulgação

Fonte: O Globo

​Read More
Notícias

Equador cria santuário marinho para os tubarões de Galápagos

45
Divulgação

Uma boa notícia para a proteção dos oceanos e da biodiversidade: o Equador acaba de anunciar a criação de um novo santuário marinho nas águas cristalinas das Ilhas Galápagos, com o objetivo de proteger a maior colônia de tubarões no mundo. A instituição da reserva irá proteger 32% das águas que circundam as treze ilhas vulcânicas, uma parte do oceano que equivale o tamanho da Bélgica.

A nova área protegida se estenderá por cerca de 38.000 quilômetros quadrados em torno às ilhas de Darwin e Wolf, as mais setentrionais do arquipélago, e irá resultar em uma proibição total das atividades de pesca e de extração, a fim de proteger o máximo possível o ecossistema local. A proibição da pesca de perfuração e também irá cobrir algumas áreas menores em torno das outras ilhas do arquipélago, que ficam a cerca de mil quilômetros da costa do Equador.

Até à data, nas águas de Galápagos eram autorizadas somente a pesca em pequena escala, realizadas por cooperativas locais. No entanto, devido ao aumento dos fatores de risco para o habitat marinho – do aquecimento global às incursões cada vez mais frequentes de navios de pesca não autorizados e caçadores de tubarão, o Governo do Equador optou por uma repressão acirrada.

43
Divulgação

O santuário marinho de Galápagos também incorpora a reserva marinha criada no arquipélago em 1998, com seus 88.000 km quadrados, que já foi uma das mais extensas do mundo. E já se configura como um verdadeiro paraíso da biodiversidade: na verdade, fora das treze ilhas, que permitiram a Darwin desenvolver a sua teoria da evolução, transitam e se reproduzem mais de 34 espécies diferentes de tubarões.

Um tesouro de valor inestimável quando se considera que, de acordo com estimativas científicas, em todo o mundo a cada ano são mortos cerca de 100 milhões de tubarões, 6-8% da população total, um número tão elevado que não pode ser compensado por novos nascimentos e que coloca em risco a sobrevivência de algumas espécies.

“As águas cristalinas do arquipélago de Galápagos são valiosas não só para os equatorianos, mas para o equilíbrio de todo o sistema marinho”, explica Daniel Ortega Pacheco, Ministro do Meio Ambiente. “As populações de tubarões em acentuado declínio em todo o mundo vêm aqui para descansar e criar seus filhos e queremos lhes oferecer um inteiro santuário.”

O arquipélago de Galápagos, que é um patrimônio da UNESCO, é o lar de cerca de 3.000 espécies diferentes de peixes, invertebrados e mamíferos marinhos, bem como aves, tartarugas gigantes e as únicas espécies conhecidas no mundo de iguana marinha. Um tesouro de biodiversidade única no mundo, cuja conservação só pode ser do interesse de todos.

Fonte: Green Me

​Read More
Notícias

Pesquisadores tentam salvar população de pinguins de Galápagos

(da Redação)

Foto: One Green Planet
Foto: One Green Planet
A Reserva de Galápagos, que protege todas as espécies dentro de suas fronteiras, abriga uma variedade de vida selvagem sem paralelo no mundo. Entre essas espécies está o pinguim de Galápagos, que é uma subespécie curiosa, uma vez que vive em águas tropicais e é a mais setentrional de todas as espécies de pinguins. O Dr. Geofrey Merlen, cientista que trabalha no Charles Darwin Research Center, em Galápagos, está envolvido em um estudo que começou há cinco anos atrás como um projeto para criar sites adicionais para ninhos de pinguins do arquipélago, a fim de ajudar a aumentar o sucesso da reprodução desses animais em anos de escassez de alimentos. Esse projeto tem sido estendido para incluir um estudo de cenário ecológico para estas únicas, ameaçadas e charmosas criaturas. As informações são do One Green Planet.
Ajuda aos pinguins ameaçados
A população da espécie está sendo declarada em perigo de extinção devido à área de habitat extremamente limitada, e dados que indicam uma resposta reprodutiva fraca na sequência de fortes estações sob influência do El Niño, que parecem causar uma alta taxa de mortalidade em adultos. E a implantação dos novos ninhos já está trazendo resultados nos últimos anos. Em julho de 2015, ninhos cavados na escória vulcânica na região da Baía de Elizabeth estão habitados por pinguins produzindo ovos e jovens pinguins. Esses sites estão sendo usados preferencialmente pelos animais, em relação aos ninhos “naturais”.

Foto: One Green Planet
Foto: One Green Planet

Ecologicamente, Merlen descobriu que esse local recebe “pulsos” de água fria a partir de fontes ricas em minerais. No dia da chegada da água fria, a baía fica repleta de animais, como pelicanos marrons, peixes “Sierra mackerel”, pássaros “shearwaters”, patolas-de-pés-azuis, baleias-de-bryde e, neste ano, a presença de uma baleia-jubarte com seu filhote, e uma orca.

Foto: One Green Planet
Foto: One Green Planet

Os pinguins estão conseguindo sobreviver graças a esses pulsos de água fria, especialmente, quando eles ocorrem em tempos de falta de alimento. 2015 está sendo considerado um ano fortemente afetado pelo fenômeno do El Niño, mas até agora os pinguins estão conseguindo selecionar novos lugares, se reproduzir e criar seus filhotes.

Mas, apesar do resultado favorável, o clima nas Ilhas Encantadas está se tornando cada vez mais difícil de se prever.

Cada atitude conta

Merlen afirma que, localmente, a humanidade não pode controlar o aquecimento global que traz ameaças aos pinguins de Galápagos, mas é preciso assegurar que a Reserva continue como uma área protegida. É imperativo que todas as espécies que vivem ou que passam por este local recebam o refúgio que eles merecem, pois todos eles são vitalmente necessitados da sobrevivência do oceano, e da flora e da fauna das Ilhas Galápagos.

​Read More
Home [Destaque N2], Notícias

Grupo cria música em homenagem a George, última tartaruga de subespécie extinta de Galápagos

Por Patricia Tai (da Redação)

Cena do clipe em homenagem a George
Cena do clipe em homenagem a George

Em 2012, o mundo disse adeus a “Lonesome George”, a última tartaruga da espécie “Geochelone Abigdoni”, que era sobrevivente da Ilha de Pinta, no arquipélago de Galápagos. Sua morte, aos 100 anos de idade, representou mais um triste marco do impacto causado pelo ser humano neste mundo, assinalando o fim de mais uma subespécie.

George foi descoberto na Ilha de Pinta no ano de 1971, surpreendendo biólogos que pensavam que todas as espécies da região haviam sido extintas devido à caça e à interferência pelo homem. Seu status como “o último de sua espécie” trouxe-lhe fama internacional e o transformou em símbolo da preservação de animais nas Ilhas Galápagos. Tentativas de reproduzir George e preservar a sua espécies foram, infelizmente, mal sucedidas. Quando ele morreu, ele foi considerado “o animal mais raro do mundo”. As informações são da Mother Nature Network.

Nesta semana, o grupo Skunk Bear da National Public Radio (NPR) prestou uma homenagem a George com um memorial musical, ao mesmo tempo doce, triste e comovente. A letra cativante e a animação resultaram em um bom trabalho no sentido de compartilhar a história de George – dando-nos uma pausa para que possamos nos lembrar das espécies com as quais dividimos este mundo, e também oferece alguma esperança de que a tartaruga solitária mais famosa do planeta finalmente tenha encontrado “a sua companheira naquela ilha, no céu”.

​Read More
Notícias

Morre 'Pepe, o missionário', a tartaruga mais querida de Galápagos

“Pepe, o missionário”, a tartaruga gigante mais querida das ilhas equatorianas de Galápagos, no Pacífico, morreu na quinta-feira (21) por causas naturais – informou nesta sexta o diretor de Ecossistemas do Parque, Víctor Carrión.

O quelônio, que vivia protegido na ilha San Cristóbal e tinha em torno de 60 anos, teve “falência de vários órgãos”, o que levou à sua morte, disse Carrión à AFP, acrescentando que Pepe também sofria de sobrepeso.

Há pelo menos dois anos, Pepe começou a apresentar “problemas para comer”, ficando por longos períodos sem ingerir alimentos.

“O desaparecimento da tartaruga Pepe não deixa sua espécie (‘Chelonoidis becki’) em perigo”, escreveu o diretor do Parque Nacional Galápagos (PNG), Arturo Izurieta, em sua conta no Twitter.

Em junho de 2012, “George, o solitário”, a última tartaruga gigante de sua espécie a habitar Galápagos, também morreu de causas naturais, após tentativas frustradas para que se reproduzisse.

George, com idade estimada em mais de 100 anos, tornou-se símbolo da conservação animal. Ele era o único sobrevivente da espécie “Chelonoidis abigdoni”, originário da ilha Pinta, onde foi encontrado em 1972.

As ilhas Galápagos foram declaradas Patrimônio Natural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) há três décadas.

A região ainda abriga 11 espécies de tartarugas gigantes, depois do desaparecimento das espécies das ilhas Fernandina (“Chelonoidis fhantastica”) e Santa Fé (“Chelonoidis spp”).

Fonte: em.com.br

​Read More