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Maior festival de sacrifício de animais do mundo mata milhares de búfalos no Nepal

Foto: Reuters
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Religiosos hindus munidos de espadas e facas começaram, nesta terça-feira (03), a matança cruel de milhares de búfalos no maior sacrifício de animais do mundo que ocorre no Nepal, apesar dos esforços para acabar com o derramamento de sangue.

O Festival Gadhimai (nome da deusa hindu do poder), que é realizado a cada cinco anos, começa em Bariyarpur nas primeiras horas da madrugada, em meio a medidas de segurança rígidas, com uma cerimônia conhecida como “pancha bali”: o ritual sacrificial de uma cabra, um rato, uma galinha, um porco e um pombo. Um xamã local também oferece sangue de cinco pontos de seu corpo.

Cerca de 200 homens com espadas e facas afiadas entram em uma arena murada maior que um campo de futebol que contém milhares de búfalos enquanto peregrinos empolgados sobem nas árvores para vislumbrar a ação.

Foto: AFP via Getty Images
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“Os sacrifícios começaram hoje. Tentamos não apoiá-lo, mas as pessoas têm fé na tradição e vieram para cá com suas ofertas”, disse Birendra Prasad Yadav, do comitê organizador do festival.

Na terça-feira (03), fotografias capturaram açougueiros usando espadas para matar búfalos marcados com tinta vermelha, enquanto dezenas de pessoas assistiam e agitavam armas no ar.

Ao amanhecer, cerca de 3.500 búfalos foram reunidos na arena principal do Templo para uma decapitação em massa quando o primeiro dia do maior evento de sacrifício de animais do mundo começou, segundo a Humane Society International (HSI).

Foto: AFP via Getty Images
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Os participantes do evento descreveram os animais como “fracos e sem reação” devido à exaustão, doenças e estresse, enquanto os devotos continuavam com o festival brutal.

Mas, apesar das cenas perturbadoras, a HSI disse que o número de animais mortos era muitas vezes menor do que nos anos anteriores.

Milhares de fiéis do Nepal e da vizinha Índia passaram dias dormindo ao ar livre e fazendo orações antes do evento começar na vila de Bariyarpur, perto da fronteira indiana.

Foto: AFP via Getty Images
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“Eu acredito na deusa. Minha mãe pediu pela boa saúde do meu filho”, disse Rajesh Kumar Das, 30 anos, enquanto segurava uma cabra para o sacrifício.

No auge de 2009, o evento que dura dois dias – realizado em homenagem à deusa hindu do poder – matou cerca de 500 mil búfalos, cabras, pombos e outros animais. Foi relatado que esse número foi reduzido para cerca de 250 mil em 2014.

Conforme informações de 2015 das ONGS Humane Society International e  Animal Welfare Network Nepal defensoras dos direitos animais, as autoridades do templo concordaram em “cancelar todo futuro sacrifício de animais” assim como “estão pedindo aos devotos que não tragam animais para o festival para serem mortos”.

Foto: Reuters
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O então presidente do templo, Ram Chandra Shah, disse à BBC que esse não era o caso. Ele disse: “Os hindus devotos podem ser solicitados a não oferecer sacrifício de animais à deusa, mas eles não podem ser forçados a não fazer isso – nem a tradição pode ser proibida ou interrompida completamente”.

Mas ativistas pelos direitos animais dizem que tanto as agências governamentais quanto os comitês do templo falharam na implementação dessas decisões. Autoridades de fronteira e voluntários da Índia resgataram, nos últimos dias, dezenas de animais sendo levados para a fronteira por comerciantes e peregrinos sem licença, mas isso não conseguiu impedir o fluxo.

Durante o ano passado, grupos de bem-estar animal, como a HSI, a Federação de Bem-Estar Animal do Nepal e a People for Animals, lançaram uma série de campanhas de conscientização pública para incentivar os devotos a não levarem animais para serem sacrificados, e isso se mostrou uma ação bem-sucedida em muitos casos.

Foto: Humane Society Internacional
Foto: Humane Society Internacional

Tanuja Basnet, diretor da Humane Society International/Nepal, disse: “Tais cenas de sofrimento animal são uma mancha na reputação internacional do Nepal. Não há justificativa para esse assassinato em massa, e é verdadeiramente de partir o coração testemunhar esse crime, especialmente sabendo que o Templo poderia e deveria ter cumprido sua promessa de ajudar esses animais”.

“Foi deixado para grupos de defesa de animais como HSI, FAWN, PFA e outros intervir durante o ano passado e incentivar as pessoas a não trazer animais para sacrifício. Se não tivéssemos agido, a vida de muitos milhares de animais teria sido desperdiçada. Mas agora é hora do governo do Nepal adotar uma proibição para o sacrifício de animais, para que seja a última vez que testemunhamos esses horrores em Gadhimai”.

Segundo a lenda, os primeiros sacrifícios em Bariyarpur foram realizados cerca de 265 anos atrás, depois que a deusa Gadhimai apareceu para um prisioneiro em um sonho e pediu que ele estabelecesse um templo para ela.

Foto: AFP via Getty Images
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Segundo a mitologia hindu, o senhorio feudal estava dormindo na prisão quando imaginou que seria libertado de todo o seu sofrimento mundano depois de fazer um sacrifício de sangue a Gadhimai, a deusa do poder.

A deusa pediu um sacrifício humano, mas Bhagwan Chowdhary ofereceu-lhe com sucesso o sangue de um animal – e a prática continuou todos os anos desde então.

O festival de morte cresceu por mais de dois séculos e, em 2009, mais de cinco milhões de pessoas participaram das “festividades” de dois dias no Templo Gadhimai, no sul do Nepal. Pensa-se que cerca de 80% deles viajaram da Índia apenas para ver os assassinatos.

Milhares ficam sentados nas cadeiras do templo de Gadhimai enquanto búfalos, cabras, galinhas e outros animais são pastoreados e decapitados por 200 homens armados com longas lâminas afiadas.

Foto: Reuters
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Me recordo do Gadhimai

Gadhimai realizado em in Bariyarpur, no Nepal, em 2014 (Foto: Omar Havana/Getty Images)

Me recordo de pessoas criticando exaustivamente o Gadhimai, no Nepal, festival tradicional daquele país onde 500 mil animais eram sacrificados por degola e decapitação. Diziam que era um absurdo, inadmissível. O Gadhimai então, celebrado pelo povo madhesi e bihari, foi proibido. Muitos consideravam o festival de viés religioso absurdo pela quantidade de animais mortos, mas, como dizia Tom Regan, o número não importa para o animal que vai ser morto, se ele for o escolhido.

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Famoso festival do Nepal decide acabar com sacrifício de animais

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/MartinStewart
Reprodução/MartinStewart

Durante séculos, o festival Gadhimai no Nepal inundou a região do templo com o sangue de animais mortos em nome da “tradição”. Estes assassinatos ocorreram a cada cinco anos durante os últimos 300 anos.

Felizmente, isso acabou. O Templo Gadhimai declarou oficialmente sua decisão de acabar com o sacrifício de animais. Centenas de milhares de búfalos, cabras, galinhas e outros animais serão salvos de uma morte brutal por concussão ou decapitação, informa o Veggie Style.

“Podemos garantir que o Gadhimai é uma celebração importante da vida e nosso coração pesa por cada vida tomada. Chegou a hora de transformar uma antiga tradição”, disse o comunicado do templo.

Centenas de milhares de búfalos, cabras, galinhas e outros animais irão agora ser salvo de uma morte brutal por concussão ou decapitação.

A decisão histórica de Gadhimai mostrou que a tradição não é desculpa para a crueldade e a notícia atingiu uma enorme repercussão nas mídias sociais, onde uma campanha tem sido realizada em nome das vítimas do festival.

Esse é um exemplo, entre muitos, que mostra como a humanidade está ficando mais consciente em relação à exploração de animais.

Segundo o Veggie Style, “se o maior evento de sacrifício de animais em todo o mundo pode ser transformado em uma “celebração da vida”, então podemos ser infinitamente esperançosos sobre o futuro.”

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Notícias

Cerimônia hindu assassina mais de 15 mil búfalos e um número incontável de cabras e pássaros

Foto: Reprodução/ Renascença
Foto: Reprodução/ Renascença

Pelo menos 15 mil búfalos e um número incontável de cabras e pássaros foram mortos num gigantesco sacrifício coletivo no Nepal.

A cerimônia hindu acontece de cinco em cinco anos no templo dedicado à deusa Gadhimai, no sul do país. Gadhimai é considerada a deusa do poder na religião hindu e a celebração atraiu milhares de devotos, incluindo muitos que viajaram da Índia. Mais de 80% da população nepalesa é hindu.

A cerimônia dos sacrifícios aconteceu ao longo de dois dias. “Na terça-feira sacrificamos 15 mil búfalos. Mas o número de cabras e pássaros (incluindo galos e pombos) sacrificados na quarta-feira é incontável”, explicou Shiva Chandra Prasad Kushawaha, responsável pelo comitê de organização.

Alguns ativistas pelos direitos dos animais, incluindo a atriz francesa Brigitte Bardot, protestaram, mas as queixas não chegaram ao templo onde o principal sacerdote garantiu que não houve qualquer problema. “É uma tradição e é a fé das pessoas que está em causa. Como é que os protestos podem impedir isso?”, perguntou Mangal Chaudhary.

Fonte: Renascença

Nota da Redação: Enquanto mantivermos todos os comportamentos humanos de extrema ignorância, ainda haverá escravidão. Hitler poderia justificar seus assassinatos com a “tradição e a cultura de seu povo”, e ainda haveria ditadura; a “Santa” Inquisição ainda existiria proibindo qualquer manifestação religiosa que não fosse a “tradicional” da época. Tradição não justifica nenhuma atitude e não é coerente que qualquer Deus ou entidade religiosa de qualquer religião que pregue a paz, o amor e a evolução espiritual, espere de seus fiéis (ditos) humanos que pratiquem qualquer tipo de violência contra seres vivos. Pode não ter sido este ano, mas Mangal Chaudhary terá que rever seus conceitos pois esta chacina acabará por ser impedida.

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Apesar de protestos, nepaleses mantêm rito de sacrifício em massa de animais

Apesar das súplicas de defensores dos animais, os devotos hindus do Nepal estão decididos a sacrificar entre esta terça (24) e quarta-feira dezenas de milhares de animais ( mais de 200 mil) como oferenda à deusa Gadhimai.

(Foto: EPA)
(Foto: EPA)

O sacrifício, que acontece a cada cinco anos, reunirá nesta terça-feira cerca de cinco milhões de peregrinos no sul do país, mais da metade deles provenientes da vizinha Índia.

“Há cinco anos, 12 mil búfalos de água foram oferecidos à deusa Gadhimai, e esperamos neste ano que sejam cerca de 15 mil”, disse à Agência Efe o sacerdote do templo de Gadhimai, Mangal Chaudhary.

Aos búfalos de água que serão sacrificados no primeiro dia do festival é preciso somar de 100 mil a 200 mil bodes que, segundo cálculos do sacerdote, morrerão também entre esta terça e quarta-feira.

Este sacrifício de animais,  o maior do mundo, terá lugar em um espaço de três quilômetros quadrados no distrito de Bara (sul do país), mas os búfalos de água serão mortos em uma área ainda menor.

As autoridades nepalesas enviaram 1.200 agentes à região para evitar incidentes durante o rito.

“As cabeças dos búfalos de água serão enterradas em fossas de 2,75 metros de profundidade nos limites do templo”, descreveu o sacerdote.

“A carne dos búfalos é dada como ‘prasad’ (oferenda) a qualquer devoto que a consumir”, disse Chaudhary, acrescentando ainda que o comitê organizador vende as peles dos animais após o massacre.

Habitualmente são as castas mais baixas que comem carne de búfalo, enquanto a de bodes é de consumo geral.

O festival é celebrado há séculos, mas agora recebeu severas críticas de grupos defensores dos animais.

A atriz francesa Brigitte Bardot, uma das mais famosas adeptas da causa, chegou a escrever uma carta ao presidente nepalês, Ram Baran Yadav, pedindo-lhe que impedisse um ritual classificado por ela como “cruel e desumano”.

“Dediquei toda minha vida a proteger os animais e o melhor presente que poderia receber por esta luta seria o anúncio do fim desse sacrifício de animais”, disse.

No Nepal, vários grupos protestaram também por um ritual que consideram “inaceitável” em pleno século XXI.

“O hinduísmo não condena o sacrifício ritual de animais”, disse à Agência Efe a presidente da Rede de Animais do Nepal, Pramada Shah.

“Somos contra a forma cruel que os animais são assassinados. Primeiro cortam suas patas e depois os matam”, denunciou.

A ativista também criticou o fato de que as cerimônias de sacrifício não contem com medidas sanitárias e, apesar de ter admitido que é difícil que esta prática desapareça de forma imediata, pediu um “esforço contínuo” para que a situação mude em um futuro próximo.

Sua organização pediu uma intervenção do governo, mas as autoridades negaram, alegando que o massacre é uma tradição. “É uma questão de religião e fé. O ritual não pode ser interrompido”, disse à Agência Efe o líder do distrito de Bara, Tara Nath Gautam.

Bara “é um centro de poder divino. Quando alguém quer ter um filho, um trabalho, boa saúde ou qualquer outra coisa, faz uma oferenda à deusa Gadhimai”, explicou o sacerdote, que garantiu que os devotos “veem seus sonhos realizados”.

Políticos e ativistas da Índia, país ligado étnica e culturalmente ao sul do Nepal, enviaram um pedido aberto por meio do jornal nepalês Kathmandu Post para que a prática seja encerrada.

“A deusa Gadhimai não pediu para ser desonrada desta forma, e não quer ser vista como a deusa do sofrimento”, diz uma carta assinada por várias personalidades do país.

Apesar das pressões, as autoridades religiosas encarregadas de organizar o festival garantem que o ritual seguirá adiante.

“Estou seguindo meu dharma (lei natural), e ninguém deveria interferir”, afirmou Chaudhary, cuja família controlou durante dez gerações o sacerdócio do templo Gadhimai.

Fonte: EPA

Nota da Redação: A violência plantada pela humanidade será colhida pelo próprio homem e por toda a coletividade que compartilha dos mesmos princípios cruéis e desiguais. É uma vergonha para a espécie humana tamanha perversidade em nome da religião. Deus nenhum aceitaria isso como presente. Exercer o poder sobre seres indefesos, ignorando seus direitos, é indigno dessa existência. Força nenhuma tem valor se não é aplicada para o bem maior de todos. Vivemos em condição de luto a cada vida descartada e desrespeitada.

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Nepal decide continuar com a carnificina religiosa de animais

Por Lobo Pasolini (da Redação)

Nem mesmo uma carta de Brigitte Bardot foi suficiente para convencer as autoridades nepalesas a cancelar o sacrifício em massa de animais durante o festival de Gadhimai, deusa à qual o festival é dedicado. O festival hindu acontece a cada cinco anos e atrai gente muita gente da Índia, onde sacrifícios são proibidos em partes do país.

Imagem: Best Friends Animal Society
Imagem: Best Friends Animal Society

Estima-se que mais de 200 mil animais sejam mortos, entre búfalos, porcos, cabritos, galinhas e pombos. Os participantes são levados a crer que os sacrifícios espantam o mal e atraem fortuna.

Várias ONGs, autoridades e até mesmo Ram Bahadur Bamjan, um adolescente considerado por muitos uma reencarnação de Buda, se mobilizaram para evitar o derramamento de sangue que acontece em Bara, a 160 quilômetros da capital Katmandu, nos dias 24 e 25 de novembro.

Ramjan disse que irá visitar a área do festival e apelar diretamente aos participantes para que eles não façam sacrifícios. Os discípulos do rapaz acreditam que ele tem meditado sem comida ou água nas florestas do sul do Nepal desde 2005. Eles acreditam que ele passa meses sem se mover, sentado com seus olhos fechados sob uma árvore.

Fonte: AP

Nota da Redação: Como sempre, a desculpa para se realizar uma carnificina é a tradição. Mas ninguém sabe explicar como essa tradição começou e, de qualquer forma, tradições nascem e tradições podem morrer. Não há espaço para esse tipo de coisa no mundo contemporâneo. Rituais religiosos podem ser executados com simbolismos, como é o caso da hóstia católica. Provavelmente existe um grupo de criadores e transportadores de animais que se beneficia financeiramente desse evento e que obviamente não tem interesse que ele acabe.

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